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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Tecido do Destino

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 6 • O Abuso

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

  Aconteceu naquele mesmo ano, o ano em que Yuliana e %Lherme% da Costa pararam de conversar. Com Yuliana parando de ir à igreja católica e frequentando a evangélica, ela e %Lherme% da Costa pararam de conversar. A família de %Lherme% da Costa entretanto era complicada. E ele precisava ir para um lugar onde ele pudesse trabalhar, para ganhar dinheiro e ao mesmo tempo estudar e foi aí que a escola Ofici Duarte entrou.
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  A escola Ofici Duarte era uma boa escola. Uma escola onde %Lherme% poderia se identificar e até ganhar dinheiro estudando nela. E foi isso que fez %Lherme% José da Costa se inscrever nela. Aparentemente apenas mais uma escola normal.
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  Os primeiros dias foram realmente bons, ele fez amizade com alguns, enquanto outros o respeitavam. Ele era parcialmente popular naquele lugar, pois todos pareciam se dar bem com ele... Talvez até se dessem. Mas como toda história tem um dilema, a história do Ofici Duarte também tinha uma. E esta é a história do Ofici Duarte.
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  Depois de alguns meses ali, %Lherme% José da Costa começou a sentir hostilidade da parte de alguns de seus colegas de classe. Alguns rapidamente já o intitulavam de algo: O Garoto Diferente que tem namorado. Ou simplesmente ele está conversando com o namorado. O Garoto Diferente que estava conversando com o namorado, que na verdade não era namorado e sim UM amigo, ouvia as pessoas falando dele e não pôde evitar sentir certa inquietação. Ele não tinha namorado, nunca tivera um. Ele nunca teve um relacionamento antes. Mas ali estavam aquelas pessoas alegando: O Garoto Diferente tem UM NAMORADO. Ele não sabia dizer o que o chateava mais, dizerem que ele tinha um namorado, que claramente ele não tinha, ou o bullying que ele estava passando. Mas ele continuou naquela escola para agradar a família. Entretanto, vez ou outra quando ia nas missas, orava para que a situação na escola melhorasse, mas não melhorou. Ele até entendia. Seu jeito tímido não ajudava. Então ele passou a inventar que tinha uma namorada. Parecia ideal.
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  — Quem é sua namorada? — perguntou um deles com um sorriso.
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  Ele permaneceu calado. Os dias que se seguiram foram extremamente desafiadores. Na escola, os rapazes alguns deles começaram a falar coisas sobre ele, coisas como “Ele é viado. Ou ele gosta desse tipo de atenção”. Mas será que ele gostava? Será que... quando uma pessoa toca em você sem sua permissão, será que quem foi tocado gostou? Vamos acompanhar, siga comigo:
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  Veja, ele está sendo olhado. Enquanto ele passa, assoviam sobre ele. Riem em volta do bumbum dele pelo qual olham, imaginemos que ele realmente parece... alvo de boas risadas. É só uma brincadeira... Uma simples brincadeira. Idem. Essa brincadeira realmente é simples, agora vamos para a prática. Enquanto esses garotos olham para ele, há risos e diversão nos rostos deles. Ele não parece à vontade, mas os outros, bem, eles parecem. E então fazem a famosa brincadeira, que se aquele garoto tivesse tido relações, não ficaria tão incomodado.
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  — PEITINHO! — diz um garoto apertando o peito dele de forma que ele não gostou... Alguns ouviriam diferente. Mas então logo após isso, vem outro e coloca a mão perto do bumbum ou das pernas dele. Aquilo parecia tão divertido, mas será que era...
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*************

  — Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós — começou o padre de manta preta e batina azul a celebrar a missa do dia.
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  A missa continuava, mas %Lherme% José da Costa continuava triste relembrando daqueles momentos... Ele clamava a Deus para que o tirasse daquela situação. Mas ele poderia ser tirado.
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  Então uma ideia surgiu em sua cabeça...
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  Foi naquele momento em que ela, a garota mais inesperada, apareceu, Niba... Niba era uma jovem católica, que ia sempre às missas de domingo. Em uma dessas missas, Niba viu %Lherme% José da Costa triste e pensativo e decidiu se aproximar:
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  — O que te aflige? — perguntou ela.
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  — Alguns garotos, eles têm me feito algumas coisas...
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  — Que coisas? — perguntou ela.
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  — Coisas... — respondeu ele. — Eles têm... eu não sei explicar.
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  — Vem, vamos tomar um sorvete e você me conta no caminho.
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  — Você promete não contar a ninguém? — perguntou %Lherme%.
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  — Prometo!
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  — Eles... — começou %Lherme% José da Costa.
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  Niba aconselhou %Lherme% sobre como ele podia se defender.
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  %Lherme% saiu da instituição sem revelar o que realmente aconteceu... Mas o que aconteceu, estava explícito. Qualquer envolvido na situação saberia o que estava acontecendo e como ele tentou se defender.
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  Depois daquele dia, %Lherme% José da Costa estaria traumatizado sobre qualquer gênero de relação, pois aqueles garotos assim o fizeram...
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**********

  2018, INTERIOR DE SÃO PAULO

  — O melhor é você fazer uma faculdade — diz o avô de %Lherme% José da Costa para ele.
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  — Meu pai não concordaria — responde %Lherme%.
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  — Então por enquanto fica entre nós.
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