DÉCIMO CAPÍTULO • DEPOIS DO FIM, O COMEÇO
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Deu duas batidas na porta e ouviu a voz dela vindo abafada do outro lado:
— Eu disse que precisava de tempo, Jaehyun!
Jaehyun suspirou baixinho e bagunçou os cabelos, passando violentamente as mãos por eles.
— Mas já se passaram quase três horas que você tá trancada aí dentro, e isso não é normal, eu me preocupo %Sunji%!
Ela fechou os olhos com força colocando um dos travesseiros sobre o rosto e apertando contra o mesmo, para soltar um grito silencioso, abafado pelo travesseiro.
O travesseiro abafava o grito, mas não conseguia conter o caos dentro dela. O coração de %Sunji% batia acelerado, como se estivesse tentando fugir do próprio peito. O ar parecia preso na garganta, e por mais que ela respirasse fundo, não encontrava alívio. Era como se tudo estivesse apertado demais:
o quarto, o corpo, a alma. Vergonha. Culpa. Medo. Confusão. Desejo. Tudo vinha em ondas, uma atropelando a outra, e ela já não sabia mais o que estava sentindo exatamente — apenas que estava sentindo demais.
Tinha sido ela quem disse que eles não podiam passar daquela linha, que não queria estragar tudo, que não queria ter o coração partido. Mas então por que foi tão fácil se entregar? Por que parecia tão certo enquanto acontecia? E por que, agora, tudo parecia tão… errado?
As mãos dela estavam trêmulas, os olhos marejados, o corpo ainda lembrando de cada toque, cada beijo, como se estivesse marcado em sua pele.
Mas era a cabeça que gritava.
Gritava que aquilo poderia arruinar tudo. Que talvez eles não soubessem mais como voltar a ser só amigos. Que ela não saberia mais olhar para ele da mesma forma, dormir no mesmo teto, dividir os mesmos espaços — não depois da noite anterior.
Ela girou de lado na cama, abraçando os joelhos contra o peito, tentando se ancorar em qualquer lugar dentro de si.
“E se eu tiver estragado tudo? E se ele se arrepender? E se eu me arrepender? E se…” O
"e se" era uma tortura.
E a única coisa que ela sabia com certeza naquele momento…
…é que continuar trancada ali não resolveria nada. Mas encarar Jaehyun, também parecia demais.
Jaehyun permaneceu em silêncio por alguns segundos após ouvir o abafado
"eu preciso de tempo". O peito doía como se cada segundo sem vê-la fosse uma tortura.
Ele encostou a testa na porta, os olhos fechados, a respiração pesada.
— %Sunji%… eu vou entrar.
Girou a maçaneta devagar. Não estava trancada.
O quarto estava escuro, as cortinas ainda fechadas, uma pequena fresta deixava um feixe de luz atravessar o espaço. %Sunji% estava sentada na cama, de costas para a porta, os ombros tensos, os cabelos soltos caindo pelos ombros. Ela não se virou quando o ouviu entrar.
— Eu pedi um tempo, Jaehyun. — disse sem forças, sem agressividade.
Ele fechou a porta atrás de si e caminhou devagar até o centro do quarto.
— Eu sei. Mas eu tô cansado de fingir que tá tudo bem. De fingir que eu não quero você o tempo inteiro.
%Sunji% se virou devagar. Os olhos estavam vermelhos. Não chorava, mas havia chorado — ou queria muito chorar.
— Você não entende… isso tudo é demais. A gente tinha algo que funcionava, Jaehyun. A gente era… seguro.
— E agora não é mais? — ele deu mais um passo, a voz baixa, firme — Agora é perigoso porque é real?
Ela mordeu o lábio, se levantando da cama. O travesseiro caiu no chão, mas nenhum dos dois se abaixou para pegar. Eles estavam cara a cara.
— Eu tenho medo. — ela confessou. — Você é impulsivo, Jaehyun. Você se apaixona e se desapaixona rápido demais. E eu? Eu tô envolvida demais pra sair disso ilesa.
Jaehyun franziu o cenho, deu um leve passo à frente. Os olhos dele estavam cheios de tudo o que nunca soube dizer:
— Você acha que eu consigo olhar pra você como antes? Depois de tudo?
Você tá no meu café da manhã, no meu cheiro no travesseiro, no silêncio da sala.
Tá em mim o tempo todo. Eu não sei quando começou. Mas eu sei que não vai acabar fácil.
Ela respirou fundo, o ar falhando no peito. Ele ergueu a mão devagar e tocou o rosto dela.
— E se eu quebrar seu coração, %Sunji%… — ele sussurrou — …você pode me obrigar a colar cada pedaço. Eu juro.
Os olhos dela brilharam. Os dedos dela subiram até a nuca dele, como tantas vezes antes — mas agora era diferente.
— Você não tem ideia do quanto eu esperei pra ouvir isso. — ela disse, enfim.
E então o beijo veio, intenso, real. Diferente dos outros. Não tinha pressa, nem só desejo. Tinha escolha.
Um beijo de quem decidiu:
eu fico. Os olhos de %Sunji% se fecharam no exato momento em que os lábios de Jaehyun tocaram os dela.
Um toque leve, tateando o terreno, como se ele ainda não tivesse certeza se podia mesmo estar ali. Mas o jeito como ela suspirou contra a boca dele foi a permissão de que ele precisava. Jaehyun aprofundou o beijo, seus dedos desceram do rosto dela até o pescoço, e então repousaram sobre sua cintura, puxando-a de encontro ao próprio corpo.
Ela se agarrou aos ombros dele, sentindo os músculos tensos sob os dedos, o coração batendo rápido demais dentro do peito. A forma como ele a segurava era diferente daquela primeira vez na sala, ou da varanda da festa. Havia ternura ali, um cuidado que vinha da certeza. Agora não era só sobre desejo — era sobre pertencimento.
A boca dele explorava a dela com vontade. As línguas se encontravam num compasso lento, íntimo, como se se reconhecessem de outras vidas. Os lábios se encaixavam perfeitamente, como se todas as tentativas anteriores fossem apenas ensaios para aquele momento.
Os dedos de %Sunji% passearam pela nuca dele, entrelaçando-se nos fios escuros e macios, enquanto sentia as mãos dele apertarem com mais firmeza sua cintura, guiando-a para mais perto, colando os corpos. Um leve arrepio percorreu sua espinha quando ele roçou o nariz contra o dela entre um beijo e outro, murmurando baixinho contra sua boca:
— Você tem gosto de lar...
Ela sorriu contra os lábios dele, entre um suspiro e outro, e puxou a camisa dele com mais força, como se quisesse que ele se fundisse a ela.
Era um beijo de confissão. Um beijo de entrega. Um beijo de quem já se desejou em silêncio por tempo demais.
Quando os lábios se afastaram, devagar, com os olhos ainda fechados e as testas encostadas, ela sentia o ar faltar. Mas pela primeira vez, era um tipo bom de falta.
Ele abriu os olhos primeiro.
— Tô… melhor do que já estive. — ela respondeu, sem conseguir parar de sorrir, ainda com os olhos fechados, como se não quisesse acordar.
E ali, naquele quarto de porta entreaberta, dois amigos que tentaram ser tudo, menos aquilo que o destino gritava, finalmente se encontraram.
👾👾👾
— Você tem certeza que é um bom momento? Não é melhor amanhã, na faculdade mesmo? — Jaehyun cruzou os braços abaixo do peito encarando %Sunji%, que agora atravessava a sala indo em direção à porta.
— Não vou adiar essa conversa. O Haechan não merece isso, ele merece saber toda a verdade de uma vez. Ele é seu melhor amigo, esqueceu?
Jaehun fez que não com a cabeça, encarando um ponto qualquer da sala agora.
— Não me esqueci, em nenhum momento. Nem quando percebi que vocês dois estavam juntos. Me doeu. Doeu muito %Sunji%, porque vocês dois são importantes para mim. — Jaehun suspirou alto, se levantando. — Um segundo, vou pegar uma blusa e vou com você. Ele tem que ouvir isso de nós dois.
👾👾👾
O céu estava encoberto por nuvens densas e o vento carregava umidade, como se ameaçasse chover a qualquer momento. O campus da faculdade estava menos movimentado naquele fim de tarde, exceto pela velha quadra de esportes aberta, onde alguns alunos ainda se mantinham em atividades extracurriculares.
Haechan estava lá, como %Sunji% havia previsto. Estava sentado nas arquibancadas de cimento, com um casaco cinza, capuz puxado até metade da cabeça, os cotovelos apoiados nos joelhos e os olhos perdidos na quadra vazia. Ao seu lado, uma garrafa d’água esquecida, aberta, e o celular ainda bloqueado na palma da mão.
%Sunji% hesitou assim que o viu.
Jaehyun a acompanhava alguns passos atrás, mãos nos bolsos do moletom, o maxilar travado, os olhos atentos. O som das folhas secas sendo pisadas entregou a presença dos dois, e Haechan ergueu os olhos ao ouvir os passos. Quando os viu se aproximando juntos, seu corpo enrijeceu no mesmo instante.
— Achei que você viria sozinha. — ele disse com a voz firme, mas não ríspida. Havia um cansaço por trás de cada palavra.
— Eu ia… mas o Jaehyun quis vir também. A gente achou melhor que você ouvisse tudo de uma vez. — %Sunji% parou a poucos metros dele.
Haechan olhou para os dois por longos segundos. Seus olhos pararam nos de Jaehyun, e foi como se uma conversa muda acontecesse ali, feita só de silêncio, ressentimento e perguntas sem resposta.
— Tudo bem. Falem. — ele deu um leve tapinha no banco ao lado, indicando para %Sunji% se sentar. Mas foi Jaehyun quem deu um passo à frente primeiro, ficando de pé diante dele.
— A gente não planejou nada disso. — Jaehyun começou, a voz soando tensa, mas controlada. — Não foi traição. Não teve jogo duplo. Mas a gente… a gente falhou em ser só amigos.
%Sunji% abaixou a cabeça, a respiração pesada. Sentia o coração apertado.
Haechan passou a língua pelos lábios, engolindo em seco, antes de encará-los de novo:
— Então é isso? Vocês estão juntos?
O silêncio veio. Nenhum dos dois respondeu de imediato. Apenas se olharam por um segundo, como se aquilo também fosse novidade — ou como se ainda não soubessem o que eram.
— A gente ainda tá tentando entender. — %Sunji% finalmente falou. — Mas você merece saber a verdade, Haechan. Você não foi um passatempo. Eu me importo com você. Só que...
— ...não como se importa com ele. — Haechan completou, com um sorriso triste.
Os olhos de %Sunji% se encheram de culpa.
— Eu não esperava que fosse doer tanto. — ele murmurou. — Mas tá doendo.
Jaehyun deu um passo à frente, e dessa vez se sentou ao lado dele.
— Eu não quero perder você, Haechan. Nem como amigo, nem como irmão. Se quiser me odiar, tudo bem. Mas eu tô sendo honesto agora, porque você sempre mereceu isso.
O silêncio pairou mais uma vez. Um silêncio pesado, cheio de tudo que não precisava ser dito.
Por fim, Haechan soltou um longo suspiro, se levantando devagar, passando os olhos pelos dois.
— Me dá um tempo. Só isso que eu peço. — disse com firmeza, antes de descer os degraus da arquibancada e caminhar em direção ao portão da quadra, sem olhar para trás.
%Sunji% e Jaehyun continuaram ali sentados, observando a silhueta dele se afastar — e sabendo que, mesmo com a verdade dita, nada voltaria a ser como antes.
O som dos passos de Haechan foi se apagando aos poucos, até que tudo o que restou foi o eco de uma bola quicando longe e o vento balançando as redes frouxas da quadra.
%Sunji% ainda olhava na direção em que ele havia ido, os braços cruzados sobre o peito, como se tentasse manter o coração no lugar. Ao lado dela, Jaehyun abaixou a cabeça, os cotovelos apoiados nas pernas, os dedos entrelaçados como se estivesse tentando se manter firme.
— A gente fez o certo… né? — ela perguntou por fim, a voz soando baixa, frágil.
Jaehyun virou o rosto devagar na direção dela. Havia algo nos olhos dele que misturava arrependimento e alívio — um paradoxo que só o tempo conseguiria resolver.
— O certo nunca é simples. Mas mentir pra ele… teria sido pior.
%Sunji% assentiu, mas o nó na garganta não afrouxou.
— Eu não queria machucar ninguém, Jaehyun.
— Eu sei. — ele respondeu, encarando-a com calma. — E não foi só você que machucou.
Ela fechou os olhos por um segundo, respirando fundo. Quando os abriu, ele ainda estava ali, olhando pra ela. Por mais que tudo parecesse desmoronar ao redor, a presença dele ainda era um lugar seguro.
— E agora? — ela perguntou, com a voz mais firme dessa vez.
Jaehyun soltou o ar pelos lábios, encarando o céu nublado acima.
— Agora… a gente vive com o que escolheu. E tenta fazer isso dar certo.
%Sunji% abraçou os próprios joelhos, escondendo parte do rosto entre eles. Jaehyun a observava de canto, os ombros curvados para frente, os dedos entrelaçados entre as pernas afastadas.
— Ele vai ficar bem? — ela perguntou depois de um tempo, a voz abafada.
Jaehyun respirou fundo antes de responder:
— Ele é mais forte do que parece. Mas isso não quer dizer que vai doer menos.
%Sunji% fechou os olhos com força, assentindo em silêncio.
— Eu me sinto horrível… — murmurou. — Ele é tão bom, Jaehyun. Ele me olhou como se estivesse esperando que eu amasse ele de volta com a mesma força… mas eu não consegui.
— Você tentou. — Jaehyun disse, virando o rosto na direção dela. — Você tentou fugir de mim, tentou fazer dar certo com ele. Mas no fim, a gente só consegue mentir pra todo mundo… menos pra nós mesmos.
Os olhos dele estavam diferentes — não só porque haviam se beijado, se tocado, se entregado. Estavam diferentes porque agora ele não escondia mais. Não havia mais piadas, nem desvio de assunto. Era só ele. Nu de intenções, de medos, de jogos.
— Foi por isso que você quis aquele acordo? — ela perguntou. — Porque achava que eu merecia alguém melhor?
— Não. — ele balançou a cabeça, firme. — Eu quis aquele acordo porque fiquei com medo. Medo de te perder se a gente se envolvesse. Medo de descobrir que… que não saberia mais viver sem você.
As palavras pairaram no ar, pesadas. Verdadeiras.
— Mas eu já não sei. — Jaehyun continuou, a voz baixa. — Você me bagunça, %Sunji%. Sempre bagunçou. Mesmo quando fingíamos que não.
Ela sorriu, pequeno. Triste.
— Eu também não sei mais como fingir que somos só amigos.
Ele se aproximou, devagar, respeitando o tempo dela.
— Então talvez… a gente pare de fingir. De vez.
O olhar dela caiu nos lábios dele por um segundo. Os olhos voltaram a se encontrar. Ele aproximou o rosto, devagar, mas dessa vez foi ela quem completou o caminho e o beijou.
Um beijo mais calmo que os anteriores. Mais lento. Mas ainda assim carregado de tudo que estava entre eles: o medo, o arrependimento, a atração, o carinho, a história compartilhada. O gosto salgado da verdade. E, agora, a esperança de um novo começo.
Jaehyun entrelaçou os dedos aos dela, e quando o beijo terminou, apenas encostaram as testas, respirando juntos.
— A gente vai dar um jeito. — ele sussurrou.
— Mesmo que leve tempo. — ela respondeu.
E assim ficaram ali, no concreto frio da quadra, como se o mundo tivesse parado por alguns minutos só para eles.
👾👾👾
Alguns dias depois…
Haechan entregou a cerveja para Jaehyun, e juntos eles observavam %Sunji% e conversando animadamente com Harin e Yura, colegas de sala dela, novatas. O sorriso nos lábios dela denunciava o quanto ela estava feliz, apresentando as novidades para as novas amigas.
— É, ela realmente está com um brilho diferente desde que vocês começaram a namorar. Preciso admitir. — Haechan levou a cerveja aos lábios.
Jaehyun virou o rosto na direção do melhor amigo, e colocou a mão livre sobre seu ombro.
— Você também está com um brilho diferente nos olhos, meu amigo. É a Harin, não é? Eu bem vi vocês dois rindo juntos agorinha, um pouco antes da %Sunji% puxá-las para falar das festas.
Haechan suspirou e depois começou a rir, as bochechas esquentando.
— Ela parece ser muito legal. E é linda. E fofa… — Haechan também virou o rosto na direção de Jaehyun. — Quem sabe?
Jaehyun abriu um sorriso daqueles sinceros, largos, que aquecem por dentro.
— Quem diria, hein? — comentou. — A vida realmente gosta de surpreender a gente.
— Gosta mesmo. — Haechan deu um gole na cerveja, os olhos voltando para Harin, que agora ria de algo que %Sunji% dizia. — E eu tô tentando não complicar tanto dessa vez. Só… sentir.
— Eu também. — Jaehyun respondeu, e então seus olhos encontraram os de %Sunji% do outro lado da quadra.
Ela o viu, e o sorriso dela suavizou. Havia tanta coisa naquele olhar... Reconhecimento, carinho, cumplicidade. Mas, acima de tudo, havia paz.
Jaehyun ergueu a latinha num brinde silencioso só para ela, e %Sunji% repetiu o gesto, mesmo de longe.
Naquele momento, entre o barulho da conversa dos alunos, as risadas e a música que tocava ao fundo, ele teve certeza: não importava como tudo tinha começado, ou o quanto haviam tropeçado no caminho. O que importava era que, no fim, tinham encontrado algo verdadeiro.
Algo que talvez, só talvez… fosse mesmo amor. 👾👾👾
Mais tarde naquela noite, quando a maior parte dos alunos já havia ido embora e as luzes da quadra estavam apagadas, restando apenas os postes da rua iluminando suavemente o local, Jaehyun e %Sunji% ficaram sentados na arquibancada vazia, com os ombros encostados, dividindo o último pacote de salgadinhos.
— Eu pensei que a gente não fosse dar certo. — %Sunji% murmurou, virando o rosto para ele. — Que ia estragar tudo.
— A gente quase fez isso, né? — Jaehyun sorriu de lado. — Mas quer saber? Mesmo quando parecia que tudo estava errado… eu nunca quis te deixar. Nem por um segundo.
Ela mordeu o lábio, emocionada. Jaehyun segurou a mão dela, entrelaçando os dedos com delicadeza.
— Você me deixa louco, %Sunji%. De um jeito bom… e às vezes nem tão bom assim. — Ele riu baixinho. — Mas eu não quero mais lutar contra isso. Contra você. Ou contra a gente.
%Sunji% encostou a testa na dele, os olhos fechando devagar.
— Promete que, da próxima vez que eu fugir, você vai correr atrás de mim?
— Prometo. Mas só se você prometer que, da próxima vez que eu for idiota, vai me lembrar que a gente é um time agora.
Ela sorriu, os dedos acariciando suavemente a nuca dele.
E então, como se o mundo inteiro tivesse esperado por aquele momento, seus lábios se encontraram mais uma vez. O beijo foi lento, sem pressa. Um beijo cheio de promessas silenciosas, carinho acumulado, e aquele tipo de certeza que só o tempo e os tropeços poderiam construir.
Ali, no meio do nada e com tudo por vir, eles estavam exatamente onde deveriam estar.
Fim
Nota da autora: Pronto! Finalizamos mais uma jornada, e essa com o Jaehyun (e o Haechan). O que acharam desse final? Digno do nosso casal? Obrigada de verdade quem leu, todo meu carinho para vocês! Nos vemos em mais histórias! 🌙