School 2021


Escrita porPams
Revisada por Lelen


6 • Amor e Amizade

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

  Eu me afastei dele, assim que percebi que não podia me deixar render assim tão facilmente, e estava difícil controlar as batidas do meu coração. Não importa se na prática minha convivência era maior com o alpha, o que me deixava ainda mais desnorteada com tudo, eu não podia me permitir gostar dele. Não por causa da amizade que tentava estabelecer com %Demeter%, mas porque precisava entender primeiro os sentimentos que realmente tinha pelos dois.
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  — Por que você é uma incógnita para mim? — sussurrou ele, mantendo seu rosto próximo ao meu. — Ao mesmo tempo que me faz sentir que gosta de mim, me afasta no mesmo instante. Por quê?
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  Eu dei um passo para trás, mantendo meu olhar sereno, entretanto não sabia o que responder a ele.
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  — Eu já disse, não quero me apaixonar. — Dando mais um passo para trás, olhei para o relógio em meu pulso, para conferir o tempo. — Temos mais vinte minutos.
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  — Só vai dizer isso? — perguntou ele, mantendo o olhar sério e frustrado.
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  — O que mais quer que eu diga? — Cruzei os braços.
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  — Não quer se apaixonar por mim, porque gosta dele? — indagou se referindo ao leão.
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  — Não quero gostar de ninguém, não vim para Princeton para me apaixonar. — Fui sincera com ele, mesmo ainda tendo meu coração acelerado. — Honestamente, tudo isso… Tem me assustado.
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  Confessei. Nunca que no ensino médio em Wisconsin, minha vida social tinha sido tão agitada como tem sido agora, sempre fui a aluna destaque nas notas, que não fazia parte da turma dos populares. Isso eu deixava para a minha cunhada, que era líder de torcida. E ter dois garotos interessados em mim, isso sim era um surto.
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  — Me desculpe. — Ele não se importou com o meu afastamento, apenas se aproximou e me abraçou de forma reconfortante. — Você ainda tem que realizar um pedido meu.
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  — O quê?! — Eu tentei me afastar para questioná-lo, sem sucesso.
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  — Quero ficar vinte minutos abraçado a você. — Continuou ele, me aninhando mais em seus braços. — Esse é o meu pedido.
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  — Hum… — Eu segurei o riso, assentindo em partes. — Acho que posso realizar esse pedido, mas só terá 10 minutos.
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  — Por quê? — resmungou ele.
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  — Estou descontando o beijo que me deu. — Não consegui resistir ao meu tom debochado e ri de leve.
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  — Que mercenária. — Brincou ele, rindo junto.
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  Após os dez minutos, eu me afastei dele como premeditado e tentei me sentar no chão, sem sucesso. E não foi por causa do vestido em meu corpo, mas porque %Cedric% me puxou para caminhar de volta para a festa. Parte do caminho ficamos em silêncio até que…
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  — Você ainda tinha mais dez minutos. — Observei em sussurro.
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  — Vou descontá-lo de outra forma. — Disse ele.
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  Eu soltei uma gargalhada boba, ao finalmente começar a ouvir a música tocando ao longe. Mais alguns metros e chegamos no espaço da festa, não teve uma pessoa que deixou de olhar para nós naquele momento. Felizmente o jogo da discórdia já havia terminado, afinal, a diversão toda estava certamente baseada em me deixarem encurralada de qualquer forma. Ao me afastar de %Cedric%, caminhei novamente até a mesa de comidas, onde Marg estava se deliciando com os brownies de uma forma feroz.
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  — Uau, calma, senão vai ter uma overdose de chocolate. — Comentei rindo baixo, observando-a colocar mais um pedaço na boca.
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  — Bem, digamos que senti um leve desejo de comer isso. — Explicou ela, lambendo os dedos. — Não me reprima, geralmente eu nem como nessas festas.
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  — Boba você, porque o que eu mais faço é comer. — Eu peguei um petisco e joguei na boca, começando a mastigar.
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  — Isso que me deixa mais chocada. — Comentou ela, boquiaberta com minha forma descontraída de atacar a comida. — A única coisa que faz é comer e ainda assim, chamou a atenção dos dois mais cobiçados do campus. 
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  — Acredite, também gostaria de saber como. — Eu soltei um suspiro, percebendo o olhar fixo de %Demeter% para mim.
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  — Mas é divertido, as coisas que tem acontecido com você. — Ela soltou uma gargalhada maldosa.
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  — Fale por você, sua mercenária, tem certeza que é uma felina? — brinquei com ela.
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  — Desculpa, mas é engraçado vendo tudo isso de fora. — Ela riu mais um pouco. — Agora… Você sabe de quem gosta mais?
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  — Eu só sei que não quero gostar de ninguém. — Assegurei a ela. — Olha, estou começando a considerar a proposta do Finnick.
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  — Qual? — perguntou intrigada.
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  — De sair com ele amanhã. — Respondi com um tom de brincadeira.
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  — Que dó do garoto, não o coloque no meio do fogo cruzado. — Aconselhou Marg.
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  — Mas seria engraçado. — Eu ri de leve, voltando meu olhar para os Titãs que mantinham sua atenção em mim.
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  Eu me afastei um pouco de Marg e comecei a dar alguns passos pela área da festa, realmente tinha que admitir que havia sido um excelente trabalho toda a decoração. Meu esforço para acompanhar o ritmo de Isla valeu a pena, assim como todas as suas dicas relacionadas a planejamento de eventos. Com certeza que ajudaria em algum momento daquele curso. De repente, eu parei ao lado de uma árvore e me encostei de leve, mantendo um olhar observador em todos na pista de dança.
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  — Um chocolate por seus pensamentos. — A voz de %Demeter% soou do outro lado da árvore.
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  Eu tombei a cabeça para frente para olhá-lo, o King estava escorado como eu, com as mãos no bolso e um olhar bobo para mim.
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  — Então você descobriu meu ponto fraco. — Ri baixo, voltando o olhar para frente.
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  — Para ser honesto, fiz um teste — brincou ele —, já que não posso oferecer meus beijos.
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  — Seu bobo. — Eu ri junto.
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  Uma pausa para o silêncio e eu percebi uma inquietação vindo dele.
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  — O que foi? — perguntei. — Estou estranhando o seu silêncio.
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  — Não consigo deixar de pensar na sua resposta. — Respondeu ele.
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  — Qual delas? — indaguei.
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  — A que diz estar atraída por ele. — Comentou — Então é isso…
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  Eu respirei fundo.
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  — Tanto quanto estou por você. — Disse com naturalidade.
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  — O quê?! — Ele pareceu estático.
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  — Por que é tão complicado para vocês dois aceitarem minha amizade? — perguntei.
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  — Então você também está atraída por mim?! — Ele me olhou com uma pitada de malícia.
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  — Nem me olhe assim, isso não quer dizer nada. — O repreendi.
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  — Como não? — Seu olhar demonstrou indignação. — Significa que tenho chances.
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  — Não significa nada. — Retruquei. — Já disse, a única coisa que posso lhe oferecer é minha amizade, tanto a você, quanto ao Alpha.
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  — Estou confiante nas palavras da minha avó, que sempre me disse que a amizade caminha ao lado do amor. — Ele piscou de leve e sorriu de forma fofa.
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  Depois da festa de Halloween, eu me mantive alheia a qualquer assunto sobre o beijo do Alpha ou os comentários enciumados do King Lion. Enfim, as folhas do outono já começavam a cair das árvores assim como minhas forças para aguentar a rotina de estudo. E agora, estava eu fazendo um pequeno serviço voluntário na Biblioteca em troca de meio salário e um pouco de paz e tranquilidade. Aquele lugar era a minha Suíça, onde ninguém poderia me importunar com rivalidades, fraternidades e tudo incluído no pacote de surtos.
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  — Olha só quem está aqui. — A voz de Isla soou da porta da Biblioteca, o que me fez despertar minha atenção dos livros em que separava do carrinho.
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  — O que faz aqui? — Retirei o celular do bolso para olhar as horas, ainda eram oito da noite.
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  — Estava te procurando, minha caloura não pode simplesmente faltar na reunião da fraternidade. — Ela cruzou os braços, fazendo cara feia. — Além de não atender às minhas ligações.
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  — Tecnicamente, eu não sou a sua caloura, sou do Alpha. — Eu a corrigi, voltando minha atenção para meus afazeres. — E você já sabe que me tornei voluntária da Biblioteca.
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  — Já disse, tudo que é do meu irmão é meu, o que inclui a senhorita. — Ela descruzou os braços e deu alguns passos se aproximando, dava pra ouvir o barulho do seu salto.
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  Eu parei e a olhei séria.
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  — E você está trabalhando aqui porque quer. — Continuou ela, num tom brando, porém com traços de repreensão. — Sabe que se quiser posso te conseguir algo bem melhor.
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  — Não, obrigada. — Mantive minha atenção nos livros. — Gosto de alcançar meus objetivos com esforço próprio e pretendo levar essa graduação sem dever favor a ninguém.
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  — Credo, eu não sou tão mercenária assim, sabia? — Senti um soar ofendido vindo dela. — Somos amigas.
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  — E por sermos amigas que espero compreensão da sua parte. — Eu parei e a olhei. — E quanto à reunião, seu irmão disse que estava tudo bem, porque era somente a diretoria da fraternidade.
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  — O meu irmão não ajuda também, ele deveria ter te obrigado a ir. — Ela cruzou os braços novamente, agora emburrada.
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  Eu segurei o riso de leve, não entendendo tamanha revolta.
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  — E por qual motivo eu precisava estar lá? — perguntei curiosa.
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  — O professor Brown estava presente. — Respondeu ela, com um sorriso maquiavélico. — Seria legal ver você lá.
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  — Você me choca, e que bom que eu não estava lá. — Me virei e voltei a separar os livros.
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  — O que está fazendo aí de tão entediante? — Senti que ela estava espichando seu pescoço.
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  — Estou separando os livros que foram devolvidos por categoria para colocá-los no lugar. — Expliquei a ela.
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  — E você faz isso todos os dias? — Continuou a indagação.
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  — Sim, todos os dias. — Segurei o riso, esperando a reação dela.
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  — Socorro, isso é uma tragédia pior que as que Shakespeare escrevia. — Comentou.
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  — No seu ponto de vista. Eu gosto muito, sempre fui voluntária na biblioteca quando estava no ensino médio. — Contei com naturalidade.
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  — Não entendo a graça que você enxerga nesse lugar. — Ela bufou.
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  — É tranquilo, me sinto bem aqui, em paz e longe das preocupações do meu curso, além de ser um bom lugar para estudar. — Expliquei a ela.
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  — Se você diz. — Ela se afastou um pouco e puxou uma cadeira para se sentar. — Vou te fazer companhia.
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  — Tem certeza? — Eu ri baixo. — Eu costumo ficar em silêncio quando estou concentrada.
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  — Ahhh, que chata, vamos conversar um pouco. — Reclamou ela.
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  — Puxa o assunto então. — Sugeri ao pegar a primeira leva de livros da seção de medicina.
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  — Chester me chamou para passar o recesso de final do ano na casa de campo dos pais dele ao norte do Canadá. — Iniciou ela, com um comentário pessoal. — Ainda não me decidi, mas acho que será romântico conhecer meus sogros e ao mesmo tempo ficar juntinha com ele na época mais fria do ano…
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  Ela foi falando mais algumas coisas sobre como ele fez o convite, acompanhado de uma caixa de bombons e uma rosa vermelha. Sua voz estava numa altura bem razoável que dava para ouvir nitidamente, pois o lugar estava vazio. Afinal, que universitário iria se preocupar em visitar a biblioteca em dia de reunião de fraternidade? E sim, havia um dia específico do mês em que as reuniões aconteciam simultaneamente em todas, tudo milimetricamente definido de acordo com o cronograma de aulas e festas para não haver divergências de eventos. 
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  Algo que eu nunca imaginei é que eles fossem tão organizados e pontuais com os cronogramas, principalmente quando o assunto eram as festas. Todos sabiam na ponta da língua quando seria a próxima festa, que fraternidade iria organizar, e qual o tema possível. Claro que para os desinformados como eu, sempre tinha anúncios antecipados pelo pessoal do jornal do campus. E eu tinha um contato infalível ali: Margareth. Quando retornei para o carrinho, consegui notar um brilho nos olhos dela ao falar do quão fofo seu namorado era.
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  — Estou surpresa por não conhecer os pais do Chester, vocês namoram há quanto tempo? — perguntei.
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  — Três anos. — Respondeu ela.
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  — Então? — Eu a olhei.
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  — Bem, ainda não tivemos a oportunidade, como os pais dele moram longe e sempre é complicado eu não passar os eventos com minha família, mas este ano eu dei um basta e decidi que passarei o final do ano bem longe da alcateia. — Explicou ela, objetivamente.
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  — Hum… Interessante. — Peguei mais uma remessa de livros para a subseção de história moderna.
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  — E você? Onde pretende passar? — perguntou ela, num tom ansioso pela resposta.
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  — O final do ano? — Elevei um pouco mais a voz para que ela me ouvisse bem.
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  — Sim, onde passará as festividades? — repetiu.
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  — Em Wisconsin, bem óbvio. — Eu ri de leve.
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  — Bem chato e tedioso, todos os anos da sua vida até aqui você passou em casa, deveria fazer diferente esse ano. — Sugeriu ela com empolgação. — Só se vive a vida acadêmica uma vez, deveria aproveitar e passar em Manhattan.
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  — Dispenso. — Ri um pouco mais ao retornar novamente. — Se eu não passar pelo menos o Natal em família, minha mãe surta, ela já quase morreu quando eu contei que viria para Princeton.
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  — Você tem pais coruja? — Brincou ela.
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  — Sim, muito. — Assenti em riso. — Mas pretendo não passar a virada lá, não sei, ainda estou pensando no que fazer.
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  — Hum…
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  — Por quê? — perguntei ao notar seu olhar de frustração. — Você, pelo que entendi, vai estar bem longe daqui.
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  — Sim, mas não quer dizer que você tenha que ir pra longe também. — Ela tentou se explicar.
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  — O que você sabe que eu não sei?! — Coloquei a mão na cintura, mantendo um olhar sério para ela.
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  — Não sei de nada. — Ela piscou de leve, meio travessa e soltou uma gargalhada boba. — Agora foco no seu trabalho e termine isso logo.
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  — Fala como se tivéssemos algum compromisso. — Soltei um leve suspiro.
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  — Mas é claro que temos. — Ela se remexeu na cadeira, segura do que dizia.
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  — O que você está aprontando agora? — perguntei já temendo a resposta.
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  — Hoje teremos uma festa do pijama surpresa, noite das garotas na mansão das serpentes. — Revelou ela, já deixando transparecer sua animação. — Algo bem leve para aliviar a tensão das famigeradas reuniões e a preparação para a Semana Acadêmica.
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  — Semana Acadêmica? — Eu ainda não havia ouvido sobre isso e já comecei a me perguntar o quanto eu trabalharia nesse evento.
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  — Sim, mas isso não vem ao caso agora, vamos deixar essa preocupação para depois e seguir com o cronograma para o nosso Pijama Party. — Ela se levantou da cadeira. — Leve logo esse restante, que eu vou te esperar no carro lá fora, te dou dez minutos.
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  — Nossa, que garota mandona. — brinquei.
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  Ela me olhou com seriedade.
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  — Tem certeza que é só as meninas, né? — indaguei.
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  — Está com medo dos holofotes? — brincou ela em risos. — Fique tranquila, os garotos devem estar reunidos em algum bar da cidade ou coisa pior…
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  — Ah… — eu me encolhi um pouco, tentando não pensar muito naquela informação.
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  — Ficou curiosa para saber onde foram? — Provocou ela.
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  — Claro que não. — Disfarcei minha curiosidade.
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  — Pois saiba, amor, que a noite das garotas consegue ser mais louca que qualquer festa do campus. — Ela deu o primeiro passo para se retirar. — Dez minutos.
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  Eu engoli seco com aquele olhar ameaçador dela. Ainda mais temerosa do que poderia acontecer naquela tal festa do pijama. Se já rolou altas faíscas na festa de Halloween, imagino o que pode rolar quando se junta várias garotas em um único ambiente.
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Notas podem ser altas e baixas, mas e daí!
Apresentações podem ser boas ou ruins, isso é algo que acontece
Às vezes é bom apenas parar pra relaxar e descansar
Porque tudo tem seu te-te-te-te-tempo.
- Mr. Simple / Super Junior

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Lelen

AAAH, NOSSOS AMORZINHOS VOLTARAM
tava com saudades já. Cedric, faz alguma coisa porque o Demeter tá a um passo daqui: <3 KKKKKKK
Ai, eu espero que a Isla e a Marg continuem sendo amigas da Annia, amo tanto essa amizade delas! E O QUE A ISLA TÁ APRONTANDO? Suspeito que tenha a ver com o irmão, né. Aceito. HAHAHAH
Espero que você consiga atualizar logo *-*

Pâms

Isla sempre apronta alguma coisa. kkkkkkk

Lelen

E pra participar da promo porque sim:
Eu tenho algumas frases favoritas, mas tenho duas especiais kkk

“- E daí? Um late e o outro uiva, é tudo igual. – Ela deu de ombros. – No fim, os felinos são os melhores.” – porque esse foi o momento que eu definitivamente deixei de desconfiar da Marg e suas intenções (porque eu sempre espero que tenha alguma rival no meio da história kkkk)

[…]

“[…] – Aprendi que o silêncio é o melhor caminho, lobos sempre observam mais antes de atacarem.” – porque essa frase foi uma das decisivas para eu começar a me interessar pela história do Cedric e o que pode haver no passado e nas entrelinhas das atitudes dele.

Não comentei nada do Demeter porque simplesmente TODA a presença dele me encanta, sorry, mundo HAHAHAHAH

Pâms

Muitíssimo obrigada pelo carinho e por ter participado!!!

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