3 • Futuro
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Assumo, aquela perseguição me deixou assustada. Mas agora eu estava parcialmente segura, e de volta a Alexandria de 323 a. C.
— Onde estou agora? — sussurrei.
Observei aquela sala ampla e confortável, cheia de esculturas, um tapete persa no chão próximo a cama, rodeado por grandes almofadas. No canto direito perto da porta de saída, uma estante de porcelana com alguns livros, não havia janela e sim uma sacada longa e repleta de plantas.
— Sabia que voltaria. — disse Alexandre ao aparecer da porta do quarto — Por ele.
— O que fez com %Cedric%? — perguntei receosa.
— Eu?! — ele sorriu de canto — Nada ainda, mas… Depende de vós.
— Podemos fazer um acordo. — propus falsamente — Eu em troca do %Cedric%.
— Você já é minha. — ele deu um passo para mais perto de mim.
— Não, e posso desaparecer quando quiser. — o confrontei.
Ele deu alguns passos até a sacada e ficou observando o horizonte, ver o pôr do sol daquele ângulo parecia ser o privilégio de poucos.
— Sabe o que faz de mim o maior rei que a Macedônia já teve? — ele voltou seu olhar para mim.
— Surpreenda-me, majestade. — cruzei os braços mantendo a seriedade no rosto.
— Eu sempre possuo o que quero. — ele se aproximou de mim — E neste momento, você é o que eu mais quero.
Eu o parei com minha mão direita, para mantê-lo longe.
— Isso me deixa lisonjeada, majestade, eu juro, mas nem tudo que queremos é o que temos, e mesmo que seja o rei, tudo tem sempre uma primeira vez. — retruquei com confiança.
— Você me deixa intrigado. — ele tocou de leve em meu ombro, com um olhar faminto que me assustava — Uma vez, tive um sonho que dizia que uma mulher seria minha ruína, tenho um pressentimento que possa ser você, mas não consigo resistir.
Arqueei a sobrancelha direita e no susto me desviei do beijo que ele se inclinou para me dar.
— Antes de tocar em mim, quero ver %Cedric%. — disse em tom de ordenança — Quero ter certeza, temos um acordo?
Ele sorriu de canto e estendeu a mão para a porta. Me deixei ser guiada por ele até uma espécie de calabouço, um lugar sujo e empoeirado, cheirando a mofo. %Cedric% estava acorrentado e com traços de sangue pelo rosto e boca. Não me contive em me aproximar dele e tocar em seu rosto para que me visse.
— O que eu te fiz. — disse não me deixando levar pelo desespero.
— Vizinha, o que faz aqui. — ele parecia ter dificuldade para abrir o olho inchado — Disse para não voltar.
— Não podia te deixar. — sussurrei por minha culpa isso te aconteceu.
— Já estive pior, acredite. — ele tossiu com dificuldade — São ossos do ofício.
Ele tentou rir, mas não conseguiu. Logo senti Alexandre me pegar pelo braço e me arrastar para trás.
— Meu acordo só valerá ao amanhecer, depois que cumprir sua parte. — ele apertou meu braço, seu olhar não estava amigável.
— Vamos então. — disse mantendo a postura.
— %Annia%… — %Cedric% sussurrou meu nome — Não.
Eu não sabia exatamente o que ia fazer, mas já tinha por mim que eu realmente seria a ruína de Alexandre. Assim que chegamos em seu quarto e ele começou a se embebedar de vinho, aproveitei a menor distração dele para pegar a coisa mais pesada que encontrei e jogar em sua cabeça. Minhas experiências vendo filmes na netflix, me fizeram atentar em deixá-lo amarrado e amordaçado. Com certa dificuldade por seu peso. Porém me deu a chance de encontrar as chaves das correntes.
Saí do quarto silenciosamente. Tinha gravado o caminho, corri o mais rápido que pude até chegar no lugar em que %Cedric% estava. Retirando as correntes dele, o apoiei em cima de mim.
— Te peguei. — disse me sentindo mais aliviada — Vamos pra casa agora.
— Sua pulseira, está aí? — perguntou ele.
— Deixe que eu guie. — ele tocou no pingente e apertou o botão.
Aparecemos em seu apartamento, e colo eu o coloquei sobre a cama. Estava tão desesperada andando pelos cômodos à procura de um kit de primeiros socorros ou algo assim que quase trombei no gato dele que parecia carente e com saudades do dono. Depois que cuidei dos ferimentos dele, tentei me afastar para ir embora, porém seu gato pulou em cima de mim, no susto caí na cama ao lado de %Cedric%.
— Ele não quer que vá. — sussurrou %Cedric% — E nem eu.
— %Cedric%, eu tenho um noivo. — sussurrei de volta.
— Porque estava preocupada. — girei meu corpo e o olhei — Você foi preso por minha culpa, eu seria em qualquer momento ou não, já disse, já estive em situações piores.
— Quer mesmo se envolver mais? Não quero atrapalhar sua vida perfeita.
— Não tenho uma vida perfeita, %Cedric%.
Seu olhar demonstrou estar intrigado.
— Por que continua deitada aqui? — perguntou ele.
— Porque seu gato se acomodou entre minhas pernas, não posso fazê-lo sair. — argumentei ingenuamente.
Ele soltou uma gargalhada.
— Tenho que admitir e concordar com Alexandre, você é encantadora. — ele foi se achegando.
— %Cedric%. — o parei no meio do caminho — Acho melhor se recuperar, me chame se precisar.
Ergui meu corpo e me levantei. Voltei para meu apartamento e depois de toda aquela loucura, passei a noite em claro processando tudo. Ao amanhecer, despertei de um cochilo ao ouvir o toque do celular. Não me lembrava de tê-lo deixado em casa.
— Alô! — atendi, tentando não deixar minha voz estranha.
—
Oi filha. — me cumprimentou uma voz descontraída e animada que realmente parecia ser minha mãe.
— Oi... Mãe — respondi pausadamente, sem muito entusiasmo.
—
Estou esperando você me ligar desde sexta passada. —
Pra falar do seu casamento, claro. Falta menos de um mês, temos que acertar se será aqui no Brasil ou aí em Lisboa. — Mãe, você me liga às seis da manhã pra falar de um casamento que só acontecerá no final do mês? — perguntei a ela, transmitindo minha chateação.
—
Filha, eu só quero ajudar. Não precisa me tratar com grosseria, afinal de contas faltam apenas alguns dias e você nem mesmo escolheu o vestido, parece que não quer se casar. — ela jogou essas palavras e tinha até um bocado de razão, mas não consegui ficar calada e retruquei.
— Olha mãe, eu te adoro, mas não aguento mais a senhora se intrometendo na minha vida, a minha sogra e toda a família Tenebrae querendo saber de tudo, estou cansada de todo mundo falando na minha cabeça “só falta um mês”, “só falta um mês”, já arrumou o vestido, onde será a cerimônia? Tem razão o casamento é meu! E se eu não quiser mais ele?
Somente depois que a última frase saiu que me dei conta do que tinha dito. Será mesmo que eu queria aquele casamento? Era incrível a ideia de me casar com uma pessoa que também era meu amigo, mas… Eu já não sabia mais nada sobre meus sentimentos por Dimitri.
— Você está certa, fique aí e resolve tudo sozinha, não vou me intrometer mais — a voz dela estava baixa e tranquila, porém eu consegui perceber um fundo de tristeza — Me desculpe pela ligação.
Ao concluir, ela desligou. Eu me senti muito mal por falar daquele jeito com ela. Nossa breve discussão fez com que eu voltasse minha atenção para o casamento que realmente, já estava bem próximo. Até naquele momento, meu envolvimento com %Cedric% só me deixava louca e confusa. Eu já estava acordada e precisava ir trabalhar. Fui até o banheiro e tomei uma ducha rápida, porém relaxante. Vesti uma roupinha básica e segui para o escritório, resolvi variar um pouco e peguei um ônibus até a metade do caminho e segui o restante a pé. Assim que entrei na minha sala, Louise entrou atrás.
— O que está acontecendo com você?
— Comigo? — dei uma de que não havia entendido a pergunta, mas não adiantou, claro — Nada, por quê?
— %Annia%, estou preocupada com você, nunca pediu para trabalhar em casa e agora quase todas as semanas fica em home office, tudo bem achei que fosse pelo casamento, mas… Nem mesmo isso tem sido sua preocupação. — afirmou ela.
— Louise, o casamento é problema meu, me desculpe a sinceridade. — iniciei.
— E Dimitri é meu primo, por favor, não o faça sofrer. Se não quer este casamento, diga de uma vez a ele, não fique enrolando. — ela começou a falar de um modo chateado e antes que eu pudesse reagir — A partir de hoje, você está de férias, e aproveite esse tempo para resolver sua vida.
Ela se afastou e saiu batendo a porta.
Suspirei de leve e juntei minhas coisas colocando na bolsa. Ao chegar em casa, liguei a tv e fique estática sem reação. Minha mente não estava ali e só conseguia pensar sobre o que fazer da minha vida. Foi quando %Cedric% bateu na porta da varanda, atraindo minha atenção. Me levantei assustada e segui para abrir.
— O que faz aqui? — perguntei.
— Vim te mostrar que estou melhor. — ele estava com uma calça moletom e curiosamente sem camisa, e portando um cordão em seu pescoço.
— Me deixe te mostrar a parte boa das minhas viagens. — ele estendeu a mão para mim — Prometo te explicar sobre elas se quiser.
Eu tinha uma escolha de recusar, mas estava com tanta vontade de ir, que não pensei duas vezes e segurei em sua mão. %Cedric% me levou a um salão repleto de pessoas bem trajadas, homens sentados se fartando de vinho e mulheres dançando por todo o salão. Um lugar um pouco aconchegante, com sofás sofisticados folheados a ouro e estofados macios de tecido oriental, cortinas espalhadas pelas paredes e pilastras de pedra grega, algumas esculturas que hoje em dia, valem bilhões e lá estava ele, como se estivesse me esperando. Ele pegou duas taças de vinho e se voltou para mim.
— Eu não bebo — disse a ele, em recusa.
— Que pena. — ele sorriu e devolveu uma taça, bebendo da outra — Lamento por ter visto a parte negativa primeiro.
— Bem, se ser mulher no século XXI já é um desafio, conclui que as mulheres da antiguidade foram guerreiras e valentes. — conclui — É chocante ser considerada um objeto, mas vou sobreviver ao trauma.
— Me desculpe por passar por isso. — seu olhar sincero me cortava ao meio.
— Está tudo bem, não é culpa sua.
— Quer dançar? — ele perguntou de forma aleatória.
— Ah, por favor, estamos no meio de uma festa. — ele sorriu com malícia.
Mesmo não querendo muito, concordei com a sugestão dele, afinal eu precisava esquecer os problemas. A música até que estava animada e %Cedric% dançava muito bem, a mistura de malícia e audácia não durou muito tempo. Não podia deixar que aquele momento chegasse longe e fizesse algo do qual pudesse me arrepender. Assim que voltei para casa, não demorou até a campainha tocar, alguém estava batendo à porta. Quando abri, era Dimitri. Não esperava por esta visita, mas o recebi com um singelo sorriso.
— Oi, estava com saudade — disse ele, percorrendo todo o perímetro com o olhar, principalmente a sala.
— Poderia ter ligado antes. — eu disse, meio sem pensar.
— Se quiser, eu posso ir embora — retrucou ele.
— Não, fica. — e olhando para o relógio — Ainda são oito horas.
Ele sorriu para mim e me deu um selinho, pegou o controle e perguntou.
— O que estava assistindo?
— Um filme, eu acho, por quê?
— Por nada — ele se sentou e abriu a lista de filmes da Netflix, ficou buscando até parar em um filme de comédia romântica — Vamos assistir esse?
— Claro. — eu concordei, me sentando ao lado dele.
Ficamos observando atentamente cada cena do filme até que, lentamente Dimitri começou a acariciar meus cabelos, confesso que senti um frio na barriga, mas fingi que não ligava até que, ele beijou meu pescoço. Automaticamente, eu senti um arrepio na espinha e cometi o maior erro da minha vida, naquele momento.
Isso mesmo, eu disse em alto e bom som, %Cedric%.
Eu não queria acreditar que tinha feito aquilo.
— Eu... — perguntou ela — Eu…
— Você me chamou de %Cedric%, quem é %Cedric%? — ele se afastou e levantou.
— Não mente pra mim — retrucou ele, ficando um pouco mais alterado.
— Quem é %Cedric%? — ele insistiu.
— %Cedric% é o meu vizinho — engoli seco — Ele tem um gato e estou cuidando dele.
— Quer que eu acredite nisso?
— O que quer escutar de mim?
— Não precisa inventar mais desculpas. — seu olhar estava frustrado e triste — O casamento está cancelado.
— %Annia%, por favor, ainda quero ser seu amigo, então não diga mais nada.
Ele se afastou mais e saiu do apartamento. Em segundos, algumas lágrimas escorreram por meu rosto.
— Eu lamento. — disse %Cedric% ao adentrar a sala e se aproximar de mim.
— A culpa não foi sua, meu noivado já estava mal das pernas há muito tempo. — expliquei — Em um único dia, eu discuti com minha mãe, fui dispensada do trabalho, terminei o noivado… Só falta o meu apartamento pegar fogo.
Tentei brincar e rir junto com ele.
— Isso não vai acontecer. — assegurou ele — Eu trabalho pra uma associação, eles inventam muitas coisas e me deram recursos para construir esses objetos do tempo, claro que informações vazam e pessoas com interesses próprios vivem aparecendo para… Você sabe.
— Por que quer me contar sobre isso? — o olhei séria — Você disse que não tem volta.
— Posso estar sendo egoísta, mas é a forma que tenho de te manter por perto, talvez. — seu olhar sincero me estremeceu.
Não consegui me manifestar, permaneci em silêncio até que ele segurou em minha mão e nos transportou para um oásis em meio o deserto. Fiquei maravilhada com os mais diversos tipos de flores, um lago e várias palmeiras.
— Como conheceu essas pessoas? — perguntei ao parar em frente ao lago.
— Elas vieram até mim. — respondeu — Eu era uma criança promissora em ciências.
— Uau. E posso saber o nome da associação?
— Hum… O que aconteceu sobre contar tudo?
— Quase tudo. — ele sorriu de canto.
— E o que faz no passado? Além de bajular aquele rei e quase ser morto.
— Caça ao tesouro, existem riquezas que foram perdidas pela história, eu as recolho antes de se perderem.
— Essa é uma forma chique de falar que volta no tempo para fazer roubos? — perguntei arrancando gargalhadas dele.
— Não, me senti ofendido, mas… Confesso que temos uma meia verdade aqui.
— O que foi? — Seu olhar mudou.
— Estar aqui, me lembrou que preciso me desculpar com a minha mãe — expliquei — Acho que vou passar alguns dias no Brasil.
— Posso ir com você? — perguntou ele.
Me senti tão confortável com a companhia dele na viagem. Quando desembarcamos no aeroporto de Guarulhos no Brasil, seguimos para Belo Horizonte.
— Estamos em BH. — disse ela, ao me tirar da caixa — Minha mãe mora em Ouro Preto. Vamos dormir em algum hotel hoje e amanhã cedo, vou ver minha mãe. — e me olhando de forma séria, ela ressaltou — Sozinha.
— Você quem manda. — assegurou ele.
Até que o quarto do hotel não era 5 estrelas, mas conseguia ser confortável a seu modo. Pedimos um quarto com duas camas. Eu precisava de um tempo para entender seus sentimentos e não queria que nossa aproximação interferisse nisso. Eu era meio sistemática nesses quesitos.
Terça-feira, amanheceu chovendo. Contudo, pegamos a estrada e fomos para a cidade de Ouro Preto. A cidade continuava linda como sempre, enquanto eu conversava com sua mãe, ele poderia fazer alguns passeios turísticos. A casa da minha infância continuava a mesma, bem rústica, e apesar de não ser no centro comercial, o estilo barroco combinava com o clássico arcadismo. Bati na porta ainda com receio, até que dona Helena abriu.
— Oi, mãe! — a cumprimentei quase sussurrando, eu não pude evitar de sentir aquele cheiro maravilhoso que vinha através da porta da cozinha.
— Oi, %Annia% — respondeu ela, num tom seco e ríspido — Entre.
— Obrigada! — assim que entrei, sorri ao olhar para o porta-retrato e ver minha foto de criança — E o papai?
— Está viajando, foi convidado a participar de uma palestra na USP — minha mãe fechou a porta e se dirigiu para a cozinha.
— O cheiro está muito bom — elogiei a seguindo.
— Não devia estar em Lisboa, preparando o seu casamento? — perguntou, retirando do forno à lenha, um tabuleiro de alumínio com uma torta de frango, que me deu água na boca.
— Dimitri e eu cancelamos o noivado. — respondi pausadamente, num tom baixo.
— Já imaginava, e o que veio fazer aqui?
— Vim pedir desculpas. Não deveria ter falado daquele jeito com a senhora. Me desculpa, por favor.
Minha mãe sorriu e me olhou com compreensão, me abraçou carinhosamente, sussurrando em seu ouvido:
— É claro que te desculpo, filha.
Passamos a tarde conversando. E contei a ela parcialmente sobre %Cedric%, neguei todas as indagações relacionadas a envolvimento sentimental, e disse que era somente um amigo. Assim que escureceu, ele apareceu para conhecê-la.
— Eu guardei pra você — disse para ele assim que o convidei a se sentar à mesa.
— Sua mãe é compreensiva. — disse ele voltando seu olhar para a fatia de torta.
— Sim e me fez muitas perguntas sobre você, o que fazia, sua família.
— Mãe é mãe em qualquer lugar. — ele riu escorando a mão no encosto da cadeira.
— Agradeço por me acompanhar. — disse a ele dando um sorriso.
— Eu gostei de viajar de avião, fazia tempo que não entrava em um. — brincou ele.
— Ainda precisa voltar para Alexandria? — perguntei temerosa.
— Não. — respondeu — Tudo que queria, consegui encontrar.
— O rei? Alexandre. — expliquei.
— A noite que me salvou foi a três dias antes dele ir para Babilônia e morrer na história, então… Nada foi alterado, fique tranquila. — respondeu ele.
— Minha lista é grande… E estou em dúvida entre a muralha da China e a excalibur. — tinha uma serenidade em sua voz.
— E precisaria de ajudante? Assistente? Alguém pra carregar a mochila? — perguntei fazendo-o rir.
— Você quer ir? — ele se voltou para mim novamente me olhando com intensidade.
— Tudo bom, com uma condição.
— Você escolhe o próximo lugar.
Sorri animada. Minha mente começou a imaginar quantas aventuras eu poderia ter com ele, quantos lugares maravilhosos poderia conhecer. Entretanto, meu devaneio momentâneo foi cortado por uma ação lenta e suave dele, que me beijou de surpresa.
Senti meu coração acelerar um pouco com aquilo e se aquecer ao mesmo tempo. Um beijo que me fazia esquecer de tudo ao meu redor e somente querer eternizar aquele momento, hora após hora.
If you're lost you can look
And you will find me, time after time
If you fall I will catch you
I'll be waiting, time after time
If you're lost you can look
And you will find me, time after time
If you fall, I will catch you
I'll be waiting, time after time.
- Time After Time / Cyndi Lauper
“Tempo: Existem dois dias em nossas vidas onde nada pode ser feito, o ontem e o amanhã, então viva o hoje como se fosse o último dia.” - by: Pâms
Fim