The Weasley Twins


Escrita porNaya R.
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 15

Tempo estimado de leitura: 35 minutos

  A Toca – 25 de maio de 2002 – Casamento de Rony e Hermione.

  Ponto de vista: George.

  Todos os preparativos para o casamento de Rony e Hermione estavam devidamente prontos.
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  Tudo aconteceu com uma antecedência quase perfeita que eu diria que foi basicamente pela personalidade de Hermione e a sua persistência em manter tudo em ordem. Eu não a culpava, era o seu dia e tudo que ela sempre sonhou, tinha o direito de estar preocupada.
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  Eu estaria se o meu pretendente a marido fosse Ronald Weasley.
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  Arrumei minha gravata em frente ao espelho e passei a mão sobre o colete, ajeitando o lenço com a pontinha para fora do bolso do paletó.
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  Rony, Harry e Neville conversavam sobre algo que eu não prestava a atenção quando Charlie abriu a porta.
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  – George? Pode vir aqui, fazendo o favor?
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  Franzi o cenho estranhando aquela pergunta, mas o acompanhei. Charlie me acompanhou pela escada e me enfiou em um quarto.
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  – O que foi?
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  – Eu preciso da sua ajuda com a mamãe. – Charlie estava nervoso, acho que nunca o tinha visto daquela maneira.
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  – O que eu ganho com isso? – perguntei cruzando os braços, fazendo-o girar os olhos nas órbitas.
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  – Ganha minha gratidão, agora cala a boca e escuta. – Tomou ar, se preparando. – Eu trouxe um acompanhante para o casamento.
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  – Acompanhante, Charlie? Se for ficar me tratando igual idiota eu vou sair daqui. – O fitei com as sobrancelhas arqueadas e ele bufou irritado.
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  – Eu trouxe um namorado para o casamento. – admitiu ele e eu sorri vitorioso. Eu já desconfiava disso desde o funeral da avó de %Verônica%, desde então Charlie estava estranho, mais quieto, mais cuidadoso com as palavras, menos expansivo e mais observador.
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  – Isso é incrível, irmão. E qual é o problema? – perguntei genuinamente curioso.
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  Falar sobre sexualidade na nossa família nunca foi algo que nós consideramos importante, assim como comunicar se nossos interesses amorosos eram nascidos trouxas, ou com a cor de pele diferente, nunca fomos ensinados que isso era ou seria um problema. Então ver Charlie namorando um homem não me surpreendeu ou me deixou apreensivo, assim como eu tinha a sensação de que ele também não parecia realmente preocupado com essa questão em especial.
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  – A mamãe. – Charlie disse como se fosse óbvio.
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  – O que tem ela? Você acha que ela vai... fazer algo?
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  – Eu acho que ela vai assustar o Markus.
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  Markus.
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  Tenho quase certeza absoluta de que esse era o primo de %Vee%.
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  – Ele é trouxa?!
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  – É claro, George. É o primo da %Verônica%, achei que você fosse mais esperto.
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  Aquilo sim era motivo para um bafafá na família, nenhuma das outras pautas seriam realmente relevantes, nem mesmo o fato dele ser um trouxa, mas era motivo o suficiente para mamãe querer parar o casamento só para conseguir andar em volta deles feito um peru enfeitado e olhar de cara feia para cada pessoa que o olhasse com cara feia.
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  Eu estava feliz por Charlie, dava para ver que ele estava genuinamente feliz de finalmente ter encontrado alguém para aturar a sua esquisitice.
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  – Eu não estava preparado para essa informação, por mais que eu tivesse notado que vocês estavam de conversinha no funeral de Lucille, não achei que vocês fossem manter contato.
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  – É, eu também não.
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  – E como foi isso?
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  – Eu dei meu endereço a ele, mas não achei que realmente receberia uma carta. Demorou a chegar, mas veio pelo correio. – Ele explicou ligeiro. – Isso não é relevante, o que é relevante é que você tem que me ajudar com a mãe.
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  – O que você quer que eu faça?
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  – Me ajuda a distrair ela, não deixe ela vir em cima de nós feito um urubu protetor.
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  Soltei uma risada.
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  – Ok, vou dar o meu melhor. Mas você vai ter que me apresentar ele, oficialmente. Como seu namorado.
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  – Tá bom, te apresento quando a %Vee% estiver contigo, fica mais fácil de quebrar o gelo. – Ele disse dando tapinhas em meu ombro. – Falando nisso, você e a %Vee% não estão juntos ainda?
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  Meu coração descompassou e pisquei várias vezes antes de responder.
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  – É... O quê?
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  – Achei que já estariam junto nessa altura do campeonato, Markus acha que vocês namoram e eu não quis corrigir essa coisa estranha que vocês têm. É mais fácil deixar ele acreditar.
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  – Não. Não estamos juntos. – falei de maneira séria enquanto ele me analisava.
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  – Mas você bem que queria, hein? – Soltou uma risadinha infame e eu o empurrei para fora.
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  – Cala a boca, ou vou chamar a mamãe aqui agora.
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  – Qual é, G. Você olha pra ela como se ela fosse a única mulher do mundo inteiro. Eu nunca te vi assim com ninguém, nem com a Angelina.
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  – Não sabia que tínhamos vindo para cá pra falar sobre minha vida.
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  – Não viemos, mas agora que estamos, você bem que podia admitir... – Charlie ria enquanto eu o empurrava para fora.
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  – Admitir o que, cara? – Eu queria testar até onde ia a cara de pau dele.
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  – Que você sempre amou ela. – Ele disse sorrindo abertamente, passando pela porta e arrumando a gola da camisa como se eu a tivesse amassado, olhou para o lado e seu sorriso aumentou. – %Vee%! Caramba, cada vez que eu te vejo, você está mais linda.
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  Inclinei meu rosto para fora do quarto e senti meu coração parar por um instante, meu irmão não estava errado. Cada vez que eu via aquela mulher, mais linda ela estava.
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  Amarelo era definitivamente a sua cor.
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  O vestido era justo, o que acentuava suas curvas, e longo com uma bela fenda que dava para ver o marrom bronzeado de sua perna. O decote era redondo e acompanhava o formato dos seus peitos que pareciam ter sido perfeitamente medidos para ficar tão perfeitamente ajustados daquele jeito. Os cabelos estavam presos com algumas flores, talvez uma trança, eu não conseguia ver, mas vários fios escapavam em ondas na parte da frente.
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  A maquiagem em seu rosto era de tirar o fôlego, não sei explicar o que era o que e quais eram as cores usadas, mas tudo nela fazia sentido. Tudo era perfeito e harmônico.
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  – Admite logo. – Charlie sussurrou para mim antes de ir abraça-la.
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  Eles se cumprimentaram, os olhos de %Vee% escapando para mim antes de ele a soltar, senti meu peito vibrar de ansiedade de tê-la em meus braços. Vai logo, Charlie.
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  Eles trocaram palavras que não prestei atenção, porque meus olhos corriam pelo corpo dela, subiam de volta para seu rosto, o sorriso incrível, depois descia para a fenda em sua perna e o subia para o pescoço com a correntinha de Fred. Tudo nela me atraía. Era difícil fingir que eu não a amava quando meu corpo tremia em êxtase só de vê-la por perto.
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  Charlie finalmente foi embora e, enquanto ele descia as escadas, olhei para os lados e para cima antes de puxá-la para dentro do quarto.
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  Minha boca voou em seu pescoço antes mesmo da porta se fechar, minhas mãos agarraram suas costas enquanto ela soltava uma risadinha que fez meu peito derreter.
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  – Você... está... – Fui distribuindo beijos por seu pescoço, subindo até chegar em sua boca. – Tão... Linda...
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  Nossos lábios se uniram e um beijo profundo se iniciou. As línguas se acariciando, suas mãos seguindo para os meus cabelos, guiando cada milímetro... como eu sentia falta daquilo. Queria que %Vee% nunca mais saísse de perto de mim, queria poder acompanha-la em qualquer lugar, fazer qualquer coisa que ela pedisse, queria poder dizer a qualquer um que ela era minha.
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  – Você também. – Separou nossas bocas por um segundo e voltou a me beijar enquanto eu pressionava seu corpo contra a porta. Eu queria poder jogá-la na cama, subir minha mão pela fenda de seu vestido e fazer tudo o que queria fazer há meses, era difícil convence-la de fazer aquilo e era mais difícil ainda ter coragem de fazer. Era um muro que não estávamos preparados para derrubar, porém não posso mentir que não queria. %Verônica% era a mulher mais linda que eu já conheci, não era fácil fingir que não queria fazer coisas com ela, não quando eu sabia que ela também queria.
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  De qualquer modo eu nunca tentei forçar nada, nunca fui até onde eu sabia que ela permitia e sabia que ela também não queria ultrapassar essa barreira antes da hora.
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  Conversamos pouco desde a última vez, banalidades, notícias, novidades eram sempre bem-vindas, mas quando o assunto era sentimento... Era mais fácil deixar como estava e trocar beijos e carícias até a próxima vez que tivéssemos chance.
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  – Eu estava com saudades. – Dessa vez foi ela quem desceu os beijos, fazendo com que eu não conseguisse me concentrar o suficiente para responde-la com palavras, então apenas um grunhido estranho de afirmação saiu por minha garganta.
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  Depois de alguns minutos de pegação intensa, sabíamos que teríamos que sair dali. %Vee% deu um tapinha em meu nariz com sua varinha e depois fez o mesmo consigo, sua maquiagem voltou a ser o que era e seu cabelo voltou alguns fios para o lugar.
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  Os convidados chegavam e se acomodavam nas cadeiras embaixo da tenda que estava no jardim ao lado da casa. A família Weasley estava reunida, Bill e Fleur chegaram com minha sobrinha Victorie, Gina e Harry chegaram com o mais novo integrante da família James Sirius e Percy chegou com sua esposa Audrey que estava com uma barriguinha de grávida.
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  Minha família não brincava em serviço.
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  Charlie apresentou Markus à todos, foi um momento tenso que passou rápido quando nossos pais foram o abraçar com animação.
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  Minha mãe ainda lançou a pérola:
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  – Achei que tivesse algo de errado com meu menino, o mais bonito, ainda solteiro!
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  Aquilo gerou piadas, indignação, revoltas generalizadas e muitas bochechas vermelhas.
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  – Ele é meio chatinho, mas acho que consigo aturar! – Markus respondeu minha mãe de forma divertida e ali, ele percebeu que ganhou o coração de todos.
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  Charlie me olhava desesperado, com medo que mamãe fosse agarrar Markus em algum momento e leva-lo para algum canto escondido e enchê-lo de perguntas capciosas.
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  Eu e %Vee% demos o nosso melhor em manter o clima agradável.
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  A cerimônia foi bonita, os padrinhos eram praticamente os mesmos do casamento de Harry e Ginny, então entrei com %Vee% ao meu lado, todas as madrinhas estavam com o vestido igual, apenas mudando a cor. %Verônica% era, de longe, a mais bonita com seu amarelo contrastando com o tom quente de sua pele. Não fiz muito esforço para fingir não a admirar do outro lado do altar, meus olhos seguiam até ela de maneira automática. E cada vez que ela sorria em minha direção, quando me pegava a olhando, meu coração derretia mais um pouco.
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  Os votos de Hermione foram longos e detalhados, até certo ponto, bem emocionantes, já os votos de Ron foram esquisitos, particularmente curtos e estranhamente engraçados.
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  Eles eram um casal que eu gostava, gostava de como Hermione comandava meu irmão, mesmo quando fazia sem querer, gostava de como ele fazia tudo por ela, fazia tudo que ela pedia e fazia até mais do que ela esperava, creio que era a assinatura de todo Weasley: se juntar com um cônjuge mais forte do que você, alguém que você vai se ajoelhar e fazer tudo que aquela pessoa mandar. A única que não era assim era Ginny, mas como agora ela era uma Potter, dava pra dizer que a maldição foi quebrada, em sua parte.
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  – Você se lembra que no casamento do Harry e da Gina você achava que o Rony estava escondendo algo de você?! – %Vee% perguntou, fazendo Hermione dar uma gargalhada alta. – O pobre estava literalmente planejando como pedir a sua mão!
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  – É verdade, coitadinho... – Hermione fez carinho na cabeça de Rony como se ele fosse um cachorrinho, e ele era o cachorrinho mais feliz do mundo.
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  – Mesmo quando estou fazendo o certo, eu saio como errado! – exclamou ele, fazendo todos em volta rirem.
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  – Psss. – Ouvi alguém chamar disfarçadamente, procurei o som e vi Angelina e Oliver em outra mesa, fazendo sinal para eu me aproximar.
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  Eles sabiam de tudo. Eram os únicos, não tinha como %Verônica% ir conversar com Angel sem dizer a ela tudo o que havia acontecido.
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  Fui até a mesa deles.
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  – E então?
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  – Por enquanto estamos na mesma.
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  Eles se entreolharam fingindo irritação.
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  – G, você sabe que isso não vai dar certo, né? – Angelina perguntou séria.
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  – Vocês precisam conversar. – Oliver adicionou.
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  – Por quê? Tudo está ótimo!
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  – Tem certeza?
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  – É claro! Nunca nos demos tão bem.
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  – E você não sente falta de se dar bem com ela fora de lugares reclusos?
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  É claro que eu sentia, como já disse, eu queria ter %Verônica% em tempo integral em minha vida, mas nem tudo era do jeito que queríamos.
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  – Bom, sinto... Mas não precisamos apressar as coisas.
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  – Você já parou pra pensar que talvez ela esteja esperando uma iniciativa? – Oliver me perguntou e cada vez que ele abria a boca, minha vontade era de enfiar um canapé em sua goela.
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  – Eu só tenho medo, George, de que vocês se esqueçam de que estão apaixonados e deixem essa fagulha apagar sem nem ter começado, entende? – Angel explicou com calma, com a voz doce que usava quando conversava com alunos do primeiro ano.
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  Nossa fagulha não ia apagar, estava ali a tanto tempo que era impossível que isso acontecesse.
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  – Você não tem medo que ela encontre alguém? Alguém que esteja disposto a oficializar um relacionamento, alguém que queira mostrar para o mundo que eles estão juntos?
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  Aquilo apertava meu peito de forma dolorosa e eu ia matar Oliver Wood.
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  – Ela não... Nós decidimos isso juntos, foi inclusive ideia dela de que não contássemos a ninguém!
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  – Mas... Há quantos meses foi isso, George? Será que não está na hora de esclarecer as coisas?
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  Bufei passando a mão pelo cabelo.
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  Não era o tipo de intimação que eu queria ter naquele momento tão descontraído.
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  Que saco! Esses dois conseguiam entrar em minha mente com muita facilidade.
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  – Eu não... Com licença.
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  Me levantei e saí da tenda, aparatei no telhado da garagem, a tenda com a festa abafada tocava à minha direita e à esquerda, a horta de mamãe era palco para o coelho rechonchudo que vivia roendo suas verduras. Me deitei observando o céu azul misturado com rosa do crepúsculo que surgia junto com alguns pontinhos brilhantes de estrelas.
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  – Hey, Georgie.
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  Eu sabia que ela viria em algum momento. Aquele era o nosso lugar.
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  Ela se sentou ao meu lado e me encarou, com um sorriso delicado nos lábios.
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  – Algum problema, meu bem?
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  Fiquei em silêncio por um momento, absorvendo sua voz, voltando a encarar o céu.
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  – O que nós somos, %Vee%? Será que já temos a resposta pra isso?
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  – Eu gostaria de ter a resposta, mas acho que é mais complexo do que a gente imagina.
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  – Será mesmo? Será que não somos nós que estamos complicando uma equação simples?
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  Ergui meu troco e me sentei ao seu lado, meu coração deu um salto forte quando a frase escapuliu por minha boca sem alguma chance de filtro.
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  – E qual equação seria essa? – Seus olhos de chocolate me encararam com intensidade, eles estavam claros como avelãs naquele fim de tarde.
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  – Que eu te amo.
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  Percebi que seu peito parou de repente, e suas sobrancelhas se arquearam surpresas com a novidade que eu trouxe à tona sem aviso prévio.
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  – E não é amor de amigo %Vee%, eu te amo como amigo desde os onze anos. Isso é diferente.
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  Era óbvio que eu não tinha me programado para aquilo, porém não era um sentimento de arrependimento que surgia em meu peito, era alívio por finalmente dizer aquilo em voz alta.
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  – Não vou fazer um discurso longo e profundo sobre o quanto eu te amo, porque você já sabe como eu me sinto e isso seria redundante e imensamente desnecessário para a minha autoestima. Mas eu te amo pra caralho, %Verônica%.
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  Sua mão apertou meu queixo, em seguida os dedos deslizaram por minha mandíbula e pararam próximos de minha orelha deficiente, ela fechou os olhos e uniu nossos lábios em um beijo lento e delicioso. Meu peito parecia querer rachar de tanta força que meu coração batia, o toque leve de sua mão fazia uma corrente elétrica passar por todo o meu sistema nervoso e o cheiro do seu perfume me abraçava.
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  Com toda paciência do mundo, ela separou nossas bocas, depositando selinhos em meus lábios que ainda formigavam quando quebrou o silêncio.
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  – Eu também te amo, Georgie. – Ela sorriu tocando sua testa na minha e seu nariz no meu. – Caramba, eu te amo demais.
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  Aquilo me fez sorrir, me fez sorrir feito um cachorrinho.
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  Nos beijamos mais uma vez antes de ouvir uma voz lá embaixo anunciando que logo a noiva jogaria o buquê.
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  – Você acha que está na hora de admitirmos para todos? Você está preparado para isso?
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  – Não sei se estou preparado, mas acho que está na hora, %Vee%. Não quero mais te ver só escondido. Eu finjo que não me importo, mas quero estar com você em todos os momentos, sejam eles escondidos ou não.
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  – É, você está certo. – respondeu ela, e antes que eu fizesse a piada infame sobre ela estar doente, ela levantou o dedo em minha direção. – Não ouse fazer a piadinha.
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  Dei uma risada e ela me acompanhou.
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  – Vamos só... Esperar até amanhã, o que acha? Hoje é o dia da Mione e do Rony, eu odiaria roubar os holofotes ou estragar alguma coisa nesse dia tão especial.
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  – Claro, claro, você está certa. Não que sejamos duas celebridades, mas a mamãe sabe ser bem escandalosa quando quer.
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  – Me dói admitir isso, mas é verdade.
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  – Então... Amanhã seremos... Namorados?
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  – Não sei, isso é um pedido de namoro? Está bem mixuruca se quer saber.
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  Soltei mais uma risada. Por Merlim, eu amava quando ela me fazia rir assim sem pretensão.
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  – %Verônica% Lucille %Appleby%. – falei de maneira dramática, me ajoelhando em sua frente e rezando para que ninguém nos visse lá embaixo. – Você aceita namorar comigo?
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  %Vee% ria abertamente, as bochechas levemente coradas e os olhos ligeiramente marejados.
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  – Sim, George Weasley. Eu aceito.
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  Então era esse o sentimento de amar e se sentir amado na mesma proporção.
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  O sentimento de ser visto de verdade, de saber que foi escolhido e que não foi confundido.
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  O sentimento de saber que quando e se eu precisar, essa mulher na minha frente vai fazer de tudo para me ajudar. Seja a ajuda para me apoiar ou me confrontar.
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  O sentimento de saber que ela me ama pelo que eu sou e pelo que eu fui, sem que eu precise tirar ou colocar algo para agradá-la.
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  E, por fim, o sentimento de saber que ela me ama e ama tudo que está atrelado a mim, que ela nunca vai reclamar de minha família, de meus irmãos ou do meu estilo de vida, que ela vai entender se um dia eu acordar sentindo a falta de meu melhor amigo e vai saber exatamente o que fazer para me alegrar. E eu farei o mesmo.
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  Eu amava %Verônica% de um jeito que nunca amei ninguém, e me assustava o fato de ela me conhecia tão bem assim.
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  Descemos de lá e fomos até a noiva para que %Vee% pudesse se juntar às meninas solteiras para pegar o buquê.
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  Não prestei atenção em nada, as pessoas falavam comigo, mas a única coisa que se passava em minha mente era que aquela mulher incrível que estava de braços erguidos e com um sorriso que me deixava tonto no rosto, havia aceitado namorar comigo.
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  Aquilo não parecia mais tão errado.
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  Uma fagulha de culpa ainda rondava em meu peito, uma fagulha que dizia ela é do Fred. Porém, meu peito também dizia que %Verônica% era dona do próprio destino e das próprias escolhas, e ela não era de absolutamente ninguém e coitado do cara que algum dia quisesse pensar diferente disso... Já vi aquela mulher ofender, esmurrar e gritar com pessoas, derrubá-las apenas com o dom da palavra e com olhares sagazes que viam tudo e todos.
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  Então, não era meu peito que diria se %Verônica% era minha ou não, ela era minha porque decidiu ser e eu a amava por isso.
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  Luna Lovegood pegou o buquê.
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  O baile começou, primeiro com a valsa dos noivos, depois os padrinhos, madrinhas e pais dos noivos entraram também.
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  Me aproveitei do momento para me aproximar de %Vee% do jeito que eu queria, sentindo seu cheiro de baunilha espalhar pelo meu rosto, minha mão espalmada em suas costas e segurando a outra com firmeza e se houvesse um prêmio para casal com mais dentes a mostra, nós provavelmente venceríamos. Estávamos radiantes, felizes, satisfeitos e tudo o que eu pensava era como, pelas barbas de Merlin, aquela mulher tinha dado bola para mim. O gêmeo que sobrou e tinha uma orelha a menos. Eu era muito sortudo.
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  Depois de algumas músicas animadas que estavam fazendo todos no recinto dançarem, a banda começou a tocar uma música que fez %Vee% jogar os braços em meu pescoço e deitar a cabeça em meu peito.
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  Hold up, hold on
  (Resista, aguente)
  Don't be scared
  (Não fique assustado)
  You'll never change what's been and gone
  (Você nunca mudará o que aconteceu e passou)
  May your smile shine on
  (Que seu sorriso brilhe)
  Don't be scared
  (Não fique assustado)
  Your destiny may keep you warm
  (Seu destino talvez te mantenha aquecido)

  'Cause all of the stars
  (Porque todas as estrelas)
  Are fading away
  (Estão desaparecendo)
  Just try not to worry
  (Apenas tente não se preocupar)
  You'll see them someday
  (Você as verá algum dia)
  Take what you need
  (Pegue o que você precisa)
  And be on your way
  (E siga seu caminho)
  And stop crying your heart out
  (E pare de chorar tanto)

  Era lindo e triste ao mesmo tempo, tinha tantos significados que até achei meio estranho uma música como aquela estar tocando em um casamento, mas apenas aceitei o calor dela em meus braços. Acho que as músicas bonitas e tristes faziam parte de nós, era a nossa marca registrada de sofrimento e amor unidos como um só. A história da nossa vida.
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  Porque nós nunca iriamos parar de ter aquela tristeza intrínseca dentro de nós, aquilo nunca iria sumir, mas juntos o caminho era menos torturante, era um caminho que teria propósito e esperança, era o caminho que estávamos destinados a seguir desde o começo e só não vimos porque a nuvem de tristeza ainda rondava nossas mentes como um dementador alado.
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  E antes mesmo da música terminar, Hermione veio até nós.
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  – %Vee%, será que você consegue me ajudar a ir no banheiro? Eu ia pedir para a Gina, mas ela está ocupada com o bebê e...
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  – É claro, Mione, deixa de ser boba.
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  %Vee% enganchou o braço no dela e elas seguiram para dentro de casa.
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  – Resolveu assumir? – Ouvi a voz de Charlie atrás de mim e, infelizmente, não pude deixar de dar um sorriso.
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  – Acho que sim. – Ergui os ombros sem saber realmente como lidar com aquilo.
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  – Até que enfim! – Charlie apertou meus ombros me chacoalhando para frente e para trás, animado.
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  – É, na verdade é algo que estamos conversando há meses. Só estávamos meio inseguros, entende?
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  – Caramba, achei que não fosse viver para ver esse dia! – Ele ergueu as mãos para o céu.
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  – Eu também achei que não veria você trazendo alguém para casa, então estamos quites. – Pisquei para ele que abriu mais um sorriso.
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  – Verdade.
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  – Só não fala nada pra ninguém, vamos contar amanhã.
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  – É claro, deixa comigo.
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  – George? Charlie? – Era a voz do meu pai, logo atrás de mim, alta e firme, séria demais. Aquilo gelou minha alma, será que ele havia ouvido algo?
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  – Sim?
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  – Precisamos de vocês lá dentro. Agora. – Seu tom não ajudou em nada, mas se ele precisava de Charlie também, não era nada relacionado ao meu novo relacionamento com %Verônica%.
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  – O que houve?! – perguntei aflito.
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  – Hermione e %Verônica% sumiram.
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  Flashback.

  31 de julho de 1997 - A batalha dos Sete Potter

  Ponto de vista: %Verônica%

  — Por favor, Fleur. Você vai se casar em algumas semanas!
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  — Eu nom casar sin noive!
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  — Ele vai ficar bem, eu te prometo.
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  Eu não era a maior fã de Fleur, assim como o resto dos Weasley’s, mas eu me preocupava com ela, sabia que ela estava planejando aquele casamento há muito tempo e que o estresse estava a consumindo, porque além de lidar com todos os problemas do casamento, ela ainda tinha que lidar com o preconceito gratuito de Molly e Gina. Que era um motivo pelo qual, se fosse comigo, eu já teria me despedaçado.
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  Ela engolia tudo, cada chacota, cada comentário que fingia não ouvir ou não entender, e eu sabia que Bill estava com ela a cada segundo, mas às vezes era difícil aguentar aquela barra sozinha, sem apoio feminino.
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  Eu sabia que ela ficaria mil vezes mais preocupada se eu fosse no seu lugar na missão dos Sete Potter, porém seriam algumas horas de agonia no conforto da Toca ao invés de estar sobrevoando a cidade fugindo de ataques, e ainda se preocupando com seu noivo ao seu lado.
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  Mas eu não estava fazendo aquilo só por ela, Fred e George estariam lá, Harry, Rony e Hermione. Como, em nome de Deus, eu ficaria sozinha esperando feito uma donzela em perigo?
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  Outro detalhe importante era que eu desconfiava que Fleur estivesse grávida.
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  — Prromessas vazies nom me convencerram!
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  — Fleur.
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  Seus belos olhos se ergueram em minha direção, marejados de desespero, seu nariz estava vermelho e a boca tremia.
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  — Nós duas sabemos que você não pode ir, não com essa suspeita.
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  — Eu nom querr parrecer frraca!
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  — Você não é fraca, você é a mais forte de todas, você sabe disso.
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  Ela deu um suspiro alto, que fez com que as lágrimas escorressem por sua bochecha.
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  — Obrrigade.
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  — Em qual medo seu bicho-papão se transformou?! — Lupin perguntou-me exasperado quando o trestálio aterrissou nos terrenos da Toca e descemos dele. Ele não apontava a varinha em meu rosto, mas aparentemente éramos os últimos a chegar, levando em consideração que Olho-tonto estava morto.
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  Quando Lupin foi nosso professor, no quinto ano, ele sabia que a aula de Bicho-papão estava fora de nossa grade de aulas, mas achou divertido levar um para a sala de aula, apenas para ver como iríamos lidar com aquilo.
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  Eu o chamei em um canto e disse que não queria participar, e quando ele me indagou o porquê, eu apenas disse que não queria pesar o clima divertido que a aula estava, porém se aquilo fosse motivo de nota, eu lhe informei que podia ir em sua sala depois para enfrentar o bicho-papão sozinha. Ele concordou acho que mais por curiosidade do que falta de motivos para me dar uma nota.
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  — Minha avó, Fred, George, Angelina, Lee, Arthur e Molly mortos, empilhados em uma montanha de cadáveres em decomposição.
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  — Desculpe, eu precisava perguntar, fomos traídos.
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  — Olho-tonto está morto.
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  — Você não pode tirar do pescoço em nenhuma hipótese, seu panaca. — Ouvi Fred falando com George quando entrei no quarto onde ele descansava, a camisa ainda com resquícios de sangue.
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  Fred veio até mim, me abraçando com vontade antes de erguer meu rosto levando a mão em meu queixo.
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  — Você está bem?
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  Concordei com a cabeça e ele sorriu, depositando um beijo em minha testa.
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  — Vou lá ouvir as fofocas, deixar vocês mais a vontade... — disse ele se afastando, porém virou de volta quando chegou na porta. — %Vee%, tem que falar berrando, ele está surdo feito uma mula.
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  George jogou uma almofada em sua direção e Fred escapou dando uma risada.
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  — Georgie! — Meus joelhos vacilaram e me acomodei ao seu lado. Incerta, tonta, confusa, completamente despreparada para aquilo. — Como você está, meu amor?
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  — Meu amor?? Eu precisei quase morrer para você me tratar bem, %Verônica%?!
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  Aquilo me fez soltar uma risada de alívio.
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  — Eu precisava me certificar que era você mesmo. — brinquei, vendo-o contorcer o rosto em uma careta divertida.
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  — Por um momento, achei que tinha batido a cabeça.
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  — Não, não, são os anos andando com você e o idiota do seu irmão que tem o mesmo efeito.
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  George sorriu, mesmo que aquele movimento lhe trouxesse um pouquinho de desconforto.
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  — E então, como você está?
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  — Estou bem, um pouco surdo, um pouco preocupado, mas bem.
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  — Que bom então, vou te deixar descansar, tá bem? — Acariciei seu rosto por um segundo, e ele fechou os olhos.
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  — E você está bem? — perguntou ele, voltando os olhos para mim.
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  — Um pouco decepcionada que agora as pessoas vão conseguir distinguir você do Fred com mais facilidade, isso era um lance só meu, mas estou bem sim. – brinquei e ele sorriu, as feições cansadas.
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  — Você ainda acha que eu sou o gêmeo mais bonito?
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  — Sem sombra de dúvidas, G.
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  Fim do flashback.


  Nota da autora: Não me matem, por favor. Tô tão desesperada quanto vocês!

Capítulo 15
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Ray Dias

Eu voltei a acompanhar essa fanfic há algumas semanas, havia parado no capítulo 10, e MINHA NOSSA SENHORA ♥ Estou tentando comentar nela aqui no site há algum tempo, aliás, mas não estava funcionando. Acho que foi um bug porque o site passou por reformas.

O fato é que: agora consigo comentar! E Naya do céu, eu não tô acreditando que eles estão finalmente juntos! MAS O QUE A SENHORITA ESTAVA PENSANDO QUANDO FEZ ESSE FINAL DO 15? COMO ASSIM ELA DESAPARECEU, MINHA FADINHA!?

Alegria de Weasley dura pouco, mas vamos garantir que tudo não passou de uma peripécia dos irmãos para fazê-lo confessar diante de todo mundo que ama a nossa querida, ok?

Sério Naya, não me deixa nervosa cara…

Naya

RAYYYYYYYYYYYY, meu Deus é sempre emocionante te ver por aqui, caramba!

Tô muito feliz que vc conseguiu se atualizar e tô mais feliz ainda de ver que gostou do nosso casalzinho fofo

O fim do capítulo foi meio dramático mesmo, SORRY KKKKKKKKKKKK
Logo, logo o próximo já sai e a reta final vem por aí também!

Obrigada por sempre me animar a continuar escrevendo, você não sabe como faz diferença (na verdade acho que sabe sim, não é?) <3 obrigada mesmo!

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