IX • Sinners/Unroly¹
Tempo estimado de leitura: 41 minutos
perdido
- que desapareceu; sumido.
- cujo estado é irremediável.
Dinastia Hsia, extremo oriente da antiga Capital Yang –, 1630 a.c.
Quando viu aquela criança pela primeira vez: Talvez Wu Bai pensasse que aquela pessoa não fosse durar muito tempo.
A primeira coisa que aprendeu com sua convivência com aquela criança, e que não deveria chamá-la de criança, foi como ver a sua versão mais jovem que tinha rancorosa, ao mesmo tempo em que aqueles olhos eram mais fascinantes do que imaginava.
Wei Zihan tinha os olhos profundos, em tons tão negros quanto o breu, e ao qual, era a primeira vez que vi um igual a ele, além de Rei e Yun desde que se descobriu como Bulgasal.
A espada sobre sua garganta, e as mãos machucadas, ao mesmo tempo em que o rosto inchado por violências sofridas, Wu Bai sentia aquele sentimento igual ao Rei quando se conheceram quase 3 vidas atrás, ao mesmo tempo em que ódio nos olhos daquele jovem soldado, o cheiro característico que os outros haviam dito, enquanto prendeu aquela pessoa contra o chão.
Era um animal – aquele que mataria sem pensar duas vezes a sua presa.
Gritou quando a adaga passou raspando em seu rosto, enquanto o garoto de pouco mais de 10 anos o jogou contra o chão com força descomunal. Wu Bai nunca sentiu tamanho medo antes da morte naquele momento, enquanto o rosto machucado, os hematomas sobre a pele pálida, enquanto lágrimas salgadas desciam pelo rosto dele até a sua boca.
O pão amassado no chão, enquanto o rosto era uma pessoa que estava passando fome, enquanto a adaga contra o rosto de Wu Bai sem hesitação nenhuma em matar.
O grito infantil soou, enquanto Wu Bai percebeu o grupo de crianças unidas, enquanto o garoto largou a faca no chão e o afastou dele e recolheu os pães sujos enquanto retirou as partes imundas, apenas deu os pedaços bons, enquanto murmurou:
Sua voz soou intensa, enquanto encarava ele, seus olhos flamejantes.
– Senhor pode me levar para os oficiais, mas deixe eles em paz.
Naquele segundo, aos 25 anos de sua quarta vida, Wu Bai sentiu aquela conexão, talvez aquela não fosse a sua alma gêmea, mas ele era mais interessante do que imaginava.
Wei Zihan se mostrou mais feroz do que qualquer outra pessoa em sua vida, enquanto riu, os olhos encaravam o garoto, enquanto pensava como alguém poderia não usar ele como ferramenta?
Murmurou em tom calmo, ao mesmo tempo em que ajeitou as roupas sujas de lama e areia, enquanto abriu um sorriso para ele, naquele segundo, Wu Bai pensava que talvez aquele animal selvagem fosse ser domado por ele.
Entretanto, Wu Bai que foi dominado por ele.
Tempo atual,
Forks High School.
25 de fevereiro,
Phoenix.>
Querido Thomas,
Você acredita em Deus? Nessas bobagens de alguém puxando as cordinhas, e nos condenado a viver nesses ciclos viciosos de nascer, viver, matar e morrer.
Eu, talvez, acreditasse na era dos heróis, enquanto pedia silenciosamente para os Deuses acabarem com essa miséria, entretanto, talvez a pouca fé e o medo do futuro, mas isso são pensamentos para minha próxima vida.
Eu estou me mudando para Forks, Thomas, surpresa? Não, eu sempre preferi ficar em silêncio –, um pouco de paz, enquanto os pesadelos ainda me rodeiam com as vozes ecoando em minha mente sobre os pecados que cometi no passado, e com todos aqueles monstros do passado como a faca ensanguentada em minha mão quando matei pela primeira vez, e no qual, às vezes tenho a sensação que o gosto de sangue estar em minhas veias.
Eu gostaria de reviver aqueles momentos.
Aquela vontade de enfiar uma espada nas pessoas, enquanto busco a paz interior, e ao qual, talvez seja um erro de minha parte pensar nesse cenário, onde ao qual, as guerras eram mais fáceis.
Afinal, a guerra sempre foi mais fácil, enquanto eu me lembro do frio da água gélida nas terras de Joseon, dos gritos, enquanto o bebé preso contra o meu corpo, enquanto eu rezava aos Deuses como uma tola que eu era naquela época que protegessem dos soldados armados e sem coração.
O rapaz encarou a carta escrita a mão pela milésima vez, enquanto havia mais e mais cartas espalhadas em sua mente desde que entrou em contato com o
HUB, e cada uma das palavras que ela escreveu, enquanto apertava a garrafa em sua mão. O quão longe da sanidade ela está? Apertou os lábios, enquanto os cabelos longos presos num coque samurai, suas feições em linhas duras.
– O que foi? Parece preocupado.
– Hmm, você não deveria parecer tão feliz.
Foi quando ele sentiu a presença dela, Frederick saiu do carro sem pensar duas vezes, enquanto sentia aquela sensação; %Elizabeth% tinha a respiração tensa, enquanto cada célula dela gritava por algo que Frederick encarou o motivo atentamente.
– Eu estou aqui, eu estou aqui.
Aquela voz soava diferente do que se lembrava, ao mesmo tempo em que %Elizabeth% se agarrou ao casaco dele com surpresa, e aquele momento de fraqueza que tinha dentro de si, enquanto Frederick Yale apenas segurou a garota, seus olhos escuros como a noite se levantaram ao perceber o grande grupo de vampiros ali, enquanto aquele ato mesquinho de autopreservação gritava em suas veias –, estava incomodado com eles ali, ao mesmo tempo em que sentiu aquele calor fraco.
Ela estava doente, enquanto apenas segurou ela.
– %Elizabeth%. Ei,
respire. Ele sentiu o tremor pelo corpo dela; %Elizabeth% era tão pequena quanto da vida em que viveram isolados, enquanto apenas ouviu a voz em alívio.
Se aproximou da testa dela, a febre levemente queimando sua pele, enquanto suspirou profundamente, pelas palavras de Ouyang Xu:
“ela está passando por algo” – , o rapaz de 18 anos suspirou profundamente, enquanto a segurou contra os seus braços, enquanto os olhares fixos nos dois como se analisasse.
Entretanto, Frederick apenas sorriu falsamente, enquanto estava prestes a guiar ela para a carro quando sentiu a mão gélida, o menino loiro o encarava com seriedade, apenas sentiu aquela vibração sobre a sua pele.
A repulsa surgiu em seus dedos, enquanto arqueou as sobrancelhas para o vampiro loiro que se aproximava dele.
“Deixe seus pensamentos livres, mas controlados, tem um leitor entre eles”, Frederick suspirou com desdém.
Murmurou em tom duro, enquanto sentia sua companhia nervosa nos seus braços, enquanto puxou os fios em seus dedos, os enrolando, apenas percebeu os olhos mais claros fixos em si, como um aviso.
– Frederick Yale.
Melhor amigo dela, e você é o quê?
Sorriu, enquanto manteve os olhos atentos a ele com o perigo iminente sobre ela, naquele segundo Jasper sentiu uma imensa vontade de rosnar, enquanto queria rasgar a garganta dele por ousar tocar nela, ao mesmo tempo em que sentiu as emoções conflitantes de %Elizabeth%.
– Desculpe – murmurou, em tom solene, enquanto se virou para ela retirando a echarpe de seu pescoço – Eu soube que você está sendo cortejada. O que é uma péssima ideia, afinal, você é minha… desde os tempos mais antigos.
Murmurou em mandarim, enquanto tocou nos cabelos, ao mesmo tempo em que encarou Jasper com atenção, apenas perceberam atenção que chamavam, enquanto ouviu a risada estrondosa do lado do carro.
Murmurou Fred, enquanto tinha olhar irritado para Jasper Hale, ele odiava vampiros, enquanto apenas seguiu até onde aquele homem estava.
Se alguém poderia dizer algo sobre Diego em todas as suas vidas, era que Diego Santorini sempre foi um
bad boy, desde um rebelde num campo coberto de sangue, do que lutou pelo menos favorecidos
– , daqueles que dava socos e pontapés naqueles que entravam em seu caminho, e o carro estava devidamente parado, enquanto as pessoas encaravam ele com curiosidade, os olhos castanhos escuros cobertos por um óculos escuro, enquanto os cabelos encaracolados caiam por sua testa lhe dando um charme matador.
Aquele que seria a ruína de muitas pessoas.
– Parou de arrumar encrenca, Fred.
– Nem comece, se a sua namorada estivesse sendo cortejada,
você seria o pior. Murmurou em um inglês arrastado, enquanto tocava no rosto de %Elizabeth% com suas mãos quentes, enquanto ouviu o som dos passos conhecidos, Frederick não precisava olhar para saber quem era.
Bree parou no meio da escada, enquanto todos os rapazes do colégio pareciam sentir o perigo e a aura sexy que ele exalava, e a quem aquele delinquente juvenil estava esperando? O rapaz abriu um enorme sorriso ao ver a namorada de séculos e sua única
soulmate pela eternidade, Bree apenas respirou fundo, como pode gostar de um cara que vivia chamando atenção desnecessária para si? Era pedir demais a alguém discreto, entretanto, esqueceu quando percebeu os olhos castanhos fixos em si.
Tudo aquilo que passaram juntos ou separados, jamais diminuiu nenhum dos seus desejos de amar loucamente pela eternidade, e era um dos bulgasais mais sortudos, afinal era um dos poucos que ainda tinha a soulmate ao seu lado.
Animação em sua voz, enquanto abriu os braços e mostrou os dentes brancos e bonitos, não sorriu de imediato, enquanto sentia o cheiro da colônia barata que ele usava, sentiu aquele leve cheiro conhecido, enquanto sentia aquela conexão de novo.
Estava novamente apaixonada demais por ele.
– Você demorou. O que está havendo? O que ele está fazendo aqui?
– Hmm… Você decidiu apenas esse ano me ver. Ver a %Elizabeth% é claro, acha que ele veria você? Cristo, Bree, isso dói… – riu-se gostosamente, enquanto percebeu o trio observando-os, Diego apenas pousou sua mão sobre as costas dela quando Cassius e Isabella encarava ele, ao mesmo tempo em que %Elizabeth% suspirou profundamente – E vejam só, minha arqui-inimiga.
%Elizabeth% apenas revirou os olhos, enquanto o rapaz não sorriu de imediato para ela, afinal, aquela garota era a causa de todas as suas brigas com Bree. Aquela pessoa em sua primeira vida que se cruzaram era a esposa de Bree, ao mesmo tempo em que ela e Bree eram duas pessoas boas, talvez fosse o ciúmes dos degenerados quando ambos viveram em casamentos arranjados, algumas vezes, quebraram as regras da sociedade, enquanto sentia aquele perfume conhecido.
– Não sou não – rebateu, Diego arqueou as sobrancelhas – Nem comece. Você e ela devem passar um tempinho juntos. Talvez tire essa ideia maluca da cabeça.
O bendito plano surgiu, enquanto Diego apenas franziu o cenho, ao mesmo tempo em que percebeu o grupo os observando com atenção desmerecida, entre todas as bulgasais, e ao qual, ele era o menos civilizado, apenas fechou os punhos enquanto Bree o segurou quando percebeu.
– Você disse que era
um – Bree apenas suspirou, enquanto tocou no rosto dele – Bree.
– Nem pense nisso, meu bem.
– São cinco,
porra. Você disse que era um… – sussurrou contra os lábios dela, enquanto bloqueia qualquer som desnecessário – Quando ia me contar?
– Você é amigo de um, lembra?
– Ele é diferente – retrucou, em um tom manhoso, enquanto apenas balançou a cabeça com isso – Ele é diferente, afinal, ele é o mais gentil.
– Eles são os filhos dele – Diego franziu o cenho, enquanto chegou a conhecer a família dele, apenas ouvia as histórias quando passava pela vida de Carlisle – Então, se comporte.
– Eu irei com você. Eu tenho alguns assuntos para resolver.
– Não se preocupe, amore mio – murmurou contra a orelha dela, enquanto sorriu – Agora, antes que eu desista da ideia de você.
Aquele homem era encrenca na certa.
X
Floresta próxima a Port Angeles.
Ele não devia ter saído sozinho.
O corte fundo em seu braço, enquanto qualquer ser humano teria morrido pela quantidade de sangue que ele perdeu, mas Laurent Delacroix odiava depende de terceiros numa caçada.
Mas, o caçador virou a caçar.
Laurent respirou fundo, enquanto os machucados nas mãos, enquanto ouvia o som irritante da chuva assim como percebeu o sangue se espalhando pela mata, apenas pegou o celular enquanto digitou a sua última localização conhecida.
Merda, merda –, entre todos os seus momentos de heroísmo, ele não esperava morrer ali, enquanto pensava que poderia viver até os 100 anos, Laurent sentiu o corte profundo, enquanto corria pela floresta. Ouviu com seus ouvidos sensíveis, o som dos galhos se partindo com o tamanho da besta, enquanto praguejou para todos os seres celestiais existentes naquele planeta.
Como os Deuses eram injustos?Se lembrou como tudo começou, enquanto os gritos durante a guerra… não eram vampiros que Bulgasais tinham medo, afinal, quem temeria a morte depois de tantas vidas? Entre os quais, provavelmente, Laurent teve umas boas vidas com mulheres, homens e pessoas ao seu dispor, mas aos quase 30 anos, ele não esperava morrer tão cedo.
Se perguntava quando foi que se tornou tão sentimental? Desde Londres? Talvez, apenas se encostou contra o tronco, enquanto apertou o pedaço de pano, como diria para Rick que ele morrerá antes de matar a besta?
Se Diego estivesse ali, ele não estaria prestes a morrer, mas Laurent sempre foi um lobo desgarrado em sua vida e jamais gostou de trabalhar em trio ou duplo, ou com qualquer pessoa que ainda estivesse viva naquele maldito planeta.
Então ouviu os sons dos passos que eram mais leves do que os anteriores, será que era a mesma criatura? Enquanto segurou a arma contra seu peito, se ele iria morrer, morreria com dignidade que lhe restava em seus ossos.
Antes que pudesse pensar, os olhos em tons de dourados encaravam com curiosidade.
E foi a primeira vez que seu coração bateu descompassado em todos aqueles anos vivendo como Bulgasal.
Ali estava a sua alma gêmea.
A mulher se aproximou dele, os olhos fixos na vítima.
Uma vampira? Quem? Laurent apenas sentiu o casaco sobre seus ombros, enquanto os braços finos se levantaram rapidamente.
Laurent tinha os olhos mais bonitos para ela, ao mesmo tempo em que os olhos dourados estavam preocupados com ela –, os cabelos grudados no pescoço por causa do sangue.
– Eu irei salvar você. Não se preocupe.
X
Dinastia Tang,
717 d.C.
“Aguente firme”, os dedos doloridos enquanto sentia sua carne se perfurada lentamente, Bai Yue sentiu aquele medo incompreensível, e ela ouviu o som da água, enquanto segurou firme na pedra, o cheiro de fumaça estava em sua boca, enquanto os assassinos lutavam contra os guerreiros do clã Bai.
“Aguente firme”, sentiu o cheiro de fuligem, enquanto a fumaça dominava o pequeno buraco do poço no fundo da casa de seu clã, e sentiu aquele medo crescer em si, enquanto ouviu os passos, os pensamentos desorganizados e as ideias macabras com os sobreviventes.
As cinzas do que restava, os gritos de desespero das poucas pessoas vivas durante o grande incêndio na Mansão do Primeiro Ministro Bai, ela encarava a boca do poço com apreensão.
Na semiescuridão, e a água cobrindo metade do seu corpo, enquanto segurava firme o bebê contra o seu peito, naquele momento o pavor veio, enquanto as outras duas crianças choravam silenciosamente, e ouviu os gritos dos homens.
Do horror, da espada presa, enquanto ouviu-se o som do chocar das espadas uns contra outras, ao mesmo tempo em que a pessoa a encarou do fundo, enquanto aqueles pensamentos eram conhecidos.
Eram pensamentos familiares e aconchegantes.
O grito, enquanto o homem puxou um a um deles, ao mesmo tempo em que os braços ao redor de si, as lágrimas descendo por sua face, enquanto as sombras do Imperador Xuanzong a segurou firme entre os seus braços, enquanto Yue sentiu o seu corpo cair.
Naquele segundo, Bai Yue sentiu que poderia voltar a respirar de novo.
%Elizabeth% encarou a lista de compras que tinha em sua mão enquanto o fim de semana seria tranquilo até segunda-feira, à sua frente, Diego e Bree seguravam as mãos um do outro como um velho casal de namorados, Cassius e Isabella iam a frente encarando os legumes e em uma discussão, enquanto Frederick estava atrás dela como um velho amigo.
A lembrança tão antiga quanto a existência de vampiros, ela não se recordava do nome dele, mas sentia aquela segurança quando estava com ele, apenas mordeu o lábio inferior enquanto sentiu a mão sobre a sua testa.
Falou em uma língua antiga, enquanto a senhora americana o encarava ouvindo suas palavras como um palavrão, %Elizabeth% ouvia os pensamentos dela, e riu.
– O quê? Você deveria falar em inglês,
chérie – murmurou em uma língua franca, o árabe soava suave e sem qualquer sotaque, enquanto ele riu – O quê?
– Você faz essa língua soar bonita. Entretanto, não mude de assunto, %Elizabeth%. O que ele quer com você?
– Remanescência – murmurou em tom suave usando o seu italiano, enquanto olhos atentos a ele, ao mesmo tempo em que a expressão irritada – O quê? Eu não tenho culpa de ser bonita.
– Você não acha que deveria ter cuidado. Ele pode…?
–
Matar – sussurrou japonês, enquanto a mesma percebeu o rosto franzido dele, Fredrick estava preocupado de verdade, %Elizabeth% soltou um longo suspiro – Não se preocupe, antes que ele pense em fazer isso, eu terei arrancado a cabeça dele do pescoço com um estalar de dedos. E eu pretendo ficar viva.
%Elizabeth% sorriu para ele, e ao mesmo tempo em que Frederick a observava mais atentamente, os olhos verdes eram irritantemente familiares, enquanto apenas tocava sobre a cabeça de forma carinhosa como havia feito em todas as suas vidas antes daquela, mas aquela incômodo, como poderia lembrar dela? Fazia mais de 800 anos desde a última vez que viu aqueles cachos loiros morangos, dos tempos de…
Questionou em russo, enquanto Frederick não sorriu com a intromissão dela, mas era %Elizabeth%, aquela garota que se casou nos tempos da Itália, e que viveu como amantes por longos períodos quando estavam solitários.
Era diferente dos outros bulgasais –, mesmo que Bree e ela tenha estado em um casamento arranjado no passado, Frederick e ela eram… amigos, amantes e quase soulmates, enquanto houve momentos no passado que ele pensou que era irritante.
– O quê? Que nós já fomos casados, petite? Murmurou em português, enquanto %Elizabeth% o encarou com uma expressão irritada, e os olhos se fecharam, fazendo uma careta.
– Que você me odeia tanto.
– Eu te odeio, e eu te acho insuportável… Eu penso nela, porque diferente de você, eu só a vi uma vez na minha vida… então, eu não tenho motivos para gostar dela ao ponto de me pretender ao celibato igual ao Cassius – murmurou Frederick, enquanto suas lembranças eram tão antigas quanto %Elizabeth%, entretanto suas memórias eram confusas algumas vezes – O que pretende fazer?
– Viver mais alguns anos?
Murmurou em tom óbvio, em um tom interrogativo como se questionasse se havia outro destino para ela, além de viver a sua vida, afinal, o que ela faria com alguém que pensava em outra pessoa? Não estava em seus planos viver mais do que deveria aquela vida, e %Elizabeth% se virou, enquanto Fredrick encarou ela com atenção, os intensos olhos fixos em si, e suspirou.
– Eu irei confiar em você.
– Vamos aproveitar o fim de semana, podemos? Eu posso pensar em algo divertido.
Sorriu de maneira brilhante, enquanto Frederick não sorriu de imediato quando segurou os dedos dela entre os seus dedos, como dito anteriormente eram amigos, amantes e quase
soulmates.
Entretanto, os Deuses tinham outros planos para ele que era viver naquele mundo em sofrimento, mas Frederick seria como %Elizabeth%.
Ele só viveria aquela vida e a próxima.
X
Mansão Cullen.
O homem quase sem consciência encarava eles comum semblantes, e os olhos profundos em tons castanhos escuros, enquanto a pele em tons de oliva estava coberta de suor, sangue e medo – , Carlisle tinha os olhos fixos nos ferimentos dele, Irina o colocou delicadamente.
– O que houve? – inquiriu, enquanto segurava o sangue contra o ferimento no abdômen, e os olhos dourados observavam o rosto contraído em uma preocupação genuína – Irina.
Como um vampiro poderia ter uma expressão tão cheia de compaixão? Em seus mais de 4 mil anos andando por aquelas terras que encontraram tiranos, onde crianças foram para guerra, e ao qual, o mundo presenciou Guerras Santas, a criação e descoberta do novo mundo, Laurent nunca sentirá que poderia ter alguém naquele mundo que tivesse tanta compaixão quanto ele.
Ele era alguém que Laurent poderia confiar.
– Eu o vi na floresta, ferido, e eu o quero – Irina se afastou do corpo do homem que tinha os olhos mais brilhantes que reconheceu em sua existência, enquanto o cheiro de sangue estava marcado em suas mãos – Eu…
Laurent apenas grunhiu, em dor, enquanto se virou para o lado – aqueles olhos intensos, ao mesmo tempo em que a ardência em sua pele.
Sussurrou em latim antigo que poucas pessoas ainda se lembravam, enquanto esquecia as palavras em inglês em sua mente, a falta de sangue se esvaindo como a vida.
Merda. Laurent apenas buscou a pulseira, enquanto começou a pensar em sua vida no início dos tempos, daqueles animais que conheceu, que roubaram sua família. Laurent apenas respirou fundo, enquanto os olhos dourados se fixaram nele, e ao qual era uma expressão de dor sobre os músculos faciais mais bonitos e perigosos do planeta. Naquele segundo, o celular tocou sobre as suas roupas, enquanto o nome
Love piscava, apenas sentiu aquela sensação irritante sobre os seus músculos, enquanto os olhos castanhos se fixaram naquele nome.
– Irina, ele tem família. Irina.
Apenas apertou o celular enquanto a voz soou em inglês com um sotaque pesado misturado a um italiano, enquanto percebeu os dedos gelados sobre as teclas, morreria em breve, como um cachorro sem dono.
– Laurie. Onde você está? Laurie. Eu quero ir à Disneyland. Naquele segundo, a voz feminina e manhosa em tom infantil, enquanto os lábios murmuram as palavras em língua antiga.
– Eu te vejo no início, Ems. – Laurent!
Laurent! Laurent! Richie! Laurie está em perigo! A voz soava histérica, enquanto perdia a consciência. Irina segurou o celular com cuidado, enquanto a voz masculina soou mais histérica em línguas que ela não conseguia, ao mesmo tempo em que os lábios dela se contraíram.
– Deixe comigo, Ems. Laurent, eu irei mandar backup. Aguarde. Desligo, Irina ouviu aquela voz de novo no fundo, aquela sensação de medo.
– Transforme ele, Carlisle.
O celular foi destruído entre os seus dedos, Carlisle observou o homem com atenção.
Aquele sentimento estranho, enquanto a vampira observava o homem, ao mesmo tempo em que aquela pessoa se tornava dela.
Casa dos Swan.
Diego encarou a mensagem em seu celular, enquanto o conteúdo criptografado de maneira que ninguém além deles poderia saber o seu significado – justamente naquela hora, enquanto bebeu a lata de Coca-Cola, ao mesmo tempo em que franziu o cenho.
Laurent estava em perigo, apenas jogou o cartão de crédito preto sobre o colo de Frederick, ao mesmo tempo em que pegou o casaco e a arma em seu cós.
– Eu preciso resolver algo. Fique com eles.
A voz de Bree soou preocupada, enquanto Diego sorriu falsamente e beijou a testa dela, e sentiu aquela conexão dos deuses com sua melhor amiga, amante e pessoa que amava por todas as suas vidas – aspirou o perfume dela, e riu.
– Laurie. Eu preciso ajudá-lo. Frederick não veio a serviço. Eu não demoro, ok?
– Traga o Laurie. Eu sinto falta dele.
– Ok, madame Bree. Eu te amo.
Sussurrou, e beijou ela rapidamente, enquanto colocou a arma em suas costas, apenas pensou que era uma besteira de Emma que ela estivesse preocupada, entretanto, Laurent nunca deixaria de dar notícias.
Ele era um cara responsável demais para o gosto de Diego que era uma pessoa inconsequente, mas eles eram opostos um do outro, mas suas metades no trabalho, enquanto observou a garota ali
– Tem nômades por perto – murmurou %Elizabeth%, os olhos claros fixos nos seus – Quer que eu vá com você?
– Se Richie, ou Ouyang Xu soube que você me seguiu, eu serei morto – o tom brincalhão, enquanto %Elizabeth% franziu o cenho – Ou você está preocupada com Laurie? Afinal, ele já foi seu pai.
– Por poucos anos – murmurou ela, enquanto encarou Diego com atenção – Não seja descuidado, Diego. Tem muitas coisas que poderiam nos matar lá fora.
Diego apenas a encarou, enquanto o mesmo suspirou.
– Podíamos destruir Volterra, o que um vampiro poderia fazer comigo – comentou de maneira humorada – %Elizabeth%. Caso eu esteja em perigo.
– Não se preocupe. Nós te acharemos.
Diego apenas pegou as chaves, enquanto encarou o céu coberto de nuvens.
Laurie, eu espero que você esteja bem, apenas andou pela estrada, ao mesmo tempo em que apertou o medalhão em seu pescoço.
“Nós vemos no início, Laurie”.
X
New York,
Um ano antes.
Emma Stuart encarou o teto branco, as paredes de mesmo tom, e ao mesmo tempo em que pensou que era a terceira vez que vinha naquele lugar nos últimos 7 meses.
Provavelmente, a última vez – o hospital estava repleto de pessoas, e cada uma delas ocupada com seus próprios demônios, e não era raro que Bulgasais nascesse em famílias de Bulgasais, e ao qual Emma ganhou na loteria quando ela e Anthony Stuart se tornara a mesma família de novo.
Seu pai era um Bulgasal e filho de um bulgasal, enquanto sua mãe, sabe-se lá Deus onde ela foi quando a deixou na porta de seu avô após seu nascimento, entre todas as suas lembranças, seu pai sempre foi um homem bom que se envolveu no 11 de setembro, enquanto morreu naquele ano.
Seu avô, Christopher, ganhou mais do que gostaria.
– Ei, Emma. Meu nome é Laurent Delacroix. Eu sou amigo do seu pai e avô.
– Você demorou, Laurie. Você sempre é atrasado… um péssimo hábito.
Laurent não sorriu, enquanto encarou a garotinha, e ao qual ambos serviram juntos ao exército no passado.
– E, você é realmente um pé no saco.
A garota tinha os olhos castanhos em tons de avelã, os cabelos curtos sobre os ombros em cor loiros quase platinados, enquanto segurava com firmeza a boneca Barbie. Laurent era um homem alto com ombros largos, e quando começou naquele trabalho, talvez ele acreditasse em um futuro bom para a humanidade, Emma observava os olhos intensos dele, enquanto ele sorria.
Aquele cheiro, enquanto ouvia as palavras do lado de fora da UTI.
Ela sabia, e de alguma maneira, ela sabia.
– Vovô, ele não vai voltar, não é?
E, por quê? Laurent sorriu para ela, enquanto pensava naqueles momentos, ao mesmo tempo, em que odiava esses momentos, Emma tinha apenas 10 anos, entretanto, com milhares de vidas assim como seu pai.
– Seu avô já tinha 90 anos, Emma.
– Então, ele morreu de velhice, e o papai, ele já apareceu? – Emma murmurou com curiosidade, enquanto encarava a boneca em suas mãos, enquanto a terceira geração de bulgasais – Quando eu o verei de novo?
– Dentro de alguns anos, você será bem mais velha do que eles. Conhece o procedimento, Emma. Então, gostaria de vir comigo?
– Vovô pode ter nascido aqui? E o papai?
– Esperamos um lugar de paz. E seu pai, já deve ter uns cinco anos agora.
– Você é sempre positivista, Laurent.
– Eu me lembro de você durante a revolução francesa, então, Ems… vamos esperar sua família?
– Tá, mas eu quero ir à Paris no meu aniversário.
– As suas ordens,
chérie.
Emma precisava dele, aquele nome esquecido entre seus pensamentos, enquanto aquela queimação diminuía gradualmente, enquanto organizava os seus pensamentos em lembretes como Lucy a havia ensinado desde que era um desastre.
Ouviu as vozes, algumas frustradas pelos atos de Irina, ao mesmo tempo em que sentiu a presença de mais pessoas ao redor dele.
Pelo menos foi assim que ele pensou que ela se chamava, naquele momento, Laurent se ocupava de milhares de pensamentos, e um deles era que ele deveria ter ido atrás de sua filha.
Aquela menina lembrava a sua Dália, com os enormes olhos escuros, enquanto corria pelos desertos, da risada alta de sua menina, ao mesmo tempo em que o sangue sobre as suas mãos.
A pequena Emma que era curiosa ainda, apesar de todos aqueles anos vivendo como Bulgasal, afinal, eles eram almas solitárias demais para pensar em tais coisas como construir uma família porque a dor de ir e vir para aquele mundo era pesada.
Mas existem aqueles como Amy ou John que em todas as suas vidas vivem como se não houvesse amanhã.
Laurent ouviu os sons, a sua sensibilidade se ampliava, ouviu os passos leves demais, o som das árvores, enquanto tentava manter suas lembranças em sua mente. Bulgasais tinham as lembranças mais sólidas do mundo.
A voz soava musical aos seus ouvidos, a pessoa deveria ser pequena em comparação a ele, ou qualquer pessoa,
se concentre –, Laurent guardou aquela voz em sua memória, enquanto sentia seu corpo mais leve, apenas abriu os olhos de repente, enquanto sentia aquele incômodo imediato, os barulhos mais altos e entre outros sentidos, enquanto aqueles sentidos já aguçados por ser um bulgasal se ampliaram mais.
Laurent ouvia cada minúsculo som, ao qual, tentou se concentrar em diminuir a distância de sua habilidade, entretanto, encarou aquelas micropartículas, uma a uma, enquanto ouviu os passos.
O som tímido, enquanto percebeu o quarteto de vampiros ali –, ele deveria saber, enquanto percebeu as três loiras e o loiro, um deles, ele reconheceu como o homem que o mordeu, enquanto a mulher na frente que ele reconheceu.
A voz com sotaque soou de leve, a fluidez dela, enquanto os olhos fixaram nos dela –
dourados, era a exata coloração dos orbes dela para ele, e foi naquele momento que Laurent entendeu a sua existência naquele planeta, entre os quais, talvez fosse aquele momento raro.
O momento de condenação eterna, pensou com irritação, enquanto sua garganta coçava, ao mesmo tempo em que tentou se concentrar em qualquer outro sentimento ou partículas de areia que sobrevoaram o ambiente naquele segundo.
Era mais sensato, enquanto o fogo era esquecido.
– Laurent. Meu nome é Carlisle… – a voz soou tranquilizante, Laurent apenas sentiu uma vontade de rosnar, enquanto ouviu algo do lado de fora, aquela respiração pesada demais… – Laurent?
Então, se lembrou,
Diego. O idiota deveria ter ido encontrá-lo, e se Emma ligou para ele, e ao qual provavelmente Diego estava o rastreando naquele segundo, Laurent não gostou do rumo de sua linha raciocínio ao imagina o coração pulsante perto de si.
Aquilo o fez salivar –, e pensou,
eu devo alertá-lo. – Onde está o meu celular?
– Laurent, você não pode…
– Você o destruiu?
Pour l'amour de Dieu… – sua voz soou musical, aquele som que atraia as suas vítimas, enquanto estava raciocinando rápido demais –
Fuck. Ok, podem me emprestar um celular?
– Irina, nós iremos conversar depois, eu preciso do celular, por favor, Ems precisa saber que eu estou bem… Irina? – murmurou ele em tom seco, enquanto observava as roupas que usava, ao mesmo tempo em que encarou ela com atenção, talvez fosse rápido demais – Eu preciso falar com…
Então, naquele exato momento, aquele som dos passos, e ao mesmo tempo em que reconhecia aquele som.
– Laurie, nós vemos no início. Vampiros, enquanto apenas correu pela janela aberta, ele conhecia aquele som, enquanto o grito soou alto o suficiente perto demais, ao mesmo tempo em que sentiu aquela fragrância intrigante de vampiros.
Mas, talvez ele fosse morto pelos Quileutes.
1130 minutos antes.
La Push.
“Além dos frios, nós temos um inimigo mortal, aqueles nascidos dos demônios, se lembre, Sam, eles devoram as almas condenadas”, as palavras de Quill Athera III soavam em sua mente desde sempre, enquanto as lendas dos Quileutes eram remotas das eras antigas quando a palavra era espalhada pela boca para outra boca.
Era a primeira vez que ele era testemunha de tamanha brutalidade, enquanto aquele local estava manchado por sangue e corpos.
O cheiro de carne queimada parecia ficar cada vez mais forte, enquanto ele andava até ali, suas mãos tremiam enquanto era seguido por Paul e Jared, o som dos passos abafados, enquanto os lábios estavam rígidos em sua forma de lobo.
As histórias falam sobre os frios,
aqueles outros que eram as crianças nascidas de demônios, dos frios, dos seres da escuridão enquanto Sam, em toda a sua vida pensou que eram apenas histórias de terror contada pelos meus mais antigos de sua tribo.
Sam Uley não esperava aquele de corpos tão perto da fronteira, enquanto mutilados de maneira horrível, e o cheiro suave demais, enquanto a ardência estava em suas narinas. O cheiro daqueles frios, enquanto suas mãos tremiam violentamente.
“Sam”, aquele choramingo de Jacob Black soou, enquanto ouvia os lamentos dele –, ao mesmo tempo em que o cheiro era fresco.
“O que iremos fazer, Sam?”, naquele momento, ele sabia quem eram os responsáveis por aquilo.
O pacto havia sido quebrado.
Entretanto, ele sentiu aquele leve cheiro de sangue e veneno… Alguém estava morrendo.
Diego amarrou o pedaço de pano sobre seus machucados, enquanto e lembrava dos cabelos cor de fogo, talvez devesse ter pedido para Bree vir junto com ele, entretanto, ele não suportou a ideia de ver sua amada sendo caçada por aqueles dois vampiros, enquanto tentou respirar fundo.
Ouviu os passos pesados cada vez mais perto, apenas pensou que não poderia ter um minuto de paz em sua vida, enquanto pensou que os Deuses gostavam de se entreter com as desgraças alheias como a deles.
Pelo menos queimou a cara do vampiro loiro, enquanto pensava naqueles olhos fixos nele como se ele fosse algum tipo de comida fazia com que Santorini se irritasse e quisesse ir matá-lo com suas próprias mãos, entretanto, ele não conseguiria vencer dois vampiros sem apoio nenhum, enquanto Diego xingava todas as divindades existentes, enquanto se movia com o braço.
Maldito vampiro, quem imaginaria que um nômade seria tão desleixado?
Sentiu a queimação, o veneno correndo por suas veias, Diego cogitou amputar seu braço, entretanto, a queimação o impediu de raciocinar, enquanto sentiu aquela dor excruciante sobre o seu braço.
Então, o grande lobo de pelagem negra estava lhe encarando, Diego encarou seu braço, enquanto senti a queimação aumentar a cada segundo, o veneno correndo livremente por suas veias, enquanto seus olhos mudavam.
Os tons castanhos escuros se tornam amarelados, enquanto as veias ao redor se saltaram, e o cheiro de sangue fresco chegou às suas narinas, Diego sentiu a pele morena se tornar rígida.
Enquanto, talvez, ele realmente só encontrasse Bree na próxima vida.
¹Sinners – Barns Courtney.
¹Unholy – Sam Smith.