Se Você Quiser

Escrita porLelen
Revisada por Lelen

TREZE • Eu sinto que o seu beijo, ainda me faz tremer

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  %Julia% estava praticamente a um passo da depressão. Estava completamente desolada. Como pudera ser tão idiota em relação a tudo aquilo? Era sexta-feira e %Marina% não parava de ligar para irem a balada animar um pouco, e era a quinta vez que %Juh% ignorava.
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  — Quer saber? Eu vou. — Ela decidiu quando o relógio já marcava quase nove horas. Trocou de roupa, colocou um tênis e saiu para as ruas, em direção ao Lux.
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  A menina estava decidida a superar tudo isso, se divertiria com as amigas e na melhor das hipóteses teria seu amigo de volta, por mais que doesse o fato de ter seu amor apenas como amigo, preferia manter um relacionamento amigável com %David% do que não ter contato algum. Respirou fundo umas três vezes antes de entrar no lugar abarrotado de gente, ela sabia que ele estaria ali naquela noite feliz como devia, o fato machucava %Juh% ainda mais. Feliz sem ela.
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  Ao colocar os pés no local a primeira coisa que fez foi procurar suas amigas, mas estranhamente não encontrou ninguém. Estava sentada no balcão do bar quando passou a prestar mais atenção na música que tocava. E não me faço de algo que eu não sou para te ver sorrindo.
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  Apenas naquele momento percebera o sentido que aquele trecho fazia em sua vida.
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  %Dave% nunca fingiu ser quem não era para lhe agradar, apenas agia como era brincalhão, carinhoso, sorridente... %Julia% sentiu um aperto no coração, seria possível que as evidências sempre estiveram lá e só ela não via?
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  A cada música tocada, mais ficava na cara que tudo o que ela tinha de fazer era prestar mais atenção. Mas agora que enfim dera a devida atenção, parecia ser tarde para tomar alguma atitude. Já não suportava mais pensar em tudo aquilo, então fez o que a maioria das pessoas faz em situações como aquela: afundou suas mágoas em um copo. Literalmente.
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  Aos poucos a garota foi bebendo copos e mais copos de vodka, sempre pedia mais um copo quando uma canção da banda fazia mais sentido em sua atual vida e se acalmava um pouco nas pausas que o Cine fazia para recuperar a energia.
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  Chegando a meia noite %Julia% estava completamente bêbada, mal sabia o que realmente estava fazendo no Lux, tudo o que tinha certeza era de que havia um buraco em seu coração, que nem mesmo a bebida conseguia preencher ou apagar-lhe da memória. Saiu do balcão do bar cambaleante, o show finalmente havia acabado e ela iria a todo o custo falar com %David%, tentar acertar as coisas ou pelo menos tentar ter a garantia de que um dia as coisas voltariam a ser como eram antes. Caminhou aos tropeços em direção ao palco, onde um aglomerado de garotas estava rodeando os garotos da banda completamente empolgadas. Com seu olhar quase fora de foco, tentou encontrar %Dave% em meio à multidão, mas não o viu com os outros da banda.
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  Já estava desistindo de encontrar o “amigo”, talvez ele tivesse ido embora ou talvez até compartilhasse do mesmo sentimento que o seu: tristeza.
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  Foi então que viu uma única garota um pouco afastada do grupinho de fãs do Cine, agarrada ao pescoço de um rapaz. Os olhos de %Julia% estavam embaçados demais para ter certeza de quem era aquele garoto e apesar de seus sentidos dizerem para não se aproximar, pois iria se arrepender, ela precisava ter certeza de quem era. Ela se aproximou bastante e foi então que pôde focalizar melhor o rosto de %Dave%. Ele estava ali, bem a sua frente beijando uma garota desconhecida.
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  É, %Juh%, você estava completamente errada em pensar que ele também estaria triste. Pensou a menina se afastando com algumas lágrimas nos olhos. Sua única solução naquela noite era tentar beber mais e foi o que fez...
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  %Dave% tentou desgrudar a garota de seu pescoço. Será que ela não percebia que ele não lhe daria atenção? Não corresponder ao seu beijo não era uma boa pista disso? Parecia que não.
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  O rapaz estava quase se sentindo sufocado com a garota tentando beijá-lo daquela maneira. Segurou em sua cintura e finalmente conseguiu afastá-la. Ela sorriu marotamente o que fez %David% revirar os olhos.
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  — Mas o que foi isso? — resmungou erguendo a sobrancelha.
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  — Gostou? Achei que foi sutil demais... — A menina pensou um pouco. Sutil, aquela com certeza não era a palavra adequada para a situação.
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  — É... — %Dave% começou a murmurar quando a garota pulou em seu pescoço novamente tentando beijá-lo. — Hei, hei! — exclamou quando conseguiu se livrar dela de novo. — Eu nem sei quem é você, garota!
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  — Mônica, mas pode me chamar de Mô. Agora posso voltar a te beijar? — Sorriu maliciosa e quando fez menção de se aproximar novamente, %Dave% se desvencilhou.
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  — Certo, Mônica, eu sou o %David%. E não, você não pode voltar a me beijar — retrucou saindo de perto da menina que o olhou incrédula.
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  Como é que uma garota pode chegar daquela maneira, agarrando-o?
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  A %Juh% não faria isso... Pensou sem querer. Ah, se liga %Casali%, ela não faria MESMO isso. Ela nem gosta de você. Fez careta ao pensar dessa forma.
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  Estava prestes a sair do Lux resmungando para si mesmo quando sentiu alguém segurar em seu ombro. Merda, será que aquela maluca ainda não se tocou? Retrucou em pensamento.
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  — Olha, Mô... — começou quando foi surpreendido por um beijo.
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  Não tinha visto exatamente quem era, mas sabia que não era Mônica, o toque dos lábios era diferente, macio e sem vestígios de brilho labial melequento. O toque suave das mãos que lhe segurava o rosto era diferente. O perfume cítrico era único naquela pele. E também havia um gosto salgado nos lábios da menina... Lágrimas?
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  Seus olhos não tinham visto a garota que o estava beijando, mas seu corpo sabia exatamente quem era. %Julia%. Sorriu ao pensar no nome. Automaticamente os braços de %Dave% envolveram a cintura da menina carinhosamente, a puxando para mais perto de si. Quando resolveu aprofundar o beijo, sentiu o gosto do álcool na boca da garota.
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  %David% parou estático parecendo voltar a si. Ele esperara por aquele momento desde que encarou a amiga mais do que como amiga, mas não era daquela forma que esperava que o beijo acontecesse, não por um impulso da bebida.
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  %Dave% afastou a garota delicadamente de si e a encarou. Seus olhos estavam marejados e vermelhos o que explicava o gosto salgado em seus lábios. Naquela noite não havia maquiagem em seu rosto naturalmente lindo e nem sinal das roupas de garota provocante, só havia %Julia%, a sua %Julia% e mais algumas lágrimas.
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  — Eu te amo, %Dave%... — murmurou baixinho deixando algumas lágrimas escorrerem.
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  O rapaz ia responder, quando ouviu uma voz as suas costas.
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  — Então você mal terminou comigo e já está se agarrando com outro, %Julia%? E o pior, esse outro é o meu irmão? — A voz de %Eduardo% se fez ouvir.
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  O rapaz se aproximou bruscamente da garota que estava completamente perdida na situação. %Eduardo% agarrou o braço de %Julia% com ferocidade, fazendo-a soltar um murmúrio de dor e surpresa.
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  %Dave% encarou a cena perplexo e por alguns instantes ficou sem ação.
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  — Você é uma vadia, %Cunha%! — E essa frase foi a gota para %David%, que já com os punhos serrados apenas se aproximou do irmão e lhe deu uma bofetada no rosto. Ah, como ele esperara por aquele momento!
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  — %Eduardo%, você é um babaca. Teve a garota mais perfeita do mundo do seu lado e simplesmente desperdiçou se agarrando com uma ruiva qualquer. — %Dave% puxou %Julia% para longe do irmão que ficou praguejando baixo algo como ‘você quebrou meu nariz’.
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  Quando saíram do Lux e o barulho diminuiu, o rapaz percebeu que %Juh% soluçava enquanto o abraçava. A menina estava assustada e desorientada demais para conseguir assimilar tudo o que havia acontecido. %David% parou quando estavam longe o suficiente de toda a confusão.
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  — Hei, %Juh%? — perguntou tentando erguer o rosto da menina para encará-lo. — Tudo bem, passou. Aquele babaca não vai mais tocar em você, eu juro.
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  — Eu te amo, %Dave% — foi tudo o que %Julia% disse antes de desabar completamente desacordada nos braços do rapaz.
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