The Weasley Twins


Escrita porNaya R.
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 34 minutos

  Beco Diagonal – 05 de dezembro de 1998 – Loja das Gemialidades Weasley

Ponto de vista: George

  Respirei fundo sabendo que aquele era o momento, me olhei no espelho jogando água no rosto e fechei os olhos tentando colocar minha mente no lugar.
  - G, você está bem? – Ouvi a voz de Lee do outro lado da porta.
  - Estou, só um minuto. – Menti secando o rosto e dando uma última olhada no reflexo no espelho, vendo as olheiras ainda visíveis abaixo de meus olhos.
  Não havia energizante no mundo que me transformasse em uma pessoa normal de novo.
  - Cadê a %Verônica%? – Perguntei assim que saí do banheiro, vendo Lee levantar os ombros em dúvida. – Ela disse que viria, não é?
  - É claro que disse, G. Logo ela está aqui, tenha calma.
  O nervosismo e o arrependimento tomavam conta de mim, subindo em meu peito e trancando minha garganta. Eu não estava pronto para a inauguração da loja, e a falta que %Vee% fazia só piorava as coisas.
  Com o fim de ano chegando perto, ela estava mais ocupada em Hogwarts por conta do feriado de inverno e mal conseguia me enviar cartas durante a semana, mas tinha me prometido que viria me ajudar na inauguração e nos finais de semana, minha cabeça havia se acostumado tanto com a ideia de tê-la por perto, que agora que ela não estava ali, eu estava entrando em colapso.
  Afrouxei o nó da minha gravata roxa e retirei meu paletó marrom de camurça sentindo-me sufocado com toda aquela situação angustiante, tudo na loja estava pronto, o estoque estava cheio, as prateleiras organizadas, o caixa tinha bastante troco e Lee estava lá para me ajudar, usando um avental azul marinho que minha mãe havia bordado o nome da loja e o nome de Lee em letras alaranjadas. Então por que eu tinha essa sensação de estar apressando as coisas? Uma sensação de incompetência misturada com desgosto, como se nada ali dentro fizesse sentido sem ele.
  Lee segurou meus ombros, imagino que a vontade dele era de me dar um tapa no rosto para me fazer voltar à realidade.
  - Cara, calma. Está tudo certo, tudo organizado e tudo dentro da programação. %Appleby% já deve estar chegando, ela nunca iria te deixar num momento como esse, então só respira fundo e relaxa. Ainda falta meia hora para abrirmos. – Lee disse com a voz agitada que ele sempre teve.
  Respirei fundo novamente, estava hiperventilando.
  Olhei na direção da porta, vendo as pessoas encasacadas pelo vidro da vitrine e mesmo com o frio de dezembro eu suava feito um grande trasgo.
  Andei de um lado para o outro, tentando esquecer um pouco o fato de que eu parecia estar traindo meu falecido irmão, tentei de várias formas me distrair, abri a caixa registradora três vezes seguidas troquei utensílios de lugar nas prateleiras. Por fim, eu estava dentro do estoque olhando tudo sem saber realmente o que fazer, as mãos na cintura, pensando em tudo.
  - Georgie? – Ouvi a voz de %Vee% atrás de mim. Me virei de supetão e senti seus braços envolvendo meu pescoço. – Como você está, grandão?
  - Estou bem. – Tentei disfarçar, engolindo seco enquanto retribuía seu abraço.
  - Por que você ainda se dá ao trabalho de tentar me enganar?
  - Porque eu gosto de tentar te enganar.
  Dei uma risadinha fraca com minha tentativa de brincadeira e ela retribuiu.
  - Olha só, eu sei que você deve estar pirando. – Ela disse, soltando os braços de meu pescoço e encostando no batente da porta. – Mas está tudo bem, Georgie.

Lee provavelmente havia avisado que eu estava endoidando.
  - Não está tudo bem, %Verônica%. – Passei a mão pelo meu cabelo, ainda nervoso.
  - Você sabe que é o que ele ia querer. – Eu sempre era pego desprevenido, não pensei que ela fosse tocar nesse assunto tão diretamente. - Você não está traindo a memória dele, está homenageando, está trazendo de volta tudo que ele sempre quis.
  - Eu queria que fosse assim fácil.
  - Não estou dizendo que é fácil, G. – Sua mão acariciou meu braço. – Eu só quero você entenda que está fazendo a coisa certa, essa loja aqui é tudo pelo que vocês trabalharam. Vocês criaram isso juntos, é aqui que ele queria estar, é aqui que ele quer que você esteja.
  Ela deslizou a mão do meu braço para o meu peito, acima do meu coração, e eu senti lágrimas brotando em meus olhos quando vi os seus brilharem de maneira diferente.
  - É tão doloroso, %Vee%. – Admiti por fim, vendo-a vir me abraçar de novo, dessa vez sua mão foi parar em minha nuca e ela afagou meus cabelos.
  - Eu sei, mas vai passar, tá bem? Eu prometo. – Disse ela, enterrei meu rosto em seu pescoço e respirei fundo pela milésima vez naquele dia. Seu cheiro me lembrava infância e fazia eu me sentir em casa.
  - Eu só queria que essa angústia passasse. Só isso.
  - Quando você menos esperar, vai perceber que já passou. Olha só, eu ouvi Fred falar sobre essa loja durante anos, diariamente, incansavelmente e incessantemente. Era o sonho dele, é tudo que vocês batalharam... Não existe motivo plausível para você não reabrir essa loja, Georgie.
  Ela ainda acariciava minha nuca quando Lee interrompeu nosso momento:
  - Gente, está na hora.
  - Você consegue. – Ela sussurrou para mim dando uma piscadela, apertou minha gravata, arrumou a gola de minha camisa e virou-se para Lee. – Eu ganho um avental maneiro assim?
  - Sim, vem comigo. – Lee chamou-a indicando com a cabeça o caminho e eu respirei fundo criando coragem para sair dali.

  A loja encheu com facilidade, a maioria dos clientes eram crianças e adolescentes. O Kit Mata-Aula foi o grande sucesso da vez, todo mundo se preparando para burlar as provas de final de semestre.
  Durante o processo de responder perguntas, atender clientes, ajudar no caixa, arrumar objetos fora do lugar, retirar produtos do estoque para reabastecer as prateleiras, responder mais perguntas e ser simpático, percebi que não pensei em Fred quase o dia inteiro... Não da maneira melancólica que a perda me fez vê-lo, mas sim de maneira saudosa, lembrei da nossa primeira inauguração, de como andávamos juntos em todos os lugares e respondíamos perguntas juntos de maneira tão espontânea que era razoável o boato de que líamos a mente um do outro.
  Me peguei sorrindo de verdade lembrando de alguns momentos, e também sorri de verdade vendo Lee e %Vee% tão animados com o caos em que a loja se encontrava.
  O local não ficou vazio em absolutamente nenhum momento.
  %Verônica% passava por mim como um furacão, repondo objetos do estoque utilizando sua varinha para trazer vários frascos e caixas de uma só vez. Me mostrava a língua cada vez que me via.
  Lee estava cuidando mais do caixa, me chamava quando algum cliente pedia descontos por estar levando mais de três itens ou quando algum reclamava do preço das coisas.
  Alguns rostos conhecidos passaram por lá, meus pais vieram para dar um olá, e me desejar boa sorte, minha mãe ficou conversando alguns bons minutos com %Verônica%.
  Hermione apareceu com Neville Longbottom, explicou que Ron e Harry estavam em Roma fazendo algumas pesquisas e não poderiam vir, mas que mandaram lembranças.
  Neville comprou um par de Orelhas Extensíveis, e ficou longe do Creme de Canário alegando que ainda lembrava do sabor das penas em sua garganta, aquilo arrancou risadas de mim e de %Verônica%.
  - Me desculpe por aquilo, Nev! – %Verônica% disse ainda rindo, pondo sua mão no ombro do garoto, fazendo-o dar de ombros rindo também. – Foi um mal necessário, e quero deixar bem claro que eu fui contra! Não fui, Georgie?
  - Foi sim, foi tão contra que está se desculpando até hoje, mais de três anos depois. – Denunciei ainda rindo, percebendo que a mão dela ainda estava sobre o braço dele, sutil, leve e despretensiosa.
  - Não dê ouvidos a ele, Nev, eu sempre te defendi das trambicagens dos três malfeitores. – Os três malfeitores era como Angelina e ela se dirigiam a mim, Fred e Lee durante os nossos tempos de escola.
  - Isso é verdade. Não posso negar que as vezes seu nome surgia como sugestão na hora de testarmos algum produto novo. – Falei sem graça, coçando a nuca e ele sorriu.
  - Está tudo bem, eu sei que não era o aluno mais atento da Grifinória mesmo... – Ele disse e %Vee% sorriu.
  - Não seja bobo, Nev. Finnigan vivia explodindo tudo que via pela frente... – %Vee% o defendeu.
  - É verdade, não sei como McGonagall nunca tirou pontos dele por isso. – Hermione interviu dando risadinhas também.
  - Enfim, vou voltar ao trabalho antes que meu chefe brigue comigo. – %Verônica% disse, olhando de lado para mim, como se estivesse tentando disfarçar que falava sobre mim, nos arrancando algumas risadas. – Foi bom ver vocês dois.
  Ela abraçou Hermione e Neville, indicando um “até segunda-feira” para ele.
  Vários outros ex alunos de Hogwarts deram as caras na loja, todos sempre muito simpáticos comigo. No fim da tarde, quando estávamos lentamente começando a colocar as coisas em ordem pois o movimento havia caído drasticamente -o ápice foi depois do almoço-, mais uma pessoa entrou na loja, tive um pequeno descompasso quando a vi, mas mantive a compostura.
  %Verônica% foi cumprimenta-la primeiro.
  - Angel! – %Vee% a abraçou com vontade, levantando-a do chão como costumava fazer na escola.
  Era a primeira vez que eu via Angelina depois do término. Eu não sabia exatamente como reagir, e nem como ela reagiria.
  Aproveitei que %Verônica% a distraía e fui até Lee.
  - Angelina está aqui. – Indiquei a entrada da loja com a cabeça, e Lee disfarçou olhando as duas conversando animadamente.
  - E agora? – Sussurrou ele para mim. E eu ergui os ombros em dúvida. – Espera para ver se ela vem conversar contigo, ela sabe que a loja é sua.
  Ver Angelina ali aqueceu meu coração por saber que se ela havia reservado um tempinho do seu dia para ir até lá, talvez ela não estivesse tão brava comigo afinal. Eu não queria ter um relacionamento com ela, mas não significava que eu não queria tê-la por perto. Ela era uma amiga incrível.
  Eu não conseguia ouvir o que as duas cochichavam entre elas por conta de minha orelha, e nem precisei, pois em menos de um minuto, senti dedos cutucando meu ombro enquanto Lee fingia que contava todas as possíveis moedinhas do caixa.
  Virei-me meio contrariado e vi %Verônica% sorrindo abertamente, com o peito estufado, o orgulho de sua melhor amiga brotando em toda a sua aura.
  - Oi Weasley. – Angelina disse ligeiramente sem graça, pondo uma de suas mechas para trás da orelha.
  - Angelina, nossa, que legal te ver por aqui! – Eu estava tão atrapalhado que não sabia se a abraçava, apertava sua mão ou beijava seu rosto.
  Por sorte ela foi menos estúpida e rodeou meu pescoço com seus braços e beijou meu rosto no meio do processo.
  - Como você está? – Perguntou ela dando uma risadinha sem graça.
  - Hum, Lee? – Ouvi %Verônica% o chamar. – Vamos lá... No estoque... Preciso te mostrar...
  - Vamos, vem. – Ele disse tão ligeiro que nem vi a sua silhueta sumir atrás do caixa.
  - Eu estou bem, eu acho... – Falei enquanto a soltava do abraço, que acabou não sendo esquisito como eu esperei que fosse. – E você?
  - Eu estou arrependida. – Ela disse suspirando. – G, eu fui bem insensível com você na última vez que nos vimos. Me desculpa, tá bem?
  - Não, Angel, eu fui bem imaturo também. Eu podia ter conversado melhor com você antes de soltar uma bomba como aquela.
  - Você está em um momento completamente vulnerável e avassalador da sua vida, eu não tinha o direito de ser tão dura com você, como eu fui naquele dia. – Ela disse com a voz sufocada, como se tivesse treinado aquela conversa algumas vezes antes de vir.
  - Eu não fui um bom namorado para você. Você também perdeu o Fred, e eu não tinha direito de te tratar daquele jeito. – Eu, por outro lado, estava falando o que me vinha na cabeça, sem direito a filtros pré-definidos.
  - Você foi um namorado ótimo. Só que aquele não era o momento. Eu entendo. Demorou um pouco para entrar em minha cabeça, mas eu finalmente entendi que foi o melhor para nós dois, Weasley. Vamos nos perdoar? – Perguntou ela, unindo as mãos e erguendo os olhos, seu sorriso era lindo e seus olhos amigáveis .
  - Vamos. Me desculpe, Angelina.
  - Amigos? – Perguntou ela, erguendo o dedo mindinho e eu enrosquei meu dedo no dela, puxando-a para mais um abraço.
  - Amigos.

  Angelina ficou conosco até a hora de fechar a loja.
  Arrumamos tudo, colocando cada frasco em seu devido lugar, retirando cada resquício de poeira e seguimos até o Caldeirão Furado para conversarmos um pouco como um grupo de amigos que não se via há muito tempo devia fazer.
  Pedi uma cerveja amanteigada, Angelina me acompanhou, %Vee% pediu uma taça de vinho de nabos e Lee pediu uma dose de hidromel.
  Conversamos durante muito tempo, Angelina pediu à %Verônica% um relatório extenso de como estavam as coisas em Hogwarts, Lee contou sobre a vaga do ministério que seu pai havia conseguido para ele, e Angelina ajudava seus pais com o negócio da família, algo sobre ajudar na parte burocrática de terrenos e áreas trouxas e bruxas, sendo uma empresa que oscilava entre os dois mundos.
  Algumas garrafas depois, já estávamos falando alto e lembrando dos nossos tempos de adolescentes em Hogwarts, como eu sentia falta de rir com meus amigos e falar bobagens da época em que nossa única preocupação era tirar notas razoáveis, não levar sermão da Professora McGonagall e não perder tantos pontos assim para a Grifinória.
  O nome de Fred era citado em quase todas as recordações e, surpreendentemente, meu peito não ardia quando me lembrava dele, assim como a sensação que tive durante o movimento da inauguração, meu peito aquecia de maneira agradável, contente em saber que meu irmão curtiu tudo o que pode durante nossos anos na escola.
  - E aquela vez em que colocamos a bomba de bosta na porta da masmorra da Sonserina? – Lee perguntou rindo animado e nós todos demos uma risada sincronizada.
  - Fred tropeçou nas vestes e... – Não consegui terminar pois meus olhos encham-se de lágrimas de tantas risadas.
  - Caiu três lances da escada! – %Vee% continuou, rindo tanto quanto nós.
  Angelina não estava conosco nesse evento, não, Angelina era certinha demais e tinha o time de Quadribol para se preocupar, mas ela sempre sabia das histórias já que %Vee% sempre a mantinha por dentro das fofocas.
  - Foi muito engraçado, quando conseguimos chegar até ele, o nariz estava sangrando... – Lee contou para Angelina como se ela não soubesse da história. – E a única coisa que ele perguntou foi...
  - E a bosta, bosteou?! – Eu e %Vee% dissemos juntos e explodimos em risadas de novo.
  Continuamos relembrando de algumas pérolas, como da vez em que %Vee% transformou o nariz de Lee em uma tromba de elefante na aula de transfiguração, da vez em que Fred perdeu o Mapa do Maroto para o gato de Hermione, e até da vez em que eu enfeiticei a escarradeira para cuspir de volta em quem cuspisse nela. Neste último, achamos que Filch teria um ataque do coração quando o primeiro cuspe voou em sua testa.
  O sentimento de conversar com meus amigos de volta era inexplicavelmente aconchegante, Angelina estava tão tranquila e normal, que nem parecia que tivemos algum relacionamento que acabou há pouco tempo. Eu sentia falta da risada de cada um deles, cada uma delas de abraçando de um jeito diferente, até o momento em que o silêncio predominou, cada um perdido em suas próprias memórias.

  - Vocês acham que eu ainda consigo realizar um Patrono? – Perguntei depois de alguns minutos em silêncio, pensando em todos aqueles sorrisos a minha volta.
  - É claro que sim, G. Olha a quantidade de memórias felizes que nós temos. – Lee respondeu sem pestanejar. Angelina concordava com a cabeça. %Vee% desviou o olhar por um segundo, eu sabia o que ela pensava e era exatamente a mesma coisa que eu: Será que apenas uma memória é forte o suficiente para me fazer esquecer que a tristeza da perda ainda é real?
  - Concordo com Lee, Weasley, acho que você consegue. Não acha, %Vee%? – Angelina foi gentil, ela sempre era.
  - É... Eu acho que... Sim. – %Verônica% não era o tipo de pessoa que tinha dúvidas, do tipo indecisa, pelo menos não era assim que eu via ela. Porém, nesse momento percebi que era algo que estava incomodando ela.
  - %Vee%? – Angelina pescou a incerteza da amiga antes de Lee.
  - Ah, vocês sabem, não tenho como ter certeza de algo assim. Foi um evento... Intenso. – Ela amenizou o uso da palavra traumático.
  - Por que não tentamos?! – Lee disse animado levantando-se de supetão, Angelina sorriu e levantou-se também, esticando as mãos, uma para mim e a outra para %Vee%. Eu e ela seguramos e nos levantamos meio contrariados. Olhei de soslaio para minha melhor amiga, seus olhos cruzaram os meus de modo furtivo, com uma pequena mexida de sobrancelha, entendi o que ela quis dizer: Nós vamos mesmo nos humilhar na frente dos nossos amigos soltando fiapos prateados miseráveis do que um dia foi um bichinho fofo?
  Ergui minhas sobrancelhas de modo dramático querendo dizer: É, pelo que parece sim.
  Ela entendeu, maneando a cabeça de maneira negativa e sorrindo meio sem graça.
  Pagamos a conta e seguimos para fora do estabelecimento, demos as mãos e Angelina nos guiou, aparatamos em um campo aberto e escuro que parecia ser os fundos da sua casa, mas eu não conseguia confirmar com certeza.
  Fazia frio e uma fumaça densa saía de nossas bocas, todos estavam vestidos para o frio que fazia, mas os corpos ainda estavam acostumados com o calor aconchegante que fazia dentro do Caldeirão Furado.
  Angelina conjurou uma pequena fogueira, banquinhos e cobertores, ela e Lee dividiram um e eu e %Verônica% dividimos o outro.
  - G, você quer tentar primeiro? – Perguntou ela demonstrando um certo encorajamento na voz.
  - Por que Lee não vai primeiro, já que isto foi ideia dele? – %Vee% perguntou de maneira leve, para não soar rude. Era nítido que ela não queria aquele tipo de pressão, assim como eu, mas não era algo do qual precisasse causar um desentendimento bobo.
  - Tudo bem. – Ele disse levantando-se. Endireitou a postura e fechou os olhos por alguns segundos.
  - Expecto Patronum. – Sua voz soou mais grave do que o normal, como se ele tivesse ciência da seriedade e da dificuldade do feitiço. De início, apenas uma fumaça prateada leve e flutuante saiu da ponta de sua varinha, depois de alguns segundos, da fumaça que havia se acumulado em sua frente surgiu a ponta da nadadeira de uma tartaruga, que foi cada vez mais saindo da pequena névoa nadando lentamente no ar em volta de Lee, era um Patrono majestoso e grande como uma tartaruga verdadeira deveria ser. %Vee% e Angelina comemoraram e eu bati palmas para acompanhá-las.
  Angelina levantou-se quando Lee parou de se concentrar e sua tartaruga se dissipou com a névoa do seu feitiço, ela já havia percebido que aquele era um assunto delicado quando a mim e %Verônica% e se prontificou a ir primeiro para dar o nosso tempo.
  Eu lembrava do Patrono de Angelina das nossas aulas da Armada de Dumbledore: Uma coruja. Na época, eu disse que combinava com ela, já que era um animal inteligente, bonito e assustador. Lembro também que ela riu e empurrou meu ombro flertando. Ela empunhou a varinha com imponência e ditou com clareza:
  - Expecto Patronum. – Ela nem precisou se concentrar muito para a coruja brotar em sua frente, voando em sua volta como a tartaruga de Lee. Era um Patrono bonito que me deixava com um pouco de medo, do mesmo jeito que a verdadeira Angelina me deixava durante o ano em que foi capitã do Time de Quadribol.
  Aplaudimos e comemoramos a coruja de Angelina e ela voltou ao seu banquinho saltitante e sorrindo, aquilo me deixou inexplicavelmente feliz. Saber que Angel estava bem depois do que eu havia feito com ela, me deixava realmente satisfeito.
  %Verônica% levantou-se sem falar nada e foi para o mesmo lugar onde Lee e Angel haviam ido para tentar conjurar o feitiço. Ela estava determinada a não me deixar fazer aquilo se eu não estivesse pronto, o problema é que eu não queria que ela fizesse aquilo também, se ela achasse que não estava pronta. Mas eu sabia que %Verônica% era teimosa o suficiente para não admitir aquilo.
  O Patrono de %Vee% era um pinguim, também lembrava dele durante nossos treinos da Armada de Dumbledore. Lembro que eu e Fred caímos na gargalhada pois o seu pinguim não “nadava” no ar como a maioria dos Patronos que eram nadadores ou voadores, ele andava em pé no chão, olhando ao redor com um tom de dúvida, e isso me refletia uma característica de %Vee%: a sua curiosidade. Não era um animal imponente ou majestoso, era um pinguim desajeitado e divertido, a imagem dela rindo abertamente quando viu o seu Patrono Corpóreo pela primeira vez vagou em minha mente, enquanto eu a via segurar sua varinha com força.
  - Expecto Patronum. – A voz dela não saiu com a certeza ou a alegria que devia sair e, como consequência, nem fiapo, nem névoa, nem qualquer outra coisa apareceu.
  - Está tudo bem, %Vee%. Esquece isso. – Falei imediatamente, erguendo meu braço com o cobertor, indicando que ela devia voltar para o espaço vazio ao meu lado.
  - Não, eu não... Me concentrei direito. – Respondeu ela, fechando os olhos e inspirando uma quantidade grande de ar, soltando-o depois com calma.
  Empunhou a varinha novamente.
  - Expecto Patronum. – Dessa vez, sua voz saiu com mais energia e a ponta de sua varinha acendeu-se tão fraquinha que só dava para perceber porque era de noite. Não era o Patrono Corpóreo que estávamos aguardando, significava que a sua lembrança não estava sendo feliz o suficiente.
  - %Vee%... – Angelina interviu. – Isso foi uma péssima ideia, está tudo bem.
  - Eu consigo. – %Verônica% era orgulhosa demais para admitir que não conseguia. – Só preciso escolher a lembrança melhor...
  Fechou os olhos novamente, o semblante frustrado tomando conta do seu rosto, ficou durante alguns minutos escolhendo a lembrança perfeita.
  Eu conseguia entende-la melhor do que ninguém.
  Não era fácil olhar para trás e simplesmente escolher uma lembrança feliz. Tivemos sim vários momentos felizes ao ponto de mijar na calça de tanto rir, porém aquela lembrança podia se tornar um memorial de funeral em meio segundo em nossa cabeça. Lembrar de Fred podia ser feliz e triste ao mesmo tempo, não tinha meio termo em nosso peito. Lee e Angelina lembravam-se dele como o cara divertido, o cara das folias, o cara que fazia todos rirem, por isso era fácil lembrar de um momento feliz e se encher de alegria. Para mim e %Verônica%, lembrar de algum desses momentos, era lembrar que ele não estava mais ali, lembrar que nunca mais daríamos uma risada tão genuína quanto demos ao seu lado, nunca mais nos divertiríamos tanto, e nunca mais amaríamos alguém como o amamos.
  E mesmo assim, ouvi a sua voz mais uma vez:
  - Expecto Patronum!
  Algumas fagulhas brilhantes saíram da ponta de sua varinha, e o seu Patrono começou a se formar no ar e não no chão como eu esperava.
  Num primeiro momento, achei que fosse ver seu pinguim nadando à sua volta, como um triunfo feliz da sua conquista, mas ao invés disso, vimos um pássaro com peito branco brilhante voando em volta dela. Um patrono igual o meu. Uma pega. O mesmo patrono de Fred.
  %Vee% deu um gritinho assustado, isso fez com que ela se desconcentrasse e o patrono sumiu. Ela tapou a boca com as mãos e olhou diretamente para nós.
  - Vocês viram isso?!
  - Por Merlin, amiga, o seu Patrono tomou a forma do Patrono do Fred. – Angelina parecia tão estarrecida quanto todos nós.
  - Puxa vida, eu já tinha ouvido falar disso, mas nunca tinha visto pessoalmente. – Lee disse.
  Minha cabeça girava, eu sabia o quando aquela garota amava meu irmão, mas nada te prepara para o fato de que ela foi tão marcada por ele, fosse por sua vida ou por sua morte, a ponto de seu Patrono mudar de forma...
  %Verônica% ainda estava aturdida quando me levantei e a abracei, enrolando nossos corpos com o cobertor, a garota desabou quando seus braços enrolaram minha cintura. Risos e choros saíam juntos, ela fungava e gargalhava, o peito cheio de emoções tanto quanto o meu.
  - Você é muito esquisita, sabia? – Sussurrei para ela, fazendo-a rir mais ainda.
  - Você que é, quem é que tem a porcaria de um pássaro como patrono? – Perguntou ela fungando e deitando a cabeça em meu peito.
  - Bom, aparentemente, você tem.
  Caímos na gargalhada juntos e logo depois sentimos os braços de Lee e Angelina se juntando a nós em um abraço em grupo.
  - Vocês são dois esquisitões. – Lee disse, sua voz era divertida.
  - Mas nós amamos vocês mesmo assim. – Angelina completou, e a nossa noite terminou assim. Ninguém tocou no assunto de que eu devia tentar produzir o meu Patrono, apenas ficamos ali, colecionando lembranças, enrolados em cobertores, curtindo a companhia um do outro.

Fim do ponto de vista de George.

Flashback – Estufa de Herbologia – 01 de outubro de 1991.

  - %Appleby% e Diggory, por favor fiquem um pouco. Quero conversar com vocês. - Professora Sprout disse assim que todos os alunos se levantaram para sair da sala de aula. Angelina me olhou de sobrancelhas erguidas e dei de ombro sem entender muito bem.
  - Podem ir indo, alcanço vocês lá. - Sussurrei para meus amigos que me esperavam. Peguei meu livro de Herbologia e o abracei sob o peito enquanto via Fred saindo por último na porta, e dando uma espiadinha de volta por cima do ombro.
  Teríamos o nosso primeiro treino de Quadribol com o time completo e Oliver estava animado com a vinda de Harry Potter como o mais novo apanhador do século. Eu era oficialmente uma artilheira do time, junto com Angelina e Alicia.
  O lufano Cedric Diggory me olhou de cima a baixo quando nos aproximamos da mesa da professora, suas bochechas rosadas ficando mais vermelhas do que o habitual.
  - Escutem, eu preciso de ajuda para manter a estufa em ordem. De tempos em tempos eu seleciono alguns alunos que se destacam na matéria para me ajudarem aqui com envasamentos, replantio… Meus pupilos do ano passado se formaram e agora preciso de novos. – Sra. Sprout disse simpática. Seu chapéu era surrado e manchado de terra escura, ela tinha um semblante tranquilo nos olhos. Senti uma animação tomar conta de meu peito quando entendi o que ela estava dizendo. Continuou: - E gostaria de saber se vocês dois estão dispostos a me ajudar com as plantas que temos aqui, estou falando de rega, poda, troca de vasos e até alguns cuidados extras com as plantas mais perigosas. Preciso de dois alunos sérios e comprometidos, não posso me dar ao luxo de perder algumas plantas daqui, são bem importantes e Madame Pomfrey precisa delas para dar aos estudantes que vão para a enfermaria.
  Engoli seco sabendo que aquela era uma grande responsabilidade, mas estava realmente animada em receber certo crédito por minha boa conduta nas aulas. Eu nunca tinha dado muita atenção ao Cedric (era meio difícil quando se tem George e Fred falando besteiras ao seu lado durante a aula inteira), não sabia dizer se ele era realmente um bom aluno assim como eu, mas se Sra. Sprout estava nos recrutando... Imagino que ele tenha algum diferencial.
  - O que vocês acham? - Ela terminou seu discurso e eu respirei fundo antes de responder, dando a chance para que o lufano falasse algo. Ele não o fez.
  - Professora, estou lisonjeada! Sempre tive muita ligação com plantas por conta dos meus pais trouxas e fico muito feliz de ter herdado essa aptidão. Com certeza aceito o desafio, só gostaria de saber se isso ficaria de alguma maneira em meu currículo? Seria ótimo para o meu futuro! - Soei mais séria do que eu queria, mas Sra. Sprout pareceu gostar, Cedric já não tenho tanta certeza.
  - Mas é claro, querida. Será como um estudo complementar. E você, Diggory, o que acha?
  - É claro Professora, acho muito interessante.
  - Ótimo! Acho bom vocês se conhecerem melhor, pois irão passar bastante tempo livre juntos a partir de agora. Conversaremos melhor na próxima aula. Está bem?
  - Sim, senhora.

  - Uau, dá para acreditar? – Perguntei assim que saímos da estufa, não conseguindo conter minha animação.
  - Isso foi bem inesperado. – Respondeu Cedric, ele usava seu cachecol apenas pendurado em seu pescoço, sem dar realmente uma volta. – Ainda mais para uma Grifinória.
  - O que você quer insinuar com isso? – Perguntei unindo as sobrancelhas, em uma falsa irritação.
  - Ah, desculpe. – Suas bochechas coraram. – Eu não quis soar dessa maneira. É que a Sra. Sprout sempre dá preferência para alunos lufanos, já que ela é diretora da casa, entende? Eu não quis...
  - Relaxa, Diggory, só estou zoando com você. – Falei rindo, empurrando seu ombro com o meu. – Você é sério demais.
  - Não sou sério demais.
  - Ah, não? Eu nunca vi você dando um sorriso. – Joguei um verde, afinal não tinha como eu vê-lo sorrindo sendo que nem notava sua presença na sala de aula, mas queria saber o que ele diria sobre aquilo.
  - E como veria? Você só tem olhos para o “gêmeos Weasley”. – Ele disse ligeiramente convencido, erguendo os ombros.
  - O “gêmeos Weasley”? No singular? – Perguntei unindo as sobrancelhas, engolindo seco. Será que ele havia notado algo que eu nunca havia notado antes?
  - Não, eu me refiro aos dois, mas falo desse jeito porque não sei diferenciá-los, eles são a mesma pessoa para mim. Acabou virando uma piadinha entre meus amigos. – Ele disse, unindo as sobrancelhas mostrando um semblante realmente confuso.
  Dei uma risada alta. Para mim era tão fácil diferenciá-los que eu conseguia saber quem estava falando apenas pela entonação da voz.
  - Adorei esse apelido, acho que vai pegar. – Falei de um jeito que pareceu meio irônico, de modo que ele uniu a sobrancelha tentando decifrar se eu falava a verdade ou não, mas rapidamente voltei ao assunto, para deixa-lo ainda mais confuso: - É claro que só tenho olhos para eles, são meus amigos! E como você sabe que eu só tenho olhos para eles? Por acaso você está me espionando, Diggory?
  Eu dava passadas largas, quase correndo, não queria me atrasar para o treino, ele acompanhava meu ritmo. Cedric gaguejou antes de prosseguir.
  - Não tem como não os notar, são espalhafatosos e barulhentos. Automaticamente noto você também, já que está sempre com eles. - Ele conseguiu dizer depois de respirar visivelmente nervoso.
  - Vou fingir que acredito nisso. – Respondi sem delongas sorrindo, enquanto via suas bochechas corarem de novo.
  - Por que você está correndo? – Perguntou ele, ainda lutando para me acompanhar.
  - Tenho treino de quadribol.
  - Por Merlin, você está no time de quadribol também? – Sua voz já saía ofegante por acompanhar meu ritmo frenético por entre os corredores do castelo.
  - Como assim, também? – Perguntei unindo as sobrancelhas.
  - Eu sou apanhador. – Ele conseguiu encher um pouco o peito enquanto dizia aquilo.
  - Céus, você vai me perseguir em todas as aulas e ainda vai conseguir me incomodar no campeonato de quadribol?
  - Parece que finalmente encontrei uma concorrente à altura. – Brincou ele sorrindo.
  - Olha só, você sabe sorrir!
  - Esse é o efeito %Appleby%. – Ele disse e parou de me acompanhar, virando em uma esquina seguindo para outro caminho enquanto minha mente martelava o que ele havia acabado de dizer. Efeito %Appleby%? O que ele queria dizer com aquilo? Que eu tinha algum tipo de efeito sobre ele?

  - Até que enfim %Appleby%! Achei que teria que ir resgatá-la da boca de alguma planta carnívora. – Oliver disse em um tom tenso, não em um tom engraçado.
  - Desculpe. – Apenas me limitei a dizer e ele ergueu as sobrancelhas surpreso pois geralmente recebe um “não enche” em troca.
  - O que a professora queria? – Angelina sussurrou para mim.
  Fui explicando devagar, na medida que a conversa não sobressaísse a voz de Wood, que estava nos apresentando Harry e em como ele ajudaria no time.

  Eu já estava sobre minha Shooting Star treinando alguns movimentos que Wood havia direcionado quando ouvi a voz de Fred atrás de mim:
  - Então quer dizer que agora você é uma puxa-saco lufana? – Perguntou ele, com seu sorrisinho sacana.
  - Eu sempre te achei meio doidinha mesmo... – George complementou, se aproximando pelo outro lado.
  - Eu devo ser bem doidinha mesmo para ser amiga de vocês. – Respondi rindo e Fred deu a volta por cima de mim com a vassoura.
  - Você não vai aceitar essa oferta, não é?
  - Você vai perder muito tempo de qualidade sendo que nós estaremos com o Mapa do Maroto explorando o castelo... – George listou, tentando me deixar dividida.
  - Qual é meninos, vocês estão mesmo com ciúmes disso? – Perguntei sorrindo marota.
  - Ciúmes não, só estamos preocupados que você seja uma lufana enrustida que possa entregar nosso jogo ao bonitinho Diggory. – Fred retrucou ligeiro.
  - Pode ficar tranquilo Fred, não vou trocar vocês por ele, tá bom? – Pisquei mostrando a língua.
  Ele rolou os olhos e George riu.
  - Balaço. – Avisei e saí de perto, deixando os dois resmungando alguma resposta enquanto me aproximava de Potter.
  - Como estão as coisas por aqui, Potter?
  - Estão tudo... Sei lá, ainda estou tentando entender as regras.
  - %Vee%! – Ouvi a voz de Alicia me chamar e agarrei a goles que voava em minha direção.
  - Fica de olho no pomo que vai dar tudo certo. – Falei sorrindo para ele, tentando tranquilizar aquele garotinho que parecia tão perdido quanto eu no meu primeiro dia de treino n’A Toca.
  O treino foi bom para entrosar o time. Analisando do ponto de vista de quem só havia assistido jogos até então, Harry era um bom apanhador e tinha potencial para ser excelente com o treino e a motivação certa. Eu, Angelina e Alicia tínhamos uma química incrível, e Wood estava realmente empolgado com o desempenho do time e citou várias vezes que finalmente tínhamos um time que podia concorrer de verdade no campeonato este ano.
  Fred e George fingiram estar incomodados com minha “troca de casa” e ficaram me chamando de puxa-saco lufana durante a semana inteira.
  Cedric e eu viramos oficialmente os monitores da estufa de Sra. Sprout, vivíamos lá em horários vagos, cuidando das plantas, colhendo adubos, podando folhas, entregando algumas para professor Snape e outras para Madame Pomfrey. Eu sempre pedia para Ced fazer a entrega ao Snape, pois não gostava do jeito que ele tratava os grifinórios.
  Nós viramos amigos com facilidade e ele era do jeito que eu desconfiava: quieto, envergonhado e metido a sabichão, em contrapartida, ele tentava se acostumar com meu jeito desbocado e ligeiro. Fizemos uma boa dupla. Angelina vivia insistindo que ele era afim de mim, mas eu não me deixava levar, já que não queria que ela soubesse que eu também tinha uma quedinha por ele.

Fim do flashback.

Capítulo 4
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Natashia Kitamura

Apesar de eu achar que essa relação dos dois vai se transformar em algo mais íntimo do que uma simples amizade, eu continuo achando essa conexão deles como amigos a coisa mais linda dessa história. É mais do que duas pessoas que perderam alguém querido. É um destino insano, doloroso e (espero) com um final merecido para esses lindos.
To muito poética hoje, pelamor, hahahaha!

Eu sabia que a Angelina não iria decepcionar! Uma das estudantes mais sensatas do livro, hahaha! Pena que ela e o George não deram certo, mas tomara que ela tenha mais algum espacinho na história e se envolva com alguém tão legal quanto ela (alô Woods)

PARA TUDO que você acabou de elevar essa 8ª maravilha do mundo com meu assunto favorito nas fanfics: TRIÂNGULO AMOROSO <3 HAHAHAHAHA to me sentindo muito a humilhada que foi exaltada, juro! Que perfeito! Animada para ver como vai se desenrolar essa coisa com o Diggory porque agora que ele apareceu e ficou de sorriso com a pp, é mais do que justo vermos um Weasley enciumado. AAAAAA O REGOZIJO

Obrigada por esse presentão de natal, Naya! Pra mim essa é a fanfic do ano <3 amando cada pedacinho dele! *-*

Naya R.

Ai Nat, essa amizade deles é simplesmente TUDO pra mim. O desenrolar vai ser lentinho mesmo pq o vínculo deles ainda é o Fred. Eu também adoro essa cumplicidade deles, eles se entendem né? Já estão até conseguindo entender um ao outro sem precisar falar! Hahahah

A Angelina é um amorzinho mesmo, fadinha sensata desde sempre, nunca vai passar frio pois está sempre coberta de razão kkkkkkk

O Diggory veio pra incomodar a vida do Fred SEM QUERER KKKKKKK eu amo???? Amo sim, quero o bichinho fervendo de ciúmes sim, nem me arrependo hahahahahahhaha
Obrigada pelo comentário perfeito como sempre, fico muito feliz em saber que vc gosta tanto dessa história, espero não te decepcionar nos próximos capítulos ❤️❤️🫶🏾

Jess

Oi Naya, tudo bem?
Preciso dizer que cai nessa fic de paraquedas, pois a muitos anos não leio fanfic mas de repente estava com vontade de ler algo de HP e vim aqui no site e me deparei com essa incrível surpresa.
A família Weasley e seus membros sempre foram meus personagens preferidos desse universo e os gêmeos com um cantinho especial no meu coração.
Obrigada por essa história, a forma como você escreve e descreve cada cena é tão linda! Consigo sentir a dor junto com os personagens. A relação deles é tão linda! Ansiosa como essa história vai se desenrolar, obrigada por compartilhar conosco. Ansiosa para os próximos capítulos.

Naya R.

Oi Jess, tudo bem sim e contigo? Nossa, que alegria no meu coração em saber que você está gostando da história. Os Weasley&#039s sempre foram a minha parte favorita no universo de HP, e adoro encontrar pessoas que compartilham desse mesmo gosto! Os gêmeos são meus personagens preferidos e sempre me doeu um pouco eles não terem a devida atenção depois de tudo que aconteceu. Adoro as fics que se passam durante o tempo em Hogwarts, mas sempre me peguei imaginando como seria o depois.
Muito obrigada por esse comentário incrível! Deixou meu dia muito mais feliz, e espero que você goste dos próximos capítulos! ❤️❤️

Ray Dias

MEU DEUS QUE SAUDADE DESSA FIC ♥ Primeiro, preciso dizer que o Patrono me pegou de um jeito! Eu nem sabia se isso era possível mas achei um máximo. Outra coisa que arrebentou meu coraçãozinho foi o Ted ♥ E o que foi ela falando do futuro deles como “padrinho e madrinha” de seus filhos sendo que a gente sabe (ou torce fervorosamente por isso) que eles serão os PAIS! ♥ AI ANSIOSA PRO MOMENTO QUE O SENTIMENTO DE AMOR ROMÂNTICO SURGIR ENTRE ELES! Eu amo muito os feedbacks também. Sempre impecáveis dentro da originalidade e adaptação da história Naya ♥ Amo tanto! E esse final dela namorando o Diggory… Ai céus, eu não esperava que seria assim , que dó do Fred! ahahahha Mas já dá para notar que ciúme é uma coisa dos Weasley mesmo, porque o G ficou com ciúme até da mão dela no ombro de Neville! ahahah Amando mto a fic, por favor, não pare Naya! ♥

Naya R.

Mulher, esse negócio do patrono me pegou de jeito quando fui pesquisar pq aparentemente foi algo que aconteceu com a Tonks quando ela se apaixonou pelo Lupin (digo aparentemente pq não sei dizer se é verdade ou headcanon), de qualquer maneira serviu de inspiração para nossos queridos 🤏🏾🥹
A conversa de padrinho e madrinha ME PEGA DEMAISSSSSSS, a vontade é de segurar a cabecinha dos dois e falar “QUERIDOS, SAO VCS, PELO AMOR DE DEUS, ASSUMAM ESSE COMPROMISSO LOGO, TEM CRIANÇA CHORANDO AQUI” 😭
O ciúme do Fred é a minha perdição, que sabor meu deus!!! A vontade de só de escrever POV dele pra gente morrer de ciúmes junto com o pobi hahahahahaha e sim, o ciúmes incompreendido está no sangue desses dois, não dá pra nega, nenhum destelha passa despercebido por eles! Hahaahha
Ray, muito obrigada pelo comentário, fico muito feliz em saber que vc está acompanhando essa fic que é meu xodó ❤️❤️

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