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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Solstício

Escrita porNatashia Kitamura
Editada por Natashia Kitamura

PARTE II

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

  Quando ela se referiu à diversão, achei, por um momento, que se referia à aproveitar a noite naquele evento. No entanto, tudo o que senti durante o tempo que permaneci lá dentro, foi ansiedade e nervosismo. Ansiedade em vê-la novamente, e nervosismo sobre o que falaria, o que faria ou se ela iria me ignorar.
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  Não a vi novamente, senão se apresentando no palco. Sua última música era sensual e ao mesmo tempo agressiva, valorizando sua voz e mostrando, mais uma vez, o motivo pela qual ela era reconhecida como uma das artistas mais versáteis de Hollywood. Seus movimentos eram bonitos e bem treinados, acompanhando a melodia como se fossem um só. Nossos olhos se encontraram algumas vezes, mas não pude confirmar se era para mim, já que Jimin, ao meu lado, dizia que era para ele, enquanto Taehyung, do outro, insistia em dizer que foi para si.
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  A conversa da Billboard durou semanas. As entrevistas que demos nas semanas seguintes sempre incluíam nossa experiência nesse evento que praticamente nenhum outro artista participou antes. Quando nos perguntavam sobre os artistas com quem nos encontramos, falamos apenas daqueles que o grupo inteiro encontrou junto, porém, na minha cabeça, somente um encontro se destacava.
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  À noite, eu podia sentir o gosto dos seus lábios, mesmo os meus tendo tocado-os por uma fração de segundo. Não era um lábio comum. Será que atores de Hollywood eram treinados até para mudar o toque de áreas difíceis de mudar, como os lábios? Nah…
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  – Semana passada recebemos uma ligação com uma proposta irrecusável. - Bang Si-hyuk PD-nim anunciou em uma reunião que marcou conosco. Era raro ele vir pessoalmente anunciar algum novo trabalho, a não ser que fosse um caso extremamente especial.
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  Nos remexemos em nossos lugares, ansiosos pelo anúncio.
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  – Vamos lançar uma parceria com a artista %Nicole% %Braham%.
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  Arregalei meus olhos ao mesmo tempo que ouvi as reações dos hyungs. Meus ouvidos bloquearam o som assim que a imagem de %Nicole% surgiu em minha cabeça. A imagem bem próxima de mim, não a da artista intocável, como os outros membros provavelmente estão pensando.
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  “Vamos nos divertir.” Foi a última coisa que ela disse.
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  Por conta dela e da expectativa do que ela disse, comecei a pegar mais pesado nos meus estudos de inglês. Queria poder entender tudo o que ela falava e me comunicar melhor, não depender de tradutores e intérpretes.
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  O PD-nim explicou todo o processo, a música que seria um trabalho conjunto dos dois lados, a coreografia que aprenderemos juntos e o conceito da música, que deveria ser cativante tanto para o Ocidente, quanto para o Oriente.
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  – Uhhh, trabalho de escala mundial! - Hyeoseok sorriu, animado. Ligado no 220v, ele era quem estava mais empolgado com a parceria. – Acho que teremos uma coreografia mais difícil do que imaginamos, já que ela é conhecida por ter coreografias complexas.
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  – E a voz dela caberá muito bem com a nossa. - Suga analisou, pensativo. – Acho difícil essa música não estourar, se a letra e a melodia forem boas. Temos nossas qualidades.
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  – Fora que isso ajudará o Bangatan a ser ainda mais reconhecido no exterior. Poderemos finalmente elaborar uma turnê mundial? - Jin sonhou, sorridente.
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  Durante o mês seguinte, todos focaram no trabalho que seria feito até encontrarmos com %Nicole%. Treinamento de voz, dança e preparação para a gravação do clipe. O coreógrafo escolhido foi um que trabalha com frequência com %Nicole%, o que nos deixou ainda mais empolgado, já que sabíamos ser um trabalho vindo de Hollywood.
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  – Você não vem jantar, Jungkook? - Jimin perguntou, entrando na sala de treino em que eu tentava fixar um passo que, no meu ponto de vista, ainda estava imperfeito. – Hoseok já saiu. - ele me olhou preocupado.
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  – Está tudo bem. - sorri. – Vou ficar, como alguma coisa depois. Comi demais no almoço, então não estou com fome.
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  – Não passe do limite. - Jimin me encarou. – É mais fácil quando não se está exausto.
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  – Estou bem. - sorri. – Obrigado, hyung.
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  Vi seu sorriso preocupado surgir, mas me deixou na sala. Não gostava de preocupá-los assim, mas era um fato aceitado pelo grupo de que minha teimosia vence a deles. Eu apenas tenho de preparar bem meus ouvidos caso algo dê errado por conta de meu egoísmo, pois seis pessoas dando bronca ao mesmo tempo não era fácil.
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  Repassei os passos oito vezes desde a saída de Jimin hyung, mas ainda assim não estava satisfeito. Fui até o aparelho de som voltar a música no lugar onde queria melhorar; no momento em que achei o ponto ideal para tocar, ouvi uma voz soar na sala:
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  – Tente soltar o joelho direito. É isso o que você quer mudar.
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  Olhei para a porta, onde %Nicole% estava sentada no chão com as pernas cruzadas bebendo uma garrafa d’água.
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  Apertei play e fui até minha posição, ouvindo a batida da música e esperando o ponto certo para iniciar a coreografia. Observei meu perfil pelo espelho e prestei atenção em meu joelho direito, como ela havia mencionado. Repassei os passos na minha mente e, quando chegou o momento fatídico, fiz o que ela sugeriu.
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  Era exatamente aquilo. Exatamente aquilo.
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  Quando a música acabou e desabei no chão, era como se meu corpo soubesse que eu havia cumprido com meu dever e imediatamente relaxou, me fazendo entrar em um estado de exaustão.
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  – Conseguiu o que queria? - ela perguntou e foi aí que percebi.
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  Ergui minha cabeça, meu corpo ainda estirado no chão.
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  – Você está falando em coreano?
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  – Estou falando errado? - ela se aproximou e se sentou ao meu lado. Entregou a garrafa de água em que bebia, mas que estava praticamente cheia.
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  – Não. Estou te entendendo, essa é a questão. - falei, sem graça. – Você entende tudo o que eu falo?
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  – Sou fluente.
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  – Por quê?
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  – Por quê? - ela ergueu as sobrancelhas. – O que leva uma pessoa a aprender uma nova língua?
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  “Necessidade”, pensei. “Obrigação. Vontade de se comunicar com alguém sem que outra esteja junto.” Finalizei minha linha de pensamento, ainda encarando ela.
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  – Minha madrinha é coreana e minha mãe faleceu quando eu era muito nova. Eram melhores amigas. - ela ergueu os ombros. – Para fazer o papel de mãe, ela se sentiu na obrigação de me ensinar uma língua diferente das básicas, como o espanhol. Me ensinou o que ela sabia de melhor.
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  – Então por que falou comigo em inglês na Billboard Award?
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  Ela ergueu os ombros.
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  – Não pareceu importante decidir qual idioma falar.
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  Não retruquei sobre a importância que havia para mim. Eu poderia tê-la xingado em coreano, após me roubar algo que era meu. Como meu primeiro beijo… em uma estrangeira. Os hyungs brincam que quando se beija alguém que não é da sua nacionalidade, então é como se beijasse pela primeira vez. Algo bobo que surgiu em uma conversa banal quando descobrimos que o Bangtan estava sendo reconhecido internacionalmente.
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  – Achei que você chegava só na semana que vem.
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  – Tecnicamente, é isso mesmo.
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  – Tecnicamente?
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  – Quis vir mais cedo porque queria conhecer o país da minha madrinha com calma. Se os fãs e a mídia souberem que estou aqui, me seguirão por todo lado e não conseguirei passear direito ou garantir a tranquilidade da minha família.
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  – E da onde sua madrinha é?
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  – Busan.
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  – Busan? Eu sou de Busan.
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  – Eu sei. Me falaram. É por isso que estou aqui.
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  – Por isso…
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  – Vamos para Busan.
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  O que me surpreendeu não foi o fato dela ter surgido repentinamente e anunciado que iríamos para minha cidade natal, na qual ela também tem parte de sua raiz, foi a naturalidade com que ela anunciou essa ideia maluca.
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  – Eu tenho uma agenda a seguir.
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  – Não, nos próximos 3 dias. Além disso, sua próxima programação será num programa de variedade próximo de Busan.
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  – Você é uma stalker?
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  – Meu gerente é. E ele é muito bom, apesar de que no seu caso, foi só falar com seu empresário.
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  – Ah.
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  – Vamos. Se sairmos agora, dá para comermos em algum lugar. Você pode escolher.
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  – Ei! Não posso ir assim, tenho que avisar os hyungs…
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  – Eu já disse, meu empresário é muito bom no que faz. - ela se olhou no espelho, arrumou seu cabelo e então olhou para mim: – Vamos. Vamos nos divertir.
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PARTE II
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