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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 9

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  Cabelos ao vento. Mãos para fora e o som tão alto que ela só pensava se conseguiria escutar algo depois.
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  Mas não importava, porque, naquele momento, havia coisas mais importantes do que sua audição.
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  – Onde é esse lugar? - ela gritou para %Levy%, tentando se livrar dos fios de cabelo que haviam se soltado do penteado.
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  – O quê?
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  – Aonde estamos indo? - ela repetiu a pergunta.
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  – Comer.
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  – %Jones%!
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  – Confie em mim, %Flack%, e aproveite sua liberdade. - e aumentou mais o volume do som.
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  %Daniella% olhou para a paisagem. Haviam saído de Manhattan fazia uma hora e meia e estavam quase que no meio de lugar nenhum. No entanto, aquilo não parecia preocupá-la. Não queria pensar em nada, e %Levy% lhe deu a oportunidade perfeita para aproveitar o momento e não cair na amargura da realidade que estava para viver nos próximos dias, meses e anos.
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  Os dois viram o dia amanhecer na estrada. Um nascer do sol bonito, com a paisagem do oceano atlântico ao fundo. De seu apartamento conseguia ver uma parte do mar, mas muito mais da natureza do Central Park. Ver a vastidão do oceano lhe trazia esperança de que haviam muitas coisas novas e boas para acontecer. Ela só precisava ter paciência.
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  Eram quase 6h30 da manhã quando %Levy% entrou em um terreno, após terem passado por diversas mansões.
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  – Hamptons? Você quer mostrar o significado de liberdade em Hamptons? - ela abriu a boca, olhando incrédula para %Levy%, que sorriu.
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  Ele sabia que ela tinha casa nos Hamptons. Os %Flack%, inclusive, quem tinha. Uma mansão incrível que havia sido capa da melhor revista de arquitetura e design dos Estados Unidos.
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  %Daniella% poderia ter imaginado mil e uma maneiras de sentir a liberdade, mas definitivamente jamais consideraria ir para as gaiolas de ouro de Manhattan. O Hamptons tinha como maior característica, possuir vilas com mansões luxuosas onde os milionários do lado leste dos Estados Unidos mantinham residência. Com um ar campestre, mas uma praia direto para o oceano atlântico, o local possuía um ar de riqueza e serenidade. Tudo o que os ricos mais gostam de mostrar que tem.
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  %Levy% abriu um sorriso para ela enquanto fechava a porta do passageiro para impedir qualquer intenção dela voltar para dentro do carro.
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  – Não dá para se libertar de um problema fugindo dele, %Flack%. - ele olhou para trás. – É muito melhor quando você encontra sua liberdade bem embaixo do nariz deles. Venha, estou faminto.
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  A mansão que entraram era esplendorosa. Um hall inteiro de mármore branco e veias escuras, estátuas que custam uma fortuna e uma decoração minimalista e impecável. Os dois passaram pela sala de estar, de inverno, de visita e um escritório, até chegarem a uma sala de jantar com uma mesa de 22 lugares. Para a surpresa de %Daniella%, a mesa estava toda coberta de comida de café da manhã.
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  – Comida gordurosa? - ela ergueu uma sobrancelha, vendo pães, frios, frutas e bolos espalhados.
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  – Calma, %Flack%. - ele puxou uma cadeira para ela se sentar. – Seu final de semana acabou de começar.
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  %Daniella% ousou, por um momento, pensar no motivo que levou o cara a quem mais desgostava - que não pertencia à sua família –, a agir daquela maneira com ela. Por que ele a levaria até os Hamptons? Por que a estava ajudando?
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  Sua barriga roncou enquanto se perdia em tais pensamentos. Olhou sem graça para o homem que se sentou ao seu lado; se ele ouviu o som, disfarçou muito bem, porém serviu a ela de suco de laranja e colocou um pão doce em seu prato.
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  – Pensei em parar no meio do caminho para comermos algo mais gorduroso, mas lembrei que a Rita, governanta dessa residência, tem o hábito de exagerar um pouco na mesa de café.
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  – Um pouco? - ela disse, após engolir a primeira bocada de pão. – %Jones%, isso é comida para uma família de 30 pessoas.
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  – 22. - ele disse, bebendo um gole de café. – Então, o que achou? - apontou para os alimentos ao redor dos dois.
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  – Eu acho que estou em um paraíso. - ela sorriu. – Nunca vi uma mesa tão farta de comida tão boa. É sua casa?
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  – Aqui? - ele inclinou-se para frente e então riu. – Não, de um amigo.
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  – Que…
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  – Ora, ora, ora… - uma voz cortou %Daniella% no momento em que ela perguntaria ao senador a quem a casa pertencia. – Veja só quem resolveu dar as honras.
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  Um homem beirando seus 40 anos surgiu acompanhado de um grupo de 6 pessoas. Todos estavam vestindo roupas confortáveis de ginástica, mostrando que estavam fazendo algum tipo de exercício matinal. %Daniella% se mostrou surpresa com a chegada do grupo, que se acomodou perto dos dois.
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  Sabia quem era Brian Moisé. O homem havia encontrado seu lugar ao sol quando se casou com uma mulher mais velha, que o apresentou a todas as pessoas mais importantes da alta sociedade americana. Como arquiteto, trabalhou na estrutura da maioria das casas do Hamptons e de vários bairros de Los Angeles. Atualmente, viúvo, passou a dedicar toda sua atenção à nova esposa - as más línguas dizem que ele a mantinha como amante ao mesmo tempo em que acompanhava a agora falecida esposa. A mulher, Adele, sentada a seu lado, era jovem e vivaz, %Daniella% havia a conhecido pelo círculo social, mas ela ainda estava se estabelecendo, então ninguém verdadeiramente a conhece; a própria %Flack% apenas reconheceu a mulher porque possui uma memória extraordinária.
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  Enquanto mais pessoas se aproximavam dos dois, %Daniella% olhava cada vez mais sugestivamente para %Levy%, que fingia muito bem não enxergar.
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  – Achei que não viria mais, %Jones%. - um dos convidados de Moisé disse na mesa de café da manhã. – Pelo jeito, decidiram de última hora.
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  Apesar de ninguém ter demonstrado incômodo, todos perceberam que %Daniella% e %Levy% ainda estavam trajando da roupa de gala da noite anterior. Ela corou, sem graça, mas o senador riu.
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  – Na verdade, eu a raptei. - e enviou uma piscadela para os amigos, que riram. – Inclusive, ela precisa de uma troca de roupa, Adele, se não se importar.
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  – Ora, é claro que não! - a esposa do anfitrião disse, se levantando. – Irei providenciar e deixar no quarto de vocês.
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  – Vo… cês? - %Daniella% olhou para %Levy%, que abriu um sorriso maroto para Brian.
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  – Ah! É culpa minha, %Flack%. - o homem imediatamente ergueu a mão. – O senador deixou claro na noite anterior que precisava de dois quartos separados, mas tivemos outra visita inesperada, então tivemos que usar o quarto que estava disponível. Peço desculpas por esse inconveniente.
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  – Oh, não. - %Daniella% sorriu para o dono da mansão. – Acredito que eu mesma vim como intrusa. Não poderia exigir algo de vocês.
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  – Está pago com esse café da manhã. - %Levy% completou. – Estávamos famintos.
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  – Sinto muito por não ter comparecido ao evento de sua família, %Flack%. - uma das mulheres próximas a si disse. – Combinamos esse encontro há meses, mas enviei um cheque para doação pela minha secretária.
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  – Obrigada por se importar com a ação solidária, McCanley.
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  – Bom - %Levy% se levantou, fazendo menção de mexer na cadeira de %Daniella% para que ela também se levantasse –, se não se importam, iremos dormir. Sei que acordaram cedo para as atividades, mas não podemos ignorar que estamos acordados há quase 24 horas.
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  Todos imediatamente começaram a falar simpaticamente que os dois se sentissem livres para irem descansar. %Daniella% se afastou com um sorriso e olhou para %Levy% assim que saíram da vista de todos.
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  – O que isso quer dizer?
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  – Você precisa de novos amigos, só isso. - ele ergueu os ombros, mostrando o caminho até o segundo andar. – Aproveite o descanso.
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  – Descanso? - ela sentiu as pernas doerem por conta do salto. Mal via a hora de tirá-los. – Tenho que estar em casa hoje. Amanhã eu trabalho, lembra? Meu chefe não gosta de atrasos.
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  %Levy% soltou uma risada, como se tivesse ouvido uma piada, e seguiu para uma das diversas portas do corredor. Funcionários entravam e saíam deles em seus uniformes, fazendo a limpeza do local para os convidados.
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  – Venham após às 5 da tarde, por favor. - %Levy% disse para um deles antes de fechar a porta atrás de si.
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  O quarto era enorme. Com uma cama dossel em um dos lados e espaço o suficiente para fecharem outro quarto dentro dele, havia um canto repleto de armários que poderiam servir de closet para os convidados que permanecessem por mais tempo. A única porta além da de entrada levava a um banheiro feito inteiramente de mármore. Os dois cômodos apresentavam uma vista para o mar; apesar de ter uma pequena vista de sua cobertura, %Daniella% não via o mar em seu formato natural, com ondas e areia. Sentiu uma vontade inexplicável de colocar os pés descalços e caminhar por horas.
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  No entanto, o corpo gritava por um banho e uma cama. Olhou ao redor, vendo que nenhuma outra cama havia sido preparado para os dois.
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  – Não se preocupe, dormirei no chão.
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  Ela sabia que fazia parte da etiqueta aceitar a gentileza do cavalheiro, mas se ela estava ali para se libertar de tudo o que lhe sufocava, então a etiqueta que se dane.
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  – Eu posso dormir no chão.
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  – Sei que sim. O problema é que não posso me permitir de dormir na cama sabendo que minha convidada está no chão. - ele colocou as mãos no bolso. – Assim, teremos três opções: primeira - ele ergue um dedo. – Você dorme na cama e eu no chão. Segunda opção: dormimos os dois no chão. E por fim, a minha favorita: dormimos os dois na cama.
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  %Daniella% olhou para ele incrédula. Achou que estava sendo bom demais para o homem não invadir sua zona de conforto como sempre fazia. Fechou os olhos, sentindo-os doer pela falta de sono.
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  – Faça o que quiser… - murmurou, exausta demais para pensar e começou a fazer o caminho para o banheiro. Havia visto um roupão, poderia usá-lo até Adele enviar algumas roupas para ela usar durante o dia.
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  – Ótimo! Dormiremos os dois na cama. - %Levy% respondeu alegre.
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  – Não! - ela se virou para ele imediatamente, vendo-o começar a mexer nos travesseiros. - Não vamos dividir uma cama!
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  O homem riu e então jogou o travesseiro que começou a mexer no chão, junto com o edredom.
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  – Satisfeita?
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  Os ombros de %Daniella% sentiram um pouco da tensão sumir. A garganta fez um som estranho e então ela se virou para entrar no banheiro logo.
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  Por sorte, decidiu não ceder à tentação de usar a banheira. A probabilidade de dormir e %Levy%, assustado, invadir o banheiro para saber se ela estava viva era grande, então preferiu deixar para aproveitar da própria banheira mais tarde.
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  Ao sair do banho vestindo o roupão e com a higiene bucal limpa por conta dos apetrechos para visitas que todo bom anfitrião oferece para seus convidados, %Daniella% voltou para o quarto. %Levy% já estava deitado em uma parte do chão do quarto - insignificante, se olhasse o tamanho do cômodo.
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  – Adele enviou algumas roupas. Elas estão no armário - apontou para o móvel, enquanto se levantava. – Vou tomar um banho.
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  As roupas, por sorte, não eram nada chamativas. %Daniella% mesma nunca gostou de usar muitas cores e Adele pareceu compreender da essência dela, como uma boa designer de interiores. Assim, enviou pijamas e roupas com cores neutras.
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  Quando %Levy% saiu do banho - enrolou o bastante para que %Flack% se trocasse tranquilamente - a encontrou desmaiada na cama, entre edredons e travesseiros. Ela deveria estar absolutamente exausta, pois não se fez de rogada.
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  Aquele conforto e a rapidez com que caiu no sono o deixou satisfeito por saber que ela estava à vontade o suficiente para adormecer sem preocupações, no mesmo quarto de um homem a quem, até há pouco, parecia odiar.
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  Ele permaneceu a observando por um curto tempo, até desviar o olhar para a janela, onde decidiu fechar as cortinas blackout para que tivessem um sono mais tranquilo. Contudo, o que lhe chamou a atenção quando pegou o controle remoto para cumprir com o que havia decidido foi que, no vidro da janela viu o próprio reflexo.
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  Em seu rosto estava um sorriso que ele nunca havia visto.
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  E aquilo, por si só, o incomodou muito.
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Capítulo 9
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