School 2021


Escrita porPams
Revisada por Lelen


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Tempo estimado de leitura: 36 minutos

  Era notório em minha expressão de surpresa que não estava preparada para aquela pergunta, menos ainda diante daquele olhar ansioso por respostas que vinha dele. Procurei em minha mente as palavras mais adequadas que pudesse lhe explicar o que sentia, e ainda assim não sabia o que dizer. Mesmo tendo terminado, juramos ser sinceros um com o outro sempre, além de não deixar a amizade que construímos acabar. Talvez seja esse meu erro, sempre ver a amizade antes do amor e temer perder um amigo, não me importando perder meu coração.
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  — O que te faz pensar que eu estou apaixonada por um dos dois? — Voltei meu olhar para frente e indaguei curiosa por sua percepção inicial da situação.
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  — A forma como olha para eles, assemelha-se a como me olhava — explicou ele, se virando, para ficar de costas para o lago, com as mãos nos bolsos da calça, completou: — até mesmo quando sorri, posso ver um brilho escondido.
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  — Eu os vejo como amigos, assim como você — relatei com serenidade e segurança, era o que eu queria sentir, então não estava mentindo de fato. — Sabe que Princeton é minha prioridade, sempre foi desde o início.
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  — O que não te impediu de chamar a atenção deles — brincou ele, com uma risada baixa e leve. — Assim como chamou a minha.
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  — Em minha defesa… — iniciei meu argumento de sempre.
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  — Nem ouse dizer que só estava lá pela comida — interrompeu ele, me fazendo rir junto. — Me lembro de quando fizemos nosso primeiro trabalho em dupla…
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  — Você e a abelha rainha tinham terminado o namoro e ela estava saindo com o capitão do time de basquete — continuei a história em seu lugar —, você estava péssimo naquele dia, não conseguiu se concentrar e ficamos até tarde na biblioteca.
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  — Que bom que sempre foi boa em geografia, porque eu jamais teria conseguido terminar sozinho — concordou ele, com meus relatos do passado. — Eu gosto de ser seu amigo, mas gosto mais de ser a pessoa que ocupa seu coração.
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  — Achei que estivesse definido nosso status — indaguei tentando não aprofundar aquele assunto.
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  — Talvez para você, mas o que fazer se durante todo o período de aula, meus pensamentos se reuniam em querer saber sobre você em New Jersey. — Era nítido a sinceridade no soar de sua voz, o que me estremecia suavemente por dentro.
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  Será que era isso que minha mãe havia tentado me explicar? Sobre estar longe da pessoa e se sentir aflito por não saber o que ela está fazendo, ou pensando, ou sentindo. Querer a todo momento ouvir a voz dessa pessoa, o som da sua risada ou apenas ficar em silêncio ao seu lado, sentindo o coração acelerar ansioso por algum gesto a mais.
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  Isso acontecia comigo?
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  Acontecia quando eu pensava em %Jeremy%?
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  — Queria poder dizer o mesmo, mas… Tenho estado tão confusa que não conseguiria formular uma resposta concreta. — Apenas deixei que as palavras mais plausíveis soassem.
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  Uns instantes de silêncio pairou entre nós… E parecia ter muito significado para ambos, pois assim como eu, certamente ele também estava meditando nas minhas palavras.
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  — Você já está formulando. — Foi como um sussurro, vindo dele.
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  Em um piscar de olhos, %Jeremy% deu o primeiro passo para se retirar, porém de forma involuntária, minha mão segurou em seu braço impedindo-o de continuar. Nossos olhares se encontraram, sendo contemplados por uma leve brisa fria e ao mesmo tempo, reconfortante, curiosamente me fazendo reagir com o arrepio do meu corpo pela baixa temperatura. Se ele interpretou isso erroneamente, eu não sei, mas foi a deixa para que se aproximasse ainda mais de mim e seus lábios sutilmente tocassem os meus.
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  Havia me esquecido de como seu beijo era doce e envolvente, de como sentia conforto e aconchego em seus braços, combinado ao aroma do perfume que usava. Me forcei a não pensar nesses pequenos detalhes que complementaram nosso namoro, e durante todo aquele tempo, por achar que já estava em uma nova fase, apenas deixei o passado na biblioteca do colegial e segui a nova realidade que vivia em Princeton.
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  Mas era isso que eu queria de fato?
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  Por que %Jeremy% tinha uma incansável mania de me deixar confusa e pensativa em meio aos nossos beijos, fazendo-me querer mais para continuar em meus devaneios e suposições enquanto sentia o gosto dos seus lábios.
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  — %Jeremy%… — eu sussurrei, respirando fundo, mantendo minha mente cauterizada de todos os pensamentos que pudesse vir a seguir e destruir ainda mais minha sanidade.
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  Não queria admitir…
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  Mas lá no fundo, talvez eu estivesse com saudade…
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  Talvez
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  — Me desculpe — disse ele, num tom mais baixo, mantendo o olhar atento em mim, numa intensidade que dava a entender que não estava de fato arrependido pelo beijo. — Eu prometi que não faria sem que me pedisse.
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  — Então, você lembrou. — Não me contive em sorrir de canto, discretamente é claro, apenas observando seu pequeno gesto de tocar meu cabelo.
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  — Amigos então? — Ele me olhou meio risonho e esticou a mão em cumprimento.
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  — Nunca deixamos de ser. — Eu ri ao apertar sua mão, fazendo-o arquear a sobrancelha direita. — E não me olhe assim.
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  — Assim como? — perguntou confuso.
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  — Como se não confiasse em mim — expliquei.
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  — É claro que confio em você. — Ele se manteve segurando em minha mão, e num rompante premeditado, me puxou para mais perto e me abraçou apertado. — Isso não quer dizer que não vou lutar por você, não vou desistir de nós.
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  — Talvez eu não queira que desista, mas talvez seja melhor que… — tentei argumentar.
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  — Nem ouse terminar essa frase. — Uma leve repreensão.
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  — Você precisa saber que meus sentimentos estão confusos. — Me afastei de leve e o olhei com sinceridade. — %Demeter% e %Cedric% são dois amigos maravilhosos que entraram na minha vida de uma forma inexplicável, e talvez eu esteja…
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  — Esteja apaixonada por eles — completou ele, seu olhar compreensivo me constrangia.
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  E eu não conseguia mentir para alguém que se tornou tão próximo de mim.
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  — Apaixonada é uma palavra forte, mas tenho sentimentos profundos por eles… E isso tem me deixado confusa e ainda mais desnorteada — confessei, e não conseguia entender de qual dos dois sentia mais falta quando estavam longe.
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  — Apenas deixe seu coração te guiar. — Ele acariciou meu rosto suavemente. — Apesar de eu sempre estar torcendo para que ele te guie para mim.
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  Um sorriso singelo surgiu em meu rosto, meus reflexos involuntários me fizeram dar um leve beijo no seu rosto, mantendo meu rosto suave após.
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  — Sabe que isso me mata, não é? — disse ele, ao segurar em minha mão piscando de leve.
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  Eu apenas assenti com a face e ri um pouco mais. Estava aliviada por me abrir com alguém que me entendia muito bem, e mesmo sabendo que %Jeremy% ainda me amava, eu podia sempre contar com ele, assim como poderia contar com meus veteranos de Princeton. Me afastei um pouco mais dele e voltei para o restante do grupo que estava já sentado em volta da fogueira. Aproxime-me dos veteranos e me sentei no meio de ambos, seus olhares curiosos eram visíveis e permaneciam fixos em mim.
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  Fiquei decepcionada com o fato de minhas visitas terem retornado tão rapidamente para New Jersey, por um contratempo na família de King Lion, ambos decidiram retornar juntos. O que resultou em longas semanas monótonas, em que obtive consolo na Netflix e Amazon, com minhas maratonas de Saga Chicago e muitos doramas atrasados. Claro que sempre sendo criticada por minha mãe e pressionada a participar dos momentos em família, a parte boa é que todos foram engraçados e inspiradores, principalmente por meu pai e suas indiretas relacionadas a Princeton.
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  Retorno das aulas em pleno final de inverno, segundo semestre letivo e eu ainda precisava me preparar emocionalmente para enfrentar o professor Brown. A parte boa é que finalmente estaria de volta à agitação do campus, a minha rotina de assistente loba sendo repreendida carinhosamente por Isla, devido ao meu look diário e dos encontros casuais com meus veteranos. E foi um choque para todos ao perceberem que leão e lobo mantinham mais do que apenas uma cordialidade, eles estavam agindo como verdadeiros amigos de infância que sempre foram.
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  — E como está nossa caloura neste dia refrescante? — indagou %Demeter%, ao se aproximar da minha estação de trabalho.
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  Com muitas tarefas no cronograma, resolvi passar minhas tardes no andar do curso de jornalismo, na sala do jornal. E por mais que os gêmeos Hilte do curso de marketing causassem o caos com seu pequeno fã clube, era engraçado ver Juliet, nossa editora chefe, em total surto com eles.
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  — Acho que já deixei de ser uma caloura há muito tempo. — Parei o que estava digitando no computador e olhei para ele.
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  Seu olhar de bobo malicioso para mim fez meu coração acelerar um pouco. Inacreditável como conseguia tão facilmente em apenas segundos. O observei puxar uma cadeira e sentar ao meu lado, demonstrando estar mesmo interessado no que eu fazia.
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  — Sempre será minha caloura favorita. — Ele piscou de leve, mantendo o olhar em mim.
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  — O que quer aqui? — perguntei curiosa. — Pelo que soube, você tinha uma palestra para ir hoje, doutor King Lion.
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  Ele soltou uma gargalhada alta e boba.
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  — Sabia que você tinha ouvido aquela conversa — disse.
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  — Em minha defesa, eu ainda estava sonolenta. — Assegurei a realidade. — E estou muito feliz pela amizade de vocês.
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  — Você teve parte nisso. — Ele tombou de leve a cabeça, me deixando ainda mais sem palavras. — Minha palestra estava chata, então resolvi sair à francesa e te sequestrar por algumas horas.
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  Por que ele tinha que ser tão atraente e ao mesmo tempo fofo comigo? Talvez não fosse apenas uma atração, talvez houvesse algo mais profundo que me fazia pensar nele em alguns momentos do meu dia, principalmente nas horas de refeição. %Demeter% tinha um lado debochado e divertido que me fazia esquecer os problemas e as pressões da vida acadêmica, ele em minha vida era sinônimo de agitação e surpresas.
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  — E só veio aqui para me observar?! — indaguei sua presença.
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  — Vim para te convidar para dar uma volta. — Ele sorriu. — Você não pode passar o dia nesta sala fechada.
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  — Meu cronograma é bem apertado, nem comecei o semestre e já tenho dois artigos para entregar, um sobre arquitetura clássica e outro sobre sistemas estruturais modernos — revelei a ele meu choque de realidade logo na primeira semana de aulas, um dos motivos de possivelmente não comparecer à festa de boas-vindas que Maya estava organizando.
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  — Sistemas estruturais? — Ele pareceu confuso. — Isso não faz parte da aula de história da arte e da arquitetura, faz?
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  — Digamos que a professora de sistemas estruturais achou divertido a implicância do professor Brown comigo e leu um dos meus artigos — expliquei resumidamente.
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  — O que significa que você é muito boa na escrita. — A serenidade em seu olhar me dava segurança naquelas palavras. — Pode seguir carreira.
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  — Eu ainda não sei qual sentido vou seguir no design, mas não sei se teria algo relacionado à escrita, obviamente pelos traumas decorridos do curso — refleti um pouco. — Enfim, ainda tenho tempo para pensar e me decidir.
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  — Faça aquilo que te dê felicidade ao realizar — aconselhou ele, ao se levantar da cadeira. — Agora vamos, que o dia está belo e você precisa de um tempo de descanso.
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  — Você jura? — Eu ri me levantando junto, não iria relutar, afinal estava mesmo querendo esvaziar a mente e passar um tempo com meu amigo divertido.
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  Na saída do prédio, esbarramos na elite da minha alcateia. %Cedric% estava acompanhado de Chester e Kevin, com algumas pranchas nas mãos e certamente muitos trabalhos de conclusão de curso iniciados. Meus dois veteranos estavam no último semestre de seus cursos, precisavam focar no futuro em que os pais lhes projetaram. E eu estava aqui, sendo uma distração para eles.
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  — Aonde pensa que vai com a minha caloura? — perguntou %Cedric% ao parar diante de nós.
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  — Não vou te dizer… — %Demeter% envolveu seu braço em meu ombro me puxando para perto. — E nem pense em nos atrapalhar, hoje é o meu dia com ela.
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  — Não precisa me lembrar. — %Cedric% revirou os olhos. — Acha que sou o quê? Não quebro minhas promessas.
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  Oi? Olhei desconfiada para ambos, extremamente intrigada.
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  — Como assim hoje é o seu dia? — Me afastei dele e olhei diretamente, então voltei para %Cedric%. — E você? Que promessa foi essa?
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  — Foi você quem disse para sermos amigos — iniciou %Cedric%.
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  — Sim, e me lembro muito bem de falarem que não iriam brigar por minha causa. — Cruzei os braços com o olhar sério, não me importando com os olhares ao redor.
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  — Então estava mesmo acordada. — %Cedric% sorriu de canto, relembrando a noite de Natal.
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  — Isso não vem ao caso — retruquei.
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  — Nós combinamos que em cada dia da semana um de nós passaria o dia com você, e o outro não iria atrapalhar — explicou %Demeter% da forma mais natural possível. — Assim você poderia desfrutar da nossa amizade sem nenhum incômodo.
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  — Vocês combinaram isso sem me consultar? — Não sabia se ficava impressionada ou revoltada. — Eu já disse que não sou um troféu.
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  Dei impulso para me retirar, porém ambos ao mesmo tempo seguraram em minhas mãos, com o olhar parcialmente arrependido para mim. Eu poderia até brigar com eles e ficar revoltada, mas me lembrando de como estava sendo a vida de ambos com suas famílias problemáticas. Então, o que eu tinha a perder sendo a distração deles?
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  E de quebra, faria raiva em algumas pessoas.
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  — Se você ouviu nossa conversa… — %Cedric% manteve sua seriedade habitual, que me estremecia por dentro. — Sabe que nenhum de nós vai desistir, e não queremos que isso atrapalhe nossa amizade.
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  — No final é você quem escolhe — completou %Demeter%, finalizando o nocaute em meu coração. — E jamais será um troféu para nós.
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  — Então hoje é dia do leão?! — Respirei fundo para não surtar com os dois.
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  — Sim. — Assentiu %Demeter%.
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  — E amanhã é do lobo. — Voltei meu olhar para o alpha, que assentiu com a cabeça e um sorriso de canto. — A semana tem sete dias, três para um e três para o outro, e o que acontece com o domingo?
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  — Você terá o melhor dos dois. — %Demeter% piscou de leve com um sorriso malicioso.
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  O que me fez segurar o riso, notei que %Cedric% fez o mesmo.
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  — Achei que vocês diriam que domingo era meu dia de folga — brinquei entrando no clima de loucura de ambos, ao me afastar deles.
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  — E deixar você sozinha para algum engraçadinho se aproximar? — %Demeter% fez uma careta engraçada.
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  — Quanto ciúmes. — Eu ri deles e segurei novamente na mão do leão, fazendo uma graça momentânea. — Vamos então já que hoje é seu dia de me distrair.
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  — Você fará isso amanhã também? — indagou %Cedric%, com o olhar enciumado.
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  — Isso que é? — perguntei.
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  — As mãos dadas — explicou.
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  — Que ciúmes — brincou %Demeter%, rindo dele. — Pare de agir como uma criança.
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  — Somos amigos, direitos iguais para cada um — replicou ele.
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  Aquilo deveria ser levado como um argumento?
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  — Amanhã é outro dia. — Desta vez eu pisquei para ele e saí na frente puxando %Demeter% comigo, que ria de tudo aquilo.
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  Seguimos o caminho em direção à sua sugestão de irmos ao paintball mais uma vez, deveria ser uma revanche, entretanto, nosso foco era apenas passar o tempo fazendo algo legal e nos esquecendo dos problemas. Claro, com minhas indagações a ele sobre o tal acordo de parceria, que me deixava cada vez mais curiosa ainda.
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  — Bem, acho que você me deve uma coisa, já que perdeu três vezes para mim — disse %Demeter% com aquele olhar que só ele sabia fazer.
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  — E o que eu te devo? — perguntei inocente, sabendo o que era.
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  Ele apenas sorriu de canto e foi se aproximando mais e mais de mim, até que me beijou com a intensidade de sempre, para desnortear minha sanidade ainda em recuperação. O coração acelerando e meu corpo arrepiando gradativamente, fazendo minhas mãos se ergueram involuntariamente para pousar em seu tórax. A intenção inicial era afastá-lo com sutileza, o que deu errado quando seus braços se envolveram em minha cintura e minhas mãos acabaram agarrando sua jaqueta no impulso.
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  — Eu te amo… — sussurrou ele, ao manter seu rosto aproximado do meu, a ponto de sentir sua respiração.
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  Manhã de sábado, acordei sentindo uma leve dor nas costas, talvez por não ter costume com uma cama tão macia assim. Havia passado horas em reunião com a Isla e as outras garotas da fraternidade, discutindo assuntos como a formatura dos lobos veteranos e seus respectivos substitutos. Por uma insistência de minha veterana, acabei dormindo na mansão da alcateia no quarto da Isla, enquanto ela dormia com Chester.
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   — Hum… — Me espreguicei na cama.
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  — Bom dia, bela adormecida. — O soar da voz grossa de %Cedric% me despertou por completo num susto.
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  — Alpha! — Ergui meu corpo no impulso, puxando os lençóis para me cobrir mais. — Como entrou aqui?
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  — O dono da casa tem a chave mestra para ocasiões de emergência — explicou ele, mantendo-se encostado na parede com as mãos nos bolsos da calça.
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  Um olhar sublime e enigmático ao mesmo tempo.
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  — E o que está fazendo aqui? — continuei minhas perguntas.
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  — Vim te convidar para um piquenique — disse ele, com um sorriso de canto. — Sabia que a refeição mais importante do dia é o café da manhã?
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  — Sabia sim… — Me espreguicei novamente com delicadeza e olhei para a janela.
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  O dia parecia ensolarado com a proximidade da primavera.
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  — Me dá dez minutos para trocar de roupa? — sugeri, voltando o olhar para a porta.
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  Ele assentiu e se retirou do quarto.
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  A princípio, imaginei que nosso piquenique seria no deslumbrante e bem projetado jardim dos lobos, porém, surpreendentemente %Cedric% me levou em outro lugar. Quilômetros de estrada, duas horas de carro, algumas paisagens pelo caminho até chegarmos próximo ao Central Park. Inesperado e milimetricamente bem pensado.
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  — Com um jardim em casa, você me trouxe aqui… — sussurrei, ao descer do carro.
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  — Em breve não teremos mais sábados como este, então… — Ele segurou minha mão e pegou a cesta com a outra fechando o porta-malas. — Quero apenas aproveitar a oportunidade.
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  — Hum. — Eu sorri de leve e me permiti ser guiada por ele.
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  Após uma semana cansativa cheia de desenhos técnicos, leituras de livros e artigos e mais algumas revisões e horas de diagramação para o jornal, os momentos diários com meus veteranos haviam se tornado a melhor parte dos meus dias cansativos. Demorou um pouco para ele encontrar o lugar ideal para nosso disfarçado encontro, mas finalmente, embaixo de uma árvore frondosa, ele estendeu o tecido estampado em xadrez Burberry, ajeitando a cesta na ponta, deixando-a semiaberta.
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  — Agradeço pelo café da manhã — disse ao respirar fundo o perfume da primavera que surgia aos poucos. — Inusitado, mas gostei da surpresa.
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  — Por você, vale a pena. — Ele sorriu de canto. — Nem preciso perguntar se está com fome, não é?
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  — Eu só venho pela comida — brinquei.
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  — Eu sei. — Ele tocou de leve em minha face, seus olhos brilhando para mim. — Mas isso não vai me fazer desistir.
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  — Vocês dois realmente não estão facilitando para mim. — Desviei o olhar, pegando um morango da cesta e dando uma mordida.
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  — Do que está falando?! — indagou ele.
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  — A forma como olham para mim e todos os passeios… Sabia que isso tem dificultado tudo ainda mais? — Tentei segurar as palavras, mas precisava ser honesta. — Eu gosto de você, tanto quanto gosto dele.
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  — Por que não esquecemos esse assunto e nos concentramos em nós e neste dia maravilhoso? — sugeriu ele, mantendo a serenidade e empatia. — Não quero falar do %Demeter%, meu foco é você.
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  — Sabe que eu falo de você para ele, não é?! — Fui um pouco mais firme.
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  — Sei, e gosto disso. — Ele riu baixo.
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  — Então vamos à outra curiosidade. — Mudei de assunto. — Como tem ido seu trabalho final?
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  — Tranquilo, eu acho — revelou ele.
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  — Seu olhar não está tão animado assim — observei.
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  — Bem… — Ele voltou o olhar para o céu, reflexivo. — Com o passar dos anos eu aprendi a gostar de arquitetura, e agora já me vejo trabalhando com isso, mas…
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  — Mas? — Mantive a atenção nele.
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  — Tenho a sensação que as coisas ficarão mais pesadas daqui pra frente. — Ele desabafou. — A vida adulta finalmente vai chegar para mim.
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  — Não é pela vida adulta, posso ver isso em seu olhar — afirmei.
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  — Vou me mudar para Manhattan após a formatura, para trabalhar na construtora da família — contou ele, num tom mais baixo.
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  — Isso quer dizer que vamos nos ver bem menos no futuro — concluí, com ele assentindo com o olhar. — %Demeter% me disse a mesma coisa, que mudaria para Chicago.
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  — A empresa da família dele transferiu a sede para lá — explicou %Cedric%, voltando o olhar para mim. — Questões familiares.
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  — E eu ficarei sem meus veteranos — reclamei, abaixando os olhos com tristeza. — Minhas tardes não serão as mesmas.
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  — Se quiser, pode pedir transferência para a Columbia e ficar perto de mim — sugeriu ele, com um sorriso bobo.
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  — Você sabe que meu sonho sempre foi a Universidade de Princeton — garanti a ele, minha escolha de ficar onde estava. — Mas… Manhattan fica a duas horas do campus.
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  — Esse é o meu consolo. — Ele piscou de leve.
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  — Enfrentaria duas horas de trânsito para me ver? — O olhei surpresa.
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  — Até mais se fosse preciso — assegurou ele, confiante nas suas palavras.
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  Eu sorri de leve, tentando controlar meus impulsos internos e não me deixar levar com o momento, mas %Cedric% não ajudava com aquele olhar profundo para mim. Seu jeito sereno de me olhar e aquela profundidade que parecia me hipnotizar a cada segundo. Aquele lobo cheio de mistérios e silêncio tinha seu charme, acelerava meu coração com sua voz grossa e o perfume envolvente, sempre me transmitindo segurança e aconchego.
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  — Eu te amo, e isso, nem a distância vai mudar — sussurrou ele, ao se aproximar mais e mais de mim, encostando nossos rostos.
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  — Você está muito perto — sussurrei de volta, sentindo sua respiração.
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  — Eu sei. — Ele sorriu de canto e impulsionou mais um pouco até que concretizasse o beijo tão desejado.
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  Me senti aquecida por dentro, principalmente ao toque de sua mão em minha cintura, me puxando para mais perto. Era insano tudo aquilo, e mesmo traçando um perímetro entre eu e ele, de tempos em tempos ambos quebravam as regras e seus beijos me deixavam ainda mais em surto. %Cedric% tinha uma intensidade que era específica dele, algo que me trazia para perto, uma influência incomum aos meus reflexos involuntários que sempre retribuía seus avanços.
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  — Não podemos esquecer o café — sussurrei a ele, retomando o fôlego.
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  — Só viemos pela comida, eu sei — brincou ele, me fazendo rir.
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  — Isla também me disse sobre sua preocupação com a formatura — comentei, ao observá-lo me servir com os cookies em um pratinho.
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  — Devo presumir que você ficará no lugar dela como a organizadora dos eventos — supôs ele.
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  — Sim, ela indicou meu nome e não houve objeções por parte de terceiros. — Eu ri de minha própria colocação.
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  — Terceiros… Louise? — presumiu.
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  — Sim, terceiros Louise. — Suspirei de leve, ao mordiscar um cookie. — Nem me incomoda mais os olhares odiosos dela.
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  — Louise tem uma vida tão difícil quanto a nossa, e a pressão aumenta quando se é filha do professor Brown… — Suas palavras de advogado soaram como uma pessoa empática que entende a dor do outro. — E levando o fato de que ela não é a filha de sangue dele, como bem sabe.
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  — Ele parece ser um pai bem protetor, ao meu ver — argumentei.
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  — Vai entender que no meu mundo as aparências enganam, mas são elas que importam para a maioria — revelou ele, num tom frustrado.
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  — Você viveria assim? De aparência? — indaguei.
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  — Não… Jamais viveria com alguém que não amo. — Seu olhar se manteve sereno em mim. — E não quero imaginar a possibilidade de não ter o seu amor no futuro.
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  — Se concentre no presente então — sugeri.
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  Ele assentiu com o olhar e mordeu um pedaço do cookie que eu segurava. Foi bom passar aquele sábado com ele, termos mais momentos juntos para fortalecer nossa amizade. Entretanto, eu tinha que colocar um ponto final naquela situação, ter uma decisão final até a formatura dos meus veteranos: Chicago ou Manhattan. Leão ou Lobo. %Demeter% ou %Cedric%.
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  Algumas semanas se passaram, com o semestre a todo vapor cheio de eventos em homenagem aos veteranos formandos, que na maioria eram os representantes das fraternidades, ou seja, a elite. No meio de toda essa correria, estava eu tentando lidar com os acontecimentos e me divertir aproveitando meus momentos ternos com meus melhores amigos. E claro, sendo um pouco de madrinha coruja do baby de Marg, acompanhando sua gestação entre as aulas e idas ao médico com o pré-natal. Até mesmo o chá de revelação já estava sendo organizado por Joy, que se autonomeou a futura titia gata, após sensibilizar com a profundidade da situação envolvendo a mãe de James.
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  — Que vergonha, eu aqui te esperando para um café juntas e minha caloura debaixo das cobertas. — A voz de Isla me fez despertar de meu sono da tarde no susto, com um aperto no coração.
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  E uma sensação de ter feito algo errado.
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  — Isla, o que faz aqui? — Tive dificuldades para abrir meus olhos, porém consegui e, erguendo o corpo, esperei até que minha alma voltasse para dentro de mim.
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  — Como assim o que faço aqui?! — Ela colocou a mão na cintura, com o olhar indignado para mim. — O chá de Marg será na próxima semana e não vou deixar aquela gata esfinge metida a Zara Hadid organizar tudo sozinha, temos um compromisso com nossa amiga.
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  Era engraçado como ela se referia à Joy.
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  — Hoje é domingo, não podemos falar sobre isso amanhã?! — Fiz uma cara de cansada para ela. — Tive uma semana turbulenta e duas certas pessoas não me deixaram dormir até mais tarde hoje.
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  — Eu não ligo se meu irmão e o leão te arrastaram para uma trilha qualquer, isso não lhe dá o direito de voltar para cama depois do almoço. — Cruzando os braços, eu conseguia ver a minha mãe nela.
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  — Isla, eu te amo amiga, mas me deixa dormir, só mais dez minutos — pedi quase implorando.
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  — Se ela deixar, eu não deixo. — Marg entrou no rompante em meu quarto, já se sentando na beirada da minha cama com seu olhar curioso conhecido. — Até você me contar quem é aquele ser monumental saído de um romance de Jane Austen que está na entrada do campus te procurando.
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  — O quê? — Senti meu corpo gelar.
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  De quem ela estava falando?
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  — Como assim tem alguém me procurando? — indaguei a ela. — Será que é o cara do estágio?
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  — Você se candidatou a um estágio? — perguntou Isla. — Mas e a biblioteca?
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  — O professor Juan me indicou para um estágio em uma revista de arquitetura de um amigo dele — expliquei a ela, desacreditada da resposta ter sido tão rápida assim. — Mas eu enviei meu currículo com a carta de recomendação na semana passada, e hoje é domingo.
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  — Essas pessoas tendem a ser bem ocupadas, tempo é dinheiro — comentou Marg, avaliando a possibilidade. — Mas ele não me pareceu ser editor de revista.
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  — Vou ter que descobrir por mim mesma — disse ao me levantar da cama.
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  Troquei de roupa em minutos precisos e saí apressadamente em direção à entrada do campus. Lá estava o homem de costas admirando a paisagem do lugar e com alguns grupinhos de garotas parcialmente próximos lhe secando com olhares e muita atenção de geral para ele. Quanto mais próximo eu chegava, mais cochichos surgiam, pois sabiam que ele procurava a caloura de Wisconsin. Uma batida mais forte soou dentro de mim, acelerando meu coração trazendo um frio na barriga.
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  — Collins?! — disse seu nome em alto e bom som, mesmo de costas eu o reconhecia.
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  — %Annia%. — Ele sorriu de leve para mim, ao se virar.
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  — O que faz aqui? — perguntei surpresa com sua visita.
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  Após o luau, voltamos a nos comunicar com mais frequência, comigo contando um pouco da minha rotina e desafios diários. Contudo, sem nenhum anúncio ou comentário de uma visita vindo de sua parte.
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  — Bem… Por onde eu começo. — Ele coçou sua cabeça de leve, envergonhado como uma criança que fez algo errado.
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  — Pelo começo — brinquei descontraindo.
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  — Não há começo, apenas que estarei aqui em Princeton no próximo semestre. — Em alto e bom tom, de forma clara e precisa.
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  Meu coração, que parou com a informação, voltou a bater acelerado enquanto minha mente tentava absorver a ideia. %Jeremy% na mesma universidade que eu no próximo semestre, era mais insano ainda que ficar longe dos veteranos. Num piscar de olhos, meu olhar se desviou para os dois homens atrás dele.
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  — Presidente. — Como um coral impecável, as vozes de %Cedric% e %Demeter% soaram com nitidez, me estremecendo ainda mais.
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  — Acho que já conhece meus veteranos — disse com suavidade para amenizar a atenção. — E vocês, acho que se lembram do %Jeremy%.
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  Eu me coloquei ao lado de Collins, observando o olhar atravessado dos dois para ele.
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  — Sim, o presidente editor. — %Demeter% engoliu seco. — O que faz aqui? Em nossa universidade.
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  — Está muito longe de Yale — comentou %Cedric%, no seu tom sério habitual.
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  — Estou apenas vendo uma grande amiga e conhecendo o campus, já que vou estudar aqui no próximo semestre — declarou ele, novamente, com um sorriso final de vitória.
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  — %Jeremy% veio me contar a novidade. — Um tom sutil com um olhar singelo.
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  — Bastou um luau para que decidisse estudar em nossa universidade? — %Demeter% cruzou os braços, o olhar furioso.
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  — Algum problema? Já que não vão estar aqui no outono, esta não será mais a universidade de vocês. — Aquele era o lado provocativo e meio competitivo de %Jeremy% que me deixava sem sanidade.
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  — Como sabe que não estaremos aqui? — indagou %Demeter%, irritado com aquela provocação.
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  — Fiz o dever de casa. — Collins sorriu de canto.
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  — Princeton sempre será nossa — retrucou %Cedric%, visivelmente se controlando internamente para manter a cordialidade. — Não será um diploma que mudará isso.
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  — Você acha? — %Jeremy% manteve sua postura segura e confiante.
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  Foram raras as vezes que o vi nervoso com alguma coisa.
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  — %Jeremy%, eu posso te mostrar o campus, já que sua nova realidade será aqui — disse ao segurar em seu braço e puxá-lo de leve para irmos embora. — Eu vejo vocês mais tarde na reunião das fraternidades.
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  — Vamos sim. — Ele assentiu com o olhar para mim, porém voltou para ele. — Será uma pena não estarem aqui no próximo semestre, certamente seria interessante.
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  — E quem te garante que vamos embora? — %Cedric% deu um sorriso de canto, voltando o olhar profundo para mim. — Mudança de planos sobre Manhattan.
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  — Digo o mesmo sobre Chicago. — O olhar de %Demeter% também seguiu para mim, dando uma piscada rápida com a malícia de sempre.
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  Se até aqui Princeton estava sendo caótica para mim e meus sentimentos confusos, eu me recusava a imaginar o surto que certamente será meu próximo semestre letivo.
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   %Cedric%, %Demeter%, e agora %Jeremy%.
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Eu perdi minha cabeça,
Desde o momento em que te vi.
Só de estar ao seu lado, meu mundo fica em câmera lenta,
Por favor, diga se isso é amor?
- What Is Love / EXO

  “Escolhas: A vida é feita de escolhas, mas nem sempre você quer fazê-las.”
  - Pâms

Fim

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Lelen

COMO ASSIM??? AGORA QUE O CIRCO VAI PEGAR FOOGOOOOOO!!
Amo, tô aqui pelo caos HEHEHHEEHHE
Amei que os dois 22kos de Princeton voltaram com a amizade e ainda tão unidos no ciúme contra o moço de Wisconsin HAOHAODIASHDO
Eu vou dizer que talvez eu arraste uma asinha pro Jeremy, viu? Eu toda errada kkkkkkkk
DEUS, DÁ TEMPO E INSPIRAÇÃO PRA ESSA AUTORAR CONTINUAR A HISTÓRIA, OBRIGADA.

Pâms

Amém! ❤❤❤

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