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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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Os Mistérios da Terra de Abraão

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 3 • Nacor e %Sarai%

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

  A manhã seguinte traz um refresco novo. Os mercadores trazem mercadorias, as mulheres tecem, e as pessoas da cidade continuam prestando culto ao deus Inana....  Sou obrigada a entrar de resguardo. Finalmente nasce meu segundo filho Nacor. Acordo no dia seguinte, satisfeita ao ver meus dois filhos no berço improvisado. Meu marido Terah está novamente na casa de Amthelai. Enquanto isso, o reino de Ur continua cultuando outros deuses. As pessoas da cidade só sabem falar umas das outras, como se todos fossem maus. Eu vejo como as casas de cerâmica parecem bem construídas, mas por dentro, as pessoas vivem suas próprias vidas criticando umas às outras... Desde a torre de Babel, a época do famoso Nimrod, as pessoas têm se dispersado. Nimrod morreu, mas as pessoas se tornaram como ele.
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  — A pequena %Sarai% parece bem — diz Amthelai em uma de suas visitas.
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  — E Harran e %Abrão%, como estão? — pergunto.
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  — Harran está como está, mas %Abrão% está bem — diz Amthelai. — E você, %Sarai% e Nacor estão bem?
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  — Sim — respondo olhando as crianças.
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****

  No dia seguinte, enquanto amamento Nacor, começo a pensar no que é e já foi, no que era para ser e não é. As pessoas da cidade estão cada vez pior, elas brigam pelos nossos deuses e às vezes começo a pensar se realmente existe um deus para todos nós. Por sorte, tenho meus dois filhos. As estações mudam, mas não muda como nos sentimos...
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Toda hora ele me aciona
Querendo beijar na boca
Sabe que o que tem em mim
Ele não vai achar em outra

Eles paga pau
Sei que eu tenho o mel
Mais um dia normal
(Pras menina de chapéu)

Eles paga pau
Sei que eu tenho o mel
Mais um dia normal

que usa bota, fivela e chapéu
Que tem o mel
(As cowgirl) que só no beijo te leva pro céu
Que tem o mel (as cowgirl)

Vai! (Vai! Vai! Vai!)

  Dez Anos Depois...
  2077 A.C

  A chuva caía como consolo a todos que precisavam naquele momento. Alguns diziam que eram os deuses, mas eu já não mais acredito neles. A forma como Terah agora me despreza e prefere Amthelai, ou a forma como o povo da cidade me olha, como se eu fosse uma coisa estranha dentre eles, eu só posso sentir desprezo por mim mesma. Mas tenho dois filhos a cuidar, %Sarai%, de onze anos, e Nacor, de dez. Meus filhos não se parecem em nada comigo, apenas com o pai, Terah. Às vezes me pergunto se a vida pode ser mais do que aparenta... Mas meu destino já parece ter sido selado... Felicidade já não existe para mim...
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  — MÃE! MÃE! — chama %Sarai% entrando em casa saltitante. — Olha o que Lot e Milcah me deram. Uma boneca de presente. Eles brincam muito comigo.
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  — Que bom, filha, continue brincando com eles — digo com um sorriso.
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  — Mãe... — chama Nacor. — Onde estão os ídolos de brinquedo que papai me deu? — pergunta.
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  — Eu não os vi, Nacor — digo pacientemente. — Será que não está dentre seus outros brinquedos?
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  — Vou procurar — diz Nacor.
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  — Mãe, posso ajudar a Yaren a fazer o almoço? — pergunta %Sarai% animada.
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  — Não, filha, deve brincar e se divertir, e deixar essas coisas para os mais velhos...
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  — Mas mãe...
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  — %Sarai%, minha filha, infelizmente a vida dos adultos não é fácil, então por favor... Viva bem sua infância.
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  — Compreendo, mãe — diz %Sarai% com um olhar que parece entender mais do que deveria.
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*******

  Os dias continuam a se passar... A cidade de Ur da Caldeia se erguia de forma majestosa. Cada templo da cidade, que cultuava Nanã e Inana e cada pessoa que buscava auxílio nos deuses, a idolatria continuava... As pessoas faziam seus deuses, queimavam incensos, se inclinavam a seus deuses e oferecia seus incensos a eles. Terah era um deles. Ele tinha doze ídolos e os fabricava. Seu filho mais velho, Harran, agora era bem adulto, assim como Reduana, a esposa de Harran. As crianças deles, Lot, Milcah e Iscá, a mais nova, eram crianças atentas, mas marotas. %Sarai%, minha filha, brincava com eles. Às vezes %Abrão%, filho de Terah, brincava com eles. Nacor brincava sozinho com seus próprios ídolos de brinquedo. Ele sempre foi o que mais se pareceu com Terah. E assim, tudo se iniciava...
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  — Por que estás diferente? — pergunta Terah certa vez a mim.
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  — Estou normal — respondo.
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  Mas eu sabia que não estava...
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