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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

  %Daniella% pensou que a manhã seguinte fosse ser um martírio.
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  Por isso foi uma surpresa quando chegou em sua mesa e viu uma pilha de trabalho para realizar.
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  – Espero que não se importe – disse George, o secretário de %Levy%, na mesa ao lado. Ele, diferente das outras pessoas, não se importava em ter tido uma mesa nova acrescentada ao lado da sua a pedido do chefe. %Daniella% perguntou a si mesma se ele não se preocupava em aquilo significar que sua posição estava em risco, mas viu que não. George focava em seus afazeres e não gastava tempo fofocando com o resto da equipe ou criando especulações ao invés de completar seus deveres - O senador %Jones% gostaria que tudo isso fosse revisado para aprovação até às 16h.
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  Qualquer pessoa iria resmungar ou reclamar do trabalho e do chefe, afinal, %Daniella% não estava à frente de cinco pastas de trabalho, mas cerca de cinco caixas.
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  Contudo, viu-se aliviada por ter com o que ocupar a mente. Ainda era terça-feira e devia ter alguns dias antes de voltar a falar com Ashton. Não queria ter tempo livre para ficar pensando no assunto.
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  – Tudo bem. - respondeu ao moço, que logo desviou sua atenção de volta para o próprio computador.
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  Ela sempre foi boa com cálculos. Mesmo odiando números, sempre foi boa em lidar com eles. Na escola, era alvo de piada e inveja, porque não fazia muito esforço para tirar uma boa nota. Foi por isso que o pai a mandou para a prefeitura; porque quando uma pessoa era boa em resolver números, também era boa em alterá-los de forma a parecerem convincentes.
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  Não que %Daniella% mudasse os números de documentos importantes relacionados às empresas %Flack%. Era apenas mais fácil ganhar credibilidade com um bom serviço e, no momento certo, omitir algum resultado negativo para as empresas do pai ou esquecer-se de declarar algo “pouco importante”.
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  Mas, por algum motivo, %Levy% %Jones% era uma pessoa tão boa de cálculo quanto ela, e por isso não foi uma surpresa quando, ao abrir a primeira caixa, o sobrenome %Flack% estivesse estampado na capa da primeira pasta.
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  Ele está me testando. Ela concluiu.
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  Afinal, que maneira melhor de se saber da índole dela, senão a fazendo revisar o trabalho que ela mesma fez propositalmente nos últimos cinco anos?
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  %Daniella% olhou na direção do escritório de %Levy%. O senador não apareceria durante a manhã na prefeitura, pois tinha outros trabalhos a fazer, como visitar cidades vizinhas e conferir se a reforma do prédio de seu escritório estava em dia.
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  Ótimo. Ela pensou. Tinha tempo para raciocinar em cima de todos aqueles números e criar um bom argumento para justificá-los. Conseguiria fazer isso, era expert em criar soluções para problemas de última hora. Olhou para o relógio. Ainda eram 9h. Tinha tempo o suficiente até às 16h.
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  – Você não acha arrogante demais de %Flack% em não se envolver com as pessoas da equipe?
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  “E lá vamos nós…” %Daniella% fechou os olhos. A cada 10 vezes que ela ia ao banheiro, duas a três vezes ouvia outras mulheres falando sobre si.
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  Não que ela fosse carismática e pudesse ganhar o prêmio de miss simpatia, mas o que custava não falarem dela?
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  – Ela sempre foi assim. Deve ser o sangue azul.
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  “Ou a timidez” o assunto pensou dentro de sua cabine. Se queriam tanto falar com ela, por que não a chamavam para almoçar? Ou, quem sabe, passavam em sua mesa para jogar conversa fora? Margot fazia isso o tempo todo e eram amigas. Não, não amigas. Mas boas colegas.
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  – Como é bom ter pais que bancam tudo, né? Por que mesmo ela trabalha aqui ao invés de estar na empresa da família?
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  A outra moça soltou uma risada.
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  – Bode expiatório. Eles precisam de alguém para fazer todo o trabalho sujo.
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  – Nossa… ela é mesmo muito mais vigarista do que a cara sem graça que tem.
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  – E você já viu o namorado dela?
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  Antes que pudesse falar algo de Ashton, %Daniella% apertou o botão de descarga, assustando as duas mulheres, que mais do que rápido saíram do banheiro, a fim de não serem pegas pela pessoa que estava dentro do box. Mal elas sabiam que era o próprio assunto que escutava as maldades.
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  %Daniella% suspirou e saiu do box ao perceber que estava sozinha no banheiro. As pessoas não tinham mesmo o que fazer.
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  Odiava vir para o trabalho.
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  Lavou as mãos e olhou para o próprio reflexo no espelho. Seu rosto era tão sem graça assim? Não era de chamar a atenção, como Stephanie, mas também não era uma completa desleixada. Tinha seus hábitos de saúde e beleza, e apesar de sempre achar que falta algo, não faz ideia do que seja.
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  Saiu do banheiro pensativa e não prestou atenção no caminho, acabando por trombar com alguém e quase caindo, se o reflexo da outra pessoa não fosse tão bom.
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  – Opa, %Flack%! - a voz de %Levy% soou.
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  Em um simples piscar de olhos, %Daniella% se viu sendo segurada pelo senador, que passou o braço por trás de sua cintura, aproximando-se mais do que ela jamais permitiria. %Flack% limpou a garganta e, em um pulo, foi para longe do político, que abriu um meio sorriso de quem se divertia com o desconforto do outro.
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  – Eu não mordo.
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  A mulher suspirou e encarou o homem a quem mostrou toda sua fraqueza na noite anterior. No caminho de casa para o trabalho, havia se dado ao trabalho de sentir vergonha de encará-lo após ter mostrado um lado que ela não havia mostrado a ninguém. No entanto, precisava manter a pose profissional e, acima de tudo, mostrar ao homem que ela não era fraca como todo mundo achava.
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  Por isso, limpou a garganta e voltou à pose de trabalho, o que não passou despercebido pelos olhos de águia do senador. O homem perguntou a si mesmo, durante os momentos livres que aconteceram pela manhã, como a moça estaria. Nunca a havia visto daquela maneira, e apesar de saber que qualquer pessoa humana que guarda muito as coisas dentro de si, eventualmente corria o risco de explodir, não imaginava assistir %Daniella% %Flack% tão destruída como estava. O que Ashton estava fazendo?
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  – Revisei os arquivos que solicitou. Não houve muito o que alterar. Gostaria que eu deixe todos eles em seu escritório?
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  – Sim. Irei conferir e aprovar tudo durante o final do dia. - ele disse, vendo-a assentir e então se afastar, não dando chance para ele fazer qualquer outra coisa.
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  É verdade que ele havia propositalmente enviado trabalho para %Daniella%, a fim de verificar a idoneidade dela com o trabalho. Sabia, também, que ela quem havia criado a maioria daqueles documentos, e esperava que tivesse alguma reação para cima dele. A mulher não era nada burra, logo perceberia as intenções dele.
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  E era exatamente isso o que %Jones% queria. Ele queria que ela se sentisse ameaçada para saber como a mulher lidaria com a pressão. Pelo jeito, não parecia nada conturbada, nem com ter sido posta em uma posição de aprovação, nem com o que havia acontecido na noite anterior.
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  %Levy% %Jones% abriu um pequeno sorriso e colocou as mãos nos bolsos. Olhou para cima e fechou os olhos. Precisava parar de gostar tanto de desafios. Apesar de nunca ter acontecido, sabia que eles poderiam levá-lo a um caminho que ele não queria chegar.
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  Olhou para o celular e discou o número da pessoa que poderia resolver os seus problemas.
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  – Senhor %Jones%, já são sete da noite. - George bateu levemente na porta e colocou a cabeça para dentro da sala do senador, que ergueu a cabeça dos papéis que %Daniella% havia revisado durante a manhã e à tarde.
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  – Quero terminar isso. Pode ir, George, obrigado.
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  – Boa noite, senador. - o jovem disse.
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  %Levy% olhou pela porta de vidro a mesa vazia de %Daniella%. Ela deveria ter saído dentro do horário, uma hora antes. Voltou os olhos para os papéis que ela havia revisado.
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  Uma coisa que ele havia aprendido sobre as pessoas, era que elas, quando postas em uma posição de vítima, instintivamente agiam com impulsividade, onde geralmente mostravam quem realmente eram ou cometiam erros que poderia prejudicá-los. Por isso, %Levy% era expert em colocar as pessoas em situações desconfortáveis. Gostava de escolher as pessoas que, mesmo sob pressão, eram racionais e dificilmente seguiam o caminho do erro e do desespero.
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  Quando pediu para %Daniella% %Flack% revisar aqueles arquivos, esperava que ela mudasse alguns números ou, quem sabe, até os ignorasse. São os dois lados da moeda e qualquer um diria muito sobre sua personalidade. Além disso, dentre todos os arquivos, haviam alguns poucos mais importantes do que qualquer outro; ela deveria saber quais eram e %Levy% esperava ver, neles, alguma mudança que o fizesse pegá-la no flagra. Apesar de não ter nada contra %Daniella% e até admirá-la, ela ainda era uma %Flack%, e a família %Flack% é famosa por ser politicamente correta em todas as áreas da vida, ao mesmo tempo em que mantém um grande número de seguidores não tão politicamente corretos como eles.
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  Contudo, %Daniella%, além de ter identificado erros que poderiam levar as empresas %Flack% a um questionamento, justificou todas as alterações com provas cabíveis.
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  Eram quase dez da noite quando %Levy% encostou-se em sua cadeira com um sorriso no rosto. Jogou o documento dentro da caixa e a fechou. Essa era a primeira vez que uma pessoa o fazia desistir.
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  Olhou o visor do celular, onde o contato que havia ligado mais cedo retornava a ligação. Suspirou e atendeu, sabendo que estava, provavelmente, dando um passo além do que suas pernas poderiam aguentar.
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  – Uau, amiga! - %Daniella% ouviu a voz de Stephanie quando esta chegou do trabalho.
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  A sala estava repleta de vasos e flores espalhadas por todo o canto.
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  – Inspirada?
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  – Entediada. - %Daniella% respondeu, cortando o caule de uma rosa, e colocando-a no vaso com água que estava quase pronto. – O jantar está no forno.
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  Stephanie foi caminhando nas pontas dos pés, desviando de ramos e mais ramos de flores. A sala não era pequena, portanto, não fazia ideia de quantas bancas de flores %Daniella% havia passado para conseguir aquela quantidade.
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  – O que aconteceu? - ela perguntou a caminho da cozinha, depois de ter deixado suas coisas no quarto e trocado de roupa para o pijama. – Sempre que você exageradamente se dedica a algo, é porque quer fugir de algum problema.
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  A amiga fingiu não ouvir. Se Stephanie sabia que ela queria fugir de um assunto, então não deveria estar querendo trazê-lo à tona. Ouviu o suspiro da outra, que foi até a cozinha fazer o próprio prato. Mas %Daniella% sabia que não acabaria por aí. Stephanie conseguia ser extremamente inconveniente quando queria.
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  – Seus pais fizeram algo? Bernard?
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  – Quando eles não fazem algo? - ela disse suavemente, dando um espaço maior entre ela e o vaso que havia terminado, conferindo se estava bom daquela maneira ou se precisava mudar alguma coisa. Como sempre, estava perfeito. Levantou-se e colocou o vaso bem ao lado da entrada.
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  – Então quem foi? Megan? Ela te ligou de novo?
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  – Ligou - %Daniella% olhou para cima, para se lembrar do sermão que a irmã mais velha havia lhe dado, simplesmente por ela não ter pego o vestido no tempo que a mãe pediu. Como resultado, a irmã havia lhe mandado ela mesma um vestido para a mais nova, exigindo que %Daniella% ao menos se desse ao trabalho de ir bem arrumada.
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  – Ela é um pé no saco, não é? O que foi dessa vez? Você esqueceu de vestir Chanel durante a semana de novo?
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  %Daniella% abriu um pequeno sorriso. Adorava o humor ácido que Stephanie sempre dirigia aos seus familiares. Especialmente a Megan. As duas nunca se deram bem; enquanto a irmã sempre diz que %Daniella% anda com Stephanie de birra, como se quisesse provocar a própria família, a amiga apenas se esforçava em irritar Megan o máximo que podia.
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  – Bem, vou mudar o assunto. Você não precisa ouvir sua irmã e sobre ela no mesmo dia. - Stephanie arranjou um espaço na mesa ocupada por buquês e mais buquês de flores, e disse: – Eu e %Levy% não estamos mais juntos.
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  Aquilo, de fato, havia chamado a atenção de %Daniella%. Mais até do que ela gostaria de admitir. Esforçou-se em não virar o rosto e tampouco mostrar qualquer sinal de curiosidade.
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  – E vocês chegaram a estar?
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  – Ah - Stephanie soltou uma risadinha –, não exatamente. Nós aproveitávamos a companhia um do outro, você sabe.
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  – Hum…
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  – Mas agora acabou de vez. Ele acabou, quero dizer.
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  – Ele? - sem pensar e sem permissão, a cabeça de %Daniella% virou na direção de Stephanie. – Ele terminou com você?
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  Stephanie riu.
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  – Não é? Você sempre tem as reações certas, amiga. - deu uma mordida na comida e se levantou para pegar uma taça de vinho, trazendo outra para %Daniella%. – Não é como se eu não esperasse… é por isso que estou assim, bem. Ele já estava um tanto… morno.
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  – Ah.
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  Stephanie usava da palavra “morno” para descrever homens que já não ofereciam nenhum benefício a ela. E a benefícios, sempre tem a ver com clientes potenciais e atividades sexuais.
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  – Ou talvez eu ache isso porque conheci um cara novo.
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  – Quem?
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  – Brandon. Ele é dono de uma agência imobiliária de luxo em Los Angeles.
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  – Los Angeles? - %Daniella% ergueu uma sobrancelha e bebeu um gole do vinho. – Que conveniente.
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  Stephanie limitou-se a apenas sorrir e beber mais de seu vinho. Em seguida, mexeu os ombros e suspirou.
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  – Tenho clientes de lá. Só acho que, até o final do ano, posso estar com uma quantidade maior e, quem sabe, abrir uma filial…
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  – E como você faria com a sede?
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  – Bem, é claro que tudo irá depender de como serão as coisas, mas você sabe, tenho Mary lá e ela é ótima. Se me aguenta, é boa o suficiente para aguentar qualquer outra pessoa.
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  – Espero que tenha aumentado o salário dela.
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  – Melhor que isso! - %Daniella% sorriu. – Estou dando uma porcentagem para cada boa cliente que ela trás. E caso essa se torne VIP, a comissão é ainda maior. Foi um bom incentivo. Ela está fazendo um trabalho melhor do que %Levy%.
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  – %Levy% não precisa trazer clientes para você, Ste. Ele não é seu funcionário.
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  A morena revirou os olhos, como se aquilo não fosse importante. Todos os seus relacionamentos se baseavam nos contatos que o homem tinha. Mesmo que o sexo não fosse bom, se houvessem pessoas importantes ao redor dele, então tudo o que Stephanie tinha de fazer - e fazia muito bem - era fingir um orgasmo.
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  – De qualquer maneira, estou falando sobre eu e %Levy%, só para o caso de seu namorado vir com perguntas desnecessárias. Sei que era ótimo sairmos juntos os quatro, mas você sabe como eu sou, não é?
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  – Sim, uma vadia.
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  Stephanie soltou uma gargalhada.
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  – Saúde à vadiagem.
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  %Daniella% abriu um sorriso e bebeu um gole do vinho com a amiga. Não queria pensar na hipótese de %Levy% solteiro. Não importava para ela, pois além da obrigatoriedade de trabalhar para ele nos próximos meses, não tinha nada a ver com a vida do senador. E nem queria.
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  Os pensamentos se desviaram então para Ashton. Ela olhou para o próprio celular, cujo visor da tela estava escurecido pela falta de atividade. Desde domingo, Ashton não havia mandado nenhuma mensagem. Nem flores. Nada.
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  Talvez o relacionamento deles também estivesse “morno”. Os dois mal se viam, e quando acontecia, %Daniella% apenas se dedicava a mimar Ashton. Apesar dele se esforçar em retribuir, ela via o interesse dele em olhar para o celular e conferir se estava tudo certo em seu consultório. Mesmo aos domingos. Mesmo aos feriados. Mesmo durante a madrugada.
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  Suspirou, entristecida. Havia fugido o dia todo de pensamentos racionais e assertivos. Não queria chegar ao inevitável. Não queria fazer com Ashton o que %Levy% havia acabado de fazer com Stephanie.
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  Principalmente porque sabia que, ao contrário do senador e da melhor amiga, ela mesma não ficaria bem. Perderia sua única alegria.
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  Mas estava realmente feliz?
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Capítulo 7
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