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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Vicious Game

Escrita porSoldada
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

%DRAGAVEI% • AGORA
  Praga, República Tcheca.

  — Essa é a ideia mais idiota que você já teve até agora — %Pietro% chiou em voz baixa, forçando um sorriso educado e profissional quando um outro funcionário do hotel lançou um olhar para os dois dentro do elevador, se silenciando apenas até as portas do elevador fecharem a frente deles. %Sophia% mordeu o interior de suas bochechas tentando não sorrir com a expressão exasperada de %Pietro%, uma parte de si mesma achando, no mínimo, engraçada a situação toda, apesar de sua seriedade. %Pietro% a encarou, frustrado. — Eu não sou cego, eu posso literalmente ver que você tá escondendo o teu sorriso.
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  %Pietro% negou com a cabeça, exalando exasperado e então levando sua mão direita em direção a própria gravata de seu terno, tentando ajustá-la pela vigésima nona vez. %Sophia% apenas ajeitou seu próprio paletó com indiferença fingida.
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  — Não faço ideia do que você está falando — %Sophia% se defendeu, mas o sorriso discreto, torto, traia exatamente a inocência que ela estava tentando fingir. — Além do mais, não é como se eu estivesse sozinha. Eu estou do lado de um super herói, não vai dar nada errado. Confia em mim.
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  %Pietro% forçou um sorriso sarcástico para %Sophia%, mas a preocupação em seus olhos era genuína.
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  — Claro, porque isso não foi o que você disse nas últimas três vezes que deram errado?! — %Pietro% grunhiu, irritado, e então deu alguns passos na direção de %Sophia% até que estivesse parado a frente dela. Instintivamente, %Sophia% se aproximou dele para ajustar sua gravata, puxando-a de volta ao lugar, e então dobrando a gola da camisa social branca que ele estava usando por baixo.
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  — Desta vez vai dar certo, eu sei que vai, tô sentindo! — %Sophia% exclamou com um tom de voz determinado e confiante, terminando de ajeitar a gravata de %Pietro%, e ignorando a maneira com que os olhos dele se encontraram com os dela. Não era que ela não gostasse de %Pietro%, mas estava começando a ficar bem aparente que os dois estavam cruzando uma linha ali. Poderia ser completamente coisa da cabeça de %Sophia%, e muito provavelmente apenas pura carência estúpida, mas havia algo ali. Ela conseguia sentir, pairando no ar em palavras não ditas, e ela igualmente estava ciente que %Pietro% sabia também. Nenhuma linha havia sido cruzada ainda, ao menos, nenhuma que pudesse destruir sua amizade com o italiano de forma permanente, mas ela podia sentir que estavam prestes a fazê-lo.
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  E ela odiava que não pudesse controlar a sensação de culpa que surgia sempre após tais pensamentos — que estavam começando a ser mais frequentes nestes últimos meses.
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  Mesmo que %Leon% a tivesse abandonado sem o mínimo de dignidade de oferecer-lhe um motivo para o porquê ele havia o feito, %Sophia% ainda não conseguia deixar de sentir como se estivesse o traindo. Mesmo que fizessem quase quatro anos desde que o desgraçado havia fugido com sua ex para sabe-se lá onde, de acordo com %Pietro%, e a deixado passar pela a humilhação de espera-lo chegar a maldita igreja por horas até perceber que ele nunca chegaria, %Sophia% ainda tinha aquela estranha sensação de que não podia se aproximar de outra pessoa. Especialmente de %Pietro%, que, antes de tornar-se o melhor amigo dela, havia sido dele. Era meio que esquisito, mas os dois pareciam ser completos idiotas por manterem vivo o fantasma de um completo desconhecido entre eles: — porque era isso que %Leon% era, apenas um desconhecido, ela não sabia se havia sequer o compreendido algum dia, mas era evidente que não o fazia.
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  E, no entanto, era insuportável a ideia de se relacionar com outra pessoa.
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  Não porque %Sophia% de repente tivesse se tornado cínica e não desejasse se relacionar com mais ninguém, tampouco por se ressentir com %Leon%. Ela havia aprendido muito cedo com sua mãe que: alguém que vai embora da sua vida, jamais foi sua, para começo de conversa, ninguém que te ama, abandona. Mulher inteligente e sorrateira era Sonja, mas certamente com um excelente ponto, e um que mesmo o pai dela não poderia discordar desta vez. Verdade seja dita, sentia-se presa naquela situação, sem saber ao certo o que fazer, justamente porque não tinha como desligar a parte de sua mente que era estupidamente leal.
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  %Leon% e ela nunca havia tido um final. %Leon% havia apenas desaparecido, e embora ela soubesse que aquele deveria ser o ponto final deles, o termino definitivo que não teria como ser desfeito — por uma escolha dele, diga-se de passagem —, seu corpo e seu coração ainda estavam acostumados com a ideia de permanecer e ser leal a %Leon%.
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  Mas %Leon% não estava mais aqui, %Pietro%sim. %Pietro% era uma boa pessoa. Céus, melhor do que %Leon%jamais poderia sequer pensar em ser!
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  — %Sophie%, eu... — %Pietro% começou a dizer, mas foi bruscamente interrompido quando as portas do elevador finamente se abriram.
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  %Sophia% deu um passo para trás, prendendo sua respiração e então voltando seu olhar para a marca de onde o elevador havia parado, apenas para conferir se estavam no andar certo ou se ela havia apertado, outra vez, o número errado. 23, perfeito. %Sophia% ofereceu seu melhor sorriso inocente e tranquilo para seu potencial supervisor, tentando apenas parecer como uma empregada em seu primeiro dia de trabalho e nada mais, enquanto %Pietro% se colocava atrás dela, calmamente a guiando em direção à onde as bandejas estavam.
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  Um grito exasperado de seu supervisor, o Sr. Wellington, e então %Sophia% estava livre do olhar incomodado do homem o suficiente para poder inclinar-se na direção de %Pietro% com uma expressão focada.
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  — Certo, a gente tem pelo menos uns vinte minutos sobrando ainda até conseguir localizar Dr. Ward — %Sophia% sussurrou urgente para %Pietro%, pegando a bandeja que o melhor amigo lhe oferecia, e então ajeitando-a em seu antebraço, equilibrando-a, antes de começar a empilhar as taças de champagne, enfileiradas. — Quantas mais informações a gente conseguir absorver melhor.
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  — Continuo achando que seria melhor você ter ficado de fora dessa, a gente nem sabe que tipo de monstros Dr. Ward pode ter trazido desta vez — %Pietro% avisou com um tom de voz ainda mais baixo, grave, sua voz adquirindo uma tonalidade mais irritadiça, parecendo ter pouco sucesso em ocultar sua própria raiva.
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  Aquele assunto era algo delicado para %Pietro%, %Sophia% sabia. Ela, igualmente, não o julgava, havia algo de estranhamente perturbador em perceber que seu antigo professor da faculdade, era, agora, o seu carrasco. %Sophia% sabia que Dr. Ward possuía muitos débitos, especialmente com %Pietro%. O homem que havia sido responsável por roubar tudo o que %Pietro% possuía, que havia o tornado algum tipo de... criatura. Não mais humano para ser como todos os outros, mas igualmente, não mais um quase deus, pois seus poderes não era vistos como uma benção, apenas uma maldição. Era por isso que %Sophia% queria ajuda-lo, era por isso que %Sophia% queria encontrar as respostas das lacunas que a empresa BioNova havia deixado, e se certificar que mais ninguém pudesse machucar %Pietro%.
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  Sentia que devia isso a %Pietro%, assim como igualmente, não poderia negar o instinto protetor que tinha desenvolvido com o homem de cabelos %vermelhos%, e olhar sempre doce.
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  — Para que Dr. Ward faça algo, ele primeiro vai ter que me pegar. — %Sophia% lançou um olhar na direção de %Pietro%, significativo. — E eu não vou perder o nosso encontro no Praetors mais tarde. Você ainda me deve aquela cerveja — %Sophia% disse com um sorriso travesso preso em seus lábios, dando uma piscadela para o homem.
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  Ela não poderia ter visto, pois já havia marchado discretamente em direção às mesas, seu rosto uma máscara de inocência, ocultando suas intenções enquanto silenciosamente acenava com a cabeça e oferecia as taças de champagne para os convidados naquela festa de gala empresarial, mas os olhos de %Pietro%, que acompanhando-a fixamente, haviam se iluminado como verdadeiras estrelas, um quase sorriso esperançoso surgindo em seus lábios, ao passo que ele murmurava para si mesmo somente a palavra “encontro”.
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  O grande salão da BioNova era realmente impressionante, mesmo para alguém não acostumado, não por sua opulência e extravagância, mas sim empiricamente por seus avanços na tecnologia. Hologramas espalhados pelo salão, dançando ao ritmo de músicas bem marcadas, mas com melodias suaves o suficiente para ainda ser algo elegante. %Sophia% tencionou sua mandíbula, achando curioso a playlist, afinal My Way de Frank Sinatra estar tocando.
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  Há um tempo atrás, enquanto ela finalizava seu trabalho de apresentação do seu mestrado, %Sophia% lembrava-se de ouvir %Leon% resmungando a melodia para cima e para baixo na casa deles, quando distraído. %Sophia% supôs que isso deveria ter sido o primeiro sinal de que algo estava errado com ele. Algo que ela não poderia saber dizer, mas que desvirtuava o comportamento dele, intangível, mas sempre presente, como um fantasma, por trás de sua mente. E aquela música havia sido um grande indício disso. Mas ela havia escolhido ignorar, fosse por conveniência, fosse porque a ideia de perde-lo fosse extremamente dolorosa. De qualquer forma, agora, ela percebia a ironia da situação, ao ouvir a música ser entoada pelo grande salão requintado. A maior parte das paredes eram feitas de vidro, elegantes, com uma janela panorâmica que formava quase uma faixa cristalina do céu noturno de Praga, embora aquela noite fosse uma noite chuvosa. As mesas eram dispostas em grandes cubículos com uma divisória aparentemente feita de hologramas, simulando arbustos e flores coloridas e havia uma grande parede feita de um aquário com peixes exóticos ali, coloridos como neon deslizando pela água.
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  Era um evento de gala empresarial, então a maioria das pessoas ali estavam vestidas para impressionar. %Sophia% havia perdido a conta de quantas mulheres com cabelos cuidadosamente presos em coques perfeitos, emoldurados por flores ou palitos de materiais como ouro, prata e até mesmo jades, prendendo seus cabelos em penteados discretos porém elegantes. Vestidos justos e longos, de cetim, seda e até mesmo veludo emolduravam os corpos das mulheres enquanto ternos cuidadosamente perfeiçoados em alfaiataria francesa e italiana envolviam os corpos masculinos. O teto alto, era obscurecido por uma camada de vidro preta, e do centro do salão havia um grande e elegante lustre de cristal, com formato de gotas cintilando de forma impressionante.
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  Mais ao fundo, havia um palco improvisado de madeira, com um púlpito de vidro, discreto, embora as laterais possuíssem luzes em neon, movendo-se como se fossem algum tipo de onda sumindo e reaparecendo. %Sophia% podia sentir o cheiro das comidas diferentes e exóticas que o espaço estava oferecendo para seus convidados. Podia ouvir as risadas discretas e características de pessoas ricas e importantes possuíam. Ela podia sentir o cheiro de variações de perfumes caros e marcantes, e ela podia ver os rostos sérios, sombrios de um pequeno grupo de pessoas que integravam grupos separados.
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  %Sophia% estreitou os olhos, lutando contra o impulso de procurar com o olhar o rosto de %Pietro%, desesperada para compartilhar o que padrão que ela estava percebendo bem ali, a sua frente. Ela exalou baixo, forçando um sorriso enquanto aproximava-se de um dos grupos, oferecendo champagne.
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  Eram três pessoas marcantes, em três grupos rodeados de empresários e suas acompanhantes, conversando baixinho sobre algo que %Sophia% ainda não conseguia entender direito. Um homem de cabelos e olhos brancos, com cicatrizes envolvendo seu rosto inteiro, embora estivesse bem alinhado e vestido. Um pouco mais atrás encontrava-se uma mulher com aparecia semelhante ao do homem de cabelos e olhos brancos, a pele igualmente pálida como porcelana, de aparência frágil sob o toque, mas diferente dele, ela só possuía uma cicatriz em seu olho esquerdo, lábios cheios e angulosos, e cabelos volumosos compunha um ar etéreo, quase angelical, mas que estranhamente não passava segurança a %Sophia%. E então havia a mulher de cabelos longos, escuros como a noite, olhos afiados de um tom violeta intenso, quase anormais, cintilando com energia pura.
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  Um sorriso surgiu pelos lábios finos da mulher de cabelos escuros, enquanto ela se esticava na direção de %Sophia%, para alçar uma das taças de champagne. %Sophia% se projetou para frente estendendo de forma praticada a bandeja, mas não tocou no vidro, o que tornou a situação ainda mais estranha quando a mulher de cabelos escuros como a noite segurou seu pulso para pegar a porcaria da taça.
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  Um arrepio percorreu pelo corpo inteiro de %Sophia% quando sentiu o toque gelado da outra mulher em seu pulso. De repente era como se seu pulso estivesse envolto de pequenas agulhas, espetando sua pele, com uma ponta de desconforto, mas não o suficiente para que %Sophia% acabasse derrubando a bandeja acidentalmente, mas o suficiente para fazer com que ela congelasse no lugar. Por um momento a sensação é estranha, como se ela tivesse perdido o controle de seu corpo e não conseguisse se mover. Ela sentiu uma pontada, primeiro, em seus pulmões, mas então a dor aguda passou a aumentar, enquanto ela tentava se obrigar a respirar, e falhava miseravelmente. Seus pulmões começaram a ficar doloridos, sua visão estranhamente polvilhada por pontinhos obscuros, embaçando sua visão. %Sophia% não demorou muito para começar a entrar em pânico.
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  — Scarlett. — A voz de Dr. Ward, grave e contida, ecoou atrás de %Sophia%, e ela se tencionou no mesmo segundo, mas não deixou isso deixar transparecer em sua expressão. Seu rosto estava começando a ficar mais arroxeado quando Dr. Ward apoiou a mão dele sobre o ombro de %Sophia%. — Já disse a você, sem demonstrações públicas.
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  Scarlett, a mulher de cabelos escuros como a noite, mantém o olhar fixo no rosto de %Sophia%, antes de soltar seu pulso, e %Sophia% soltar um arfar, tentando recuperar seu folego, cambaleando um pouco para o lado, desorientada.
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  — Tire um minuto para você, querida — Dr. Ward disse, sem perder um segundo olhando para %Sophia%.
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  %Dragavei% engoliu em seco, repousando a bandeja sobre um dos balcões de mármore preto liso, e então cambaleou em direção a um pequeno corredor a sua direita, apoiando seus braços na parede e deixando-se escorregar pela parede até ficar agachada. As mãos, trêmulas dela disparam em direção ao colarinho de sua camisa, tentando arrancar a gravata ao redor de sua garganta, e abrir os dois botões enquanto ofegava, desorientada. Que porra...
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  —... como se fizesse alguma diferença para você. — A mulher de cabelos escuros como a noite, a tal Scarlett pareceu ronronar, ironicamente. %Sophia% uniu as sobrancelhas, surpresa, mais por ver que a mulher podia falar do que qualquer outra coisa. %Sophia% inspirou fundo, e então exalou baixo, piscando algumas vezes, tentando clarear sua mente. Merda, a dor em suas têmporas ainda estava a incomodando. — Professor, você já foi melhor nisso.
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  — E pelos céus, diga-me a que se deve sua crítica, senhorita Stryker? — Dr. Ward respondeu com um tom de voz baixa, pragmática. %Sophia% estreitou os olhos, sem conseguir ignorar o arrepio que percorreu sua coluna, enquanto os olhos dela se voltou na direção de Dr. Ward.
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  Era um homem impressionante, e estranhamente assustador. Não era alto, ou muito largo, sequer poderia dizer que tinha músculos o suficiente para que pudesse sustentar uma briga, mas havia algo no rosto envelhecido do homem que era estranho. Calmo demais, controlado demais. A falta de exposição de emoções era o suficiente para deixar %Sophia% desconfortável. Não era normal que um humano não possuísse tais propensões. Normalmente, era derivado de algum problema muito sério a falta de sentimentos. Doutor Hugh Ward, um renomado cientista e especialista em biotecnologia, um homem poderoso e influente no ramo da pesquisa ao ponto de conseguir uma cadeira na Universidade de elite em Turin, era um homem fisicamente esguio, traços fortes e bem marcados, maçãs do rosto grandes, olhos em um tom de azul meio acinzentado, penetrantes, controlados e perturbadoramente observadores, mandíbula quadrada coberta por uma camada bem feita de barba, e os cabelos cuidadosamente aparados, mais altos no topo da cabeça, revelavam uma faixa grisalha ao redor das costeletas e parte inferior da cabeça. Era expressivo, %Sophia% já havia assistido as aulas dele uma vez, a quase oito anos atrás, mas dotado de uma frieza que ainda hoje a perturbava.
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  %Leon% costumava admirá-lo, pensou ela amarga.
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  — Não a reconheceu, Ward? — Scarlett pareceu ronronar, dando um passo na direção de Dr. Ward, esticando a mão na direção de da gravata do homem, enroscando os dedos longos no tecido de maneira ameaçadora. Dr. Ward segurou o pulso dela com firmeza, empurrando-a para trás com uma expressão de advertência que pareceu apenas diverti-la mais. — Aquela é %Sophia% %Dragavei%, querido, sabe? A repórter do The Tribune? — Scarlett ronronou e %Sophia% praguejou baixo, obrigando-se a endireitar, apalpando os bolsos de seu uniforme de garçom em busca do pequeno comunicador que compartilhava com %Pietro%, suas mãos tremendo, amortecidas. — E se ela está aqui, então, provavelmente não vai demorar muito para que ela descubra o que você está escondendo. Você não quer isso, quer, Hugh?
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  Escondendo? %Sophia% estreitou os olhos, prendendo a respiração, desta vez, voluntariamente. O que diabos ele estava escondendo? Então era de fato verdade todas as malditas teorias que ela havia feito aqueles anos? Os desaparecimentos de pessoas, o envolvimento da BioNova com a antiga Manifesto? O que as duas empresas, uma de biotecnologia e a outra de propaganda e marketing poderiam estar fazendo? E porque o que estavam fazendo precisava de pessoas desaparecidas? %Sophia% trincou os dentes, merda, ela sabia que deveria fugir dali urgentemente. Ela sabia que não era mais seguro, e deveria confiar em %Pietro%, mas, com o coração martelando em sua garganta, pela primeira vez, em muito tempo, ela estava tão perto de descobrir o que diabos haviam feito com %Pietro% e como vinga-lo... era uma oportunidade boa demais para deixar-se escapar.
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  %Sophia% poderia ser muitas coisas, mas nunca havia sido uma covarde. E se ela poderia finalmente ter as informações necessárias para destruir de vez a BioNova, então ela o faria sem hesitar, custasse o que custasse.
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  — Encontre-a. Seja discreta — Dr. Ward disse por fim, e %Sophia% trincou os dentes para não praguejar novamente, mesmo que seu corpo inteiro estivesse desesperado para o fazer. — Siga o protocolo.
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  Scarlett levou a taça de champagne em direção aos lábios, finalizando-a com um gole, antes de abrir um sorriso divertido para Dr Ward.
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  — Será um prazer... — Scarlett havia começado a dizer, mas %Sophia% não havia esperado para escutar o restante, ela começa a correr, o mais rápido que conseguia.
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  Suas mãos ainda trêmulas, finalmente alcança o comunicador de %Pietro%, apertando um único botão que era para funcionar apenas como uma chamada, um bip que eles sabiam que estavam em perigo, mas para sua completa surpresa, e desespero, %Pietro% %Sartori%, seu melhor amigo, não veio. Ela desviou de alguns garçons, esbarrando propositalmente contra um para fazê-lo derrubar as taças que segurava, criando uma distração enquanto corria cegamente pelos corredores que se abriam, tentando se lembrar onde diabos estava o elevador, apenas para perceber que os seguranças do espaço estavam se movendo em sua direção.
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  %Sophia% ofegou, tremendo, os olhos arregalados enquanto seu coração martelava contra sua caixa torácica. A descarga de adrenalina que atingiu sua corrente sanguínea amorteceu o tremor em suas mãos, e a sensação dolorosa em seus pulmões, mas sua respiração ainda estava escapando rápido demais, tornando sua garganta seca e fazendo seu nariz arder. %Sophia% lançou um olhar desesperado ao seu redor, agindo por instinto, e então correndo para a direita. Ela empurrou um dos convidados em direção aos degraus da escadaria, antes de voltar a correr o mais rápido que ela conseguia. Suor grudava contra suas têmporas e nuca, fazendo algumas mechas de seus cabelos grudarem contra a pele, e não demorou muito para que suas panturrilhas começassem a arder com o esforço físico.
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  Ela virou a direita, e então novamente a direita, seguiu para a esquerda, e soltou um praguejar alto ao perceber que havia acabado de se deparar com uma armadilha já que dois seguranças a esperavam no final do corredor. %Sophia% soltou um resmungo inteligível girando em seus calcanhares, caindo acidentalmente no chão e então rolando instintivamente em direção a uma rampa, usando o impulso para tentar se levantar. %Sophia% soltou um grito estrangulado quando um dos seguranças agarrou a parte de trás de seu rabo de cavalo, e no completo desespero, se debatendo, ela apenas se lançou contra uma porta de vidro, chocando-se bruscamente contra o vidro, e então lançando-se para dentro no momento que a porta de vidro se fechou, no momento que as luzes se apagaram.
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  %Sophia% ficou presa pelos cabelos na porta, soltando um grito de dor enquanto obrigava-se a puxá-lo, quebrando-o por consequência, os fios rompendo-se de forma dolorosa e irregular, até que ela se desequilibrasse com violência, voltando a correr da melhor forma que podia. Quando as luzes voltam a se acender, tudo brilha em um vermelho intenso oscilante, ascendendo e apagando. Ela está prestes a virar para a direita novamente, em direção ao maldito elevador quando braços fortes, e estranhamente familiares envolvem seu tronco, puxando-a para a direita, em direção ao que parecia ser um pequeno quarto para a disposição do material de limpeza, e o sistema de descarte do prédio. Mãos fortes e enluvadas envolveram a boca dela, com força o suficiente para silenciá-la, mas não o suficiente para machucá-la, enquanto o outro braço envolvia o tronco dela com força, tentando a fazer parar de se debater.
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  E então, lá estava ela, tentando se soltar daquele estranho, prensada contra um vão entre as paredes, apertado o suficiente para que pudesse sentir cada centímetro do corpo de seu maldito sequestrador, prestes a gritar quando aquele perfume atingiu seu nariz.
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  Céus... ela o reconheceria em qualquer lugar...
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  — Não se mexe — sussurrou aquela voz masculina, grave e reverberando com um sotaque suave, terrivelmente familiar ao pé de seu ouvido, quase urgente, a respiração dele chocando-se contra a parte de trás de sua orelha, cálida e tão pesada quanto a dela. O hálito ainda com aquele mesmo cheiro familiar que misturava menta, pasta de dente e café. %Sophia% congelou no lugar, não porque estivesse com medo, e muito pelo o ataque inesperado, embora realmente a tivesse deixado em alerta. Não, %Sophia% havia congelado porque ela imediatamente havia reconhecido aquela merda de voz. Não era possível... qual seria a chance...?
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  A voz pertencia a %Leon%.
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Capítulo 2
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