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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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The Promised Love Of a Saintess

Escrita porLiv
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • O chamado

  Hestia Lucchi alongou os braços sobre sua cabeça, coçando seus olhos ao se levantar da cama. Durante o curto trajeto até o banheiro, ela bocejou preguiçosamente enquanto sua alma voltava para o seu corpo, e, por mais que amasse a sua vida de fazendeira, ela ainda odiava acordar cedo.
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  Mais cedo do que as galinhas.
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  A sua rotina começava com um banho frio para espantar qualquer traço de moleza, seguida de um café da manhã reforçado com direito à bela vista da janela da cozinha, que dava de frente ao lago dos cisnes e dos patos, que ainda estavam adormecidos aguardando o nascer do sol para darem início às suas atividades; depois, Hestia escovava os dentes, se sentava no primeiro degrau da escada e colocava sua bota, prendendo o seu longo cabelo preto em um rabo de cavalo baixo posteriormente, e a única mecha que deixava solta ficava atrás de sua orelha esquerda, já que ela achava que aquele conjunto de fios brancos lhe davam um charme a mais; em seguida, Lucchi ajeitava o seu chapéu de palha e posicionava o seu aparelho auditivo na sua outra orelha, se checando no espelho que ficava próximo a porta principal pela última vez, e, assim que o sol surgia no céu e os galos iniciavam a sinfonia, a primeira parte de sua rotina estava concluída, e agora Hes podia entrar no modo fazendeira feliz, como gostava de chamar.
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  A primeira parada era no celeiro, onde Hestia alimentava todas as vacas e bois, ordenhava e checava se os bezerros estavam bem, concluindo seus cuidados — com muitos afagos — por volta das seis e quinze, indo direto para o galinheiro, sendo recebida pelas galinhas e galos extremamente animados, prontos para fazerem suas refeições enquanto a mulher armazenava os ovos em um cesto. O próximo passo era cuidar das chocadeiras que ficavam no galinheiro ao lado separado por uma porta telada, e elas precisavam de uma atenção a mais em relação a alimentação, ainda mais por estarem no ciclo de 21 dias para chocarem seus ovos. Lucchi era cuidadosa ao extremo para verificar o bem-estar delas, especialmente por uma das aves, Luize, adorar bicar as demais por pura implicância — visto que Hes já havia chamado vários veterinários por medo dela estar passando por algum problema emocional, físico ou com a comida, mas todos disseram que era apenas o temperamento de Luize. Assim que se certificou que todas estavam em segurança e escapou de ter sua mão bicada, a fazendeira caminhou até o estábulo, trocando palavras animadas com Barine, a tratadora dos cavalos, e logo a auxiliou a escovar o pelo dos equinos, que relinchavam felizes com esse momento. De longe, era possível ouvir os patos e cisnes resmungando, e Hestia sabia que o seu tio, Patrício, havia chegado, e a qualquer segundo ele apareceria na sua frente com alguma fofoca do reino depois de sanar a fome das aves.
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  — Patrício parece se divertir — a cuidadora disse ao parar na porta do espaço, cruzando os braços.
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  — Se existe alguém no mundo que ame mais a vida na fazenda do que eu, essa pessoa é o velhote. — A mulher continuou a escovação sem se dar o trabalho de olhar para trás.
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  Levou apenas trinta segundos para Hestia perceber que tinha algo de errado e se virar para Barine, que apenas suspirou antes de dar a notícia:
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  — Kaio está cuidando das ovelhas e dos carneiros... — anunciou breve, sabendo a reação que receberia em instantes.
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  — E quem ordenou? — O bom humor de Lucchi se dissipou automaticamente. Ela amava todos os seus animais, mas quando se tratava dos ovinos e dos porcos, era nítido o apego que possuía por eles, e Hes só deixava que os outros cuidassem deles nos dias em que estava ausente.
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  Sem esperar uma resposta, marchou em direção ao celeiro algodão — nome autoexplicativo —, dando de cara com Kaio, que, por mais que odiasse admitir, era como um encantador de ovinos, aparando a lã de Floquinho com a tesoura. Ele percebeu a sua presença e a olhou por cima do ombro, voltando a atenção para o carneiro que o aguardava finalizar quietinho e aparentava estar feliz com os cuidados do rapaz, fazendo a fazendeira engolir a seco o ciúme.
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  — Floquinho se divertiu muito acordando os irmãos que acabou com feno preso no seu pelo. Não me pergunte como, quando cheguei os vi dispersos antes da hora e ele correndo de um lado para o outro.
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  — Ah, sim — respondeu sem muito interesse em Kaio, se aproximando do arteiro. — Oi, meu amorzinho. Agora está se sentindo melhor sem nada te atrapalhando, certo? — O seu tom de voz havia mudado para um mais fofo, e o rapaz fez questão de revirar os olhos. — Já não conversamos sobre acordar seus irmãos? — Como se a entendesse, Floquinho berrou o seu “mééé” mais contido, pedindo desculpas para Hes. — Pronto, agora Kaio vai limpar o celeiro de vocês!
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  — Ei! — protestou mesmo sabendo que não teria como escapar da função.
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  — Isso não é por vingança — a mulher parou ao seu lado, pondo a mão no ombro dele —, foi um pedido da sua mãe. Sei que você é jovem e quer explorar o mundo, mas há maneiras melhores para ir atrás dos seus sonhos do que fugir de casa. Talvez fosse bom você mandar uma carta aos seus amigos da academia, vai que eles sentem sua falta também.
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  Hes se afastou um pouco, tendo noção de que Kaio precisava de um tempo sozinho para lidar com suas emoções. Ela o considerava como um irmão mais novo, e por mais que adorasse implicar com ele, Lucchi se preocupava verdadeiramente, e sempre deixava claro que Kaio podia ir até ela caso precisasse de algo. Barine, sua mãe, pediu à mulher para que conversasse com o filho, já que o jovem costumava escutá-la.
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  — Não foi por vingança, mas você está adorando isso. — Revirou os olhos com força.
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  — Cuidado para eles não pularem para fora. — Hestia lhe deu a língua, abrindo a porta do celeiro.
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  — Obrigado, Tia...
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  A fazendeira sorriu, retomando sua programação e seguindo para a sua próxima parada: os porquinhos.
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🐑✨

  Hestia havia concluído a sua rotina na fazenda com sucesso, e depois de um longo banho, ela decidiu trabalhar um pouco na oficina. Sempre que ia mexer na sua mesa de carpintaria, ela usava protetores auriculares para poder focar somente na sua nova escultura, e era o seu momento de se desconectar de todos e do mundo. Para a mulher, nada se comparava à paz que a vida na fazenda lhe proporcionava, e para alguém que cresceu em meio a uma família grande e um tanto barulhenta, ter esses momentos em que podia aproveitar a sua própria companhia em silêncio, fazendo o que gostava, não tinha preço.
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  — Meu sossego durou meia hora. — Tirou o protetor, sabendo que seu tio havia chegado. Patrício sempre dava três batidas no chão e três na parede com a sua bengala para anunciar que queria falar com Hes, utilizando as vibrações para não a assustar nos momentos em que Lucchi estava focada.
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  — Na verdade, três horas. — O mais velho riu, se aproximando dela. — Está na hora do jantar, futura Santa.
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  — Já tomou os seus remédios hoje, velhote? De novo com esse assunto. — Revirou os olhos.
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  — A qualquer minuto acontecerá a nova invocação, não está animada?
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  — E por qual motivo estaria?
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  — É um grande acontecimento. Vai que você é chamada. — Deu de ombros.
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  — Com tantas pessoas talentosas no reino, não vejo motivos de eu ser convocada. — Hestia guardou suas luvas e o seu material, voltando a atenção para o tio. — Sou apenas uma jovem camponesa que adora usufruir da paz que a vida no campo pode proporcionar. Além disso, se eu sou chamada, quem cuidará de você? Já pensou nisso?
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  — Já, e eu adoraria apreciar a minha aposentadoria de maneira tranquila. — O homem riu ao escutar os resmungos da sobrinha.
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  — Olha... — Pensou em respondê-lo, mas apenas suspirou. — Não há chances de eu ser chamada. E não sei como não estão fazendo um alarde em relação ao ritual.
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  — Vênus fez todos comprarem a sua narrativa de que Cecília deixou o reino abençoado por um ano, então faz sentido ele ter mantido a informação sobre o caos somente com o conselho. Ele não se importa com as Santas, o que ele realmente se importa é com o status que elas dão a Layanna. Contudo, é nítido como os monstros estão destruindo cada vez mais as nossas vegetações. — Patrício olhou para a floresta que cercava a fazenda com um certo pesar, sabendo que se não fosse pela proteção que Hestia colocou no lugar, a esse momento a sua horta estaria destruída — e mais tarde, sua casa.
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  A principal característica do trabalho das Santas era proteger Layanna do caos, que era um fenômeno que ocorria uma vez ao ano, mas que deixava rastros por todo o reino, prolongando a sua presença durante os meses seguintes. Ninguém sabia ao certo a sua causa, tinha quem dizia que era um feito dos demônios ou era um castigo dos céus, no entanto, uma das poucas certezas em relação ao caos era que quem tinha contato com o miasma que ele liberava se tornava um fantoche dele enquanto o seu corpo adoecia, independente da espécie. A cura existia, contudo, se os sintomas não fossem tratados nos três primeiros dias, quem fosse infectado acabava tendo o seu coração corrompido e a sua alma se transformava em alimento para o caos, e o corpo agia como se fosse uma máquina de guerra, destruindo tudo e todos pela frente até que fossem mortos. Havia estudos que diziam que existia um “prazo de validade” de duração do efeito do miasma nos infectados, porém, era algo ainda incerto, visto que era difícil ter contato com os afetados sem garantir a segurança dos envolvidos, portanto, as pesquisas possuíam um ritmo mais lento.
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  Ao dizer que a última Santa deixou as terras protegidas, o rei, Vênus Estelar, não estava mentindo, todavia, o governante omitia o fato de que essa proteção já havia terminado três meses após a morte de Cecília Santinelli, ou seja, o reino estava desprotegido há seis meses, e por conta de seu orgulho, o homem não permitia que pedissem ajuda aos reinos vizinhos, afinal, o que seria do seu status se soubessem que a balança de mana estava enfrentando problemas? Para ele, Layanna poderia ser tomada pelo caos se o seu prestígio permanecesse intacto, por isso, Vênus enganava o seu povo e mandava os seus próprios homens para serem mortos.
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  — Vênus e a sua burrice serão o fim de Layanna.
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  Hestia sentia um gosto amargo toda vez que falava o nome dele, sentindo o seu desgosto crescer mais. Desde nova, ela nunca gostou do rei e odiava cada segundo que precisava dividir o mesmo ar que o governante por causa das festas que seus pais, comerciantes famosos, frequentavam no Palácio Real. Ela sabia que o descontentamento era mútuo sem nunca ter ouvido uma única palavra direcionada a si, mas tanto Lucchi quanto Vênus possuíam o olhar de desprazer igual toda vez que se esbarravam.
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  — E como você está se sentindo com a questão da convocação? — Mudou o foco do assunto ao ver seu tio concordar em silêncio.
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  — Eu deveria sentir algo? — Arqueou a sobrancelha.
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  — Bom, você e Cecília eram...
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  — Amigos — a interrompeu prontamente, rolando os olhos. — Essa confusão que todos fazem com a nossa relação ainda vai causar algum problema.
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  — Ué, vocês não namoraram?
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  Cecília e Patrício se tornaram amigos inseparáveis na adolescência ao frequentarem a academia real, e por conta da proximidade, todos achavam que eles tinham algo a mais.
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  — Nunca, apenas saímos três vezes e depois que ela foi convocada, Cecil se apaixonou por Cyrus. Nosso sentimento nunca passou de amizade e diversão.
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  — Tá, não preciso saber de muitos detalhes, velhote. — A mulher riu. — Cyrius é aquele feiticeiro do grupo dela, né?
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  — Sim, mais conhecido como o feiticeiro demoníaco. Gente boa, só não gostava de mim.
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  — Não o julgo, se fosse comigo, eu também teria ciúmes de você. — Patrício tentou parecer ofendido, entretanto, ele não tirava a razão de Cyrus. — Impressionante como ela foi de um fazendeiro para um demônio, adorei. Apesar de que eu escolheria o...
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  — Feiticeiro. No seu ranking, qualquer um capaz de conjurar feitiços ganha de seres sobrenaturais e dos meros mortais. — Lucchi deu uma risadinha anasalada, esquecendo que o seu tio a conhecia como ninguém.
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  — Cyrus é um combo completo, não é à toa que a tia Cecil se apaixonou. — Por onde será que ele anda?
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  — Desde o falecimento dela, não tivemos mais notícias dele, por mais que o restante dos integrantes do grupo tenha escolhido permanecer no conselho. Provavelmente Cyrus está planejando se vingar de alguém no momento.
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  — Aish, a fúria de alguém que perdeu o seu grande amor não é pequena. Já pensou se ele vem atrás de você? É por isso que não posso ser Santa, como vou cuidar de você se tenho que cuidar do reino? Não, nem pensar. — Balançou a cabeça de um lado para o outro em negação.
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  — Por que estou sendo tratado como se tivesse 100 anos?
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  — Você tá quase lá!
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  — Falta quarenta anos para isso, Hestia. — Ele começou a andar em direção a casa. — E se acha tão engraçado brincar com a minha idade, não vou compartilhar a lasanha de berinjela gratinada que fiz.
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  — Meu tio favorito! O melhor fazendeiro de todo o reino! O mais forte dos cavaleiros reais! Já disse que te amo hoje? — Ela o abraçou de lado, o apertando.
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  — Você muda tão rápido quando se trata de comida, igualzinha à quando era criança e igualzinha ao seu pai. — Riu. — Vamos lá devorar aquele tabuleiro antes que esfrie.
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  Hestia e Patrício se assustaram ao verem Granola, um dos porquinhos, solto e visivelmente agitado no primeiro degrau que dava acesso à varanda da casa. O mais velho pegou o bichinho no colo, o vendo se acalmar instantaneamente.
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  — Como você veio parar aqui, pequenino? — perguntou curioso, como se o porco fosse respondê-lo.
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  — O chão. Você sentiu?
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  Hes não precisou ouvir a confirmação do tio para saber que havia algo muito errado acontecendo no momento. Ela deu um passo para trás e levantou os braços na altura do ombro, sentindo o poder que saía de suas mãos completamente instável, o que a fez ficar confusa. Nunca, em todos os seus vinte e cinco anos, a sua mana falhou, e a sua única preocupação agora era a barreira em volta da fazenda. Aparentemente, ela estava bem, mas a vibração no chão parecia aumentar, fazendo com que os seus animais ficassem agitados e comunicativos, claramente chateados por terem perturbado o soninho deles — o que, para Hestia, era um crime gravíssimo. No segundo que ousou dar um passo em direção aos celeiros, a fazendeira foi envolvida por uma luz verde, como se estivesse dentro de um prisma hexagonal; o seu interior era quente e não dava uma sensação de claustrofobia, pelo contrário, provavelmente a ideia era fazer o outro se sentir acolhido, mas, se Hes pudesse, ela quebraria aquele prisma em mil pedaços.
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  A mulher olhou para o tio com pesar, e o homem, ao invés de palavras de consolo, apenas gesticulou com a boca, dizendo “Eu te avisei”.
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  Lucchi sabia o que aquilo significava.
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  E ela estava puta.
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  N/A: Um pouco da vida na fazenda antes do caos HAHAHAHAHA
  Vimos um pouquinho da sua rotina e alguns personagens, inclusive o tio Patrício que adora perturba-la em todas as oportunidades hahahahah
  Bom, não queria estar na pele de quem for encontrar a Hestia no próximo capítulo, sinceramente kkkkkkkkkkk ela estará com sangue nos olhos (não a culpo, também estaria)
  Até a próxima <3

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Lelen

Já tenho interesse no “triângulo amoroso” Cyrus-Cecília-Patrício, pode ter mais capítulos ou especiais abordando o caso, obrigada kkkkkkkk
E eu achei que o Kaio ia ser uma haters to lovers por alguma razão.
Quem vai ser o par da principal? O rei? Alguém da Corte? Alguém completamente fora do radar? Ou ela nem vai ter par e vai acabar com todo mundo? HAHAHAHA
Quero ver o que vai acontecer e o que a Hestia vai aprontar por ter odiado ser a escolhida HAHAHAHAH

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