Capítulo Sete
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Ele encostou-se casualmente à bancada da cozinha, os braços cruzados diante do peito, mas seus olhos seguiam cada movimento dela com atenção silenciosa. %Julieta%, ainda segurando o copo de água, sentia o calor subir pelas bochechas — e dessa vez, o álcool não podia ser o único culpado.
— Então… — ela começou, com um sorriso leve, tentando dissipar um pouco da tensão deliciosa que parecia crescer a cada segundo — Sobreviveu ao seu primeiro carnaval carioca?
Mingi riu, um som grave que fez um arrepio percorrer a espinha dela.
— Mal comecei e já quero repetir todos os dias. — Ele brincou, o sorriso alargando-se. — Principalmente se for com você.
O coração de %Julieta% deu um salto involuntário no peito, e por um instante, ela desviou o olhar, fingindo estar concentrada demais em largar o copo na pia. Mas era inútil disfarçar. Ela sentia o peso daquele olhar sobre si, intenso, quente, convidativo.
Mingi se afastou da bancada devagar, atravessando a pequena cozinha em poucos passos, até estar perto o bastante para que ela sentisse sua respiração misturando-se à dela.
%Julieta% ergueu os olhos para ele, e ali estavam eles novamente: presos na mesma dança silenciosa que começara lá na praia, no toque dos olhares, nos espaços entre palavras não ditas.
— Obrigado por hoje. — Mingi disse, sua voz baixa, quase um sussurro que parecia vibrar diretamente dentro dela. — Obrigado por... tudo.
%Julieta% abriu um sorriso pequeno, sentindo-se subitamente vulnerável diante da simplicidade e da sinceridade dele.
— Eu que agradeço. Você fez esse carnaval ainda mais especial.
Eles ficaram se olhando por mais alguns segundos que pareceram longos demais. O mundo lá fora podia estar vibrando em confetes e marchinhas, mas ali dentro, só existia um universo silencioso onde um gesto — um único gesto — poderia mudar tudo.
E, dessa vez, nenhum dos dois parecia disposto a deixar o momento escapar.
Mingi deslizou a ponta dos dedos pela lateral do braço de %Julieta%, em um gesto quase involuntário, apenas para confirmar que ela era real, que aquele momento era real. O toque era suave, quase tímido, mas provocou um arrepio imediato na pele dela.
%Julieta% não se moveu, não recuou. Pelo contrário — o coração batia forte em seu peito, acelerado, mas ela permaneceu ali, encarando-o com um misto de nervosismo e expectativa.
Mingi levantou uma das mãos, roçando com o dorso dos dedos a linha do maxilar dela, subindo até a curva suave da bochecha. O olhar dele era intenso, mas sem pressa. Como se estivesse pedindo permissão silenciosa para se aproximar mais.
E %Julieta%, com um pequeno movimento de cabeça, deu essa permissão.
Foi só então que ele se inclinou um pouco mais, diminuindo a distância entre eles, até seus narizes quase se tocarem. O mundo parecia ter ficado suspenso — o som do relógio da cozinha, o barulho abafado da cidade lá fora, tudo ficou distante. Só existia o calor entre eles, a respiração que se misturava.
Mingi roçou os lábios nos dela de leve, num toque tão suave que mais pareceu um sussurro de pele contra pele. Ele esperou, atento à reação dela, e quando sentiu %Julieta% se aproximar por vontade própria, permitiu-se aprofundar um pouco mais o contato.
O beijo começou como uma carícia. Lento, descobrindo, explorando. Não havia pressa, não havia urgência. Apenas o desejo tranquilo de sentir, de memorizar cada detalhe.
%Julieta% deslizou as mãos pelos ombros dele, subindo até entrelaçar os dedos na nuca de Mingi, puxando-o levemente para mais perto. Ela sentiu o suspiro que ele soltou contra sua boca, um som baixo, quase reverente, que fez seu coração saltar ainda mais.
Mingi segurou a cintura dela com ambas as mãos, os polegares desenhando círculos lentos e distraídos na pele descoberta entre a blusa e o cós do short. Ele queria decorá-la. Queria guardar na memória o gosto dela, o calor que emana dela, a maneira como ela parecia caber perfeitamente em seus braços.
Quando se afastaram, apenas o suficiente para respirar, Mingi manteve a testa colada à dela, os olhos ainda fechados, como se estivesse tentando prolongar a sensação daquele primeiro beijo dentro do apartamento.
%Julieta%, de olhos semiabertos, sorriu contra os lábios dele, sentindo o próprio peito se expandir com algo quente e novo — algo que não era apenas desejo, mas também uma conexão inesperada, quase perigosa, pela força com que surgia.
— Você... — Mingi murmurou, ainda com a voz rouca, sem conseguir completar a frase de imediato. — Você é diferente de tudo que eu imaginei encontrar aqui.
%Julieta% não respondeu com palavras. Apenas sorriu, deslizou a ponta do nariz pelo dele num gesto carinhoso e depois encostou novamente seus lábios aos dele, iniciando outro beijo — tão lento e significativo quanto o primeiro.
Ali, na pequena cozinha iluminada apenas pelas luzes suaves do apartamento, %Julieta% e Mingi pareciam ter encontrado um pedaço de mundo só deles. Um lugar onde o carnaval, a distância e o futuro incerto não importavam.
🎉🎉🎉
Depois de alguns minutos mergulhados em beijos lentos e toques suaves na cozinha, %Julieta% puxou Mingi pela mão com um sorriso tímido, guiando-o até a sala. Nenhum dos dois disse uma palavra — não precisavam.
Ela se jogou no sofá com leveza, ainda rindo baixinho, e ele logo se acomodou ao lado dela, sem desgrudar a mão da dela.
O apartamento estava silencioso, exceto pelo som abafado da cidade que ainda respirava carnaval lá fora. Mas ali dentro, parecia que o tempo tinha diminuído, desacelerado para que eles pudessem saborear cada segundo juntos.
%Julieta% puxou uma manta leve que estava no braço do sofá e jogou sobre os dois, mais pelo conforto do gesto do que pelo frio. Mingi se ajeitou, virando o corpo na direção dela, apoiando o cotovelo no encosto do sofá para poder observá-la melhor.
— Tá cansada? — ele perguntou, a voz baixa e carregada de ternura.
Ela pensou por um segundo e depois negou com a cabeça, sorrindo de lado.
Mingi sorriu também, como se entendesse exatamente o que ela queria dizer.
Por alguns instantes, eles apenas ficaram ali, se olhando. A luz suave do abajur deixava o ambiente ainda mais íntimo, e a forma como os olhos dele brilhavam na penumbra fazia %Julieta% esquecer completamente da bagunça do mundo lá fora.
— Sabe… — ela começou, brincando com os dedos dele entre os seus. — Eu nunca pensei que conheceria alguém assim, tão... fora de roteiro, no meio do carnaval.
— Nem eu. — Mingi respondeu, apertando levemente a mão dela. — Eu achava que essa viagem seria só diversão, sabe? Mas aí… aconteceu você.
%Julieta% sentiu o coração dar uma cambalhota no peito. Ela mordeu o lábio, tentando conter o sorriso bobo que ameaçava escapar.
— Eu também achava que seria só diversão. — murmurou, encostando a cabeça no ombro dele, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
Mingi não resistiu. Levou uma das mãos ao rosto dela, acariciando seus cabelos com movimentos lentos e reconfortantes. E, depois de alguns segundos apenas sentindo a proximidade dela, inclinou-se para beijá-la outra vez.
Esse beijo, diferente dos anteriores, veio ainda mais carregado de ternura. Não era só desejo ou impulsividade — havia carinho, havia entrega. Seus lábios se moviam devagar, como se quisessem prolongar aquela sensação pelo máximo de tempo possível.
%Julieta% deslizou a mão pelo peito dele, sentindo o ritmo acelerado do coração sob a camiseta fina, e suspirou contra a boca dele.
Quando se separaram novamente, Mingi encostou a testa na dela, fechando os olhos por um instante.
— Eu queria que essa noite não acabasse. — ele confessou em um sussurro.
%Julieta% apertou a mão dele entre as suas e sorriu, a voz igualmente baixa e sincera:
— Então não deixa acabar.
E ali, no pequeno sofá de um apartamento escondido do barulho da cidade, os dois se permitiram viver algo que, até poucas horas antes, nem sequer sabiam que precisavam.
Algo que nascia sem pressa, mas com uma intensidade impossível de ignorar.
O tempo foi passando devagar, em um ritmo que parecia só deles. %Julieta% e Mingi continuaram ali, dividindo beijos suaves, sorrisos tímidos e conversas sussurradas sobre coisas simples: lugares que queriam conhecer, comidas favoritas, lembranças de infância.
A cada palavra trocada, a cada toque leve, a conexão entre eles se aprofundava de um jeito silencioso e irreversível. Não era algo forçado ou planejado — simplesmente acontecia, como se o universo estivesse alinhando tudo para que se encontrassem ali, daquela forma.
Em algum momento, %Julieta% puxou a manta para cobrir melhor os dois, e Mingi a abraçou com mais firmeza, encaixando-a contra seu peito. Ela deixou a cabeça repousar no ombro dele, ouvindo o som constante do coração dele batendo em seu peito. Era reconfortante, quase hipnótico.
A mão de Mingi deslizava devagar pelas costas dela, em movimentos circulares e preguiçosos, como quem queria embalar o momento para que durasse para sempre. Ele sentia o perfume dela misturado ao cheiro de maresia e da noite quente do Rio — e não queria se afastar. Não queria que aquela sensação escapasse.
%Julieta% fechou os olhos, sentindo o corpo relaxar ainda mais contra o dele. Um sorriso sonolento se formou em seus lábios ao sentir Mingi depositar um beijo leve no topo de sua cabeça, tão carinhoso que fez seu peito se apertar de ternura.
— Se você dormir, eu não vou reclamar. — ele sussurrou com a voz rouca, quase um sorriso na fala.
— A culpa vai ser sua. — ela respondeu, a voz arrastada pelo cansaço bom que sentia, — Você é confortável demais.
Mingi riu baixinho, e o som vibrava no peito dele, onde a cabeça dela repousava.
Sem se dar conta, %Julieta% acabou se rendendo primeiro, o peso do dia e da noite intensa vencendo suas tentativas de manter os olhos abertos.
Mingi ficou ali por um tempo, apenas sentindo a respiração leve dela contra seu pescoço, o calor do corpo dela encaixado no seu. Até que ele também se permitiu fechar os olhos, embriagado pela paz daquele instante.
E assim, em meio ao som distante da cidade que ainda pulsava em festa, eles adormeceram juntos no sofá, como se o mundo inteiro tivesse diminuído o ritmo só para deixá-los viver aquele começo tão delicado e único.
Sem planos, sem promessas — apenas dois corações se encontrando, silenciosamente.
🎉🎉🎉
O primeiro feixe de luz da manhã atravessou as frestas da cortina da sala, pintando o ambiente com tons dourados e suaves.
Mingi foi o primeiro a acordar, piscando lentamente enquanto seu corpo registrava a posição desconfortável — e quente — em que estava. Levou alguns segundos para perceber que %Julieta% ainda dormia encostada nele, o rosto sereno, a respiração calma fazendo cócegas leves contra a pele de seu pescoço.
Ele sorriu, meio sonolento, meio encantado.
Não queria se mover. Não queria quebrar aquele instante perfeito. Deixou o olhar vagar pelo rosto dela, reparando em detalhes que, na noite anterior, não tinha parado para apreciar: a curva delicada dos cílios, o pequeno vinco entre as sobrancelhas, a forma suave dos lábios entreabertos. Ela parecia tão à vontade, tão bonita, que Mingi sentiu o peito se apertar com um sentimento que nem sabia nomear direito ainda.
O braço dele ainda estava em torno da cintura dela, e a mão repousava de forma quase protetora sobre a manta que os cobria.
%Julieta% se remexeu levemente, talvez sentindo o movimento sutil dele, e em seguida abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes para se acostumar à claridade.
Quando seu olhar encontrou o dele, ainda tão próximo, ela sorriu de um jeito pequeno e tímido, como se estivesse redescobrindo a realidade.
— Bom dia. — murmurou, a voz rouca pelo sono.
Mingi respondeu com um sorriso preguiçoso.
Eles ficaram alguns segundos apenas se olhando, como se ainda estivessem presos naquela bolha silenciosa que haviam criado na noite anterior.
Foi %Julieta% quem desviou o olhar primeiro, notando o quão próximo ainda estavam, e o rubor subiu rapidamente pelas suas bochechas. Ela afastou-se um pouco, sentando-se devagar no sofá e puxando a manta para cobrir melhor as pernas.
— Acho que a gente... dormiu. — disse, rindo baixinho, meio sem graça.
Mingi sentou-se também, passando a mão pelos cabelos bagunçados.
— Acho que sim. — respondeu, a voz ainda rouca de sono. — Foi uma boa maneira de terminar a noite, não foi?
%Julieta% virou o rosto para ele, o sorriso crescendo sem que pudesse evitar.
— Foi. — disse, com sinceridade.
Por alguns segundos, eles apenas ficaram ali, aproveitando o silêncio confortável, os sorrisos tímidos e o calor bom que ainda pairava entre eles. Nenhum dos dois parecia com pressa de levantar ou quebrar o que estavam sentindo.
Naquele momento, ainda meio perdidos entre a noite mágica que viveram e o novo dia que começava, uma certeza silenciosa nascia entre eles: algo especial estava começando, mesmo que nenhum dos dois soubesse exatamente para onde aquilo os levaria.
E, pela primeira vez em muito tempo, isso parecia mais do que suficiente.
🎉🎉🎉
%Julieta% foi a primeira a se levantar de verdade, espreguiçando-se com um bocejo preguiçoso enquanto arrumava a manta no sofá. Ela olhou para Mingi, que ainda estava sentado, os olhos acompanhando cada movimento dela com uma expressão quase sonhadora.
— Vou fazer um café. Você quer? — ela perguntou, sorrindo, enquanto caminhava para a cozinha.
Mingi se levantou também, passando uma das mãos pelos cabelos bagunçados.
— Quero. — respondeu, num tom suave. — Quer que eu ajude?
— Pode ficar aí descansando. — %Julieta% riu, pegando a cafeteira. — Você já fez muita companhia essa noite.
Ele sorriu de canto, mas, teimoso, se aproximou e se encostou à bancada da cozinha, cruzando os braços. Não queria ficar longe dela nem por um segundo a mais.
Enquanto o cheiro do café fresco começava a se espalhar pelo apartamento, %Julieta% abriu alguns armários e encontrou pão, geleia e queijo. Nada elaborado, mas perfeito para aquele começo de manhã tranquilo.
— Espero que você não esteja esperando um café cinco estrelas. — ela brincou, colocando tudo na mesa.
— %Julieta%, depois de ontem, qualquer coisa feita por você vai parecer cinco estrelas. — Mingi respondeu, o olhar cheio de carinho.
Ela balançou a cabeça, tentando esconder o sorriso bobo que se formava em seus lábios.
Sentaram-se à pequena mesa da cozinha, um de frente para o outro. A luz suave da manhã iluminava a cena de um jeito quase cinematográfico: os cabelos desalinhados dela, o sorriso preguiçoso dele, a fumaça saindo lentamente das xícaras de café.
Entre uma mordida no pão e goles de café quente, a conversa fluiu de forma natural. Falaram sobre comidas favoritas, lugares do Rio que haviam passado durante os blocos, as pequenas esquisitices que cada um tinha. %Julieta% descobriu que Mingi não sabia cozinhar absolutamente nada além de
ramen instantâneo, e ele riu ao descobrir que ela tinha
pavor irracional de pombos. Entre risos, toques de mãos que se encontravam sem querer no meio da mesa, e olhares que se prolongavam mais do que deveriam, a intimidade entre eles só crescia.
Em determinado momento, %Julieta% percebeu Mingi a observando com mais intensidade enquanto ela falava sobre um festival de música que acontecia na cidade no meio do ano.
— O que foi? — ela perguntou, semicerrando os olhos, desconfiada.
Ele apoiou o queixo na mão e sorriu.
— Tô só pensando em como foi fácil gostar de você.
O coração de %Julieta% tropeçou dentro do peito. Ela mordeu o lábio, sem saber muito bem o que dizer, então apenas esticou a mão por cima da mesa, entrelaçando os dedos nos dele.
Mingi apertou a mão dela de volta, o sorriso não saindo dos lábios.
Ali, no pequeno apartamento ainda impregnado pelo cheiro de café e da festa da noite anterior, os dois construíam algo silenciosamente. Algo que não precisava ser apressado ou rotulado —
apenas sentido, momento após momento.
E naquele instante, nada mais importava.
Depois de terminarem o café da manhã entre sorrisos e carinhos discretos, %Julieta% e Mingi continuaram sentados à mesa, sem muita pressa de levantar. A luz da manhã iluminava tudo de maneira suave, quase como se o próprio universo quisesse que eles se demorassem ali.
Em algum momento, %Julieta% deslizou a xícara vazia para o lado e se espreguiçou, olhando pela janela. Lá fora, o som de um bloco distante já começava a ecoar, misturando-se ao movimento da cidade que acordava para mais um dia de festa.
— Parece que a folia não para nunca, né? — ela comentou, sorrindo.
Mingi riu baixo, inclinando-se para frente sobre a mesa.
%Julieta% fingiu pensar, fazendo um charme.
— Acho que sim. Faz parte da tradição. — Ela ergueu uma sobrancelha, divertida. — Você vai aguentar?
Mingi sorriu largo, os olhos brilhando com a mesma leveza que ela sentia no peito.
— Se for com você... acho que aguento qualquer coisa.
%Julieta% sentiu as bochechas esquentarem novamente, mas dessa vez não desviou o olhar. Apenas apertou a mão dele sobre a mesa, selando um tipo de promessa silenciosa entre eles.
— Então a gente se encontra depois? — ela perguntou, a voz mais suave.
— A gente se encontra. — Mingi confirmou, como se fosse a coisa mais certa do mundo.
Ele se levantou primeiro, e %Julieta% o acompanhou até a porta, o coração já sentindo a falta dele antes mesmo de se despedirem.
Mingi parou na soleira, hesitando por um segundo antes de se inclinar e beijá-la mais uma vez — um beijo breve, doce e cheio da mesma expectativa que pairava no ar entre eles.
— Até logo, %Julieta%. — ele disse contra os lábios dela, o sorriso misturando-se à respiração.
— Até logo, Mingi. — ela respondeu, sentindo o nome dele soar diferente agora, mais íntimo, mais dela.
E enquanto ele descia pelo corredor, sumindo de sua vista, %Julieta% fechou a porta devagar, encostando a testa nela, sorrindo sozinha.
O dia ainda estava só começando — e, com ele, talvez, algo muito maior do que ela havia imaginado ao se perder entre os blocos de carnaval.
Algo que, no fundo, ela já sabia que não terminaria quando a festa acabasse.