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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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Tecido do Destino

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 3 • A Juventude de %Lherme% José da Costa

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

  — Querido, não se esqueça de fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda pegar aquelas coisas para seu pai — disse a tia.
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   Será que ele estava sendo ingrato demais? Ele se perguntava, por que tudo tinha que ser para seu pai? A honra, a glória, o cuidado. Tudo era para seu pai, Doni. Ele não lamentava este fato, mas por que tudo tinha que ser sempre para ele e só para ele? Amava o pai, isso era óbvio, mas ele não conseguia entender por que tudo era para o pai. Enquanto ele trabalhava, cuidavam do pai como se ele fosse uma boneca de porcelana, com medo de quebrarem. Mas e se ele fosse quebrado, isso não importava. Se sim, por que não. O pai não podia quebrar, mas ele podia. Talvez ele devesse se conformar com sua própria tristeza. Com seu próprio destino. Ele era quebrável e quanto mais cedo admitisse isso, melhor. E ainda tinha aquele jovem, Eduardo Somma, o garoto que ele admirava e até achava bonito, mas que o desprezava. Será que algum dia alguém o veria?
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   — De todas as línguas faladas no mundo, a inglesa é a que alcança maior abrangência global. Isso fica perceptível quando prestamos atenção à quantidade de termos em inglês a que somos expostos todos os dias. De todos os vocábulos existentes no idioma, você sabe quais se destacam? — começou a professora de inglês, mas ele não prestava atenção.
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   — Ei! — disse uma garota se aproximando antes que ele saísse da sala de aula. — Você é o %Lherme% da Costa, não é? — perguntou. — Sou Turkey.
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   — Ah, oi, Turkey — respondeu ele timidamente.
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   — Podemos ir andando juntos? — ela perguntou. — Também sou nova nesse curso e meus pais têm medo que eu ande sozinha de volta para casa.
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   Naquele instante, %Lherme% viu que nem todos eram ruins. Turkey era realmente alguém que podia ser agradável. Alguém que podia tira-lo da monotonia. Turkey era diferente, ele notou com o passar dos dias. A amizade entre eles florescia. Eles conversavam, andavam juntos, riam de bobagens que só eles entendiam, era a adolescência florescida.
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   Em meio a isso, os pais discutiam por causa dos salgados que o pai gostava de fazer. Ele sempre apoiara o pai nisso. Ele sabia bem o que era sonhar com algo. E ainda tinha os tios, Tomas e Clemencia. Tomas era conhecido por seu jeito piadista e divertido. Ele sempre brincava, ria e gostava de colecionar músicas, era o refúgio dele para as brigas constantes com a esposa, Clemencia.
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   Também havia os outros tios: Palito, Rosai, Enis e Josef. E ainda os tios de %Lherme% da Costa por parte de pai. Mas família às vezes pode ser tão complicado quanto. Mas ele via nos tios Enis e Tomas representações de tios preferidos. Enis tinha uma fé genuína, enquanto Tomas era mais voltado a reflexão profunda da ordem natural das coisas e sua busca por justiça e até mesmo seu dom para música. Ele possuía uma filha, a jovem Bendita.
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   Voltando a %Lherme% da Costa, mesmo com a amizade com Turkey ele se sentia como se faltasse algo. O sumiço constante de Turkey também ajudou nisso. E foi assim que %Lherme% da Costa começou a conhecer a si mesmo. Ele tinha um amigo Jeov, por quem desenvolveu um interesse romântico, mas logo foi esquecido. Afinal, a juventude tem as suas, não é. Mas Annie, sua melhor amiga, era apaixonada por Jeov, e %Lherme% da Costa, que sempre teve uma queda por problemas devido a adoração que o pai tinha e ele não, sempre ali se sacrificando pelos outros, ajudou Annie a se declarar para Jeov. Ficou ali a estimulando, tentando fazê-la se sentir bem. Ah, amizade, como é linda, mas também complexa, ainda mais quando ambos gostam do mesmo garoto. Mas para %Lherme% da Costa uma amizade, é isso. Se sacrificar, ajudar, sem esperar tanto em troca. Apenas o simples gesto da lealdade.
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   Sua mãe uma devota da igreja, às vezes o levava para a igreja com ela. Mas as coisas nem sempre foram fáceis para ele. Ele ouvia o constante reclamar de um dos vizinhos, Pedro Antonio. Além de é claro, ver todos menos ele felizes e seu pai sendo adorado. Mas ainda assim ele amava o pai. Ele via em Doni uma característica que ele admirava. Doni tinha palavra. Ele também tinha um tio, Emanuel Messias. Ele e o tio nem sempre se deram bem, mas essa era outra história. Voltando ao tema central, %Lherme% da Costa era um jovem quieto e inseguro, mas que buscava na fé entender como as coisas eram de fato.
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