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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Silent Heart


Escrita porPams
Revisada por Lelen

10 • Silent Heart

Tempo estimado de leitura: 38 minutos

Londres - Mayfair, primavera de 2023

  O silêncio foi profundo e pesado. 
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  Tão pesado quanto a culpa que %Maggie% estava sentindo por mais uma vez ceder ao coração e às investidas do homem, que permanecia com o olhar de quem não se importava com o que acabou de acontecer. Para ele, ambos não estavam fazendo nada de errado, apenas verbalizando em ações, no lugar das palavras que não conseguiam pronunciar.
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  — Não podemos continuar assim — finalmente conseguiu fazer o som sair mais uma vez, o coração que pareceu paralisar por segundos, estava batendo normalmente.
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  — Como deseja continuar? — indagou ele ao se ajustar ao sofá, ficando de frente para ela.
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  — %Charles%… — Um olhar choroso, de quem sentia êxtase e dor ao mesmo tempo. — O que estamos fazendo com nossas vidas?
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  — Eu não sei… Mas se quiser, posso ir embora — sugeriu.
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  Não era apenas ela que vivia em plena agonia por não saber o que aconteceria a seguir. Para ele, era como ser cortado em várias partes da forma mais dolorosa possível, uma angustiante tortura com a finalidade de puni-lo por ter tido as palavras erradas em um momento de irritação e nervosismo pelas muitas discussões dos últimos anos entre o casal.
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  — Não se trata de ir embora. — Seu olhar sério e amedrontado foi nítido o bastante para ele entender as entrelinhas. — Mas do conteúdo daquela pasta.
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  — Por que não assinou? Como das outras vezes? — indagou ele, ambicionando extrair a resposta que esperava dela.
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  Um silêncio ensurdecedor entre eles.
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  %Margareth% se remexeu no sofá, então passando, por ele se levantou, enquanto vestia de forma i nconsciente a sua camisa. Um hábito construído pelos anos de matrimônio.
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  — Porque sei que não haveria mais revisões depois disso. — Finalmente jogou as cartas na mesa, mesmo sabendo que sua mão era fraca demais para vencer aquela rodada.
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  — Você quer que eu assine? — indagou ele ao se levantar, observando-a caminhar até a porta para a varanda.
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  As cortinas estavam entreabertas, mas com espaço suficiente para a passagem da brisa da primavera.
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  — Você quer assinar? — retrucou ela ao se voltar para ele.
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  Mais silêncio de ambos os lados, com olhares analíticos de um forense que deseja com afinco desvendar os mistérios de uma cena de crime. No caso do casal em questão, a ambição por ler a mente um do outro à procura das respostas pretendidas.
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  — Por que sempre foge das minhas perguntas?! — Um sorriso de canto, entendendo o recado.
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  A escolha final não dependia dela e sim dele e do seu orgulho em optar pelo caminho errado, regado a dor e angústias. %Margareth% já tinha feito sua escolha ao deixar os documentos em branco. Passos firmes e pretensiosos até ela.
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  — %Maggie%… — O tom baixo e malicioso.
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  — Não me olhe assim — pediu ela, já imaginando o que viria a seguir.
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  — Mais uma vez darei a você a chance de ditar as regras… — continuou ele, com segurança do que fazia. — Vou conduzi-la em meu colo até o quarto e pousar seu corpo sobre os lençóis, tem todo esse percurso para recusar minhas ações e me mandar embora…
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  Os olhos dela permaneceram expressivos, porém, fixos a ele. 
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  Inicialmente não acreditava que faria aquilo. Contudo, como anunciado, %Charles% a pegou pelo colo, fazendo o tempo parecer congelar ao redor de ambos. Aquele olhar desejoso que escorria malícia.
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  — Serei um cavalheiro e deixarei meus passos o mais lento possível — disse num tom reconfortante de quem sabia que ela não iria intervir em sua jogada.
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  Sentir o calor do corpo dele fez suas pernas adormecerem por instantes. O impacto dos passos de %Charles% conseguia transmitir mais sons que os carros que passavam na rua, ou seu coração, que permanecia silencioso apenas esperando pelo momento certo de gritar ou se render mais uma vez. Ao passarem pela porta do quarto dela, por um breve gesto de provocação, ele parou diante da cama, mantendo-a erguida em seus braços. 
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  E mais uma onda de silêncio da parte dela.
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  — A escolha foi sua — sussurrou ele ao deitar o corpo da esposa sobre os lençóis como pretendido.
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  Erguendo o corpo, o advogado retornou à porta para fechá-la devidamente, não se limitando a trancar em seguida. A chave? Fora arrancada da fechadura com precisão e jogada ao chão, causando um breve arrepio no corpo de %Maggie%, pela enxurrada de pensamentos que lhe invadiu no instante. O som do objeto quicando no chão ecoou mais alto do que qualquer palavra não dita entre eles. Aquele gesto simples, porém, cheio de intenção, ressoava como um selo — não havia mais espaço para idas e vindas, apenas para o presente sufocante dos dois.
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  — Seremos apenas nós dois… — assegurou ele, com um sorriso de canto discreto, enquanto retornava para a cama. — Sem prazo determinado.
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  Um respiro profundo vindo dela. 
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  Enquanto o observava se inclinar para prosseguir com as intenções iniciadas no sofá da sala. Sem a filha para interromper, sem o mundo lá fora para os distanciar, seriam apenas ambos e o amor que persistia em manter-se firme e relutante quanto ao final de uma linda história de dois corações cúmplices. E ali, no entrelaçar de olhares e silêncios, ela compreendeu que certos amores não aceitavam ponto final. Foram-se as resistências, diluídas no toque quente da pele dele, no deslizar das mãos que conheciam seus mapas secretos. E quando seus lábios se encontraram mais uma vez, não restou espaço para dúvidas — apenas a certeza de que, por mais que tentassem fugir, eles sempre seriam a casa um do outro.
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--

  Na recepção do prédio.

  %Evie% parou diante da porta giratória, e só então percebeu que ainda segurava as mão de Bennet. Em um impulso de vergonha e timidez, soltou de imediato.
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  — Me desculpe por… — Manteve o olhar baixo.
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  Não sabia se o pedido era pelos pais ou por sua ousadia em segurar a mão dele.
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  — Está tudo bem. — Um sorriso gentil e singelo desenhou no rosto dele. — Pelo menos parece que eles vão se acertar.
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  Para ele, a menção foi dos pais dela.
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  — Sim. — Um suspiro de alívio. — Obrigada por me acompanhar.
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  Assentindo com um sorriso, %Lucas% se despediu e saiu do prédio. %Evie%, com receio de voltar para o apartamento, também passou pela porta de saída e sentou nos degraus da pequena escadaria da fachada. Foi uma questão de instantes, até que seu monitor se sentou ao seu lado, deixando-a surpresa.
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  — Por que voltou? — indagou ela.
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  — Percebi que uma amiga precisa da minha companhia, até ter coragem o bastante para entrar em casa — brincou ele, com a situação.
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  Ela não se conteve em rir.
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  Errado ele não estava. E, no mais, estava feliz por sua companhia, mesmo que lá no fundo lhe causasse certas dores silenciosas.
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  Na manhã seguinte…

  Deitado de lado, ainda adormecido, a expressão suavizada — tão diferente da rigidez habitual, sem o peso do paletó, sem as defesas delimitadas por seu orgulho, sem as bordas afiadas que sempre usava como escudo. Ali, ele era apenas %Charles%, o marido amoroso e intenso. O homem que %Maggie% conheceu na adolescência, por quem se apaixonou com facilidade. E que, de alguma forma, nunca deixou de amar. Ela, já acordada, ficou alguns segundos apenas observando-o. Memorizando cada traço que conhecia de cor, mas que, na distância dos últimos meses, parecia ter se tornado quase abstrato. A linha forte do maxilar, as pálpebras pesadas, o leve franzir das sobrancelhas — mesmo dormindo, ele parecia carregar o peso do mundo.
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  Ou o peso de um pedido errôneo de divórcio.
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  Um suspiro escapou involuntário. 
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  E talvez ele tenha sentido. Porque seus olhos se abriram, devagar, como se buscassem uma confirmação de que ela estava mesmo ali, de que a noite não havia sido uma miragem em seu deserto de ilusões e delírios. %Maggie% fechou os olhos no mesmo momento, fingindo ainda dormir. Algo que arrancou um leve sorriso de satisfação nele, por conhecê-la a ponto de saber que ela estava sim acordada. Não havia mudado seus hábitos meigos e inocentes após os momentos de intimidade profunda. Ele se remexeu na cama, erguendo o corpo o suficiente para encostar seus lábios no pescoço dela.
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  — Vou preparar o nosso café enquanto finge que ainda está dormindo. — Seu jeito direto e objetivo de falar, era a marca registrada que a fazia arrepiar involuntariamente. — Me dê vinte minutos e venha para a sala.
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  Esquecendo-se de sua encenação, %Maggie%, ainda de olhos fechados, balançou a cabeça positivamente, assentindo às palavras dele. Fora tão espontâneo que arrancou uma risada boba e genuína do marido. Ao passar pela porta, fechando-a com cautela, %Charles% logo ouviu o barulho da televisão ligada vindo da sala. A filha já estava de pé, se deliciando com desenhos que foram sucessos nos anos 90 e 2000. Uma pausa para contemplar a cena da jovem dando gargalhadas no sofá, então se dirigiu para a área da cozinha.
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  — Bom dia, Pandinha — cumprimentou-a com leveza, enquanto abria a geladeira.
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  — Bom dia, papai — respondeu ela, mantendo a atenção na televisão.
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  Sentia-se constrangida demais para mencionar o ocorrido na noite anterior.
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  Principalmente relatar que havia ouvido alguns gemidos vindos da mãe, ao passar pela porta de seu quarto. Entretanto… Era nítido sua felicidade pela presença dele naquele apartamento. Um detalhe que tornou o lugar estranho em familiar em apenas poucas horas.
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  — O que está vendo? — indagou.
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  — Looney Tunes — respondeu. — Não me canso de assistir… Por mais que o Pernalonga seja o favorito, a graça de tudo está no Patolino.
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  — Sim — concordou o pai ao abrir a lixeira e perceber a pasta dos fatídicos documentos dentro.
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  Certamente uma ação da filha.
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  — Deseja algo em especial para o café? — perguntou com um sorriso de satisfação no rosto.
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  — Posso escolher mesmo? — Ela se virou no sofá e o olhou surpresa. — Achei que a preferência fosse da mamãe hoje. — Soou num tom divertido.
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  — Abrirei uma exceção para minha princesa — argumentou ele, pisando de leve.
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  — Quero panquecas com geleia de morango — pediu.
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  %Charles%, ao bater continência de leve para ela, arrancou algumas risadas da filha. Após dias turbulentos, pesados e incertos, aquela manhã tinha o gosto de suavidade e leveza que ele tanto ambicionava.
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  Não apenas para si, mas para sua família.
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  A qual por uma decisão impensada, correu o risco de quase perdê-la.
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  Mais dias se passaram…

  O cheiro de café recém-passado misturado ao perfume de páginas antigas preenchia todo o ambiente da Casa del Libro, uma marca registrada daquele refúgio que, de alguma forma, parecia conspirar sempre a favor dos encontros mais improváveis — ou dos mais inevitáveis. Na seção de design e artes visuais, entre estantes altas de madeira escura e luzes âmbar que aqueciam cada detalhe rústico, %Evie% percorria os olhos pelos títulos dos livros recém-chegados, apesar de seus pensamentos não conseguirem se prender em mais nada além dele.
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  Bennett.
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  Ali, abaixado, ajeitando com precisão os novos livros na prateleira disponibilizada, ele parecia completamente alheio ao turbilhão que ela segurava no peito. E era exatamente isso que a fazia perder o ar — como alguém podia ser tão interessante até nas pequenas distrações? Respirou fundo, sentindo as pernas trêmulas, enquanto reunia forças para fazer o que havia decidido fazer assim que levantou da cama naquela manhã. E antes que sua coragem escorresse pelo chão, deu dois passos à frente, fazendo sua presença ser notada.
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  — %Lucas%… — chamou, em tom suave, quase um sussurro.
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  Ele ergueu os olhos, aquele olhar acinzentado e intenso encontrando o dela com uma facilidade desconcertante.
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  — Oi… — Sorriu ao terminar de encaixar o livro e levantando, endireitando o corpo para lhe dar atenção. — Bom dia… Não a vi chegar.
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  Ela engoliu em seco. 
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  Ainda controlando sua insegurança.
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  — Está tudo bem? — indagou ele, notando sua estranheza.
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  — Na verdade… não. Quer dizer, sim. — Se viu atrapalhada nas palavras. — Mas não exatamente.
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  O sorriso dele curvou de lado, intrigado. Ela não estava estranha assim no dia anterior em que se viram na aula de desenho técnico. Pelo contrário, seus comentários sobre a possível volta dos pais foi o assunto do dia entre eles.
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  — Está acontecendo alguma coisa? — insistiu o rapaz.
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  %Evie% apertou os dedos na alça da bolsa transversal de crochet pendurada pelo ombro, sentindo o coração vibrar nas pontas. Uma parte de si dizia que ela precisava externar seus sentimentos, e a outra a acusava de querer arruinar o relacionamento de uma amiga estimada.
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  — Eu não sei exatamente como dizer isso sem parecer meio… boba ou maléfica. Mas eu não aguento mais guardar isso dentro de mim. — Inspirou fundo, reunindo cada pedaço da coragem que tinha se espalhado diante do olhar singelo dele. — Eu… Gosto de você... não como amigo, nem como colega de faculdade, menos ainda como o monitor que me enche de revisões para fazer… — Um riso nervoso. — Eu estou… Completamente apaixonada por você. Desde o primeiro dia em que segurou minha queda aqui nessa livraria, eu não consegui mais parar de pensar em você.
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  Por alguns segundos… 
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  O silêncio pesou tanto que parecia que até as prateleiras escutavam. O mundo ficou suspenso no espaço entre eles. %Lucas% paralisou de imediato, processando cada frase dita, afinal, não esperava tal confissão de forma tão clara em uma manhã de sábado comum. Diante da inexpressividade vinda do rapaz, o rosto de %Evie% queimou de vergonha por ter feito tal coisa. Ao tentar se retirar para mais longe possível, pisou em falso em um dos livros que estava caído ao chão, desequilibrando o corpo já sentindo a queda certeira.
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  — %Evie%… — A voz aveludada de %Lucas% foi parte do seu amparo, pois a mão do rapaz apoiou-se em suas costas, mantendo-a em equilíbrio.
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  Assim como na primeira vez, e talvez até mais intenso do que se imaginou. Seus corpos a centímetros de distância, capazes de sentir a respiração do outro e %Lucas% perceber um arrepio involuntário vindo da parte dela. Olhares encontrados e fixos, uma tensão criada que os envolvia com veemência. No impulso do momento, o rapaz esquecendo de qualquer informação externa e alheia a ambos, apenas inclinou de leve seu corpo até que os lábios encontraram os dela. Um beijo doce, inesperado e cheio de sutilezas, surpresa e de tudo aquilo que nem um, nem o outro, tinham conseguido colocar em palavras até então. As mãos dele apertaram suavemente a cintura dela, e %Evie% sentiu seu corpo inteiro se acender, como se tudo fizesse sentido — absolutamente tudo.
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  Para ela, aquele era oficialmente seu primeiro beijo.
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  O que tornava o momento ainda mais especial.
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  Exatamente como nos livros de Jane Austen, que tanto lia.
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  — Não deveríamos… — ele sussurrou contra os lábios dela, entre um beijo e outro, com a máxima consciência de suas ações erradas — sentir isso.
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  O que deveria ser colocado no singular, fora posto no plural.
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  Ele também estava apaixonado por ela?
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  O momento, que poderia ser digno de qualquer romance perfeito, foi quebrado subitamente por uma voz familiar:
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  — %Lucas%?! — exclamou Izzy, parada na ponta do corredor, segurando dois cafés e uma expressão de choque misturado a indignação. — %Evie%?!
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  Com o olhar de namorada traída, Izzy conteve suas emoções de raiva e irritação, dando meia volta para se retirar do lugar. A garota nunca tinha gostado daquela livraria, e não entendia o motivo do namorado trabalhar ali, pertencendo a uma família rica, importante e influente entre a elite londrina. E mesmo que inicialmente seu envolvimento com Bennett tenha sido pelo sobrenome dele, Isabella tinha criado sentimentos genuínos por ele. E agora estaria ela vivendo praticamente uma cena de filme, correndo pelas ruas, sentindo-se traída pela amiga e namorado.
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  — Isabella. — A voz de %Lucas% soou, enquanto tentou ir atrás dela.
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  %Evelyn%, com os olhos marejados diante do que havia causado na amiga, apenas se prestou a limpar a primeira lágrima que escorreu por seu rosto. Ajeitou a bolsa no ombro e tomada pela coragem certa, passou por %Lucas% na porta, com a única vontade de desaparecer.
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  — %Evie% — disse ele, sem reação pela passagem dela.
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  Internamente, o rapaz também estava num misto de emoções, principalmente as referidas a caloura, cujo não sabia que existiam internamente. Seus sentimentos por %Evie% estavam escondidos de uma forma tão complexa que apenas foram percebidos no momento em que o beijo aconteceu.
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  — Vim assim que ouvi o recado — disse Meredith, assim que a irmã abriu a porta do apartamento em Mayfair. — Onde está nossa Pandinha?
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  — Na varanda. — %Maggie% abriu mais a porta para lhe dar passagem, então fechou-a a seguir.
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  Meredith, com duas sacolas nas mãos, seguiu na direção indicada.
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  Um respiro profundo, como se já tivesse visto aquela cena antes, com a irmã mais nova sendo a protagonista. Um breve momento de observação, com os olhos atentos na jovem que se mantinha sentada na cadeira suspensa, com as pernas para cima e os braços envoltos abraçando-as. Um olhar vago e distante, direcionado para os carros que passavam na rua.
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  — Pandinha? — A voz da tia cortou o silêncio.
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  Nenhum esboço de reação.
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  — Depois que me contou o que fez, não quis falar mais nada — em sussurro, a mãe relatou a irmã. — Está há três dias assim.
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  — Me traga uma colher — pediu Meredith.
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  — Para que quer uma colher? — indagou.
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  — Não pergunte, apenas traga — retrucou em repreensão.
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  Relutante e curiosa, %Maggie% o fez. Quando voltou, a irmã lhe entregou uma das sacolas que continha algumas barras de chocolate. E pegando a colher, se colocou diante da sobrinha, agachando de leve.
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  — Me desculpe por não estar de bom humor hoje, tia. — O tom baixo, quase forçado.
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  — Não se obrigue a estar de bom humor por ninguém. — Meredith sorriu de leve e retirando um pequeno pote de sorvete da outra sacola. — Nada melhor que a comida para afogar as mágoas.
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  Erguendo a colher para a sobrinha, piscou de leve, arrancando-lhe uma risada baixa e espontânea.
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  — Obrigado, tia Meri — disse a jovem, aceitando de bom grado o sorvete e a colher.
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  — As mulheres dessa família são assim. — Erguendo o corpo, a mais velha apoiou-se no guarda-corpo, mantendo o olhar atento na sobrinha.
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  — Uma sempre apoia a outra — completou %Maggie% ao se sentar na outra cadeira suspensa, e sorriu em gratidão à irmã.
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  — Posso entender melhor a história? — indagou a tia.
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  — Me apaixonei pelo namorado da minha amiga — disse %Evie% direta e precisa como o pai. — Me sinto horrível por ter me declarado para ele.
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  — A amiga presenciou um beijo entre os dois — completou %Maggie%, sabendo a história de cor.
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  — Um pouco mais delicado do que eu imaginei — observou Meredith, arqueando a sobrancelha direita.
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  %Evie% permaneceu em silêncio, empurrando a colher com um pouco do sorvete na boca. Mesmo sendo doce, ainda sentia o gosto amargo de sua traição descendo pela garganta, rasgando seu coração no processo.
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  — Sabe de uma coisa que aprendi com a vida? — continuou a tia. — É que não devemos anular a nossa felicidade pela do outro, principalmente quando o outro não carrega o mesmo sangue.
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  — Meredith? — O tom de repreensão soou de %Maggie%, desaprovando as palavras da irmã. 
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  — O que eu disse demais? — indagou. — Ela está gostando do rapaz e se há algum sinal de reciprocidade, por menor que seja, deve sim se declarar. Ela é jovem, precisa passar por essas experiências.
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  Tinha traços de fundamento ali.
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  — A senhora me deixa ainda mais em conflito — sussurrou a jovem, enquanto encarava o pote de sorvete no colo. — Izzy é uma boa amiga, tem sido gentil comigo desde o momento em que nos conhecemos.
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  — Eles apenas namoram, não é como se fossem casados e você a um passo de destruir uma família — insistiu a empresária em seus argumentos plausíveis. — Por acaso sabe se ele a ama de verdade, ou esse namoro é apenas um hábito que lhe proporciona uma zona de conforto?
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  O silêncio veio.
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  Assim como as palavras de %Lucas% sobre nunca ter apresentado Izzy à sua família.
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  — %Evie%, se ele realmente fosse perdido de paixão pela namorada — continuou Meredith — eu lhe daria razão por estar assim.
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  — Mas por que estou me sentindo como uma vilã? — sussurrou ela, com os olhos marejados, primeiro para a tia, e depois para mãe. — Como se tivesse roubado os sonhos de alguém.
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  %Maggie% estava tão envolvida em sua conturbada vida sentimental com o caótico relacionamento com %Charles%, que não notou a necessidade de atenção e orientação que a filha inexperiente com o mundo ao seu redor precisava. E isso lhe cortava por dentro.
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  — Porque você a tem como uma amiga de verdade, está sentindo a dor dela, mesmo com a sua sendo ainda maior — explicou %Maggie%. — Se quiser, podemos encontrar outra universidade e... 
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  — A senhora sempre disse que fugir é a pior decisão — %Evie% a interrompeu.
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  — Sim. — Um sorriso de orgulho no canto do rosto por ver o quanto a filha havia amadurecido com suas experiências externas. 
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  — Vou enfrentar as consequências. — A jovem voltou o olhar para o pote de sorvete, batendo com suavidade a colher nele. — Mas apenas na próxima semana, porque não posso faltar na semana de provas.
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  — Bem… Tem um conselho da nossa mãe que guardo até hoje — comentou Meredith, para fechar o assunto em grande estilo.
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  — Qual? — indagou %Maggie%. — Foram tantos.
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  — É melhor se arrepender por aquilo que fez… — e virando o olhar para irmã caçula, como uma dura indireta — e não por aquilo que deixou de fazer.
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  %Margareth% havia entendido o recado.
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  E precisava tomar sua decisão final. No impulso do conselho, levantou-se da cadeira e pegando a bolsa que deixou na mesa de trabalho, seguiu para sair do apartamento. Não se importando se estava com aquele simples e confortável conjunto de moletom, menos ainda das horas no relógio, apenas ajeitou o all star nos pés e se certificou que o celular estava dentro da bolsa — para emergência.
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  — Aonde vai? — questionou Meredith, indo atrás dela.
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  — Estou indo seguir o seu conselho — respondeu ao girar a maçaneta e abrir a porta. — Ou melhor, o conselho da mamãe.
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  Com um sorriso esperançoso e os olhos brilhando, %Maggie% saiu pela porta decidida a não ter arrependimentos. Sua direção? O edifício em que se localizava o escritório de advocacia Blackwood & Partners. O deslocamento facilitado pelo Uber, as luzes do andar desejado acesas denunciando a presença dos funcionários, e uma certeza de que ele estava ali. Um respiro profundo, juntando o ar nos pulmões e a coragem de continuar com os passos que começaram a demonstrar o peso da quebra do orgulho ferido.
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  — Senhora Blackwood? — O olhar surpreso da secretária paralisou por segundos.
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  — %Charles% ainda está na sala dele? — perguntou.
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  — Sim. — A secretária no telefone. — Deseja que eu anuncie?
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  — Não precisa — disse em recusa. — Ele está sozinho?
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  — Sim — confirmou.
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  — Pode ir para casa… — disse num tom firme de quem demonstrava que também tinha poder naquele espaço, o que a deixou intrigada consigo mesma. — E amanhã quando chegar, transfira todos os compromissos do restante dessa semana para a próxima.
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  — Sim, senhora. — Assentiu ao observá-la seguir para a porta da sala dele. — O senhor Backwood vai viajar?
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  — Não. — %Maggie% voltou-se para ela, por um momento. — Mas ele estará indisponível para todos até a próxima semana.
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  Um gostinho de malícia escorreu em suas palavras.
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  Então ela continuou seus passos até passar pela porta. Desde a sua sutil entrada até o fechamento da porta, ele se manteve com a cabeça abaixada, concentrado nos documentos que lia, referentes a um caso importante de negociação empresarial. %Maggie% permaneceu em silêncio, com as costas apoiadas na porta, esperando alguma movimentação dele.
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  — Senhorita Frizz, se for me passar algum recado, fale de uma vez — pediu, mantendo sua atenção onde estava.
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  — Não é a senhorita Frizz. — Sua voz o despertou, fazendo-o parar de imediato para olhá-la, com destreza e as mãos para trás, ela trancou a porta, deixando o barulho da trinca soar. — Meu único recado é este.
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  %Charles% que sempre se manteve imponente, engoliu seco diante da ousadia dela.
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  O que o fez pensar que não estava mais no controle do jogo.
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  — O que faz aqui? — Ele levantou-se de sua cadeira presidencial, porém, permaneceu onde estava.
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  — Eu não assino se você não assinar — soou enigmático.
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  Porém, ambos sabiam de qual assunto se tratava. 
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  Antes mesmo que %Charles% pudesse traçar uma reação diante dos passos firmes da mulher em sua direção, os lábios de %Maggie% tocaram os dele em um beijo intenso, carregado de tudo aquilo que palavras jamais dariam conta. Ele, por um segundo, permaneceu imóvel — surpreso, tomado, vencido. Mas bastou que seus sentidos absorvessem o gosto conhecido e inconfundível dela, para que suas mãos largassem qualquer resquício de resistência. Seu orgulho havia sido completamente derrotado.
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  O de ambos na verdade.
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  Puxando-a pela cintura, apertando-a contra si, como se aquilo fosse a âncora que o mantinha de pé. Seus corpos se encontraram em uma precisão quase ensaiada, dias sem se ver e a memória física que um tinha do outro estava ali intacta. O beijo, que começou urgente, logo se transformou em algo mais profundo, mais prolongado — com gosto de nostalgia pelos primeiros anos de casamento.
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  — %Maggie%... — ele tentou falar, mas ela não deixou. 
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  Puxou-o novamente, desta vez o controle seria dela. Segurando sua nuca, como se temesse que qualquer palavra pudesse estragar aquele instante. As mãos dele já percorriam suas costas, desenhando caminhos conhecidos, descendo pela curva da cintura, até encontrá-la pela parte de trás das coxas. Sem qualquer aviso, ergueu-a no colo, fazendo-a soltar um suspiro entre o beijo, e levou-a até o sofá de couro no centro da sala. As reuniões, os processos, as pastas, os papeis — tudo perdeu o sentido, devido ao fato de tê-la em seus braços por definitivo. Quando seus corpos se deitaram no estofado macio, %Charles% tocou sutilmente o rosto dela, afastando alguns fios que haviam se soltado da trança impecável que ela usava. O olhar dele, antes carregado de controle… 
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  Agora oscilava entre desejo e ternura.
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  — É o que você quer? Definitivamente? — perguntou, com a voz rouca, enquanto seus lábios percorriam a linha do maxilar dela, descendo para o pescoço.
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  — Sim… — sussurrou ela.
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  — Depois disso, não existe mais volta — alertou ele, ao erguer de leve o corpo para olhá-la.
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  %Maggie% fechou os olhos, arfando, enquanto apertava a camisa dele entre os dedos.
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  — Quem disse que quero voltar — respondeu, puxando-o de volta para si. — Será apenas nós dois… Sem prazo determinado.
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  Finalizou em uso das mesmas palavras que ele utilizou da última vez.
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  Uma referência que não passou despercebida por ele.
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  Ele sorriu, um sorriso rarefeito, daqueles que carregam dor, alívio e amor ao mesmo tempo. Então, sem mais palavras, a puxou para um novo beijo, mais lento, mais entregue, enquanto suas mãos deslizavam, desabotoando, descobrindo, sentindo.
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  Ali, naquele escritório que tantas vezes foi palco de discussões, embates e silenciosas despedidas, agora era cenário da reconciliação que ambos sempre desejaram, mas fingiam não precisar.
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  Aquele escritório.
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  O mesmo lugar onde o divórcio entrou, era o mesmo que o expulsava de uma vez por todas. E entre sussurros, risos abafados, toques maliciosos e confissões sem palavras, eles se lembraram, uma vez mais, que nenhum contrato, nenhuma cláusula e nenhum orgulho poderia ser mais forte do que o amor que, teimosamente, insistia em sobreviver entre eles. Sentimento este que não poupou a energia deles ao longo das horas passadas, uma intensidade constante que seguia enquanto a madrugada adentrava. 
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  E quem ligava para o tempo?
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  — O que a fez vir aqui? — perguntou ele, num tom suave, ao se remexer no sofá, puxando-a para mais perto.
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  Ela que estava na beirada, sentia a mistura do calor do corpo dele tocando suas costas, com a brisa que adentrava a janela diante deles. Algo que a fez arrepiar de leve, mesmo com o casaco dele cobrindo parte do seu corpo.
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  — Não quero me arrepender de ter deixado nosso casamento acabar — respondeu, puxando firmemente o ar para dentro dos pulmões. — Mas se não der certo, seria menos doloroso lidar com o arrependimento de ter tentado mais uma vez. 
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  — Vai dar certo — sussurrou ele ao se inclinar para falar ao seu ouvido. — É uma promessa.
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  Seus olhos se encontraram mais uma vez.
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  E ela pôde sentir a verdade, sinceridade e lealdade emanando dele.
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--

  Horas antes…

  Meredith sabia no fundo para onde a irmã tinha ido, e como uma tia empática e carinhosa, desmarcou sua noite de aventuras para ficar ao lado da sobrinha, lhe fazendo companhia. Mesmo que o silêncio estivesse fazendo este papel melhor que ela.
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  — Não precisa estragar sua noite por minha causa, tia Meri — disse %Evie% ao depositar o pote de sorvete pela metade na mesa de canto próxima. — Eu ficarei bem sozinha.
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  — Jamais, já disse que as mulheres dessa família se apoiam — retrucou ela, certa de sua decisão. — Além do mais, a família vem em primeiro, e você é a minha sobrinha preferida.
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  — Sou a única — comentou, fazendo-a soltar uma gargalhada boba.
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  — Acho que depois de hoje, teremos grandes riscos de um novo Blackwood nascer — disse rindo mais um pouco. — Será que sua mãe está no período fértil? Ela já entrou na menopausa? Porque eu ainda não.
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  — Tia Meredith?! — %Evie% a olhou assustada pelas indagações e exposições de um assunto constrangedor.
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  — Ah, desculpa. — Lançou um olhar inocente. — Melhor não falarmos sobre isso… Mas o que acha de ter um irmãozinho?
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  %Evie% não conseguiu formular uma resposta, menos ainda uma reação à probabilidade. O que fez Meri rir ainda mais. Antes que o silêncio retornasse a ela, o interfone tocou, fazendo-as estranhar, pois obviamente não seria %Margareth%.
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  — Eu abro — disse se levantando da cadeira suspensa e seguindo até a porta. — Deve ser algum vizinho pedindo açúcar — brincou, rindo de leve. — Sim? — disse Meredith ao abrir a porta e se deparar com um rapaz desconhecido a seus olhos.
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  — Boa noite… A %Evelyn% está? — perguntou, meio sem jeito.
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  Tentando entender como tinha parado ali.
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  A jovem deu um pulo da cadeira, assim que reconheceu a voz dele.
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  — %Lucas%?! — disse ao surgir atrás da tia.
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  Diante da cena e dos olhares confusos e envergonhados de ambos os jovens, Meredith entendeu o ponto da situação.
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  — Eu acho que estou com fome… Então vou procurar alguma barraquinha aqui perto — anunciou ela ao pegar a chave que estava na porta e piscar discretamente para a sobrinha. — Darei trinta minutos a vocês.
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  Na concepção de Meredith, aquele era o tempo necessário para se resolver todas as pendências entre eles. Ambos se entreolharam após a saída da tia. Por um longo tempo, o único som que reverberou no apartamento fora dos carros na rua. Até que %Lucas% adentrou mais o lugar, a passos cautelosos e reflexivos.
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  — O que faz aqui? — perguntou %Evie% com seu interior em caos instantâneo.
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  — Acredite… Eu também não sei — disse, dando um riso nervoso.
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  — Hum. — Ela desviou o olhar para o chão.
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  Era doloroso encará-lo.
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  — Eu… — continuou %Lucas%, como se escolhesse com cuidado as palavras, como de fato estava. — Não consegui parar de pensar no que me disse… 
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  — Eu não deveria ter dito — murmurou quase num sussurro.
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  — Pelo contrário — retrucou ele, fazendo-a se sentir menos culpada. — Estou grato que tenha falado.
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  — Eu machuquei os sentimentos de uma amiga — argumentou %Evelyn%, lembrando-se do olhar desapontado de Izzy.
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  — Nós terminamos — anunciou %Lucas%.
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  — O quê?! — Seu olhar confuso e surpreso, o deixou impressionado.
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  — Não se preocupe, não foi por sua causa, apesar de ter sido. — Ele riu de sua forma de falar. — Mas… Estar com você me fez perceber que não podia continuar com alguém que não estava na mesma página que eu.
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  %Evie% continuou em silêncio, absorvendo cada palavra que vinha de sua explicação.
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  — Havia muitas lacunas não preenchidas entre eu e ela — %Lucas% completou seu raciocínio. — E a Isabella entendeu isso.
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  — Não sei o que dizer. — %Evie% forçou a voz a sair.
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  — Não precisa. — Mais três passos para se aproximar de fato dela. — Já disse tudo quando confessou que está apaixonada por mim.
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  Um sorriso de canto carismático.
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  E uma cena que imitava seus romances vitorianos.
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  %Lucas% segurou com leveza a mão dela e se aproximando mais, tocou em seu rosto com a outra mão, em um olhar de ternura que acelerou o coração da jovem. Com precisão nos movimentos seguintes, o beijo se iniciou com delicadeza e suavidade, seguido das mãos do rapaz envolvendo as costas dela, trazendo-a para mais perto. 
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  Uma troca doce e sutil de sentimentos que os aquecia por dentro.
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Esse turu, turu, turu, aqui dentro
  Que faz turu, turu, quando você passa
  Meu olhar decora cada movimento
  Até seu sorriso me deixa sem graça.
  [...]
  Eu desisto de entender
  É um sinal que estamos vivos
  Pra esse amor que vai crescer
  Não há lógica nos livros

E quem poderá prever?
  Um romance imprevisível
  Com um turu, turu, turu.
  - Quando Você Passa (Turu Turu) / Sandy & Junior

  “Amor: Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” [ I Coríntios 13:7 ] - by: Pâms

Fim

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Lelen

Gente, FINALMENTE OS CASADOS SAÍRAM DO IMPASSE DO DIVÓRCIO QUE NINGUÉM QUERIA. E eu ia AMAR ver a cena que o Charles simplesmente chega e pensa “divórcio” e só. Porque isso aí foi loucura de 2 segundos que se perpetuou por orgulho. E tenho dito.
E o Lucas precisou de outra pessoa se declarar pra ele se tocar que o relacionamento dele tava ruim, não tava dando match.
ESSES HOMENS TÊM SEUS CHARMES, MAS TÃO PRECISANDO DE UM UPGRADE DE PROCESSADOR. Maggie e Evie que lutem.
E eu tô curiosa pra saber se a Izzy vai conseguir manter a amizade com a Evie ou se ela vai guardar mágoas. Ou se ela não vai guardar mágoas, mas também não vai manter a amizade, porque acontece, né… Fica aí no ar o questionamento, mas se quiser trazer umas shorts pra acabar com o mistério, tô aceitando HAHAHAH

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