7 • Pijama Party
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E lá estava eu, apagando as luzes da biblioteca e totalmente insegura quanto aos planos de minha veterana para esta noite. Antes de chegar na porta, recebi uma mensagem de %Demeter% me desejando boa sorte na festa do pijama das garotas. Como será que ele sabia sobre isso?
Digitei curiosa para ele.
uma das festas mais intrigantes do campus,
como não saberia kkkkkk
Eu ri baixo, claro que ele saberia.
alguma leoa vai estar lá?
por que a pergunta?
só curiosidade,
e você, onde está?
Estamos tendo a nossa noite dos cavalheiros
e até que está divertida
hum…
está preocupada? fique tranquila que não haverá mortes
Não me contive em soltar uma gargalhada boba.
para ser honesta, estou mais preocupada comigo
vou entrar no covil das cobras daqui a pouco
ah, sim, tinha me esquecido
que são as najas que promovem essa festa
boa sorte, lobinha
Eu sorri de canto ao ver na tela uma foto dele acompanhado do seu irmão no bar onde estavam. Não sei se foi proposital, mas bem ao fundo da foto pude ver %Cedric% conversando com um veterano felino de T.I da Delta Pi. Então ele também tinha ido para a reunião dos garotos. Aquilo sim havia me deixado curiosa, %Cedric% e %Demeter% em um mesmo ambiente, quais jogos rolariam entre eles.
— Ah, finalmente a princesa apareceu. — Disse Isla, assim que eu saí do prédio.
— Me desculpe, donzela, mas não posso simplesmente sair da biblioteca e deixar tudo em desordem. — Expliquei a ela enquanto ajeitava a bolsa no ombro. — Vamos direto para a festa? Ou posso passar no dormitório antes?
— Mas é claro que você vai trocar essa roupa horrenda que está vestindo — respondeu ela, com seu toque dramático de fashionista.
Eu apenas ri e continuei seguindo até o seu carro. Tive poucos minutos para escolher qual dos looks que ela tinha preparado para mim naquela noite eu iria usar. Acabei optando pela jaqueta preta de couro sintético dela, que mais parecia natural, combinada ao meu velho e confortável jeans rasgado que consegui adicionar ao look.
— Vai me dizer que este scarpin não é o ápice do bom gosto?! — comentou ela ao me olhar de cima a baixo.
— Ainda prefiro o conforto do meu all star. — Resmunguei de leve, fazendo careta como de costume.
— Ah, um dia você ainda vai me dar razão — ela jogou uma pequena bolsa de mão para mim. — Coloquei seus documentos aqui, para completar seu look.
— Isso não deveria ser uma festa do pijama? — perguntei intrigada por sua preocupação com minha aparência.
— Nunca é uma mera festa do pijama. — Corrigiu ela, abrindo a porta do quarto para irmos.
Eu assenti batendo continência em brincadeira e a segui pelo corredor. Isla já tinha insistido algumas vezes para que eu me mudasse para a “toca” dos lobos, a mansão tinha muitos quartos vagos e não teria problema se a caloura do alpha dormisse em um deles. Entretanto, para decepção e desespero de Marg, que quase me jogou pela janela, eu recusei o convite e permaneci no meu dormitório repleto de paz e sossego. Além do fator liberdade de ir e vir, que provavelmente eu não teria lá.
Minutos depois, o carro da minha veterana fashionista estacionou em frente à casa da sororidade Tau Sigma. Tão bonita e bem decorada quanto a da Delta Pi, porém, seguindo o estilo arquitetônico mais Art Déco. Maya Sollary tinha mesmo bom gosto, pois segundo as fofocas que minha amiga jornalista tinha dito, a própria presidente tinha coordenado toda a reforma recente que a residência passou.
— Isla, achei que não viesse mais — disse Joy, assim que adentramos a porta.
— Precisei resgatar alguém das masmorras — minha veterana me olhou com a sobrancelha arqueada.
— Olha só quem está aqui. — Maya se aproximou também. — Bem-vindas à minha casa, que bom que a caloura de Wisconsin veio, assim será mais divertido.
— Eu devo me preocupar com isso? — Olhei para Isla um pouco temerosa.
— Fique tranquila, amiga, eu não vou deixar elas te esfolarem. — Brincou, fazendo as presidentes rirem.
— Tenho mais medo de você do que delas. — Confessei, fazendo as três rirem mais ainda.
— Fiquem à vontade e aproveitem, que daqui a pouco os jogos vão começar. — Disse Maya já voltando o olhar para uma das calouras da sua sororidade. — Ah, não acredito que estão fazendo tudo errado de novo.
Ela se afastou de nós e caminhou até a garota com tons de repreensão bem nítidos.
— Onde está Margareth? — perguntei à Joy, sentindo falta da pessoa mais informada do campus.
— Ah, está em algum lugar da festa — respondeu ela. — Isla, podemos conversar um pouco em particular?
— Claro. — Assentiu ela. — Qual o favor da vez?
— Ai, não é pra tanto também. — Riu Joy, um pouco sem graça.
— Ah… — eu logo dei um passo para me afastar delas. — Eu vou procurar a Marg.
Caminhando pela residência, me admirei com tantos quadros de réplicas do Louvre espalhados na parede, assim como os mobiliários de design assinado que já tinha visto nas aulas de história da arte. Não que eu estivesse procurando, mas logo encontrei a mesa de petiscos e não resisti a tentação de comer alguns.
— Caloura de Wisconsin — a voz de Louise soou ao lado.
— Louise. — A chamei pelo nome, sem me importar em ser formal.
— Achei que não viesse — comentou ela ao dar um gole no champanhe em sua taça.
— Para ser honesta eu nem sabia dessa festa. — Confessei, voltando o olhar para a mesa de petiscos.
— Um evento restrito não precisa ser do conhecimento de todos — retrucou ela.
Tinha que admitir que não gostava daquele jeito arrogante e autoritário que ela tinha. E já estava com pena dos funcionários que um dia trabalhariam para uma pessoa como ela.
— A considerar seu círculo social, certamente foi a Isla que a trouxe — continuou ela. — Você deve estar se sentindo a Cinderela, não é?
— Como? — Eu a olhei confusa pela insinuação. — Desculpe, mas não entendi.
— Caloura do interior que aparentemente despertou interesse nos dois alunos mais cobiçados do campus, um sonho de princesa. — Explicou ela em meias palavras. — Mas não se iluda tanto, você é somente uma distração passageira para os dois, aquilo que serve para divertir no último ano da graduação e aliviar a pressão da formatura.
— Então é isso que você acha? — perguntei não me sentindo nem um pouco abalada.
— Eu não acho, é a realidade de bolsistas como você, só estão aqui para nos divertir. — Ela abriu um largo sorriso de satisfação, achando que eu me sentiria diminuída com isso.
— Bem, então vou me esforçar ao máximo para divertir meus veteranos e ser a melhor distração que Princeton já viu. — Eu peguei a taça da bandeja de uma caloura que passava e ergui de leve para ela. — Prometo estar sempre no noticiário do jornal do campus.
Com um sorriso presunçoso que tinha aprendido com Isla, me afastei dela ao avistar Margareth do outro lado da sala. Assim que me aproximei da minha amiga, a mesma me arrastou para o jardim e me forçou a contar tudo para ela.
— Não acredito que você respondeu isso. — Marg ficou boquiaberta.
— Eu não esperava menos da minha caloura — disse Isla, aparecendo atrás de nós.
— De onde você saiu? — perguntei impressionada.
— Estava te procurando para nosso jogo das garotas e adorei o que ouvi.
— Você sabe que comprou uma briga com Louise, né? — Marg me alertou.
— Louise sempre foi assim, intimidadora com todas as calouras que ousaram se aproximar do meu irmão e do King. — Isla, sendo direta e objetiva.
— Ok, eu já entendi que ela gosta do %Cedric%, mas o que o %Demeter% tem a ver com isso? — perguntei curiosa.
— Essa é uma informação que eu sempre tentei conseguir — comentou Marg, com os olhos fixos na veterana loba.
— É uma história antiga entre nossas famílias. — Explicou a Baker. — Louise é meia irmã dos leões.
— O quê?! — dissemos eu e Marg juntas.
— Exijo discrição na informação, é um assunto delicado e somente as famílias sabem sobre isso. — Continuou ela com o olhar intimidador.
— E você está falando com a gente assim, tão tranquilamente? — sussurrou Margareth, dando para ouvirmos.
— Não se preocupe, não falaremos nada. — Assegurei a ela.
Isla voltou o olhar atravessado para Marg.
— Sim, eu não vou contar. James é meu namorado, gente, não o prejudicaria expondo algo da sua família. — Disse ela, segura de suas palavras. — Mas, como isso é possível?
— Só estou dizendo porque confio em vocês duas… Houve um certo romance por parte da mãe da Louise com o pai dos Dominos e depois de nove meses… — Isla tossiu um pouco, deixando nossa mente processar o restante da informação.
— Mas como sabem que ela é dele? Fizeram o teste? — perguntou Marg.
— Nem precisou, o professor Brown é estéril. — Respondeu Isla. — Meus pais ajudaram a abafar o caso e a convencer o professor a aceitar e assumir a paternidade, era uma época de fortes rivalidades entre as fraternidades e tinha muita coisa em jogo.
— Então a megera sabe disso? — indagou Margareth em plena curiosidade.
— Sim, todos os envolvidos sabem, só não mencionamos o assunto. É como se não existisse a informação; os pais dos leões agiram de forma natural mantendo as aparências no casamento deles, a mãe da Louise continuou com o professor Brown, e minha família no meio de tudo isso apenas mediando o conflito. — Completou ela a história. — Quando éramos pequenos, parecia fácil todo mundo ser amigo de todo mundo, mas a medida em que crescemos e soubemos disso, as coisas foram ficando mais complexas.
— Mas isso não é motivo dela achar que pode mandar neles. — Reclamou Margareth. — Agora entendo o porquê de ela me odiar.
Nós rimos da careta que ela fez.
— Agora que já sabem da fofoca, que não podem repassar, vamos logo, antes que a Maya nos linche por atrapalhar sua festa. — Comentou Isla rindo baixo e caminhando até a porta.
Adentramos a casa até chegar à sala de jogos que se localizava no porão. Todas as seletas 17 convidadas já se encontravam presentes e curiosas, completando assim as 20 universitárias da lista VIP. A naja se colocou ao centro do lugar com um sorriso maquiavélico de causar medo em qualquer calouro.
— Nosso jogo de hoje será uma releitura do Eu Nunca. — Anunciou ela, olhando para as convidadas. — Que os jogos comecem!
Um som de empolgação surgiu no ambiente e pude ver no olhar das minhas amigas veteranas a malícia surgir. Nem queria imaginar o que me aguardava a seguir.
— Como todas sabem, a cada Eu Nunca que dissermos, se vocês já fizeram, terão que beber. — Continuou Maya, controlando sua euforia interna. — Najas, preparem os shots de tequila.
Logo as calouras da Tau Sigma, colocaram os pequenos copos na mesa no centro da sala e despejaram a bebida. Eu somente engoli seco.
— Em que ninho de cobra você me jogou, Isla?! — Eu voltei meu olhar para ela, que mantinha um sorriso de canto surreal.
— Calma, é só um joguinho bobo, ninguém vai morrer aqui não. — Disse a Baker, rindo de mim.
— %Annia%, você se desespera com muita facilidade, dependendo da sua vida social, a única coisa que pode acontecer é você sair daqui bêbada. — Completou Margareth, rindo junto.
— E vocês estão muito confortáveis com esse jogo. — Comentei.
Maya pegou um copo e ergueu.
— Eu começo… Lembrando que a pessoa que praticou, deve beber. — Ela deu uma gargalhada assustadora. — Eu nunca saí com meu professor.
Maya deu início à fila de universitárias que pegaram um copo e tomaram. Foram praticamente a metade das convidadas, incluindo minha veterana loba.
— Isla?! — comentei ainda surpresa.
— Eu não sou a Madre Teresa, minha caloura. — Ela riu baixo. — E já tive alguns rolos como um dos professores de medicina.
Margareth voltou o olhar curioso para ela.
— Me diz que foi aquele deus grego de anatomia — os olhos de Marg brilharam repentinamente, tendo a confirmação de sua indagação com um sorriso bobo de Isla. — Eu sabia, ele é maravilhoso.
— Eu tô chocada. — Sussurrei.
— É porque você não o viu ainda. — Explicou minha amiga.
— A próxima sou eu — anunciou Kate, a conselheira da Tau Sigma, ao pegar seu copo. — Eu nunca, espiei o time de basquete no vestiário.
As meninas riram um pouco ao vê-la tomar o líquido. O fato de mais duas convidadas tomarem nos deixou admiradas. Mais outras nove convidadas lançaram suas
“confissões”, eu tomei duas ou três, ou seria quatro? Não tive escolha. Afinal, eu já tinha ficado com o irmão da minha melhor amiga e já tinha dado o fora em um aluno popular, coisas bobas e básicas da vida de uma garota do interior.
— Vamos apimentar mais as coisas. — Disse Joy ao pegar seu copo. — Eu nunca dormi com o King Lion.
Ela apenas entornou o líquido na boca e voltou o olhar para mim. Não foi surpresa, quando praticamente noventa por cento das convidadas fizeram o mesmo; se pudesse até mesmo as outras najas que estavam trabalhando tomariam a tequila. E mais, até Maya tomou, o que me impressionou.
— Somente eu, você, Louise e Isla não tomamos. — Comentou Margareth.
— Uau, o maior libertino que você respeita, minha querida — brincou Isla, rindo baixo. — Quase um Anthony Bridgerton.
— Imagina… Que James não ouça meus pensamentos maliciosos. — Marg soltou uma risada boba.
— Eu ainda não sei como sou amiga de vocês duas. — Comentei.
— Só estamos dizendo a verdade. — Isla riu.
Eu olhei pra frente e notei que todas estavam me olhando, como se esperasse alguma movimentação de mim.
— O quê? — perguntei inocente.
— Não vai tomar? — perguntou Maya, com um olhar curioso.
— E por que eu tomaria? — Minha testa enrugou de leve, pois estava tentando entender a indagação dela.
— Você e o King, sempre juntos. — Insinuou ela.
— Somos amigos, somente isso. — Respondi, sentindo algo estranho internamente.
Certamente era o álcool das poucas doses que tomei. Eu tinha um fraco pra bebidas.
— Acredite, naja, o máximo que rolou entre os dois foi um beijo e nada mais. — Interviu Margareth em minha defesa.
— Não precisa falar nada, Marg, se vocês querem saber sobre o assunto, agora é minha vez. — Eu peguei dois copos. — E já que sou a única caloura, farei em dobro…
— Vá em frente — encorajou Maya, se deliciando com o momento.
Claro que senti uma risada de deboche vinda de Louise, o que fez o meu sangue ferver um pouco.
— Eu nunca fui beijada pelo Alpha e pelo King Lion. — Eu tomei o primeiro copo em uma golada e voltei meu olhar para Louise, então continuei. — Eu nunca fui disputada pelos dois mais cobiçados alunos de Princeton.
Assim que tomei o segundo copo, mantive atenta às movimentações. Todas permaneceram paralisadas e em choque. E nenhuma delas tomou nada. Então Louise deu um passo à frente, parecia querer retribuir a afronta, pegando um copo.
— Eu nunca fui beijada pelo Alpha. — Ela tomou o líquido em um gole, mantendo um sorriso debochado no canto do rosto.
O que causou cochichos a nossa volta, principalmente pelo nosso embate silencioso. Eu obviamente peguei o meu copo e tomei com raiva, então me afastei delas e saí pelo corredor até chegar na porta de entrada. Ao chegar na rua, apenas escolhi uma direção aleatória e corri o máximo que consegui, até parar de repente, já com meu estômago embrulhando.
— Não acredito que eu fiz isso — sussurrei ao retirar o celular do bolso e digitar algumas mensagens.
Eu não estava bem, e pedindo a Deus pra minha noite não piorar. Olhei para o lado e percebi que estava no ponto de ônibus, me sentei no banco e fiquei quase em transe olhando os carros passando.
— O que fizeram com você?! — A voz de %Demeter% soou me despertando em seu tom cômico habitual. — Sua cara está péssima.
— Hum?! — Levantei o olhar, sentindo minha cabeça zonza. — Eu acho que não estou bem.
— Vem, vou te levar para o dormitório — disse ele ao segurar em minha mão e me ajudar a levantar.
— Você não vai levar ela a lugar nenhum. — De repente %Cedric% apareceu em nossa frente, segurando no braço do Lion, nos deixando surpresos.
— O que faz aqui? — perguntou %Demeter%.
— Ela me chamou. — %Cedric% mostrou a mensagem na tela do celular. — Eu sou o veterano da fraternidade dela e %Annia% é minha responsabilidade.
— Pois saiba que ela também me chamou. — Disse %Demeter%, mostrando seu celular também. — Cheguei primeiro, eu cuido dela.
— Eu chamei os dois? — perguntei, sentindo minha voz estranha. — Tem certeza?
Eu já não tinha mais nenhum controle das minhas ações àquela altura da noite.
— O que a minha irmã fez com você? — perguntou %Cedric%, admirado por minha aparente situação.
— Foi a Isla que levou ela pra festa? — %Demeter% soltou um riso rápido. — Mais um motivo pra não confiar em cachorros.
— Eu sou um lobo — retrucou %Cedric%.
— Parem os dois. — Eu me soltei deles. — Eu nunca mais confio na sua irmã e menos ainda na sua cunhada… E eu vou voltar sozinha, não preciso de nenhum dos dois.
Um passo para trás e uma pisada em falso com o mesmo tornozelo problemático. Foi uma quase queda ao chão e um grito de dor, até que em segundos ambos me ampararam.
— Você não está em condições de ficar sozinha — argumentou %Cedric%.
— Eu odeio isso, mas tenho que concordar. — %Demeter% também manteve o olhar sério para mim.
— Ok, já entendi que não vou voltar sozinha — reclamei fazendo cara feia e sentindo dores. — Meu tornozelo.
— Machucou novamente? — %Cedric% se abaixou e tocou de leve, o que me fez me encolher por latejar um pouco.
Enquanto isso, %Demeter%, me manteve apoiada a ele.
— Então, doutor Lua Cheia, qual a situação, vai ter que amputar? — Brincou %Demeter% rindo de mim.
Eu fiz uma careta pra ele, que riu mais.
— Está inchado, teremos que levá-la ao hospital. — Respondeu %Cedric%, ignorando o apelido que lhe foi dado.
— Tem certeza que é necessário? Sua prima não consegue fazer nada? Talvez apenas uma compressa com gelo ou água quente resolva — disse o Lion. — Podemos comprar alguns analgésicos.
— Você diz isso com base em que, enfermeiro da Selva? Quatro temporadas de Chicago Med? — %Cedric% riu dele, retribuindo o apelido. — É bem visível que ela precisa de um médico.
— E você acha que será bom pra imagem acadêmica dela ser vista alcoolizada em um hospital com nós dois? — retrucou Lion, argumentando.
— E se for algo grave? — %Cedric% manteve seu olhar de preocupação.
— Oi… — eu chamei a atenção deles para mim ao elevar a minha voz, visivelmente embriagada. — Eu ainda estou aqui, posso decidir por mim mesma e… Meu tornozelo está doendo e…
Não me contive em meus próximos atos, meu corpo no automático apenas deu impulso para se afastar dele, se inclinando para frente…
Presenciei o momento mais constrangedor da minha vida ao vomitar na rua e na frente dos dois.
Vamos festejar
Vamos nos divertir
Sob as luzes ardentes
Vamos esvaziar nossas cabeças
E deixar tudo pra lá.
- Holiday / Girls' Generation