Respect

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Any

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 19 minutos

- A secretária de sua secretária te instiga? - %Jason% me encarava com um riso estampado em seu rosto durante um jantar na casa de %Sean%. - Qual é, %Eth%! Você está interessado nela?
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  - Profissionalmente? Sim, estou. Ela não é do tipo de mulher que se importa em me transpassar um perfil de mulher, entendem? Ela só quer saber do trabalho.
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  - Bom, isso me lembra alguém. - %Rick% diz me encarando e dou uma risada.
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  - Ela tem um gênio forte.
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  - Não me surpreende então que Tina tenha a mantido longe de você. - %Sean% solta uma risada. - Vocês dois poderiam ter juntado as forças há quatro anos e se virado contra ela.
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  Damos risada com a suposição.
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  - Ela não faz meu tipo.
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  - E desde quando você é homem de ter tipo? A única pessoa que você realmente gosta nessa vida é Benjamin Franklin, na nota de cem dólares. - %Jason% brinca. Sorrio. Era verdade. Benjamin era a única pessoa que eu amei sem nem ao menos conhecê-lo. - Mas é bom você ter uma mulher assim trabalhando consigo. Quem sabe para de reclamar da falta de interesse de seus empregados em fazer a empresa crescer?
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  Isso seria praticamente impossível. Eu nunca estava satisfeito com meus empregados. Isso era um fato que se tem desde que eu entrei na direção da empresa, há dez anos.
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  Apesar de eu ver %Jennifer% constantemente, eu não prestava atenção no que ela fazia. A maioria das vezes, nos encontrávamos para eu lhe dar ordens e ela cumpri-las, o que admito que fazia muito bem feito. Diferente de Kara ou Cindy - a secretária anterior à Kara, com quem me relacionei e tive de demiti-la, pois, depois de terminar com ela, fui ameaçado de ter meus segredos expostos ao público, segredos este que vieram à tona, mas foram todos falsos -, %Jennifer% chegava antes de eu estar na empresa e ia embora depois que eu saía, às dez, onze da noite. Atendia a todos os meus telefonemas imediatamente e os retornava todos com algum resultado, a maioria positivas. Não se importava quando eu exigia que ela estivesse no outro lado do país em pleno sábado para uma reunião extra de última hora que eu fazia com os representantes na direção de cada país e tampouco se importava em ser deixada na responsabilidade de levá-los aos hotéis, fazer seus check in's e check out's, além do meu e voltar na classe econômica. Ela se acomodava com absolutamente tudo.
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  Chegando o fim de Julho, a vi entrar em minha sala depois de meu mordomo com a pasta do relatório mensal. Dessa vez, ela quem deixara a pasta em um lugar vazio em minha mesa e se mantivera em pé esperando minha boa vontade para olhar. Passaram-se alguns minutos até eu pegar a pasta e abri-la, levando meu olhar de um lado para outro, vendo a lucratividade crescer em oitenta e sete por cento. Não a questionei, tampouco a parabenizei. Apontei para a poltrona em minha frente e a vi se sentar ainda séria.
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  - O que acha de ser minha conselheira? - apoio meus cotovelos em minha mesa e a vejo desta vez levantar as sobrancelhas surpresa.
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  - Conselheira?
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  - Sim. Você ganhará mais, trabalhará menos...
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  - Gosto do meu trabalho.
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  Aquilo me surpreendeu. Qualquer pessoa sensata aceitaria o cargo sem pestanejar. Encosto em minha poltrona:
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  - Estou confuso. Você não quer ganhar mais e trabalhar menos?
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  - Senhor %Hart%, com todo respeito, mas não estou nesta empresa para ser efetivada e trabalhar menos, definitivamente gostaria de ganhar mais, como qualquer pessoa no mundo quer. Mas minha vida gira em torno do meu trabalho, e se eu diminuir minha carga horária, talvez eu não tenha nada mais a fazer. E isso é algo que não desejo a mim mesma.
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  Ouço a voz de %Rick% dizendo que ela era eu em versão feminina e menos atraente. Cruzo meus dedos e os levo à frente de meus lábios, dando uma visão a ela de meu nariz para cima. Ficamos calados por algum tempo, até eu levar minha mão direita à minha primeira gaveta, retirando um convite dourado onde eu fora chamado para participar da inauguração de um restaurante.
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  - Este evento vai acontecer no sábado. - entrego o convite para ela, que pega e passa os olhos por ele. - É traje de gala. Te pego às nove. Não é um convite.
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  - Você convidou a sua secretária pra te acompanhar na inauguração da Le Petit? - %Sean% observava %Rick% e %Jason% se prepararem para a jogada no golf. Nós não gostávamos de jogar golf, mas nada do que nos exibirmos para os outros jogadores. - %Eth%, você está interessado nela?
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  - Não particularmente nela. Só quero saber se ela finge ser alguém para me agradar.
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  - %Eth%. Você está arranjando desculpas para não dizer que está de fato, interessado nela.
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  - %Sean%, não é porque eu a intimei a ir um evento comigo, que eu estarei interessado nela. Convidei milhares de outras empregadas minhas e vocês nunca disseram isso.
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  - Talvez seja porque quando vocês as convidou, foi porque não havia escolha e não porque a quer conhecer melhor.
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  - Vendo você falar parece mesmo que eu tenho algum interesse nela. - vejo os outros dois acenarem, nos fazendo aproximar para também jogar. Não tocamos mais no assunto então. Fiquei solitário com meus pensamentos indagando se eu estaria mesmo fazendo aquilo apenas para saber se ela era parecida comigo.
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  Sábado não demorara a chegar, e pela primeira vez no último mês, eu não vira %Jennifer% até a hora que eu parei em frente à sua casa, que na verdade, era um prédio em Chinatown. Ligo para seu celular e aviso que estava parado em frente ao prédio. Olho para os lados, afinal, Chinatown não era um dos lugares mais seguros de Nova Iorque. Pelo contrário. Mesmo com seguranças espalhados ao redor de onde eu estava, um pouco de cautela nunca era demais. Ouço duas batidas na janela do lado passageiro e vejo %Jennifer% em um belo vestido vermelho, que acentuava bem seu busto e delineava perfeitamente sua silhueta. Saio do carro por impulso e dou a volta, ainda vidrado na imagem que eu nunca imaginei ser possível de existir, convivendo com quem eu convivo no dia-a-dia.
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  Ao contrário de todas as mulheres com quem saí na vida, %Jennifer% não sorriu sensualmente, não estufou o peito, não veio até mim me dar um beijo de comprimento e nem tampouco corou com meu olhar subindo e descendo por seu corpo.
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  - Está bonita. - digo abrindo a porta do carro para ela.
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  - Está charmoso. - ela me surpreende com um sincero sorriso e adentra no automóvel, me deixando um pouco avoado com o que estava acontecendo. Caminhei lentamente para poder sair de meu transe e poder dirigir com tranquilidade - agora com nem tanta pressa de chegar - até o restaurante. - Deveria saber o nome de alguém para o senhor? Me esqueci de perguntar ontem.
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  - Não, é apenas um jantar. - respondo. Ela não se movia, ou de vez em quando brincava com sua pulseira. Olhava para o lado prestando atenção no caminho. - O que fez hoje? - puxo um assunto. A sinto me encarar e então voltar a olhar afora.
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  - Nada demais. Acordei tarde, revisei os relatórios que o senhor pediu para semana que vem, tentei preparar algo para comer e passei um bom tempo dando um jeito em meu cabelo. - ouço sua fraca risada e sorrio. - E o senhor?
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  - Me trate como 'você', hoje, tudo bem? É minha acompanhante, não minha secretária.
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  - Tudo bem. E você? - ela refaz a questão e dou a seta para a direita.
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  - Joguei golfe. Fiz a revisão dos empregados que serão dispensados no final deste mês. Tive uma luta com minha gravata. - ouço sua risada mais uma vez. - Nós de gravatas são difíceis de fazer.
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  - Nem tanto. - ela responde. - São divertidos de se aprender.
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  Dou uma risada, não concordando e nem discordando. Eu nunca aprendera exatamente como se fazer um nó de gravata. Ela estava sempre feita em cima de minha cama, de acordo com que eu pedia para meu mordomo fazer.
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  Chegamos no restaurante e diversos paparazzi aparecem em torno de meu carro, junto com uma multidão de seguranças para afastá-los de mim e %Jennifer%. Dou a volta no carro e vejo que ela já estava fora, apenas me esperando, ignorando todos os flashes vindo em nossa direção. Percebo que há um imenso decote na parte de trás de seu vestido, de modo que eu podia ver toda a extensão de suas costas, que não eram mal, e tocar, sentindo sua pele macia, enquanto a direcionava-a para dentro do ambiente.
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  Somos recebidos pelo chef da cozinha e dono do restaurante, que dizia se sentir honrado com a minha presença. Olha para %Jennifer% e não sabe o que dizer, não a deixando desconcertada. Apenas diz que a decoração estava magnífica e segue comigo até uma mesa com alguns outros importantes convidados. Como uma boa companheira, ela manteve uma conversa que achei ser bastante agradável com uma senhora que estava ao lado dela na mesa. Sorriam e concordavam veermente uma com a outra, soltavam algumas risadas e nunca causava nenhum constrangimento de minha parte, como fora com as outras empregadas que uma vez convidei para me acompanhar. Na maioria das vezes elas se limitavam a conversar somente com quem eu dirigia a palavra, ou se tornavam esnobes demais por estarem me acompanhando. Não sei se %Jennifer% fingia tal simpatia, mas seja o que fosse, estava dando certo.
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  Foram diversas as vezes que olhei para o lado para vê-la como estava. Todas foram as vezes que a vi confortável conversando com as outras pessoas da mesa também. Quando me infiltrava na conversa, ela não evitava falar menos do que lhe devia, causando um grande ambiente bom de se conviver e me fazer receber elogios pela companhia.
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  - Nunca esperei que fosse acertar, senhor %Hart%. - Miss Kimble, uma velha senhora que estava sempre nos eventos para evitar a solidão depois que seu falecido marido se foi há dois anos, disse na hora que estávamos nos retirando. %Jennifer% fora até a cozinha a pedido de Krustel, o chef dinamarquês, para lhe passar a receita de seu molho de alcaparras e alecrim. Miss Kimble uma vez me dissera que sentia uma certa simpatia por mim, pois lembrava a seu marido quando jovem. Sem perceber, eu também havia nutrido uma simpatia pela senhora, que me dizia sempre coisas boas, diferente de outras. - Estou feliz que finalmente encontrara alguém agradável e que aguente as manias do senhor.
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  Sorrio em agradecimento, mas então digo que não estávamos num relacionamento.
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  - Ah, que pena... - ela murmura, seu sorriso mais fraco. - É mesmo uma grande pena. Ela é adorável. - e dá dois tapinhas carinhosos em meu rosto antes de se retirar do restaurante e seguir para a Mercedes que a aguardava.
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  Volto meu olhar para %Jennifer%, que agora estava parada em frente ao bar, ainda conversando com Krustel. Troco mais algumas palavras com alguns convidados que vinham até mim e então a sinto em meu lado.
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  - Vamos? - pergunto e ela sorri em concordância. Mais uma vez toco em sua pele colocando minha mão em sua cintura e a levo comigo para fora do restaurante, antes agradecendo e elogiando o chef. Mais uma vez fotógrafos nos capturam e fugimos em meu carro, indo em direção ao lado mais pobre de Manhattan. - O que achou?
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  - Foi muito agradável, obrigada pelo convite. - ela parecia feliz. Sorrio. - Achei que seus eventos fossem tediosos.
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  Dou uma risada.
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  - Por que acha isso?
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  - Não sei, talvez o ambiente de trabalho trouxesse essa impressão.
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  - Não gosta do ambiente de trabalho?
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  - Adoro. Mas convenhamos que não é o lugar mais relaxante do mundo. - mais uma vez rio, agora com a companhia dela. Trocamos mais algumas palavras, sempre sobre trabalho, mas não sobre ele. Girávamos em torno do assunto, mas não entrávamos, pois ambos sabíamos que não era o momento para se discutir sobre isso.
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  Não demorou para chegarmos à residência dela. Desliguei o carro e a vi retirar seu cinto.
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  - O convidaria para entrar, se não achasse que o lugar onde eu moro seja humilde demais para seus padrões. - ela sorri sem graça.
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  - Acha que não me adaptaria aqui? - sorrio e ela me olha desconcertada.
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  - De modo algum! É só... Bom. Não está mesmo de acordo com o que o senhor... Você, está acostumado.
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  Retiro meu cinto.
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  - Vamos conferir, então. - abro minha porta antes verificando se havia alguém suspeito por perto. Mando um bip para meu segurança e vejo dois carros se aproximarem e estacionarem por perto. Dou a volta em meu carro e abro para %Jennifer%, que ainda estava insegura sobre minha ação. - Não se preocupe, sua imagem já fora formada para mim, não será o lugar onde vive que irá mudar. A não ser que não queira que eu entre.
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  - Imagina! - ela diz com um sorriso que eu nunca havia visto antes. Ela parecia tímida com a situação. Fecho a porta do carro e tranco com o controle, esperando que ela abrisse a porta de seu prédio. Ao entrarmos, damos de cara com um apertado corredor e uma longa escadaria. A ultrapasso enquanto ela tranca a porta atrás de mim e olho para cima, onde havia cerca de seis a sete andares. As paredes em um verde escuro já desgastado e a falta de iluminação dava ao local um aspecto não muito bom para se viver. - Eu disse que não era...
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  - Não disse nada, disse? - a encaro com um sorriso e vejo seus ombros encolherem. Dou um passo para trás, encostando na parede para que ela pudesse me ultrapassar e seguir à frente nas escadas. Subimos quatro lances de escadas até chegarmos em um andar com uma iluminação um pouco melhor, devido à luz branca. Havia quatro portas e %Jennifer% seguiu até a penúltima, passando a chave pela fechadura e a abrindo.
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  Parecia outro lugar. As paredes brancas e novas, o cheiro de bambu e os móveis bem conservados. Um espaço arejado e apesar de minúsculo, bem adaptado. Com as mãos no bolso, entro na casa de %Jennifer% e vejo alguns poucos retratos com fotos dela e de provavelmente seus pais e irmãs.
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  - Hum, sinta-se à vontade. - ela aponta para o sofá e sorrio, voltando a atenção para o retrato. - É minha família. - ouço sua voz ao meu lado. - Morreram num acidente de carro alguns meses antes de eu entrar na empresa.
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  - Sinto muito. - murmuro. Não recebo resposta.
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  - Gostaria de algo para beber? Um café, água, algo alcoólico?
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  - O que quiser, estou bem confortável. - respondo ainda olhando todo o espaço. - É um belo quadro. - aponto para a que estava na parede ao lado da porta de entrada e a janela. - É de quem?
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  - Minha avó. Herança. - ela diz antes de seguir para o que eu imaginava ser a cozinha. Da onde eu estava, podia ver a enorme e aparente confortável cama. Era o único cômodo fora a cozinha da casa. Em um canto daquela sala estava uma mesa com arquivos e anotações, e um mural na parede à frente, local que eu imaginava ser o 'escritório' de %Jennifer%. A mesa era de madeira com uma tinta verde água propositalmente desgastada para o design da mesma. Havia organização em toda sua extensão. O mural, com lembretes coloridos de todas as minhas reuniões e pedidos, todas as viagens que terei de fazer e todas as pessoas com quem pedi para ela manter contato. Meus documentos para a renovação de meu passaporte, os relatórios que eu pedi para a semana.
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  - Você não pensa em se mudar? Achei que seu salário estivesse bom. - digo mais alto de modo que ela pudesse ouvir.
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  - Eu moro sozinha, não gosto de espaços grandes. - ela explica e sua voz se torna mais clara, me informando que ela estava na sala. - Eles me fazem sentir solitária. - e entrega a caneca que descobri ser capuccino. - É descafeinado com duas gotas de adoçante. - ela diz, me lembrando meu gosto por eles.
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  Caminho até o sofá e me sento, vendo-a se acomodar em uma poltrona. Fico a encarando, pensando no que ela havia dito.
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  - Como consegue se sentir solitária? Está sempre no trabalho.
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  - É meu modo de fugir da solidão. - ela levanta os ombros. - Ocupo minha vida com o trabalho e não tenho tempo para pensar no que estou perdendo ou ganhando.
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  - Amigos?
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  - Deixados em Arizona.
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  - Colegas?
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  - De trabalho? Acho que eles não gostam muito de mim.
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  - Por quê?
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  - Bom, eu não sou a pessoa mais bonita do mundo como são todos na empresa. - ela novamente encolhe seus ombros. - Sou carta fora da manilha.
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  Ficamos conversando por um longo tempo, descobri que ela na verdade não era uma mulher séria, e mesmo sendo quatro anos mais jovem que eu, possuía um caráter que poucas mulheres mais velhas que eu tinha. Eu estava surpreso e curioso por ela. Seu modo de vida tão parecida com o meu modo de viver, mas com uma razão completamente diferente.
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