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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O cara do meu time

Escrita porRay Dias
Revisada por Lelen

Capítulo Três • Conga, La Conga, ou o fígado da Ester em uma bandeja de prata?

  Então, a Sandrinha havia dito que a despedida de solteiro seria na “boate Ohio”. No entanto, o que eu ainda não contei a vocês é que… Mesmo tentando acreditar na inocência do Fred na cafeteria aquele dia, o local escolhido não ajudava muito. É que a Ohio era tida na cidade como “um clube de divertimentos masculino”.
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  Francamente! O pessoal elitista era ridículo! Não o Fred e nem a Ester, porque eles eram diferenciados naquele meio, mas a elite de Volta Redonda em um geral. “Clube de divertimentos”, um nome patético para “puteiro, zona, casa das primas”, ou como eu acreditava piamente — só não tinha provas ainda — o covil dos redpills da cidade. E isso tornava ainda mais difícil acreditar que Frederico estaria naquele lugar!
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  O Túlio… ok. O Kleyton, normal. Mas o Fred? Eu sequer sabia por que o Fred ainda tinha qualquer coleguismo por aqueles dois pirralhos da infância dele.
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  E lá estava eu, na porta dos fundos do local. Borrando-me de medo daquela loucura? Com certeza! Não que eu seja uma covarde, mas eu estava prestes a entrar escondida como a Kim Possible dos casamentos quase arranjados.
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  Eu não sou Dante, mas a minha vida é uma divina comédia.
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  A maluca da noiva me explicava mais ou menos como era a planta do lugar, já que uma “conhecida de uma conhecida, da amiga de hóquei dela” conseguiu fotos internas para ela.
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  Aquilo estava sendo completa e absurdamente ridículo!
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  — Ester, eu acho que isso não vai dar certo. Que tal você simplesmente chegar no Fred e perguntar: “Seu cachorro! Você está me traindo?”, como a maioria das mulheres faria?
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  — Liv, em que mundo você vive? A maioria das mulheres faria exatamente como eu!
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  — Minha mãe estava certa então, eu nasci mulher na alma de homem!
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  — Amiga, ser prática não significa pensar como homem, tá? — Ester falou enquanto observava algumas garotas que caminhavam na nossa direção.
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  — Então você concorda comigo que seria bem mais prático e menos arriscado perguntar diretamente a ele?
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  Ela me deixou falando sozinha enquanto observava as mulheres que, paradas à porta dos fundos, mexiam em suas bolsas retirando e apoiando algumas roupas brilhantes nos braços.
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  — Ei! Meninas! — Ester gritou.
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  Ela foi até elas, conversou e descobriu que eram as dançarinas da boate, cujo Sandrinha havia conseguido o contato através de uma espionagem discreta e astuta com Túlio.
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  E eu não sei como, lá estava eu sendo puxada pelas mulheres, que confirmaram as informações que Sandrinha retirou de Túlio: eram elas as responsáveis pelo show da noite, e não teriam outras strippers. Passamos pelos seguranças e em uma espécie de “apoio universal feminino”, as dançarinas resolveram me ajudar em prol do plano maluco da minha melhor amiga.
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  Eu me vesti tal como elas e queria, do fundo do meu coração, morrer.
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  — Garota, que corpaço você tem! Já pensou em trabalhar nisso? — uma das dançarinas me dizia sorrindo simpática.
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  — Você não está falando sério, né? — perguntei e a outra começou a rir chamando minha atenção.
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  — Não, ela não está. Para a Kate, ser admirada por um monte de macho escroto é o melhor trabalho do mundo.
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  — E para a Cher é só uma questão de tempo até arrumar trabalho melhor.
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  Eu me senti naqueles seriados, bem, bem, besteirol, em que uma amiga completa a frase da outra.
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  Morrer. Nunca me foi tão atrativa a ideia.
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  — Vocês realmente se chamam Kate e Cher?
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  — Não. Eu sou a Bruna e ela é a Maria — disse a tal “Cher”.
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  — São nomes de guerra — respondeu “Kate”.
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  — Olha... Vocês me perdoem, mas eu acho isso tudo aqui uma loucura, então vocês não podem ver se o Fred está lá, fazendo o que e com quem enquanto eu espero aqui? — implorei antes que elas terminassem de vestir a roupa extra de stripper que haviam levado conforme o plano da Ester em mim.
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  Sim, elas tiveram contato com a Ester antes, como eu falei, graças à Sandrinha, que descobriu quem seriam as strippers, e havia ajeitado a conversa. E mesmo Ester sabendo que nenhuma delas era a amante do Frederico, ainda estávamos ali, mergulhadas até o couro cabeludo naquela palhaçada.
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  — Isso é vergonha de aparecer ou medo de ser descoberta por seu amigo ou mais alguém?
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  — Os dois — respondi para uma delas.
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  — Garota, você é linda e não vai ser difícil não ser reconhecida pelo tal boy, com essas pernas aí pra jogo — disse Kate.
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  — Você deve treinar pesado — falou Cher terminando de passar seu batom.
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  — Eu jogo futebol.
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  — Minha nossa, você é interessante mesmo! — respondeu Kate em um tom que me deixou um tanto envergonhada.
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  — Olha, bonitinha, nós vamos ajudar a sua amiga Ester te colocando no salão sem suspeitas, mas não podemos ajudar mais do que isso. Nosso show começa em cinco minutos. Então, respira, concentra no noivo mentiroso e vamos!
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  Cher falou tudo aquilo prontamente e foi me puxando para outro acesso, e Kate às minhas costas, sorria como se tentasse me acalmar. Quando saí ao lado do palco e percebi o tamanho do lugar, agradeci em pensamento, pois, não seria fácil me descobrir. Mas também praguejei em voz alta porque teria que achar uma agulha em um palheiro.
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  As dançarinas piscaram e acenaram para mim em despedida, e foram para o palco onde um jogo de luzes mostrava que começaria o show.
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  Desci os quatro degraus laterais e peguei meu telefone mandando mensagem para Ester afirmando que estava tudo certo. Com rapidez, a mensagem dela chegou me dando as coordenadas de como Fred estaria vestido e provavelmente com quem, já que ela o viu sair da casa dele — escondida, óbvio.
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  Foi aí que ela me enviou a foto de um Deus Grego, literalmente.
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  Puta merda! Como eu nunca tinha sido apresentada àquele amigo do Fred? Ester, mereço o seu fígado em uma bandeja de prata!
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  Suspirei profundamente, dei três pulinhos e dois tapinhas no rosto, como fazia em meu ritual antes de entrar em jogo. E lá fui eu para a galera ensandecida com as mulheres seminuas no palco.
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  Homens, repugnantes por natureza. Eu sempre assisti aos desenhos animados, vendo os cachorros enlouquecerem atrás de uma corda de linguiças, e sempre pensei o desespero que deveria ser a linguiça. Bem, agora eu sabia.
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  Eu me segurei umas quatro vezes para não virar bons socos em rostos barbados. Andei como a própria Madalena arrependida com medo do apedrejamento depois de anunciar “rapazes, acabou minha vida de pecados”, entre aquele povo tarado.
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  Caminhei como Forrest Gump de um lado ao outro, e por fim, pedi ajuda. Cher estava descendo do palco quando por sorte a alcancei.
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  — Cher! É impossível achá-lo aqui!
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  — Você tem uma foto dele? À visão do palco pode ser que eu tenha o visto — ela disse sendo a luz no fim do túnel.
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  — Tenho!
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  Peguei meu telefone, mostrei a foto de Fred, mas Cher negou tê-lo visto, então, mostrei a foto do amigo de Frederico, mandada por Ester como “ponto de referência”.
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  — Esse cara está com ele hoje! — Lembrei-me do tal amigo mostrando a foto para a Cher.
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  — Uau... Certamente nunca veio antes, porque eu não esqueceria esse rostinho.
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  — Um mau caminho, né, menina? — falei analisando a fotografia.
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  Cher riu com minha reação e quando eu percebi, fiquei séria me concentrando novamente.
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  — Sortuda! — ela me disse. — Ele está sentado no balcão do bar, bem pertinho do palco. Se eu não estou confundindo, era ele. De camisa vermelha, e com uma cara de que foi deixado à espera.
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  Abracei Cher, sorri dando glórias e caminhei direta e decidida até o local. E realmente tinha um rapaz de vermelho se levantando da mesa. Ele entregou umas notas de dinheiro ao barman e tomou a direção oposta à minha. Corri para o alcançar e com dificuldade consegui.
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  Parei na frente dele, e o homem sem entender nada, me encarou dos pés à cabeça, ponderou o olhar nos meus olhos e sorriu ladino.
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  Puta merda, eu me fodi. Sem a parte boa da coisa.
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  — Posso te ajudar? — perguntou analítico.
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  — Po-pode... Ér... Eu... Hãn...
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  — Você está no lugar errado? — Ele riu discreto.
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  — É tão óbvio assim?
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  — Por que está vestida como uma das dançarinas então?
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  — Você já disse “sim” para a loucura de um amigo quando deveria dizer “não”?
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  — Sim. — Ele começou a rir olhando para o chão e me encarou completando a resposta: — Vir a este lugar.
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  — Olha... Se não foi o destino nos unindo aqui, eu não sei o que foi então!
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  — Você estava indo a algum lugar ou queria falar comigo?
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  Fodeu. Fui tomada por aqueles olhos e não medi palavras. Abri a boca sem emitir um vocábulo, em seguida, mordi os lábios, pesarosa.
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  — Desculpa, cara, eu achei que era outra pessoa que eu preciso encontrar aqui... Ou não.
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  — Hm... E qual o seu nome?
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  — Lívia.
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  Burra! Como você diz seu nome para o cara que você estava caçando? Eram os malditos olhos! Só podia ser!
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  — Prazer, Lívia, eu sou o Matheus. — Ele estendeu a mão para me cumprimentar. — Mas não era este o nome que você procurava, ou era?
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  — Não, não era. Mas confesso que foi bem melhor achar você sozinho.
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  Falei reflexiva e ele riu, surpreso. Imediatamente arregalei os olhos.
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  — Não! Eu não estou te cantando não, cara, é só que se fosse o outro, eu teria que... É... Ah, esquece.
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  — Quem você estava procurando? O seu namorado?
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  — Não, mas... Digamos que um carinha está fazendo uma garota de trouxa e eu, estou aqui para tentar achá-lo.
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  — Será que estamos aqui por causa do mesmo homem?
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  Encarei os olhos de Matheus, confusa, e com medo da decepção.
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  — Como assim? Você é gay ou algo do tipo?
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  A gargalhada dele era melodiosa demais para a minha cabeça. Por Deus! Ou a minha menstruação tinha acabado de descer, ou aquele homem me provocou um orgasmo com sua risada.
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  — Não. Meu amigo tinha uma despedida de solteiro marcada aqui, mas parece que ele fez o pessoal organizar em outro lugar e não me avisou, até eu telefonar para ele uns cinco minutos atrás.
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  — Ah...
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  — Ou seja, o meu amigo me fez de trouxa. Seria ele o cara que você procura? — Matheus falou em tom brincalhão, e eu imediatamente aproveitei a deixa.
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  — Quem sabe? Qual o nome do seu amigo?
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  — Frederico.
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  — Olha... Não é pelo seu amigo, mas posso te dizer que quanto a minha versão para estar aqui nessa noite, a maior trouxa fui eu.
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  Levei as mãos à cintura, puta dentro da minha calcinha por ter passado por aquela vergonhosa situação à toa.
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  — Então, está de saída? — ele me perguntou.
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  — É... Eu acho que sim, não vou achar nada por aqui, acredito.
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  — Que tal se a gente fosse beber algo em um lugar menos… — Ele olhou ao redor mordendo os lábios sem saber como definir o puteirinho que estávamos e concluiu: — Em um ambiente um pouco mais familiar?
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  — Vestida desse jeito? Eu acho que não. — Eu ri.
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  — Suas roupas... Você veio assim? — Ele me olhou como se eu fosse louca.
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  — Não! Na verdade, eu tenho que ir para o camarim, então... Desculpa por ter te confundido.
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  — Eu te espero! — Matheus estava mesmo disposto. — Nós tomamos um drinque no lugar que você quiser e aí você estará desculpada.
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  — Rancoroso você... — falei em tom brincalhão.
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  Sabe o que é inacreditável também? Para cada roubada que eu me metia por causa da Ester, eu dava o troco nela. Eu disse que ela me deveria o dobro, não é? Mas essa é uma das raras ocasiões que o destino me recompensava primeiro. Então, naquele momento, decidi que ela ficaria esperando por notícias até a hora que eu quisesse.
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  Caminhei até o camarim e troquei de roupa, pegando minhas coisas e deixando a roupa emprestada sobre as malas de Cher e Kate. Tateei por ali, atrás de papel e caneta, e deixei uma mensagem para as meninas, agradecendo.
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  Fui cautelosa até o corredor do salão, saindo de volta ao lado do palco e, receosa se deveria mesmo fazer aquilo ao invés de seguir pelos fundos. Entretanto, não havia como escapar. Avistei a figura de Matheus que me aguardava e rápido pegou em minha mão, me guiando pela saída oficial do lugar.
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  Quando chegamos do lado de fora, nós nos cumprimentamos direito e nos apresentamos melhor.
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  — Então, essa é a sua verdadeira você? — Ele sorriu observando como eu estava vestida casualmente.
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  — Olha, se eu te contar o rolo que me fez entrar naquele lugar…
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  Matheus riu e eu também. Ele falou brevemente sobre estar afoito para sair dali e eu concordei. Caminhamos uma boa distância e quando me dei conta de que se passou um tempinho e que Ester estaria em surto, mandei uma mensagem por telefone apenas dizendo: “Vá para casa, sua neurótica, ele não estava lá e eu estou com o Matheus”. Ela enviou um conjunto de emojis obscenos e eu relevei.
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  — E aí, Lívia, aonde quer ir?
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  — Na boa? Aquele foodtruck ali é o point. — Apontei para o caminhãozinho parado mais à frente.
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  — Sério? Já comeu lá?
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  — Não. Mas o que é um podrão para quem tem fome?
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  Ele riu e olhou para o lugar como se fosse uma nave alienígena, percebi na hora de qual tipo de grupo social era aquele amigo do Fred.
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  — Você nunca comeu em um desses? — perguntei sentindo o cheiro da turminha elitista de Fred.
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  — Não, nunca tive uma companhia que me levasse a isso.
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  — Cara, eu preciso te mostrar o melhor da vida... — zombei me apressando em direção ao carro.
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  Fizemos os pedidos e eu acrescentei duas cervejas no cardápio, já que a proposta de Matheus era que bebêssemos um drinque fora da boate.
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  — Você é bem singular, Lívia — ele falou assim que nos sentamos.
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  — Eu encaro como um elogio.
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  — E é um elogio. Mas então, me diz aí... Qual o nome do carinha e da garota da sua história?
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  Pensei um pouco e achei melhor me jogar no fogo para não dizer o que não devia. Até porque, ele era amigo do Fred e eu tenho certeza, se aquela história caísse nos ouvidos do Preto, ele mataria a charada. Aí não só eu teria um problema com meu amigo, mas babau casamento da Ester.
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  — Está bem, eu confesso. Eu só disse aquilo porque te vi ali e queria te conhecer.
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  Ele riu e pensou um pouco, logo me respondendo desafiador deixando óbvio que não acreditava:
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  — Eu acredito, mas então, qual a razão de ter ido lá com aquela roupa? Você é dançarina do lugar?
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  — Não, eu não sou funcionária de lá. Eu realmente estava ali por acaso, mas... Acho que esse vai ser um dos segredos que eu vou colocar na lista de “cedo demais para contar para esse cara”.
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  — Certo... — Ele se aproximou de mim, discretamente por cima da mesa e sorriu desafiador: — Então vamos ao que interessa. Você queria me conhecer, não é?
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  — Não é para tanto... Eu estava ali por um acaso que você não vai saber agora, mas digamos que você foi o desvio de percurso perfeito. Acho que nós dois tínhamos que nos conhecer essa noite, e olha que eu tentei estar aqui de todas as formas!
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  — Ah, eu também! Um conhecido do Fred mandou o convite pra mim sobre o local, mas eu não conseguia acreditar que o “certinho” do Frederico ia mesmo dar uma despedida de solteiro no puteiro. Então liguei para ele quando estava ali no bar, e o vagabundo está em uma resenha sim, mas totalmente inocente com nossos amigos do clube.
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  — Hmm, entendi… — falei com a minha eu-interior mais do que orgulhosa do Fred, eu sabia! — E você não vai lá para onde o seu amigo está mesmo fazendo a tal despedida?
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  — Pensei em ir, mas uma stripper me parou no meio do caminho, então… achei mais interessante conhecer a história dela.
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  Eu dei uma risada animada. Matheus e eu conversávamos como se nos conhecêssemos há muito tempo, mas nada do que dissemos era diretamente relacionado a nós. Eu não saí dali sabendo muito sobre ele, e nem ele sobre mim. A única coisa que eu soube, valeu por qualquer outra informação: ele não tinha namorada.
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  Depois de comer e beber algumas cervejas, eu achei que já havia passado da hora de ir embora. Chamei um carro pelo aplicativo, embora ele insistisse em me dar uma carona, e caminhar de volta até o estacionamento da boate também era algo que eu evitaria.
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  Quando o carro chegou, Matheus se levantou e eu também. Ele pagou a conta do nosso lanche mesmo com todo o meu protesto sobre aquilo, e me acompanhou até o HB20 que aguardava. Sorri para ele e fiz menção de abrir a porta, mas ele foi mais rápido. Agradeci e antes de entrar, senti ele me puxar pela mão, tranquilo, e sorrir dizendo:
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  — Se não vai deixar seu telefone, eu posso pelo menos te pedir a lembrança de um beijo?
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  Puta merda, né?! Você não deixaria não?
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  Bem, eu não só deixei como ainda pedi para o motorista de aplicativo esperar um pouquinho, enquanto eu dava um segundo beijo. E que bom que o motorista era bem-humorado!
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  Matheus fechou a porta de trás assim que entrei no carro e se direcionou ao motorista exigindo educadamente que ele me deixasse em casa em segurança. Depois de um tempo, já estava em casa e o meu telefone não parava de tocar há uns bons minutos. Eu saí do banho, bastante cansada e em êxtase. Pela primeira vez, uma loucura da Ester trouxe algo bom para mim em tempo recorde.
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  Eu tinha certeza que me apegar naquela lembrança não seria saudável, e nem era do meu feitio ficar sonhando com beijos recebidos. Porém, Matheus deixou uma marca positiva naquela noite, e eu sabia também que, esquecer aquele homem seria impossível. O sorriso frouxo na minha face e o olhar de flerte que percebi pelo espelho do meu guarda-roupa, denunciavam que eu não sabia o que era ficar balançada por beijar uma boca há mais tempo que o devido. Mesmo tendo beijado o Juan com certa frequência há pouco tempo passado.
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  As minhas profundas reflexões foram interrompidas por uma Ester, surtada, que não parava de me telefonar.
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  — Por Deus, mulher, você não sabe quando uma pessoa não pode atender?
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  — Não pode ou não quer, Lívia? Você ainda está com ele? Eu acho que mereço explicações, não? Espera... Você não estava transando não, né?
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  Massageei meus olhos em um extremo tédio em ouvir os disparos nada sutis de Ester. Para variar.
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  — Eu não queria atender porque estou exausta. Eu não estou com ele. Queria estar transando? Com certeza. Mas eu acabei de conhecer o cara, e quem me garante que ele não seja um psicopata? E quanto às explicações, você me deve algo que eu não sei bem o que é ainda... E deve desculpas ao seu noivo, que é inocente, sua maluca!
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  — Calma aí! É muita informação, perua, me conta devagar como foi a sua noite. Aliás, não conta não, amanhã você fala dos detalhes... Só me responde às perguntas...
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  — Seja breve, por favor, o banho de imersão dos meus pés já está esfriando.
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  — Você tem certeza que o Frederico não estava lá? Mas e o Túlio e os amigos dele?
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  — Eu vou te bater, Ester! — Usei o mesmo tom que minha mãe usava quando eu insistia em irritá-la.
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  — Só quero saber se você procurou direito antes de se distrair com o Matheus!
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  — Eu vou te dar um soco, sério! Saiba que o Túlio e a corja que se diz amigo do Fred estavam lá, enchendo a Kate e a Cher de dinheiro na calcinha, mas o seu noivo… ou melhor… O SANTO do seu noivo, deu a volta neles e está curtindo uma resenha ingênua com os amigos do clube dele — ironizei no meu tom, nada delicado mesmo.
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  — Okay, okay! Então… Você e o Math saíram juntos?
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  — Sim.
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  — Para onde?
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  — Foodtruck perto da boate.
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  — O QUÊ? — Ouvi a risada incrédula de Ester do outro lado. Certeza que era pelo motivo do amigo almofadinha do Fred estar comendo um podrão comigo na rua. — Você é a melhor! O Matheus comendo um podrão? E... Teve pegação?
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  — Sim.
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  — Em que nível? — A malícia na voz de Ester nem fazia parecer que minutos atrás ela estava neurótica com a possibilidade do noivo a traindo.
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  — Dois beijos intensos antes de eu vir embora.
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  — Só?
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  — Eu já estou irritada com você, Ester, então me poupe!
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  — Tá, tá... Chata. E por que o Matheus estava lá se o Fred não estava?
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  — Já falei, seu noivo sabotou a festa de despedida de solteiro que seria ali, cancelou e o Matheus não foi avisado e acabou indo parar ali de gaiato. Aliás, obrigada ao universo por esse refresco!
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  — Cancelou? Mas vai acontecer? Em que lugar agora? Argh...
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  — Boa noite, Ester. Não me procura até o seu casamento! Bye, bye.
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  Desliguei a chamada sabendo que ela não me retornaria. Retirei meus pés da bacia, e organizei a pequena bagunça. Massageei meus pés com meus óleos essenciais e logo em seguida dormi, como um anjo e sonhando com o diabo em forma de luxúria. Era definitivo: Matheus quebrou um jejum longo de boa pegação e despertou a safada que eu esqueci que era.
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Lelen

Gente, o Fred tá me iludindo pra acreditar que existe homem decente no mundo. MAS FRED É UM HOMEM ESCRITO POR MULHEEER 😭😭
E esse menino Matheus parece um bom ser humano também. Quero saber mais dele HAHAHAH
E Ester QUER arrumar sarna pra se coçar, né? A mulher não consegue ficar em paz por dois segundos que já arranja algum problema pra criar na cabeça.

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