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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

  – Desculpe, desculpe!
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  Os três integrantes da mesa olharam na direção de Ashton que, com o rosto corado e o casaco mal colocado, se uniu aos amigos arfando.
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  – Está explicado a demora. - %Levy% foi o primeiro a falar. – Decidir vir correndo do outro lado da ilha até aqui não é uma boa ideia em uma sexta à noite.
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  – Não foi do outro lado da ilha, mas dois quarteirões. Essa região tem turistas demais. - sentou-se ao lado de %Daniella% e deu-lhe um beijo rápido nos lábios. – Desculpe o atraso.
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  – Se você quer se desculpar, que tal pagar a conta hoje? - %Daniella% abriu um doce sorriso.
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  – Justo - os outros dois falaram, vendo Ashton erguer as sobrancelhas para os três e então olhar para a namorada bem comportada ao lado.
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  – Tudo bem…
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  – Hum… que sede… - %Daniella% olhou para Stephanie, que abriu um sorriso, entendendo a mensagem da amiga.
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  – Por favor! - ela chamou ao garçom. – O menu de drinks.
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  Ashton apertou a cintura de %Daniella%, que sorriu para ele. O olhar que a moça lhe enviou foi bastante claro.
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  Você merece.
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  O problema em si não era %Daniella% beber ou Ashton não ter dinheiro para pagar. %Flack% não bebia nunca mais do que dois drinks e Clarke podia pagar a conta de jantares como este toda semana, se quisesse. O problema real era Stephanie. A mulher tinha uma resistência surpreendente ao álcool. Na última vez que %Levy% a desafiou, terminaram a noite com 9 garrafas de vinho na mesa da cobertura que as duas dividiam - e %Daniella% com os dois homens beberam, juntos, pouco mais de quatro.
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  – Então eu disse, será que você poderia, por gentileza, tirar o traseiro da frente do meu carrinho? - Stephanie falava sem parar e rapidamente, um efeito que o álcool lhe causava. Os três demais olhavam para a mulher, rindo e às vezes fazendo comentários.
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  – Ela pelo menos saiu? - Ashton perguntou, pousando a taça do vinho na mesa.
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  – Depois dessa, apenas uma porta não sairia, pois é surda!
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  – E você? - Clarke olhou para %Daniella%, logo ao lado, colocando o braço em sua cadeira. – Como foi a sua semana?
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  Ah, chegou minha vez. %Daniella% pensou, desanimada. Odiava quando chegava a sua vez de contar, porque nunca havia histórias engraçadas e descontraídas para contar como Stephanie. Falava alguma baboseira qualquer que ninguém via graça e então uma das pessoas presentes se encarregava de mudar de assunto e esquecerem do constrangimento dela.
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  Poderia ter uma vida menos chata? Pensou.
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  – Tentei contratá-la para trabalhar com a minha equipe, mas aparentemente, a prefeitura oferece grandes benefícios aos funcionários do mês. - %Levy% disse, recebendo um olhar feio de %Daniella%.
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  Stephanie e Ashton olharam para a mulher com expressões surpresas e também interessadas.
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  – %Levy% não fez uma boa oferta? Ele às vezes consegue ser bem cafona com toda a politicagem dele. - Ashton comentou, aproveitando para alfinetar o melhor amigo, que fez o número 3 com os dedos, enquanto bebia um gole do próprio vinho. – Ora, ora…
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  – Qualquer oferta não seria melhor do que esse emprego chato que você tem, %Dani%? - Stephanie olhou para a amiga confusa. – Por que você não aceitaria? Ele pediu para você fazer algum serviço ilícito?
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  – Graças a Deus não chamei vocês para minha campanha. - o senador disse, em tom de riso. – Eu estaria morando na rua se dependesse de vocês para conquistar meus eleitores.
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  – Eu gosto do meu trabalho. - ela ergueu os ombros.
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  O trio manteve-se calado, a observando como se esperassem que ela soltasse um: “Brincadeirinha! Eu não suporto aquele emprego maçante e abusivo!”
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  – Beba, amiga. Só beba - Stephanie pegou a garrafa de vinho e serviu a amiga, completando sua taça com a bebida.
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  E então, após o esperado silêncio constrangedor, Stephanie se encarregou de mudar de assunto e deixar que %Daniella% afogasse sua vergonha no vinho.
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  – Eu estou bem!
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  – Não, %Dani%, não está. Pare de se remexer ou cairemos os dois no chão.
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  Ao saírem do restaurante, os casais acabaram por se separar. %Daniella%, naquela noite, sentiu-se muito disposta a beber até cair, por isso, não se importou quando Stephanie pediu ao garçom por mais uma garrafa de vinho, nem quando a amiga brigou com o seu namorado no momento em que ele tentou fazer %Daniella% parar de beber.
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  Dessa forma, Ashton acabou descendo com %Daniella% em sua residência, ao invés de somente deixá-la no local como às vezes costumava fazer – nos dias que tinha de trabalhar no sábado, o que era o caso –, e ao perceber que a mulher mal conseguia andar em linha reta ou permanecer séria por um minuto inteiro, viu que só ficaria em paz se a visse deitada em sua cama com uma aspirina, um balde e uma garrafa de água ao lado.
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  – Será que conseguimos fazer as acrobacias igual na Dança dos Famosos?
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  – Podemos tentar, se você estiver disposta a quebrar um braço ou uma perna. - ele respondeu pacientemente, abrindo um sorriso ao ouvir as risadas da namorada.
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  De forma eficiente, a fez tomar um banho rápido, a ajudou a colocar o pijama e então sentou-se ao lado dela quando finalmente deitou na cama.
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  – Você não vai ficar? - ela perguntou, acariciando o braço dele.
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  O homem balançou a cabeça, negando.
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  – Tenho que estar no consultório amanhã às oito.
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  – Quer dizer que não vamos nos ver de novo? - ela resmungou, abraçando a cintura do homem.
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  – Claro que vamos. Os finais de semana são nossos. Só preciso receber o eletricista que vai resolver a questão do meu espelho d’água e atender um paciente. Podemos almoçar juntos, tudo bem?
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  %Daniella% sorriu e concordou com a cabeça.
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  – E você paga. - foi o que ouviu ele dizer, antes dela cair no sono.
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  A rotina de %Daniella% aos sábados de manhã é sempre ir até o parque central fazer uma bela caminhada, independente do clima, tomar um rápido café enquanto assiste as pessoas passearem, e então passar na Whole Foods perto para comprar os ingredientes do almoço.
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  Como havia feito as compras no dia anterior, pelo aplicativo, durante o caminho do trabalho até o jantar, decidiu passar em uma floricultura. Sentia um prazer inexplicável em ver todas aquelas flores e nas combinações que poderia fazer para alegrar um pouco mais sua residência.
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  – Bom dia, Sther. - ela disse à gerente da loja que sempre trabalhava aos sábados. A senhora a olhou com carinho e se levantou, saindo de trás do balcão.
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  – Como você está, menina? Passou um bom tempo desde sua última visita.
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  %Daniella% abriu um sorriso sem graça.
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  – Estive com a agenda um pouco apertada. O que tem de novo hoje?
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  A mulher apontou para um canto da loja, onde orquídeas de todas as cores enfeitavam o local; mas naquele dia, %Daniella% estava afim de fazer um buquê para levar para casa. Lembrou-se, no caminho entre o parque e a floricultura, de um vaso que havia comprado no mês anterior, que ficaria perfeita como enfeite na mesa de entrada do hall.
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  No fim, levou mais que somente um buquê, porque ficaria mais romântico se colocasse um pequeno vaso na mesa de refeição. Ashton chegaria do trabalho e veria uma mesa de almoço linda.
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  – Este frango está uma delícia.
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  %Daniella% abriu um pequeno sorriso. Não era exatamente esse o elogio que procurava, mas tudo bem. Ashton estava se esforçando para dar a ela o que provavelmente todo homem acha que uma mulher quer.
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  – Passei na floricultura hoje - fez um movimento com a cabeça para o enfeite entre os dois. O namorado olhou atento para o vaso e então abriu um sorriso.
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  – Você sempre teve bom gosto com decoração.
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  E o elogio parou ali.
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  Será que ela estava sendo exigente demais em querer um pouco mais de atenção?
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  – Quando poderá tirar férias? - mudou de assunto, para não ficar pensando muito no desânimo que sentiu com a falta de comentário sobre o trabalho da manhã.
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  – Hum… - Ashton olhou para cima. – Pode demorar um pouco.
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  – Você não poderia tirar um feriado? O 4 de julho está chegando, podemos ir para Chicago visitar sua família. Há quanto tempo você não os vê?
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  – Eles sempre vem para cá na Ação de Graças.
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  – Bem, e o que acha de nós dois irmos para o Havaí? Sempre quis conhecer, lembra?
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  Ashton abriu um sorriso e pegou na mão de %Daniella%. Acariciou a mão dela e manteve-se em silêncio por um tempo.
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  Ela conhecia aquele silêncio. Aquela ausência de som ensurdecedora vinha quando ele procurava palavras para descartar as ideias de %Daniella% sem ofendê-la muito.
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  – Desculpe - disse, de repente –, sei que estou em falta. É só que não consigo tirar a cabeça do trabalho. Estou finalmente tendo retorno e só consigo pensar em como aumentar o número de clientes e contratar mais profissionais para trabalhar para mim.
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  A mulher suspirou e olhou para o prato de comida. De repente, não tinha mais fome.
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  Queria, pelo menos, que ele fosse um canalha. Se sentiria melhor se ele agisse com estupidez ou simplesmente a traísse. Haveria um motivo para odiá-lo. Mas sabia que Ashton não era esse tipo de pessoa. Ele sempre foi uma boa pessoa, e agora estava sendo sincero quando dizia que estava sendo egoísta em colocar o trabalho à frente de seu relacionamento pessoal.
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  Se ela estivesse ocupada, cheia de trabalho como ele, talvez não se preocupasse tanto com essa falta que sentia dele.
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  Antes que aprofundasse seus pensamentos no assunto e iniciasse o ciclo de pensamentos destrutivos, ouviu a voz de Ashton:
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  – Por que não aceitou a proposta de %Levy%?
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  %Daniella% ergueu os olhos da comida.
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  – Por que aceitaria?
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  O médico ergueu os ombros e encostou-se na cadeira. Olhava para %Daniella% com curiosidade, ao mesmo tempo que tentava entendê-la melhor. Quando o assunto era serviço, a mulher se fechava e criava um muro ao seu redor; ninguém tinha permissão de entrar, nem mesmo ele.
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  – Ele não é uma pessoa ruim. Um chefe ruim, quero dizer. - abriu um pequeno sorriso. – E tenho certeza de que a oferta que fez a você não foi ruim também.
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  – Não posso trabalhar para o concorrente do meu irmão.
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  – Achei que após as eleições, você estivesse livre para fazer o que quiser.
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  Não houve resposta que pudesse ser verbalizada. %Daniella% não queria falar sobre como a família quem decidia onde ela trabalhava, nem muito menos mostrar a Ashton que não era tão forte como ele a imaginava.
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  – É só que… - ele começou a falar, mas parou para pensar e desistiu de continuar. – Que tal irmos fazer compras? Estou precisando de algumas coisas para casa e acho que não conseguiria lidar com minhas próprias escolhas.
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  %Daniella% finalmente abriu um sorriso. Amava quando ele tomava a iniciativa de programar algo para os dois. Era sempre ela quem tinha de tomar as decisões, para agilizar o processo, já que ele estava sempre de cabeça na clínica. Mas parece que esse final de semana seria dela, então estava feliz de poder passá-lo inteiro com Clarke, ao invés de sozinha na frente da televisão.
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  – Boa tardeee! - a voz de Stephanie soou do hall e, segundos depois, apareceu na sala de jantar onde o casal estava. – Que casa mais cheirosa! Ah! Eu amo o seu frango assado!
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  – Pegue um prato então, fiz muito. - %Daniella% sorriu para a amiga, que enviou-lhe uma piscadela e correu para a cozinha.
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  – Achei que ela estava falando das flores ali no hall. - a voz de %Levy% surgiu, diminuindo o sorriso de %Flack%, que ergueu as sobrancelhas ao ver a imagem do melhor amigo de Ashton entrar. – Belo vaso.
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  %Daniella% baixou a sobrancelha erguida e bebeu um gole do suco que havia feito para ela e Ashton.
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  – Ela tem sempre bom gosto com decoração. - Clarke sorriu para o amigo, vendo-o se sentar ao seu lado.
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  – Bem, com aromas também - %Levy% se acomodou –, pude sentir o perfume de dentro do elevador. Boa combinação de flores, %Flack%.
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  – A-ah… - ela abriu um pequeno sorriso, sem graça. – Obrigada.
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  Não conseguiu evitar manter o sorriso enquanto comia. Estava feliz de ter tido reconhecimento no arranjo que havia feito; poderia ter sido de outra pessoa que não fosse %Jones%, mas não podia reclamar.
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  – Prepare-se para comer o melhor frango assado da sua vida, %Jones%. - Stephanie disse, após ela e %Levy% terem se servido da comida. – A %Dani% é mais do que um rosto bonito.
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  – Eu agradeceria se você não fizesse propaganda da minha namorada, Allen. - Ashton alertou, mas em tom de brincadeira, pois sabia que não havia risco nenhum de seu melhor amigo investir em sua parceira.
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  – Bem, essa é uma regra que nem eu, e nem %Dani% obedecemos, Clarke. Se você tem medo de perdê-la, então deve cuidar muito bem dela, mas eu não vou deixar de exaltar as qualidades da minha amiga. - Stephanie ergueu os ombros e continuou a comer seu frango. %Daniella%, por outro lado, sorriu para a amiga. Gostava da maneira como ela era direta, e principalmente, por Allen não tratar Ashton diferente apenas porque os dois um dia tiveram um lance.
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  Ashton permaneceu olhando para Stephanie com um pequeno sorriso no rosto. Já havia se acostumado com o jeito transparente da mulher, e não se importava de às vezes - a maioria das vezes - ser um saco de pancadas de Allen. Os dois tinham maneiras diferentes de se comunicarem e acabavam trocando farpas, mas um jeito diferente de %Levy% e %Daniella%; estes dois eram como gato e rato.
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  – Qual a programação do dia?
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  %Daniella% sentiu o estômago embrulhar. Não queria responder e não deu tempo de dar um toque em Ashton, para não dizer nada à amiga.
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  Queria passar um tempo com o namorado, já que dificilmente a agenda do homem estava livre para ela e, principalmente, ele sugeria uma programação para os dois. Mas Ashton, com toda a simpatia e inocência, respondeu à amiga, que sorriu.
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  – Podemos ir juntos? Estou louca para comprar algumas coisas para a clínica, mas só tive tempo para ver online.
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  Ashton olhou para %Daniella%, que não soube dizer ‘não’ à amiga. Poderiam ir juntos e então cada casal seguir o próprio caminho. Poderia, sim, ter um dia romântico com Ashton e aproveitá-lo ao máximo, antes de segunda-feira chegar e sabe-se lá quando ela poderá vê-lo novamente.
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  Mas os casais não se separaram.
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  %Daniella% mordeu o lábio ao ver Stephanie e %Levy% caminhar em direção ao restaurante que Ashton havia escolhido para o jantar. Passaram a tarde inteira indo de uma loja para outra, até as duas mulheres se verem satisfeitas com as próprias compras. %Daniella% estava tão concentrada na lista que Ashton havia criado, que esqueceu-se de conversar a sós com Stephanie, para esta dar-lhe um tempo com o namorado.
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  No fim, a tarde passou tão rápido, que quando viram, Ashton informou às duas que ele e %Levy% haviam feito uma reserva em um restaurante para os 4.
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  O restaurante era um rooftop famoso que trabalhava somente com reservas em antecedência, mas ter %Levy% %Jones% no grupo agilizava um pouco as coisas. O senador, desde antes de entrar no cargo, sempre foi muito querido principalmente em Manhattan, e os cidadãos da ilha não poupavam esforços para demonstrar.
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  – É um enorme prazer tê-lo conosco, senador %Jones% - o gerente do local os recebia pessoalmente, levando-os até a mesa reservada. Stephanie havia se encontrado com uma cliente VIP do lado de fora do restaurante e Ashton havia ficado para trás para atender ao telefonema de um paciente.
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  Dessa forma, %Daniella% foi obrigada a ir em frente com %Levy%, que sorriu para o gerente e a apresentou. O homem mostrou-se surpreso ao ouvir o sobrenome de %Daniella%, muito mais na companhia de %Jones%. %Flack% não foi bem nas eleições em Manhattan, e apesar de ele sempre cuidar excessivamente da ilha e as empresas %Flack% fazerem um bom serviço gerando empregos e movimentando a economia, ninguém parece gostar muito de Bernard.
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  “Não os culpo” é o pensamento que %Daniella% mais tinha quando se deparava com um comportamento mais frio por conta de seu sobrenome.
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  Abriu um sorriso comedido, como ensinava a etiqueta, e seguiu para a mesa designada, sem dizer uma palavra.
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  – Desculpe - ouviu %Levy% dizer –, não sabia que as pessoas iriam tratá-la dessa maneira apenas por conta do seu sobrenome.
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  %Daniella% ergueu os ombros, não se importando.
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  – Há pessoas que não me conhecem e me tratam como uma rainha por esse mesmo motivo. - bebeu um gole da água servida e colocou o guardanapo de pano no colo. – É assim que as coisas funcionam.
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  Mesmo assim, o homem teve a decência de se mostrar incomodado. %Daniella% achou que a conversa terminaria ali, mas %Levy% continuou falando.
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  – É por isso que não quer trabalhar comigo? Porque não cai bem duas pessoas com sobrenomes aparentemente rivais trabalharem juntas?
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  – É claro que não - mentiu.
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  Em sua defesa, ela mentiu parcialmente. Não achava que trabalhar com %Levy% %Jones% era um problema para quem via de fora; para os %Flack%, talvez também não, o pai se aproveitaria da situação para tirar algum ganho para as próximas eleições.
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  No entanto, trabalhar para %Levy% %Jones% era, sim, um problema. Porque Bernard faria de sua vida um inferno, e daria um jeito de fazer Megan também ficar contra %Daniella%.
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  Além disso, sabia que o pai pediria para que ela fizesse trabalhos à parte contra %Levy% que ela não queria fazer. Não odiava tanto o homem assim, e concordava que ele era uma pessoa muito mais adequada à posição de senador do que o irmão mais velho. Por fim, isso poderia atrapalhar seu relacionamento com Ashton, se algo viesse à tona, e não colocaria a perder, a única coisa que lhe trazia alegria na vida.
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  Perdeu-se em pensamentos e não percebeu que, durante todo o tempo, o senador manteve-se calado a observando. Ele fazia isso com frequência, quando se encontrava em uma situação em que %Daniella% se calava com seus pensamentos e ele era deixado sozinho.
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  – Desculpe a demora - Ashton chegou e se sentou ao lado da namorada –, alguns pacientes têm a plena convicção de que precisam fazer o uso do meu contato pessoal, quando eu lhes ofereço após uma súplica de desespero com o tratamento.
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  – A mulher que volta toda primavera? - o humor de %Daniella%, %Levy% percebeu, imediatamente mudou para uma mais interessada e vivaz.
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  – Como? - %Jones% perguntou, olhando para Ashton, que sorriu.
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  – Ela vem à clínica no início da primavera, para fazer os tratamentos necessários para ter o corpo perfeito durante o verão. É assim com a maioria dos pacientes. O começo do ano é sempre de agenda cheia.
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  – Mas estamos no inverno.
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  – Ela vai para o Brasil passar o ano novo. - o médico riu e logo em seguida pegou o cardápio. – Pediram algo?
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  – Sentamos há pouco. - %Levy% disse. – Stephanie ainda está lá fora?
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  – No telefone agora. Disse que já vem.
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  – E vocês? Onde pretendem passar o ano novo? Que tal uma festa?
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  – Quem sabe ano que vem? - Ashton disse. – Preciso ir para Chicago. Meus pais não poderão vir para o natal, então serei obrigado a ir para lá no ano novo. Acho que meu irmão vai noivar ou algo assim.
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  – Caramba, o pequeno Joe? Ele ainda não é um adolescente?
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  Ashton riu.
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  – 25 não é bem um adolescente. Ele namora a garota desde a época do colégio.
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  Apesar de Ashton estar focado na conversa com o amigo sentado à frente, este em questão percebeu o silêncio de %Daniella% e a maneira como ela se perdeu em seus próprios pensamentos novamente. Decidiu deixar de lado e não provocá-la mais; sabia quando o limite da mulher havia sido atingido e, depois de um dia inteiro cheio de provocações, era bom não arriscar.
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  O que se passava na cabeça de %Daniella%, era a pergunta do porquê Ashton não ter lhe contado sobre o plano do irmão caçula em noivar, ou o fato de ele poder passar o natal em Manhattan e o ano novo em Chicago. Além disso, ele não a chamaria para ir com ela?
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  – %Dani%? - ouviu a voz do namorado.
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  – Hum?
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  – Que tal um vinho?
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  %Daniella% abriu um pequeno sorriso para Ashton. Será que esperava muito dele? Seria ela uma dessas namoradas chatas e obsessivas? Faria mal perguntar-lhe o motivo de não ter contado a ela?
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  Milhares de perguntas passavam por sua cabeça, mas nenhuma delas foi verbalizada. Pelo contrário, a única coisa que a mulher disse, foi:
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  – É claro.
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Capítulo 4
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eu acho que o Ashton vai ficar com a amiga da Danielle, eles se conheceram por causa dela, eles sempre conversam e aparemente tem um estilo de vida parecido.

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