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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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The Promised Sunrise

Escrita porLiv
Revisada por Lelen

Capítulo único

  %Dokyeom% estava nervoso. Ansioso.
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  Sua mão tremia assim como suas pernas, mas os seus pés não paravam de correr em direção ao único lugar que não foi esquecido em sua memória nos últimos meses. As lágrimas escorriam por seu rosto avermelhado, se misturando com as gotas grossas da chuva que insistia em cair em um dia que havia começado ensolarado e que, agora, estava que nem ao seu coração: triste.
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  Ele não sabia em qual dia estava ou que horas o relógio marcava. A sua vida havia entrado em uma espiral cinza e melancólica, a qual ele não sabia quando sairia e o motivo de ter se afundado tanto nela. Talvez, lidar com um relacionamento tóxico que teve o seu fim de maneira conturbada tenha sido o maior culpado, e todo aquele peso de ser considerado o "raio de sol" da vida das pessoas pesava cada vez mais em que se forçava a fingir que estava tudo bem. %Dokyeom% não conseguia admitir que precisava de ajuda e, dia após dia, o homem se afundava mais e mais em um cenário em que parecia não haver saída. Aos poucos, ele foi se afastando de tudo o que gostava e daqueles que o amavam, com desculpas convincentes de que estava atarefado e que precisaria de um tempo para colocar tudo no lugar. De início, até que compraram essa "desculpa", no entanto, seus amigos mais próximos sabiam que tinha algo de errado em seu comportamento e por mais que tentassem ajudá-lo, mais uma vez, %Dokyeom% os afastava com mais desculpas, chegando ao ponto de evitar atender suas ligações. Para a sua sorte, o seu trabalho precisou que ele ficasse em uma cidade vizinha por um tempinho, e assim que se mudou, teve mais um "álibi" para justificar a sua ausência.
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  Ficar sozinho lhe deu tempo o suficiente para se martirizar por tudo aquilo que passou no seu namoro com sua ex, e, independentemente de ter em mente que os dois não faziam bem um para o outro, ele estava tão dependente dela que parecia que não havia mais sentido em viver. E ele continuou desse jeito, até que, em um certo momento, um cheiro delicioso invadiu a sua casa, e ao correr para a cozinha, ele encontrou uma sacolinha e um bilhete escrito à mão, e pela primeira vez em dias — ou semanas —, era como se %Dokyeom% tivesse acordado daquele pesadelo por míseros minutos.
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"Ela disse que era o último dia dela aqui, mas me pediu para deixar a sua comida favorita na sua bancada."

  Aquele cheiro só existia porque Dokeyom tinha %Lila% em sua vida.
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  E juntamente do esperançoso despertar, veio a dor dilacerante que atravessou seu peito ao ler as palavras no pedaço de papel.
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  %Lila% era dona da pequena confeitaria que ficava a cinco minutos da sua nova casa. Coincidentemente, ela era amiga de Melisha, que era a namorada de um dos seus melhores amigos, e foi Mel quem indicou a %Dokyeom% o local, dizendo que ela fazia os melhores biscoitos amanteigados do mundo. Na volta do seu primeiro dia de trabalho, o homem foi até o lugar, sendo recebido com aquele aroma de pão fresquinho e café recém passado, e, claro, com as boas-vindas da proprietária, que não deixava a desejar na hospitalidade. Nas primeiras semanas, ele se sentava na mesa próxima à janela, ignorando completamente a vista da cidade praiana; depois, o rapaz começou a diminuir a frequência de idas à confeitaria até parar de vez, mas, todas as noites, recebia uma sacolinha rosa cheia de biscoitos quentinhos após %Lila% fechar a lojinha. Nesses encontros noturnos, %Dokyeom% descobriu que %Lila% e Mel se conheceram por causa de Dani e Wonwoo, um casal de amigos, e que antes de vir para essa cidade, ela estudava em Seul, perto de onde o rapaz morava. E essa não havia sido a única coincidência: eles tinham as mesmas músicas favoritas, choravam nas mesmas partes de filmes de romance e adoravam assistir ao pôr do sol, que era o momento em que podiam descansar e tirar a máscara que vestiam todos os dias.
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  — Talvez seja o destino — disse %Lila% ao se levantar, arrumando a bolsa no ombro. — Mas você precisa aparecer na lojinha também. Sabe quanto tempo eu levo até chegar em casa?
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  — Depois de todo esse tempo sem termos nos conhecido? Você fala assim, mas quem tem uma moto é você. E eu sempre te falo que não precisa se dar ao trabalho.
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  — Eu me dou ao trabalho por saber que você não sairá da toca. Eu já estive desse lado — falou a última frase em um tom mais baixo para que ele não ouvisse. — Enfim, essa é a minha deixa para ir. Não se esqueça que daqui a dois meses temos o nosso encontro marcado! Ah, e %Seokmin%? — Se virou antes de abrir a porta principal, sorrindo: — Talvez a gente não ter se conhecido antes é porque não era a hora certa. Mas eu fico feliz de ter te encontrado agora. Se não fosse pela sua companhia, minhas noites seriam sem graça.
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  %Dokyeom% estava sentado na poltrona que %Lila% adorava, sentindo o amargor invadir a sua boca ao se recordar dessa conversa. A sacola em suas mãos trêmulas só o lembrava das inúmeras vezes que deixou %Lila% sozinha por não conseguir abrir a porta nos dias em que ficava difícil de respirar, e, mesmo assim, ela levava os biscoitos que ele tanto gostava, noite após noite. Ele queria retribuir todo o esforço dela, queria ter a apoiado no dia do cardápio novo ou quando pessoas famosas foram visitar a confeitaria, mas, todas as vezes que pensava em sair de casa, o seu celular vibrava e o número da sua ex aparecia na tela, o relembrando de tudo o que queria esquecer.
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  E mais uma vez, ele repetia como se fosse um mantra: "eu estou bem".
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  Na cabeça dele, quanto mais ele repetisse essa frase, mais ele se convenceria de que tudo estava realmente bem, e conseguiria viver sua vida como antes. %Dokyeom% dizia isso antes de ir ao trabalho, antes de dormir e antes de fazer qualquer coisa.
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  Mas, se estava bem, por que não conseguia levar sua mão até a maçaneta e ver o nascer do sol com quem tanto queria? Por que se sentia tão mal em estar sorrindo novamente? Por que sentia como se os seus sentimentos não fossem importantes o bastante para serem sentidos?
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  Por que, uma única vez na sua vida, não poderia ser egoísta e ser o seu próprio raio de sol?
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  %Dokyeom% se olhou no espelho, sem saber quando as lágrimas começaram a cair.
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  Aquela silhueta se parecia muito consigo, no entanto, apesar de odiá-la por todo esse tempo, ele a acolheu, sabendo que precisava ser mais gentil com ela. Ele chorou mais e mais, lamentando todo o tempo que passou se prendendo ao passado dentro daquele quarto frio, preso a ideia de que ele não poderia mais ser feliz. Enquanto colocava para fora todo o seu sofrimento, suas mãos procuravam o seu celular, e com a visão turva, o rapaz tentava digitar qualquer mensagem para o número que não saía do seu histórico de chamadas. %Dokyeom% queria conseguir mandar pelo menos um "oi", mas seus dedos tremiam demais para isso, e quando a tentativa de ligação caiu direto na caixa postal, a sua única reação foi sair correndo pelas ruas em direção a única rodoviária da cidade.
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  Ele não se importava se caía o mundo lá fora ou se poderia acabar se machucando, o homem só queria ser egoísta e ir atrás de quem havia feito uma promessa.
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  A promessa que ele havia quebrado.
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  %Dokyeom% queria pedir desculpas.
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  Queria agradecer por todas as noites e por todas as risadas que %Lila% conseguiu tirar dele. Queria dizer a ela que, na verdade, ele não estava bem, e que queria ajuda para sair daquela situação; que estava tão animado para assistir ao nascer do sol com ela que, durante um mês, pensou em qual roupa usaria e em qual presente a entregaria.
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  Ele queria que ela soubesse o quão feliz ele ficou ao ter a conhecido.
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  Mas, não havia mais nenhum ônibus no terminal.
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  E nenhum sinal de %Lila%.
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  Ele tentou olhar o celular novamente, mas o aparelho havia descarregado em algum momento da sua ida, e o que o restou foi se sentar em um dos bancos, atônito. Não havia condições de voltar para casa por conta da piora da chuva, e nem se quisesse comprar um guarda-chuva poderia, já que não levou a carteira. Para piorar, parecia que o vento frio ganhou mais intensidade, e a única coisa que o "protegia" era a sua jaqueta. O homem assistia as gotas caírem com o coração apertado, ao mesmo tempo que se sentia livre. %Dokyeom% não se lembrava a última vez que havia feito algo por si próprio que não envolvesse se isolar do mundo, portanto, independentemente de estar ensopado e que com toda a certeza pegaria um resfriado, ele estava genuinamente feliz por ter dado um susto na depressão e ter saído correndo de casa. O rapaz sentia falta de sentir o vento bater contra o seu rosto, de ver os carros passando e de observar aquele mar tão lindo que abrangia boa parte da cidade.
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  Ele sentia falta de se sentir vivo. E não havia sensação melhor do que essa.
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  — Eu queria que ela estivesse aqui — suspirou.
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  — Quem?
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  — Uma pessoa muito querida. — Sorriu tristonho. — O sorriso dela poderia iluminar a cidade inteira.
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  — Por que não diz isso a ela?
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  — Ela foi embora.
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  — Mas os ônibus acabaram de chegar, como ela foi embora?
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  — Eu não sei quando ela foi... também não sei quando ela volta. — Mordeu o lábio inferior, odiando ter que assumir isso em voz alta.
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  — Tio, você deu mole, né? Bem que minha tia fala que os homens atualmente não estão com nada. Como que você deixa o amor da sua vida escapar assim?
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  — Ei, eu nunca disse que ela era o amor da minha vida!
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  — Mas dá pra ver na sua cara!
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  %Dokyeom% olhou para o lado, dando de cara com duas crianças.
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  Ele coçou os olhos e as encarou novamente, tendo a certeza de que não estava ficando doido.
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  — Aurora e Kiran? O que estão fazendo aqui? Cadê seus pais?!
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  — Tio %Dokyeom%! — O abraçaram apertado.
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  — Finalmente nos reconheceu! — Aurora reclamou.
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  — Mamãe fala que não podemos falar com estranhos, o mesmo tinha que valer para adultos! — Kiran lhe deu a língua. — Nossos pais estão vindo com as malas.
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  — Olha, tio.
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  A pequena Aurora apontou e %Dokyeom% olhou para trás, tendo a sua visão preenchida por Wonwoo, Dani, Minghao e Mel vindo em sua direção, com sorrisos calorosos para o amigo. Ele não sabia como agir, mas, assim que os quatro largaram as malas, eles o envolveram em um abraço mega apertado, e o rapaz não conseguiu conter as lágrimas.
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  — Da próxima vez que você ignorar as minhas cinquenta chamadas, eu vou te bater. — Melisha deu um tapa no braço do amigo ao se afastar. — Sorte sua que estamos na presença das crianças.
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  — Não tente nos afastar nunca mais, %Dokyeom% — Minghao disse com a sua voz calma, mas %DK% sabia que Hao tinha ficado extremamente preocupado.
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  — Os gêmeos sabiam que tinha algo de errado antes mesmo de você se isolar completamente. — Wonwoo olhou com carinho para os filhos, levando o olhar para o amigo. — Nós teremos bastante tempo para conversarmos sobre tudo, mas fico feliz de te ver. Não suma jamais.
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  — Deem um espaço para ele, isso inclui vocês dois, danadinhos. — Dani estendeu a mão para os filhos que estavam grudados no tio favorito deles. — Acredito que o %DK% precise de uns minutinhos para assimilar a quantidade de informação, e como meu querido esposo disse, teremos tempo o suficiente. Não sufoquem o coitado. — A mulher riu, abraçando-o mais uma vez. — É bom te ver.
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  — Eu estou sem carro — coçou a nuca —, e a chuva não parece que vai dar trégua tão cedo. E estou sem carga no celular, então...
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  Antes que pudesse continuar, uma buzina ecoou pelo local, chamando a atenção de todos eles.
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  — Senhor Pedro?
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  — Oi, filho! Foi aqui que pediram uma van para que coubesse todos os oito passageiros?
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  — Eu estou extremamente confuso. — %Dokyeom% trocou olhares com os amigos e com o seu senhorio.
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  — Ué, ela não chegou com vocês?
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  — Ela quem?
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  — Tia %Li%!
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  Com o anúncio das crianças, todos olharam para %Lila%, que foi recebida com um abraço dos menores, mas logo Wonwoo os pegou no colo, recebendo reclamações dos filhos. Lotus estava com duas malas além da mochila, e %Dokyeom% se prontificou em ajudá-la, apesar do clima ter ficado um tanto estranho. Por mais que não soubesse ao certo a quantidade de dias que ficaram sem se ver, para o homem, pareceu uma eternidade, só que só tinha um detalhe: %Lee% não sabia o que falar, especialmente quando todos os seus amigos se encaminharam para a van e deixaram os dois sozinhos.
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  — Como você tá?
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  %Lila% foi a primeira a quebrar o gelo, segurando o rosto do rapaz com suas mãos quentinhas. Logo, ela pegou um paninho, passando por suas bochechas e testa, a fim de seca-lo um pouco; %Seokmin% não teve reação, apenas ficou observando-a enquanto ela fazia o que queria consigo, mas uma coisa teria que admitir: o toque de %Lila% era leve e cuidadoso, e se pudesse, queria senti-lo por mais tempo.
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  — Eu senti a sua falta. Eu achei que você não voltaria.
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  A mulher o encarou e sorriu, suspirando em seguida.
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  — Você sabe que dia é hoje? — Negou com a cabeça. — Dia 31. Eu viajei na sexta-feira, fiquei só três dias fora. De onde tirou que eu não voltaria?
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  — O recado dos biscoitos dizia que você tinha ido embora.
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  — Pedro falou que ia te avisar direitinho sobre a minha ida, mas, aparentemente, ele quis te dar um susto. — %Lila% reparou que o mais velho evitava contato visual consigo. — Não que eu concorde, contudo, parece que deu certo, né?
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  — Como assim?
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  — Você saiu de casa, %Seokmin%. Isso já é uma vitória enorme, mesmo que, sabe, você tenha achado que eu tinha te abandonado.
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  %Li% sorriu mais uma vez, sinceramente feliz. Ver o seu amigo na sua frente depois de incontáveis dias sem vê-lo era ótimo, e independentemente de qualquer coisa, %Lee% havia dado o primeiro passo para sair daquela situação, o que era um sinal positivo.
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  — Eu fiquei indo na sua casa todos os dias sem saber quando eu te veria novamente, você acreditou mesmo que eu iria embora sem te avisar?
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  — É que se você tivesse ido embora, estava tudo bem também... — desviou o olhar, envergonhado. — Ou se quisesse parar de ser minha amiga. Sei que não é fácil lidar com alguém como eu e...
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  — Pode parando aí. — %Lila% colocou o indicador na boca dele, o forçando a parar de falar. — Primeiro: abaixa essa bola toda. Eu ir embora seria uma escolha minha, sem influência sua ou algo do tipo. E outra: que tipo de amiga eu seria de te largar no seu momento mais frágil? Você não é “difícil de lidar”, só está em uma situação muito delicada.
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  — Desculpa. — Mais uma vez, as lágrimas rolavam pelas bochechas rosadas dele. — Eu tentei me convencer que estava bem e que era melhor a gente se afastar, mas a verdade é que eu não tinha forças pra abrir a porta. E eu fiquei muito triste por ter quebrado a nossa promessa.
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  — %Seokmin%? — %Lila% o chamou com a voz doce ao segurar novamente o seu rosto com carinho. — O nosso nascer do sol prometido é só semana que vem, bobo. Se você não tivesse saído de casa hoje, eu teria te arrastado pra fora dela assim que fechasse a confeitaria amanhã para você se acostumar de novo com o mundo. Eu nunca que ia te deixar perder o nosso encontro.
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  — Você é perfeita, %Lili%. — A puxou para si, enterrando seu rosto na curva do pescoço dela.
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  Ali, naquele abraço quentinho, %Dokyeom% chorava copiosamente, sentindo-se aliviado por não ter perdido algo que tanto ansiou. A dor que o assolava não desapareceria do nada, entretanto, o rapaz podia sentir o seu coração um pouco mais calmo.
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  — Você também é. — Sorriu ao se afastar. — Teremos bastante tempo para falarmos sobre tudo, né? Soube que nossos amigos ficarão aqui por algumas semanas.
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  — Sério? — Os olhos dele brilharam. — Mas como todo mundo veio pra cá?
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  — Eu conversava com as meninas sobre você. Sabe, coisas como a primeira vez que te vi te achei uma graça e como era de partir o coração te ver nessa situação. — Ela deu um sorrisinho triste, apesar de %Seokmin% ter ficado surpreso com o que %Lila% achava de si. Então ele era uma graça? — E chegamos à conclusão de que você precisava dos seus melhores amigos. Portanto, nós cinco organizamos todos os detalhes e eu aproveitei que tinha alguns assuntos pendentes em Seul para trazê-los.
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  %Seokmin% piscou algumas vezes, sem reação. Ele não tinha noção do quanto sentia falta dos amigos até vê-los pessoalmente, e pensar que todos estavam dando um jeito de ajudá-lo o emocionava ainda mais, a ponto dele querer abraçar os cinco e não soltar mais.
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  — Eu sou muito sortudo. — Sorriu largamente. — Obrigado por ter ficado ao meu lado, %Lili%. Depois vou agradecer a cada um deles.
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  — Não precisa, a gente faz isso porque te ama! — %Lila% quase engasgou ao perceber o que havia falado, sentindo o seu rosto esquentar ao reparar que %Lee% ficara um tanto em choque.
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  — Ei, vocês dois! — Aurora gritou antes de entrar na van. — Se desgrudem!
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  — Isso mesmo! Vocês só podem ficar grudados na gente! — Kiran complementou.
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  — Ignorem eles, mas precisamos ir — Wonwoo disse ao fechar a porta da parte de trás.
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  %Lila% e %Seokmin% se entreolharam e riram, achando os gêmeos adoráveis. Ele a auxiliou com as malas e depois de guardá-las, ambos se acomodaram nos bancos da frente, fazendo companhia para Pedro, que possuía um sorrisinho travesso nos lábios e compartilhou um olhar cúmplice com Lotus. A chuva havia parado, e %Dokyeom% abaixou um pouco o vidro, sentindo o vento bater contra o seu rosto; ele não sabia como seria a sua vida daqui pra frente, contudo, depois de todos esses meses de sofrimento, o homem tinha a certeza de que o amanhã seria melhor do que o ontem.
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  N/A: Ninguém pediu uma história triste, mas eu trouxe mesmo assim hehe
  Bom, eu amo essa música do Ian e eu tô com um bloqueio/falta de inspiração enorme para as minhas outras fics, ai pensei em trazer essa fic com o %DK% e a %Lila%. Bom, era pra essa fic ter um final triste pra ter o gancho pra continuação, mas como mandei pro projeto Pop-Up e precisava ter no mínimo 5 páginas, precisei dar uma modificada hahahahaha
  Então tivemos final feliz 🥳
  E sim, vai ter continuação hahahahaha
  Eu amo esses casais!!! Apesar da %Lila% e do %DK% não serem um nessa história, os dois são meus xodozinhos <3
  Até a próxima <3
  Obs: FAÇAM TERAPIA <3

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gio

livs eu não tava preparada pra sofrer assim 😭 me identifiquei bastante com o DK, principalmente na parte de se fechar e tentar lidar com tudo sozinho, mesmo quando as coisas não estão bem, acho que foi isso que tornou a história ainda mais triste! e a Lila sendo tão paciente e carinhosa com ele deixou meu coração quentinho. Você arrasou demais, já quero ver esses dois felizes e os gêmeos aprontando com eles kkkkkkkkkk

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