Saving Grace

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

- Muito bem, vamos à cena da despedida. - Marco dizia para os dois depois de almoçarem às duas e meia da tarde. Os atores que faziam os pais de %Tiffanny% voltaram e estavam parados ao lado do vocalista e da jovem atriz. - Venham cá. - ele chama pelo casal mais jovem, que se aproximam. - Enquanto vocês dois - aponta para os pais -, estão colocando as malas de %Tiffanny% no carro, vocês estarão se despedindo com dor no olhar. Acaricie sua bochecha, se abracem, façam tudo o que um casal faria quando estivesse se separando contra a vontade. Em seguida, caminharão de mãos dadas até o carro, onde ela entrará e você fechará a porta para ela, dando um passo para trás e a observando se afastar dentro do automóvel para longe de você. Ainda gravaremos %Tiffanny% se virar para ver John mais uma última vez e você deverá acenar para ela, de modo que quem assiste deve pensar que vocês se verão novamente um dia.
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  - Tudo bem. - John ouve %Tiffanny% responder naturalmente. Engole seco. Ele não sabia o que fazer. Talvez deixasse que ela tomasse conta da situação. Se ela respondera, era porque sabia o que devia fazer.
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  Marco pediu para que todos que não fossem fazer parte da cena, saíssem do cenário. Os "pais" estavam prontos com malas e sacolas em mãos e %Tiffanny% se aproximou de John, depositando suas duas mãos nos ombros do vocalista, que se obrigou a enlaçar sua cintura.
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  - Não fique nervoso. - ele a ouve sussurrar.
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  - Não estou. - ele sussurra de volta. Os dois trocavam olhares agora mais intensos devido à proximidade. Ele podia contar o número de cílios nos olhos da garota. Podia sentir o ar saindo de seus lábios.
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  - Suas mãos tremem. - ela abaixa o olhar para sua cintura e é acompanhada com ele. Pego no flagra, ele abre um sorriso e então aperta suas mãos contra o tecido da blusa da garota, fazendo com que ela desse um passo mais perto e o espaço entre seus corpos praticamente se extinguisse.
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  - Não queria parecer abusado.
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  - Estamos apenas atuando.
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  De alguma maneira, ele não gostava de ouvir aquilo. Fora então que ouviram o 'Ação!' vindo de Marco.
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  - As cenas a seguir serão cantadas. Selecionei algumas frases em específico da música, pois sei exatamente como elas irão se encaixar no vídeo. - Marco dizia para John, que estava agora sentado na porta de uma das casas, a sua casa. O resto da equipe estava aos fundos e %Tiffanny% bebia uma água e comia um lanche, já que estava na parte da tarde e parecia que o almoço havia sido há anos. - Você viu no script, certo?
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  - Vi. - John se limita a dizer, olhando de canto na direção de %Tiffanny% e vendo-a sorrir ao conversar com Jared.
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  - Muito bem, vamos lá. - o diretor mais uma vez se afasta e ele vê toda a produção sumir do cenário. - E... Ação!
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  John encarava um ponto qualquer com uma expressão pensativa e cantava:
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  "I walk the fault line
  In a dirt field in the springtime
  I feel the wind start to remind me of you
  and the sweet talk on the sidewalk
  It's true, all I know is..."

  Ele sabia exatamente onde as frases iriam ser encaixadas. Eles não haviam gravados cenas em meio-fio e em meio brisas e árvores carregadas de flores.
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  "You leave in December
  What can I do to make you stay?
  'Cause we won't fade away
  We'll find peace while others' changing"

  Continuou. Levantou os olhos para o céu. Enquanto mexia sua boca e soltava sua voz, pensava nas sensações que tinha quando estava perto da garota. Ela era apenas uma garota. Houvera diversas outras em sua vida antes.
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  "We are, we are, we are
  Lovers lost in space
  We're searching for our saving grace"

  Ele sabia que ela era diferente. Soubera desde o primeiro momento em que a viu horas antes naquele mesmo dia.
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  Como se o tempo quisesse colaborar com eles, o céu escurecera quando ainda era quatro da tarde. Marco ainda dissera mais cedo que gostaria que a cena final fosse em baixo de uma chuva, para que tudo fosse ainda mais mágico e clichê. Ouviram uma trovoada avisando que o aguaceiro estava se aproximando e todos trataram de rapidamente proteger os aparelhos, enquanto o diretor explicava a cena do retorno de %Tiffanny% até John.
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  - Você está cansada, pois pegara um ônibus da outra cidade para esta e seu dinheiro acabara no momento em que pisara na rodoviária. - Marco explicava a cena que gravaria com %Tiffanny% no dia seguinte. - Mas a saudade e a vontade de ver John é tão forte, que decide vir correndo mesmo em baixo da chuva. - ele diz ouvindo outra trovoada e olhando rapidamente para o céu já escuro. - Em um momento na rodoviária, você pegará o jornal deste senhor que estaria comprando algo para beber e usa o papel como cobertura, o que não dura até aqui, então você chegará com ele praticamente despedaçado. Compramos dois para que possamos usar o outro amanhã para a gravação da cena na rodoviária.
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  - E se amanhã não chover? - John, como sempre, complica a vida do diretor.
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  - Vamos rezar para que chova. - ele apenas diz e olha para %Tiffanny%. - Vamos deixar você um pouco em baixo da chuva, para parecer que você passara um bom tempo debaixo dela no caminho da rodoviária até aqui. - John continua sentado no degrau da casa observando agora a chuva cair, com uma expressão entediada. Em um momento eu darei um sinal para que você olhe distraidamente para o lado e veja %Tiffanny% no final da rua. - e aponta para o local onde %Tiffanny% estaria. - Você se levantará em um pulo, achando ser miragem e esfrega os olhos, como se quisesse ter certeza de que está enxergando correto. Se dirige para a chuva em passos receosos, como se ainda duvidasse que era ela. E ao vê-la começar a correr em sua direção, abre um iluminado sorriso e seus braços, correndo em sua direção.
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  Os dois se encaravam enquanto as primeiras gotas começam a cair. Pessoas da produção já estavam preparadas com enormes guarda-chuvas para que John e Marco não se molhassem, ao contrário de %Tiffanny%, que tinha a produção de seu cabelo desfeita pela água que caía do céu. Mas ela pouco se importava. Até que era regrescante depois de um dia de sol.
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  - Vocês não precisam se beijar. - finalmente viram seus rostos em expressões surpresas para Marco, ouvindo gracinhas dos amigos de John afastados, em um lugar coberto do set. - Mas cheguem perto disso, ok?
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  Desta vez nenhum dos dois responderam nada. Apenas concordaram com a cabeça. O diretor esperou um pouco mais para ter %Tiffanny% completamente encharcada e pediu que ela caminhasse para o outro lado da rua com alguém da produção. Lhe deram um blusao sintético para que não pegasse um resfriado já que não havia sequer uma parte de seu corpo seco. Enquanto isso, John caminhava com um guarda-chuva o seguindo para proteger da chuva, até os degraus da casa onde estava antes cantando trechos da música. Volta a se sentar e vê que a garota ainda não havia chegado aonde o diretor queria.
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  Fica mais um tempo pensando com seus botões sobre o fato dela prender sua atenção e tomar conta de seus pensamentos. Eles haviam se conhecido não faziam nem vinte e quatro horas. Ele nunca acreditara muito no amor à primeira vista. Talvez de fato não existisse. Talvez ao tê-la conhecido da maneira que ela é, se encantou pela sua maneira de demonstrar atenção e interesse nele e nos outros integrantes.
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  Ouve o 'Ação!' do diretor e rapidamente pisca para tomar forma da expressão que ele havia pedido. Apoia o cotovelo no joelho e o queixo na mão, vendo a chuva cair desinteressado. Depois de alguns pouquíssimos minutos, vê o sinal de um dos staffs a mando de Marco e passa a olhar para o lado com a mesma expressão de tédio. Até vê-la parada ali. Como se não fosse planejado, ele se levanta rapidamente, esticando o pescoço para enxergar além das cercas vivas que separavam as casas da vizinhança. Ela era ali. Dá alguns passos em direção da chuva, agora fechando os olhos que não estavam acostumados com os pingos da chuva atrapalhando sua visão. Caminha ainda mais até chegar ao meio da rua. A mão que até então protegia seus olhos da água, cai ao lado de seu corpo, sua boca aberta em um 'O' e os olhos vidrados. Tudo muda para um sorriso, principalmente ao vê-la começar a correr em sua direção. Não se lembrando das instruções do diretor, ele começa andando rápido, aumentando cada vez mais os passos até estar correndo.
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  Assim que seus corpos se tocaram, ela enlaçou o pescoço do vocalista e ele a enlaçara pela cintura, a levantando do chão com um sorriso bobo nos lábios. Ela olhava para baixo pelo fato de agora estar mais alta que ele e segura seu rosto, encostando sua testa ne dele e ambos fechando os olhos sentindo a respiração ofegante do outro devido à correria. Ele então a deposita no chão, fazendo-a voltar a ficar mais baixa que ele, mas mesmo assim ela não retirou as mãos de seu rosto e ele, em um impulso, beijou-lhe o canto dos lábios ficando por cerca de um minuto inteiro ali, tocando a pele fria da garota. Ela apertava seu corpo contra o dele e fechara os olhos com um sorriso, sentindo os lábios quentes em contraste.
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  Ao se separarem, trocaram um olhar que o outro poderia não saber ser verdadeiro, mas cada um sabia exatamente até aonde aquilo era real.
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