The Sunrise

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  O dia seguinte fora um tanto conturbado. %Joel% viu o comandante aos redores do lugar onde ele trabalhava e disse que ele provavelmente iria até o lugar onde eu estaria trabalhando. A partir disso, decidimos que estava na hora de nos mudarmos novamente. Mais para o sul, mais para perto da fronteira. Assim que saí de uma conversa com meu chefe, que fora extremamente compreensível e me dera uma adiantada legal do dinheiro, porque via que eu precisaria. Através da vidraça da lanchonete, pude ver comandante e seus empregados rondando o local. Agachei para me esconder e vi meu chefe me olhar e então olhar para os homens que entravam, entendendo que eram os tais de quem estava fugindo. Balançou a cabeça para a porta da cozinha, mandando eu sair pelos fundos. Corri o mais rápido que eu pude e logo fui abordada por %Joel%, que estava com seu rosto branco.
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  - Eles passaram na pensão. – disse ainda travado. – Fora uma imensa sorte eu ter saído há alguns segundos antes. Trouxe nossas coisas. – balançou a sacola com uma mão. – Passei no banco e retirei todas as nossas economias.
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  Concordei com a cabeça e falei que meu chefe havia dado um dinheiro a mais e que comandante estava agora lá dentro.
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  - Arrisquei em dizer o lugar exato que vamos e foi exatamente da maneira que eu pensei. Eles pensam que mentimos o lugar para a dona da pensão e vão na direção oposta.
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  - Boa. – sorri enquanto andávamos com pressa em direção ao ponto de ônibus, e passamos a correr quando vimos que era para a rodoviária. Uma hora depois, estávamos entrando no ônibus para o Arizona. %Joel% disse ser o lugar de onde veio, vi em seus olhos a vontade de passar em sua casa e rever sua infância, mas ambos sabíamos que comandante estaria com alguns de seus empregados lá para vigiar o local. Seguimos reto para mais o sul do Estado. Ele parecia conhecer muito bem os arredores. Sabia até como ir para o México legalmente.
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  - Daqui para o México é um pulo. O bom é que as economias que temos irão duplicar devido ao valor da moeda. – ele dizia dentro do ônibus. Eu apertava minhas mãos nervosa. Sempre ouvi falar que atravessar fronteira sem o visto da polícia era perigoso, mas %Joel% parecia estar bastante tranquilo. Olho ao redor do ônibus e vejo pessoas normais, não com cara de que estavam fugindo de algo. – É um ônibus de turismo, %Melissa%. – ele explica baixo. – Alguns têm permissão de transitar na fronteira e os passageiros que estão dentro dele conseguem passar sem problemas.
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  - Eles não pedem identidade?
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  - Pedem na hora da compra da passagem, por isso a polícia não para o veículo.
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  - E como conseguiu comprar as nossas?
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  Ele olha para o lado e então se aproxima mais de meu ouvido:
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  - As furtei.
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  O olho espantada.
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  - Você roubou?
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  - Foi necessário, afinal, estamos mais necessitados do que eles de sair do país.
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  Não disse mais nada. Não aprovava atitudes assim, mas ele tinha razão. Nós precisávamos com urgência de sair do país. Eu não conseguia dormir. Meu nervosismo ainda estava a flor da pele, principalmente quando atravessamos a fronteira. Fora exatamente como %Joel% disse que seria, os policiais mandaram alguns sinais de boa viagem e o ônibus apenas teve que diminuir a velocidade. Fingi estar dormindo, mas pude ver lanternas passarem pelo meu rosto. Havia uma parede de arame gigante e uma paisagem de areia sem fim. Eu podia sentir o novo ar e um certo alívio em sair. Na época que Liam ainda estava vivo, ele dissera que a melhor maneira de viver bem era fora do país. Eu nunca entendi direito, achei que ele odiasse os Estados Unidos. Mais tarde %Joel% veio a me explicar que quando se está em outro país, a política de um outro país não pode interferir, e que mesmo que nós tenhamos feito algo errado nos Estados Unidos, se estivéssemos em outro país e eles nos aceitasse como cidadãos, não havia nada que comandante pudesse fazer conosco.
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  E comandante deveria estar na Austrália agora.
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  Sem perceber, eu havia adormecido, pois acordei com o carinho de %Joel% em minha cabeça. Abri os olhos lentamente, fazendo-os se acostumar com a claridade. Ao abrir os olhos por completo, vi a nova paisagem de um lugar menos moderno, com pessoas de etnia diferente da que eu estava acostumada.
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  - Chegamos. – ele diz e sorri, arrumando meu cabelo e levantando, o acompanhando.
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  O que nós não esperávamos, era que alguns dos empregados de comandante estivessem na rodoviária. Assim que saímos do ônibus, demos de cara com alguns deles, mas estavam de costas para nós, então dera tempo de sairmos correndo.
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  - O que eles fazem aqui? – pergunto espantada. %Joel% parecia estar pensando em alguma coisa. – Eles não—
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  - Não diga nada. – ele me corta e então me calo. – Venha. – ele diz alguns minutos depois, me puxando pela mão. Paramos em alguns postos, eu não sabia que %Joel% entendia castelhano. Muito menos falar. Passaram-se alguns minutos e nós saíamos da rodoviária, sempre olhando para trás e para os lados, tentando não parecer que estávamos fugindo de alguém. Ao chegarmos da porta de saída, pudemos ver os policiais locais parando pessoas que se pareciam conosco – até que não pareciam – e fazendo algumas perguntas. Eles estavam nos procurando. O pavor em meu coração começou a palpitar mais alto, e %Joel% parecia não saber o que fazer. Fez nós dois nos infiltramos em um grupo de japoneses e caminharmos por entre eles, o que, com dificuldade, saímos sem chamar a atenção. Sequer olhamos para trás, fingimos estar conversando com os japoneses. Alguns metros depois, havia um ponto de ônibus e ele falou mais algumas coisas. Esperamos dez minutos atrás de uma imensa pilastra, com %Joel% sempre olhando para os lados. E então, quando um ônibus se aproximou, ele me puxou rapidamente para dentro.
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  Ficamos calados sentados no banco, agora respirando aliviados. Enquanto o ônibus estava partindo, pudemos ouvir gritaria e tiros, olhamos para trás e um casal saía correndo do portão principal da rodoviária com alguns homens correndo atrás deles. Eu e %Joel% assistimos tudo e o automóvel que estávamos tratou de sair rapidamente dali, na segurança de seus passageiros. Pudemos ver os tiros atravessarem as costas do casal e ambos caírem no chão sem vida. Me virei rapidamente e senti os braços de %Joel% ao redor de mim. Encolhi e fechei meus olhos, voltando a rezar. Eu estava morrendo de medo.
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