The Weasley Twins


Escrita porNaya R.
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 18

Tempo estimado de leitura: 30 minutos

  Hogwarts – 28 de maio de 2003

  Ponto de vista: %Verônica%

  – Hoje é um dia difícil para todos nós, foi um dia de muitas perdas, um dia em que o bem venceu o mal e foi apenas pela brava luta de todos que estavam aqui que este feito foi possível. Sabemos que cada um de nós perdeu alguém importante, cada um teve a própria batalha para encarar depois de tudo, e em homenagem à todos que lutaram nessa guerra junto conosco, uma área de estudos foi inaugurada na escola onde uma placa com o nome de todos os que perdemos naquele dia.
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  Diretora McGonnagall falava com uma mistura de pesar e orgulho na voz.
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  Sabíamos que não havia muito o que pudesse ser feito naquela ocasião, todas as pessoas que faleceram na Batalha de Hogwarts estavam lá por escolha própria, mas confesso que me alegrava o coração saber que nenhum deles seria esquecido, que uma ótima e bela área para alunos futuros estudar havia sido eternizada naquela escola que eu tanto amo.
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  Estávamos todos reunidos no salão principal, o evento de inauguração foi aberto para todos prestigiarem e o salão estava tão cheio que definitivamente havia magia para acolher a todos com conforto.
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  Vi muitos de meus ex-colegas de classe por ali, minha família também estava lá, fossem eles os Weasley, os Potter, os Granger ou os Delacour, todos estavam presentes.
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  A diretora deu espaço para Harry Potter falar, ele acenou com a cabeça para todos e deu um sorriso envergonhado.
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  – Eu nunca fui muito bom para falar em público, e sinto que não sou a pessoa certa a fazer isso. Mesmo assim, insistiram que eu viesse aqui falar algumas palavras... – Ouvimos McGonnagall soltar um pigarreio sem graça. – É muito difícil falar sobre perdas quando elas ainda estão tão recentes em nossas vidas, quando você viu acontecer e quando você foi o motivo de tudo isso, sabemos que era inadiável, e que todos que estavam aqui estavam por livre e espontânea vontade, e é por isso que essa escola se orgulha tanto de trazer um local seguro e confortável para que os alunos nunca se esqueçam de todo mundo que fez tanto pela comunidade bruxa.
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*

  Angelina estava lá com Oliver, Lee passou o dia grudado em George, e eu fiquei conversando com Gina e Luna.
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  A sala nova era tão grande quanto a biblioteca, tinha várias mesas espalhadas pelo ambiente, candelabros iluminavam todos os lugares, as paredes eram de pedra e o chão revestido de um carpete vermelho muito bonito. Em uma das paredes, haviam pequenos quadros com imagens de cada vítima da batalha.
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  Olhei cada pessoa ali, vários rostos sorridentes, alguns eu conhecia de vista, alguns não, mas lá estavam Remus Lupin, Ninfadora Tonks, Lavender Brown, Colin Creevey, Severus Snape e a acompanhante do baile de inverno de George, Savannah Yellowstone.
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  Em sua foto, ela sorria e abanava dando um tchauzinho muito simpático, seus cabelos loiros presos em um rabo de cavalo suspenso de forma que alguns fios escapavam para frente do rosto de maneira charmosa, a gravata da Lufa-lufa estava bem apertada sobre a camisa de botões da escola. Percebi uma presença ao meu lado, analisando a mesma foto que eu e antes que a curiosidade me consumisse e eu virasse para olhar, ouvi a voz da pessoa dizendo:
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  – Ela foi a única pessoa que me tratou bem sem esperar nada em troca e eu fui idiota o bastante para demorar séculos para entender o porquê. Quando finalmente aconteceu, já era tarde demais. – Era Draco Malfoy, sua voz soava triste e sofrida, quase dolorosa.
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  – Ela sabia dos teus sentimentos por ela, é o que importa. – respondi sem realmente saber o que dizer, nunca tive uma interação neutra com Malfoy.
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  – Podia ter sido diferente. A gente podia ter aproveitado mais, como você e o outro Weasley. – A amargura fazia suas narinas inflarem.
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  – Vocês nunca foram amigos, Malfoy, foi exatamente do jeito que tinha que ser. – Me doía dizer aquilo enquanto eu via o quadro de Fred logo ao lado, ele sorria de modo animado sobre a vassoura, sorrindo enquanto batia o taco na mão de maneira falsamente ameaçadora. – Tive pouco contato com ela, mas ela sempre foi um doce comigo.
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  – É, você está certa – suspirou ele. – Ela só via o melhor nas pessoas, mesmo que eu não tivesse parte alguma que ela pudesse ver.
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  – É aí que você se engana. Ela viu. Ela viu tudo e continua vendo lá de cima. – Ele continuava olhando a foto dela. Os olhos claros brilhando de um jeito que eu conhecia bem. – Vai passar Malfoy, nunca vai ser como era quando... quando ela estava aqui, mas melhora. Eu prometo.
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  Acariciei seu ombro sem realmente saber o que fazer.
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  – Me desculpe %Verônica%, sei que falei muita babaquice pra você sem necessidade. – disse ele, virando o rosto para mim. Os olhos marejados acentuando o azul de suas írises.
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  Aquilo era surreal, ligeiramente bizarro.
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  – Está tudo bem, Malfoy. Está no passado. E me desculpe também, não fui a melhor pessoa do mundo para você.
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  Ele estendeu a mão de maneira dura, quase robótica e eu a apertei sem pensar muito.
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  – Você era durona. – O resquício de um sorriso surgiu em seu rosto. Soltamos as mãos.
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  – Acho que foram os anos forjados nas besteiras e brincadeiras dos gêmeos. – brinquei, testando sua parte humorística.
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  – Não, acho que não. Você é legítima, exatamente como Savannah. – Ele sorriu, um sorriso tímido e de boca fechada, mas acho que valeu. – Enfim, ahn, vou nessa. E obrigado pelas palavras.
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  Sua cabeleira loura se afastou e logo em seguida senti braços enlaçando minha cintura por trás, um beijo foi depositado na lateral de minha cabeça.
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  – Eu preciso dar um soco em alguém? – A voz de George soou ao pé de meu ouvido e eu soltei uma risadinha.
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  – Não, está tudo bem.
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  – Você vai me contar sobre isso mais tarde? – Seu corpo saiu de trás de mim e se posicionou ao meu lado, seu braço contornando meu ombro. Pendi minha cabeça na lateral do seu peito.
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  – Com certeza.
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  Então o silêncio tomou conta de nós e eu sabia que ambos estávamos observando a mesma foto. A foto do ruivo batedor da Grifinória.
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  O conforto do silêncio nos abraçou junto, nada mais precisava ser dito, nada mais precisava ser externalizado, todos os sentimentos que estavam ali eram genuínos e simples de lidar. Era mais fácil quando meu melhor amigo estava ali comigo. Sentindo cada coisa comigo, me ajudando a curar cada ferida fechada que ainda doía.
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  Nada poderia explicar o sentimento sincero que era compartilhar uma perda, cada segundo de reflexão, cada respiração angustiada se dissipando no ar, porque a pessoa certa estava ali com você, compartilhando o momento.
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  – Você tem a sensação de que é mais fácil agora? – A voz dele me despertou e eu o abracei de lado, minhas mãos deslizando por suas costas e sua barriga e se encontrando do outro lado.
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  – Sim. É mais fácil porque eu sei exatamente o que você está sentindo, e não vou te julgar quando você estiver sentindo a mesma coisa daqui a dez, vinte anos.
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  – Você ainda vai me querer daqui a dez, vinte anos? Mesmo que eu esteja com a barriga igual do meu pai?
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  Soltei uma risadinha pelo nariz.
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  – Você já está com uma barriguinha igual a do seu pai, Georgie. – Era mentira, George tinha um tanquinho que dava pra amolar uma faca.
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  – Cala a boca.
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*

  – Você não tem noção de como é bom te ver feliz, %Vee%. Feliz de verdade, sabe? – Angelina me disse quando fomos para o banheiro juntas.
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  – Eu... Caramba, é realmente bom estar feliz de verdade... Houve um momento em que eu achei que isso não seria possível.
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  – Eu sei, amiga. E me desculpe por não estar mais presente por você. – Ela disse, acariciando meu braço.
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  – Que isso, Angie. Eu é que tenho que me desculpar por...
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  – Não ouse. – Ela ergueu o dedo. – Não fala nada, não quero saber. Eu estou feliz com Oliver. Era pra ser, tá bom?
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  Suspirei pesado. Olhei seus olhos castanhos e a puxei para um abraço.
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  – Eu preciso me desculpar, Angelina.
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  – Não precisa não. %Vee%, essa história nunca foi sobre eu e o George, nunca. Hoje, que eu estou com uma pessoa que eu amo de verdade, eu percebo que o que nós tínhamos era uma amizade com uns beijinhos de vez em quando. Quando... quando o Fred se foi, nós ficamos um mês sem nos falarmos, sabe? E está tudo bem, não era pra ser. Eu amo o Oliver, caramba, eu amo de verdade!
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  Nos soltamos do abraço e ela agarrou meus ombros, olhando com seus olhos castanhos profundamente nos meus.
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  – Eu... eu acho que preciso te confidenciar algo. – Um sorriso surgiu em seu rosto. – Meu namoro com George foi só um pretexto para ele te superar.
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  – Como é?!
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  Ela gargalhou.
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  – Eu percebi que ele estava caidinho por você. E dei uma sugestão em que nós dois sairíamos ganhando. – Ela ergueu os ombros com simplicidade.
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  Eu definitivamente não sabia como reagir àquilo. E ela provavelmente percebeu que eu fiquei a encarando com a boca meio aberta, porque logo continuou:
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  – Em algum momento o namoro se tornou real, %Vee%. Eu só quis te pontuar isso pra você perceber que era pra ser assim. Que você não precisa me pedir desculpas, nem me deve nada, porque nós duas estamos felizes agora, sacou?
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  – Desculpa, é só que foi uma informação que me pegou desprevenida.
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  Ela riu.
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  – Claro, leva o tempo que precisar pra absorver... Só me promete que vai manter contato, que vamos nos falar com mais frequência. E vai ficar tudo bem. – complementou ela.
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  – Obrigada, Angie. Eu não te mereço. Se não fosse por você, eu não teria nenhum namorado! – falei dando um sorriso e ela soltou uma gargalhada sincera, provavelmente se lembrando que foi ela que me incentivou a ficar com Cedric, depois com Fred e por último, ela e Oliver convenceram George a tomar iniciativa.
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  – Você é idiota. Mas é verdade, sua vida ia ser bem paradinha se não fosse por mim – concluiu ela ainda rindo novamente.
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  – Infelizmente não posso desmentir isso. – acompanhei sua risada.
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  – Tenho um pedido pra te fazer. – Ela ficou séria de repente.
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  – Claro, qualquer coisa!
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  – Você quer ser minha madrinha?
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  – É... o quê? Oliver te pediu em casamento?!
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  Surtamos por alguns minutos, entre risadas, pulos e gritinhos animados, enquanto ela me mostrava o anel de noivado em seu dedo.
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  – Caramba Angie! É claro que eu aceito ser a sua madrinha!
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  Nos abraçamos mais uma vez.
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  – Será que agora a Alicia aparece para nos visitar? – brincou ela.
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  Alicia tinha se mudado para o Brasil desde a formatura, trabalhando no ministério de lá, na parte de controle de criaturas mágicas.
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  – Eu vou lá busca-la pessoalmente!
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  – %Vee%, oi! – Reconheci a voz de Neville no meio da multidão.
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  – Oi Nev! – Nos abraçamos em um cumprimento.
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  – E então, quando você vai me abandonar? Já está oficializado? – perguntou ele sorrindo. Foi incrível acompanhar o crescimento de Neville, o amadurecimento de um garoto envergonhado, um dos meus amigos mais queridos.
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  – Ah, ainda vou finalizar o ano letivo, não precisa começar a chorar! E ainda tenho que terminar o treinamento da minha substituta, acho que você chegou a conhecer a Hannah Abbott?
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  Eu iria me mudar para os Estados Unidos com George, por aproximadamente um ano, já que a sua primeira filial seria inaugurada na América. Desde o Dia do Selinho, o dia que mudou tudo, George vinha conversando com os investidores americanos interessados em sua loja. Ele sabia que teria que ir, era o sócio majoritário e Rony estava fora de questão desde que Hermione descobriu que estava grávida. Então ele me convidou para ir junto e, por mais que eu amasse Hogwarts e meu trabalho, não tinha porque eu dizer não. Era temporário, eu teria a chance de conhecer lugares novos, culturas novas e Minerva me deu sua palavra de que meu lugar em Hogwarts estaria sempre guardado com chave de ouro.
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  – Lembro vagamente dela da época de escola... – Ele coçou a cabeça, como se estivesse tentando lembrar.
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  – Ela é muito legal, acho que vocês vão se dar bem. E ela também é muito bonita. – Dei um sorrisinho sugestivo e seu rosto corou.
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  – Não sei o que isso tem a ver com o assunto. – Ele ergueu as sobrancelhas e eu dei uma risada.
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  – Tô só falando! – Ergui os ombros lhe dei um empurrãozinho.
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  – Sei... – Ele sorriu sem graça. – Você é a pior!
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  – Você me ama, Nev.
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  2 de agosto de 2003 – Cemitério Municipal de Cornwall

  – Você acha que eles gostariam de mim? – George me perguntou enquanto eu depositava um buquê de flores na frente do túmulo dos meus pais.
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  Eu não era uma pessoa que ia muito em cemitérios, nem mesmo era uma pessoa muito religiosa. Eu respeitava principalmente por causa da criação que minha avó me deu, mas ainda assim, não era um hábito. Eu quis levar George lá pelo simples fato de que eu achava que ele tinha o direito de conhecer o local, assim como eu conhecia tudo sobre a sua família.
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  – Como é que eu vou saber, Weasley? – perguntei de maneira cômica e ele soltou uma risada sincera. – Tá bom, ahn, minha avó te adorava, acho que o sentimento seria muito parecido.
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  – Sua avó me adorava? – perguntou ele de sobrancelhas erguidas.
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  Ele sabia que sim, mas gostava de fingir demência sempre que o assunto vinha à tona. Principalmente quando ele podia se gabar com alguém sobre o fato de que foi ele que leu sua carta de despedida em seu funeral.
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  – Deus, você é irritante. – Arranquei alguns matinhos em volta do túmulo.
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“Julius Edward %Appleby% Filho amado 08/02/1955 - 05/05/1980 †

Roxanne Jo %Appleby% Mãe amorosa 21/09/1957 - 05/05/1980 †”

  – Julius e Roxanne... Caramba, eles eram novos.
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  – Sim, é uma loucura pensar que eles tinham a nossa idade agora, minha mãe era até mais nova...
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  – Que merda... você lembra de algo deles? – perguntou ele se aproximando.
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  – Não, eu tinha dois aninhos quando eles faleceram, realmente não lembro nada. Só o que tenho por fotos. – Era verdade e por mais que minha avó tenha me contado mil e uma histórias sobre meu pai e algumas de minha mãe, e por mais que eu tenha esse amor fraternal e incondicional por eles, ao mesmo tempo sinto que não os conheço, não sei dizer se iam gostar de George, se iam aceitar minhas atitudes, minhas escolhas. Mas gosto de pensar que sim, que eles estariam comigo a todo segundo. Que seriam os melhores pais do mundo. E que amariam George do mesmo jeito que minha avó amou.
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  – Sinto muito, %Vee%. – Ele se abaixou ao meu lado e acariciou meu ombro.
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  – Está tudo bem, mas obrigada.
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  Levantei batendo as mãos em meus joelhos para limpar qualquer sujeira que pudesse ficar presa ali e saímos do cemitério em silêncio. Andamos algumas quadras até o café que já tínhamos combinado de passar na volta do cemitério.
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  – Roxanne... Eu gosto desse nome. – disse ele de maneira calma e despretensiosa.
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  – É, eu também.
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  – Você pensa em ter filhos? Tipo, de verdade sabe, não aquelas brincadeiras que a gente fazia. – perguntou ele olhando o cardápio.
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  – Ah, acho que sim. Uma menina, de preferência. Não sei se tenho a mesma capacidade mental e cognitiva que a sua mãe para criar um garoto Weasley.
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  – O que você está querendo dizer com isso, Srta. %Appleby%?
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  – Que eu prefiro criar uma Ginevra do que um Charles, por Deus, imagine criar um George ou um Fred... Me dá calafrios só de pensar. – respondi rindo, vendo seus olhos se estreitarem em minha direção.
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  – Isso foi extremamente ofensivo, se quer saber.
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  Soltei uma risada enquanto o garçom se aproximava. Fizemos nossos pedidos.
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  – Você pensa em ter filhos? – perguntei.
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  – Com certeza, uma penca de ruivinhos!
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  – Que mané penca, George. Não pira. – falei e ele soltou uma risada gostosa. – Um, no máximo dois. Isso se o primeiro não for terrorista como você e nos traumatizar.
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  – Tá bom, mas eu quero um menino. – Seu sorriso era malicioso, mas seus olhos eram doces.
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  – Você está falando como se algum de nós tivesse controle sobre isso. – Ergui minhas sobrancelhas em um indicativo de que ele era doido.
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  – Ué! Só estou dizendo o que quero. Você perguntou!
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  – Eu perguntei se você pensa em ter filhos.
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  – E eu disse sim, um menino.
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  – Eu não vou ter uma “penca” de meninas até um menino vir!
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  – Por Merlin, você é muito estraga prazeres.
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  20 de agosto de 2004 – A Toca.

  – Você acha que eles esqueceram? – perguntei estranhando o silêncio e a calmaria em que A Toca se encontrava.
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  Tínhamos acabado de voltar dos Estados Unidos, só demos uma passada em minha casa em Hogsmeade para deixar as malas e tomar banho.
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  – O quê? Minha mãe? Esquecer que o filho preferido estava voltando de viagem? Você enlouqueceu?
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  Soltei uma risada.
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  – Talvez eles tenham confundido a data, G.
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  É claro que a gente não esperava uma festa com quinhentos convidados, um banquete de quilômetros e fogos de artifício, mas não ver Sra. Weasley com os braços abertos esperando George era algo fora do usual.
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  Chegamos na porta da frente.
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  Bati três vezes.
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  Nada.
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  Ele abriu a porta, a casa estava silenciosa e as luzes estavam apagadas, realmente parecia que não tinha ninguém em casa.
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  – Mãe? Pai?
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  Nada.
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  Passamos pela cozinha olhando para todos os cantos. E fomos em direção à sala.
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  – Georgie, acho que não tem ninguém aqui...
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  – SURPRESA!
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  Meu coração deu um pulo tão forte que me fez dar um gritinho, levando a mão ao peito. George ao meu lado estava com as mãos para cima e um sorriso enorme no rosto.
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  Toda a família Weasley estava reunida, cada um surgindo de um cantinho, todos os rostos sorriam em nossa direção.
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  – Vocês não acharam que iríamos esquecer, né? – Bill perguntou vindo ao meu encontro com Victoire no colo. Ela estava enorme, linda com os cabelos dourados amarrados em duas marias-chiquinhas.
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  Nos cumprimentamos um a um, cada abraço mais aconchegante do que o outro. O pequeno Ted estava lá com os cabelos roxos, e já não era mais tão pequeno assim, a bebê de Rony e Mione era linda e gorducha, de bochechas coradas e cabelos avermelhados e o pequeno James era um bebezão sorridente com os cabelos negros como o do pai. Até meu primo Markus foi convidado para a reunião.
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  Como eu sentia falta daquele calor que apenas os Weasley’s podiam proporcionar.
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  Conversamos praticamente a noite inteira, contando algumas histórias e momentos divertidos que passamos em nossa viagem, enquanto todos se empanturravam de comida e cerveja amanteigada.
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  Ouvimos cada relato de como foi o seu ano e quando já estava tarde o suficiente para as crianças estarem dormindo nos colos de membros aleatórios da família (Rose dormia no meu colo), achamos que estava na hora de irmos.
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  – Vou dar um pulinho no banheiro e já vamos. – George cochichou em meu ouvido e se levantou, depositando um beijinho em minha têmpora.
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  Coloquei Rose no seu bercinho portátil e comecei a me despedir de todos, vendo a casa virada em uma bagunça já que todos estavam se arrumando, ou para ir embora ou para dormir em um dos quartos vagos.
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  – %Vee%, querida, você pode dar um pulinho lá no antigo quarto dos gêmeos? Tem uma surpresinha lá que eu quero que você aceite. – Sra. Weasley disse enquanto me abraçava.
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  – Claro!
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  Subi as escadas com um sorriso no rosto, um sentimento gostoso de nostalgia aquecendo meu coração do mesmo modo que os abraços lá embaixo haviam feito. Me lembrando de cada vez que subi aquelas escadas correndo, cada tropeço, cada chute que dei na bunda de um dos gêmeos que descia na minha frente e cada risada que ecoou por ali.
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  Entrei no quarto e senti minha garganta secar enquanto meu coração dava um baque surdo que me fez puxar o ar com a boca em um susto.
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  George estava ajoelhado sobre apenas uma perna, em sua mão estava o relógio de bolso que eu lhe dei aberto como se fosse uma caixinha de joia, na parte interna da tampa, uma foto minha sorrindo dava destaque ao anel perfeitamente alocado sobre os ponteiros do relógio.
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  – O-o que você está fazendo?
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  Eu sabia o que ele estava fazendo, era óbvio.
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  Mas meu cérebro estava tão travado que não funcionava direito.
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  George abriu um sorriso, o sorriso que eu amava, com todos os dentes aparecendo.
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  – %Vee%, a minha vida não seria a mesma sem você, e eu nem estou falando de agora, eu falo desde os onze anos quando você mordeu as jujubas explosivas no Expresso de Hogwarts. A minha vida nunca seria a mesma porque você não desvendaria o mistério do Mapa do Maroto, e a mamãe não teria a presença de outra menina aqui que não fosse a Gina por um longo período, as idas para Hogsmeade não teria metade da graça porque seria só eu, Fred e Lee e não teríamos ninguém pra encher o saco. A loja não teria metade do sucesso sem as tuas ideias, e nem as suas participações nos primeiros testes em humanos, aliás, me desculpa por aqueles furúnculos. Talvez ela nem existisse, porque o Harry não ganharia o Torneio Tribruxo sem a sua ajuda e não nos daria o dinheiro para iniciar tudo. – Ele deu uma risadinha, balançando a cabeça, como se percebesse que estava começando a divagar. Só agora percebi meus olhos marejados. – Enfim... – continuou, ajeitando a postura. – O que eu estou querendo dizer, %Vee%, é que eu te amo, eu te amo pra caralho e eu nunca quero ter algum momento da minha vida sem você, porque todos os momentos que eu passo sem você são sem graça, acredite, eu já passei meses sem você quando foi petrificada, e um dia quando você foi sequestrada... E, caramba, mulher, que vida agitada! Quero dizer, não foi nada legal, nenhuma dessas situações, e eu não quero ter essa experiência nunca mais, quero passar cada minuto da minha vida ao seu lado. Então, você me daria a honra de me deixar passar cada minuto da sua vida contigo?
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  As lágrimas escorriam pelo meu rosto de forma dramática e acho que eu tinha desaprendido a respirar. Consegui fazer meu cérebro religar e dei alguns passos em sua direção, seus olhos brilhavam em minha direção e finalmente pareci entender o que realmente estava acontecendo.
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  – Sim... Sim!
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  – Sim? – Ele se levantou e pude enfim notar suas mãos tremendo. Meu coração batia tão forte que senti uma camada fina de suor brotar em minhas têmporas, e quando suas mãos agarraram minha cintura com força, finalmente percebi minhas pernas bambas.
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  – SIM! – Levei minhas mãos em sua nuca e uni nossos lábios com urgência. Sua língua enroscando-se na minha com tanta facilidade que fez os pelinhos do meu braço se arrepiarem.
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  Mergulhei meus dedos em seus cabelos enquanto sua mão deslizava da minha cintura para as costas, depois das costas para minha bunda de modo tão natural que me esqueci por alguns segundos onde eu estava e o que estávamos fazendo antes do beijo. Mas era impossível parar, era impossível quando se tratava de George Weasley e suas mãos enormes. Sua outra mão, que senti estar acompanhada por algo metálico, deslizou para debaixo da minha blusa ao mesmo tempo em que seus lábios iniciaram uma trilha de beijos pela minha mandíbula descendo para meu pescoço. Um gemido baixo escapou por minha garganta quando finalmente me dei conta do que estava acontecendo. Meu corpo ainda se arrepiava com o toque da sua língua em meu pescoço quando falei:
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  – G, estamos n’A Toca.
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  Ele gemeu como se estivesse fazendo uma profunda lamentação e afastou os lábios do meu corpo.
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  – Foi mal. – Seu sorriso era tão ladino que me fez corar. – Culpa minha.
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  Soltei uma risada quando o vi se afastando só o suficiente para abrir o seu relógio e pegar a aliança.
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  – Tô andando com essa aliança tem meses. – Admitiu ele, pegando minha mão direita. O corrigi, dando minha mão esquerda. – Esperando o momento certo, planejando o lugar perfeito, pensando no que eu diria... Não é na direita?
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  O anel era perfeito, dourado lindo e simples, com uma pedra solitária brilhante que eu supus ser um diamante.
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  – Solitário é na esquerda – expliquei, sentindo minha mão tremer ligeiramente enquanto sentia seus dedos afagando-me com delicadeza.
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  – Saquei. Enfim, pensei durante muito tempo até perceber que o lugar perfeito não era nos Estados Unidos, e principalmente, entendi que não importava o lugar, desde que você estivesse confortável e feliz.
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  – Eu sempre estou confortável e feliz quando estou contigo – tranquilizei ele, que sorriu deslizando o anel pelo meu dedo.
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  – Eu também, e é por isso que decidi que seria aqui, quando voltássemos, porque aqui foi o lugar em que nós mais ficamos felizes e confortáveis durante todos esses anos.
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  – Concordo. Não poderia ter sido mais perfeito. – Dei um sorriso e ele correspondeu.
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  – Eu te amo, %Verônica%.
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  – Eu te amo George, mal posso esperar pra passar o resto da minha vida com você.
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  Nota da autora: Finalmente os refrescos!!! Ainda é difícil para mim entender que essa história está chegando ao fim. É difícil admitir para mim mesma que tudo que eles passaram surgiu porque eu simplesmente odiei o final canônico preguiçoso do George ficando com a Angelina KKKKKKKKKKKKK E principalmente, é difícil aceitar que esse finalzinho estilo novela da Globo era exatamente o que eu planejei e eu estou sendo testemunha de um casal TÃO FOFO. Meu Deus, gente? Como podem ser tão fofos? A vontade que eu tenho é ficar escrevendo toda e qualquer interação besta que eles têm, pq tudo que eles fazem dá vontade de por num potinho. Enfim, pra você que ainda está acompanhando esse casal, que veio até aqui, o meu sincero MUITO OBRIGADA. Foram dois anos escrevendo com esses dois e eu ainda tenho mais um capítulo pra me despedir de verdade, mas a sensação do fim próximo tá me deixando muito emotiva. E saibam que são vocês que fazem tudo isso valer a pena <3

Capítulo 18
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