The Weasley Twins


Escrita porNaya R.
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 17

Tempo estimado de leitura: 28 minutos

  A Toca – 25 de maio de 2002.  Ponto de vista: George
  Eu estava atordoado.
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  As pessoas se moviam ao meu redor e eu nem conseguia acompanhar o que elas estavam falando.
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  A tenda do casamento estava uma loucura. Muitas pessoas queriam ajudar mas poucas estavam, de fato, ajudando. Levei alguns minutos para conseguir estabilizar o zumbido que ecoava em meu ouvido, era como se uma bomba tivesse explodido ali.
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  Havíamos pedido para alguns se retirarem em respeito à família e mesmo assim muitos curiosos ficaram para ver o grande Harry Potter em ação.
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  Harry estava em uma mesa junto com todo o resto da família, ele explicava tudo que sabia sobre o suposto sequestrador, Gilbert Cuthbert, juntamos algumas provas e testemunhos de quem estava no local e a dedução foi clara. Também descobrimos que ele era um animago e estava na horta da casa nos monitorando em forma de coelho há não sei quanto tempo. Fiz minha contribuição ao conselho lembrando que no casamento de Harry, Luna havia sido mordida por um coelho e informei que tinha o visto hoje lá também.
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  Debatemos durante bastante tempo como faríamos aquilo, por onde começaríamos as buscas e quem iria com quem.
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  Foi ideia de Harry que primeiro apenas os aurores fossem à busca. Apenas eu tentei argumentar que queria ir junto, porém minha família me lembrou que poderíamos precisar de mais grupos de busca, e me pediram para descansar, já que aquela noite seria longa.
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  Foi difícil concordar com aquilo. Quando meu corpo finalmente se deu conta do que realmente estava acontecendo, a única coisa que eu queria fazer era subir em uma vassoura e vasculhar cada milímetro de terra que tivesse em minha frente até encontrá-las.
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  Foram Charlie e Bill que me convenceram a ficar, me informando que mamãe estava tendo um ataque de pânico com a situação e eu não estava ajudando em nada com minha revolta. Segui meus olhos para ela e notei que estava desolada, a maquiagem borrada, o olhar brilhando em lágrimas que brotavam, as mãos tremiam levando uma xícara de chá, que Fleur lhe oferecera, até a boca. Tentei dar o meu melhor ficando em silêncio.
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  Meu coração não se acalmava de maneira alguma, havia uma bola em minha garganta que não descia por nada e meu estômago queimava, trazendo bile azeda para minha boca, perdi a noção de tempo, sentado na poltrona da sala vendo a lareira apagada.
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  Minha mente divagou pelas horas anteriores, com document.write(Vee) sorrindo para mim enquanto estávamos sobre o telhado da garagem, seus olhos, seu vestido perfeito, seu sorriso incrível e seus lábios movendo-se sobre os meus e quando se afastaram, sua boca desenhou as palavras “Eu também te amo, George Weasley”.
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  Eu podia ficar revendo aquele filme para sempre.
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  — Como você está, Georgie?
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  Era Gina, sentou-se ao meu lado no braço da poltrona.
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  — Péssimo, irritado, indignado, impotente.
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  — Eu entendo, mas se posso levar em consideração, Harry já conhece o cara, estudou ele por anos. A qualquer momento ele vai entrar aqui e dizer exatamente onde elas estão... porque não tenta descansar um pouco?
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  — Não quero descansar, Gina. Quero encontrar a document.write(Verônica), eu preciso encontrar ela, eu não... Não posso perder ela também.
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  Ela levou a mão em minha cabeça e massageou meus cabelos.
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  — Você não vai perder ninguém. Eu prometo.
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  Senti alguém sentando no outro braço do sofá.
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  — Conseguimos nos livrar de todos os curiosos, agora só está aqui quem realmente vai ajudar.
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  — Levou Markus para casa? — Gina perguntou a Charlie.
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  — Sim, acabei de voltar, deixei uma coruja com ele para alguma emergência, mas acho que ele está bem. Ele insistiu para ficar, por causa da document.write(Vee) mas consegui convencer ele de que era muito perigoso ficar aqui.
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  — Realmente, é uma situação muito... específica. — Gina concluiu suspirando, sua mão ainda pousada no topo de minha cabeça.
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  — Quando termina o primeiro revezamento?
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  — As seis da manhã. — Charlie respondeu automaticamente.
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  — E quem vai?
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  — Ainda não foi decidido.
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  — Quem está decidindo?
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  — Papai e Bill.
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  Me levantei em um salto e fui para a cozinha.
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  Mamãe, Bill, Fleur, papai e mais dois aurores que eu não lembrava o nome estavam debruçados sobre um mapa.
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  — Cobriremos essa parte em menos de duas horas...
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  — Posso de voluntariar para o próximo grupo? — Interrompi Bill.
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  Minha mãe me olhou com pesar no rosto.
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  — É claro, querido, se isso é o que você quer...
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  Fleur abriu espaço ao seu lado e me aproximei tentando prestar atenção nas informações sem me distrair com o fato de que a pessoa que eu estava procurando era a minha melhor amiga e mulher da minha vida.
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  Tentei descansar um pouco, pensando que quanto mais disposto eu estivesse, melhor seria a busca, mas nada no mundo me faria desligar meu corpo e meu cérebro por um segundo sequer.
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  Refiz em minha cabeça todas as vezes que já tinha ouvido falar de Gilbert, e todas as vezes que vi o coelho na horta ao lado. Lembrei das últimas conversas que tive com Hermione, nunca fomos de conversar muito, mas meu cérebro logo iniciou todas as interações importantes que tive com document.write(Vee) durante a minha vida, parecia um filme em minha cabeça, todas as vezes em que ela ria de uma piada minha, das vezes em que ela falava que eu era bonito e da primeira vez que percebi que estava apaixonado por ela.
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  O que eu estava fazendo ali, esperando?
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  De repente, como se algo tivesse ouvido todos os meus pensamentos, senti meu colar esquentar em meu peito, estava quente a ponto de queimar minha pele. A voz de Fred preencheu minha mente: Vá salvar ela, seu idiota!
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  E foi então que lembrei.
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  No dia da batalha dos Sete Potter, Fred e eu fizemos um mecanismo para que quando o outro estivesse em apuros, o colar alertasse o outro. Foi logo quando percebemos que era um assunto realmente sério: retirar Harry Potter de lá com vida e não fizemos um dispositivo para document.write(Vee) porque não era para ela ir, ela convenceu Fleur no último instante e ficamos de mãos atadas. No dia da batalha de Hogwarts, Fred deu o dispositivo para document.write(Vee), e me avisou com antecedência que faria aquilo, só que como nunca havia ficado em perigo extremo, o dispositivo nunca alertou.
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  Agora, lembrando do funcionamento do colar, sabendo que document.write(Vee) tinha o ativado provavelmente sem nem perceber, eu precisava correr!
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  Tirei o colar do pescoço e aparatei na cozinha balançando-o desesperado.
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  — Eu sei onde elas estão!
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  Todas as cabeças se viraram para mim.
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  — Eu e Fred colocamos um feitiço no colar, há anos... Eu nem lembrava mais! Aqui.
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  O colar brilhava, uma luz dourada como se voassem pequenas partículas de ouro da sua superfície.
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  — George, isso é genial! — Gina deu tapinhas em minhas costas.
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  — O feitiço mostra a localização da pessoa? — Bill perguntou animado.
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  — Sim, precisamos fazer um caldeirão com uma mistura específica, eu não lembro direito, e colocar o colar dentro.
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  Fleur foi correndo até a estante e pegou um livro de feitiços e outro de poções.
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  — Vou avisar os outros para voltarem, é melhor se fizermos isso juntos. — Papai saiu, provavelmente indo chamar Harry, Rony e os demais.
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  Eu estava animado, esperançoso, desesperado e despreparado. Tudo ao mesmo tempo. A ideia de que document.write(Verônica) estava passando por tanto perigo a ponto do colar me avisar, era algo que me deixava completamente desestabilizado, mas a esperança de reencontrá-la me mantinha firme e de pé, eu não poderia ajuda-la se estivesse descontrolado.
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  Menos de meia hora depois, a poção estava fervilhando sobre a caldeira haviam tantas cabeças sobre o caldeirão que fiquei com medo de um pingo de suor ou um fio de cabelo cair lá dentro e estragar tudo. Mas ninguém estava com paciência para ficar muito longe.
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  Rony estava tão nervoso quanto eu, o rosto vermelho, o olhar meio perdido, provavelmente estávamos o mais parecidos possível, a ponto de sermos confundidos se não fosse pela altura ou o seu nariz enorme.
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  Dava para ouvir uma borboleta batendo asas naquele recinto quando o pingente do colar tocou a poção, ninguém respirava, ninguém se mexia. Uma luz amarelada brilhou lá dentro, como se uma vela estivesse se acendendo e uma fumaça fina com cheiro de arruda subiu até a borda do caldeirão e se espalhou pela superfície da bancada, aquilo parecia uma aula da professora Trelawney. A fumaça continuou se espalhando pela bancada até cobri-la completamente e aos poucos foi se dissipando, deixando para trás uma camada fina que parecia ser um espelho, todos se debruçaram sobre a bancada para ver o que o espelho iria refletir e ao invés disso, ele nos mostrou uma imagem: Hermione e document.write(Verônica) dormindo, ambas estavam sujas e encolhidas, muito próximas uma da outra, Hermione usava o braço e um bolinho de tecido como travesseiro e document.write(Verônica) estava debruçada sobre o vestido de Hermione, usando a amiga como apoio.
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  Aquilo me destruiu.
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  Me consumiu.
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  A raiva dentro de mim foi tão grande e excruciante que eu queria arrancar os olhos de quem havia feito aquilo com elas.
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  — Elas podem ouvir a gente? — Gina perguntou baixinho.
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  — Nom, e feitiçe é apenas de olhar, nom de ouvir. — Fleur explicou no mesmo tom, ainda com o livro aberto em mãos. Ela pegou algo sobre a mesa e salpicou sobre o espelho e a imagem mudou, mostrando a fachada de uma mansão enorme e abandonada.
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  — Não é possível, estivemos lá. — Harry retrucou depressa.
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  — Ele provavelmente está usando um feitiço de proteção, os mesmos que a gente usou para caçar as horcruxes, ou algo parecido com isso. — Rony respondeu, sua voz tremendo de nervosismo.
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  O clima na sala era tenso, quase dava para ouvir as engrenagens na cabeça de cada um.
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  Decidimos que iríamos juntos, em casa ficariam apenas minha mãe, Gina, Fleur junto de Percy e sua esposa, cuidando das crianças.
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  — Escutem só. —Harry nos reuniu, quando aparatamos na rua da mansão Cuthbert. — Esse cara já perdeu tudo, ele só está jogando com a gente. Ele quer machucar do mesmo jeito que foi machucado. Agora juntando os pontos, imagino que algum Weasley tenha feito algo com a mulher ou o filho dele, por isso esse senso de vingança... De qualquer maneira, o nosso foco é desarmá-lo e manda-lo para Azkaban. Quero todos os Weasley’s voltando para a Toca assim que encontrarmos com Hermione e document.write(Verônica). Combinado?
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  Nos dividimos em três grupos, fiquei com Bill e Charlie, e iríamos para o lado da direita quando estivéssemos lá dentro.
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  Aquela situação era tão surreal que eu mal conseguia compreender a gravidade, por mais incrível que pareça, meu coração estava batendo com normalidade e meus sentidos estavam aguçados como nunca. A adrenalina estava completamente focada em ouvir, olhar e empunhar minha varinha. Adentramos a casa e os grupos se dividiram, o silêncio era quase mortal, entramos na primeira sala à direita, fiquei na porta vigiando enquanto Bill e Charlie olharam tudo. Continuamos.
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  Mais duas portas foram conferidas, trancadas e sinalizadas com um X pintado de vermelho. A última coisa que queríamos era alguém checando portas já avaliadas.
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  Chegamos à duas portas grandes de madeira, a maçaneta era dourada e eu tinha quase certeza de que era feita de ouro, haviam desenhos ornamentados na madeira que gritavam “sou de família rica, por favor, me olhem”.
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  Observei Bill e Charlie e os dois empunhavam suas varinhas com destreza, Bill acenou com a cabeça para mim e levei minha mão à maçaneta.
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  O que aconteceu a seguir foi muito rápido.
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  Em um instante a sala estava vazia e em outro, uma parede invisível foi se desmoronando, fragmentos de um feitiço de proteção foi caindo ao chão e no centro da sala, Hermione estava de joelhos lágrimas escorrendo por suas bochechas e o homem que devia ser Gilbert, ria completamente desesperado, um riso duro, frio e artificial.
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  Meus olhos só entenderam o que estava acontecendo quando vi document.write(Verônica) dando a volta na mesa, um bastão de quadribol em punho, batendo-o com força na mão do homem.
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  A varinha voou de sua mão e quando me dei conta, a frase já havia saído de minha boca:
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  — Confringo!
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  Uma explosão flamejante o atingiu no peito e ele foi arremessado a alguns metros de distância.
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  Hermione agarrou a varinha dele no chão e gritou só para garantir:
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  — Petrificus totalus!
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  document.write(Verônica) estava péssima.
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  Apenas um dia havia se passado e mesmo assim, seus olhos eram fundos, seus lábios estavam ressecados e seu cabelo parecia que tinha levado um choque.
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  Corri até ela, a agarrando com força e percebi que ela amoleceu quando sentiu que eu a segurava.
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  — Está tudo bem, eu estou aqui. document.write(Vee)? — Seu corpo ficou pesado junto ao meu e me abaixei, para apoiá-la no chão. Seus olhos estavam fechados e a boca entreaberta. — document.write(Verônica)??
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  Minha mão estava atrás de sua cabeça e usei minha mão livre para dar alguns tapinhas em seu rosto. À essa altura, meus olhos já estavam cheios de lágrimas.
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  — Merda, não faz isso comigo, document.write(Vee).
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  Agora sim eu sentia meu peito apertado, meu coração queria explodir minhas costelas vendo-a daquele jeito.
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  Levei os dedos em seu pescoço buscando sua pulsação, era fraca e pouco ritmada. Ela ainda estava viva. Suspirei aliviado, beijei sua testa e finalmente consegui religar a audição e perceber o que estava acontecendo a minha volta.
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  Rony estava abraçado à Hermione que contava toda a história para Harry e os outros dois aurores, enquanto Bill, Charlie e meu pai estavam nos olhando com cautela.
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  O olhar de meu pai me dizia tantas coisas que ele não precisava dizer uma palavra, ele sabia. Sabia que eu estava apaixonado por document.write(Verônica), que o desespero em meu coração era o medo de perde-la e que eu nunca iria largar ela, nem que eles estivessem tentando me ajudar.
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  Eu não me afastaria dela um segundo.
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  — Ela está bem? — Foi Bill que quebrou o silêncio.
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  — Não sei, ela... Ela desmaiou. — Funguei tentando esconder o choro.
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  — Ela deve estar bem fraca. — Hermione roubou minha atenção. — Ele usou crucio nela algumas vezes, ontem e hoje.
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  Aquilo me incomodou de maneira inexplicável. Uma raiva subiu em minha cabeça e eu sentia que ela ia explodir.
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  Passei meu braço embaixo de seu pescoço, e o outro atrás de seus joelhos e peguei-a no colo.
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  — Vamos. Eu preciso ir embora, se não eu vou matar esse cara.
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  O meu tom de voz não deixou ninguém com dúvidas. Todos os Weasley’s se arrumaram para aparatar e saímos de lá, deixando apenas os aurores para trás.
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  Decidimos leva-la ao Hospital St. Mungus.
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  Hermione explicou tudo que aconteceu e a ajudamos a entender alguns detalhes que ela não havia entendido, como o motivo de Gilbert começar a rir sem motivos (o pó do riso de Fred), e ela explicou que document.write(Vee) tomou a frente todas as vezes que ele veio, pois ela sabia que Herminone já havia sofrido o suficiente com aquela maldição imperdoável.
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  Não saí do lado de document.write(Vee) nem por um segundo, mesmo quando minha mãe disse que ficava com ela para eu ir ao banheiro ou comer alguma coisa.
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  — Querido, a document.write(Vee) está bem, está a salvo, você pode ir para casa descansar, comer alguma coisa, tomar um banho... — Minha mãe tentou me convencer, mas eu não conseguia vê-la ali desmaiada, completamente indefesa e pensar em me afastar dali.
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  — Eu estou bem, mãe. Não quero sair daqui.
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  — Tudo bem, vou trazer alguma coisa para você comer, então. — Ela alisou meus cabelos delicadamente. — Eu estou muito feliz, sabia?
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  Ergui meus olhos para ela, seu sorriso era sincero.
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  — Por que a document.write(Vee) está em coma?
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  Ela deu um tapinha no meu braço.
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  — Porque você finalmente caiu na real, filho. Eu sempre soube que document.write(Vee) seria minha nora, só estava esperando o momento em que isso aconteceria, eu sabia que não ia acontecer antes dos quinze anos, pelo menos, você e seu irmão sempre foram meio idiotas. — Ela acariciava meu ombro. — Quando seu irmão se foi... pensei que ia perde-la. Pensei que ela fosse se afastar de nós, e eu sabia que você precisava dela, ela era a cola que mantinha vocês dois unidos.
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  Eu olhava para document.write(Vee) ainda desacordada, minha mão foi até o seu antebraço e iniciei um movimento circular com o polegar em sua pele.
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  — Fiquei muito feliz quando vi que ela estava te ajudando a voltar a ser quem você era. E fiquei mais feliz ainda quando vi a maneira que vocês se olhavam... Querido, vocês são feitos um para o outro, todo mundo lá em casa já sabe que vocês estão juntos, Charlie até tentou organizar um bolão!
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  Soltei uma risada, e senti uma lágrima escorrer por minha bochecha.
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  — Nós amamos a document.write(Vee), meu bem. Não deixe o passado estragar o presente de vocês. Não fique pensando “se o Fred fosse vivo, se o Fred estivesse aqui”, Fred está no céu e está muito feliz por vocês, porque ele sabe que ninguém nunca vai amar a document.write(Vee) como você e ninguém vai amá-lo como ela. Essa é uma verdade incontestável, querido.
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  — Obrigado, mãe. — Consegui dizer. Ela depositou um beijo em minha cabeça e saiu.
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  Foram três dias torturantes até document.write(Verônica) acordar.
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  Dias em que eu mal comi, mal dormi e mal fui ao banheiro.
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  Ele recebeu várias visitas, Angelina, Oliver, Lee, Luna, Neville, Professora Minerva, Hagrid, isso sem contar todos os membros da Família Weasley que estavam revezando comigo.
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  — Georgie? — resmungou ela na quarta-feira de manhã. — Caramba, que fome.
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  — Você está bem? — acariciei seu rosto, dando um sorriso cansado a ela que retribuiu com o mesmo sorriso cansado.
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  — Acho que sim. — respondeu ela, abaixei a cabeça e lhe dei um selinho.
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  — Nunca mais faça isso comigo. Combinado?
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  — O quê? Ser sequestrada? Estava na minha lista de afazeres, você não podia me impedir.
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  Soltei uma risada, era ela, a minha document.write(Verônica) estava de volta.
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  — Eu te amo, document.write(Vee). Me desculpa não conseguir te proteger disso.
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  — Estava fora do seu alcance, G. Está tudo bem. — Ela disse, acariciando minha mão.
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  — Não vai dizer que me ama também? Você percebeu que eu sou um babaca que não te protege e não me ama mais, é isso?
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  — Me traz comida e eu penso no seu caso.
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  Quando levamos document.write(Vee) para A Toca, ela já estava bem. Ela me contou cada detalhe, desde como elas foram surpreendidas no banheiro, ou quando ela a levou pela primeira vez na sala e os bastões de quadribol já lhe chamaram a atenção e como o seu pingente abriu sob suas preces e como ela ouviu a voz do Fred quando aconteceu, disse também que o nosso barulho abrindo a porta distraiu Gilbert e fez com que ela tivesse uma oportunidade de abrir o pingente e soprar o pó do riso nele.
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  Nunca estive tão impotente em toda a minha vida, nunca me senti tão mal por não conseguir ajudar alguém. Com Fred foi diferente, estávamos literalmente no meio de uma guerra, era até ingenuidade pensar que todos nós saíssemos ilesos.
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  Mas o caso de document.write(Verônica) foi diferente. Ela estava comigo, debaixo do meu teto, aquilo ainda me corroía por dentro.
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  – Eu só vou no banheiro, G. Não precisa entrar pra me ver mijar. – reclamou document.write(Verônica) rindo.
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  – Você está sendo idiota, e sabe disso. – respondi com as mãos sobre o coração. – Eu nunca mais vou te deixar mijar em paz.
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  – Quer que eu cante pra você? Pra mostrar que está tudo bem?
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  – Seria ótimo.
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  Ela fechou a porta do banheiro mostrando a língua.
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  – George Weasley é um bobão, não me deixa nem vir no banheiro de montão, eu só queria fazer um xixizinho, mas ele é doido e quer me ouvir mijar baixinho. – gargalhou ela sozinha dentro do banheiro. – George Weasley é um bocó, não me deixa nem pensar a sós, eu só queria usar o banheiro, mas ele é doido e quer fazer de mim um chaveiro.
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  Dessa vez eu soltei uma risada ouvindo o barulho da descarga.
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  – Gostou?
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  – Melhor música que ouvi em anos.
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  – Que bom, passei trabalho para pensar nessa letra.
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  – É cativante. Na verdade, espera um segundo. – Conjurei em minhas mãos a câmera polaroid que a avó de document.write(Vee) tinha me dado há alguns anos e bati uma nova foto sua, dessa vez ela sorriu.
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  A câmera cuspiu a foto e eu lhe entreguei.
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  – Escreve a letra atrás antes de esquecer.
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  Ela riu e adorou a ideia.
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  E eu finalmente percebi o quão feliz estava. Eu estava em casa.
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  Aonde quer que aquela garota fosse, ela era o meu lar.
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  – Venham jantar! – Minha mãe gritou lá do primeiro andar e nós descemos enquanto document.write(Vee) ainda cantarolava “George Weasley é um bobão”.
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  Todos os membros da família Weasley estava reunidos sobre a tenda que ainda estava magicamente esticada do lado de fora da casa, uma semana havia se passado desde o casamento e mesmo assim mantivemos a tenda já que a casa estava cheia e comer lá fora tinha o seu charme.
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  Ajudamos a pôr a mesa com um falatório realmente alto misturando-se no local, braços se cruzavam, ombros esbarravam e tudo era maravilhoso. Risos explodiam em pequenos grupos, crianças berravam, pratos voavam sobre cabeças e comida surgia em todos os cantos da grande mesa.
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  Quando tudo se ajeitou e finalmente todos estavam sentados para iniciarmos a janta, Hermione se levantou.
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  – Boa noite pessoal, eu só... só queria agradecer por tudo que vocês fizeram por mim nesses últimos dias, sei que não deve ter sido fácil, primeiro toda a loucura do casamento, depois teve o... incidente e eu sei que todos vocês aqui moveram mundos e montanhas para ir atrás de mim e da document.write(Verônica). – Ela sorriu amigavelmente e olhou para document.write(Vee), que estava ao meu lado, e uniu as duas mãos em frente ao corpo. – document.write(Vee), eu não sei o que seria de mim lá sem você. Você tomou a frente, teve iniciativa, manteve nós duas calmas, pensou em tudo enquanto meu corpo tremia de medo de ser torturada de novo. Eu sei que você fez aquilo por mim e eu vou ser eternamente grata. – Por fim, Mione saiu do seu lugar e veio até document.write(Verônica), lhe dando um abraço generoso.
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  – Não foi nada, Mione. – document.write(Vee) falou ao seu ouvido, mas consegui ouvir já que ela estava sentada ao lado da minha orelha boa. Elas se separaram e document.write(Vee) continuou, com a voz alta para que todos ouvissem. – Eu fiz o que tinha que ser feito e sei, eu simplesmente sei que qualquer um de vocês faria o mesmo por mim. Qualquer um. – Sua voz embargou um pouco e ela se sentou sorrindo e enxugando uma lágrima teimosa que escapou por sua bochecha.
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  Ao vê-la daquele jeito, me levantei de supetão para dar um recado também.
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  – Eu... eu só queria avisar também, pra todo mundo, que eu e document.write(Vee) estamos oficialmente juntos, tipo... romanticamente. E... é isso. – Me sentei sentindo meu peito bater com tanta força quanto a primeira vez que beijei document.write(Verônica) de verdade, olhei para o lado e ela sorria, as bochechas incrivelmente rosadas enquanto tapava o rosto delicadamente com uma das mãos, como se eu tivesse feito ela passar a maior vergonha do universo.
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  – Não diga. – Charlie quebrou o silêncio e a mesa toda explodiu em gargalhadas.
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  – Nós sabemos disso há cinco anos. – Meu pai disse, na maior naturalidade do mundo.
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  – É, a gente meio que só estava esperando vocês perceberem. – Harry, o maldito Potter, adicionou rindo da nossa cara.
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  – Tá bom, tá bom, estraga prazeres, eu só quis dar a notícia oficialmente – reclamei soltando o ar que não tinha percebido que estava perdendo.
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  – Cada um foi percebendo em um momento diferente, mas já era um assunto recorrente em nossa família. – Ron admitiu.
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  – E eu ganhei o bolão. – Charlie finalizou, com um sorriso aberto de orelha a orelha.
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  A algazarra que se iniciou foi absoluta. Gina jogou um guardanapo no rosto de Charlie e Bill levantou a voz para reivindicar seu prêmio, Ron fez o mesmo e enquanto todos brigavam de maneira cômica, senti a mão de document.write(Vee) deslizando por minha perna e entrelaçando nossos dedos.
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  Nota da autora:
  Desculpa gente, eu não sei escrever cenas de ação. KKKKKKKKKKK
  Mas já queria deixar meu agradecimento por aqui, pra quem está acompanhando o fim desses dois.
  Que jornada incrível.

Capítulo 17
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