Capítulo 1
%Gimina% era uma jovem simples. Filha do falecido Donet com Mara, %Gimina% aprendeu desde cedo que a oportunidade está não em quem você é, mas no que você faz. Quem você é pode mostrar muitas coisas, mas o que você faz... Ah, isso pode mudar mundos.
%Gimina% nunca foi amada ou aceita, sua vida sempre foi a mais complexa de todos. Ela não tem irmãos, apenas tios e primos. E para falar a verdade, de seus primos, os únicos que ela acreditava que se salvavam eram seus primos %Maria% e Pedro. Os outros costumavam zombar dela.
%Gimina% passou por tanta coisa que não se achava digna de ser aceita ou amada, mas isso estava muito bem. Ela entendia que amor era uma fraqueza e que o melhor era ser ambiciosa. A mãe nunca a entendeu, mas ali estava ela. Há alguns meses, conseguiu um trabalho de secretária na empresa de %Eduardo%, seu inimigo da escola. %Eduardo% a chamou de esquisita no colegial, mas ela agora estava ali trabalhando para ele.
%Gimina% estava em sua sala. Estava junto às demais secretárias. Uma delas era %Larissa%, a filha de Ana, melhor amiga de sua mãe. Em um momento de impulso, flores surgiram em sua mesa. %Gimina% disse se tratar de seu namorado misterioso.
— Esse namorado parece ótimo, %Gimina% — disse ela.
— Ele é muito carinhoso e gentil. Namorado perfeito — disse %Gimina%.
Dentro do escritório, %Eduardo%, um homem alto, jaqueta preta e cabelos negros e alto, estava discutindo com seu melhor amigo Francisco. Os dois pareciam estar falando sobre uma reunião que aparentava com o Sr. e a Sra. Smith. Francisco aconselha %Eduardo% a se casar, mas %Eduardo% dizia que não queria se casar e tinha alergia a casamentos. %Eduardo% estava noivo de Dara, uma jovem de beleza deslumbrante. Cabelos loiros, bonita. Mas ele não pensava em se casar com Dara. Eles eram noivos, mas não tinham data de casamento marcada. Dara tinha um pai chamado Egidio, sócio de %Eduardo%. O homem era ambicioso.
— Eu já disse, papai, vou me casar com %Eduardo%, é só uma questão de tempo — disse pelo telefone.
Ela e %Eduardo% ainda não tiveram filhos ainda. Francisco, por sua vez, estava noivo da jovem Jaqueline, mesmo que já tivesse pegado muitas garotas. Enquanto isso, %Gimina% continuava focada em seu trabalho de secretária. %Eduardo% era um médico prestigiado.
— Sim, tenho consulta com ele para amanhã às 14h. Você vai ver, Dr. %Eduardo% sabe atender bem — disse %Gimina% ao telefone. — Marcado!
E começou a anotar algo em sua agenda. O dia continuou com ela atendendo telefone, marcando consultas e fazendo anotações. Ao fim do dia, juntamente a amiga %Larissa%, se preparou para sair da empresa. A tarde estava alta, a noite começava. %Larissa% foi para sua própria casa. Assim que chegou em casa, %Gimina% viu a mãe pensativa. Ao que parecia, a família estava devendo a um agiota. Agora estavam em uma situação complicada. %Gimina% ouviu a mãe lamentar. Ela precisava fazer algo, mas o quê? E ainda tinha a festa de aniversário de um de seus primos, Bernardi. Que presente poderia comprar para ele? Ele só tinha dois anos.
— Mãe, vai ficar tudo bem! — prometeu %Gimina%.
— Como, garota? — perguntou a mãe. — Estamos sem dinheiro! Nem seus estudos de professora estamos conseguindo investir!
— Vamos dar um jeito! — prometeu %Gimina%.
Toda hora ele me aciona querendo beijar na boca
Sabe que o que tem em mim ele não vai achar em outra
Eles paga pau
Sei que eu tenho o mel
Mais um dia normal
(Pras menina de chapéu)
Eles paga pau
Sei que eu tenho o mel
Mais um dia normal
(Pras cowgirl) que usa bota, fivela e chapéu
Que tem o mel
(As cowgirl) que só no beijo te leva pro céu
Que tem o mel
(As cowgirl)
Vai!
Eles paga pau
Sei que eu tenho o mel
Mais um dia normal
(Pras menina de chapéu)
Eles paga pau
Sei que eu tenho o mel (mel)
Mais um dia normal
(Pras cowgirl) que usa bota, fivela e chapéu
Que tem o mel
(As cowgirl) que só no beijo te leva pro céu
Que tem o mel
(As cowgirl) que usa bota, fivela e chapéu
Que tem o mel
(As cowgirl) que só no beijo te leva pro céu
Que tem o mel
%Gimina% foi deitar pensativa. Precisava achar um jeito de ajudar a família. O pai tinha morrido há algum tempo. Mas agora dependia dela dar sentido ao dinheiro da família. Estava endividada, e se não fizesse nada, até sua casa perdia. No dia seguinte, preparou o café da manhã e começou a ir direto para o trabalho. Precisava trabalhar mais para ganhar mais dinheiro para a família. Mas o tempo parecia estar contra ela. Chovia fortemente. Até que ela achou um dinheiro. Em uma carteira perdida no chão. Ficou confusa. Não sabia o que fazer. O dinheiro podia ajudar ela. Mas ao mesmo tempo, a mãe, e até o pai, lhe ensinaram a ser honesta. Viu um homem velho parecendo perdido, e disse:
— Senhor, essa é sua carteira? — perguntou mostrando.
— Sim! Como a achou? — perguntou o homem que tinha um espanhol carregado. — Minha esposa me mataria se eu não achasse!
— Eu vi cair no chão — ela disse aliviada ao ver que conseguiu achar o dono.
— Como posso pagá-la, senhorita? — perguntou ele gentilmente.
— Não precisa, eu tenho que ir trabalhar — disse ela prosseguindo seu caminho.
O homem a olha encantado. Nunca vira uma jovem tão honesta.