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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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The Runes

Escrita porSoldada
Revisada por Lelen

[05] • Lado A - 04 Track: Worming Your Way In

Tempo estimado de leitura: 33 minutos

BACKSTAGE • FEVEREIRO

  %THOMMY% %RIGGS%: (...) a puta que pariu! Que merda você pode dizer, %VonBrandt%?! Você, dentre todos quer me dar a porra de uma lição de moral?! Cara olha pra essa porra de rabo que você tem! E daí se eu tratei mal ela, ela tava provocando, e você %Eddie% %VonBrandt% quer me dizer como eu tenho que me comportar?! Ah, vá pra porra, só pode ser brincadeira!
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  %LENNY% %MADDEN%: Ow! %Riggs%, mano, chega! Beleza, irmão, cê tava com raiva, ela tocou em um ponto fraco, os dois explodiram, cê disse merda! Não devia, mas agora já foi! Brigar por isso não vai levar a lugar nenhum!
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  %THOMMY% %RIGGS%: AH, VAI PRO INFERNO VOCÊ TAMBÉM, %MADDEN%! (Ruído branco) Vocês podem falar o que querem sobre mim, me xingar como querem, mas quando eu abro a merda da minha boca então eu tenho que me acalmar?! Vai se foder seu filho da puta de merda! Quem você pensa que é?!
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  %LENNY% %MADDEN%: O IDIOTA QUE TENTA TE AJUDAR, PORRA! Será que você não pensa, seu merda! (risos de %Eddie% %VonBrandt%) Você não sabe quando parar, olha o que você fez com a %Gray%!
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  %THOMMY% %RIGGS%: EU NÃO FIZ NADA! NÃO FIZ NADA!
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  %JOHNNY% %DOYLE%: Então por que ela foi embora, %Riggs%? Por que o material dela tá largado ali na mesa, e por que você tá surtando? (Silêncio) %Eddie%, para de rir, eu tô falando sério!
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: Nem fodendo! Faz ideia do quanto eu tô esperando por esse momento? Ver esse filho da puta ser posto no lugar dele?
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  %THOMMY% %RIGGS%: AH, CÊ TÁ ACHANDO ENGRAÇADO, É? QUER VER O QUE É MAIS ENGRAÇADO? VAMOS LÁ ENTÃO, FILHO DA PUTA, VAMOS FALAR ENTÃO DO QUÃO PERFEITA É ESSA PORRA DE MÁSCARA QUE VOCÊ USA QUE NINGUÉM ENXERGA QUEM VOCÊ É? VAMOS ENTÃO, DESGRAÇADO DO CARALHO! CÊ QUER COMPETIR, É?(CORTE).
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  %EDDIE% %VONBRANDT% COSPE NA MINHA CARA OUTRA VEZ E EU VOU QUEBRAR A TUA, %RIGGS%! COSPE OUTRA VEZ! TENTA, PORRA! VAI! FAZ! FAZ!
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  %LENNY% %MADDEN%: CHEGA! PORRA, CHEGA!
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  %JOHNNY% %DOYLE%: %Eddie%, sai daqui, irmão! Sério, só sai daqui, agora!
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: AH, VAI SE FODER, %DOYLE%! NÃO! EU NÃO VOU SAIR DAQUI PORRA NENHUMA, FODA-SE VOCÊS DOIS TAMBÉM! ESSE PAU NO CU TEM PROVOCADO DESDE QUE ENTROU PARA ESSA MERDA, COMO SE A GENTE PRECISASSE DELE! NEM A PORRA DO PAI DELE PRECISA DELE, E ELE ACHA QUE TEM DIREITO DE ESTRAGAR TUDO O QUE A GENTE FEZ AQUI?! (CORTE) NÃO, PORRA! EU SOU O FILHA DA PUTA QUE PASSA HORAS NA CABINE FAZENDO O TRABALHO QUE DEVERIA SER SEU, FILHA DA PUTA!
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  %JOHNNY% %DOYLE%: Oi, deixa o %Lenny% e eu de fora dessa merda de competição de vocês dois! Vocês querem brigar? Briga aí, se quer saber? Se explodam, se matem, fazem um favor para nós, mas não mete o nosso nome no meio!
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: (risos) TU SEMPRE FICA DO LADO DELE, NÃO É, %DOYLE%?! QUAL É, CARA, NUNCA SUPEROU A PORRA DO CRUSH QUE TINHA POR ESSE MERDA?! TÁ ACHANDO O QUE? QUE UM DIA ESSE MERDA VAI ACORDAR, PERCEBER QUE VOCÊ SEMPRE ESTEVE LÁ E VAI VIVER UM AMOR ETERNO COM VOCÊ?! AH, VAI SE FODER, %DOYLE%! NÃO PERCEBEU ATÉ AGORA QUE ELE NÃO SE IMPORTA COM NINGUÉM AQUI?! QUE ELE NÃO SE IMPORTA COM NINGUÉ?! TU NÃO É ESPECIAL PRO %RIGGS%, PORRA!
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  %JOHNNY% %DOYLE%: Toma cuidado com o que você vai falar agora, %VonBrandt%.
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  %LENNY% %MADDEN%: %THOMAS%, ESPERA! NÃO, %THOMAS%! (CORTE)
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  %THOMMY% %RIGGS%: (ruído branco) repete de novo isso e eu acabo com você, entendeu, %VonBrandt%?! Eu acabo... ME SOLTA, PORRA! Eu acabo contigo, %VonBrandt%!
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: Como o seu papai fez com a sua mamãe?! (risos de %Eddie% %VonBrandt%) Quer saber? Foi bom você ter mostrado pra %Gray% exatamente quem você é! Talvez agora finalmente o mundo perceba a merda de lixo que você é, %Riggs%! Sua mãe teria amado ver como você trata todo mundo como um monte de merda!
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  %JOHNNY% %DOYLE%: %VONBRANDT%! CALA A PORRA DA SUA BOCA!
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  %THOMMY% %RIGGS%: TU QUER MESMO FALAR SOBRE TRATAR TODO MUNDO COMO UM MONTE DE MERDA, %VONBRANDT%?! QUER FALAR DA MINHA MÃE, É?! ENTÃO POR QUE A GENTE NÃO TRAZ TAMBÉM A JADE AQUI PARA MOSTRAR COMO VOCÊ É MELHOR QUE EU!! (CORTE) Qual é, %Eddie%?! Que foi? Perdeu a língua agora (Risos de %Thommy%) Ah, cara, você não pode fingir que é superior sem ser a merda de um hipócrita! O quê? Achou que ninguém sabia da Ray?! Porra, cê é mais burro do que eu pensei! Woah, então é tudo sobre compensação?
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: NÃO SE ATREVA, %RIGGS%! NÃO SE ATREVA A FALAR NO NOME DELA!
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  %LENNY% %MADDEN%: %THOMAS%, PARA, PORRA!
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  %THOMMY% %RIGGS%: Own, o que foi? Cutuquei a ferida, foi? Não tá falando mais grosso por quê? Oh-ho-ho-ho vai em frente, me acerta de novo, qual é?! Agora eu até deixo, vamos, %VonBrandt%! Me acerta, porra! ME ACERTA! (CORTE)
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: EU MATO VOCÊ, %RIGGS%! EU JURO POR TUDO O QUE É MAIS SAGRADO, EU MATO VOCÊ! SE FALAR NO NOME DELA OUTRA VEZ EU VOU MATAR VOCÊ! EU JURO QUE EU VOU, %RIGGS%! ME SOLTA, %DOYLE%! ME SOLTA, PORRA!
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  %THOMMY% %RIGGS%: (risos de %Thommy%) Own… puta merda… você… (pausa seguida de riso) você tá realmente tentando proteger a garota que tu largou a própria sorte? (pausa longa seguida de fungado) cê enche a sua boca para falar de mim, mas é um merda igual! Talvez pior! Eu nunca abandonei ninguém para pagar de rockstar! Quer falar sobre como você trata as pessoas, %VonBrandt%? ENTÃO VAMOS FALAR! VAMOS FALAR COMO VOCÊ JOGOU FORA JADE COMO SE ELA FOSSE LIXO, SEU MERDA!
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  %LENNY% %MADDEN%: %THOMAS%!
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  %EDDIE% %VONBRANDT%: Você... (pausa longa) você... (pausa longa) você sabe que eu não... (pausa longa) você tava lá... (pausa longa) você sabe... (pausa longa).
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  %THOMMY% %RIGGS%: Eu sei? (risos) tudo o que eu sei é que sua conta também tá vermelha, filho da puta! Você quer apontar pra minha cara e bancar o bonzão? Então me deixa te lembrar como você usou e descartou ela como se ela não fosse nada! Se esqueceu, %VonBrandt%?! Se esqueceu que você fez a vida dela miserável! Que ela largou tudo por você! Até a porra da família dela pra você descartar ela na primeira chance que teve só porque queria foder algumas modelos? Quer falar sobre como eu trato alguém? Eu nunca usei ninguém, %VonBrandt%. Quer falar de mim, então fala? Mas espera só a mídia descobrir o merda que você é também!
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[MEMÓRIA CHEIA, DESEJA APAGAR?]

  %THOMMY% %RIGGS%: (Pausa longa, seguida de suspiro) merda... você esqueceu a sua porcaria de gravador aqui, gravando (pausa longa) eu deveria pedir para que você não deixe isso aqui vazar, mas sinceramente? Que se dane. É, é isso aí amor, que se dane. Você quer uma história para contar sobre nós, agora você tem várias (pausa) Merda, olha, %Grayson%, eu não quero soar como um filho da puta, é sério, eu só... porra, por que você precisa ser tão difícil assim?! Eu... (CORTE)
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  %THOMMY% %RIGGS%: dia (pausa longa) porra, eu não faço ideia de que dia é hoje, eu só sei que você deveria estar aqui, e não está... e já faz duas semanas, então... (pausa longa) que ótima profissional você é, huh? (Pausa longa) eu não (pausa) puta merda (pausa longa) liguei mais cedo, mas (risos seguido de pausa longa) você não atendeu, e como eu liguei a semana inteira, eu entendi o recado, você não quer conversar, eu vou respeitar isso (pausa longa) eu duvido que você sequer vai terminar de ouvir isso aqui, e sendo honesto, se fosse você? Também não faria. Vou deixar todo o material que você tem com Delaney essa tarde. Eu não apaguei nada (pausa longa) quer saber o que é mais engraçado nisso tudo? Você tava certa (pausa longa) eu passei tanto tempo olhando de fora, julgando a merda que aquele homem era, que eu nunca considerei que (pausa longa) sabe, às vezes minha mãe me encarava de um jeito engraçado, era como se ela estivesse com nojo ou com raiva, não sabia exatamente por que era na época, quando eu fazia alguma piada, finalmente entendi o porquê. Então, talvez você esteja mais certa do que esperava (pausa longa) acho que fui eu, %Grayson%. Se não fosse tão cego e tivesse visto antes, talvez ela (pausa) eu não sei, eu pudesse (CORTE).
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  Crystal ganhou a guarda unilateral do garoto, de qualquer forma. %Johnny% não tem mais muito a perder depois disso, e levando em consideração que a banda está em alta, vai vender mais se você seguir só o plano de Delaney como estava no escopo original. Ele já autorizou tudo para Hugo de qualquer forma, então a matéria vai sair de qualquer jeito, pelo menos pegue os créditos para você. (Pausa longa) porra, eu odeio você, sabia? (Pausa longa) eu quero odiar, pelo menos, mas sabe o que é engraçado? Eu não consigo. Não sei por que não consigo (pausa longa) vou dizer uma coisa, sabe qual é a melhor parte das pessoas te detestarem, %Grayson%? Ninguém espera nada positivo de você, é seguro, você não precisa se preocupar em impressionar ninguém, ou sequer se importar com o que pensam de você, porque você sabe que não é algo bom, te desprezam.
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  Mas (pausa longa) bem, eu percebi que não queria que você me odiasse também. Não sei por que, mas não era o que eu queria que acontecesse. Não sei por que é tão difícil odiar você, mas (pausa longa) odeio que você seja tão compreensiva, %Gray%. Odeio sua gentileza e os seus olhos (CORTE)
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  Eu fiz uma merda colossal, eu sei disso, é (pausa longa) porra (pausa longa) eu sinto muito por isso, %Grayson%. São só palavras, e não importam a essa altura, mas eu realmente estou falando sério, eu sinto muito por tudo isso, por ser um completo filho da puta com você, de ter passado completamente dos limites e ter dito coisas que eu não posso retirar mais, e acredite, eu gostaria de poder retirá-las. Porra (pausa) eu sou uma merda nisso. Em pedir desculpas. De todos aqui, você era a última pessoa que merecia (pausa longa) cê tem que parar de continuar aceitando esse tipo de tratamento, amor, grite, xingue, porra, chute e morda se for preciso (pausa longa) eu nunca vi minha mãe gritar, %Grayson%, e me pergunto se talvez esse não fosse o problema (pausa longa) se está com medo de perder alguma coisa, lembre-se que você não pode perder algo que nunca foi seu. Você é melhor que isso. Tem que acreditar que é melhor que eles, porque, sinceramente? Eu realmente acredito que você seja (CORTE).
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[DESEJA APAGAR GRAVAÇÃO ANTERIOR?]
[GRAVAÇÃO EXCLUÍDA]

%MYRA% • AGORA.
 Los Angeles, California.

  Duas coisas percebi de imediato: %Eddie% não é muito social e é um guia terrível.
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  Desvia das pessoas como se possuíssem a mesma polaridade magnética, oferece sorrisos forçados que não alcançam seus olhos, e por duas vezes segura meu braço e me empurra para um canto discreto quando se deparar com algum de seus conhecidos. Ele igualmente não fala muito, faz algumas piadas sarcásticas e aponta uma ou outra celebridade disfarçada ali, com um tom cínico, me lançando um olhar de soslaio como se estivesse esperando para ver minha reação — e em todas as vezes, parece que eu o consigo divertir. O pouco que diz, todavia, não deixa de ser gentil; questiona sobre minhas aspirações jornalísticas, como é ser uma jornalista, confessa que teve uma época que ele considerava seguir qualquer profissão que o permitisse escrever, até mesmo resmunga algo sobre um caderno compartilhado que ele tinha, mas acabei perdendo o comentário com o eco alto da música pulsando ao redor.
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  Com a ajuda dele, nós nos perdemos quase cinco vezes ao total. Andamos sem rumo certo por um tempo, e tenho a sensação que, querendo ou não, nós acabamos atravessando o lugar inteiro enquanto %Eddie% buscava pelas tais escadarias que levavam para os andares superiores do lugar. Fico surpresa com a quantidade de locais com acesso restrito a pulseira envolvendo meu pulso esquerdo conseguia abrir. O prédio, do lado de fora, dava a falsa impressão de que era pequeno, uma mera loja de liquor, mas levando em consideração o que deveria acontecer li e a quantidade de rostos conhecidos que eu via espalhados pelo espaço, a ideia de algo ser discreto dessa forma não era apenas coincidência. Assinar NDAs logo na entrada, restrições de acesso, e até mesmo quartos separados reservados especialmente para eles, eu não duvidava nada que fosse proposital.
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  Não sei dizer se eram os espelhos em pontos estratégicos do lugar que o faziam parecer maior ou se era a disposição elegante em que as poltronas, jaulas e até mesmo o palco estavam, mas era como andar em uma espécie de museu sexual privado — se estreitar meus olhos da forma certa, posso imaginar que estou no começo de um filme de terror. As luzes estroboscópicas são sufocantes e confusas, ofuscam-me por vezes, mas o ritmo acelerado da música amortece tudo. Alguém coloca uma bebida em minha mão, e então, outra pessoa a toma antes que eu possa bebê-la. Alguém me empurra para o lado, e sinto um jato de fumaça de gelo seco me acertar, fazendo-me tossir copiosamente por um momento, obrigando-me a respirar antes de voltar meu olhar ao redor, piscando várias vezes, desorientada.
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  O cheiro é demais, estranho e sufocante, me intoxica; doce, enjoativo, misturado com plástico queimado, sinto vontade de vomitar, tentando não cambalear atrás de %Eddie%. Quando nós finalmente encontramos o caminho, tenho quase certeza que estamos andando por quase quarenta minutos, porque meus pés começam a doer e eu fico tentada a tirar os saltos e simplesmente caminhar descalça — o que sinceramente não é a minha melhor ideia.
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  Inspiro fundo, assim que a gente chega ao segundo andar, sentindo uma pontada de alívio pelo ar desobstruído do espaço, sem tantos aromas contrastantes que chegavam a ser desorientadores, ainda assim — ainda assim — posso sentir a mistura de perfumes, álcool, suor e fluídos corporais pairando pelo ar, e não sei se quero pensar muito sobre no momento, acho que mesmo se assim desejasse eu não conseguiria. Movo minha cabeça em um quase círculo, tentando estalar meus músculos, sentindo-os tensos, e, ao mesmo tempo, relaxados demais, abro minhas mãos e as fecho, ansiosamente, lançando um olhar ao meu redor. Pisco algumas vezes, quase desorientada; sinto como se minha mente aos poucos estivesse espiralando pelo lugar, as cores parecem aos poucos ficar mais vívidas, pulsando, e minha visão está começando a ficar embaçada, e quando eu acidentalmente esbarro em uma mulher alta, elegante e sensual, o toque dela envia uma onda de arrepios por meu corpo, como se minha pele estivesse ficando hipersensível.
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  Acho que perco minha linha de pensamento e fico apenas encarando-a por alguns minutos de boca aberta, porque ela ri baixo, jogando os cabelos longos e loiros por sobre o ombro, me ajudando a encontrar meu equilíbrio, antes de piscar, travessa para mim e seguir seu caminho. Estou considerando segui-la, ao menos perguntar seu nome quando sinto a presença de %Eddie% ao meu lado. Solto um grito baixo, estrangulado, dando um salto com o susto de sua súbita presença, e então, para completar minha humilhação, %Eddie% parece entre conter um riso e uma curiosidade zombeteira.
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  — Eu só... — começo a dizer, agradecendo mentalmente aos meus ancestrais e a iluminação precária do espaço por ocultar o rubor que tenho certeza que teria tomado conta do meu rosto inteiro, por ter sido pega por %Eddie% %VonBrandt%. Que ótimo!
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  — Eu entendo — %Eddie% tenta dizer, forçando-se a uma seriedade que ele não tem. Quero me enterrar em algum lugar e não sair mais, mas surpreendentemente, eu me esforço muito para não rir. E antes que eu possa perceber, estamos nós dois, como dois idiotas, se encarando, tentando não rir. — Aqui o alias dela é Hope, mas lá fora, ela se chama Danika, mas se quiser ganhar ela, é só chamar de Danny, sabe? Só tô dizendo...
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  — Eu não perguntei nada! — digo rapidamente, tentando ocultar meu rosto enquanto começo a andar na frente desta vez.
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  — Foi só uma sugestão, princesa, não precisa ficar na defensiva! — %Eddie% abre um sorriso largo, dando uma corridinha para me alcançar antes de me acertar com um leve empurrão brincalhão. Vejo-o desviar os olhos para o fim do corredor, seu sorriso diminui um pouco, mas, sob aquela iluminação, não dá para negar que ele fica deslumbrante. Solto um bufar, quase sarcástico, negando com minha cabeça, exasperada. Qual era daquelas pessoas que pareciam ter saído direto das capas de revistas? Era como andar ao lado de semideuses, sendo uma mera mortal, além de frustrante, era desorientador. — É o lugar, se quer saber. Hellgate faz isso com você.
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  — O que quer dizer com isso? — questiono confusa e %Eddie% umedece seu lábio inferior com sua língua. A luz oscilante do espaço captura o brilho metálico do piercing que ele tem em sua língua, na horizontal, discreto demais de ser percebido a distância, mas estando perto dele como estava, era perceptível.
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  %Eddie% me encara por um momento, parecendo ter se perdido em seus próprios pensamentos, antes de piscar algumas vezes, chacoalhando sua cabeça. Vejo-o passar suas duas mãos pelo rosto com um suspiro exasperado, quase frustrado.
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  — É... — ele começa a dizer, como se estivesse procurando as palavras certas, e nego com a cabeça, imaginando o que diabos poderia estar se passando por sua mente. Para ser sincera, era tanta informação, ruídos, gemidos, cheiros e visões que poderia ser desorientador para qualquer um. Internamente, tento imaginar por que %Thommy% %Riggs% gostava daquele lugar, além de, é claro, os motivos óbvios. — Então, é... — %Eddie% pigarreia, estalando o pescoço e movendo os ombros para trás em movimentos circulares. — As pessoas vem aqui por um motivo, sabe? — %Eddie% começou a dizer, me lançando um olhar significativo, e, mesmo que eu não tenha compreendido de imediato, assinto, apenas para não ter que dizer que não entendi direito o ponto dele. %Eddie% morde o interior de suas bochechas, retirando o cartão de seu bolso e destravando a porta espelhada à nossa frente. — Ser famoso às vezes nem sempre é um bando de universitárias gritando histericamente por você, as coisas podem ficar um pouco... sombrias se quer saber. Hellgate é uma parte escapismo, anestesia se preferir.
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  Assinto para as palavras de %Eddie%, mas não posso deixar de sentir-me incomodada, há algo nas palavras dele, um tom baixo e mais cauteloso que não condiz com o que havia visto de sua personalidade até agora. Uma cautela que não deveria estar ali, mas que por algum motivo, escolhe com cuidado as palavras que ele irá pronunciar. Há algo que ele não está me contando, algo que talvez ele sequer possa dizer, mas que não escapa de seus olhos.
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  — %Gray% — %Eddie% me chama antes que eu passe porta adentro, as sobrancelhas unidas, os olhos, agora, sinceros. — Me faz um favor?
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  — Claro, o que você precisa? — digo quase imediatamente, sem me conter, o reflexo, a essa altura muscular de oferecer ajuda ou auxílio cegamente, independentemente de quem fosse. Se Samantha estivesse aqui, eu tenho certeza que teria recebido um tapa doloroso no ombro.
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  — Não bebe nada que te entregarem, pode ser? — pede %Eddie% com um tom de voz encriptado, e eu o encaro confusa por um momento antes de sentir um arrepio gélido percorrer minha espinha ao perceber o que ele estava pedindo. Algo na expressão de %Eddie% se suaviza, seus olhos se encontrando com os meus em um momento prolongado de silêncio. — É bem fodido, se quer saber, toda essa merda de fama, na maioria das vezes, é pior do que parece — confessa %Eddie%, e eu me questiono o que diabos era aquele lugar afinal.
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  De repente não tenho a sensação de que estou dentro de um clube de swing, mas sim de um abatedouro, e estranhamente tenho a sensação que nem mesmo eu sou a presa aqui.
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•••

  De tudo o que eu havia imaginado encontrar dentro daquela sala, em um clube de swing, me deparar com um grupo de cinco homens — tirando %Eddie% que fechava a porta atrás de mim — jogando os mais diferentes jogos de cartas em uma mesa improvisada enquanto apostavam pedaços de pizzas não era o que eu esperava. %Eddie%, atrás de mim, solta um riso abafado, e eu mordo o interior de minhas bochechas, lançando um olhar exasperado na direção dele — por algum motivo, tenho quase certeza de que sei o que ele estava pensando, e o sorriso torto que se abre em seus lábios me confirma isso.
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  — Você tem uma imaginação e tanto, huh? — murmura %Eddie%, me lançando uma piscadela travessa antes de trancar a porta atrás de si. Pisco, negando com minha cabeça, tentando não rir.
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  — Dá para me culpar? Olha esse lugar? Parecia uma conclusão bem óbvia — tento me defender, mas o sorriso de %Eddie% apenas se expande. Por um segundo, meus olhos se desviam para os lábios dele. Não sei por que, e tampouco como evitar, apenas se desvirtuam de seus olhos, e repousam em seu sorriso; sinto meu sangue se aquecer por algum motivo, e meus pensamentos parecem apenas piorar, agora, incoerentes. Estreito os olhos, piscando algumas vezes antes de revirar os olhos para %Eddie%. — Idiota — murmuro, tentando não falar alto o suficiente para que ele pudesse ouvir, mas pela risada que ele solta, tenho certeza que minha discrição está sendo uma piada.
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  Volto meu olhar na direção da mesa, considerando o que diabos eu deveria fazer agora.
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  O lugar é um completo caos. As paredes ainda possuem os espelhos em determinados pontos estratégicos do espaço, mas não há uma cama ali, apenas uma mesa de bilhar desfeita e com as caixas de pizzas empilhadas uma sobre as outras de forma precária. Jaquetas, blusas e até mesmo um par de sapatos estão jogados no sofá de quatro lugares acomodado a esquerda, onde provavelmente havia algum tipo de pole dance, ou algo pesado que havia sido arrastado para fora. Uma televisão ligada, mas no mudo, exibe algum anime — mas que...? —, que só consigo reconhecer porque Lucian costumava assistir todo sábado de noite quando Sam precisava virar a noite na redação resolvendo algum problema com a equipe gráfica, e que para mim não passava de um amontoado de gritos e frases de efeito — e estranhamente um personagem atraente de cabelos brancos. O carpete, o lustre no centro da sala, a iluminação, céus, até mesmo o aromatizador que tem no espaço é o que eu havia visto no restante de Hellgate, mas tirando esses detalhes, aquele lugar não passava de um clube de garotos.
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  Inclino minha cabeça para o lado perplexa ao observar os cinco homens — agora seis, com %Eddie% nitidamente espiando as cartas de um %Lenny% distraído, antes de sorrir convencido, ao apostar suas cinco fatias de pizza, com a certeza de que iria ganhar o jogo de poker —, questionando-me se algum deles havia se apegado demais à ideia de ter uma casa na árvore ou se era por nunca ter tido que aquele espaço parecia um clube de garotos onde garotas eram proibidas.
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  A mesa improvisada que eles usam é uma mesa de centro que havia sido colocada sobre uma das cadeiras confortáveis — mas que com toda certeza possuía outra funcionalidade do que sentar — era usada para elevá-la um pouco mais. Ainda assim, %Johnny%, %Thommy% e um outro cara de cabelos ruivos desalinhados, apontando para todos os lados, como se ele nem sequer tivesse se importado em penteá-los, se projetavam para frente, curvados, tentando ler o jogo à frente deles.
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  Há bebidas espalhadas pelo espaço, copos largados sobre o chão ou sobre a mesa de bilhar, alguns vazios, outros pela metade, e há um cinzeiro precariamente apoiado no canto da mesa improvisada com pelo menos dois baseados pela metade e uma bituca de cigarro apagada. Considerando que %Johnny% tem dois baseados presos, um de cada lado de suas orelhas, e estava trabalhando em seu terceiro, enrolando a seda com um cuidado cômico, e que o outro desconhecido, com os olhos pretos intensos e profundos e o corpo quase inteiramente tatuado como o de %Riggs%, e um piercing em seu supercílio, havia colocado o que parecia ser uma bala em sua língua, tenho quase certeza de que não estavam igualmente completamente sóbrios.
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  É %Thommy% %Riggs% quem me percebe primeiro.
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  Uma gravata presa na cabeça, a blusa social que outrora fora branca aberta, revelando o tronco esculpido e dominado por tatuagens, com a calça pendendo por seus quadris, aberta, revelando a cueca boxer preta da Calvin Klein que ele usa, e o que parece ser uma quantidade de pele a mais do que eu esperava ver. Não parece todavia desconfortável, nem mesmo quando meus olhos, arregalados, se fixam na tatuagem que ele tem sobre o osso do quadril esquerdo, um amontoado de linhas formando algum desenho que não consigo compreender, ao menos não sob aquela iluminação. Mas o mais perturbador de tudo? É o sorriso que se ilumina em seu rosto bonito.
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  Não sarcástico ou irônico. Tampouco afiado com desprezo, como o que ele havia me oferecido quando a porta do elevador se fechou a minha frente — quando ele deixou a porta do elevador se fechar. Não, este sorriso é quase genuíno, ilumina seu rosto e faz os cantos de seus olhos se enrugarem levemente, e exibe covinhas adoráveis ao redor de sua bochecha. Deixa o rosto bonito de %Riggs%, surpreendentemente, mais sincero.
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  — Você veio — ele exala, parecendo meio aliviado e meio surpreso.
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  Busco o olhar de %Eddie% por algum auxílio, mas %Eddie% %VonBrandt% parece ter desenvolvido um grande interesse pelas cartas em suas mãos, como se contivessem toda a verdade necessária do universo e percebo, um pouco desconfortável, que não vou ter auxílio algum ali.
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  %Thommy% se levanta um pouco desajeitado da cadeira em que estava pendurado, caminhando até parar em minha frente, embora eu dê alguns passos para trás, por instinto. Tão perto assim, posso sentir o cheiro de álcool nele e suor. Ele tem manchas de batom marcando sua pele, uma na altura de seu pescoço, outra sobre o peito largo, e uma entre a barra de sua cueca e sua pélvis. Posso sentir meu rosto se esquentar ainda mais enquanto agarro a primeira coisa que encontro atrás de mim, a maçaneta da porta que %Eddie% havia trancado.
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  — Você pediu — digo como se fosse alguma coisa óbvia, e %Thommy% não responde, só me encara por um longo momento com atenção.
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  Céus, não sei dizer o que nele rouba minha respiração, se é a proximidade dele ou se a maneira com que ele me encara, ou se até mesmo é o tom de seus olhos estranhamente vívidos do que a iluminação do estúdio de fotografia deixava-os, por um segundo, tudo desaparece. Ele rouba minha respiração, meus pensamentos, até minha coerência. Eu só consigo encará-lo de volta. Parte de mim quer correr para o mais longe possível dele, colocar o máximo de distância que eu pudesse e nunca mais precisar encará-lo outra vez, seu olhar me incomoda, arrasta-se por minha pele não como garras, mas como uma estranha carícia estrangeira, é convidativo, e, ao mesmo tempo, aquece meu sangue e eu detesto isso. Detesto que ele tenha esse poder sobre mim. Acabamos de nos conhecer, mas dá para entender por que havia tantas pessoas que “gostavam” dele. Que se sentiam atraídas por ele. Já outra parte de mim está curiosa.
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  Eu sei que aquilo é apenas um jogo para ele. Eu sei que não há nada que ele possa me dizer aqui que tenha um pingo de sinceridade. Sei que ele havia me chamado aqui por algum motivo oculto o qual eu ainda não tinha percebido, e que suas intenções não são puras. %Thommy% %Riggs% quer algo de mim, e não parece inclinado a me deixar sair dali sem conseguir o que quer. Questiono-me, o que aconteceria então se eu entrasse no jogo dele? É tentador, até convidativo demais para o meu gosto, mas estou em um clube de swing privado para celebridades, com a porra de uma fumaça de gelo seco temperada que deixa minha cabeça confusa e minha pele hipersensível, no meio de uma banda mundialmente famosa encarando o vocalista deles como se fosse a porra de um conhecido meu. Se tudo estava enlouquecendo e saindo dos trilhos, eu poderia até mesmo ter um pouco de divertimento, certo?... certo?
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  — Então, sobre o que queria conversar? — questiono um pouco mais defensiva do que gosto, mas não consigo conter. A maneira com que seu olhar parece observar meu rosto com uma atenção quase vidrada, me deixa desconfortável. Cruzo meus braços sobre meu peito, apertando meus lábios em uma linha, e por um segundo observo os olhos de %Riggs% desviarem-se do meu rosto para acompanhar o movimento que fiz. Ele igualmente não parece nem um pouco incomodado ou envergonhado, sequer disfarça quando seus olhos repousam no meu decote.
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  — Você é bem mais direta quando está sem paciência, não é? — comenta %Riggs% a ninguém em particular, antes de voltar a encarar meus olhos. Talvez seja o rubor ou talvez seja minha expressão defensiva, mas algo que ele encontra ali o diverte bem mais do que deveria. %Riggs% indica com a cabeça na direção da mesa onde agora os outros haviam pausado o jogo. — Vem, me deixa te apresentar aos outros primeiro. — É tudo o que ele diz, girando em seus calcanhares descalços, e então indicou na direção de %Johnny%, que acena para mim com aquele sorriso amigável encantador, e para %Lenny%, agora projetando o peso de seu corpo na cadeira, fazendo-a ficar equilibrada apenas nas duas pernas traseiras enquanto pisca na minha direção, um sorriso letárgico preso nos lábios. — %Johnny% e %Lenny% você infelizmente já conhece.
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  — Tá bonitona com o vestido preto, princesa! — %Johnny% elogia e eu não consigo conter um sorriso, achando graça do comentário. Embora ele pareça sim um pouco chapado, seu comentário não é nada mais do que apenas isso: um elogio por uma peça de roupa bem escolhida.
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  — %Gray%! — %Lenny% acena do outro lado e %Eddie% solta um riso baixo, acertando a cabeça de %Lenny% e roubando discretamente um vislumbre das cartas de %Lenny% outra vez. %Eddie% me lança um olhar significativo com uma ponta de expectativa. — Tu demorou uma cota, diz aí, foi difícil achar a Hellgate, não é? — resmunga %Lenny%, visivelmente chapado e nem um pouco sutil.
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  — Na verdade não, eu só acabei me distraindo... um pouco na entrada, só isso... —— minto, para o deleite de %Eddie%, que comemora baixo pelo dinheiro ganho e então se levanta da cadeira que estava sentado.
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  — E é por isso que você já é a minha pessoa favorita! — diz %Eddie% com um sorriso largo, pegando minha cabeça e beijando o topo dela, antes de se chocar com %Riggs%.
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  Algo se passa ali, por uma fração de segundos, quase imperceptível, mas eu vejo.
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  O olhar desafiador, a expressão contida, os olhos brilhando com alguma coisa afiada e perigosa. Mordo o interior de minhas bochechas, prendendo minha respiração por um momento, com medo do que diabos poderia acontecer. É como se fossem dois animais se medindo à espera de um mínimo movimento para iniciar uma briga, e de alguma forma, nem %Riggs% nem %VonBrandt% pareciam inclinados a se afastar. Mas então o momento passa, e %VonBrandt% apenas segue caminho em direção à onde uma das garrafas de bebida está, esbarrando propositalmente em %Riggs%.
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  — Aquele é o Charlie, Charlie Razor. — %Riggs% aponta para um dos homens desconhecidos, o de cabelo loiro e olhos cinzentos com dois piercings ao redor de sua boca no melhor estilo fang. E então indica com o queixo na direção do ruivo, igualmente tatuado como ele, que havia acabado de perder sua partida e cruzava os braços me encarando com uma expressão debochada. — E esse é o Logan. Logan Broderick.
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  Pisco surpresa com o sobrenome do ruivo, mas esforço-me para manter minha expressão contida e calma. Aceno, um pouco desconfortável, um pouco tímida para eles antes de voltar meu olhar para %Riggs%. %Thommy% estreita os olhos, me encarando por uma fração de segundos e então ele sorri de novo. Desta vez um gesto bem mais calculado do que deveria e uma luz vermelha se acende ao fundo de minha mente. Que merda esse cara tava planejando, hein?
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  Sigo %Riggs% até o que parece ser uma varanda que o quarto privado em questão oferecia, com uma visão límpida para as palmeiras e o horizonte noturno de Los Angeles, tento não fazer uma careta, ansiosa. Mordo o interior de minhas bochechas, franzindo o cenho, lançando um olhar ao redor, desconfortável, antes de suspirar, em alívio, com a brisa noturna. Céus, meu corpo parecia estar pegando fogo, seja lá o que havia na fumaça era potente e pulsava por minhas veias. Balanço meus braços para frente e para trás, desconfortável, voltando o olhar para o homem de frente para mim.
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  — Então, o que você queria tratar comigo? — começo a dizer, um tanto incerta enquanto %Riggs% se escorava contra o parapeito de metal, passando a mão esquerda por seus cabelos afastando-os de seu rosto e fazendo-me perceber: mesmo suado ele é muito, muito atraente. Foco, %Myra%, foco!
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  — Quero fazer um acordo com você — diz %Riggs% por fim, estreitando os olhos ao dar um passo em minha direção, inclinando-se o suficiente para que eu fosse capaz de sentir seu hálito contra minha pele. — E tenho certeza que você vai adorar o que vou sugerir.
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Lelen

Mas gente, esse capítulo já começou com lavagem de roupa suja que ó :O
Esses dois não precisaram nem sair no tapa, as palavras já foram o suficiente pra machucar. E pior é que machuca mesmo, né?
E olha só, tivemos um Thommy se mostrando mais sensível apesar de ter apagado essa parte da gravação, mas foi bom saber que ele tem um coração ainda, só tá precisando de uma ajudinha. Eu espero que apesar de tudo ele consiga desvincular a imagem da Myra com a imagem da mãe. Talvez a Myra seja um modo de ele fazer as pazes com a mãe, MAS SAI PRA LÁ TEORIA DE FREUD, HEIN? A MYRA É A MYRA, A MÃE É A MÃE.

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