STRAY SOULS


Escrita porLysse
Revisada/Editada por Natashia Kitamura


PRÓLOGO

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

  Memória.
  1. Substantivo feminino.
  2. Aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas; lembranças, reminiscência.

Soren.

Noruega, 1987.

  Você ver coisas que os outros não veem e coisas que não deveria ver”, aquela frase soava na voz de uma desconhecida por toda a sua vida em uma língua que jamais tinha ouvido em toda a sua existência. Enquanto aquele som jamais desaparecia de sua mente mesmo quando vivia em uma terra tão gelada quanto a Noruega.
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  Soren sempre pensou que aquelas palavras estranhas eram apenas estranhas, aquele dialeto era fruto de sua imaginação, mas desde sempre achou que faltava alguma coisa em sua vida, um pedaço de si. Soren sempre se imaginou correndo em campos abertos, onde cheiros que jamais sentiam eram seus favoritos, onde canções antigas eram suas favoritas.
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  Todo esse tempo, Soren pensou que era porque sentia falta do colo de sua mãe que partiu cedo e que apenas ouvia os sons que ninguém mais ouvia. O mais novo de seis irmãos, tinha as lembranças de sua primeira vida preenchendo as lacunas da sua mente, dos seus gostos estranhos, do choro no meio da madrugada. Estava cercado por tragédias enquanto queria esquecer cada uma daquelas lembranças que se infiltravam em sua nova vida, ao mesmo tempo em que aquela parede desaparecia.
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  Aquela sensação de vazio desaparecia de repente, ao passo que aquelas lacunas se preenchiam com suas dores do passado, dos sentimentos subjugados de suas vidas anteriores quando ainda acreditou no amor, no ódio, e ao qual, Soren se afogou em suas próprias angústias por pouco tempo.
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  Durante muito tempo, ele achou que faltava algo em sua vida.
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  Existia ali uma sensação de vazio que se intensificou ao longo dos anos. Ele vivia em uma bolha dentro de um mar de lembranças que afogavam seus pensamentos -, lembranças nubladas, de vidas passadas que ele deveria esquecer.
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  Soren se recordou a primeira vez que viu sangue, aos 9 anos de idade, enquanto o machado estava sobre a cabeça do animal morto que seu pai caçou para almoçar num domingo de um verão distante numa velha vila da Noruega.
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  Seus olhos azuis fixaram no animal, à medida que outra lembrança se sobrepôs em sua mente: sentiu a arma atravessar o corpo de um homem de feições asiáticas com uma espada jian¹, os gritos de desespero que escapavam de sua boca, do medo, da dor causada pelas pessoas que mais amava, das sensações mesquinhas.
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  Soren vomitou quando se lembrou da perda do bebê, das palavras secas daquele homem, no momento em que a espada o atravessou. Ele se recordou de tempos em que tinha medo. Se lembrou da sua identidade.
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  Em sua última vida, uma garota nascida num tenro verão, sendo amada por seus pais e irmãos, mas morreu nos braços do homem de olhos negros como o breu.
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  Aos 37 anos, Soren teve muitos arrependimentos, encarou as folhas rabiscadas com o contorno de rosto que ele não conseguia se lembrar, das palavras que sua mente queria apagar, enquanto aqueles olhos fixos em sua imagem que ele não se lembrava.
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  Como poderia sentir falta de alguém daquela maneira? Como poderia sentir falta do toque dele sem nem saber sobre sua aparência? Como poderia desejar sentir a risada contra seu pescoço? Como poderia amar uma alma como a dele?
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  Soren sentia falta, enquanto morreu de saudade daquele que jamais se lembrou.
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Tempo atual

  %Elizabeth% Swan acordou daquele sonho repentinamente. Era um aviso do seu passado.
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  Soren viveu com seus arrependimentos mesquinhos, ao mesmo tempo que desejou algo que jamais poderia ter. As lágrimas caindo por sua face, todos aqueles sentimentos ínfimos de perda, o choro que prendeu dentro de si durante todos os anos que se sucederam desde que lembrou como Soren sofreu de coração partido assim como ela estava naquele momento.
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  Ela foi Soren. E Soren se tornou ela.
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Encarou o céu nublado que era tão raro em Phoenix em seu clima quente ao mesmo tempo em que desejou mais tempo de silêncio. Dentre os irmãos, ela era mais sensível enquanto sentia a nuvem negra de Renné pela casa com saudade de Phil que consumia lentamente sua sanidade mental.
  O som da porta, enquanto Cassius encarou ela, assim como Isabella que a segurou quando percebeu aquela tristeza que transbordava por seus olhos, aquela dor esquecida pelo tempo, e que desejou enterrar dentro de sua alma, mas que os Deuses castigavam a pensar em seu único desejo de ver ele assim como saudade de Renné para com Phil.
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  Sua alma imortal queria ver ele de novo, sentir o seu rosto contra o dela, da risada cínica dele em contato com sua pele, enquanto o sol do Texas a tocava. A última vez que o viu, entretanto, ela não conseguia se lembrar do nome dele, suas lembranças eram vagas e ela apenas pensou que estava enlouquecendo por ele.
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  Ela sentia falta demais dele.
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  — Bella?
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  — O que foi?
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  — Vamos para Forks.
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  Amava Renné, mas sua tristeza a mataria em algum momento, assim como a saudade crescente por Phil.
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  Bella ouviu a respiração pesada de %Elizabeth% que deitava sua cabeça sobre os ombros de Isabella.
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  — Ok. Nós iremos, %Elizabeth%.
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  Forks seria sua paz, pelos menos foi o que ela pensou.
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