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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

  – Você está com uma cara péssima.
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  %Daniella% olhou para o lado, pensando se aquilo era um déjà vu, pois tinha certeza de que já tinha ouvido isso antes.
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  – Não quer me contar o que aconteceu?
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  Stephanie costuma ser uma mulher egoísta, que gosta de pensar em si antes de qualquer outra pessoa. No entanto, esporadicamente se mostra preocupada com a melhor amiga, a única pessoa a quem ela moveria mais que um dedo para ver feliz.
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  A escassez de ajuda à amiga também se devia ao motivo de a própria nunca demonstrar ou até mesmo precisar de auxílio exterior. Desde pequena, %Daniella% sempre esteve sozinha, contando com a ajuda de si mesma, já que os pais estavam sempre ocupados com suas vidas de pessoas empresárias e ricas, e os irmãos mais a machucavam do que se mostravam companheiros.
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  Era por isso que as duas se davam bem. Porque enquanto uma gostava de só pensar em si, a outra preferia pensar no outro. O combo era perfeito.
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  Contudo, havia dias em que Stephanie chegava na residência em que as duas dividiam, e via os ombros caídos e a expressão cansada de %Daniella%. Era comum a amiga ser quieta ou estar pensativa, o que não era comum, era vê-la exausta, já que %Flack% nunca fazia mais do que suportava - e havia poucas coisas no mundo que ela não suportava.
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  – Sua família? - ela arriscou perguntar.
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  A família %Flack% era um item na lista de poucas coisas no mundo que %Daniella% não suportava. Mesmo Stephanie invejando a amiga por ter nascido em berço de ouro e tendo tudo o que ela poderia querer, viu, com seus próprios olhos, como funcionava a família %Flack% e como esta tratava a caçula.
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  – Está tudo bem. Só tive um dia cheio.
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  A amiga suspirou. Era assim que %Daniella% desconversava. Ela colocava um ponto final sem mesmo iniciar uma conversa. Mesmo se tentasse mais uma vez, a amiga voltaria a dizer que estava tudo bem.
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  Havia apenas uma pessoa que poderia tirar algo da amiga, e ela provavelmente estava ocupada demais com seu consultório e suas consultas em um lugar não muito longe dali.
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  – Que tal chamar os meninos para jantar?
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  – Não. - ouviu de imediato, uma reação até forte para quem estava desanimada até 2 segundos atrás.
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  – Uau. Clarke finalmente fez algo que a aborreceu?
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  %Daniella% continuou olhando para o molho branco que espalhava em cima da massa que colocaria para gratinar. Não estava - muito - aborrecida com Ashton. Havia sim uma questão para ser resolvida com ele - e precisava resolver logo -, mas acima disso, não queria ter de ver %Levy% %Jones%. Já havia lidado com ele a tarde inteira; ter de ver sua cara convencida e suas brincadeiras sem graça durante o jantar, para ela, era demais.
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  – O que ele fez? Posso usar isso de arma contra ele?
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  – Não é nada. Só houve uma falha na nossa comunicação. - %Daniella% disse, entediada, polvilhando o queijo ralado por cima do molho branco. – Tem alguma massagista disponível para amanhã? Acho que gostaria de marcar uma massagem relaxante após o serviço.
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  Stephanie imediatamente colocou-se em sua postura de trabalho, os ombros retos, o peito empinado e o sorriso no rosto.
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  – Amiga, sempre há horário para você. Que tal às 19h? Dá tempo de você sair do trabalho e vir para a clínica tranquilamente.
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  – Perfeito. - %Flack% sorriu, vendo a amiga se afastar para pegar o notebook da clínica, provavelmente para encaixá-la na agenda de alguma massagista.
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  Ter trazido Ashton à tona a fez lembrar das questões que precisavam ser discutidas entre eles. Passariam o natal juntos? E o ano novo? O namorado sabia que ela jamais se importaria de dar a desculpa aos pais de que não poderiam passar os feriados juntos. Inclusive, contava com isso.
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  Mas por que Ashton não contou a ela? Por que ela teve que saber durante uma conversa entre ele e seu melhor amigo?
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  Massageou as têmporas e respirou fundo. Eram muitos problemas.
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  Sua atenção foi desviada para o celular que tocou ao lado da pia. Ao ver o nome da mãe no visor, decidiu que aquele dia estava sendo um dos piores do ano.
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  – Oi, mãe.
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  – %Daniella%, você ainda não me confirmou se Ashton participará do nosso evento beneficente no final de semana.
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  A jovem fechou os olhos para reunir a pouca paciência que lhe restava e olhou para o céu escuro.
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  – É porque ele ainda não sabe dizer se poderá ir.
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  – Bem, eu preciso dessa confirmação até amanhã. Senão terei de marcá-lo como ausente. Há pessoas querendo entrar na lista, você sabe como esta é uma noite importante para nossa família, deveria estar dando um pouco mais de atenção. Espero que, pelo menos, já tenha definido seu vestido. Não quero saber de pessoas com roupa repetida nas fotos. Falei com Mira essa manhã e ela disse que você ainda não havia retornado as ligações dela. Você sabe quão difícil é garantir uma roupa dela?
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  – Talvez eu não vá com uma roupa da Mira, mãe.
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  – Talvez… %Daniella%! Não ouse vir com um vestido de marca qualquer! É um evento beneficente! As pessoas olharão para absolutamente tudo em nós! Você não pode estragar tudo, só porque decidiu ser uma garota rebelde de novo! Ligue para Mira agora e marque um fitting com ela até quinta. Eu não acredito que você ainda precise que sua mãe resolva as coisas para você, pelo amor de Deus, %Daniella%!
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  E sem perguntar se a filha estava bem ou até mesmo se despedir, Anne %Flack% desligou a ligação, deixando %Daniella% à beira de enlouquecer.
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  – Mais uma coisa… só mais uma coisa, e eu acho que piro. - ela murmurou para si mesma, após controlar seus nervos e colocar o celular na pia ao invés de jogá-lo. Tinha autocontrole. Conseguia ser uma pessoa controlada.
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  Colocou a massa no forno e o alarme para despertar na hora que estivesse pronto. Quis deixar o celular de lado e olhar um pouco a noite. Em dias difíceis, somente a natureza conseguia acalmá-la; e a única natureza que havia ali perto naquela hora, além das plantas projetadas do apartamento, era a noite fria do fim de outono.
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  Pense em coisas positivas. Ela pensou, respirando fundo.
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  Pegou o celular e entrou no aplicativo do Pinterest, o único lugar em que ela gastava horas vendo fotos de decoração matrimonial. Quando começa a ver as imagens, percebe que gasta a maior parte do tempo pensando se faria igual ou o que mudaria e pelo quê. Vê-se mais leve e se divertindo, até as imagens darem espaço à ligação de Ashton.
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  – Oi, amor! - ela disse, sentindo um pequeno calor no peito.
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  – Ouvi dizer que haverá uma massa gratinada no jantar.
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  %Daniella% abriu um pequeno sorriso. Stephanie deveria ter avisado-o sobre o péssimo humor em que ela estava, e dado uma ajudinha.
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  – Você vem?
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  Ding dong.
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   – Logo mais estarei aí.
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  Logo mais?
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  Ao olhar para trás, ouviu o alarme do forno indicar que a massa estava pronta. No entanto, o som foi associado a uma sirene emergencial. Nada de bom acontece quando uma sirene dessa toca.
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  %Daniella% soube que seu dia tinha, sim, como ficar pior, quando teve a visão de %Levy% %Jones% em sua sala de estar.
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  – Mas se você declarar, não é mais vantajoso? - Stephanie perguntou a Ashton.
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  A conversa estava fluida, mas somente entre os dois. %Daniella% estava calada desde o começo do jantar, quando decidiu que seria uma companhia melhor se não abrisse a boca. Estava mau humorada e a razão do mau humor, sentado à sua diagonal. Nem Ashton, ao seu lado, nem Stephanie, à sua frente, pareciam perceber que somente os dois mantinham a conversação acontecendo.
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  %Levy%, por outro lado, fazia um comentário aqui ou ali, de acordo com que lhe era pedido a opinião ou quando prestava a atenção na conversa. Estava gastando o tempo que tinha observando %Daniella%. Perguntou-se diversas vezes por que adquirira esse hábito. Começou no dia em que se conheceram, em uma das festas políticas que aconteciam, e que os partidos usavam para mostrar as opções de políticos que tinham para as próximas eleições; era de praxe levar a família e mostrar que eles eram candidatos fortes.
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  Bernard %Flack% levou, é claro, a esposa, pais e irmãs mais novas. %Levy% já havia ouvido falar sobre todos eles e imaginava que todos fossem exatamente como realmente eram: exceto %Daniella%. Ela não era arrogante, estúpida ou mesquinha. Seu silêncio a fazia ser muito mais inteligente do que 98% das pessoas no local, e ninguém parecia se importar com ela, principalmente quando a mulher se separava de sua família para ter um momento de paz.
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  Desde então %Levy% tem gasto seu tempo observando a mulher que, apesar de nascida em uma família egoísta e repleta de interesses, tem um orgulho diferente de seus familiares.
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  – Que tal um filme? - ouviu ao seu lado, tirando-o de seus pensamentos.
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  %Levy% olhou para o lado e viu a atenção de Stephanie voltada para ele. Percebeu, então, que Ashton e %Daniella% haviam entrado em uma conversa entre eles, e era por isso que Allen sentiu-se inclinada a criar um assunto com ele.
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  – Por que não? - ele sorriu.
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  Os dois casais então tomaram seu rumo. Enquanto %Daniella% e Ashton cuidavam de tirar a mesa, Stephanie e %Levy% seguiam para a sala de televisão.
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  Na cozinha, %Daniella% deixava as coisas organizadas enquanto Ashton trazia as coisas da mesa. Apesar de terem uma funcionária doméstica, a mulher achava que se não tirasse a mesa após a refeição, a casa ficaria cheirando a comida no dia seguinte, por isso, deixava tudo na cozinha e os alimentos na geladeira.
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  Diferente das vezes anteriores, Ashton não tentou puxar assunto, e nem %Daniella%. Havia algo entre os dois e ambos conseguiam sentir a tensão. Terminaram de deixar tudo pronto para a funcionária no dia seguinte e caminharam silenciosamente até o quarto de %Daniella%.
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  – Sua mãe me ligou hoje.
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  A notícia desviou a atenção de %Daniella% do que estava fazendo para postergar o início de uma conversa. Queria saber como introduzir a questão sobre a qual queria falar, mas não esperava que ele fosse iniciar a conversa justo com essa informação; também não esperava que a mãe fosse ser tão intrometida a ponto de ligar para ele.
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  – Parece que temos um jantar no sábado? - ele perguntou, usando o tom de quem achava graça. Mas %Daniella% sabia que Ashton não achava nada engraçado. Odiava fazer papel de idiota na frente dos pais dela, e isso sempre acontecia quando ela decidia esconder algo dele.
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  – Eu estava buscando uma razão…
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  – Para não ir? - ele completou a frase, calando-a. – Você acha que conseguiria pular o baile beneficente que seus pais dão anualmente, e que praticamente todas as pessoas que importam para sua família vão?
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  Ela não precisava ter se sentido ofendida, mas foi exatamente o que aconteceu. Odiava quando Ashton, como método de defesa e até vingança, fazia uso do sarcasmo. Sabia que não estava certa e iria se desculpar, mas não ajudava em nada ele agir daquela forma apenas porque seu orgulho havia sido um pouco ferido.
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  Assim, ao invés de se desculpar, manteve-se calada. Ashton sempre entendia seu silêncio. Tudo o que ela precisava fazer, era esperar que ele se acalmasse e então os dois poderiam conversar de igual para igual, afinal, ela também tinha questões que a estavam incomodando e que certamente não era sua culpa.
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  – Confirmei minha presença. - ele disse. – Mas seria melhor se eu soubesse de você as programações que terei de participar com a sua família.
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  – Eu sei. - ela disse, tentando seu melhor se mostrar arrependida. – Me desculpe, eu apenas posterguei porque… bem, não importa. Obrigada por ter lidado com… ela.
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  O incômodo estava tão aparente, que até mesmo o homem pareceu se sentir compadecido da situação que a namorada se encontrava. %Daniella% dificilmente fazia algo de errado, então sempre que acontecia, ele tendia a perdoá-la com a mesma facilidade que ela pedia desculpas.
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  Foi abraçá-la, mas sentiu o corpo tenso da mulher. Estranhou; %Daniella% sempre amou ser abraçada. Ele, inclusive, sempre usou essa arma para acalmá-la quando fazia algo de errado.
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  – Aconteceu algo?
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  – Quais são seus planos para os feriados?
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  Uma das qualidades de Ashton, era que ele nunca foi uma pessoa lerda. Sempre captou as mensagens que colegas da faculdade ou paqueras lhe passavam. Sabia, também, quando havia um tom diferente na voz de %Daniella%, que sempre dirigia a ele com muito carinho.
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  – Bem, meu irmão me ligou falando sobre os planos de pedir a namorada em casamento, e praticamente implorou para que eu estivesse lá. Acabei cedendo.
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  – E quando ele ligou?
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  %Daniella% também não era burra. A demora na resposta mostrou que fazia tempo o suficiente para ele contar a ela e os dois começassem a se programar.
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  – E o natal?
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  Mais uma vez, %Daniella% ficou sem resposta.
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  – É muito injusto você se aborrecer comigo por não ter contado sobre um evento que não quero ir, e você deixar de me contar que passará o natal e o ano novo longe.
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  – %Dani%…
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  – Pois, pelo que entendi, o fato de você não ter me contado significa que não quer que eu vá junto.
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  Ela o encarou e esperou que ele prontamente negasse, como seria o certo. Contudo, Ashton permaneceu calado, o que, agora sim, a deixou furiosa.
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  – Você vai ter a decência de me falar o motivo?
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  – Decência? - ele a encarou, sério. – Não há nada indecente na situação, %Daniella%. Eu só achei que…
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  – Que o quê, Ashton?
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  O homem não respondeu. %Daniella% não soube o que pensar, porque não sabia o que havia feito de errado para ele excluí-la de um momento tão importante na vida dele. Não tinham um relacionamento curto, eram mais de 7 anos juntos. Além disso, agora que havia parado para pensar, não deveria estar aborrecida por Ashton não ter nem mencionado casamento para ela? Os dois não deveriam estar pensando em dar um passo a mais na relação?
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  Por que estava dando tudo errado?
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  – Você vai querer resolver isso agora? - ele perguntou. %Daniella% o olhou, descrente e sentindo-se traída. Ele era a única pessoa de sua vida que verdadeiramente se preocupava com ela, mas, aparentemente, o tato já estava começando a dar sinal de falhas.
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  Não conseguia acreditar que ele estava tentando ir embora.
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  Mas se ficasse, o que aconteceria de melhor? Ela ouviria alguma verdade dolorosa?
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  – Não, mas teremos que resolver isso logo. - ela respondeu, vendo-o assentir e hesitar antes de ir até a porta e sair.
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  %Daniella% o acompanhou, apenas guiada pela curiosidade de ver como ele iria embora. Primeiro, vestiu o casaco sobretudo que o protegeria do frio; em seguida, pegou sua pasta de trabalho. Caminhou até a porta e olhou para a namorada, séria, a mais de 5 passos largos dele. Ela nunca ficava mais que 3 passos longe dele.
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  – Boa noite - ele disse, fazendo menção de ir até ela e então desistindo, saindo sem olhar para trás.
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  O choro entalado imediatamente surgiu, como se tivesse um radar anti-namorado. Não poderia mostrar para ele que havia se aborrecido tanto quanto se aborreceu.
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  Caminhou até a área externa da cobertura, onde duas chaise longs estavam estrategicamente posicionadas de frente para uma das melhores vistas de Manhattan. Sentou-se e abraçou as pernas, deixando que as lágrimas escorressem.
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  Quando não havia mais nenhuma lágrima para sair, a consciência foi lhe voltando à mente, deixando-a ainda mais aborrecida. Ele não devia fazer isso com ela. O que ela fez de errado? Por que ele a estava excluindo?
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  Sem nenhuma resposta para suas perguntas, sentiu as costas serem aquecidas por uma manta. Olhou para o lado, onde %Levy% permanecia em pé olhando para a vista.
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  – É assim que se pega pneumonia. - ele somente disse.
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  – Não estou de bom humor, %Jones%.
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  O senador não lhe respondeu. Não precisava saber do motivo que a deixara assim. Havia ouvido. Apesar de estar na sala de televisão basicamente sozinho, já que Stephanie tinha um dom de cair no sono em 10 minutos de filme, o casal havia falado tão alto que era como se ele estivesse presente no quarto de %Flack%.
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  – Se você não quiser trabalhar comigo, posso resolver em um instante.
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  – Não estou chorando por causa de você.
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  %Levy% abriu um pequeno sorriso.
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  – Seria mais fácil para mim se estivesse. Sei muito bem como lidar com as mulheres a quem machuco.
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  %Daniella% respirou fundo.
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  Mas ao invés de sair, %Levy% se sentou na chaise long ao lado do dela e lhe perguntou:
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  – Por que me odeia?
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  A pergunta, apesar de vinda repentinamente, a pegou de surpresa porque nunca imaginaria que ele fosse fazê-la de forma tão direta, em um momento tão inoportuno.
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  – Você não está realmente me fazendo uma pergunta pessoal em um momento em que tudo o que menos preciso, é falar sobre meu desgosto sobre você.
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  – Estou. - ele abriu um sorriso. – Estou sim. Por quê?
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  Mais uma vez o ar entrou e saiu dos pulmões de %Daniella% em uma velocidade que marcava o aborrecimento.
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  – Por isso. - ela apontou para ele. – Exatamente por isso. Você não sabe quando parar! Não sabe quando ficar calado, nem quando deixar de agir. Você se intromete e vem com comentários supérfluos como se fosse a pessoa mais carismática do mundo.
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  – Mas não sou.
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  – Você já me viu rir de algum dos comentários? - ela perguntou grosseiramente. Fechou os olhos e engoliu um bolor que se formou na garganta. – Odeio como você vem conversar comigo como se eu fosse uma integrante à parte da minha família, mas sempre usa esse mesmo tema para me provocar!
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  Após terminar de falar, %Levy% permaneceu calado olhando para %Daniella% com calma. Esta, por outro lado, logo se arrependeu de ter perdido a cabeça. Apesar de só ter dito suas verdades, aprendeu na etiqueta que essa era a coisa mais abominável a se fazer.
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  Enterrou a cabeça entre as pernas e sentiu o choro voltar à garganta. No entanto, dessa vez, parecia haver mais alívio do que dor. Era a primeira vez que ela havia extravasado daquela maneira, e apesar de ter sido uma das piores experiências que tivera, não era, nem de longe, a que lhe pior causou mal estar. Muito pelo contrário. Estava bem. Havia se esquecido um pouco de Ashton.
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  Virou a cabeça para %Levy%, mas apenas um pouco, já que não queria mostrar um rosto muito inchado pelas lágrimas. No entanto, quando encontrou o rosto do homem, não viu surpresa, aborrecimento ou indignação. Ele parecia tranquilo e até um pouco feliz, afinal, seu plano havia dado certo. %Daniella% colocou para fora sua frustração; e mesmo que não tivesse sido pelo motivo real de suas lágrimas, ainda assim a faria se sentir melhor.
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  – Preciso ir. - ele disse olhando para o relógio em seu pulso. – Até amanhã, %Flack%. Não pense que aceitarei atrasos. - e usando o mesmo sorriso que uma pessoa que não tivesse presenciado a ira de alguém usaria, ele lhe enviou uma piscadela e foi embora.
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  %Daniella%, contudo, permaneceu encolhida na área externa, mas não mais aborrecida ou magoada. Estava confusa. Não esperava ver o homem cuidar dela de sua própria maneira, uma maneira efetiva e que, talvez, tivesse mudado um pouco o conceito que ela havia criado sobre ele em sua cabeça.
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