I • Over and over again¹.
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Reencarnação.- Substantivo feminino.
- Crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna a vida em outro corpo.
Dinastia Hsia¹, extremo oriente da antiga Capital Yang -, 1600 a.c.
“Os nomes são os feitiços mais curtos do mundo²”.
A espada parou sobre o chão coberta de sangue, os corpos dos inimigos estavam caídos sobre o portão da Capital Yan. Wei Zihan¹ sentiu ódio por suas veias ao pensar na morte em vão de Zhao Yin¹ e Tang Xin¹.
Ele arrastava a sua carne machucada e a flecha sobre suas costas incomodava enquanto mancava pelas ruas desertas da cidade.
Conseguia sentir tudo. O cheiro de carnificina que chegava aos seus pulmões, o sabor da morte na ponta da sua língua, no qual, ele morreria naquela vida miserável de soldado das forças de Hsia.
A sua terceira morte seria ali, enquanto cuspiu o sangue que se acumulava em seus pulmões, ao mesmo tempo em que pensava nas palavras de Wei Zixuan¹:
“Estados se levantam e caem como a maré, irmão²”. Hsia estava se desgraçando assim como os estados menores. Era impossível não perceber companheiros banhados em seu próprio sangue.
Sentindo o peso de seu corpo, ele pensava nas palavras de Wei Hien¹ antes de ir para guerra quando lhe entregou a espada:
“Temos que fazer algo, não é? Eu só queria que tivéssemos paz, irmão mais velho”. Wei Zihan queria dizer que eles deveriam esquecer toda aquela bobagem de sua missão pela eternidade.
Quando se sentou numa mesa, o som das palavras dos amigos de armas, enquanto a maldição como Bulgasal era uma sina pelo restante de sua vida, mas
“Bulgasais³ são crianças nascidas do ódio, irmão”, no qual, suas almas eram condenadas a renascer pela eternidade, e viver um ciclo infinito de violência, no qual, seus sentimentos mais profundos deveriam ser enterrados dentro de seus corações que deveriam absorver todo o mal.
Bulgasais tinham deveres para pagar sua dívida de sangue com sua alma sofrendo pela eternidade. Todos eles tinham receios de suas vidas e um deles é o medo do renascimento e das mesquinharias da vida, entre os quais a guerra estava em seu sangue como seres condenados na alma em seu nascimento por palavras professadas de ódio e ressentimento por aqueles que deveriam amar e proteger tais almas.
Eles eram crianças que não tinham culpa, sua missão de vida era manter o equilíbrio entre aqueles que viviam na sombra e tais criaturas condenadas a viverem uma vida após a outra com suas almas sendo açoitadas pelas criaturas das sombras, entre os nascido do sangue do primeiro vampiro, dos animais amaldiçoados que tomavam a forma de homens durante os dias normais, entre os quais, eram invejados por aqueles presos numa prisão como ser um Bulgasal.
Aqueles que devoravam as almas dos homens de bom coração, que amavam a corrupção, enquanto o vinho descia por suas bocas, e observavam a grande dinastia Hsia cair no esquecimento das mentes pequenas dos homens.
O vinho desceu em seu amargo, a sensação se espalhou pelo seu corpo ao passo que os corpos caiam um a um após mais uma guerra da qual ele teve sentimentos roubados por ser um Bulgasal.
Por isso, Wu Bai¹ desejava o fim daquele mundo. Wei Zihan se lembrou do amigo de armas e, assim como ele, um Bulgasal condenado a viver aquela vida miserável, ao mesmo tempo em que aos 40 anos de idade.
O ferimento, enquanto apenas escreveu no chão o símbolo do infinito como uma mensagem para seus irmãos.
“Eu vejo vocês no início”.
¹Dinastia Hsia, também conhecida como Dinastia Xia, é uma das primeiras dinastias descrita na história tradicional chinesa. Reinou século XXI a.C até século XVI a.C [a.C - antes de Cristo].
¹Wei Zihan - %Elizabeth% Swan, Wei Zixuan - Cassius Swan, Wei Hein - Isabella Swan, Wu Bai - Frederick Yale, Tang Xi - Bree Tanner, Zhao Yin - Diego Santorini.
²Retirado do filme The Yin Yang Master: Dream of Eternity (2020).
²Retirado de The Witcher.
³Retirado de Bulgasal: Immortal Souls (2022)
Phoenix,
Tempo atual.
“Eu te encontrarei no início”.
Aquele pensamento, aquelas lembranças eram suas da época em que esteve só durante os conflitos da idade do bronze na antiga China, uma de suas primeiras vidas, no qual %Elizabeth% acordou com o livro em mandarim em suas mãos. Desde que se tornou um Bulgasal, talvez fosse aqueles momentos de paz que assustavam mais, enquanto seus sentimentos transbordavam por sua mente de memórias que ela deveria esquecer.
Havia duas regras, entre os Bulgasais, e a primeira era sempre estar atento às situações do mundo sombrio entre as quais eles eram o ponto de equilíbrio. A segunda era permanecer com suas memórias e seus sentimentos no passado.
Nenhuma delas era seguida em algumas épocas. A segunda regra, era para os seres primitivos, Bulgasais eram seres egoístas e teimosos, eles buscavam sua alma gêmea em todas as vidas de um modo incessante, talvez fosse por isso que muitos cometiam atrocidades ao longo do século pelo dito amor.
Pela dita alma gêmea, havia alguns poucos que mantinha juízo apesar dos tempos mudarem mais rápido com as crenças que eram esquecidas pelos homens, e dando espaço a novas lendas.
Seus olhos piscaram ao sentir o sol sobre sua pele, %Elizabeth% buscou o caderno, enquanto desenhou o rosto de Wu Bai¹ quando ele era Thomas.
Dos tempos em que era fácil ver seu irmão de armas como uma pessoa leve apesar das tragédias que os Bulgasais atraiam com seu cheiro, a morte os perseguia como um jogo doentio.
Parou a caneta sobre a folha branca, enquanto materializou tal sentimento em palavras para mais uma carta escrita para Wu Bai:
Querido Thomas,
Esse ainda é o seu nome? Ou você já mudou assim como eu durante todos esses anos? A vida pacata jamais combinou comigo, talvez eu busque os banhos de sangue do início dos tempos em que tudo era mais fácil, e quando já tivemos mais traumas do que qualquer pessoa do mundo. Por que iria querer reviver todos aqueles momentos de desespero?
Porque era mais fácil pegar um machado, atirar flechas ou manejar uma espada, pois não sabíamos se viveríamos mais algum dia sem termos nossas cabeças cortadas ou nossas vidas ceifadas por uma gota de água.
Essa nostalgia talvez me mate um dia.
Era tudo menos complicado, mas com o passar dos anos, e a carga emocional, as memórias que cercam são como vozes distantes, de sentimentos que eu deveria esquecer e apagar qualquer lembrança dos tempos em que era uma garotinha correndo pelo deserto de Gobi, do rapaz que desembarcou em Roma, entretanto, eles eram eu, e eles se tornaram eu.
Talvez seja uma reminiscência seja parte disso.
%Elizabeth% parou de escrever no caderno quando percebeu que seu humor afetava aqueles relatos de uma vida que ela deveria esquecer, afinal, ela não era mais Wei Zihan ou Soren, mas tais sentimentos ainda estavam escondidos dentro de sua alma imortal.
E talvez Thomas jamais lesse tais relatos, fazia quase 100 anos desde que o viu, seus caminhos se cruzaram várias vezes, enquanto ele era um amigo de longa data que tinha sentimentos de nostalgia desde Susã em que viveram em terras áridas e quentes.
Ela percebeu as emoções agitadas dentro de seu coração, dos sentimentos ruins, notando que aquele sentimento se estendeu por seu corpo, e a reminiscência era como fios entre as suas vidas passadas que seguia até ela.
E tais fios levava a lembranças, desejos, e aqueles trajetos levavam a milhares de vidas que se seguiram por toda a sua existência até aquela última vida. Cada escolha que fez em suas vidas para fugir daquelas lembranças, das regras que criou com seus irmãos para sobreviver àquelas passagens de tempo.
Enquanto colocou o relato num dos milhares desde que se lembrou de quem era e de serem condenados a viverem com as memórias de uma vida. Tinha sangue em suas mãos, das verdades que quis esquecer, do único homem que mexeu com ela, durante sua busca pela alma dele entre milhares de pessoas numa multidão.
Ela passou a vida toda buscando por e era uma espera angustiante.
%Elizabeth% Swan respirou fundo, remexendo em memórias antigas demais. Das palavras que esqueceu, dos nomes que usou em um passado distante que castigavam ela com o tempo, entre uma saudade que ela queria enterrar.
O sussurro nublado do nome dele... Incompreendido pelos ouvidos, das palavras de afeto que ele soltou, %Elizabeth% apenas aspirou o ar quente de Phoenix, do sol que tocava sua pele, ao qual, ela apenas desejava viver o suficiente para vê-lo de novo.
Ao mesmo tempo em que encarou os nomes da Guerra dos Confederados, nenhum daqueles nomes soavam em sua mente. %Elizabeth% apenas pensou em invadir alguns lugares, entretanto, o que ela esperava de lugares que não tinha registros de seus mortos, fotos das pessoas que lutaram e morreram naquele maldito pais, apenas apertou a caneta, enquanto as toneladas de história eram colocadas dentro de um pequeno diário.
(...)
Sua primeira lembrança surgiu quando estava desenhando durante o verão de 1996 na casa minúscula que seu pai tinha na velha cidade Forks, entre as semanas enfunados dentro daquele lugar, um dos seus momentos preferidos era desenhar com os irmãos gêmeos.
Era um domingo chuvoso, ao qual, %Elizabeth% Swan sempre sentiu aquela sensação de vazio. Foi nesse dia que a imagem da criança banhada em seu próprio sangue surgiu em sua mente quando o giz vermelho escapou de suas mãos.
Mas, o que uma criança de 9 anos poderia entender de existencialismo?
A primeira lembrança que retornou foi de sua primeira vida foi o rosto de sua jovem mãe enquanto estava morrendo nos braços dela lado a lado com os rastros de guerra entre os homens da Mongólia e as tribos dos campos abertos da China em que era alguém sem importância para aquelas guerras infinitas que arrastavam milhares de pessoas para o inferno que eram as guerra.
%Elizabeth% se lembrou de sua primeira vida como Lin Yue; quando morria em seu próprio sangue e as lágrimas descendo por sua face de sua segunda vida como Hong Lua enquanto correu para os seus pais que ainda estavam vivos após uma morte trágica entre seus pastos cheios de sangue e desespero que a guerra lavava com os soldados que arrancavam as crianças de seus pais, das mulheres que tiveram seus maridos ceifados pelas espadas.
Foi o primeiro desentendimento que ela teve em sua vida e a primeira de muitas decepções que teve quando foi chamada de bruxa pela boca das pessoas que mais amava no mundo.
Ela foi queimada como uma, para renascer em outro local.
%Elizabeth% apenas sentiu a dor de cada ferimento de guerra que teve em suas vidas, e depois de tantos anos, talvez nada mais a surpreendesse, talvez o fato de que não era a primeira vez que sentia tais sentimentos. Ela percebeu o rosto de Isabella repletos de lágrimas, assim como a expressão de raiva de Cassius, enquanto mordia o lábio inferior com força.
%Elizabeth% era a mais nova de três crianças nascidas na Lua Cheia de sangue, ao qual, seu sangue contaminado os levou a serem mortos pela guerra, espancados por seus entes mais queridos quando jovens para satisfazer aquele sentimento de poder sobre os mais fracos.
Algumas vezes, com sorte, viveu com pessoas comuns, em locais de paz. Já em outros momentos, foram chamados de filhos dos demônios por muitos, enquanto apenas sentiu o sangue descer por seu rosto em uma de suas vidas com os olhos vermelhos como sangue fixos em sua pele rasgada pelos dentes da criatura, enquanto sufocou o medo que sentiu quando ouvia os gritos dos aldeões na pequena floresta perto de Londres.
Apenas se lembrou do desespero de Cassius e Isabella, se recordou de cada momento. Afinal, sua ligação era além de suas vidas.
%Elizabeth% encarou os livros de matemática, reconheceu alguns símbolos de vidas passadas, das habilidades que adquiriu com o tempo, das palavras que cravaram em sua mente, das línguas que aprendeu, dos amores e dores que sentiu, dos olhos dourados, ao mesmo tempo em que seus dedos apertaram o lápis com força, enquanto apenas correu para o banheiro expulsando uma a uma, aquelas lembranças amargas que fizeram seu estômago estremece de repente.
Das histórias de terror contadas pelos antigos homens, das estrelas que morreram durante sua existência, ao mesmo tempo em que uma de suas vidas, ela cruzou com seres tão amaldiçoados quanto ela que viviam nas sombras, das palavras irritantes da boca do velho Quileute em 1890 quando cruzou seus caminhos pela primeira vez na vida.
Dos olhos dele, em repugnância pela sua existência.
De como desejou morrer e de quando viu um lobisomem pela primeira vez, em quando pensou que os filhos da Lua quando era um homem caçando pelo futura Rússia correndo, enquanto buscava ele, entre as histórias de vampiros que ouviu pelo mundo, e como sua velha mãe lhe disse:
“não persiga fantasmas”. Talvez ele estivesse no novo mundo, enquanto pediu para Divindade que ele estivesse nesse mundo ainda mesmo que ele fosse um homem.
Seu primeiro pensamento após todas aquelas lembranças era que ela tinha encontrado ele de novo.
(...)
%Elizabeth% despertou daqueles pensamentos, enquanto pensou naquele ciclo vicioso de violência que ela viveu, reviveu e sentiu sobre sua pele assim como perdas que criaram buracos profundos em sua alma, entretanto, %Elizabeth% Swan tinha pensamentos egoístas demais para esquecer aquela pessoa.
— %Elizabeth%, está tudo pronto?
Gritou de volta, enquanto encarou as folhas rabiscadas em mandarim, russo e alguns outros dialetos, apenas deixando para trás todo aquele desespero. Talvez fosse um medo, antes de se lembrar de todos aqueles sentimentos que carregou ao longo de suas vidas, e no qual, %Elizabeth% sempre pensou em seus sonhos como lembranças de um passado que ela desejou reescrever, reviver ou esquecer, ao qual eram lembranças enriquecidas de tragédias que percorreram sua vida desde seu nascimento, entre as quais, ela tinha poucas lembranças que gostava em suas vidas.
Mas, o toque gelado sobre sua pele, do choro incompreendido que eram borrados por sua mente, %Elizabeth% sentia daquele sentimento, enquanto encarou a casa se esvaziando lentamente de que ela estava deixando uma parte de si mesma para trás.
— Podemos voltar quando quisermos?
“Não”, respondeu como um ato de misericórdia, ao qual, ela tinha muitas poucas coisas que gostaria de lembrar quando segurou os livros rabiscados de seu passado que se recordou.
O aeroporto de Phoenix estava agitado atraindo sua atenção com as mentes das pessoas, seus sentimentos e seus desejos mundanos minando seu humor. Percebeu as pessoas saindo e entrando para seus compromissos agitados, entre falatórios que irritavam ela, ao mesmo tempo em que desejou que todos calassem a boca mental, algo que que ela jamais pensou novamente como morreria depois de algum tempo naquele ciclo vicioso de vida, morte e tragédias que parecia seguir o rastro de seus passos.
Ela odiava cidades grandes desde sempre e mesmo que amasse o sol, talvez viver em interior com muito menos pessoa seria o ideal para a sua mente. Entretanto talvez ela fosse mais fã de Forks do que daquela cidade agitada que sua mãe amava, mas tais palavras foram deixadas de lado e escondidas em seu coração.
Entre todas as pessoas do mundo, sua mãe era sensível demais para seu gosto, enquanto o som do velho carro de Renée que a mantinha ela acordada depois de mais uma noite de sono mal dormido, encostada sobre o ombro largo de Cassius, as noites mal dormidas por causa das mentes agitadas desde que tinha pouco controle sobre sua habilidade irritante.
Antigamente, ela teria corrido de casa, fugindo atrás das lembranças assim como nas primeiras vezes, enquanto o rosto fantasmagórico dele se revelava em suas lembranças nubladas, ao tempo alguns traumas ela queria esquecer, outras como a pele coberta de sangue enquanto o vampiro abria seu estômago com apenas uma mão limpa.
Ela deveria ficar alerta para os sinais daqueles seres frios como gelo.
A voz de sua atual mãe retirou de seu devaneio sobre um passado sangrento que tinha em sua mente, enquanto os braços de Renée ao redor de seus ombros com seus olhos fixos, ao mesmo tempo em que sua filha com idade milenar em comparação às outras crianças de sua idade.
Como poderia deixar aquela mulher que nem sabia preparar uma comida decente para si mesma sozinha?
Mas os sacrifícios eram necessários.
Renée em sua concepção sempre havia sido mais viva e agitada de suas mães no passado, entre as mulheres reclusas da velha China, entre as maltratadas em miséria durante épocas de guerra, fosse mais, ao mesmo tempo, em que não desejava deixar ela, porém, havia algo que incomodava há vários verões sobre Forks. Algo que a chamava. Pensou no desespero dele em seus sonhos agitados, e mesmo que ela percebesse que era um erro vive em miséria de novo, ela queria ver ele de novo.
Entretanto, %Elizabeth% tinha medo do que poderia encontra em...
Forks - aquele pensamento lhe trouxe sobre a cidade que passou verões até os 14 anos, até que Isabella implorou por rebeldia, %Elizabeth% gostava da cidade que ficava na península Olympic, da chuva constante que acalmava a sua mente, enquanto percebia a sombra de Isabella sobre ir para Forks.
— Podemos desistir — sugeriu, Bella pareceu relutantemente pensar nisso, mordendo o lábio inferior com força — Bella, nós podemos ficar.
%Elizabeth% apenas concordou em silêncio. Renée viveu para os três por quase toda sua vida, entretanto, havia coisas que ela desejava fazer como acompanhar o novo marido, enquanto os irmãos queriam dar isso para ela como não puderam para suas outras mães.
Aos 17 anos, %Elizabeth% Swan se lembrou das incontáveis vidas que viveu, e algumas vezes viveu mais do que seus pais, do que seus irmãos, outras vezes se tornou uma velha senhora rabugenta durante uma época com pouco tecnologia, outras morreu jovem demais, outras foi miserável demais, e ademais, teve luxos em sua vida que ela escondeu pelo mundo como forma de proteção juntamente com os irmãos, enquanto pensou em seu sangue amaldiçoado pela velha bruxa, enquanto culparia seu velho pai que raptou e fez coisas hediondas com a filha da curandeira da vila em que viviam na velha China.
Logo, teriam 18 anos, não haviam decidido o que fazer de suas vidas, tendo mais de 10 diplomas e provavelmente havia certos artifícios em ter vivido mais do que as pessoas normais, entre os quais, guardados num velho galpão que ela visitou nos últimos anos, talvez fosse sorte ou desespero de sua alma em manter aquelas terras seguras.
Pensou no terreno que conseguiu em Forks no início do século passado quando botou os pés naquele lugar para correr livre dos pecados que seu sangue tinha.
Lembrava das últimas palavras de sua primeira mãe em sua terceira vida, quando a salvou, dos olhos castanhos, dos cabelos grisalhos pelo tempo. Ela usava um uniforme militar da velha nação dos Song,
“minha Yue, você finalmente retornou”, ao mesmo tempo que %Elizabeth% sentia aquela nostalgia quando tudo era mais simples.
Quando ela podia odiar o pai que viveu por três vidas suas, que sangrou sobre a espada do inimigo no campo de batalha em que ela perdeu a sua primeira mãe.
"Os filhos devem pagar pelo pecado dos pais", foram as palavras cuspidas da boca bêbada dele quando foi levada para longe pelo vendedor de escravos para um dos grandes estados. Sua mãe lhe deu todo a riqueza para trazer eles de volta, como forma de pagamento por um lugar na vida após a morte, enquanto renascer seria a ingratidão que sentiu pelos seus progenitores, de como era odiada por atos que não eram seus.
Pelo sangue manchado de seu pai bêbado.
Ela se lembrava da pele branca, dos cabelos negros de sua mãe, do sorriso casto que ela dava aos outros, e mesmo que as três crianças amaldiçoados pela própria avó, Ha-e as criou de acordo, mesmo sendo maltratada por todos da vila por ter filhos fora do leito matrimonial, de ser uma mulher manchada pela desonra de seu marido até então.
Quando entraram em uma batalha com uma tribo dos Huku, aquele homem os jogou para os lobos famintos. Sua mãe gritou em desespero que seus filhos estavam morrendo à sua frente, enquanto as suas últimas palavras foram:
“Eu sinto muito, mãe”.
%Elizabeth% sentiu culpa diversas vezes pelo que aconteceu com sua mãe, e quando morreu, ela achou que sua mãe se libertaria de todo aquele sentimento que foi concebido por eles, entretanto as palavras que sua própria avô cuspiu contaminando sua vida e sua alma pela eternidade por um crime que não cometeu, enquanto morreu de diversas maneiras diferentes, e renasceu em corpos diferentes, e como um castigo, sendo um ser nascido de uma impureza e sacrilégio quando sua mãe teve sua inocência roubada, entretanto, como descendente do homem imundo que maltratou sua mãe, e vivia embriagado, talvez um castigo da divindade seja o pior para eles, enquanto sentiu a mão sobre seu ombro.
— O que você está pensando, %Liz%?
Em vidas passadas, mãe , %Elizabeth% apenas sorriu de maneira afetuosa para Renée enquanto a mulher de olhos verdes, cabelos cor de cobre parecia prestes a chorar, enquanto %Elizabeth% apenas sorriu ao segura o cacto que Isabella insistiu em levar, em todas as suas vidas, ela queriam que suas
mães fossem felizes, enquanto não julgava a fuga de Renée de Charles, não julgava as suas escolhas.
— %Liz%, Cass e Bella, vocês podem...
— Pelo amor de Deus, mãe. Vamos ficar bem, tá? — resmungou Cassius que era mais animado em passar um tempo bom com Charlie — Além disso, você que nos preocupa.
— Como você pode ser assim, Cassius?
Ele sorriu quando abraçou a mãe, Cassius era o que mais se arrependia em não ter como salvar as pessoas que mais amava, principalmente, a sua mãe da primeira vida, %Elizabeth% apenas abraçou Renée, entre os irmãos, era a que menos demonstrava sentimentos.
— Não esqueça sua carteira. Fique bem, mãe. Seja cuidadosa.
— Mande lembranças ao Charlie.
Com aceno tímido, eles iriam para Forks.
Charles Swan tinha uma aura quente que afastava pensamentos ruins mesmo que sua personalidade fosse mais parecida com Isabella do que com os outros dois descendentes, e mesmo que sua personalidade não fossem de sua pessoa preferida, era com quem %Elizabeth% tinha menos medo de se expressar, enquanto abraçou um a um dos seus filhos, Cassius era mais alto, enquanto ambos parecia se dar melhor do que com Isabella, enquanto abriram sorrisos animados um para outros.
E, por último, o abraço que manteve por alguns bons minutos.
— Você cresceu, %Elizabeth%.
Era um dos poucos homens que ela dava honra de chamar de pai, enquanto Charlie passou os dedos pelos cabelos curtos, enquanto a preocupação visível nos lábios de Isabella, provavelmente pensando se era uma boa ideia ter deixado Renée.
Antigamente, elas fariam de tudo para ficar com sua mãe.
A viatura ficou abarrotada de malas, enquanto a mochila estava em seu colo.
%Elizabeth% gostava do verde das folhas, dava um ar de lar para algumas de suas lembranças, enquanto os pensamentos da miséria em outra vida enquanto sua quarta ou quinta mãe chorava pela morte de um dos seus irmãos mais jovens pela praga que se alastrou pelas pequenas vilas de um tempo em que a história ainda era passada de boca em boca, enquanto encostou a cabeça na janela do banco de trás do carro de polícia, enquanto ouvia o som baixo tocando, enquanto o pai, Charles parecia em uma conversa paralela com Cassius.
Houve vezes que eles nasceram na mesma hora, como naquele caso, assim como houve tempos que eles nasceram com diferença de um ou dois anos, mas sempre eles se reuniam, %Elizabeth% se lembrou das palavras dele quando a encontrou quando tinha nove anos, enquanto ele era um homem idoso que viveu os últimos anos buscando as irmãs, Cassius sempre esteve em busca delas pelos campos cheio de flores, e por isso, quando chegou a hora de partirem, decidiram se encontra no local de início quando se separavam cedo demais, enquanto algumas vezes, desistira de sua vida para estar ao lado das irmãs.
Cassius e Charles tinham um melhor relacionamento do que com o Lin Yue da primeira vida, enquanto a hostilidade que sentia por suas figuras paternas de suas vidas eram esvaídas na primeira infância, enquanto %Elizabeth% se sentia mais sonolenta, ao mesmo tempo em que que pensava que o tempo pensava em suas costas.
Sua
habilidade sensorial estava irritante naquele dia, enquanto a atmosfera de Forks parecia causa uma lentidão em seus sentidos, uma introversão, ao mesmo tempo em que sentia Isabella em um silêncio absoluto como ela, ela e Isabella pareciam mais fisicamente naquela vida do que nas demais, se lembrava da figura loira de 1890 assim como o desejo dela em 1914 quando aquele menino morreu, as vezes, ela tinha o mesmo gênero como naquela vida.
Outras vezes, ela era um homem, enquanto Isabella e Cassius eram meninas, após tantas vidas, eles não sentiam qualquer atração desnecessárias por gêneros, haviam se aventurado entre as suas vidas em viver com pessoas do mesmo gênero, e morrido por tal, se machucado por tal, e várias vezes, pensaram que aquela maldição tinha que ter um fim.
— %Elizabeth%, Isabella, querem hambúrguer?
Charles é um dos seus parentes masculinos preferidos, enquanto sorriu de lado, ao mesmo tempo em que pensava, em meio aos seus delírios que queria rever ele de novo.
O som da voz dele, enquanto segurou sua roupa manchada de sangue, o nervosismo dele enquanto ele parecia prestes a chorar, uma emoção que ela não tinha mais, enquanto %Elizabeth% parecia percebe a criança que ela foi, que segurou na barra da roupa dele, da pele esquentando a pele de mármore.
— Eu te encontrarei na próxima vida.
Enquanto, o veneno não seria capaz de salvar ela, após seu sangue ser todo drenado.
%Elizabeth% pulou no lugar quando a mão apertou seu ombro com gentileza, e o sonho se tornava nublado, o som que escapou de sua boca era um nome dele que ela esqueceu, enquanto encarou o céu nublado de Forks; a garota fechou os olhos algumas vezes, e respirou fundo, apenas sentiu quando sua mente finalmente acalmou, e aqueles pensamentos atraiam lembranças ruins, enquanto apenas ouviu o som da chuva que acalmou seu corpo tenso.
Isabella encarou ela, enquanto limpou os olhos, fazia algum tempo em que tentava ver o rosto dele, ao mesmo tempo em que desceram.
Havia traumas demais, talvez fosse saudade daquela época, enquanto pensou em tudo que desperdiçou ao longo dos anos, dos hábitos ruins que construiu, assim como sua má reputação e algumas vidas, enquanto bocejou alto, e esticou seus braços, apenas pegou o velho caderno enquanto rabiscou alguns desenhos que acalmavam a sua mente.
O silêncio reinou sobre a mesa, enquanto %Elizabeth% mastigou seu lanche, talvez fosse... Um
tinido que algo estava prestes a acontece.Port Angeles,
00:30hrs.
A sombra que um dia teve nome grunhiu em seus passos largos pela estrada.
O cheiro da ignorância humana, e os dedos esqueléticos arrastando pela parede de coloração amadeirada em um tom que parecia confortá-lo no passado, mas ele não lembrava do que era apenas daquela urgência de preencher o vazio dentro de seu corpo.
Entre os quais, sua personificação encarava o conjunto de casas iguais, dos sentimentos humanos que se espalhavam pelo local, dos choros escondidos nas paredes daquele complexo lugar, enquanto uma força dentro si, um animal preso entre correntes se libertava ao sentir aquela sensações mundanas.
“Fome”, enquanto seguia o cheiro de carne humana, o som do choro, enquanto o homem estava de costas, suas presas se alongaram, enquanto arrancou a cabeça dele de uma vez só, apenas se aproximou do corpo quente, enquanto arrancou a carne do corpo com os olhos esbugalhados pela morte rápida.
Estava cheio por algum par de horas, enquanto voltou para a floresta.
¹Over and Over again by Nathan Skyes.