The Weasley Twins


Escrita porNaya R.
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 19

  A Toca – 14 de maio de 2005.

  Ponto de vista: George

  Recapitulei alguns momentos felizes em minha vida tentando fazer um escopo de comparação, mas falhei miseravelmente. Nada no mundo podia me fazer mais feliz do que ver %Verônica% entrando na tenda com um vestido branco que parecia ter sido desenhado para si (e provavelmente era), acompanhada por Charlie que segurava seu braço como se ela realmente fosse sua filha, um orgulho estampado em seu rosto em forma de sorriso.
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  O vestido de %Verônica% era etéreo, tiras finas desciam por seus ombros em um decote modesto, a parte de cima fingia ser translúcida e desenhos de textura em formas de flores preenchiam o tecido, a cauda era uma cascata linda e brilhante. Perdi o ar observando sua entrada, quase como se o tempo tivesse parado, seus cabelos estavam presos de forma elegante, daquele jeito que eu adorava com alguns cachos escapando moldando seu rosto de maneira perfeita.
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  Levei minha mão ao peito, expirando com calma e senti a mão de meu pai apertando meu ombro e aquilo me fez perceber que tudo ficaria bem. Era quase como se ele dissesse “É ela, filho. Sempre foi ela, e estou orgulhoso de você”.
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  Meu coração tamborilava ansioso vendo seus passos firmes em minha direção, seu sorriso era deslumbrante.
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  Caramba, %Vee% estava divina.
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  A mulher mais linda que eu já tinha visto na vida.
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  Meu cérebro desfocou todos à nossa volta quando Charlie soltou seu braço e me cumprimentou se posicionando ao meu lado, como um dos padrinhos. Eu queria colocá-la em meu ombro e fugir dali, queria comprar seus doces preferidos na Zonko’s e ir para cima da garagem ver o pôr do sol com o som da sua risada ao meu lado.
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  – Hey. – Ela sussurrou sorrindo, quando nos aproximamos.
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  – Hey. Achei que tinha desistido. – sussurrei de volta. Ela tinha atrasado, pelo menos, trinta minutos e eu tive que ser tranquilizado pelo Rony (!!!!) que me garantiu que ela não tinha fugido.
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  Dei um beijinho em sua testa e nos viramos para o celebrante.
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  – Foi um capricho necessário – explicou ela, fazendo charme com os ombros.
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  A cerimônia se iniciou e passou feito um borrão, porque tudo que se passava em minha cabeça era: eu vou passar o resto da minha vida com essa mulher, eu vou passar o resto da minha vida com essa mulher, eu vou passar o resto da minha vida com essa mulher!
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  – Georgie, poucas pessoas no mundo me entendem como você. Arrisco dizer que você é o único que me entende e me lê com uma facilidade tão grande. Você é o único em muitas coisas, o único que me faz rir como ninguém, o único que me irrita tão profundamente... – Os convidados riram e eu os acompanhei. – O único que soube me tirar de um luto profundo e doloroso, o único que sabe como foi de verdade. Georgie, você é único. Você é uma pessoa completa e uma pessoa que me completa, e é com você que eu quero passar o resto da minha vida. Não consigo imaginar um cenário onde você não esteja ao meu lado me fazendo ser a mulher mais feliz do mundo. – Seus olhos estavam marejados e ela sorria abertamente. – Eu te amo, George Weasley.
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  – %Vee%, eu sempre achei que o meu mundo não tinha sentido sem o Fred. Mesmo quando ele ainda era vivo, eu achava que era impossível imaginar uma vida sem ele ao meu lado. Afinal, éramos Fred e George. Não, George e Fred. Muito menos só Fred ou só George. E quando eu te conheci, percebi logo de cara que eu existia sem o Fred, porque eu sempre notei que você me via sozinho, você sabia quem eu era, você, %Verônica%, me enxergou quando nem eu mesmo enxergava. E, acho que essa é a prova de amor mais incrível que alguém poderia me dar. Então obrigado por me conhecer, me entender e me acompanhar por todos esses anos, reconheço que não deve ter sido fácil...
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  – Não foi... – brincou ela, fazendo as pessoas rirem novamente.
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  – E eu prometo que eu sempre vou te amar do mesmo jeito que eu te amei desde a primeira vez que eu te vi, naquele vagão de trem, caindo em uma lorota minha e do meu irmão de propósito só pra saber como seria. Eu vou te amar pra sempre, %Verônica% %Appleby%.
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  O cerimonialista falou mais alguma que não prestei atenção, já que estava perdido nos olhos cor de avelã que me olhavam com uma alegria contagiante, molhados e brilhantes quase me fazendo derreter e em um devaneio, consegui ouvir a frase “pode beijar a noiva” e não contei tempo sem segurar o seu rosto delicadamente com minhas mãos e unir nossas bocas com um entusiasmo que fez os convidados vibrarem.
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  Foi a primeira festa de casamento Weasley em anos que não ouve nenhum tipo de interrupção ou acontecimento inesperado preocupante. Foi incrível.
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  Todo mundo dançou e se divertiu.
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  Todos os nossos amigos estavam presentes.
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  Tudo estava do jeito que deveria ser.
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  – Vamos lá dentro rapidinho? Quero te mostrar algo... – perguntou minha esposa, fazendo-me sorrir em concordância. Àquela altura do campeonato, se ela me pedisse para pular de um penhasco, eu provavelmente pularia como um cachorrinho obediente.
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  A segui sentindo seus dedos entrelaçados nos meus, a simples brisa que batia nela e seguia até meu rosto continha seu cheiro de baunilha e fazia meu peito acelerar de maneira delirante. Seu vestido tinha uma abertura bonita nas costas decorada com botões brancos que deixava sua pele cremosa exposta e aquilo era o suficiente para que minha mente divagasse para qualquer lembrança do seu corpo nu, fazendo um arrepio correr por todo o meu corpo.
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  Ela me guiou até meu antigo quarto e assim que fechou a porta atrás de nós, minhas mãos enlaçaram sua cintura. Minha mente apagou a quantidade de convidados que tinham lá fora e tudo que eu queria era dar um jeito de tirar aquele vestido. Apertei seu corpo contra o meu e fisguei seus lábios de maneira urgente.
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  – Ei, apressadinho. Eu não te trouxe aqui pra isso. – Empurrou meus ombros delicadamente.
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  – Mas bem que a gente podia... – rebati, dando um sorriso que a fez girar os olhos nas órbitas.
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  %Vee% suspirou, fugindo de meus braços. Ela andou pelo quarto olhando para o nada e percebi que havia algo errado.
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  – Está tudo bem?
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  Não pareceu que ela escutou.
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  – %Vee%, amor, o que houve?
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  Ela pôs a mão em um bolso escondido nas dobras do tecido de seu vestido e retirou algo de lá.
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  Algo que eu já tinha visto, mas não lembrava o que era. Um dispositivo branco no formato de um palito de picolé com uma tampinha roxa na ponta.
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  – O que é...?
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  – Dois riscos é positivo. – Ela explicou, me entregando o que quer que aquilo fosse.
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  Positivo?
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  Dois riscos é positivo? O que isso significava? Olhei uma pequena abertura no objeto que mostrava um risco rosa muito forte e um risquinho muito fraquinho, mas definitivamente existia um segundo risco.
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  Ela me observava esperando que eu entendesse o que aquilo significava.
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  Um estalo ecoou em minha mente, quase como se uma lâmpada tivesse se acendido e puxei o ar pela boca tapando-a com a mão livre. Um sorriso involuntário surgiu em meu rosto enquanto %Vee% analisava apreensiva a minha reação.
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  – Você está grávida?!
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  Ela assentiu com a cabeça, os olhos ficando marejados.
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  – Foi por isso que eu me atrasei.
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  – Caramba, %Vee%! É sério?
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  Me aproximei passando meus braços em volta de seu pescoço e a apertando com vontade, ela precisava daquele abraço, precisava daquele suporte, eu sabia que estava emotiva. Passou os braços por minhas costas e ficamos nessa posição por algum momento. Soltei uma gargalhada que surgiu em minha garganta simplesmente porque eu estava feliz demais, achei que não tinha como aquele dia melhorar e lá estava minha esposa apreensiva achando que eu não gostaria de uma notícia como aquelas.
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  Beijei o topo de sua cabeça e me afastei para poder segurar seu rosto com as duas mãos, assim ela poderia ver que eu falava sério quando disse:
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  – Eu estou contigo, meu amor. Você está feliz?
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  – Estou com medo, G. – Ela pôs a mão sobre a minha.
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  – Medo do que, especificamente? – Seus olhos brilhavam em minha direção, limpei uma lágrima que escorreu pelo cantinho do seu olho com o dedão. – Somos adultos funcionais, temos empregos ótimos, temos uma casa incrível e uma rede de apoio mais incrível ainda, vai ficar tudo bem, %Vee%.
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  – E se eu for uma péssima mãe?
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  – Não existe a mínima possibilidade de isso ser verdade.
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  – Eu não sei se eu estou pronta.
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  – Ninguém está, nós vamos ter um tempo para nos aprimorarmos... juntos.
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  – Eu te amo, George. Obrigada por estar aqui comigo nesse momento.
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  – É o nosso casamento, bobinha, queria que eu estivesse onde?
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  Ela ficou em silêncio e ficamos nos olhando nos olhos por algum tempo. Por Merlin, eu podia ficar admirando aquela mulher pelo resto da minha vida, cada ramificação escura das suas írises, cada pequeno fiozinho de sobrancelha e cada minúsculo detalhe da sua pele.
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  Então desatamos a rir.
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  Rimos pelo que pareceu uma eternidade, aquela risada de doer a barriga e ficar sem ar.
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  – Eu também te amo, %Verônica%.
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***

  – Eu sei que “Fred” é a nossa primeira opção, mas... – Iniciei a frase, vendo-a pousar as mãos na cintura, a indignação tomando conta do seu semblante antes mesmo de eu terminar a frase.
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  – Nada de mas, George. Achei que isso já estava implícito no contrato.
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  – Que contrato, mulher?
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  – O contrato, aquele que você assinou quando se apaixonou por mim.
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  – Não tô lembrado disso, quais eram as cláusulas?
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  Ela sorriu, perdendo a postura indignada e recebendo a postura de “derretida pelo meu charme”.
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  – Amar %Verônica% sob todas as circunstâncias. – Listou ela, contando nos dedos. – Fazer massagem em seus pés sem segundas intenções sempre que ela pedir. Trazer doces ácidos da loja sempre que puder. Comprar um bezerro apaixonado para fazer companhia ao Ricardo.
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  Ricardo era o nosso pufoso que vivia se escondendo pela casa.
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  – A gente nem sonhava em ter o Ricardo quando eu me apaixonei por você. Essas cláusulas estão erradas, não assinei nada dis...
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  – O nome do bebê vai ser Fred, independentemente de qualquer fator.
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  – Eu não vou ter uma menina chamada Fred. Sem chances.
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  %Vee% deu uma gargalhada alta.
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  – É um menino. Você sabe disso. Então essa conversa nem precisava estar existindo. Achei que você quisesse isso.
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  Dei um suspiro alto de modo dramático para ela entender que estava me irritando, e tudo que ela fez foi sorrir mais, me levantei da poltrona de amamentação indo em sua direção, mas antes que eu pudesse alcançá-la, ela virou-se de costas e seguiu para o corredor. Sua barriga estava redondinha e muito charmosa, ela usava uma regata branca justa que mostrava a metade de baixo da barriga e uma saia soltinha e longa, seus cabelos estavam presos por uma bandana vermelha. Era o auge do verão e estávamos de férias, aproveitamos o momento para decorar o quarto do bebê.
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  Pintamos as paredes de amarelo claro e os detalhes em lavanda. Tudo estava perfeito para a vinda do pequeno Fred.
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  – O que você acha de Fredric? – perguntei a alcançando por trás, pondo meu queixo em seu ombro e acariciando seu forninho. Ela permaneceu em silêncio, apoiou a cabeça em mim e eu podia ouvir as engrenagens girando em sua cachola. – Nós vamos continuar chamando-o apenas de Fred, mas ele não vai ter um “e George” para gritar junto quando fizer alguma travessura, então pensei que um nome mais comprido pudesse ajudar... – Depositei um beijo estralado em seu rosto. – É só uma ideia, amor, sei que você não fala muito sobre ele, mas sei o quanto ele foi importante...
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  – Fred o odiava. – Cochichou ela, como se alguém pudesse ouvir.
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  – Ele não odiava Cedric. Ele queria ser o Cedric. É diferente.
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  Minha esposa ficou em silêncio por mais alguns segundos.
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  – Fredric. Fredric. Fredric. – repetiu, mudando a entonação da voz para ver se soava bem. – Preciso pensar nisso.
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  – Tudo bem, pequena. É só uma ideia.
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  Ela riu, a cabeça ainda apoiada em mim.
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  – Você precisa parar de me chamar assim, eu tô literalmente imensa.
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  Deslizei minhas mãos da sua barriga para a sua bunda e apertei.
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  – Você está literalmente gostosa, isso sim.
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  – Meu Deus, você é doente.
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***

  Ponto de vista: %Verônica%.

  A enfermeira trouxe meu bebê enrolado em uma trouxinha de toalhas azuis.
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  Deus, ele era perfeito.
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  O rostinho redondo corado e meio amassado era perfeito.
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  As mãos minúsculas e magrinhas eram perfeitas.
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  A touquinha que ficava grande em sua cabeça era perfeita também.
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  Meus olhos embaçaram por conta das lágrimas e senti mãos em meu ombro e os lábios de George me dando um beijo na têmpora.
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  – Caramba, amor... – Sua mão deslizou pelo meu braço e chegou até o rosto do nosso Fred, acariciou o rostinho com o nó dos dedos.
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  Não sei quanto tempo ficamos deitados juntos no leito observando aquela criaturinha perfeita em meus braços, o silêncio era nosso companheiro e qualquer gesto que ele fazia era motivo para nossa comoção.
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  – Você tem noção de que... Caramba, que loucura... Ele saiu de dentro de você, %Vee%. Fomos nós que fizemos! – Encarei meu marido e era nítido que ele estava ligeiramente atordoado com aquela informação toda, como se nunca tivesse passado pela sua cabeça que um corpo humano podia gerar outro.
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  – Bom, eu fiz, né? Você teve uma coparticipação bem pequena.
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  – Não tão pequena assim, né, meu bem? Me dê o devido crédito – brincou ele, me fazendo soltar uma risada silenciosa.
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  – Tá bom, não tão pequena assim, mas bem rápida – provoquei, fazendo-o rir também.
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  – Você está muito engraçadinha para o meu gosto.
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  – É a convivência...
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  Paramos mais alguns minutos, observando o pequeno dormir relaxado em meus braços.
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  – Posso pegar? Você precisa descansar, %Vee% – questionou George, se levantando.
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  – Claro.
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  Ele pegou nosso filho no colo, de maneira completamente desajeitada, os braços parecendo muito compridos para acomodar o pequeno pacotinho, mas ele conseguiu se ajeitar.
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  Era surreal vê-lo com o pequeno Fred no colo, observando-o como se fosse a coisa mais preciosa do mundo, um sorriso não saía do seu rosto e quando ele se sentou na poltrona de acompanhante, acomodando-se de modo que pudesse observar o bebê e olhar para mim um bom ângulo, eu finalmente entendi que aquele era o nosso final feliz.
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  Era o nosso felizes para sempre.
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  E acho que eu minha vida estava completa, meu peito radiava felicidade plena vendo os dois amores da minha vida juntinhos novamente.
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  – Quero que vocês conheçam Fredric Arthur Weasley. – George disse, erguendo nosso filho como Simba no filme O Rei Leão, quando chegamos n’A Toca. Uma semana foi o suficiente para que ele criar uma intimidade assustadoramente valiosa com o pequeno Fred, que proporcionavam momentos como esse em que Molly Weasley corria para tentar tirar o bebê de suas mãos enquanto ele voltava o pequeno em seu colo e o protegia com as mãos enquanto desviava de sua mãe. – Ou, como nós costumamos chamar, Fred.
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  A família estava toda reunida para recebê-lo. As crianças se amontoaram aos pés de George para ver o mais novo primo ao mesmo tempo em que tiravam a bolsa maternidade do ombro de George e o bebê conforto de meus braços.
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  Todos nos parabenizaram, o aconchego Weasley era tão presente que apenas reforçava o quanto aquelas pessoas eram a minha família.
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  – Ele é a sua cara, meu bem. – Molly me disse enxugando as lágrimas. Eu sabia que era mentira. Meu primogênito parecia ser filho apenas de George, parecia que eu era uma coadjuvante naquela situação: seus pouquíssimos fios de cabelos na cabecinha careca eram muito avermelhados e lisos, assim como suas sobrancelhas e cílios. O formato das bochechas era de George e até os sorrisos que ele dava enquanto cochilava tinham o formato do sorriso dele.
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  Apenas uma coisa parecia ser minha: os olhos castanhos.
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  Mesmo assim achei adorável Sra. Weasley dizer aquilo.
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  – Ele é o Fred todinho. – Charlie disse quando pegou o pequeno embrulhinho no colo.
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  – Não é? – Bill concordou admirado.
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  – Caramba, parece até meio estranho não ter outro bebê igual junto. – Percy comentou.
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  Os três irmãos mais velhos estavam paralisados, como se um sentimento nostálgico tivesse nocauteado eles.
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  – Tá bom, tá bom. Me deem aqui o meu bebê, vocês estão parecendo um bando de doidos. – George disse fazendo eles despertarem do transe.
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  Sr. Weasley foi o próximo a admirar o bebê.
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  – Obrigado... pela homenagem... – Sua voz era embargada. – Fred ficaria muito feliz.
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  – Ele ficaria insuportável, isso sim. – Rony resmungou de maneira leve. E todos riram.
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11 anos depois

1 de setembro – Estação Kings Cross – Plataforma 9 ¾

  – Por que só ele pode ir, papai? – Roxanne perguntou, George a segurava em um braço enquanto eu conferia a lista de materiais escolares com Fred.
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  – Você quer soltar a Judith? Ela é uma coruja idosa, mas é muito inteligente, conhece todos os atalhos. – falei paralelamente com meu filho, que era a cópia pura e escarrada do pai, até algumas sardas estavam nos mesmos lugares.
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  – Não, eu quero que a Jess a veja. – Jessica era a filha de Angelina e Oliver, a melhor amiga de Fred.
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  – Porque você é uma criança, meu bem. – George explicou para nossa filha, como se aquilo fosse o suficiente.
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  – Fred também é criança!
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  – Ele é mais velho, querida, quando você tiver 11 anos, você também vai.
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  – Mas eu também quero ir agora!
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  Eu ouvia a conversa deles, atenta a todos os itens da mala. Eu devia ter conferido a mala antes de sairmos de casa, mas tudo estava um caos por causa da inauguração da nova filial das Gemialidades Weasley e estávamos atrasados.
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  George andava tranquilo pela estação, trocou Roxy de braço e olhou para mim com seu olhar de reprovação que foi adquirido com a sua skin de pai.
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  – %Vee%, amor, tá tudo bem. – Passou o braço livre pela minha cintura e beijou meu rosto. – Se ele esquecer algo, nós vamos enviar uma coruja.
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  Respirei fundo tentando aceitar que estava tudo bem, eu mesma no meu tempo de aluna, vivia esquecendo coisas e tendo que pedir para minha avó enviar. O correio coruja era uma negação pra ela.
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  – Tudo bem, tudo bem. Desculpe, Fred, mamãe tá meio avoada. – falei passando a mão pelos cabelos ruivos ondulados de meu primogênito.
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  – Eu é que devia estar nervoso. – Fred respondeu sorrindo.
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  – E por que só ele pode ir? – A voz fina de Roxy muito próxima de meu rosto me fez sorrir.
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  – Você tem que ficar com a mamãe, a mamãe não aguenta ficar sem os dois filhos ao mesmo tempo. Você fica comigo?
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  Ela virou os olhinhos para cima e pôs um dedo no queixo pensativa.
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  – Tá bem, eu fico! – Ergueu os braços e pulou em meu pescoço.
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  – Tudo certo, então? Podemos ir? – perguntou George, assumindo o controle da mala de Fred.
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  – Sim, a Jess já deve estar lá! – Fred disse animado.
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  George me olhou de canto de olho.
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  Ele vivia dizendo que a amizade de Fred e Jessica era algo genuinamente parecido com o que tínhamos e eu não poderia estar mais feliz por isso. Saber que meu filho tinha uma pessoa em quem confiar, com quem contar nos momentos difíceis era tranquilizador.
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  – Vocês acham que eu vou ser da Grifinória?
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  – Bom... Minha família inteira foi da Grifinória, e a sua mãe também... Existe uma chance maior que você vá pra lá, mas não é uma certeza absoluta. – Explicou George.
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  – Todas as casas são incríveis, Freddie. Você vai amar, independente de qual for.
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  O ruivinho parecia apreensivo.
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  – E se a Jessica for para uma casa diferente da minha?
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  – Você vai continuar vendo-a todos os dias, nos corredores, nas aulas, não se preocupe.
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  – Aproveite para fazer outras amizades, querido. Eu não conhecia absolutamente ninguém quando fui, conheci todos meus amigos nesse trem. – Tentei tranquilizá-lo.
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  Ele deu um sorriso nervoso que se esvaiu quando ele avistou sua melhor amiga chegando acompanhada de Angie e Oliver.
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  – Mamãe, você acha que Freddie vai ficar com saudades de nós?
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  – É claro que sim, Roxy.
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  Roxanne Molly Weasley, ao contrário de seu irmão, era uma cópia minha, tinha a pele ligeiramente mais morena, os cabelos ondulados tinham um tom ligeiramente avermelhado, mas majoritariamente castanho e uma lábia que desmontava George em qualquer conversa.
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  – Mas ele não vai voltar se ficar com muita, muita, muita saudade?
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  George a pegou de meu colo e a posicionou de modo que eles ficassem de frente um para o outro.
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  – Você não está querendo dizer que talvez você fique com saudades do seu irmão, meu bem?
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  – Eu não! Ele é muito chato, fica arrancando a cabeça das minhas bonecas!
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  – Ah, sim... Entendi... Então vai ser bom ele ficar longe, não é?
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  – É... Mas e se ele quiser comer cookies de madrugada? Lá tem cookies pra ele?
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  Era difícil o suficiente deixar meu primogênito ir para aquela escola, mesmo sabendo o quanto ele vai se divertir lá, mas eu não estava preparada para o baque que seria ver Roxanne com saudades do irmão mais velho. Das implicâncias, brincadeiras e até a “parte chata” dele.
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  – Tem sim, gatinha. Lá tem tudo que eu irmão precisa, e você logo, logo vai lá pra ficar com ele, tá bem? – George tinha uma calma perspicaz para manter tudo sob controle.
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  Ele sabia que eu era mais emotiva nessa parte.
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  – Tá bem... – Ela deitou a cabeça no ombro do pai e ficamos observando Angie e Oliver se aproximar de nós.
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  Pouco tempo depois, os Weasley’s estavam todos reunidos observando seus filhos entrando no Expresso de Hogwarts. Havia ruivinhos o suficiente para deixar McGonnagall desesperada, pelo menos um em cada ano agora.
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  Soltei uma risada quando vi os cabelos ondulados de meu filho a sua mãozinha abanando enquanto o trem dava partida.
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  Senti a mão de George em meu ombro e abracei seu tronco de lado.
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  – Vai ficar tudo bem.
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  – É, eu sei.
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FIM


  Nota da Autora: Vee e George finalmente ganharam seu final feliz! E eu estou mil vezes mais feliz de saber que acabou do jeitinho que eu queria, porque desde o início eu já sabia que eles teriam esse final feliz fofinho e cheio de referências.
  Gostaria de agradecer à todes que acompanharam essa história, foi muito importante pra mim ter todo esse suporte e apoio! Obrigada por todos os comentários e todos as mensagens de surto enviadas no instagram! Todas foram recebidas com um amor imenso.
  Espero do fundo do meu coração que tenham gostado e que esse final docinho tenha açucarado o seu dia.
  Um beijão enorme,
  Naya Cardoso.

Capítulo 19
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Natashia Kitamura

Eu nem acredito que acabou!
Nossa, que aventura de emoções rolou nessa fic, e também nesse capítulo! Achei a coisa mais fofa a relação dos 2 irmãos <3 preciso dizer que já preciso de, sla, um spin-off dessa família nova fofíssima? Hahahahha
Não tinha como acabar de uma maneira melhor, nossa, eu precisava muito desse final!

Mal posso esperar por mais histórias suas, Naaaaaya! Você agora tem a obrigaçãaaaaao de trazer outra fic para preencher o vazio que o término de TWT deixou T.T
Bjsssss

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