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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 5

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

  – Eu sei que não é da minha conta, mas você precisa saber que seu rosto está péssimo.
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  %Daniella% suspirou ao ouvir a franqueza de Margot na mesa ao lado.
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  Era segunda-feira e o domingo havia passado da pior maneira possível. Ainda que ela e Ashton tivessem finalmente tido um tempo a sós, %Daniella% não pareceu aproveitar nem um minuto do tempo gasto juntos, pois sua cabeça toda hora a lembra de que haviam questões em aberto com o namorado. Esperou por uma iniciativa do homem, que não comentou nada até ir embora do apartamento dela naquela manhã.
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  – Teve uma noite ruim? - a colega de trabalho perguntou, provavelmente mais curiosa para ter uma fofoca a qual contar para as outras pessoas do setor.
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  – Não, só fiquei até tarde acordada - mentiu.
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  Respirou fundo e pôs-se a trabalhar. Havia recebido dois pedidos do pai naquela manhã, e teria que realizar uma delas antes do horário de almoço. Com o corpo pedindo por mais um dia de descanso e a mente, quem sabe, mais uma semana, era melhor que ela começasse as atividades logo.
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  Ouviu ao fundo risadas de várias pessoas. Era incomum que o ambiente estivesse tão… feliz. Geralmente as pessoas estavam centradas em seus afazeres, reclamando da vida ou espalhando fofocas de acordo com o próprio interesse sobre outras pessoas. Mas aquelas risadas não eram como as falsas que %Daniella% sempre ouvia nas festas de confraternização ou quando o prefeito fazia alguma piada sem graça. Todos pareciam estar rindo de verdade.
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  – Eu sabia que o senador iria dar um brilho aqui, mas não imaginava que ele fosse transformar o lugar. Você não acha que o dia está bem melhor com ele aqui?
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  – Hum… - %Daniella% sorriu, mas não respondeu. Não queria pensar em %Levy% %Jones%, muito menos no bem que ele fazia para a humanidade com seu bom humor, sua eficiência e sua beleza.
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  Levantou-se para imprimir alguns documentos necessários para preencher alguns pedidos para o evento que aconteceria logo após o ano novo.
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  – Senhorita %Flack%. - ouviu a voz do senador ao seu lado.
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  – Senador %Jones%. - retribuiu o cumprimento, sem emoção.
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  – Você parece entediada.
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  %Daniella% virou o rosto para o homem, que estava encostado na parede ao lado da máquina. Observou o ambiente e viu que ele estava vazio.
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  – Você não tem trabalho para fazer?
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  A resposta ácida resultou em um pequeno sorriso do político.
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  – Meu trabalho às segundas consiste em assinar alguns papéis durante todo o dia - Ele ergueu um copo de café para ela. – Você vai ver, daqui a menos de cinco minutos meu assistente estará entrando com alguma coisa nova para eu assinar. Admito, porém, que hoje foi uma exceção. Tive um trabalhinho extra agora há pouco, mas já está tudo resolvido.
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  – Senador… - ouviram a voz de um homem entrar às pressas no local e parar de falar ao ver que os dois estavam conversando. – Ah…
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  – Venha, George. Está tudo bem. Só estava aqui atrapalhando o serviço da %Flack% - %Levy% sorriu para o mais jovem, que corou e se aproximou sem graça. %Daniella% abriu um pequeno sorriso para o moço, mas viu no rosto de %Jones% que ele achava tudo uma diversão.
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  “Não disse?” Ele mexeu a boca para dizer.
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  – Obrigada pelo café, senador.
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  – Vejo você mais tarde - %Levy% disse, mas %Daniella% não respondeu. Virou as costas e voltou para a própria mesa.
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  “É claro que não.” Ela pensou no caminho.
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  Mas como sempre acontece quando algo dá errado, outras coisas decidem dar errado junto, apenas para tornar o dia ruim, em um pesadelo.
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  – %Flack%, o deputado Smith a gostaria em seu escritório em 10 minutos - a secretária do homem disse ao telefone, fazendo com que %Daniella% pegasse seu caderno e caneta, e seguisse para o escritório do homem.
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  – Ah, %Flack%! - ele sorriu. – Não precisará disso hoje. - apontou para o material em mãos da mulher. – Como você sabe, o senador %Jones% estará conosco pelos próximos meses, e ele me perguntou se é possível de emprestarmos alguns funcionários para fazer parte de sua equipe durante sua permanência aqui.
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  Não. Ela pensou.
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  –… ele comentou que ouviu sobre vários funcionários daqui e que excepcionalmente você teve uma grande quantidade de elogios…
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  Por favor, não.
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  –... então ele veio pessoalmente esta manhã fazer o pedido…
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  Tudo menos isso, por favor.
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  –... e não tive como negar. Então você trabalhará com o senador %Jones% pelos próximos meses, até ele conseguir realizar a mudança para seu escritório.
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  – Mas deputado, tenho muito trabalho pendente…
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  O homem riu.
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  – %Flack%, a quem quer enganar? Você está em dia com tudo! Até adiantada, devo arriscar. É por isso que %Jones% pediu pessoalmente por você.
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  – Margot iria adorar trabalhar com o senador…
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  – %Flack%. - o deputado a cortou, mostrando um tom mais sério. – Eu não estou pedindo uma sugestão, estou informando uma decisão que já foi tomada.
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  %Daniella% se calou e nem mesmo o olhar que costumava fazer o deputado mudar de ideia alterou o curso das coisas.
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  – Sim senhor.
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  – Você poderá passar todos seus afazeres para Margot e a nova estagiária. Elas darão conta de tudo. Logo mais entraremos em recesso. Gostaria que você fosse para o segundo andar antes das 15h.
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  – Que injusto! Por que ele não me aceitou? - Margot disse, durante o almoço, indignada. %Daniella% já estava ouvindo há uma hora os murmúrios de lamentação e indignação da colega de equipe. A estagiária tinha uma expressão desesperada, pois nos três meses trabalhando junto delas sabia exatamente como as coisas eram sem %Daniella% por perto.
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  – Veja como uma oportunidade de mostrar o seu valor. - %Daniella% disse, tentando incentivar a moça, mas esta estava centrada demais na chance que havia perdido de trabalhar com o solteiro mais cobiçado da prefeitura.
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  Enquanto ouvia Margot falar sem parar das coisas que havia feito e que resultaram positivamente para o superior, %Daniella% juntava suas coisas, sentindo-se como se tivesse sido mandada para a solitária.
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  “Talvez a solitária fosse melhor.” Ela concluiu quando chegou ao segundo andar exatamente às 15h.
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  – Hum… boa tarde… - murmurou ao secretário de %Levy%, a quem havia visto mais cedo na cafeteria.
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  – Ah! - ele se surpreendeu com a mulher parada à sua frente. – Senhorita %Flack%, certo? É, o senador pediu que ficasse aqui. - apontou para a mesa próxima dele, ainda mais próxima da porta que provavelmente era do escritório do homem.
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  – Aqui? - ela apontou para a mesma mesa que o jovem. Ele a olhou como se ela fosse louca. – Quero dizer… achei que meu trabalho envolveria apenas a parte de recursos humanos e tesouraria…
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  – Sim, exatamente. - ele citou, voltando os olhos para o computador como se não fosse esquisito um funcionário que não fosse o assistente ficar próximo do chefe.
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  – Certo. - ela sorriu sem graça e andou a passos lentos para o local. Olhou ao redor e teve a infeliz visão do escritório do homem.
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  A porta estava propositalmente aberta e, lá dentro, %Levy% estava sentado em sua cadeira falando ao telefone. Parecia relaxado; movia a mão livre, enquanto a outra pousava no braço de sua cadeira. Quando o olhar dele cruzou com o de %Daniella%, a mulher soube imediatamente que ele havia a colocado ali de propósito. Viu, nos olhos do homem, a diversão em tê-la exatamente no lugar em que ela menos queria.
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  O trabalho era, como ela imaginava, simples. Havia alguns erros administrativos que ela precisou corrigir com a equipe, e, por estar sentada longe deles, precisava a todo momento se levantar e se dirigir a eles, ou depender do telefone. Além disso, precisava ficar sorrindo para toda pessoa que entrava na sala de %Jones% ou aguentar o político se levantar para falar com o assistente, não se importando de atrapalhar o trabalho dela.
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  – Se quiser que eu vá… - o assistente se ofereceu, quando viu no olhar de %Daniella%, o incômodo ao ver %Levy% apoiar-se na mesa dela. O político ergueu a mão e disse:
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  – Eu preciso esticar as pernas.
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  %Daniella%, como a boa profissional que era, respirou fundo e contou até dez mentalmente, criando um mantra para a paciência que %Levy% estava testando.
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  No entanto, nada foi pior do que a hora da saída.
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  – Oi %Daniella%, você gostaria de ir a um happy hour conosco? Como você é nova na equipe, pensamos em chamar todos para um jantarzinho. - Judie, uma das integrantes da equipe administrativa, se aproximou no final do expediente à mesa de %Daniella%. Apesar do olhar carismático, %Flack% sabia com qual intenção estava sendo chamada para a reunião.
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  Todos queriam saber qual a relação dela com %Levy%, que a tratou com um calor a mais do que os demais funcionários que chegaram dos demais andares.
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  – Ah…
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  – Sinto muito, Garner. - a voz de %Levy% surgiu repentinamente. – %Flack% não poderá sair com vocês hoje. Tenho um serviço de última hora para ela.
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  – Ah, que pena. E que tal você se juntar a nós, senador? - a moça perguntou, visivelmente mais animada.
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  – Que chefe seria eu de dar trabalho para um funcionário e ir embora? - ele riu. – Tenho uma ligação com a Califórnia em sete minutos. - disse, olhando em seu relógio. – Mas leve George e o faça pagar a conta. - enviou uma piscadela à moça, que voltou quase saltitante para sua mesa.
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  Antes de se virar para voltar à própria sala, %Levy% falou com o assistente e lhe disse que tinha permissão de pagar a conta no cartão corporativo. Ao olhar para %Daniella%, que ainda o encarava boquiaberta, ele lhe sussurrou:
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  – De nada.
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  O ato, ao invés de deixá-la aliviada, a deixou lívida de raiva, pois mostrou que o homem sabia exatamente as fofocas que rolariam dentro do ambiente de trabalho, e que havia feito de propósito para ela lidar com todo o drama.
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  %Daniella% odiava %Levy%.
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Capítulo 5
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Lelen

Acho que na vida eu seria o Ashton, leeerdo pra umas coisas ‘-‘
KKKKKKKKK
Senhor senador quando quer algo, consegue esse algo, né? Qq vai rolar nos próximos capítulos? QUERO. MIMDÁ.

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