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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Pandemonium

Escrita porLelen
Revisada por Any

11 • Torre

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

  %Candice% tentava conter suas lágrimas e tristeza, mas já não tinha forças para nada.
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  Seu corpo ainda estava estirado da mesma forma que havia caído há cerca de meia hora. Suas esperanças estavam esgotadas, não havia chances para ela, já que agora estava completamente só. Pelo quê ela lutaria? Por quem?
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  A segunda pergunta a fez se lembrar de %Mark%. Apesar do rapaz não estar ali, ele ainda estava vivo. Ao menos era o que %Candy% esperava.
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  Uma pontinha de esperança brotou com as lágrimas que escorreram por seu rosto. Ela precisava continuar tentando até o fim, por todos os seus amigos que haviam morrido, por ela e por %Mark% que eram os únicos que haviam sobrado. Não desistiria, %Mike% havia se sacrificado para que ela pudesse terminar o que um certo grupo de amigos tinha começado.
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  %Candy% sentou-se no chão duro e frio de pedra limpando seu rosto com as mãos. Um sorriso afetado surgiu em seus lábios secos. Sentia que a qualquer momento poderia desabar por dentro, sua sanidade estava por um fio, ela sentia isso. O sorriso era uma prova de que aquilo tudo havia afetado-a com mais força do que ela própria imaginara.
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  Depois de se recompor de certa forma, %Candice% se ajoelhou e passou a recolher seus pertences que haviam se espalhado no chão enquanto ela estava sendo puxada pelo tornozelo. Enfiou tudo em sua bolsa que continha também seu notebook e alguns apetrechos que ela sempre usava quando jogava com seus amigos.
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  Ao constatar que tudo o que precisava estava na bolsa, %Candice% se levantou e pendurou a mesma nas costas.
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  Voltou sua atenção às escadarias que estava prestes a subir quando perdeu %Mike%. Encarou os degraus que subiam em espiral e suspirou. Não havia mais medo misturado aos sentimentos da garota, apenas o vazio. Ela já não tinha mais o que perder, já que tinha suas suspeitas de que %Mark% já tivera o mesmo destino que o resto de seus amigos e, se assim fosse, ela também queria esse destino. Tudo o que mais queria era ver ao menos um rosto familiar naquele instante para ampará-la e confortá-la.
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  Fez os pensamentos inúteis se dissolverem no vazio que sentia, e resolveu subir a escadaria para acabar com tudo aquilo de uma vez. %Candy% estava preparada para o que tivesse de ser. Subiu as escadas de forma derrotada e, quando chegou ao topo da torre, se deparou com uma grossa porta de madeira antiga a qual estava destrancada.
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  O cheiro que sentiu ao abrir a porta era quase insuportável e logo %Candice% pôde ver o porquê.
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  O corpo pútrido de uma mulher estava repousado numa cama no centro da sala circular: A condessa, ela tinha certeza.
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  %Candy% se aproximou tentando aspirar o mínimo daquele ar horroroso. Pegou em sua bolsa os três pregos que se destinavam a trazer o espírito da bruxa de volta ao corpo e com certo nojo fez o que precisava: pregou o primeiro prego na testa do cadáver à sua frente, o segundo em seu peito e o terceiro num dos pulsos da mulher.
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  Depois de fazê-lo, %Candice% colocou-se a arrumar suas coisas. Pegou um galão de gasolina que %Mike% a havia lembrado de pegar antes de se separarem, e começou a espalhar o líquido no corpo da Condessa e ao redor do mesmo. Enquanto procurava sua caixa de fósforos revirando completamente sua bolsa, até mesmo tirando seu notebook e todos os objetos que se encontravam dentro da mesma, ouviu às suas costa o barulho de algo caindo no chão. Algo pequeno, leve e de ferro.
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  %Candy% sentiu um arrepio na espinha e já sabia exatamente o que veria quando se virasse, mas precisava ter certeza. Ao voltar seu corpo na direção do barulho, a moça se deparou com o cadáver da condessa, antes inerte, em pé arrancando de seu corpo os três pregos que %Candice% havia lhe cravado.
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  Quando terminou de fazê-lo a atenção da bruxa foi totalmente para a intrusa em seu leito de morte. %Candy% estacou de pavor.
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  Apesar de não estar se importando se morreria ou não, a imagem à sua frente era assustadora.
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  A pele seca e escurecida da condessa já não tinha elasticidade, o que a deixava com o formato de seu esqueleto. Em partes os ossos já apareciam, os olhos não estavam em suas órbitas e o sorriso de caveira lhe estampava o que um dia foram seus lábios.
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  Com mais pressa ainda, %Candice% voltou a procurar pela caixinha de fósforos que se mantinha escondida em algum lugar de sua bolsa. O desespero aumentava com a aproximação da assombração. Foi quando, enquanto tateava a procura dos fósforos na bolsa, ela encontrou outro objeto, um isqueiro que ela havia ganhado de presente das irmãs Merys. %Candy% particularmente não via utilidade para aquilo, já que passava longe de cigarros, mas por sorte, naquele momento o objeto estava ali. Enquanto tentava acender o isqueiro, também tentava passar pela bruxa para sair da torre, mas a mesma não se daria por vencida. Foi o que %Candy% percebeu, por isso, sem mais hesitar, acendeu o isqueiro e deixou que as chamas fizessem seu caminho seguindo a trilha de gasolina que ela própria havia feito.
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  Logo todo o lugar estava envolto em chamas, inclusive a Condessa.
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  %Candice% tentou correr em direção à porta, mas a mesma se fechou com estrondo antes que ela a pudesse alcançar. Logo a maçaneta de ferro estava quente demais para ser tocada. %Candy% então encostou-se à parede atrás de si e se encolheu. Ela via a bruxa que tanto aterrorizou a ela e a seus amigos ser queimada aos poucos, via as chamas se alimentando de cada parte de seu corpo e ouvia os guinchos que saíam de sua boca, o que deveriam ser seus gritos. %Candice% permaneceu ali observando a mulher queimar e sentiu-se vingada, mas bem sabia que aquele também seria o seu fim.
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