Uncharted Feelings


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


QUINTO CAPÍTULO • OH NÃO!

Tempo estimado de leitura: 26 minutos

  — Eu não sei o que foi isso… — Jaehyun balbuciou tentando se sentar, mas parecia preso ali, sobre ela — Eu…
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  %Sunji% continuou encarando os olhos escuros dele e então foi a vez dela cortar a distância entre os dois, beijando-o mais uma vez.
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  Jaehyun sequer teve tempo de processar as palavras que saíam da própria boca quando sentiu os lábios de %Sunji% voltarem a tocar os seus. Dessa vez, não houve hesitação. O segundo beijo veio urgente, intenso, carregado de algo que nenhum dos dois queria nomear naquele momento.
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  %Sunji% agarrou a nuca de Jaehyun, puxando-o ainda mais para si, como se quisesse ter certeza de que aquilo era real. Ele, por sua vez, gemeu contra os lábios dela, uma reação involuntária ao sentir a maciez da boca dela se mover sobre a sua. O beijo era quente, molhado e lento no início, mas logo ganhou intensidade, os lábios se encaixando e se moldando de um jeito quase desesperado.
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  As mãos de Jaehyun se moveram por instinto, deslizando pelos braços de %Sunji% até a curva de sua cintura, onde apertaram levemente, como se quisessem gravar a sensação da pele dela sob seus dedos. O corpo de %Sunji% arqueou sutilmente ao sentir o toque dele, e isso apenas o fez aprofundar ainda mais o beijo.
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  Dessa vez, a língua dele buscou a dela sem qualquer receio, e o choque das temperaturas, o gosto agridoce do álcool ainda presente, tudo parecia amplificar a conexão entre eles. O coração de %Sunji% martelava no peito, cada batida uma resposta ao que Jaehyun fazia com ela. Suas mãos, trêmulas, deslizaram pelos braços dele, sentindo os músculos tensionados, antes de subirem e se enterrarem nos cabelos úmidos dele.
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  Jaehyun inclinou levemente a cabeça para o lado, tornando o beijo ainda mais profundo, suas respirações se misturando, o calor crescendo entre os corpos. O sofá parecia pequeno demais para conter tudo o que eles estavam sentindo naquele momento. O mundo fora dali havia desaparecido, existiam apenas os toques, os suspiros e a forma como seus corpos pareciam se encaixar de um jeito perigoso demais para ser ignorado.
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  Foi %Sunji% quem quebrou o beijo dessa vez, ofegante, os lábios ainda entreabertos, tentando recuperar o ar que havia se perdido entre os beijos. Ela piscou algumas vezes, como se estivesse processando o que acabara de acontecer. Jaehyun permaneceu ali, o rosto tão perto do dela que ela conseguia sentir a respiração quente dele contra sua pele.
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  — Isso… não deveria ter acontecido. — Ela murmurou, mas sua voz não tinha convicção alguma.
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  Jaehyun a encarou, os olhos escuros brilhando de algo que ela não conseguia decifrar. O polegar dele roçou distraidamente o canto dos lábios dela, como se estivesse tentando memorizar cada detalhe.
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  — Mas aconteceu… — ele respondeu, a voz rouca, carregada de algo que fez um arrepio subir pela espinha de %Sunji%.
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  E naquele instante, ambos sabiam que aquilo não era um erro tão simples de se apagar.
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👾👾👾

  O dia havia amanhecido incrivelmente chuvoso e foram as gotas da chuva batendo contra a janela do quarto de Jaehyun que fizeram ele abrir os olhos de uma vez. O corpo involuntariamente deu um sobressalto e ele se sentou em sua cama, ainda coberto pelos cobertores, ele estava nu do peito para cima e percebeu que estava um pouco suado.
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  A cabeça latejou intensamente, e por sorte o quarto ainda estava um tanto quanto escuro, ou certamente a dor de cabeça da claridade seria ainda mais intensa. Quando fechou os olhos tudo veio á sua mente com força, em lembranças tão cristalinas quanto água.
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  O calor dos lábios de %Sunji% nos seus, a forma como suas bocas se encaixaram com uma urgência desconhecida. Ele se lembrava da suavidade da pele dela sob seus dedos, do arrepio que percorreu seu corpo quando suas mãos deslizaram pela cintura dela.
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  A lembrança do primeiro beijo já era intensa o suficiente, mas foi o segundo que fez seu coração dar um salto dentro do peito. %Sunji% o puxando para perto, seus dedos se entrelaçando em seus cabelos úmidos, o corpo dela se moldando ao seu como se pertencessem um ao outro. O sabor dela ainda parecia presente em seus lábios, misturado ao gosto doce das balas e ao amargor do álcool.
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  Ele engoliu em seco ao recordar o modo como ela suspirou contra sua boca, como seu corpo respondeu ao toque dele, como se tudo aquilo fosse inevitável. O calor que subiu por sua espinha naquela noite retornou com força, mesmo agora, apenas em lembrança. O coração martelava forte contra as costelas, e a respiração ficou um pouco mais pesada.
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  Mas então, o peso da realidade caiu sobre ele como um balde de água fria.
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  Ele e %Sunji%.
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  Jaehyun esfregou o rosto com as mãos, tentando afastar o turbilhão de sensações que ainda pareciam vivas em seu corpo. O que diabos eles haviam feito?
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  Jaehyun afastou os cobertores do corpo e decidiu que precisava de um banho, e não só pelo suor que estava impregnado em seu corpo… caminhou até a cadeira gamer que estava um pouco afastada de sua mesa e pegou a toalha que estava sobre ela, caminhando em direção ao armário para pegar uma roupa limpa.
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  Assim que o fez, ele jogou as peças sobre a cama e a toalha sobre o ombro direito. Encarou a porta fechada do próprio quarto enquanto a chuva ainda caía pesadamente do lado de fora do quarto.
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  E se a porta do quarto dela estivesse aberta? Quase sempre estava, nisso eles eram o oposto: ele sempre fechava e ela quase sempre deixava aberta…
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  A porta era apenas um detalhe, mas, no fundo, dizia muito sobre os dois.
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  Jaehyun sempre fechava a dele. Não gostava de invasões, de surpresas, de permitir que qualquer um tivesse acesso ao que se passava ali dentro — fosse seu quarto ou sua própria mente. Ele era assim, reservado, mantendo uma barreira invisível entre ele e o mundo. Mesmo com as pessoas mais próximas, ele escolhia o que revelar e quando revelar.
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  %Sunji%, por outro lado, quase sempre deixava a porta aberta. Ela não se importava que alguém esbarrasse em seu espaço, que olhassem para dentro, que soubessem um pouco mais dela. Era aberta para experiências, para o novo, para o imprevisível. Não que fosse descuidada com seus sentimentos, mas não construía muros ao redor deles como Jaehyun fazia quase sempre.
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  E agora, ali, de pé diante de sua própria porta fechada, ele se perguntou se a dela continuava aberta. Se ele apenas a empurrasse levemente, será que encontraria %Sunji% do outro lado, esperando como se nada tivesse acontecido? Ou será que, pela primeira vez, ela também a havia fechado?
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👾👾👾

  Jaehyun respirou fundo antes de finalmente sair do quarto. O corredor estava silencioso, apenas o som abafado da chuva contra as janelas preenchia o ambiente. Cada passo que ele dava parecia ecoar mais alto do que deveria, e seu coração batia forte, inquieto.
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  Ao se aproximar do quarto de %Sunji%, seus olhos logo se fixaram na porta.
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  Ela estava como sempre. Apenas escorada, entreaberta, sem nunca estar completamente fechada, nem escancarada.
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  Um alívio discreto percorreu seu corpo.
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  Se estivesse fechada, talvez significasse que algo entre eles havia mudado de um jeito irreversível. Mas ali, do jeito que sempre esteve, quase como um convite silencioso para entrar, significava que, talvez, ainda houvesse espaço para tudo continuar como antes.
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  Ou… talvez não.
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  Porque agora, ao encarar aquela fresta, Jaehyun não sabia mais se queria apenas passar reto…
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  Jaehyun engoliu seco, sentindo a garganta fechar por um instante. Ele sabia que deveria apenas seguir para o banheiro, tomar um banho e esquecer tudo aquilo… Mas seus pés pareciam agir por conta própria, como se um fio invisível o puxasse para mais perto.
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  Antes que pudesse raciocinar, sua mão já estava na porta, empurrando-a lentamente para dentro.
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  O quarto de %Sunji% estava mergulhado em uma penumbra suave, cortada apenas pela luz acinzentada que atravessava a janela parcialmente coberta pela cortina. O som da chuva parecia ainda mais próximo ali, criando um ambiente sereno e quase intocado.
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  E lá estava ela.
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  %Sunji% dormia de bruços, uma perna dobrada sobre o colchão e o rosto virado para o lado. Os cabelos bagunçados se espalhavam sobre o travesseiro, algumas mechas caindo sobre os olhos fechados. A respiração era lenta e profunda, o corpo parcialmente coberto pelo cobertor de pelagem preta que revelava a curva suave de suas costas.
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  Jaehyun ficou parado na porta, observando-a.
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  Aquela imagem, tão tranquila e natural, contrastava fortemente com as lembranças intensas da noite passada. Os beijos. Os toques. A maneira como seu corpo reagiu ao dela.
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  Seu peito subiu e desceu em um suspiro silencioso.
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  Ele deveria sair.
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  Mas algo o impedia de se mover.
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  Jaehyun avançou mais alguns passos, como se estivesse pisando em território proibido. O coração martelava contra o peito, mas ele não conseguia se afastar.
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  Aproximou-se da cama, os olhos escaneando cada detalhe do rosto de %Sunji%. As sobrancelhas suavemente arqueadas, os cílios longos descansando contra a pele, a respiração ritmada. O tom natural de seus lábios contrastava levemente com a suavidade da pele, e Jaehyun lembrou-se do gosto deles contra os seus.
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  Ele engoliu em seco, hesitante.
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  O que estava fazendo?
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  Mesmo assim, antes que pudesse se controlar, seus dedos já estavam em movimento. Com delicadeza, ele afastou uma mecha de cabelo que caía sobre a bochecha dela. O toque foi suave, quase inexistente, mas fez sua pele arrepiar.
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  Os olhos de %Sunji% tremeram levemente, como se estivesse prestes a acordar.
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  Jaehyun prendeu a respiração.
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  %Sunji% se remexeu sob os lençois, soltando um resmungo quase inaudível. Seu nariz franziu levemente, como se estivesse incomodada com algo no sono, mas logo relaxou outra vez.
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  Jaehyun manteve-se parado ao lado da cama, observando cada pequeno movimento dela. O peito subia e descia em um ritmo lento, e ele quase podia sentir o calor que emanava de seu corpo.
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  Se fechasse os olhos, poderia jurar que ainda sentia os lábios dela nos seus. O gosto adocicado misturado ao álcool, o deslizar suave das bocas se descobrindo, os toques hesitantes que logo se tornaram mais firmes.
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  Foi diferente de qualquer outra vez.
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  Dessa vez, houve algo a mais. Algo que ele ainda não sabia nomear, mas que queimava dentro dele como brasas incandescentes.
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  Os dedos dele roçaram o tecido do lençol, mas ele recuou no mesmo instante.
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  O que estava fazendo ali?
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  Mas então, o olhar dele voltou para ela, e a resposta veio clara como o dia:
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  Ele não queria se afastar.
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  Jaehyun, sem nem perceber, se sentou na beirada da cama, próximo ao corpo adormecido de %Sunji%. O colchão afundou levemente com seu peso, mas ela apenas soltou um suspiro e virou o rosto para o outro lado.
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  Ele passou os dedos devagar pelo rosto dela, a ponta roçando a pele macia da bochecha. Seu coração trovejou no peito quando o polegar desceu pela linha do maxilar dela, quase como se tentasse memorizar cada detalhe.
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  Foi nesse momento que a toalha pendurada em seu ombro escorregou, caindo no chão com um som abafado. Jaehyun praguejou baixinho e desviou o olhar para o pano amontoado aos seus pés.
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  — Droga. O que eu estou fazendo aqui ainda?
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  Sentindo o peso da realidade o puxar de volta, ele se inclinou para pegar a toalha, mas hesitou. Seus olhos recaíram sobre %Sunji% mais uma vez. Ela continuava dormindo, alheia à tempestade que ele sentia dentro de si.
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  Jaehyun soltou um suspiro pesado e, enfim, decidiu sair dali antes que fizesse algo ainda mais estúpido.
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  Pegou a toalha do chão e levantou-se, afastando-se da cama com passos silenciosos. Quando chegou à porta, lançou um último olhar para ela antes de sair e fechá-la com cuidado atrás de si.
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  Jaehyun deixou o quarto de %Sunji% para trás e caminhou direto para o banheiro. Fechou a porta e apoiou as mãos na pia, encarando seu próprio reflexo no espelho embaçado. Sua cabeça ainda latejava, mas não era só por causa da ressaca.
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  Ele ligou o chuveiro e entrou debaixo da água quente, deixando que ela escorresse por sua pele, como se pudesse lavar os pensamentos que se agitavam dentro dele. Tentou se concentrar em qualquer outra coisa: no jogo que precisava terminar, nos relatórios que havia deixado para depois, até no almoço que deveriam pedir mais tarde. Mas nada disso parecia ter força suficiente para arrancá-lo do torpor em que se encontrava.
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  Toda vez que fechava os olhos, só conseguia ver %Sunji%.
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  O gosto dela, o toque dela, a forma como os lábios se encaixavam nos dele como se sempre tivessem pertencido um ao outro.
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  — Merda — murmurou, passando as mãos pelo rosto.
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  Depois de longos minutos tentando domar os pensamentos, Jaehyun desligou o chuveiro e pegou a toalha, enrolando-a na cintura antes de sair do banheiro.
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  Mas, assim que abriu a porta, ele parou abruptamente.
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  %Sunji% estava ali, parada na porta do próprio quarto, pronta para sair.
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  Os olhos dela encontraram os dele, e os dois ficaram estáticos.
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  O choque inicial durou pouco, mas a tensão permaneceu. Jaehyun sentiu o corpo enrijecer ao notar a forma como %Sunji% o observava — os cabelos molhados grudados na testa, a pele úmida e apenas a toalha cobrindo-o.
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  Ela piscou algumas vezes, como se tentasse reorganizar os pensamentos que, sem dúvida, estavam tão caóticos quanto os dele.
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  %Sunji% também tinha passado a manhã tentando pensar em qualquer outra coisa. Tentando ignorar a lembrança da noite anterior, a forma como o corpo de Jaehyun tinha se encaixado no dela no sofá, como os beijos pareciam intensos demais, reais demais.
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  E agora ele estava ali, a centímetros de distância, e tudo o que ela queria era se perder novamente naquilo.
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  Os olhos dela desceram de forma involuntária até os lábios dele.
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  E Jaehyun percebeu.
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  O coração de Jaehyun pareceu parar por um segundo antes de disparar com força contra o peito. Ele viu quando os olhos de %Sunji% desceram até seus lábios, e, por um instante, tudo o que conseguia pensar era na sensação daqueles mesmos lábios contra os seus.
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  %Sunji% umedeceu a boca, desviando o olhar para o chão logo em seguida, como se tivesse sido pega em flagrante. Mas não adiantava. Ele já tinha visto. Já tinha sentido aquela tensão sufocante que preenchia o espaço entre os dois.
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  Jaehyun segurou mais firme a toalha ao redor da cintura e pigarreou, tentando se recompor.
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  — Você… dormiu bem? — perguntou, a voz um pouco mais rouca do que o normal.
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  %Sunji% ainda não o olhou diretamente. Inspirou fundo e soltou o ar devagar antes de responder:
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  — Mais ou menos… e você?
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  Ele hesitou. Não queria mentir.
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  — Também mais ou menos.
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  O silêncio se instalou entre eles novamente. A chuva lá fora continuava a cair, preenchendo o ambiente com seu som constante e abafado.
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  Jaehyun queria dizer algo mais, mas as palavras pareciam se perder antes mesmo de alcançarem sua boca. %Sunji%, por outro lado, continuava imóvel na porta do quarto, como se estivesse lutando contra algo dentro de si.
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  Até que, enfim, ela voltou a encará-lo.
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  E Jaehyun soube que eles estavam no limite. Um passo a mais, uma palavra errada, e tudo desmoronaria.
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  Ou talvez fosse tarde demais para evitar a queda.
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  Os olhos de %Sunji% passearam pelo corpo de Jaehyun, uma cena que deveria ser normal, como aquela: vê-lo sair do banheiro enrolado apenas na toalha, parecia sufocá-la agora. Aquilo fazia parte da rotina normal dos dois, não fazia? Mas, desta vez, parecia diferente. Ela sentia o peito apertado, os pensamentos embaralhados, e uma parte de si não queria desviar o olhar.
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  O cabelo molhado grudava um pouco na testa dele, algumas gotas de água ainda escorriam pelos ombros largos, e a toalha frouxamente presa na cintura o deixava perigosamente à mercê do acaso.
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  %Sunji% engoliu seco, sentindo uma onda de calor subir por sua pele.
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  — Posso usar o banheiro? — Sua voz soou baixa, quase incerta.
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  Jaehyun piscou algumas vezes antes de assentir, desviando o olhar e apontando com a cabeça na direção do banheiro.
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  — Claro.
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  Ela se moveu, passando por ele sem pressa, e entrou no banheiro, fechando a porta atrás de si.
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  Jaehyun soltou o ar que nem percebeu estar prendendo e correu uma mão pelos cabelos molhados antes de voltar para o quarto, sentindo-se ainda mais confuso do que antes.
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  %Sunji% apoiou as mãos na pia, observando seu reflexo no espelho enquanto tentava organizar os próprios pensamentos. Seu coração ainda batia acelerado, e a imagem de Jaehyun parado na porta do quarto, só de toalha, parecia gravada em sua mente. Ela já o vira daquela forma inúmeras vezes, mas agora… agora tudo era diferente.
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  Ela fechou os olhos com força antes de abrir a torneira e molhar a escova de dentes. Enquanto escovava, sua mente não lhe dava trégua, repetindo cada detalhe da noite passada, os beijos trocados, os toques… e a forma como o corpo dela respondeu a tudo aquilo de maneira tão intensa.
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  Depois de enxaguar a boca, se apoiou na pia por mais alguns segundos antes de decidir que um banho talvez ajudasse a clarear sua mente.
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  Entrou no box e deixou a água quente escorrer por seu corpo, fechando os olhos ao sentir o vapor envolver o ambiente. Mas, em vez de relaxar, as lembranças a invadiram ainda mais.
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  O gosto do beijo. A sensação das mãos dele em sua pele. O jeito como seus corpos se encaixaram, como se aquilo sempre tivesse sido inevitável.
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  %Sunji% suspirou pesadamente, esfregando o rosto com as mãos molhadas.
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  O que diabos ela estava fazendo?
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  %Sunji% saiu do banheiro, agora vestida com um simples conjunto de roupas confortáveis. Seus passos eram discretos, quase cautelosos, enquanto ela se dirigia à sala. Ao entrar, viu Jaehyun no sofá, com o olhar fixo na televisão, passando os canais sem realmente prestar atenção. Ele parecia estar tão imerso em seus próprios pensamentos quanto ela. Aquele silêncio entre eles pairava pesado no ar, como se algo não dito pairasse, mas nenhum dos dois queria quebrá-lo.
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  Ela parou por um momento, observando-o ali, tentando parecer natural. A cena era quase rotineira: Jaehyun relaxando no sofá enquanto ela se preparava para sair. Mas, naquela manhã, tudo parecia diferente, e ela não sabia bem como lidar com isso.
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  Decidiu, então, agir como se nada tivesse acontecido, como se tudo estivesse exatamente igual. De forma casual, tentou desviar a atenção do que acontecera entre eles.
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  — Que tal sairmos para almoçar? — Ela disse com um sorriso forçado, querendo apenas um pouco de normalidade.
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  Jaehyun, sem tirar os olhos da televisão, demorou alguns segundos para responder. Quando finalmente a olhou, seus olhos pareciam distantes, e ele deu um leve sorriso, quase imperceptível, como se tivesse recebido o convite mais por cortesia do que por vontade.
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  — Pode ser… — respondeu, mas sua voz carregava um tom de indiferença, como se estivesse lutando com algo dentro de si, assim como ela.
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  %Sunji% se afastou para pegar a bolsa, mas o desconforto ainda estava ali, pairando entre eles, como uma sombra. Ela não sabia se estava tentando se enganar ou se ele também estava fazendo o mesmo.
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  Ao saírem do prédio, a rua estava mais vazia do que o usual, e o som de seus passos ecoava suavemente pelo chão molhado da calçada. O céu ainda estava carregado de nuvens escuras, e o clima fresco daquela manhã trazia uma sensação de calma, apesar da tensão silenciosa entre eles.
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  %Sunji% caminhava ao lado de Jaehyun, os olhos vagando por algumas lojas fechadas e as ruas tranquilas, tentando deixar a mente mais leve. Ela olhou para ele e, sem pensar muito, perguntou:
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  — Pode ser no lugar de sempre?
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  Jaehyun, sem hesitar, respondeu de forma simples, como se fosse um pedido de rotina:
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  — Claro.
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  Era engraçado como, mesmo após tudo o que aconteceu, eles ainda mantinham aquelas pequenas rotinas, aqueles gestos automáticos, como se o mundo ainda estivesse no mesmo lugar. %Sunji% sentiu um leve alívio, como se isso fosse, de alguma forma, uma tentativa de manter a normalidade.
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  Como sempre, Jaehyun a deixou caminhar à frente, posicionando-se ao seu lado, mas sem ultrapassá-la, como se fosse uma cortesia sutil, um reflexo da maneira como ele sempre a tratava. Ela sabia que ele faria isso, mas mesmo assim, o gesto a fez sentir algo diferente. Algo que ela não conseguia exatamente nomear, mas que estava ali, visível entre os dois.
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  Eles caminharam lado a lado, mas o silêncio era denso. Não havia pressa, nem conversas fáceis, apenas o som da rua e os pensamentos distantes de ambos. O olhar de Jaehyun se perdeu por alguns momentos no horizonte, e %Sunji%, por mais que tentasse manter sua mente ocupada, se viu refletindo sobre o que acontecera entre eles e o que aquilo significava agora.
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  O caminho até o lugar de sempre era curto, mas parecia ter durado uma eternidade, como se o tempo estivesse desacelerando, aguardando o momento em que ambos se permitiriam enfrentar o que estavam evitando.
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  Quando chegaram ao restaurante, o lugar ainda estava tranquilo, com poucas mesas ocupadas. O cheiro familiar de café e comida aconchegante encheu o ar, e o ambiente parecia uma espécie de santuário silencioso onde ambos poderiam se refugiar, sem questionamentos. Não havia a pressão das palavras não ditas, apenas uma paz temporária que se estendia entre os dois, como sempre.
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  Eles se sentaram à mesa que costumavam ocupar, perto da janela, de onde podiam ver a rua. O cardápio foi aberto quase mecanicamente, como se as escolhas já estivessem feitas de antemão, e, de fato, estavam. %Sunji% olhou para Jaehyun com um sorriso discreto e pediu:
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  — O de sempre?
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  Jaehyun assentiu, um pequeno sorriso no rosto também, como se fosse um acordo silencioso. Ele pediu exatamente o que sempre pedia: o prato favorito de ambos, que nunca mudava, como uma tradição que ninguém ousaria quebrar.
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  Após fazerem seus pedidos, ficaram em silêncio por um momento, observando o movimento da rua através da janela. O peso da última noite ainda pairava no ar, mas, por um breve momento, parecia que o mundo ao redor deles continuava, indiferente às suas próprias turbulências.
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  Finalmente, Jaehyun olhou para %Sunji%, com um sorriso torto no rosto, tentando quebrar o silêncio pesado.
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  — Se a gente fosse pagar as contas do restaurante com os olhares que você me lançou hoje mais cedo, eu estaria frito — ele disse, brincando, tentando trazer de volta a leveza entre os dois. — Acho que o garçom me expulsaria antes que a comida chegasse.
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  %Sunji% olhou para ele, surpresa pela tentativa de piada. Mas algo nela se suavizou, e ela não pôde deixar de soltar uma risada baixa. A tensão no ar, que parecia quase palpável, foi suavizada um pouco, graças ao esforço de Jaehyun para fazer as coisas voltarem ao normal.
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  — Você realmente acha que eu sou tão cruel? — ela brincou de volta, a leveza em sua voz retornando, mesmo que de forma sutil.
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  Jaehyun deu de ombros, ainda com o sorriso travesso.
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  — Talvez um pouquinho, mas é isso que eu gosto em você.
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  O clima ficou um pouco mais leve, ainda que a conversa não tenha sido sobre o que realmente importava. Mas naquele momento, com a comida a caminho e a rotina reconquistada, parecia o suficiente.
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  Nota da autora: E aí queridas? Gostaram dos beijos do nosso casal? O que vocês acham que vai rolar agora?

QUINTO CAPÍTULO
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