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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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The Ranch

Escrita porRay Dias
Revisada por Lelen

🛈

Episódio 1 • Temporada #01

Tempo estimado de leitura: 35 minutos

Alguns anos depois.

  Beau Bennett entrou em casa prestes a dar uma bronca em Galo por não olhar o trator, sendo surpreendido com a notícia:
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  — Olha só quem voltou para casa! — disse Galo levantando-se do sofá, assim como Colt.
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  O filho caçula parecia receoso, apertando o boné em suas mãos e olhando para trás na direção da porta da cozinha onde seu pai entrava.
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  — Que diabos é isso?
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  — Colt voltou! — Galo sorria.
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  — E o lance de futebol americano amador no Canadá? — Beau perguntou sem demonstrar muitas emoções.
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  — Era semiprofissional, pai, eu estava jogando nos Saskatoon Cold.
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  — Até o nome do time é de merda. — Beau julgou, olhando para o filho de cima a baixo, com ar de superioridade. — Mas você ainda não respondeu o que está fazendo aqui. Decidiu visitar e checar se o seu nome continua no testamento do rancho?
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  — Pai, qual é… — Galo tentou intervir.
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  Apesar da voz mansa de Beau, a insatisfação era notória na maneira como ele olhava para o filho.
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  — Ah… Você deve ter vindo porque ficou sem dinheiro para pagar o advogado, depois de mostrar suas bolas para a Shania Twain… É, soubemos que foi preso por atentado ao pudor bêbado, Colt.
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  — Vocês ficaram sabendo disso? Como as notícias correram do Canadá até o Texas? — Colt tentou fazer graça e seu irmão mais velho respondeu:
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  — Saiu no jornal: “ex-jogador estudantil, Colt Bennett, mostra seu ‘Twain’ para Shania”.
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  Beau sorriu sarcástico pela implicância do mais velho com o mais novo, e começou a zombar também, aliviando finalmente a tensão de reencontrar o filho.
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  — Você não saía na primeira página desde a final da estadual, coloquei na porta da geladeira. Me impressiona as formas como consegue orgulhar meu nome, Colt.
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  Colt vestiu o boné novamente e começou a contar para o pai e o irmão como aconteceu a sua prisão por atentado ao pudor, enquanto urinava em uma estátua de gelo do Wayne Gretzky. Ele e Galo divertiam-se em comentários bem-humorados e Beau encarava Colt com a expressão de um pai que já não se surpreende com tamanhas idiotices ditas por um filho marmanjo.
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  Ao final da falácia inútil dos dois filhos, Beau, ainda encarando Colt com a mesma expressão de julgamento de quando abriu a porta e o viu, perguntou mais uma vez:
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  — Tá fazendo o que aqui?
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  — Ué, não posso visitar a família? — Colt respondeu disfarçando.
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  — Seis anos atrás você veio com essa história de visitar, falou que queria largar o futebol e ajudar no rancho — Beau relembrou como se ainda estivesse o sondando.
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  — Era meu aniversário e vocês brigaram o tempo todo — Galo completou.
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  — Então, você saiu escondido de madrugada, levando daquela vez a caminhonete do seu irmão e deixando a porteira aberta… — Beau continuou.
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  — Não foi minha culpa, pai! O Galo ficou correndo atrás de mim gritando “é a minha picape!”, eu não tinha como fechar a porteira!
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  — Porra, é verdade! Primeiro levou o carro do papai, e depois o meu! Porra, Colt, e você sempre volta sem elas! O que fez com as duas caminhonetes?
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  — A do papai… — Colt encarou Beau, com medo do que ia responder ao irmão — bati quando cheguei na fronteira… Longa história.
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  — Sua mãe ficou puta comigo por três meses por tirar dinheiro da sua poupança para comprar aquela picape — Beau explicou. — Que se foda, foi você que desperdiçou aquele dinheiro, não eu.
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  — Tá, mas e a minha? — Galo perguntou revoltado.
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  — Vendi. Precisava de grana, foi mal.
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  — Você é um filho da puta, Colt! — Galo esbravejou. — Fica longe da picape antiga do papai, ela pertencia ao vovô!
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  — Sabe… Não devia me chamar de filho da puta, a minha mãe é a mesma que a sua. — Colt deu de ombros e notou o irmão dar as costas, chateado, voltando a beber.
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  Beau continuou em pé, com as mãos na cintura como se analisasse a situação. Olhou para o filho, novamente de cima a baixo, notando-o como se fosse um falso playboy country até perceber as botas Uggs em seus pés, felpudas como patas de carneiro.
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  — Que porra é essa no seu pé? — perguntou.
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  — São botas.
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  — Não, não são botas — Beau respondeu, como quem acabara concordando com Galo de que Colt era mesmo um afeminado.
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  — São Uggs, pai. Botas australianas.
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  — Isso aí é bota de mulher — o pai falou suspirando.
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  — Mas o Tom Brady também usa.
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  — É, o Tom Brady se livra de muita cagada — ironizou Beau.
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  — Beleza, pai, quer saber? Você já tirou sarro da minha roupa, da minha carreira, da minha cagada… Quer tirar sarro de mais alguma coisa? — Colt falou, tirando seu boné virado para trás de sua cabeça, e ajeitando sua postura.
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  — Corte de cabelo ridículo — Beau mandou na lata.
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  Revoltado, o filho novamente colocou o boné do jeito que usava e foi pegar sua mochila dizendo ao irmão, e caminhando pela sala sem olhar para o pai:
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  — Ok, foi uma péssima ideia! Não dá para ficar aqui, Galo, ele é impossível!
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  — Ah, o Colt de sempre: “Não dá para ficar aqui, ele é impossível. Não dá para ficar nessa escola, o técnico só me deixa no banco. Não dá para namorar essa garota, ela não gostou dos chifres que botei nela” — Beau repreendeu com falsa calma, implicante, como se desafiasse Colt.
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  O filho, no entanto, após pendurar sua bagagem nas costas, novamente se virou ao pai e desafiou junto:
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  — Falando em não curtir chifre, pode me dizer como está a minha mãe?
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  Galo largou sua cerveja na mesa e foi até os dois:
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  — Isso aí, começando a ficar bom. Vou pegar mais uma cerveja e não troquem socos até eu voltar!
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  Enquanto o irmão mais velho saía, Colt e Beau encaravam-se como os dois homens que eram apesar da diferença de idade, e dois homens que carregavam mágoas um do outro. Beau, engasgado com o filho por ter dito aquilo, respirou pausadamente e informou:
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  — Não faça acusações de histórias que não conhece.
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  — Então me conta a história, pai. — Se aproximou desafiante.
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  — Não te interessa!
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  — É isso aí! — Colt gritou revoltado. — Não me interessa porque eu não sou da família, não é? Agora sim!
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  Deu as costas como se fosse sair e, Beau, preocupado e escondendo aquilo por orgulho, segurou o braço dele, o impedindo de dar mais um passo, perguntando:
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  — Mas afinal, por que você voltou!?
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  — Eu vim para fazer um teste para um time semiprofissional em Denver, e precisava de um lugar para passar alguns dias. Assim que eu entrar no time, eu caio fora!
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  Beau não acreditava no que estava ouvindo. Por um segundo a fagulha de esperança de que o filho tivesse tomado juízo se apagou.
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  — Tá de brincadeira com a minha cara, moleque? Continua correndo atrás desse sonho?
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  — Pai, eu sou jogador de futebol.
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  — Você não é jogador de futebol, Colt. Você sonha em ser jogador de futebol americano, e tem 34 anos! Quando vai acordar e começar a fazer algo real pela sua vida?
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  — A minha idade você não sabe, mas a dele sim — Galo provocou escorado na bancada da cozinha.
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  — Pai! 34 ainda é novo para ser quarterback!
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  — Isso é o que você quer acreditar. E já se foram três pancadas na cabeça, das quais você sequer se lembra — Beau advertiu.
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  — Já pensou que talvez você não esteja certo sobre tudo, senhor Beau Bennett? Você está errado quanto a mim! Ainda posso conseguir e só preciso de uma chance!
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  — Você teve muitas chances, Colt! Estou falando da escola, da faculdade, do futebol profissional e você jogou todas fora, fumando, bebendo e transando por aí! — Beau utilizou seu tom de bronca para fazê-lo compreender.
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  — Da próxima vez será diferente.
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  — Ah… — O pai ironizou: — Pode deixar, vou escrever isso na sua lápide: “Aqui jaz Colt Bennett, mas da próxima vez será diferente. Morreu usando botas de mulher”.
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  A discussão entre os dois não se estendeu mais. Beau não era de insistir em fazer as pessoas compreenderem seu ponto de vista, ou simplesmente obrigá-las a voltar numa decisão. O velho fazendeiro até lutava por algo, mas indiferença era uma característica sua quando percebia que algo era perda de tempo. Com Colt, ele tentou uma última vez. Todas as vezes em que o filho sofreu um acidente em jogo, ou teve o tapete puxado por uma proposta enganosa em sua carreira desde que saiu de casa, Beau torcia pelo dia em que ele retornaria arrependido. Mas ali estava Colt, prestes a fazer um novo teste para um time, quando deveria, na verdade, estar aposentando sua carreira. Trinta e quatro anos de vida e ele não conquistou nada, somente perdeu. De novo, Beau cedeu. Bufou insatisfeito enquanto Colt e Galo o encaravam em silêncio à espera de um “pode ficar” ou de um “passa fora Colt”.
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  — Leve suas coisas lá para cima, ganhe esta vaga e suma daqui de novo. E vá ver a sua mãe — Beau informou e deu as costas aos dois, subindo os degraus da escada rumo ao seu próprio quarto.
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• T H E • R A N C H •

  Maggie dirigia um bar na cidade desde que havia se divorciado de Beau, alguns anos antes. Porém, ambos conviviam como se ainda fossem casados e até dormiam juntos ocasionalmente.
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  Após acalmarem os ânimos, Beau, Galo e Colt foram juntos ao bar. Discutiram por pequenas implicâncias desde a saída de casa até cruzarem a porta do estabelecimento que tocava uma música country, em volume ambiente. A implicância da vez era porque, para Beau, Colt não sabia fechar a porta de uma caminhonete.
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  — Vou ao banheiro, mas se até eu voltar o motivo das brigas acabarem, pai, saiba que ele pagou 85 dólares por essa calça jeans — Galo falou maldoso e saiu para o banheiro.
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  — Que retardado paga 85 dólares em um jeans? — Beau perguntou encarando desgostoso o caçula.
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  Colt não respondeu, caminhou atrás do pai que, se aproximando do balcão, fez uma brincadeira a fim de surpreender Maggie com a presença do filho:
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  — Aí, garçonete, me vê duas geladinhas!
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  Ela reconheceu a voz do ex-marido e virou-se sorrindo, contudo, ficou ainda mais sorridente quando notou Colt ao lado do pai. Apressou-se em ir até ele e o abraçar apertadamente.
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  — Colt! Você está bem melhor agora que cortou o cabelo! — ela falou beijando o rosto do filho e afastando-se para trás do balcão a fim de pegar as bebidas, perguntou a ele: — E então, preparado para seu teste?
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  Beau sentou-se no banco se apoiando no balcão, um tanto surpreso e insatisfeito.
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  — Maggie, você estava sabendo disso?
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  — Sabia! Eu mantenho contato com o meu filho. Deveria tentar, Beau.
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  — Ande com as cervejas!
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  — Reclama com a dona — Maggie respondeu ao resmungo mal-humorado dele.
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  — A dona é um pé no saco. — O coroa continuou com o tom rabugento.
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  — Por isso ela mora sozinha em um trailer agora… — Maggie devolveu como uma alfinetada pela razão do divórcio. — Que horas sairá para o teste, Colt?
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  — Vou bem cedo, o teste é às 14 horas, mãe.
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  — Depois que passar, eu posso te levar para todos os jogos — a mãe falou.
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  — Mas servir as cervejas não pode, não é? — Beau reclamou sobre a demora mais uma vez.
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  Maggie entregou as cervejas para Beau, e Galo voltou do banheiro também pegando uma garrafa. Os dois foram pegar uma mesa, enquanto Colt olhou para a mãe sorridente.
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  — Quer uma cerveja? — perguntou ela.
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  — Mãe, eu tenho um teste amanhã! — Ele corrigiu: — Me dá um uísque.
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  Ela riu e começou a servir o copo no balcão para ele.
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  — bonitona, hein, mãe?
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  — Eu sempre fui bonitona, mas não morar com seu pai realçou a minha beleza. — Fez piada.
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  — A minha também. — Colt riu brindando com ela.
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  — Ele não te recebeu muito bem, não é? — Maggie perguntou e saiu para limpar uma mesa.
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  — Foi como eu esperava, só que pior.
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  Ela negou com um aceno silencioso de cabeça e ao se virar olhando para baixo, viu as botas nos pés de Colt.
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  — Mas que porra é essa no seu pé?
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  — São botas australianas.
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  — Oh, Colt, meu filho, são botas de mulher… — Maggie também zombou julgando, e entregou outra garrafa de cerveja para ele, pedindo: — Entrega isso para o seu irmão e vê se não esbarra em nenhuma garçonete no caminho.
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  — Foi a Alicia que caiu em cima de mim, mãe — explicou mencionando o ocorrido de anos antes, em sua última visita.
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  E foi só Colt virar para ir até a mesa em que estavam pai e irmão, que Heather surgiu em sua frente. Ela não era garçonete, era moradora da cidade e cliente do bar, então, para Colt estava liberado se ela quisesse cair em cima dele. E assim aconteceu. A cerveja que a mãe mandou entregar para Galo foi parar na mão de Heather, e antes do final da noite, o sutiã de Heather foi parar nas mãos de Colt.
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  Estavam no quarto dele, no rancho, e Colt ouviu Heather dizer como uma fã:
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  — Não acredito que estou no quarto de Colt Bennett.
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  — Nem eu acredito que estou aqui — falou como piada sobre estar de volta, enquanto distribuía beijos no pescoço da garota loira e gostosa.
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  Os dois ficaram falando da carreira dele enquanto se despiam e se pegavam na cama, e antes da coisa “engrenar”, bateram na porta do quarto o chamando.
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  Beau abriu-a sem aviso, flagrando o filho de cueca em cima de Heather.
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  — Ela tem 22 anos, pai! — Colt, automaticamente, defendeu-se.
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  — Oi, senhor Bennett — a garota cumprimentou sem graça, abaixo de Colt.
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  — Pai, essa é a Heather — Colt falou perdido na situação.
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  — Conheço a Heather. Como vai sua mãe, querida? — Beau falou diante da porta ainda segurando a maçaneta.
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  — bem… Se soubesse que eu estaria aqui, ela teria mandado um “oi” — ironizou ainda sem graça pela situação.
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  — Mulher incrível, joga boliche muito bem! — Beau elogiou e focou-se para Colt, pouco se fodendo por atrapalhá-lo: — Veste alguma coisa e desce, preciso de ajuda. A bolsa de uma vaca estourou e ela está gritando seu nome. Heather, foi um prazer em revê-la — ordenou e bateu a porta.
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  — Desculpa Heather… — Colt desculpou-se e se levantou juntando as peças de roupa no chão.
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  Quando pegou as botas Uggy, Heather falou:
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  — Ei, espera, esses uggys são meus.
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  Colt revirou os olhos com a ironia de uma mulher calçar as botas que sua família passou a noite zombando-o por serem de mulher.
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  — Ei, a gente pode se ver de novo outro dia? — Colt perguntou.
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  — É claro. Você precisa entrar nesse campo pelo menos uma vez, concorda? — Heather falou sorrindo maliciosa.
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• T H E • R A N C H •

  Galo estava preparando as coisas no celeiro para que fizessem o nascimento do filhote, enquanto seu pai telefonava ao veterinário de sempre.
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  — O bezerro não virou e não posso deixar o Galo fazer de novo, da última vez ele perdeu um relógio dentro da vaca e você me arrancou bons dólares, Dale — Beau dizia ao telefone com o veterinário.
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  — Você não aguenta mais enfiar a mão na vagina de uma vaca, Beau? — Dale Rivers zombou do outro lado. — Olha… Eu não estou na cidade.
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  — Eu até chamei o Colt, mas… É o Colt.
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  — O garoto voltou também, é? Bem, ele é um inútil, mas talvez possa aprender alguma coisa. Ele já enfiou a mão em alguma vagina? — Dale zombou de novo.
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  — Foi por isso que chamei ele em vez do Galo agora… Se tem algo que acho que o Colt aprendeu a fazer, é lidar com vaginas.
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  — Ei, Beau, agora que mencionou, talvez vocês possam ir até o Peterson! Eu soube ontem por Darlene que Demetria, a filha dele, retornou há dois dias. Ela é veterinária e até vai trabalhar comigo para me dar uma força, sabe… Você está velho para vaginas de vaca, eu estou velho para vaginas de vaca… — Dale mencionou com bom humor.
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  — Hm… — Beau ponderou e não deixou de achar curiosa a informação. — A filha do Peterson voltou, é?
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  — Dê um pulo no rancho do seu vizinho. Sam Peterson pode odiar você, mas não irá contra uma vaca prestes a dar à luz!
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  — Assim espero… Até mais, Dale. Obrigado — Beau respondeu e desligou a chamada no exato momento em que Colt surgiu na sala. — Ei, vá ajudar o seu irmão. Vou até o rancho dos Peterson.
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  — O quê? Mas eu não faço o parto de uma vaca há anos, pai!
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  — Só faça o que seu irmão pedir até eu voltar, vou de caminhonete e retorno em 15 minutos — Beau ordenou pegando seu chapéu, as chaves e saindo.
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  Colt fez o que ele mandou indo ao encontro do celeiro, para onde haviam levado Carla, a vaca, retirando-a do curral onde estavam as demais.
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  — Cadê o papai?
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  — Foi ao rancho dos Peterson, não me pergunte para quê. Ele me mandou fazer o que você pedir.
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  Galo encarou o irmão maldosamente e riu.
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  — Ah, então tire as botas, mocinha, e lave os braços, você vai enfiar a mão dentro da Carla e tentar virar o bezerro!
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  — Ficou maluco?
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  — E é bom não esquecer nenhum relógio lá dentro! A conta do veterinário fica alta depois… — Galo enrolava a corda que utilizariam para puxar o filhote, quando lampejou em sua mente. — Espera… O papai nos Peterson…? Não me diga que a Demetria voltou?
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  — Demi? — Colt comentou curioso, um instante de nostalgia tomando seus pensamentos. — Uau! A Demi, como será que ela está?
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  — Com certeza mais gostosa do que antes.
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  — Ela te mataria se ouvisse você falando assim dela.
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  — Ei, Colt, quem ficou sem nos visitar foi você, e não a Demi. Depois que foi estudar, ela voltou periodicamente para visitar o velho Sam, e sempre que podia vinha ver o papai e a mamãe. E implicar comigo, é claro. Ela estava ótima da última vez e ainda deve estar.
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  — Vocês pararam de implicar um com o outro? — Colt perguntou terminando de lavar os braços.
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  — Por favor! — ironizou Galo. — É da Dementadora que estamos falando! Não teria graça não implicar com ela! Agora, ande, mão na massa! Amarrei as patas traseiras dela, e quando você virar ele e trouxer as patas para fora, te ajudo a puxar o resto.
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  — Por que o papai me mandou fazer isso? Ele esqueceu que sou o filho inútil?
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  — É uma forma de fazer você pagar pela estadia, anda logo.
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  Colt começou a enfiar a mão na vagina do animal e à medida que ia tentando virar o filhote e aprofundando o braço, ele dizia:
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  — Calma, menina, vamos lá, eu vou te ajudar com isso…
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  Galo sorriu e não perdeu a chance de mais uma piada:
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  — Não é para fazer amor com a vaca, Colt. A gente vai criar o bezerro e depois fazer churrasco.
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  — Me esqueci como era quentinho lá dentro — Colt comentou gargalhando.
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  — Que merda, você é tão emocionado! Já se apaixonou pela coitada da Carla — Galo zombou de novo.
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  Beau retornou e ao seu lado, uma linda mulher bronzeada de cabelos castanhos escuros, ondulados e soltos, o acompanhava.
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  — Como é, Colt, já fez o básico ou massageando a vaca com suas botinhas de pelúcia? — o pai verbalizou se aproximando de Galo.
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  Ele e Demetria pararam atrás de Colt observando-o, e Galo encarou a mulher ao seu lado.
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  — Dementadora, você está ainda mais gostosa!
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  — Você sente saudade de ser mandado à merda, não é? Confessa Galo. — A voz de Demi era um pouco mais sensual e madura do que Colt se lembrava. Também, da última vez que se viram, eles tinham 19 anos de idade.
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  — Demi! Há quanto tempo! — Colt exclamou sem tirar o braço da vaca e nem se virar para olhá-los.
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  — Concentre-se, Colt, ou deixa que a Demi faz o serviço! — Beau mandou.
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  — Tudo bem, pai, eu acho que consegui virar. Peguei as patas.
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  — Ótimo. — Demi se aproximou dele amarrando os cabelos, logo após ter lavado os braços, arrancado a camisa de flanela e jogado sobre Galo para que pudesse ficar só de regata e não sujar a peça ou atrapalhar o parto. — Agora laça bem as patas, com uma volta dupla pelo casco, claro.
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  — Ok, isso… Você complicando, eu não faço isso há anos! — Colt reclamou embasbacado com a figura de Demetria em sua frente.
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  — Oh, meu Deus, mas você não consegue nem o básico! — Beau criticou.
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  — E você sempre só me criticando! — Colt reclamou com o braço enfiado até o ombro lá dentro.
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  — Te critico porque você era o único inteligente na família com algum talento!
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  — Obrigado, pai, estou bem aqui — Galo comentou ao canto.
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  — Sei disso, Jameson — ele falou sério ao filho mais velho, mencionando o primeiro nome. — Colt, ou você tira a porra do braço daí, ou aprenda como se cuida de um rancho!
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  — Pode deixar, senhor Bennett. Foi para isso que me chamou. Vá, Colt, deixa que uma profissional resolve isso — a mulher comentou fazendo sinal para que Colt saísse.
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  Colt não insistiu, obedeceu ao pedido da veterinária, mas claro, descontente com a atitude de Beau. Demetria enfiou o braço e, com agilidade e competência, terminou de enlaçar e puxar as patas do animal para auxiliar o trabalho natural do corpo da vaca. Apesar de ter que puxar a corda, o restante do esforço foi da bichinha. Na posição certa e passada a primeira parte das patas e cabeça, o próprio útero expulsou o restante do filhote.
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  — Parabéns, Dementadora, você deu à luz a um bezerro forte e saudável. Ele é a sua cara! — Galo comentou risonho batendo no ombro da veterinária.
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  — Galo, cala a porra da boca e ajude Demi nos primeiros cuidados com os animais. Colt, você e eu vamos limpar depois, antes, me ajuda a arrumar a baia em que eles vão ficar — Beau mandou.
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  Os quatro seguiram os trabalhos que precisavam ser feitos, e em seguida reuniram-se na cozinha da casa dos Bennett, como sempre, acompanhados de cerveja gelada.
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• T H E • R A N C H •

  — Pai, não pude te responder antes porque eu estava com meus braços até os ombros na vagina da vaca e com a Demi me encarando como se eu estivesse ridículo — Colt disse assim que abriu a cerveja e parou diante dos outros três em frente à mesa da cozinha —, mas eu não estou aqui para aprender a cuidar de um rancho.
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  De novo aquela história do teste. Beau poderia evitar, afinal, Demi estava ali e Colt e ela não se viam há anos. Porém, para que poupá-lo da verdade quando foi ele quem iniciou o assunto?
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  — O que você não entende é que nos sacrificamos para você ter a chance de ser bem-sucedido e buscar o seu sonho, apesar de tudo. Você chegou aqui com uma montanha de fracasso nas costas e insiste em ainda tentar. Jogou sua juventude fora com as oportunidades que teve, então, aqui estamos!
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  — Você banca o sabichão, mas mal está dando conta de pagar as contas do rancho! — Colt devolveu.
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  — Quem te contou? — Beau perguntou indignado, e Colt não respondeu, só direcionou um olhar constrangido para o irmão.
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  — Foi mal, pai, eu falo muito quando bebo.
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  — Você não estava bêbado — Colt contou.
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  Demetria observava a tudo virando sua cerveja, e sorriu.
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  — Ok, eu voltei mesmo para Garrison, e estes são os Bennett! — ela comentou pegando duas garrafas na geladeira deles e apontou a varanda em um meneio de cabeça para Galo. — Venha, velha fofoqueira, vamos para a varanda antes que sobre mais para você.
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  Os dois saíram deixando Colt e o pai olhando cada um para um ponto diferente da casa.
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  — Então é verdade? — Colt perguntou ao pai.
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  — Não é minha culpa. Faz mais de um ano que não cai uma chuva decente aqui, é difícil criar gado sem pasto para eles comerem! — explicava o velho Bennett. — Mas desde quando se importa? Faz quinze anos que não convive com essa família.
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  — Não vamos nos esquecer que fui embora por sua causa. — Colt apontou o dedo ao falar.
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  — Ah! — Beau deixou a cerveja na bancada e apontou de volta: — E por que voltou? Ah, sim, você não tem para onde ir!
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  — É, pai… Está certo de novo. — Colt suspirou, pegou sua cerveja e saiu para a varanda.
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  Beau fez o mesmo. Juntaram-se a Galo e Demetria, sentando cada um em um lugar, e Beau perguntou:
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  — E então, Demi? Tudo certo com o novilho?
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  — Forte e saudável, Sr. Bennett. Tem 40 quilos e mamando muito bem!
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  — Melhor que o Colt? — Galo provocou.
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  Demi suspirou, poupando-se de xingá-lo, Beau riu e Colt se levantou para falar com ela:
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  — Bem, é verdade, nem te cumprimentei direito! Como você está, Demi? — Colt abriu os braços para um abraço, mas ela espalmou a mão à frente dele.
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  — Você enfiou os braços na vagina de uma vaca e esse cheiro custa sair, garanhão.
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  — Ué, mas você também. — Ele justificou para Demi, ainda de braços abertos.
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  — Tem razão. — Ela sorriu e se levantou o abraçando, finalmente.
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  — Não se empolguem, não vão caber juntos na banheira — Galo comentou.
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  — Demi… — Beau falou na tentativa de dar um corte nas gracinhas de Galo. — Quanto eu te devo? Soube que estará trabalhando com o Dale agora.
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  — É, pois, é. Larguei a clínica do meu ex-noivo em Phoenix por muitas razões e decidi voltar para abrir a minha própria. Mas me esqueci que é Garrison, Dale continua vivo e os clientes da cidade são tão leais ao Rivers quanto são republicanos — comentou dando um longo gole na bebida, fazendo todos sorrirem. — Não me deve nada hoje, Sr. Bennett! Considere como uma amostra do meu trabalho e me ajude a falir o Dale para tomar os clientes dele. Ele não deve demorar a morrer.
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  — Gosto de você, garota! — Beau riu negando com a cabeça após um gole de bebida. — Seu único defeito é ser filha do Peterson.
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  Os quatro riram e Colt até concordou silencioso em um meneio de cabeça.
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  — Ex-noivo, é? O que aquele babaca aprontou? — Galo perguntou ultrajado.
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  — Conheceu o noivo dela? — Colt, no entanto, perguntou surpreso.
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  — Só por fotos e histórias gays que Demi contou da última vez que veio aqui nos convidar para o noivado.
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  — Noivado este em que você não foi. Maggie e Beau, eu imaginei que não iriam, mas você… Achei que não perderia a chance de me ridicularizar na frente do Will.
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  — Eu ia, mas o papai me prendeu no celeiro.
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  — De nada — Beau comentou erguendo a garrafa para ela em cumprimento.
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  — E então, o que houve com o tal Will? — Colt perguntou.
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  — Ah, peguei ele transando com a recepcionista da clínica na banheira de tosa. Sim, o filho da mãe não pagou nem mesmo um motel!
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  — Então essa foi a principal razão para você voltar de Phoenix. As pessoas sempre voltam com o rabo entre as pernas quando fracassam em algo. Veja o Colt! — Galo comentou.
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  Demi e Beau riram e a mulher deu uma boa checada no homem que um dia ela conheceu garoto.
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  — Mijar na estátua do Gretzky e cair pelado na frente de Shania Twain. É difícil defendê-lo. Você fracassou mesmo, Colt? — Demetria perguntou.
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  — Que merda, até em Phoenix você leu isso no jornal? — ironizou Colt. — Não é o final do jogo até que o juiz apite.
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  — Pelo amor de Deus, o juiz nem está no mesmo campo que você — Beau provocou.
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  — Talvez eu devesse ter ido para faculdade como você — finalmente Colt afirmou olhando para Demi, que parecia muito bem e estaria melhor se não fosse pelo chifre do ex-noivo.
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  — Deveria. Mas e agora? Vai recomeçar no rancho com sua família? — ela perguntou, notando Galo e Beau atentos a cada palavra de Colt.
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  O ex-jogador olhou para os três, ciente de que, talvez, o pai precisasse mesmo dele ali, mas não daria o braço a torcer.
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  — Tenho um teste em Denver, amanhã à tarde. Só posso responder essa pergunta depois que o fizer… — Colt se levantou. — O que me lembra… Está muito tarde e eu preciso dormir. Nos vemos depois, Demi. — Colt foi abraçar ela novamente. — Bom te ver, garota.
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  — Bom te ver também, boa sorte amanhã.
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  Eles se separaram do abraço sorrindo um para o outro. Colt deu as costas e Beau o mandou tomar banho antes de deitar, senão deixaria os lençóis fétidos. Demetria ficou mais dez minutos conversando com os Bennett, e então, Beau solicitou que Galo a acompanhasse e entregasse no rancho do pai dela.
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  — Tem certeza que quer que eu vá devolver a filha dele a esta hora da noite, pai?
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  — Tem razão. Eu não seria um homem decente se deixasse um calhorda como você cuidar de uma princesa dessa. O Peterson poderia me dar um tiro com razão.
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  Os três riram e o próprio Beau levou a mulher para o rancho vizinho, dividido por somente uma cerca e cem metros de distância entre as porteiras.
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