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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Silent Heart


Escrita porPams
Revisada por Lelen

9 • Brush House

Tempo estimado de leitura: 37 minutos

Londres - Hyde Park, outono de 2022

  O soar das portas se abrindo…
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  Este foi o som que quebrou o silêncio que havia se mantido dentro do elevador.
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  — %Maggie%. — O tom de %Charles% voltara a sua irreverência e rigidez de sempre.
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  — Isso não muda nada — declarou ela ao respirar fundo e dar o primeiro passo para se retirar.
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  %Charles% sentiu um ardor em sua garganta a cada passo de %Margareth% para longe. Ela, por sua vez, manteve a pose obstinada, com a intenção de fazê-lo amargar por tê-los levado àquela situação, mesmo que também sentisse as dores do processo. 
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  Uma breve pausa nas atividades, para contemplar a neve…
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  O Natal em família havia sido silencioso e solitário para %Charles%. Mesmo com a comemoração sendo orquestrada por sua mãe, que convidou toda a família e amigos para a celebração, principalmente sua filha e esposa. O advogado, em seus dias de amargura e reflexão, escolheu por se afogar no trabalho como uma forma de esquecer a realidade. Com o olhar no horizonte, que mais encarava seu fino reflexo sobre o vidro da fachada, mantinha-se encostado na mesa de trabalho com as mãos nos bolsos da calça, e uma garrafa de Bourbon aberta ao lado.
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  Todavia…
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  As semanas seguiram com a mesma rapidez e sutileza com a qual se apresentaram. %Evie%, mesmo em sua luta interna, mantinha os encontros aos sábados pela amanhã na livraria, com a ilusão de apenas estar recebendo indicações literárias de um amigo, e pequenas aulas particulares sobre os Princípios do Design de seu monitor. 
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  Ambos sendo a mesma pessoa.
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  O som suave do sino na porta anunciou a chegada de mais um cliente à Casa del Libro. Manhã de sábado, e aquele cheiro de papel antigo, café recém-passado e madeira encerada, mantinha sempre a sensação de um abraço silencioso para a jovem. %Evie%, como de costume, caminhou até a seção de arte e design, seus dedos foram logo deslizando pelas lombadas, como um hábito já criado pelas frequentes visitas ao seu refúgio de Londres. Então, o encontro de um exemplar de capa vermelha a fez perceber uma presença de terceiros.
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  — Bauhaus: Art as Life. — A voz de Bennet soou atrás dela, com leveza e curiosidade. Grave, macia e ligeiramente rouca às margens do charme. — Você tem bom gosto — continuou ele, surgindo ao seu lado, com aquele meio sorriso que parecia moldado sob medida para desconcertá-la.
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  E pegando o livro da prateleira, em seu lugar, esticou para ela.
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  — Certamente terá uma boa leitura — completou, mantendo o discreto sorriso de canto.
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  — Bem, digamos que devo o meu bom gosto ao meu monitor — disse, com certa timidez pelo olhar dele. — Já que foi ele quem me recomendou.
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  — Hum… — Assentiu com uma piscadela boba.
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  — Confesso que tem sido desafiador entender como os princípios do design podem fazer mais sentido na prática que na teoria — finalizou.
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  Ele arqueou uma sobrancelha, reflexivo em suas palavras.
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  — E já percebeu que tudo começa na Bauhaus? — Cruzou os braços, se apoiando na estante, os olhos presos nela. — Simplicidade, funcionalidade, estética limpa... eles romperam com os excessos do maximalismo e o robusto do barroco, e entenderam que design é mais do que beleza e estética. É apresentar soluções das quais nem as perguntas ainda foram feitas.
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  — Me fascina a forma como menciona a Bauhaus. — Sua coragem permitiu-lhe a declaração mais aberta de sua admiração por aquele pequeno detalhe dele.
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  — Digamos que o senhor Gropius conquistou muito o meu respeito — explicou com objetividade. — E o senhor Rohe me agraciou com o melhor lema que nossa profissão poderia ter.
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  — Menos é mais — completou ela, entendendo a referência e brincando. — Viva o minimalismo.
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  %Evie% pegou o livro de sua mão e o folheou, observando os cartazes, as tipografias geométricas, as linhas retas.
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  — “A forma segue a função” — sussurrou a frase de efeito da melhor escola de design que o mundo teve o prazer de conhecer. — De certa forma, parece também uma filosofia sobre a vida, não apenas sobre design.
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  %Lucas% sorriu, genuinamente.
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  — De fato, a Bauhaus não queria só criar cadeiras bonitas ou prédios chamativos. Seu objetivo era redefinir o modo como as pessoas se relacionavam com os objetos, os espaços e talvez, até consigo mesmas.
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  Ela o olhou, controlando-se internamente.
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  Suas conversas eram sempre inspiracionais e motivadoras. 
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  A melhor parte de sua semana.
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  — Engraçado... — comentou, com um sorriso tímido. — Nunca achei que conversar sobre fontes serifadas, proporções áureas e mobiliário de design assinado, pudesse ser tão interessante.
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  — Admita que agora está louca para ter uma cadeira Ghost — instigou ele, numa risada boba.
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  — Ela não. — Ela riu junto. — Mas aceitaria uma Poltrona Mole de presente.
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  — Interessante… — Observou ele. — Vejo que estudou sobre Sérgio Rodrigues.
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  — Sim, tenho me interessado muito pelo mobiliário de design brasileiro. — Assentiu, recordando de suas experiências nas pesquisas extras. — Influência sua.
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  — Bem, não é só de Oscar Niemeyer que se vive a arquitetura moderna brasileira — brincou. — E voltado ao nosso mundo do design, te convido a conhecer os Irmãos Campana, são bem excêntricos no que produzem. — Mais uma indicação vinda do seu lado monitor. — Porém, são mais voltados para mobiliário, acho que de gráfico, posso te indicar Romero Britto, apesar de não ser minimalista.
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  Ele riu baixo, inclinando-se um pouco mais na direção dela.
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  — Espero que entenda que esse é um caminho sem volta. — Piscou mais uma vez, com ar de menino travesso.
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  Uma gargalhada tímida dela. E o silêncio que pairou depois, dizia muito mais do que qualquer definição acadêmica. Ambos sabiam — naquele instante — que aquela conversa não era só sobre design.
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  — Bem. — %Lucas% voltou à sua postura rígida, distanciando um pouco.
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  Percebera que estava próximo demais do que deveria. O que representava um perigo para ambos.
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  — Vou te ver na Brush House, sexta? — indagou ele, curioso pela programação dela.
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  — Se eu não for, será duplo homicídio, tanto da Izzy, quanto da Sophie — explicou sua situação.
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  — Parece que não tem para onde fugir — analisou.
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  — Não tenho.
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  Ela não estava tão empolgada pelo evento, contudo, sua amiga Sophie contava com ela para sua network social. E não podia dizer abertamente para Izzy que estar no mesmo ambiente que ela e %Lucas% lhe fazia mal. Ver a amiga agarrada ao namorado, deixava %Evie% deslocada, em estado de abalo emocional quase irreversível.
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  Bush House…

  O melhor lugar para se dar uma elitizada Rooftop Party, proporcionando uma surreal vista panorâmica para o skyline vibrante de Londres, que parecia ter sido cuidadosamente moldado para uma noite que flertava com o inesquecível. O céu carregava aquele tom azul profundo das noites londrinas, cortado aqui e ali por luzes douradas e o contorno de prédios históricos misturados aos arranha-céus modernos.
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  A música reverberava em ondas pelo concreto e pelas paredes de vidro — uma sequência de indie eletrônico, house elegante e remixes alternativos que embalavam o corpo sem pedir permissão. Seu mobiliário mesclava sofás baixos em veludo preto, pufes de couro, mesas de centro espelhadas e poltronas de palhinha moderna, dispostas em lounges descontraídos, estrategicamente separados por vasos enormes de folhagens tropicais e oliveiras. Cada detalhe programado por Izzy, que planejou tudo. Era o mais aguardado evento da elite universitária londrina, a noite do Secret Circle, em seus muitos segredos e pecados disfarçados de diversão, onde limites se desfaziam entre olhares, desafios e tentações proibidas.
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  O tipo de festa que começava com promessas de descontração, mas ninguém sabia exatamente onde terminaria. As portas do elevador abriram, uma brisa fresca — carregada do perfume de flores, álcool, nicotina e algo indefinível que parecia pura eletricidade — envolveu %Evelyn% a princípio. Uma experiência inédita que viveria naquela noite. A cena à sua frente parecia ter saído de um filme: a cidade inteira se estendia em 360 graus, com suas luzes tremeluzindo como constelações terrenas.
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  — %Evie%! Finalmente chegou — exclamou, agarrando sua mão. — Bem-vinda oficialmente ao círculo que você não sabia que precisava fazer parte.
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  — Oh… — Estática a princípio.
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  — Confesso que comecei a ficar preocupada, achando que não viria mais — disse a garota, com os olhos brilhando.
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  — Tinha um compromisso com a minha mãe, antes — explicou %Evelyn%.
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  Desviando de cadeiras, copos, pessoas sentadas no chão rindo de piadas internas, Izzy a guiou até a mesa VIP, reservada aos membros da sua pequena a seleta sociedade. 
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  — Olha só quem apareceu… — A voz de Noah reluziu em meio ao som da música que tocava. — A garota de Derbyshire.
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  — Achamos que não viria mais — comentou Lise, a verificar seu bipe, pois aquele dia estava de plantão de sua residência.
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  — O Secret Circle… — anunciou Izzy, com propriedade de quem era a anfitriã da noite. — Nossa delicada caloura é oficialmente uma de nós.
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  É claro que sua entrada não havia sido por acaso, assim como a amizade repentina com Izzy. Mesmo utilizando o sobrenome de solteira da mãe, bastaram algumas pesquisas mais avançadas na secretaria para que Isabella descobrisse de quem ela era filha. Um dos casais mais influentes na elite britânica, a mãe herdeira de uma conceituada galeria, o pai, o advogado mais voraz e bem-sucedido do país. Não fora sem propósito o interesse de Aidan pela caloura do interior, menos ainda o pedido do amigo para que a carismática popular se aproximasse dela. 
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  Partners tinha uma ligação forte e promissora com os Blackwood.
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  No lounge, quatro pessoas estavam distribuídas em posturas relaxadas, não deixando de exalar a autoconfiança. Uma variação de estilos, mesmo ambos sendo da alta classe social: o cara do curso de arquitetura, com camisa social meio aberta e cabelo bagunçado; a patricinha do curso de moda com suas roupas de grife e o olhar analítico; a aspirante a neurocirurgiã com suas roupas formais além do necessário, e um estetoscópio escondido no fundo da bolsa; e, por fim, o atleta do curso de administração, que jogava basquete como armador pelo time da universidade.
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  — Boa noite — cumprimentou %Evie%, ainda acanhada.
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  Fez-se atenta ao cumprimento de todos, contudo, seu olhar estava mesmo procurando por alguém, que parecia não estar ali. A figura de Bennet apenas mostrou-se presente quando ela se sentou ao lado de Judy, desviando o olhar para a área do bar. Precisava controlar suas emoções ainda mais naquela noite. Próximo ao grupo, de pé, na beira do parapeito, observando a cidade como quem decifra códigos invisíveis, mais um membro, de traços afiados, roupa preta impecável e mãos nos bolsos. Seu olhar se desviou da paisagem e pousou nela, direto, firme, como se tivesse esperado por aquele momento a noite inteira.
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  Aidan.
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  — Espero que possa se divertir essa noite, Blackwood — disse ele, chamando-a pelo sobrenome do pai.
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  O sorriso que curvou seus lábios não era de boas-vindas. Era um convite. Ou um alerta. %Evie%, em um frio na barriga, naquele instante, percebeu que a noite seria tudo — menos previsível.
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  — Já que estamos todos aqui, que tal um jogo para descontrair? — sugeriu Judy, lançando um olhar tendencioso para Izzy.
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  — O que nos sugere? — indagou Aidan, se interessando.
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  — Como anfitriã… Eu escolho. — Izzy notou a aproximação do namorado, então se inclinando um pouco, pegou uma garrafa, deixando um pequeno sorriso malicioso se desenhar no canto do rosto. — Verdade, ou desafio!
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  Murmúrios de aceitação soaram entre eles. 
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  Izzy, puxando um puff para se sentar, posicionou a garrafa vazia em sua mão, deixada ao centro da mesa de vidro. Girando-a devagar, como se o universo estivesse segurando a respiração. Queria criar uma atmosfera de tensão e curiosidade em todos os envolvidos. As luzes de neon se refletiam no vidro e no rosto de cada um, tornando cada expressão ainda mais intensa.
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  O primeiro a ser contemplado: Noah.
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  — Verdade ou Desafio? — perguntou Izzy com um sorriso divertido, já antecipando a confusão, entretanto, frustrada por não ser quem ela queria.
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  Noah ergue uma sobrancelha, e os cachos caíram ainda mais sobre a testa.
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  — Desafio. — Sua voz tinha aquele tom tranquilo, de quem gosta e sabe jogar.
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  Judy, com olhar malicioso, sabia que viria bomba.
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  — Então, Noah, beije a pessoa à sua direita. Sem mais — completou Izzy, gerando os cochichos atravessados.
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  Noah engole em seco e se volta para Judy, que cruzou as pernas, exibindo confiança. Ele se aproximou devagar, segurou o queixo dela com delicadeza e a beijou num rápido estalo. Causando espanto em %Evie%. Não esperava que o rapaz fosse mesmo cumprir o desafio.
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  A garrafa girou novamente e parou em Judy.
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  — Verdade ou Desafio? — perguntou Izzy, inclinando-se para frente.
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  Judy cruzou os braços, garganta apertada por alguns segundos.
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  — Verdade.
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  A anfitriã deu um sorriso cúmplice, apoiando o cotovelo no braço do sofá ao lado.
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  — Quem, neste círculo, você considera o maior perigo? — perguntou.
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  Todos viraram o olhar para Judy, curiosos. Ela hesitou, depois suspirou e, num tom sóbrio, respondeu:
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  — Aidan. — Um soar com convicção. — Ele parece que sabe como derrubar as defesas de qualquer um, e ninguém sabe exatamente se é só charme ou ameaça.
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  Aidan ergueu o queixo, mas não soltou a bebida. Seus olhos encontraram os de %Evie%, e, por um instante, o ar entre eles tremeu. Algo percebido por Bennett.
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  A garrafa girou novamente e parou em %Evie%.
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  — Verdade ou Desafio? — Aidan tomou o controle do jogo e perguntou, a voz baixa, mas carregada de curiosidade.
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  O consenso de Izzy foi oculto, porém, percebido por ele. %Evelyn% sentiu o peito apertar, sabendo que qualquer escolha implicaria revelar algo profundo. E não podia se expor em um simples jogo entre amigos.
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  — Verdade — disse reunindo coragem.
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  Aidan sorriu, saltitando aquele ímã de tensão.
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  — Qual foi a última vez que você se sentiu verdadeiramente vulnerável? — parecia uma pergunta simples para quem estava de fora.
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  Um silêncio coletivo tomou conta do grupo. 
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  Entretanto, para ela, que lutava diariamente para não perder sua sanidade mental por estar próxima demais de alguém que considera intocável... %Evie% fechou os olhos um instante, recordando todas as lágrimas que escorreram em suas noites de maior agonia. Quando reabriu o olhar, encarou cada rosto ali, mas principalmente Aidan, que a observava atento.
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  — Não saberia dizer… — iniciou ela, com um ardor inesperado em sua garganta. — Acho que no momento em que soube do divórcio dos meus pais.
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  Havia sido sim, um momento de vulnerabilidade, porém, lá no fundo, ela sabia que não era essa a resposta verdadeira.
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  A garrafa girou mais uma vez e parou em %Lucas%.
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  — Verdade ou Desafio? — Judy atropelou a amiga, inclinando-se para a frente, animada.
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  Queria ter o gostinho do controle também. %Lucas% soltou o ar devagar, olhos sobre %Evie% por um instante, antes de responder:
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  — Desafio.
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  A tensão aumentou.
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  — Seja criativo: conte à %Evie%, em público, por que ela é perigosa para você. — Uma brincadeira inocente para ela, que queria provocar a anfitriã, ao seu nível.
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  %Lucas% se ergueu, encarando %Evie%, que sentiu o pulso acelerar. Não estava confortável desde o início com aquele jogo, mas não iria estragar a noite dos amigos. Menos ainda, dar abertura para questionamentos cansativos vindo da namorada.
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  — %Evie%… — A voz surpreendentemente firme. — Você é perigosa porque… É uma aluna dedicada e aplicada, suas notas são as melhores entre os calouros, tem um dom incrível para lettering, conquistou a admiração e confiança dos professores…
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  %Evie% sentiu as bochechas queimarem de vergonha.
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  — E isso é perigoso porque não aceito perder como aluno — completou ele. — Sou muito competitivo.
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  Um sorriso bobo e discreto escapou no canto do seu rosto. Perceptível a ela, e curiosamente pela namorada também.
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  A garrafa girou pela última vez e caiu em Aidan.
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  — Verdade ou Desafio? — perguntou Izzy, retomando o controle do jogo, consciente de que, agora, ele podia escolher algo que estremecesse ainda mais aquele grupo.
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  Aidan sorriu de lado, ergueu o ombro, deixando escapar o tom enigmático.
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  — Desafio. — Um sorriso presunçoso, uma piscada enigmática, de quem já tinha um plano traçado para o desfecho daquela noite.
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  — Te desafio a tirar nossa caloura para dançar. — Izzy foi suave, contudo, no limite certo que ele desejava.
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  %Evie% assentiu ao convite cavalheiro de Aidan.
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  “É apenas uma dança” pensou ela. 
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  — Está nervosa — comentou ele ao apoiar sua mão esquerda nas costas dela.
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  Propositalmente, uma baladinha havia iniciado naquele momento.
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  — É a minha primeira vez com alguém além do meu pai e dos meus avôs — deixou sair descontraído.
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  Pois internamente, o caos se instaurava ao perceber o olhar de Bennett fixo na direção deles.
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  — Acho que já percebeu meu interesse em você — continuou ele, sinuosamente.
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  — Acho que sim. — Assentiu, se retraindo um pouco pela intensidade de ambos os olhares e lados.
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  Era demais para ela conseguir lidar com isso.
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  — Foi uma surpresa saber que é filho dos sócios do meu pai — comentou ela sua descoberta ocorrida na ceia de Natal.
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  — Para mim foi um prazer poder me aproximar mais de você naquela noite — confessou, com certa sinceridade. — Apesar do meu esforço em competir com o seu celular… Ou melhor, com a outra pessoa que lhe arrancou sorrisos bobos.
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  Ele não sabia ao fundo quem era, mas falava de Bennet.
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  — Me desculpe — pediu ela, sem graça. — Acho que fui uma péssima anfitriã naquela noite… Mas prometo compensá-lo.
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  — Tudo bem… Pode me compensar com um beijo. — Ele se inclinou com leveza, deixando seus lábios próximos o suficiente para sentir o calor do suspiro que soava dela.
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  No susto da timidez, sem saber como reagir à situação, %Evie% se afastou dele e saiu correndo em direção ao elevador. Sair dali era a melhor decisão a se tomar, assim não iria se arrepender depois do que poderia ter acontecido entre ela e Aidan. A passos sem uma direção certa, a jovem prosseguiu caminhando pelas ruas da cidade. 
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  Em Mayfair…

  No seu apartamento, %Maggie% se deleitava com a vista privilegiada para o Hyde Park. Sentada em sua confortável cadeira suspensa na varanda, saboreando uma taça de vinho. Seus pensamentos, concentrados na ausência de %Charles% nas festividades de final do ano, e em sua repentina viagem de negócios para a América. 
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  O som dos carros sendo seu fundo sonoro, e uma quebra de silêncio pelo tocar do interfone. Uma visita inesperada, que pensou inicialmente ser da sua irmã.
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  — Meredith, resolveu enfim se juntar a mim… — Riu ela, ao abrir a porta com descontração. 
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  Uma paralisia repentina.
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  Seus olhos encontrando os de %Charles%.
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  — Boa noite — disse ele, esperando o convite para entrar.
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  O homem forçou o controle do olhar, pois as sinuosas pernas de %Maggie% estavam à mostra.
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  — Boa noite — sussurrou ela, abrindo mais a porta para que ele entrasse. — Posso entender a sua presença? 
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  — Claro. — Em seu olhar observador, ele caminhou até o centro do apartamento, então virou-se para ela. — Você deixou isso cair.
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  Erguendo a mão, revelou a pasta lançada na fúria dos ciúmes.
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  — Eu havia me esquecido dela, mas não precisava vir me devolver — alegou, não dando a devida importância. — Eu já li tudo e estou de acordo, sem considerações.
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  — Leu, mas não assinou — argumentou ele, enfatizando sua presença.
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  Por mais que mantivesse sua posição, o fato de não ter assinado lhe fez entender que ela não queria o divórcio de fato. 
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  — Posso fazê-lo agora — sugeriu.
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  Internamente se arrependendo de imediato. 
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  — É o que você quer? — Ele jogou a pasta em cima da mesa de centro e se aproximou dela. — Quer mesmo o divórcio?
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  — Não me olhe assim, foi você quem começou tudo isso. — As palavras num tom frio, o rasgaram por dentro.
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  — Você quer que eu diga que estou arrependido? — Suavizando mais a voz, ele parou diante dela, centímetros o suficiente para sentir a respiração profunda vinda da mulher.
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  — Não mudaria em nada agora — continuou, relutante.
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  Uma batalha não entre razão e emoção, mas sim de seu orgulho de esposa ferida e do veemente sentimento que tinha por ele, doce e puro. Meio passo de %Charles%, que ao tocar em sua cintura, fez seu corpo arrepiar em reação ao calor concentrado na região que sentia seu toque.
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  — Diga que não me ama e me mande embora — num tom mais envolvente e sinuoso, sussurrou em seu ouvido.
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  Como conseguir sustentação diante daquilo?!
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  %Margareth% conhecia cada variação daquela voz que a deixava trêmula com facilidade. Era nítido que assim como ela ainda o amava, o sentimento dele era recíproco e provavelmente mais profundo ainda. Logo seus pensamentos a transportaram para o feriado em que passaram juntos, a forma como ele preparou o almoço com todo zelo e cuidado para as mulheres da sua vida, de como se empolgou com a notícia de que voltara a fotografia, de como compartilhou de um sutil momento de comunhão, enquanto assistiam uma maratona extensa de O Senhor dos Anéis. Aquele memorável dia pareceu aos muitos que viveram nos tempos em que %Evie% ainda era uma criança, e exigia ver os clássicos da Disney.
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  — Diga que deseja o divórcio? — continuou ele, ao encostar seus lábios no pescoço dela.
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  %Maggie% segurou com firmeza nos braços dele, sentindo a leve ondulação de suas veias, o calor que pulsava debaixo da pele dele, e o quanto seu próprio corpo traía qualquer tentativa de resistência. Seu peito arfava, apertado entre a razão que implorava por espaço e o desejo que a consumia inteira.
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  — %Charles%... — Seu nome escapou dos lábios dela em um sussurro quebrado, quase como uma súplica, uma perfeita rendição.
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  Ele segurou seu rosto com ambas as mãos, com aquela delicadeza que só ele sabia dosar entre força e ternura. Os olhos dele buscavam os dela, insistentes, quase feridos, como se quisessem arrancar uma verdade que ambos conheciam, mas se recusaram a vestir em palavras.
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  — Diga que não me ama e eu paro neste exato momento. — Sua voz soou mais rouca, carregada de vulnerabilidade, e seu polegar traçou lentamente a linha do queixo dela, antes de deslizar para a curva dos lábios.
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  O silêncio virou cúmplice. 
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  A tensão elétrica entre eles vibrava, as mãos dele deslizaram para a cintura dela, apertando-a contra si, como se desejasse mergulhar nas ondas de seu corpo com todo o desejo que reprimia há dias, enquanto ela se entregava, perdida, rendida, desejando que aquele momento suspendesse o tempo, a lógica e os abismos que eles próprios cavaram. Não havia mais espaço para mentiras, orgulho ou fingimentos. Os braços de %Maggie% foram deslizando por seu tórax, até entrelaçarem no pescoço dele, puxando-o com força, e o beijo veio como uma explosão — voraz, urgente, uma mistura amarga de saudade e necessidade. Entre passos desajeitados e tropeços nas próprias vontades, %Charles% a guiou até o sofá, onde ela caiu sentada, mas ele não lhe deu tempo nem para respirar. Suas mãos deslizavam pelas curvas dela como se explorasse novamente cada detalhe da geografia já gravada em sua mente.
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  Os sussurros tornaram-se gemidos abafados. 
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  Suas mãos seguraram os botões da camisa dele, arrancando-os com uma mistura de pressa e fúria, enquanto ele a deitava no sofá, espalhando beijos pela linha de sua mandíbula, pelo pescoço, pela clavícula que tanto adorava.
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  — Me diga… — instigou ele, com a voz rouca, trêmula, enquanto segurava o rosto dela entre as mãos. — Que depois disso nada terá mudado…
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  %Maggie% respirou fundo, apertando-o contra si, os olhos brilhando com tudo o que ela jamais conseguiria verbalizar. 
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  Tudo estava mudando…
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  E, naquele instante, tudo que existia era isso. Só eles dois, afogados nas próprias rendições, no amor que nunca morreu e na certeza de que, mesmo quando o mundo parecia frio pela proximidade do inverno lá fora, ainda eram abrigo um no outro. 
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  E o amor que nunca tinha partido, o calor que os aqueceria na estação mais gélida do ano.
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  — %Evie%! — A voz de Bennett despertou a garota de seus devaneios involuntários.
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  Ela ainda não tinha tido a coragem de voltar para casa, principalmente por não querer dar explicações à mãe. Seu corpo em deslocamento, parou por completo e voltou-se para ele. Confusa por estar ali, já que havia se distanciado o bastante do local da festa.
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  — O que faz aqui? — indagou.
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  — Não podia deixar minha caloura voltar para casa sozinha — explicou ele, como se fosse o suficiente para a situação.
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  — Mas… E a Izzy? — continuou, não entendendo a decisão dele. — Vai ficar louca pela ausência do namorado.
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  — Ela sabe se virar muito bem sozinha em eventos assim — respondeu ele, com serenidade no olhar. — Além do mais, nunca gostei de festas universitárias… Prefiro passar a noite entre os livros da Casa del Libro.
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  Ela deixou um sorriso meigo e singelo surgir no canto do rosto. Sentia-se aconchegada por ele estar ali.
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  — Mas acho que já entendeu isso — completou.
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  — Fico feliz em saber que meu monitor é tão estranho quanto eu — brincou ela, ao voltar a caminhar.
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  %Lucas% deu uma risada baixa e descontraída, acompanhando-a ao lado, em seu ritmo.
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  — O que ele fez para te fazer sair correndo? — Poderia ter mantido aquela indagação para si, mas resolveu externar.
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  O vínculo de amizade e cumplicidade que haviam construído em seus encontros na livraria e nas aulas, lhe permitia algumas perguntas mais íntimas.
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  — Nada de tão grave ou importante — respondeu ela, não querendo mencionar o fato. — Foi apenas algo desnecessário de se acontecer.
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  — Aposto que ele queria ficar com você. — Direto e preciso.
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  Conhecia Aidan o bastante para saber suas reais intenções com %Evie%.
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  — Como sabe? — Ela o olhou, impressionada.
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  — Não vale a pena continuarmos o assunto. — Desviou a conversa. — Preparada para a semana de provas?
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  — Não — respondeu, com uma risada de nervoso. — Mas acho que conseguirei surpreender o professor Leather. Tenho treinado desenho técnico em casa.
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  — Comprou uma mesa com prancheta? — Ele mesmo havia lhe aconselhado a isso.
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  — Não — respondeu. — Mas tem uma na galeria da minha mãe, que uso lá.
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  — Hum… — Um murmúrio sutil. — Passei lá há três dias, ficou muito bonita a reforma.
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  — Então… Você foi o Bennett que fez uma grande reserva de uma fotografia da minha mãe? — Surpresa e perplexidade por constatar que poderia ser ele.
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  — Não eu, mas meu pai — explicou. — Um presente de casamento para minha irmã, apenas ajudei a escolher.
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  — Não me lembro de falarmos da sua família — comentou ela, curiosa pelo assunto.
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  — É complicado… Mas prometo falar sobre isso algum dia. — Parecia dar sua palavra.
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  — A Izzy conhece eles pessoalmente? — %Evie% não conseguiu conter suas perguntas.
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  — Meu pai me fez prometer que… Apenas apresentaria a nossa família à mulher que seria minha futura esposa — relatou ele, como se fosse uma condição. — Atualmente, tem sido complexo conseguir imaginá-la nesta posição… Por diversas divergências de ideias e opiniões.
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  — Então ela não os conhece — constatou %Evie%.
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  — Não. — Assentiu ele.
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  Um respiro de alívio, involuntário por parte dela, que logo sentiu-se culpada por fazê-lo. Era errado desejar a ruína do namoro alheio. Contudo, não se privou de sentir o coração aquecido pela revelação e peso das palavras dele.
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  — Terminei o livro que me indicou. — Em uma manobra de disfarçar seu caos interno, ela continuou retomando o assunto da universidade.
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  — Qual deles? — indagou.
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  Foram tantos, que não conseguia adivinhar qual.
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  — Color Planning for Interiors de %Margareth% Portillo — respondeu.
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  — Está se bandeando para outros cursos? — brincou.
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  — Não. — Ela riu. — Mas mesmo sendo para arquitetura e interiores, o conteúdo é muito rico, sua visão sobre psicologia das cores consegue ser mais profunda que em gráfico.
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  — Às vezes se faz necessário ver o mundo do ponto de vista do outro — concordou ele, que já tinha lido mais de duas vezes a publicação. — A forma como a arquitetura enxerga o espaço é diferente do design de interiores, que é totalmente o contrário do produto, que em alguns casos quase se esbarram no gráfico.
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  — O que te levou para o curso de produto? — indagou ela, curiosa. — Sei que sua família é totalmente distante das áreas criativas.
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  — Ah, sim… Não existe criatividade em administração e logística. — Ele riu, com leveza e espontaneidade.
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  — Sim — concordou rindo também.
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  — Digamos que… Uma cadeira me fez mudar toda a minha percepção da vida — confessou.
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  — Uma cadeira?! — Era impressionante para ela.
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  — Sim… E acho que conhece a cadeira Panton — continuou ele, detalhando mais sua resposta. — Foi em uma exposição de mobiliário de design assinado que acompanhei minha avó… Quando me dei conta, estava reflexivo sobre como uma curvatura feita em fibra de vidro, tão delicada e sutil, podia transmitir tanta força e resistência.
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  — Impressionante que um símbolo do Pop Art tenha lhe atraído para este universo — comentou ela.
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  — Para alguém totalmente industrial e minimalista, é realmente contraditório — concordou ele.
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  A caminhada perdurou mais algum tempo, até que %Evie% notou estar diante do prédio onde morava. Como chegaram ali?
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  — Como sabe onde eu moro? — indagou ela.
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  — Fiz uma entrega de livros aqui na semana passada — respondeu, com naturalidade. — Vi você saindo do elevador.
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  — Hum… — sibilou ela — Quer subir? Minha mãe tem um livro sobre fotografia de mobiliário que acho que vai gostar.
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  — Sua mãe é fotógrafa também? — Seu olhar impressionado.
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  — Sim, está voltando a ativa aos poucos — contou ela, ao se direcionar para a entrada.
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  — Sempre achei interessante fotografia especializada em interiores — comentou, gostando da ideia.
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  Os jovens adentraram o prédio, continuando o assunto sobre câmeras profissionais e suas lentes que custavam quase o valor de um carro popular. Até que o elevador se abriu no andar desejado e com naturalidade de quem achava que a mãe estaria sozinha em casa, %Evie% abriu a porta.
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  — Mãe?! — A voz dela reverberou pela sala, enquanto entrava acompanhada.
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  Um silêncio intrigante foi a sua resposta, seguidos de respirações afobadas, como de dois ladrões de joias, que foram pegos em flagrante pela polícia. 
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  — %Evie%?! — %Margareth% finalmente conseguiu expulsar a voz para fora, erguendo o corpo, aparecendo no sofá.
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  Em um misto de vergonha e timidez pela filha estar acompanhada e presenciar tal situação, sentiu o rosto corar e queimar, assim que %Charles% ergueu seu corpo logo depois, para cumprimentar a filha.
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  — Uau — disse %Lucas%, sentindo o constrangimento mútuo preencher o ambiente.
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  — Oi, pai… — sussurrou a jovem, entendendo tudo o que estava acontecendo entre eles.
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  Não sendo necessário nenhuma palavra de explicação.
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  — Eu acho melhor te esperar lá na recepção — disse %Lucas%, desviando seu olhar do casal, ao notar o desconforto da mulher, que se cobriu com a camisa do marido.
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  — É melhor… Eu descer com você — disse %Evie%, ao pegar em sua mão e o puxar para fora, antes mesmo que os pais pudessem reagir ao ocorrido.
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  No fundo…
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  Mesmo diante da cena desconcertante…
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  Ela estava feliz diante de uma possível reconciliação dos pais.
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¿Cómo poder recuperar tu amor?
  ¿Cómo sacar la tristeza de mi corazón?
  Mi mundo solo gira por ti

¿Cómo sanar este profundo dolor?
  Siento correr por mis venas tu respiración
  Estoy tan conectada a ti
  - Este Corazón / RBD

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Lelen

Eu posso ter esperança que no próximo capítulo Maggie e Charles vão estar como casal de novo? Porque essas idas e vindas tão sendo de MATAR!
E agora temos uma explicação do Lucas sobre o namoro dele, MAS AINDA ASSIM, TU TÁ DE CHARMINHO PRA CIMA DE OUTRA GAROTA SEM TER TERMINADO COM A NAMORADA. Eu sou contra u.u
Mas depois que tu resolver isso, Lucas, quem sabe a Evie não vai ser aquela que você vai apresentar pra família, né? Só espero que a Izzy não guarde rancor.

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