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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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The Ranch

Escrita porRay Dias
Revisada por Lelen

🛈

Episódio 2.2 • Temporada #01

Tempo estimado de leitura: 47 minutos

[parte 02]

  — Olá, Bennetts! — Demetria falou assim que desceu da picape estacionada na frente da casa.
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  — O Colt não está — Galo comentou virando um gole da sua bebida.
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  Ele e o pai estavam sentados na varanda contemplando a noite e um bom uísque americano, como faziam todo santo dia.
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  — Eu sei, encontrei ele no bar da Maggie.
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  — Como vai, querida? — Beau perguntou.
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  Demetria subiu na varanda, e sentou ao lado do senhor Bennett tocando a mão dele.
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  — Não vai me cumprimentar? — Galo perguntou implicante.
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  — Você daria a mão esquerda, ou seja, a que você enfia nas vacas e cavalos — Demi respondeu ignorando-o, explicando que conhecia a malandragem de Galo.
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  — E então, o que veio fazer aqui já que sabe que o seu namoradinho está bebendo com a mamãe?
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  — Vim saber como vocês estão. Eu soube do celeiro. Precisam de alguma ajuda, Beau?
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  — Ah, não, Galo e eu demos um jeito. Foi um pequeno estrago no telhado — Beau comentou e olhou enviesado para Demi, coçando o bigode ao perguntar: — Foi o filho da puta do seu pai que mandou você vir aqui conferir se estamos na merda?
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  Os três riram e Demi mordeu o lábio, negando com um aceno de cabeça. A rixa dos dois já havia se tornado uma piada para os filhos deles.
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  — Ele ficou rindo à toa assistindo o fogo lamber tudo. Mas relaxe, senhor Bennett, ele não sabe que estou aqui.
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  — Como nunca soube — Galo comentou rindo e perguntou: — Ei, quer uísque?
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  — Achei que eu mesma teria que buscar um copo lá dentro.
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  — E você vai. — Galo riu dando de ombros.
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  Quando Demi se levantou para entrar e pegar um copo, Beau também se levantou.
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  — Pegue seu copo, encha e vamos ver a Carla. Achei ela meio apática hoje, mas o novilho uma beleza. Já que pisou aqui, venha fazer outra consulta de graça, por favor.
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  — Claro, senhor Bennett. — Demi riu.
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  Ela buscou um copo, encheu e depois foi com o mais velho até o celeiro, onde os dois animais estavam separados do restante do curral.
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  Minutos depois, Colt chegava com a expressão de quem não fazia a menor ideia do que havia acontecido.
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  — Ah, agora é você… — Galo cumprimentou.
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  — Vá se foder Galo — Colt falou sem nenhum mau-humor, apenas de sacanagem e entrou em casa sem perceber direito o irmão.
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  Retornou com o anuário do colégio em mãos, sentando no banco da varanda e folheando.
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  — Que porra está fazendo, Colt?
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  — Procurando quem diabos é Kenny!
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  Galo deu uma risadinha.
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  — Ah… Então você encontrou a Abby.
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  — É, e ela tá namorando um cara… Bem, vamos ver quem era ele…. — Colt concentrou-se no que queria fazer. — Achei. Kenneth Ballard. Atividades: banda marcial, banda de jazz, clube de francês, clube de xadrez… É, acho que não coube espaço para “clube do virgem”.
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  — Sabe, eu acho que tem caras muito piores que poderiam namorar a sua ex — Galo disse enquanto observava o irmão.
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  — É? Tipo quem?
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  — Sei lá, tipo eu.
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  — Até parece… — Colt fez pouco caso.
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  — Tá bom, se quer saber… — Galo endireitou-se na cadeira preguiçosa de madeira da varanda e falou como se fosse contar a verdade para Colt: — Uma vez, dia da independência, bêbados, caçamba da caminhonete, com sapatos, sexo.
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  Galo terminou a frase fazendo um sinal de “sim”, com a cabeça e um olhar de culpado. Colt encarou o irmão fechando o anuário e sentindo-se chocado.
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  — Que história é essa, cara?! — perguntou em tom de autoridade.
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  — Tô zoando… — Galo riu ao responder, e provocou de novo: — Talvez não.
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  Colt ficou em silêncio e então negou com a cabeça, achando o irmão um babaca por brincar com aquilo. E mesmo não acreditando em Galo, resolveu perguntar de novo:
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  — A Abby eu sei que não dormiria com você, mas… — ponderou. — Não, a Demi também não — Colt afirmou e riu.
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  — Agora a Demi está na lista de suas ex-namoradas? — Galo indagou achando graça.
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  — Não. Quero dizer… A gente não chegou a ser namorados. — Colt tentou consertar e então olhou para Galo ainda preocupado: — Porra, não me diga que ela dormiria com você?
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  — Talvez. — Galo pegou sua bebida e divertindo-se com as reações do jogador, voltou a sentar-se confortavelmente, encerrando o assunto com uma frase ambígua. — Você nunca vai saber.
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  O celular de Galo acusou uma notificação de mensagem, e Colt com cara de quem não queria sequer pensar naquelas hipóteses malucas, se levantou deixando o livro na mesinha da varanda, e pegou o copo que estava perto da garrafa e que Beau havia deixado ali, para se servir.
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  — Quem é? — Colt perguntou estranhando que Galo recebera uma mensagem.
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  — É amizade colorida. Linda Miller.
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  — Linda Miller? Mas é a Linda gata ou a Linda grávida?
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  — As duas são gatas — Galo respondeu.
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  — Linda gráaavida! Você tá saindo com a linda grávida! — Colt zombava o irmão.
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  — Qual é, cara, esse era o apelido dela no primeiro ano, o filho já tá no reformatório. Os outros quatro são legais, a gente joga Xbox.
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  Enquanto Colt ria do irmão e Galo se justificava, Demi e Beau chegavam.
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  — Uau, vocês continuam os mesmos ridículos — Demi disse assim que ouviu que o assunto era a “Linda grávida”, uma colega de escola.
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  — Essa porra é minha. — Beau pegou o copo da mão de Colt e virando-se para Demi, deu um meio-abraço na garota, despedindo-se: — Até mais ver, querida. Obrigado pelos cuidados com os animais.
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  — Até mais ver, senhor Bennett.
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  Beau entrou e Demi sentou-se no banco duplo de madeira. Colt olhou para o copo dela, e ela sorriu, o estendendo para que pudessem dividir.
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  — Galo está saindo com a Linda? — Demi perguntou.
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  — A gente só transa de vez em quando — ele contou.
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  — Algum dos quatro filhos dela é seu? — Colt perguntou.
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  — Não. A gente se cuida. Só transamos quando ela já está gravida.
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  Colt riu passando o copo para Demi beber, e a veterinária encarava Galo com expressão de repulsa.
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  — Sinceramente, como uma mulher dorme com você?
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  — Você pode responder uma dúvida do Colt, então, você transaria comigo? — Galo perguntou fazendo o irmão jogar uma bota do próprio, sobre ele.
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  Demi bebeu seu último gole de uísque e encarou Colt como se tivesse sido xingada por ele da pior maneira.
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  — Não está falando sério, não é?
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  — Claro que não! — Colt defendeu. — O Galo é maluco, eu sei que você jamais se submeteria a este trauma.
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  — Um Bennett já foi cagada demais para mim — Demi respondeu e entregou o copo para ele. — Pode ficar.
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  — Ei, não fala assim, Dementadora! O Colt pode ficar magoado.
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  — Espera aí, Demi… — Colt se virou para ela indignado. — Você realmente acha que fui um passo ruim na sua adolescência?
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  Demi riu e Galo riu com ela, os dois não acreditando no que Colt disse. O jogador ficou encarando-os, descrente.
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  — Tá falando sério? Você acha que você é um bom passo na vida de alguma mulher, Colt? — Demi respondeu.
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  — Pois é! Como uma mulher dorme com Colt Bennett? — Galo devolveu a frase da amiga, cheio de ironia.
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  Demetria elevou o dedo do meio para ele, e se levantou.
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  — Vão se foder. — Olhou o anuário sobre a mesinha, e mordeu o lábio com as mãos na cintura. — Ela sabia mesmo que ia perder uma grana pra mim.
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  — O quê? — Colt perguntou.
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  Demi olhou para Colt com cara de dó.
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  — Você foi buscar quem era o Kenny. — Apontou o anuário. — Sua mãe não quis apostar quando falei que você faria exatamente isso. Segundo Maggie, eu te conheço tão bem quanto ela. E bem… Acho que conheço mesmo, não é?
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  — É, você conhece — Galo zombou.
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  — Escuta, por que saiu do bar sem se despedir? — Colt perguntou encarando Demi de um jeito quase como se não a conhecesse.
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  — Por que eu deveria me despedir? Você quem chegou depois. — Demi deu de ombros e se virou de costas. — Vejo vocês por aí.
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  — Hey, Demi! — Galo chamou fazendo a mulher se virar. — Deveria parar de andar com essas regatas coladas, você tá muito gostosa, vai gerar polêmica na cidade.
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  — Ah é… — Demi pendeu a cabeça para o lado e ajustou o boné em sua cabeça. — Eu ainda não mandei você se foder hoje, não é?
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  — Mandou há cinco minutos, mas nunca é demais — Galo contou rindo.
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  Demetria entrou no próprio veículo sorrindo, e tirou a picape do rancho Bennett, mas quando passou pela porteira de entrada, encontrou outra caminhonete chegando. Uma azul, e ela sabia muito bem de quem era.
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  — A Demi… — Colt falou para o irmão, quando o automóvel dela já tinha saído. — Tá mudada, não é? Quero dizer… Ela sempre foi discreta, mas eu me lembro dela ser mais… molecona.
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  — Bom, ia ficar estranho um mulherão desse agindo como uma garotinha por aí, não é? Além disso, a Demi passou por muita coisa… A perda da mãe, você ser um bundão, a partida de Garrison com o pai ficando sozinho… Sabe que ela colocou muitas responsabilidades nas costas e eu acho que essa última do ex-noivo dela não deve ter sido superado. Ela estava muito feliz quando veio nos convidar.
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  — Pois, é né… Que otário perde uma mulher como a Demi Peterson?
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  Colt diz contemplativo e Galo o encarou com expressão de incredulidade. Não era possível que o irmão falava sério!
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  — Olha, desde quando a Abby e o Kenny estão juntos?
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  — Porra, eu sei lá… — Galo não entendia a mudança brusca de assunto. — Por que tá se importando com isso?
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  — É que é estranho ver ela com outro cara. Namoramos por quatro anos…
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  — Mas o Kenny é bem legal. Ei… Tem alguém vindo.
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  Galo falou e antes que os dois pudessem comentar mais alguma coisa do namoro da ex de Colt, o carro dela estava adentrando.
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  — Ranger azul, farol de milha… É o carro da Abby… — Galo estranhou.
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  Assim que o carro dela parou onde antes estava o de Demi, ela sorriu sem graça e Colt cumprimentou surpreso:
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  — Oi, Abby…
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  — Oi, Colt. — Ela desceu do carro cumprimentando-os. — Galo…
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  — Escuta, me faz um favor? — Galo pediu assim que a loira estava na frente deles. — Dá um “alô” à Shari para mim, amanhã lá na escola?
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  Abby olhou para o Bennett, confusa, assim como Colt olhou para o irmão e Galo foi logo explicando:
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  — É a professora nova de espanhol, uma gata! Ela é cinquentona, mas parece ter diez años a menos!
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  — Achei que estava com a Linda! — Colt comentou.
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  — Não! Ela não tá grávida agora — Galo respondeu óbvio.
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  Abby revirou os olhos e suspirou. Jameson Galo Bennett era o pior tipo de cara com quem uma mulher poderia se envolver.
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  — Olha, eu sei que está tarde, mas queria saber se podemos conversar? — Abby disse para o ex-namorado ignorando as bobeiras do outro.
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  — Claro, mas vamos sentar ali na picape, o pai tá dormindo. Vaza, Galo.
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  Assim que Galo fez mais uma piadinha com Abby, ele saiu de perto, deixando os dois sozinhos. Colt e ela abriram a porta da caçamba e sentaram ali para conversar.
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  Na verdade, Abby não sabia dizer o que a levara ali, mas alguma coisa sobre ter reencontrado Colt e em seguida visto Demi sair do rancho deixou ela um pouco mexida. Com a desculpa de que foi até lá saber se ele estava bem após constrangê-lo um pouco com a apresentação de Kenny, Abby pediu desculpas.
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  Colt falou que não se constrangeu, só não conseguia acreditar que ela estava namorando o cara do “clube de xadrez”. Eles riram, e após um tempo em silêncio, Colt perguntou o que ela realmente estava fazendo ali.
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  — Escuta, por que você veio até aqui? — O tom dele era curioso e singelo.
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  — Queria saber se você estava bem, já disse…
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  — Podia ter ligado… Mas você dirigiu 25 km até aqui, no meio da noite, sem seu namorado, só pra ver se eu estava bem? Qual é?!
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  A cara de Colt denunciava a malícia e total implicância de pegar Abby com calças curtas.
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  — Para começar… — Abby explicava-se com indignação do que ele parecia insinuar. — O Kenny está indo para uma exposição de frigobar em Boulder, não poderia vir.
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  O rosto de Colt segurou um sorriso sarcástico, mas Abby continuou:
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  — E, além disso, eu queria te dizer pessoalmente que o Kenny e eu nos amamos. E como a gente vai se encontrar bastante agora, queria ter certeza que não ia ficar estranho.
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  Colt suspirou fundo e se levantou da picape sem jeito.
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  — É, pra ser sincero… Não é a resposta que eu esperava. Mas… Tá, é… Não vai ser estranho não, eu prometo que quando encontrar vocês no futuro vou tratar o Kenny com hospitalidade — Colt respondia, mas tudo já estava constrangedor demais.
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  — Tá bem! — Abby sorriu entendendo a piada utilizada na palavra “hospitalidade” já que seu namorado falou nela quando conversaram sobre hotéis mais cedo e Colt quase morreu de tédio. — Não vai ter mais constrangimento?
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  Ela saiu da carroceria, Colt fechou-a.
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  — Não. Eu tô bem, vamos lá! Sem constrangimento.
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  Colt disse em pé de frente a ela.
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  — Beleza, então tá, eu tenho que ir. A detenção começa às sete.
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  — Detenção? Nossa! — Colt sacudiu a cabeça e se adiantou para abrir a porta da picape para Abby. — Acho que passei mais tempo na detenção do que assisti aulas.
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  Abby sorriu, entrou no carro, ele fechou a porta para ela, e os dois se olharam uma última vez antes dela sair.
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  — Bom te ver, Colt.
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  — Também gostei de ver, Abby.
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  O carro dela ia saindo, e Galo surgiu na varanda mostrando que nunca havia saído dali e escutou a conversa toda. Aproximou-se do irmão com outra garrafa de bebida, oferecendo ao perguntar:
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  — Quer relaxar mais um pouco?
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  — Eu quero — Colt disse virando a bebida direto no gargalo enquanto os dois encaravam o automóvel deixar suas terras.
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• T H E • R A N C H •

  Na manhã seguinte, Beau estava muito irritado. Não precisava de nada muito absurdo acontecer para o velho fazendeiro ficar de mau-humor. No entanto, ele poderia esconder, mas o fato de Colt não acordar cedo para auxiliar no rancho era o motivo da sua irritação.
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  Estavam terminando de arrumar o celeiro, Galo e ele, quando Colt surgiu se desculpando e tentando explicar por que não acordou cedo. Beau, de novo, começou a discutir com filho, e como sempre, iniciando “sutilmente”:
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  — Pai, me desculpa.
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  — Tudo bem, Colt, eu não estava contando com você mesmo.
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  — Não, é sério, pai, é que ontem à noite a Abby veio aqui, isso me deixou mal e…
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  — Ah, pronto, começou. Você sempre tem uma desculpa — o pai ralhava. — Agora é a garota, qual vai ser a próxima?
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  — Pai, qual é? — Colt mal podia acreditar na dureza do pai. — Tô aqui, quero trabalhar, quero ajudar, me diz o que fazer…
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  Beau caminhou até a garrafa de café dizendo que aquela era a única função que poderia confiar ao caçula. Ultrajado, Colt se negou a fazer algo tão ridículo só porque o pai resolvia o humilhar.
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  — Não me importo de limpar a baia, arrumar a cerca, mas não vou servir de empregado pra você! — Colt disse.
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  — Então está fazendo o que aqui? — Beau perguntou.
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  — Deixa só eu tirar essa possível arma do crime daqui… — Galo zombou entrando entre os dois para tirar uma serra circular de cima do quadrado de feno.
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  — Quer que eu saia? Ótimo, então vou embora! — Colt saiu bufando.
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  Ele desceu as escadas com rebeldia tardia, e seu irmão pegou a garrafa de café da mão do pai. Galo deixou Beau sozinho dizendo que traria mais da bebida. Porém, o que ele pretendia era ir atrás do irmão para o acalmar. Quando chegaram no casarão, Colt pegou uma mochila com algumas roupas e ia catando tudo no caminho enquanto seu irmão o tentava convencer. Mas, o jogador, de ego ferido, estava irredutível, e dizia que o irmão deveria deixar o rancho também.
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  — Colt, qual é! O pai sempre pegou pesado com você, mas ele também pega pesado comigo…
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  — Então vai embora também!
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  — Deixar o pai?! — Galo falou. — Pra ele perder o rancho e quando a gente voltar tudo ter sido vendido?
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  — Então fica, porra! Faz o seu papel, sempre foi o filho bonzinho! Eu vou embora!
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  — Cara… — Galo suspirou pesaroso vendo o irmão juntar suas coisas. — Tava tudo tão legal aqui…
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  — Não tinha nada de legal aqui!
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  — Tinha sim! Ontem a gente bebendo juntos na varanda, você sofrendo, eu tirando sarro de você! Estava incrível!
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  — Não! Não estava! — Colt soltou as coisas indignado. — Porque eu ainda não sei se você transou com minha ex-namorada ou não!
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  — Ah! — Galo zombou. — Não vamos nos prender a esse detalhe!
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  Colt ignorou o irmão pendurando a mochila e saindo, mas Galo segurou seu braço.
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  — Ei! — falou sério — Olha, cara, você é meu irmãozinho, tá? Eu não quero te perder de novo.
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  Colt olhou culposo e emotivo para o irmão mais velho, engoliu o bolo de lágrima na garganta e disse:
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  — Desculpa.
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  Deu as costas saindo, mas de repente Galo que ficou vendo Colt caminhar, saiu em disparada saltando no sofá e pulando em cima do irmão. Era o único jeito de pará-lo: contenção, como no futebol americano.
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  — Que porra é essa?! O que tá fazendo, Galo? — Colt se debatia tentando escapar do irmão, que explicava:
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  — Se você for embora agora, o pai não vai deixar você voltar! Você não vai embora! — E agarrou os pés do irmão que se levantava.
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  Mas não adiantou. Colt tirou os pés de dentro das Uggys folgadas que ficaram nas mãos de Galo e saiu.
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• T H E • R A N C H •

  Noite alta, e Galo jantava com o pai em casa. Beau ainda com um humor péssimo.
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  — Pai, quer assistir alguma coisa depois?
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  — Tipo o quê? — perguntou ranzinza.
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  — Alguma coisa na Netflix.
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  — Que merda é essa de Netflix?
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  — Deixa pra lá. — Galo suspirou e tentava estabelecer algum assunto a fim de melhorar o clima da casa: — Ei, ouvi uma piada ótima hoje. Um cavalo entrou num bar…
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  — Por que um cavalo entraria em um bar? — O pai interrompeu impaciente.
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  — Pra beber — Galo falou óbvio.
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  — É um cavalo, deveria beber em um cocho, porra.
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  Quanto mais Galo tentava explicar a piada que Beau insistira em problematizar, mais a conversa ficava sem graça e sem sentido. Ficaram minutos naquela de “cavalo, bar, cavalo não bebe, aí o cavalo falou, e cavalo não fala, e posso contar a piada?” até que Beau mandou Galo ir lavar a louça. Enquanto tirava a mesa, o mais velho resolveu arriscar. Perguntou ao pai se não achava que ele havia pegado pesado com o irmão.
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  — Tem razão — Beau concordou com o filho que ainda estava ali, em um semblante de quem odiava admitir estar errado.
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  — É sério? — Nem mesmo Galo acreditava.
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  — É, e não é da sua conta.
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  — Ele é igual a você — Galo afirmou.
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  — Ele não é nada igual a mim.
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  — Vocês dois são teimosos demais para admitir que a culpa é de vocês.
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  — Isso não é verdade… — O pai teimava e Galo olhou para ele julgando. — Tá, então me responde uma coisa, Galo. O que aconteceria com o rancho se eu morresse?
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  — Depois da festa? — zombou Galo e Beau continuou com a expressão séria. O barbudo se aproximou do pai explicando: — Bem, eu ia administrar o rancho.
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  — E se nós dois morrêssemos? — Beau insistiu na hipótese.
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  — O que é isso? Tipo, assassinato e suicídio? — Galo seguia zombando das situações metafóricas do pai.
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  O velho bigode branco de Beau Bennett remexeu-se sobre a boca, demonstrando uma inconformação e impaciência.
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  — O Colt iria vender o gado, venderia todo o rancho e torraria o dinheiro sem fazer nada de bom com ele — justificou-se o pai.
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  Na lógica de Bennett, suas ações estavam bem pautadas no ideal de “quanto mais difícil for para meu filho conviver comigo, mais fácil ele conseguirá dominar a própria vida”.
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  — Seu irmão é uma criança de 34 anos. Só estou tentando preparar ele para o resto da vida dele. Se tiver que dar um empurrãozinho, que seja.
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  — Bem… — Galo comentou um pouco chateado pela situação. — Foi um belo empurrão, empurrou ele para fora de casa.
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  Galo saiu e deixou o pai pensativo e, por mais que não parecesse, também chateado com tudo.
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• T H E • R A N C H •

  — Querido, eu moro em um trailer. Eu adoraria te ajudar, mas o máximo que posso fazer é deixá-lo dormir no bar quando eu fechar.
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  — Mãe, o bar está lotado e provavelmente não fecha antes das quatro da manhã. E eu não duvido nada que mesmo fechando, o Hank continue ali no balcão — Colt reclamou e deu mais uma observada no agito local. — Mas que porratá acontecendo aqui, caiu um caminhão de cerveja?
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  — A Heather me contou que tem um festival para começar amanhã, em Dakota do Norte, e muitos viajantes resolveram pousar em Garrison antes de seguir pela estrada. Ruim para você que não tem onde dormir, ótimo para a mamãe que vai ver muito dinheiro! — Maggie sorriu e falou saindo de trás do balcão.
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  Assim que passou por Colt, deixando ele com uma mochila pendurada em um ombro, o queixo caído e uma expressão de azar no rosto, Maggie cruzou com Demetria entrando no bar.
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  — Hey, querida!
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  — Maggie, tá vendendo drogas? — a veterinária perguntou, a outra sorriu e Demi foi ao balcão, o único lugar com espaço para sentar e beber. Colt estava parado em pé, com uma cara de bunda mole. — E aí, Colt, já está fugindo de novo?
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  Demi riu ao notar a mochila dele.
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  — Andou falando com meu pai hoje, é?
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  — Não, só é fácil deduzir. Sua cara de bebê chorão e essa mochila com meia cueca pendurada para fora dizem tudo.
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  — Pô, Demi, hoje não, você também não… — Ele decidiu se sentar ao lado da mulher.
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  — Pega uma cerveja pra gente, não senta ainda.
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  — Eu não sou garçom.
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  — É filho da dona do bar, ou vai querer que eu mesma invada o balcão dela?
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  O argumento era forte. Ele obedeceu o que Demetria disse e passou para o interior do balcão, serviu a amiga e a si, então sua mãe voltou dizendo:
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  — Ótimo! Isso, me ajude a trabalhar.
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  Mal abriu sua longneck, Maggie puxou o filho para ajudá-la a atender. Demi ficou rindo, observando Colt mais sem jeito do que o bêbado do Hank. E quando Maggie notou que poderia dispensá-lo um pouco, mandou Colt sentar e conversar com a amiga que o aguardava.
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  — Então… — Demi falou apontando a garrafa dele vazia. — Deu tempo de eu beber a minha e a sua, pega outra pra gente. — E riu.
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  Colt fez o mesmo e dessa vez foi se sentar ao lado da Peterson.
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  — Me conta, para onde vai com essa mochilinha? — Apontou a mochila que ele deixou no chão da parte interna do balcão.
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  — Saí de casa. Discuti com meu pai. Ele é impossível, Demi! Torna tudo mais difícil para mim e faz questão de me tratar pior do que trataria o cachorro. Aliás, outro dia ele me proibiu de comer o resto da comida do almoço que sobrou porque o osso era do cachorro.
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  Demi riu da colocação e Colt virou um gole longo de cerveja.
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  — Você ri porque não é com você.
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  — Dou risada porque você tem 34 anos de idade e ainda não aprendeu nada com o seu pai — Demi confessou. — E não me olha assim, não tô contra você e do lado dele.
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  — Pois pra mim parece que você sempre está do lado dele.
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  — Olha, Colt… Sua família renunciou a muita coisa para você ir atrás do seu sonho. Seus pais se sacrificaram para te mandar dinheiro todo mês até você conseguir se virar e o Galo ficou na merda quando você partiu, tendo que lidar com o cargo de “filho e ajudante” em tempo integral.
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  — É, eu sei disso tudo. O Galo também desabafou comigo…
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  — Pois é. Fui embora alguns meses depois que você, então sei que o início da sua partida não foi fácil para ninguém. O imbecil do Galo chegou a me pedir pra ficar. — Demi riu ao se lembrar dele incomodado porque os dois parceiros estavam indo embora.
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  — Você não transou mesmo com o Galo, não é? — Colt perguntou de novo, sentindo-se estranho em ver aquele sorriso dela ao falar sobre o irmão.
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  — É claro que não! Que porra de história é essa desde ontem?
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  — É que o Galo… — Colt suspirou. — Ah, deixa pra lá…
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  Demi ignorou bebendo mais um gole, e Colt mordeu o lábio olhando para ela de novo e perguntou:
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  — Então os primeiros meses sem mim aqui foram difíceis para todo mundo… Até pra você?
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  Demetria ouviu aquilo sem saber se deveria dar um soco na cara de Bennett ou responder em bom-tom. Era mesmo sacanagem, não é? Ele perguntar aquilo logo para ela? Não é possível que Colt não soubesse ainda dos sentimentos que um dia a amiga tivera por ele…
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  Ao mesmo tempo que se sentia aliviada porque, sem saber, as coisas entre eles seguiam naturais; Demetria se sentiu com raiva porque nada mudou muito: Colt Bennett ainda não conseguia entender os sentimentos dela, mesmo que fossem emoções passadas.
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  — Foi sim, Colt, para todo mundo. — Deu uma resposta genérica.
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  — Você parece ter ficado mais próxima de toda minha família. Principalmente do papai.
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  — Seu pai sempre gostou de mim, Colt. Ele passou a me acolher mais depois que descobriu o que você fez comigo, sobre minha virgindade, quero dizer.
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  Colt avermelhou-se e ficou chocado.
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  — Do que você tá falando? O meu pai sabe que você e eu…?
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  — Fomos o primeiro um do outro? Até meu pai sabe.
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  — Puta que pariu, Demi! — Colt sentiu-se sufocado. — Você contou?
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  — Não. Eles notaram porque fomos péssimos escondendo, e claro… Tinha o Galo cacarejando sacanagens de nós dois pra todo lado. Mas… Isso não importa agora, meu pai ainda quer te matar, mas… É porque você é um Bennett.
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  — Que merda… — Colt virou sua cerveja sentindo-se exposto. — E não fala isso como se eu tivesse feito algo ruim com você! Nós dois fizemos!
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  — Eu sei, mas seu pai e o meu acham que você deveria ter assumido mais responsabilidades. — Demi deu de ombros. — Agora me conta, vai fazer o quê?
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  Ela mudou o assunto tratando de novo de falar sobre ele ter saído de casa.
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  — Eu não sei, a mamãe inventou de morar na porra de um trailer que só cabe uma pessoa.
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  Demi arqueou a sobrancelha surpresa, ela conhecia o motor home de Maggie que um dia foi seu, e caberia facilmente duas pessoas e um cachorro ali. Esse era o plano.
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  — E para onde você vai?
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  — Talvez esperar esse povo todo ir embora, o bar fechar e torcer para o Hank não ficar aqui dentro me vendo dormir.
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  Demi riu e então mordeu o lábio olhando ao redor:
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  — Não dá pra ir para nenhum hotel, a cidade está lotada. Mas talvez, até o fim da noite, você arrume uma cama para dormir se encontrar alguma mulher que não seja sua ex por aqui.
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  — Não estou em condições de dormir com ninguém, Demi. Abby esteve lá em casa ontem à noite. Foi um porre, e pior ainda foi acordar atrasado, brigar com meu pai, passar o dia treinando em Denver e voltar sem ter onde pernoitar. Esse é o motivo de eu estar aqui.
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  — Espera… Perdeu a hora de trabalhar e disse para o seu pai que a culpa foi da Abby? — Demi virou o corpo para Colt, chocada. — Você é mesmo muito imaturo, Bennett! Beau tinha razão, seja lá o que ele te disse.
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  Colt bufou e se levantou, impulsivamente.
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  — Ah, claro, é verdade! Você puxa a porra do saco do meu pai, havia me esquecido!
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  Demetria olhou para Colt de cima a baixo e ficou em pé na frente dele, desafiadora e tão intimidadora como sempre foi. Tocou o peito dele com um indicador o empurrando levemente, mas dizendo firme:
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  — Vai para a porra do inferno, Colt Bennett! Não joga em mim sua frustração em ser a merda de um mimadinho de 34 anos que não aceita ouvir as verdades do papai bruto!
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  — Demetria, você não sabe do que… — Colt segurou a mão dela firme, mas sem ser agressivo e dizia com raiva raspando os dentes, até ela o interromper:
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  — Não sei o quê? Que seu pai é duro com você pra ver se você acorda para a vida e toma juízo? Ou que ele sabe o quanto você perdeu tempo da juventude na farra enquanto deveria ter sido um jogador mais disciplinado e cuidadoso? O que mais? Não sei que desde criança você sempre busca uma desculpa para justificar seus erros ou alguém para culpar por suas falhas? — Demi dizia séria e fria. — Vá se foder, Colt. Conheço você melhor até mesmo que você! O que o Beau espera é que você crie coragem de encarar que nem tudo é da forma como a gente quer! E principalmente, ele quer saber que pode confiar nos filhos se ele morrer e a porra do rancho ficar com vocês!
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  Colt ia dizer de onde ela tirou aquilo, mas Maggie se aproximou percebendo a discussão deles, e tocou o ombro de Colt, para o filho soltar a mão da mulher e assim, Demi pudesse se afastar um pouco dele. A tensão era palpável.
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  — Crianças… — Maggie interferiu. — Não briguem, ok? Colt, a Demi está falando isso tudo porque sabe o que se passa na sua cabeça e na do seu pai. Embora, confesso que talvez como sua mãe, eu devesse ter te dado esse sermão antes.
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  — Concorda com ela? — Colt perguntou para mãe, revoltado.
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  — Concordo, e, no fundo, você sabe que ela tem razão. Agora, sentem os dois e bebam. Colt, espere um pouco, vou ver o que posso fazer para te ajudar.
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  Assim que falou, Maggie foi atender outros clientes, Colt sentou-se no banquinho do balcão de novo, e Demi seguiu a mãe dele. Perto de Maggie ela indagou:
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  — Por que não deixa ele ficar no trailer? Sabe que cabe vocês dois lá.
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  — Demi, querida. Se eu deixar o Colt dormir ali, ele não vai embora nunca mais. Ele precisa ficar em um lugar desconfortável para ver se muda ou se volta e pede desculpas ao pai implorando misericórdia.
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  — O bar não vai fechar tão cedo — Demi comentou ainda irritada.
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  — Bem, você tem outras opções?
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  Maggie arqueou a sobrancelha para ela e saiu. Demetria bufou e retornou ao balcão. Dessa vez, invadiu o bar e pegou a própria cerveja na geladeira. Tirou o dinheiro do bolso e enfiou na caixa registradora.
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  — Você está diferente, Demi. Não parece mais a garota feliz e tranquila de antes.
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  — Eu nunca fui totalmente feliz, e muito menos tranquila, desde a morte da minha mãe, Bennett — disse ríspida bebendo e gritou pra Maggie: — Deixei o dinheiro no caixa!
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  Maggie assentiu de longe.
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  — Vamos, Colt, pega a mochila e vem comigo.
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  Demi saiu do bar pisando fundo, e Bennett não entendeu, mas fez o que ela disse e acenou pra mãe que os olhou sem entender para onde iam.
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  — Espera aí, você conhece algum lugar pra eu ficar? — ele perguntou seguindo ela pela rua.
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  — Vamos para o rancho.
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  — Do meu pai, ou do seu pai? — Colt perguntou abobalhado e com certo temor.
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  — O que você acha? — Ela abriu a porta da própria picape entrando nela, Colt parado na porta do motorista a encarava com a janela aberta e disse:
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  — Não sei qual opção é menos pior.
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  — Anda logo, Bennett! Meu pai já está dormindo a essa hora, vou te esconder uma noite e você só precisa acordar cedo e sair de lá.
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  Colt ponderou e então aceitou. Durante todo o trajeto, ele falava igual uma velha fofoqueira e Demetria respondia monossilábica, mas já com seu humor tranquilo.
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• T H E • R A N C H •

  — Tem o filho da puta de um Bennett dormindo no meu celeiro — Sam comentou assim que viu a filha tomando café na cozinha. — E não bastasse ser um Bennett, é o mais inútil deles. O que você fez, Demetria Peterson?
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  Seu pai estava parado na porta da cozinha, um rifle na mão esquerda apoiado sobre o ombro, o boné na outra mão e um olhar de quem não hesitaria.
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  — Ele é mesmo inútil. — Demi bufou por Colt ainda estar lá. — Desculpa, pai, o Beau e ele brigaram, encontrei o Colt por acaso ontem à noite sem ter onde dormir. Longa história, mas ofereci o celeiro. Deveria tê-lo deixado no curral, mas ele tem um histórico nada casto com vacas — Demetria falou séria, no fundo, achando que Galo adoraria aquela piada.
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  Seu pai a encarou desconfiado e irritado.
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  — Meu celeiro não é hospedaria, nem minha casa, ou seja… Meu rancho não é abrigo, ainda mais para um Bennett. Espero não o ver nunca mais aqui.
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  — Tudo bem, eu disse pra ele ir bem cedo para te poupar o desgosto, mas… Colt dorme mais que os animais, pelo visto.
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  — Não quero saber, vou dar um tiro na bunda dele. — Peterson avisou à filha que apenas assentiu.
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  O velho Sam saiu a pé, e Demetria escorou no beiral da porta vendo o pai seguir.
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  — O primeiro tiro vai ser de aviso, é melhor você acordar e ser mesmo rápido jogador… — ela sibilou pra si mesma.
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  Sam entrou no celeiro e como a filha bem havia previsto, ele atirou primeiro em um monte de feno. Colt saltou em um susto e quando viu o velho Peterson, ele pegou sua mochila, meio sonolento, e arregalou os olhos.
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  — Senhor Peterson!
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  — Vou te dar três segundos de misericórdia, só para não tornar Demetria a filha de um assassino. Um… — começou a contar e Colt não entendeu. — Dois…
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  Então ele percebeu e começou a correr para longe do celeiro. Quando estava em uma distância considerável, Sam mirou na lente do rifle e atirou:
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  — Três!
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  Colt saltitou, sentindo estilhaços nas pernas. O filho da mãe do velho Peterson atirou no chão. Enquanto Colt corria para o interior das terras do rancho de sua família, Galo e Beau, que já estavam acordados há tempos, ouviram os tiros.
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  — Veio do Peterson — Galo falou, e de repente se sentiu preocupado. — Será que eles estão bem?
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  Beau pensou um pouco e coçou o bigode, terminando de recolher as ferramentas e tranquilizando Galo:
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  — Está sim. Provavelmente ele está atirando no seu irmão. Foram dois tiros, ele deixou o Colt fugir.
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  — Como sabe disso?
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  — Seu irmão saiu ontem de manhã sem um plano, pediu ajuda para sua mãe que negou, mas por sorte dele, Demetria estava no bar ontem à noite.
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  — Acha que a Demi levou o Colt para dormir no rancho do pai dela? Qual é, pai!? Ela não odeia o Colt tanto assim! — Galo zombou.
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  — Parece que odeia, sua mãe me telefonou para contar noite passada.
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  E mal Beau terminou de falar, seu filho caçula chegava correndo.
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  — Esse filho da puta do Peterson é um cretino!
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  — Não deve ser, deu dois tiros e te deixou fugir. Acho que eu deveria ter dado uns tiros também, porque ora, você teve coragem de voltar — Beau comentou.
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  Antes de achar que era outra discussão, Galo viu o bigode do pai se movendo em um sorriso presunçoso que o velho deu. Colt também notou que ele estava apenas zombando do filho.
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  — Dormiu com a Demi de novo e, dessa vez, na casa dela? — Galo perguntou chocado com a coragem do irmão.
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  — Por acaso eles dormiram juntos desde que o Colt voltou? — Beau perguntou agora, realmente surpreso e desgostoso com a jovem Peterson.
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  — É o que estou tentando saber, pai — Galo falou com a mão na cintura.
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  — Não dormi com ela! Ela me tirou da sarjeta ontem, já que nem a mamãe quis me ajudar e me deixou passar a noite no celeiro deles.
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  — Ufa, que alívio. Achei que a Dementadora havia pirado de vez — Galo comentou.
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  — Ela ainda tem juízo. Que bom! — Beau zombou e olhou para o filho de cima a baixo. — Você está um caco. Entre e vá tomar banho. Ainda tem ovos com bacon que o Galo fez, depois conversamos.
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  Galo e Colt trocaram olhares, e o irmão obedeceu sem dizer nada mais. O mais velho sorriu.
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  Maggie sabia que Demetria não deixaria seu pai matar Colt, assim como sabia que Peterson continuaria errando os tiros só pra fazer cena, mas era óbvio que o filho sairia correndo para o rancho da família, e estava preocupada com o reencontro de Beau e Colt. Por isso, ela foi para o rancho só para garantir.
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  Chegou na hora que o jogador entrava em casa, e ele explicou que o pai havia mandado ele subir, tomar banho, comer, e depois iriam conversar. Não ignorando as coisas que Demi disse ao rapaz na noite anterior, Maggie resolveu repeti-las, mas do seu jeito e no seu cargo de mãe. Ela conversou novamente com Colt sobre o pai dele, sobre ele também estar errado em fugir quando a coisa aperta, e aconselhou-o na esperança de que Colt não falasse em fugir e inventar de dormir em seu trailer de novo. Sobretudo, na esperança de que o filho amadurecesse.
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  Depois da conversa de Maggie e Demi com Colt, e de Galo com Beau, ambos turrões precisavam reconhecer: eram iguaizinhos um ao outro. E ambos erraram. Beau disse para Colt que depois que ele comesse, conversariam, mas aquilo não aconteceu. O dia seguiu-se, e somente na manhã do outro dia eles colocaram uma pedra sobre o assunto, do jeito deles: Colt acordou antes de todo mundo e preparou sanduíches de lanche para o pai e o irmão que iriam para o campo.
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  — Queijo suíço e presunto? — disse Galo olhando os ingredientes na bancada. — Hm… Da próxima vez quero o meu com provolone!
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  Zombou o irmão, que já guardava tudo.
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  — Ande logo com isso, temos que levar o gado para o pasto do sul. — Beau observou o gesto do filho, mas disse apenas aquilo e já ia sair.
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  Galo passou na frente e antes que seu pai saísse totalmente, Colt chamou:
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  — Ei, pera aí. — Pegou a garrafa de café, o algoz da briga que havia tido com o velho, e estendeu para ele: — Fiz café.
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  Beau olhou da garrafa estendida na sua frente na mão do filho, para os olhos dele. Colt tinha a feição de quem não pediria desculpa, mas estava ali, pedindo. E Beau entendia, porque ele também não pediria desculpas. Então, ele pegou a garrafa e agradeceu.
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  — Obrigado.
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  Colt deu de ombros e pegou o pano para passar na bancada, até escutar seu pai dizer:
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  — Você vem ou não?
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  Com um rosto iluminado de satisfação, ele correu para pegar a sua jaqueta ao dizer:
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  — Eu vou!
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Lelen

Eu fico meio dividida com as atitudes do Colt. Eu entendo até uma certa parte, mas depois… HOMEM, TU PRECISA COMEÇAR A CRIAR RESPONSABILIDADE DE ADULTO! E responsabilidade de adulto geralmente inclui outras pessoas.
Mas o final desse capítulo me deu uma leve esperança. Tá começando a brotar alguma coisa aí, né? Mas a gente tá no começo da história, então imagino que não vamos vencer assim tão fácil, né? Ele vai fazer mais caquinha? kkkkkkk
E espero que ele seja o primeiro a cair de novo pela Demi, amo. ISHNDOASNDOPASD

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