VI • The Truth Untold/Irony².
Tempo estimado de leitura: 45 minutos
segredo- substantivo masculino;
- aquilo que a ninguém deve ser revelado; o que é secreto, sigiloso;
- o que há de mais escondido; o que se oculta à vista e ao conhecimento.
Dinastia Chou, 615 a.c.
A garota chamada de Xiang encarou Chu Yang com surpresa.
Aquele que o príncipe herdeiro odiava pelos boatos que corriam soltos pelas más línguas com uma reputação manchada pelas fofocas sobre ele ser um playboy, e a faca em sua mão quando ele parou com cuidado excessivo.
O menino nascido em uma família nobre segurava com firmeza a mão, ao mesmo tempo em que a dor crescente sobre sua pele na lâmina. Aquele cheiro suave demais, mas característico que ele não tinha esquecido com o tempo enquanto o sangue se espalhava pelo beco.
– O que você está fazendo?
Ele segurou o ferimento com firmeza, enquanto a garota chorava sozinha do lado de fora – entre todos os bulgasais que conheceu, aquele tinha um sentimento de sofrimento, ao mesmo tempo em que seus pensamentos altos.
Uma garota nascida na Grécia, um irmão amoroso, a
imortalidade, e enquanto banhos de sangue ao longo de séculos, e então, uma morte brutal.
– Didyme? Nome bonito.
Sussurrou o nome estranho, enquanto as lágrimas pararam em surpresa com o tom que ele usou.
– Você…
– Você ainda o ama? Ele realmente ainda vive, e você morre. Que destino trágico. Que tipo de amor é esse? – murmurou em tom seco, os lábios franzidos – Você realmente é um tola por atentar contra a sua vida.
Aquela incompreensão dos sentimentos mais mundanos, Yang sorriu, enquanto naquele momento, ele e Didyme se encaravam. A menina nascida em um tempo de caos e guerra, enquanto ele sentia aquele medo incompressível.
– Eu posso apagar esses sentimentos para sempre, se deseja?
Foi a primeira vez naquelas vidas que alguém foi tão gentil com ela, a garota nascida numa família nobre, ao mesmo tempo em que o menino segurou sua mão com firmeza.
– Não se preocupe. Isso se torna o passado. Didyme não é você, e você não é ela.
– Ele?
Ele…
– Você deveria esquecer ele, afinal, o mundo dele e nosso mundo não pode coexistir. Uma alma gêmea não é a pessoa que te faz mais feliz, mas aquela que te faz sentir mais. Quem conduz o seu coração para bater mais alto, quem pode te arrastar rindo com o perdão do porão em que te trancaram… – murmurou devagar, enquanto observava a garota com atenção – Vampiros são diferentes de nós.
Eles podem morrer, e nós não. Eles têm uma vida limitada, enquanto nós somos seres amaldiçoados por natureza.
– O que nós somos?
– Estranho. Normalmente, todos sabemos o que somos, mas você… Suas lembranças de antes não existem. Será que você nasceu diferente de nós? Eu posso
ler a sua mente, senhorita?
– Eu…
– Não é a mesma habilidade do seu irmão, e muito menos será ruim para você – murmurou de maneira suave, enquanto segurou sua mão – Pronta?
Didyme percebeu as vidas que viveu, e ao mesmo tempo em que percebeu o que ela havia feito, enquanto voltou a realidade. Ela apagou as memórias em um momento de desespero no passado, enquanto encarava com lágrimas o rapaz que tinha um sorriso solidário.
– Hm. Não é incomum, mas bastante incomum que você apagou as suas memórias antes de ser vampira para viver uma vida calma com sua família… Você realmente é uma criatura estranha. Mas, eu acho que minha irmã mais jovem pode gostar de você. Afinal, ambas têm habilidades similares.
– Sua irmã?
– Minha irmã tem uma habilidade muito mais refinada do que a minha. Ela é uma criança adorável. Existem outros como nós, e alguns, tão especiais quanto você. Deseja ir comigo?
Xiang percebeu a mão esticada para ela, aquele rapaz lhe deu uma segurança imensa, enquanto segurou os dedos firmes.
– Você pode me chamar de Chu Yang.
A menina Xiang pensou, enquanto sentia falta de Marcus – entretanto, aquele homem estava certo sobre ela, e por causa disso, ela escolheu não voltar para Marcus. A dor da perda de alguém, a falta de entusiasmo, enquanto sentia aquele coração congelado bate de novo de forma compassada quando renasceu em sua primeira vida após milhares de anos congelada.
–
Sim, jovem mestre.
A viagem de carruagem durou uma manhã inteira enquanto parou ao pé da montanha, enquanto
Hall of Dreams estava repleto de flores após quase seis meses desde que Chu Yang apareceu ali.
A criança nascida em dia de lua cheia remexia na terra batida, ao mesmo tempo em que Didyme encarou os olhos profundos, e foi o primeiro encontro de almas que havia perdido seus parceiros brutalmente.
Ou que estavam condenadas a serem os espécimes da
Loveless Curse.Tempo atual.
Cassius encarou a própria mão.
Talvez fosse hora de deixar ir, enquanto imaginava como ela estava após todos esses anos.
Xiang, você está bem? Pensou na menina nascida com tantos infortúnios em sua vida, afinal, ela retornou a ser Bulgasal assim que foi morta pelo irmão.
Aro – %Elizabeth% comentou sobre seus encontros com os Volturi no passado, e quando não tinha qualquer interesse em viver nas ruas desertas perto da Itália, ao mesmo tempo em que suspirou ao andar pelo hospital, enquanto a figura de cabelos espetados o encarava de volta ao lado de Jasper e Rosalie.
– Olá.
– Oi… Você está ferido?
A pergunta soou ansiosa na voz musical de Alice Cullen, ao mesmo tempo em que Cassius sorriu, enquanto encarava ela. Suas habilidades de leitura de mente eram inferiores a de %Elizabeth%, enquanto pensou soltou um longo suspiro que talvez ele devesse treinar tal habilidade.
– Apenas alguns arranhões. Nada preocupante, Alice Cullen. Soube que você entregou a minha irmã. Ela não está nada feliz – Cassius riu com sua colocação – Eu admiro a coragem de quem faz isso.
– Você sabia que ela quase quebrou a perna?
– Ela não quebrou, aparentemente, e não, eu não sabia que ela se machucou. Aquela garota jamais fala das dores ou sobre qualquer coisa… – Cassius soltou, enquanto os encarou – Obrigada por ajudá-la. Provavelmente ela ia esconder de novo, como fez quando quase quebrou o braço.
– Ela faz isso… com frequência?
– Minha irmã tem alta tolerância à dor, e odeia atenções desnecessárias, ao qual, ela nunca reclamou de ferimentos, e você é bastante observado, Sr. Hale, mesmo após todos esses anos, eu ainda não consigo perceber quais são os sentimentos de minha irmã mais jovem.
O celular tocou, enquanto Cassius franziu o cenho, enquanto se virou para o corredor, e ao mesmo tempo em que a tela piscava com o nome de Derick.
– Se me derem licença… Olá, Derick. Será que devo sentir prazer em sua ligação? O que houve? Você sente tanta a minha falta?
– Seu bastardo, ainda faz piadinhas, Cass… A sua irmã não está me respondendo, e você é um homem sem coração, irmão – a voz masculina soou irritada, ao mesmo tempo em que Jasper estava curioso –
Como ela ousa? Afinal, sua irmã é a minha Deusa, como ela pode ignorar o mais fiel servo dela? Ela vai para Normandia para o campeonato, eu soube que vocês se mudaram, ela vai né, bro?
– Ela disse que ia se aposentar do CTF. Vocês podem competir sem ela.
–
Cassius, ela não pode! Pelo amor de Deus, bro, ela é a Deusa que todos adoram, cara, como ela pode se aposentar no auge da carreira dela? – murmurou o outro em pânico –
Sua irmã é um gênio, além disso, eu quero vê-la de novo.
– Eu estou menos inclinado em deixá-la ir agora, Derick. Mas, eu irei repassar o recado.
Cassius percebeu os rostos curiosos, enquanto encarava o quadro na parede, ao mesmo tempo que Derick riu.
– Cassius, a sua irmã nunca me deu uma chance. %Elizabeth% é tão sem coração quanto você.
– Derick, minha irmã não é pro seu bico. Enfim, talvez nós iremos para Normandia. Até mais.
Os Cullen o observavam, enquanto Cassius fechou o celular.
– Vocês estão indo pra Normandia?
– Curiosa demais, Alice Cullen, mas isso não é nenhum grande segredo… – murmurou Cassius em um sorriso casto – %Elizabeth% tem uma competição. Provavelmente será divertido… agora, eu tenho que ir.
Deu um aceno, enquanto finalmente consegui confirmar que era Alice.
A sua Alice.
X
– Bella.
Vazio.
Franziu o cenho.
– O que foi? Está doendo?
– Hmm. Não, você está bem?
– Sim.
Isabella sempre foi fácil de ler, era como um livro aberto que era mais interessante do que os pergaminhos antigos que o Tutor Imperial Han lhe dava para ler, pelo menos sempre foi assim para %Elizabeth%, compreende as lacunas que ela tinha em sua própria mente – apesar de seus momentos de iluminação bloquearem as pessoas.
Era mais fácil ler pessoas sem escudos – Bree era mais fácil de ler dentre as pessoas que conhecia, enquanto ela mantinha seus pensamentos sobre controle em algum lugar do pequeno hospital de Forks, ao mesmo tempo em que se lembrou que ela não gostava da falta de privacidade que Edward Cullen lhe dava todos os dias desde a chegada dele em Forks.
%Elizabeth% queria rir ao pensar que Bree amaldiçoou ela quando estavam sozinhas – afinal, ela tinha que manter sua mente ocupada com vários pensamentos inúteis, mas Bree Tarner era a melhor em camuflagem de seus pensamentos.
Mas, Isabella estava além do esperado entre os Bulgasais naquele quesito, enquanto talvez sua habilidade fosse irritante naquele momento, %Elizabeth% soltou um suspiro profundo e incomodado com o silêncio.
Ela sempre preferiu o silêncio, entretanto, naqueles momentos, Isabella não queria que nem ela soubesse de seus pensamentos – esses eram raros os momentos em que ela se deixava bloqueia %Elizabeth%, e no qual, talvez ansiedade de ver a irmã fazendo um ato tão irreal e que fosse contra a sua natureza.
Isso era interessante.
– Eu irei cochilar. – Murmurou, enquanto sondou o escudo alto de sua irmã.
Agora compreendia como Edward Cullen se sentia, ao mesmo tempo em que encontra alguém que não compreendia a sua irmã não era raro, mas encontra alguém com habilidade de ouvir pensamentos e que não conseguia ler sua irmã que mantinha o escudo baixo era bastante peculiar.
E sua irmã se tornou imune, era algo estranho – afinal, %Elizabeth% conseguia facilmente ler a irmã, provavelmente pelos milênios de prática de sua habilidade, enquanto tinha uma barreira natural para outros como Aro e Edward.
Isabella tinha uma das defesas mais extraordinárias do que as delas, %Elizabeth% poderia facilmente obter qualquer informação que desejasse de sua irmã desde que Isabella estivesse disposta – entre as quais, %Elizabeth% encarou com uma expressão ansiosa, afirmava que sua irmã sempre foi inteligente, entretanto, Isabella é um pouco mais irracional do que pensou.
Afinal, suas atuações sempre foram ruins, e por causa disso, se um dia ela fosse viver de teatro iria morrer de fome mesmo com anos de prática no ato da mentira.
Ela sempre foi ruim para se expressar, ou mentir, enquanto %Elizabeth% ainda se perguntava se havia algum problema com aqueles vampiros;
Os pensamentos de Rosalie e Emmett eram tão altos, enquanto ouvia as palavras de Jasper também, Swan apenas trincou os dentes com o mero pensamento.
"Tome cuidado", avisou de maneira sutil, enquanto Isabella sabia que eram vampiros,
entretanto, por que demônios alguém iria se arriscar por humano? Vampiros eram
perigosos, ao qual, eles estavam entre as criaturas que Bulgasais como ela e os irmãos evitavam quando cruzavam com eles, afinal, o que eles poderiam fazer por eles?
Não havia nenhum ganho em ser amigo de vampiros ou tê-los como inimigos – ambos os caminhos eram certos para mortes.
Houve um tempo em que Bulgasais morriam como párias pelas ruas para satisfazer os seres da escuridão, enquanto Isabella se lembrava de todas as vezes que enfrentou um vampiro em sua longa vida como uma alma imortal condenada.
Às vezes, eles tinham sorte, entretanto, Isabella já havia morrido quatro vezes por vampiros – e um deles ainda estava vivo bebendo sangue humano em algum lugar de Volterra, enquanto outros morreram em guerras desnecessárias entre os Volturi, enquanto se lembrou de Vasilii, o garoto que a matou entre os seus dias na Slovakia.
– Podemos conversar?
– Sua irmã está esperando por você.
%Elizabeth% apenas encarou como se ignorasse todos aqueles sentimentos, enquanto os dois pareciam numa batalha interessante, mas seu cansaço estava drenando as suas forças, Isabella observou %Elizabeth%.
– Vai. Vou esperar você aqui.
A conversa do lado de fora não era nem um pouco interessante; Isabella sempre foi mais cabeça quente dentre os irmãos, e suas virtudes sempre eram obsoletas:
“Você me deve uma explicação”, por isso quando ela viveu como o Oficial Yang ficou conhecida como
Demônio vivo durante a Dinastia Chou.
– Você está bem, %Elizabeth%?
A voz soou do seu lado, Tyler era como um homem invisível; Ela sorriu, a dor se tornava suportável às vezes, afinal, ela já quebrou mais ossos do que possuía.
– Está tudo bem. Não se preocupe.
– Eu sinto…
– Tyler não comece. Por favor, eu realmente só desejo silêncio.
A conversa não durou nem cinco minutos, enquanto encarava o rosto lívido de Isabella com atenção; E no qual, talvez fosse uma ideia evitar falar de Edward Cullen por um tempo.
– Vamos?
– Você está bem?
A resposta muda, enquanto %Elizabeth% Swan encara as costas de Edward Cullen com atenção quando ele se afastou irritado, seus pensamentos altos pelo pouco discernimento de sua irmã pela própria vida.
Seria mesmo necessário manter ele vivo? %Elizabeth% percebeu que Isabella não queria conversar, enquanto o mar de estudantes as cercava, ao mesmo tempo em que pensou em muitas coisas que ocorreram nos últimos meses.
Tentava não pensar em coisas inúteis nas próximas horas, ao mesmo tempo em que ouviu os pensamentos se afastarem com rapidez absurda.
Talvez ela tivesse que matar os Cullen, entretanto, tal pensamento era de longe o ideal.
Ela sentiu aquele formigamento quando Jasper a tocou, e algo estava errado.
Afinal, Bulgasais também tinha seus segredos.
X
Mansão Cullen.
Jasper Hale acreditava que precisavam matar Isabella Swan a todo custo.
Havia um perigo, enquanto pensou que matar humanos não era assustador. Jasper pensava em formas de assassinar de maneira calma e sem que ninguém mais fosse posto em perigo, ao mesmo tempo em que ele pensava na garota de olhos verdes intensos cheios de lágrimas.
%Elizabeth% Swan ficaria triste?
Talvez tais pensamentos eram aterrorizantes, enquanto a garota de emoções tão triviais era tão controlada que o deixava curioso, enquanto pensava se perder a irmã fosse engaiolar as emoções dela ou elas seriam como uma fera desgovernada.
A curiosidade dominava sua mente, enquanto os cenários em que quebrava o pescoço delicado e pálido de %Elizabeth% parecia cada vez mais insuportável.
Desceu do carro, enquanto a sucessão de fatos de que Isabella Swan poderiam acabar com a harmonia que criaram ali, e que consequentemente poderia matar a sua frágil família.
Alice precisava ser protegida – entretanto, Jasper estava balançando pela humana de olhos verdes, ao mesmo tempo em que a garota surgia à sua frente.
"Você vai matar, Jasper?", o tom humano, enquanto %Elizabeth% sorria como um espelho, de algo que ele tinha esquecido há bastante tempo –
Lily, %Elizabeth% Swan lembrava Lily.
Até mesmo o olhar teimoso, Jasper apenas respirou fundo, enquanto o perfume dela estava em sua mente.
Aquele cheiro delicioso, enquanto a sede e a vontade de beber tal sangue crescia a cada dia, assim como sua vontade de fazê-la sorrir.
Talvez fosse um daqueles momentos em que ele precisasse repensar em sua vida.
%Elizabeth% Swan é a criatura mais estranha que ele conhecerá em sua existência – sentiu os sentimentos ansiosos pela casa.
Entre todos os sentimentos, talvez os seus eram os mais complexos.
– Sinto muito – o tom sério de Edward soou pela casa, olhando primeiro para Rosalie, depois para Jasper e Emmett – Não era minha intenção colocar vocês em risco. Foi algo impensado, e assumo total responsabilidade pelas minhas ações precipitadas.
– Como assim, “assumo total responsabilidade”? Você vai resolver a situação?
A voz soou Rosalie alto, enquanto Jasper tinha uma certeza de que eles compartilhavam a mesma linha de pensamento.
– Não como você está pensando – respondeu Edward em uma tentativa falha de manter a calma ao mesmo tempo em que suas emoções borbulhavam sobre a superfície – Já estava planejando partir antes de tudo isso acontecer. Vou embora agora...
Se eu acreditar que a garota ficará segura, Edward tinha pensamentos claros sobre a segurança de Isabella.
Se eu acreditar que nenhum de vocês vai tocar nela.
– A situação vai ser resolvida.
– Não – murmurou Esme em tom de reprovação, enquanto segurou a mão dele – Não, Edward.
– São só alguns anos.
– Mas, Esme tem razão – disse Emmett – Você não pode ir embora agora. Isso seria o oposto de ajudar. Temos que saber o que as pessoas estão pensando, agora mais do que nunca.
Jasper sentiu aquela emoção leviana sobre seu corpo, das emoções que Edward ainda não tinha conhecimento.
Entre todas aquelas emoções levianas, talvez a mais sensata fosse aquela sensação de proteção que existia para com os Swan, ao mesmo tempo em que a discussão se adiantou.
Jasper estava pensando em matar Isabella Swan.
– Não podemos dar a um humano a chance de opinar. Carlisle, não é possível que você não veja isso. Mesmo se todos decidirmos desaparecer, não é seguro deixar histórias para trás. Vivemos de forma tão diferente dos outros... Você sabe que existem aqueles que adorariam ter uma desculpa para nos acusar. Temos que tomar cuidado redobrado!
Havia certeza em sua voz, enquanto uma das coisas que Jasper poderia gostar em Rosalie era sua resiliência.
– Já demos origem a boatos!
– Boatos! Não é a mesma coisa que uma provas e testemunhas, Edward.
– Rose…
– Deixe-me terminar, Carlisle. Não precisa ser nenhuma grande produção. A garota bateu a cabeça hoje. Então talvez esse ferimento acabe sendo mais grave do que parecia – disse Rosalie, dando de ombros como se não fosse nada – Todo mortal vai dormir com a possibilidade de nunca mais acordar. Os outros esperariam que nós resolvêssemos isso. Você sabe que sou capaz de me controlar. Eu não deixaria provas.
– Sim, Rosalie, todos nós sabemos como você é uma assassina extremamente competente.
A voz em tom repulsiva soou, enquanto Rosalie Hale ficou em silêncio com tamanha grosseria de Edward.
– Edward, por favor — pediu Carlisle. Depois ele se virou para Rosalie. — Rosalie, eu fingi que não vi o que aconteceu em Rochester porque senti que você merecia sua justiça. O que os homens que você matou fizeram com você foi monstruoso. Essa situação não é igual àquela. A menina Swan é completamente inocente.
– Não é nada pessoal, Carlisle – disse Rosalie por entre os dentes cerrados, enquanto sentia todos avaliando suas emoções – É para nos proteger. Eu posso matar pelo menos %Elizabeth% Swan.
– Rosalie. Estamos falando de Isabella. Por que você está falando dela?
– Temos que dar um jeito nas duas – murmurou Rosalie, os olhos faiscando – Eu não confio que a irmã irá ficar de boca fechada.
– Espera, você está pensando em %Elizabeth% Swan também? – Carlisle se recordou da garota de olhos verdes – Por quê?
– %Elizabeth% Swan praticamente fez todo mundo acreditar que Edward estava ao lado da irmã dela, e sem nenhuma dúvida, ela é suspeita demais. Vocês não vêem isso?
– Rosalie!
A voz horrorizada de Esme, enquanto Jasper pensou em muitas coisas ao mesmo tempo, os lábios cerrados.
Era um risco – ele sabia, mas ele não permitiria isso, enquanto rosnou, um rosnado profundo do fundo de sua garganta.
Apenas pelo fato de Rosalie Hale pensar em matar %Elizabeth% o irritava profundamente.
– Eu não permitirei que toque na garota, Rosalie. Nenhum fio de cabelo de %Elizabeth% Swan.
Sua voz escapou, enquanto naquele momento percebeu o olhar de Rosalie, a mesma que acreditou que ele estava do lado dela.
– Jasper.
– O que está…?
–
Jazz.
– %Elizabeth% Swan é completamente inocente – sua voz soou séria, os olhos fixos em Rosalie ao mesmo tempo em que as palavras soavam duras – Eu não permitirei que faça nenhum mal a ela.
– Por que diabos…?
Foi então que se deu conta, enquanto aquelas emoções que imaginou que fossem curiosidade inata se transformou em algo violento, e a violência estava pela sala ao pensar na garota morta – Alice o encarou, enquanto um sorriso solidário surgiu em seus lábios.
– É ela, não é?
– Alice.
– Você finalmente a achou, Jazz.
– O que está acontecendo?
A voz de Carlisle soou mais alta. Jasper e Alice se encararam com um sorriso de canto, enquanto o futuro se modifica violentamente.
– %Elizabeth% é a verdadeira companheira de Jasper, e… minha melhor amiga no futuro – murmurou Alice, enquanto a imagem da humana em uma risada animada e os olhos dourados fixos neles, lado a lado deles, enquanto parecia um pouco mais distante lado a lado sobre o sol quente – Você vai transformá-la, Jasper. Não vai demorar muito.
Ofegou. Ele não tinha a mesma moral que Edward e Carlisle, se ele desejava %Elizabeth%, ele a teria. Mas, ele tinha Alice. Eles tinham prometido a eternidade.
– Alice.
– Eu tenho
Cassius.
A imagem de Cassius em um momento humano, enquanto segurava a mão de Alice e no outro, em um vampiro, o sorriso encantador demais. Alice Cullen sentiu aquelas emoções triviais, entre os quais, não conseguia ver nada além de Cassius em seu futuro.
– O que está havendo?
– Meu futuro mudou no momento em que conheci o Cassius – murmurou Alice, seu tom intenso ao pronunciar as palavras – Eu não sei quando ocorreu, mas o futuro que eu tinha com Jasper até algumas semanas atrás sumiu como se nunca tivesse existido.
– Eu não entendo. Vocês são parceiros? Como pode ter uma outra pessoa?
Carlisle nunca ouviu falar disso, enquanto o som pareceu desaparecer, ao mesmo tempo em que Edward encarava aquele futuro.
Onde ele mataria ou transformaria Isabella Swan em um monstro.
Três dias depois.
Forks High School.
Os resquícios da vida dupla dos Cullen foram apagados assim como sua perspectiva de momentos de paz no primeiro mês ali – %Elizabeth% sentia aquela dor de cabeça, enquanto moveu a perna imobilizada com dificuldade.
Maldito Cullen, se recordou de lembrar de Carlisle no passado, mas tais lembranças estavam acorrentadas. %Elizabeth% não se lembrava muito das coisas entre 1866 até sua última vida como Soren.
Enquanto a maioria das lembranças eram trancafiadas em seu coração pela
Loveless Curse, afinal, sofre mais de um século por ele, iria matá-la eventualmente.
Estava cansada. Certas mentes eram curiosas demais, ao qual, e demorou mais do que pensou para imprimir que Edward Cullen era o herói.
Mas, as pessoas ainda questionam, e isso leva a uma série de dores de cabeça no final de todos aqueles dias.
Seu rosto contraiu quando sua cabeça girou um pouco, ao mesmo tempo em que o Dr. Cullen havia exagerado sobre seus ossos – pelo menos, quando foi um médico durante a Primeira Guerra Mundial, ter uma fissura era bem melhor do que perder a perna.
Pelo menos foi o que o Capitão Carter lhe disse no primeiro dia coberto de fuligem e sangue.
Pensou nos rapazes que tratou, e respirou fundo, enquanto moveu a muleta, entretanto, sua reação era lenta demais enquanto sentiu a mão segurar contra o casaco que usava, enquanto os olhos dourados ficaram fixos em si.
Jasper Hale observou o pé dela, enquanto manteve as suas mãos acima da cintura em contato direto com seu casaco.
– Você está bem?
%Elizabeth% franziu o cenho. Os pensamentos de Jasper eram estranhos, um mais que outro, enquanto segurou com firmeza ela como se ela fosse frágil como um cristal.
Havia uma certa consideração por ela. E era estranho! %Elizabeth% poderia estar alarmada, mas com o uso de sua habilidade irritante, ela quase não conseguia ouvir os pensamentos dele.
Estava fraca demais.
– Obrigada.
– Você devia ter mais cuidado.
O som da voz dele soava suave, ao mesmo tempo em que a colocou sobre o chão, o rosto compenetrado.
Vampiros idiotas que são bonitos, pensou enquanto provavelmente estava soltando resquícios de serotonina.
Não tinha medo, enquanto respirava fundo para acalmar os hormônios juvenis, entretanto, ouviu um som estranho.
O rosto de Jasper chamou a sua atenção, ao mesmo tempo em que havia um meio sorriso nos lábios dele.
Seus pensamentos eram anormalmente ansiosos.
– Você está rindo da desgraça alheia?
Questionou sem pensar, enquanto se arrependeu de imediato. Se fosse morrer de vergonha, seria naquele momento, enquanto Jasper riu.
A risada suave.
– Você é interessante,
%Elizabeth%.
O modo como ele falava o nome dela deveria ser proibido, enquanto aquelas emoções levianas de adolescentes pareciam transcender em seu corpo.
Entretanto, ela acorrentou tais emoções em seu coração.
Merda, talvez não fosse só Isabella que tivesse algumas coisas a esconder.
– %Elizabeth%, você está bem?
– Estou bem.
Ela mordeu o lábio inferior, enquanto o homem que estava a sua frente parecia muito mais assustador com aquela revelação;
– Tchau, Jasper.
Se afastou lentamente dele, enquanto pensou em seu espaço pessoal, apenas sentiu seu coração acelerado demais.
Aquele cheiro – ela lembrava 1866, e eram dias que ela já havia esquecido, enquanto as lembranças vagas que tentou se recordar estavam presas.
Acorrentadas para sempre.
X
[TW: violência doméstica].
Silla – 604 d.C.
A garotinha encarava as meninas vestidas com vestidos elegantes nas ruas de Gyeongju – Ji-hye queria ter a mesma liberdade de viver aquela vida sem anseios de vidas passadas, aos 16 anos, encarava as roupas joviais que as meninas de idade próxima a sua usavam, enquanto usava um vestido caro como filha de um dos oficiais do Rei de Silla até o seu casamento com Park Ha-jun.
Ela era como aquelas meninas, enquanto pensava em acreditar que aquela vida poderia ser pacífica.
Ha-jun tinha aquele ar pomposo para as pessoas de fora da família, como filho mais velho do Ministro Park, entretanto, ele era um homem frio e sem coração que batia em sua mulher e concubinas quando não tinha o que desejava.
Como criança legítima da Família Park, Ha-jun abusava de seu poder de ser o próximo cabeça da casa, enquanto Ji-hye pensava que talvez alguns dos crimes que cometeu em sua vida passada era aquele homem como seu carcereiro.
Encarou o rosto marcado, enquanto pensou em chorar por toda a miséria que tinha em sua mente, enquanto desenhava o símbolo na cabeceira da mesa. Ji-hye viveu por quase 27 vidas, algumas amaldiçoadas como aquela, enquanto apertava os olhos.
“Onde está aquela vadia?”, apenas ouviu os passos lentos, enquanto ouviu os servos falando em cochichos atrás de si, enquanto os gritos altos e os pensamentos dele eram altos.
O primeiro barulho era um aviso quando a louça que custou uma fortuna se quebrou no chão como se não fosse nada – e ouviu os servos sumirem, enquanto o cheiro de álcool impregnava o quarto lateral em que vivia escondida.
Ji-hye ainda acreditava em finais felizes – viveu uma boa vida, seus pais eram amorosos, apesar de terem vendido ela por prestígio, afinal, quem não conhecia o temperamento de Ha-jun antes do casamento?
Todos
sabiam que eram águas lamacentas aquelas que ela mergulhou, e quem a salvaria? Aquela sempre foi uma sociedade comandada pelos homens, ao qual, mulheres com ela eram caladas todos os dias.
– Marido.
– Você é mesmo uma imprestável, sabia? Madame Yang a convidou, e você a recusa?
Pegou com força o queixo dela – Ji-hye encarou aqueles olhos escuros, enquanto começou a chorar, os olhos vermelhos pelo álcool, ao mesmo tempo em que aqueles eram seu pior pesadelo.
Aqueles que pensou que seria seu mundo após casada.
– Marido, você deseja que eu desgrace a família?
O rosto ficou marcado pela violência, e Ha-jun encarou as marcas sobre a pele fina, e sorriu com insolência sobre as palavras dela. Fazia dois dias desde a última surra, ao mesmo tempo em que aquele homem não sabia quando parar, enquanto a quase fez perder o bebê que foi gerado a todo custo mesmo com toda aquela violência.
Foi só quando madame Park se colocou à frente de Ji-hye quando soube dos impropérios que o filho cometia por baixo dos panos com sua nora, quando sua sogra sentiu todo aquele medo por ela, entre todas as mulheres que conheceu, Kang Jae era uma das mais corajosas.
– Minha sogra disse que preciso me recuperar, e manter a criança em minha barriga a salvo, marido.
Ele a largou no chão, enquanto chutou a mesa, Ji-hye protegeu a barriga como um instinto protetor – aparentemente, ele iria se controlar em bater nela quando viu os chás, medicamentos e todos os aparatos que sua sogra estava lhe mandando.
– Eu irei para o Quarto Lateral, Ji-hye.
Mantenha o meu filho vivo.
Ji-hye sentiu as lágrimas descendo, enquanto aqueles meses de casamento era um infortúnio para vida toda, ao mesmo tempo em que encarou ainda a barriga plana.
“Eu irei proteger você”.
Ao mesmo tempo em que o homem que a protegia a encarou de volta quando entrou pela janela após a saída de seu marido, Ji-hoon se sentou ao lado dela.
– Se ele pegar você aqui, ele vai te matar,
cunhado.
– Meu irmão precisa controlar esse temperamento dele, eu trouxe frutas. Você disse que estava com desejo ontem – sorriu para ela, enquanto a mulher o encarava seriamente – Ji-hye, se pudesse voltar no tempo, você ainda se casaria com o meu irmão?
Ji-hye sorriu, enquanto se lembrava do passado, ao mesmo tempo em que mordeu a fruta.
– Não. Não casaria.
– E, você se casaria comigo?
Ela franziu o cenho, enquanto percebeu o rosto dele sério, em uma expressão contemplativa.
– Por quê? Está pedindo para eu repudiar meu marido, e me casar com você?
– Eu estou pedindo para você fugir comigo, Ji-hye. Eu irei cuidar de você e da criança.
Talvez foi naquele dia em que ela acreditou em ser humano novamente.
Tempo atual.
%Elizabeth% abriu os olhos, a noite mal dormida fora repleta de lembranças que ela tentou enterrar em seu coração.
Ela queria esquecer tais lembranças que aterrorizavam ela com sentimentos que pertenciam a vidas passadas– os olhos se fecharam novamente com a dor que sentiu em sua barriga plana como se recordasse da criança que carregou por 10 meses¹, enquanto sentia aquela lembrança fresca mesmo após mais de 2000 anos, entre todas as vidas, Ji-hye teve o pior dos desfecho, enquanto aquela mulher que tentou cumprir tudo que aprendeu com os pais ao longo daqueles anos sendo amada sofreu o pior dos castigos quando se casou com aquele homem.
Talvez, sua mente fosse mais fraca naquela época, enquanto pensou em sua disposição em estar com ele.
Mas, talvez ela sentisse falta dele,
daquele homem – talvez tenha sido a primeira vez que sentiu tal conexão com uma alma, entre as quais, reencontrou mais duas vezes em sua vida, enquanto era casada com o filho mais velho do Ministro Park.
O irmão mais novo de seu marido, Ji-hoon, foi que se manteve ao seu lado e por alguns anos impediu que ela sofresse nas mãos de Ha-jun, algumas vezes, ele a consolava quando se escondia do marido bêbado; Outras vezes, ele se colocou na frente dela sem pensar em sua própria segurança quando o marido tinha ataques violentos que até mesmo o seu sogro impedir que ele a matasse.
Sentiu a dor de cabeça explodir, enquanto os pensamentos agitados.
Talvez, ela devesse ter exposto os vampiros, enquanto o humor de Bella piorou consideravelmente após mais de um mês depois do acidente, e no qual, o motivo era Edward Cullen.
Sempre Edward Cullen.
– Como ela está hoje?
Cochichou para Cassius, enquanto as aulas de Biologia se tornaram mais insuportáveis com os dois sem se falarem desde o acidente. Bella por sua teimosia, e Edward sendo um dos vampiros que %Elizabeth% tinha plena certeza que iria matar em algum momento por causa de seus pensamentos débeis de paixão pela sua irmã.
Talvez o plano de afastar ela desse certo em algum momento – era interessante aquela dinâmica dos Cullen, e do jeito moralista em que ainda levavam a vida após todos esses anos.
Houve pessoas com tais mentalidades no passado, e ao qual, estavam todas mortas.
Ao mesmo tempo em que a conversa que tiveram no dia do acidente parecia acender uma chama de raiva em sua irmã que %Elizabeth% e Cassius evitaram tocar no
nome Cullen pelas próximas semanas como forma de proteção.
%Elizabeth% recolheu suas coisas, enquanto sentia uma liberdade indescritível por andar em suas próprias pernas.
Jasper fez aproximações esparsas, às vezes a chamava no meio da aula, e outras a ignorava completamente após aquele estranho encontro deles.
Talvez ele tivesse perdido a cabeça.
Havia uma agitação incomum entre os colegas, alguns animados, ao mesmo tempo que o temível Baile de Primavera estava próximo.
Enquanto os garotos estavam ansiosos em um nível que irritava %Elizabeth%, as garotas estavam nervosas com as possíveis rejeições.
E no qual, era uma ótima novela para se assistir, ao mesmo tempo em que pensava que algumas garotas mereciam um belo
não.
– Você não vai para o baile, %Elizabeth%?
– Eu passo. Tais eventos sociais me irritam.
Murmurou, enquanto encarava o dever de casa de trigonometria. E repassava os verbos em alemão em sua cabeça.
– Meu primo parece animado em chamar a sua irmã.
– Oh. Ele acha que tem chance? E, não é as garotas que chamam?
– Não – a sinceridade dela era ácida – Mas, você poderia me dizer se rolou ou não? É, mas Mike tem um orgulho e acha que ela está afim dele.
%Elizabeth% soltou uma risada com aquele pensamento, enquanto Isabella estava se metendo em assuntos triviais demais pela briga com Edward Cullen.
No qual, a irmã mais velha estava perdendo – se tinha uma coisa que tinha que %Elizabeth% tinha certeza, era da quase fobia de sua irmã para com lugares em que pediam alguma habilidade artística ligada à dança.
Entre todos os traumas, talvez dança como naquele século fosse um dos piores para Bella, entretanto, se fosse uma dança antiga como em Silla.
Talvez ela aceitasse o convite.
– E você acha que ela vai aceitar?
– O que você acha, Bree?
– Provavelmente não – murmurou Bree em tom suave, enquanto encarou a melhor amiga – Você falou com Thomas? Eu pretendo mandar o aviso amanhã.
%Elizabeth% franziu o cenho com aquilo – já estava naquela época? Desde que se lembrava, talvez fosse aquela época, enquanto o mês para se encontrarem estava próximo.
– Hmm.
– Já faz um tempo.
– Eu mandei e-mail pro Sly, ei. O que acha de irmos a Seattle? É a fuga…
– Ideia da Bella. Entendi. Seria uma boa, ver a cidade grande. Vou para aula. Mike vai fazer a jogada dele.
%Elizabeth% revirou os olhos, enquanto reuniu seus livros e seguiu com seus fones de ouvido até a sala.
O humor de Bella estava variando, ao mesmo tempo em que se sentou lado a lado, os pensamentos de Edward passaram de serem perigosos para tediosos no último mês.
%Elizabeth% rabiscou sobre o caderno em alemão e chinês, enquanto começou a escrever a bendita carta – bulgasais eram seres egoístas, mas sentimentais.
Talvez estivesse com saudade de estar entre os seus, enquanto a voz nauseante de Mike soava.
E naquele segundo, ela gostaria que o Cullen o matasse.
– Mas aí, a Jéssica me convidou para o baile.
– Isso é ótimo. Você vai se divertir muito com a Jéssica.
%Elizabeth% revirou os olhos,
"existem formas mais duras de se rejeitar alguém, irmã", Bella a ignorou completamente.
– Bom, eu disse a ela que ia pensar no assunto.
– Por que fez isso?
A voz subiu um oitavo, enquanto o tom de reprovação banhava a melodia. %Elizabeth% queria dizer que a atuação de sua irmã melhorou nos últimos anos.
Ignorou o restante do diálogo, enquanto previa a decepção amorosa de Mike, ao mesmo tempo em que o tom que usou foi acusatório.
– Já convidou alguém?
– Não. Não irei a baile nenhum.
– E por que não?
Talvez %Elizabeth% o matasse, enquanto levantava os olhos para a irmã que sorriu.
– Vou a Seattle com os meus irmãos. Não é, %Elizabeth%?
Apenas fez um sinal positivo da mesa, enquanto se ajeitava sobre seus livros.
– E não podem ir em outro fim de semana? – murmurou de maneira não humorada, enquanto sentia os olhos perfurantes de Mike sobre sua cabeça – %Elizabeth%? Tenho certeza de que podem ir em outro dia.
Isabella sentiu quando a irmã levantou o olhar mal-humorado, enquanto respondia de maneira rude.
– Eu realmente não sei o que está rolando, mas eu e a Bella já estávamos pensando nisso desde o início do mês. Então, cai fora.
– %Elizabeth%!
Mike Newton fumegou, enquanto passou reto por ela, %Elizabeth% respirou fundo.
– Você não precisava ser rude.
– Talvez – murmurou de maneira mal-humorada – Bella, existem pessoas que precisam ouvir umas verdades.
O tom sério, ao mesmo tempo em que Isabella sentiu o rosto quente, talvez o fato de Edward Cullen a observava naquele segundo.
A curiosidade o matando lentamente.
¹10 meses – a gestação, na antiguidade, é contada pelas luas.
²The Truth Untold – BTS
²Irony – ClariS.