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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

  – Eu tenho trabalho para terminar.
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  %Levy% deu a volta na bancada de %Daniella% e parou atrás da mulher. Em seguida, inclinou o corpo para frente e deu uma olhada no material que %Daniella% digitava sem parar no computador.
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  – Isso não é para o fechamento do ano? Caramba, %Flack%, você precisa dar um tempo e ter uma vida. - então, sussurrou no ouvido da moça. – Ashton não está presente na sua vida?
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  Em um impulso, %Daniella% empurrou a cadeira de rodas para trás, pegando no pé do senador, que exclamou de dor e encostou na divisória atrás de si para segurar o pé atingido.
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  – Pode ter acabado o horário útil, senador %Jones%, mas ainda estamos em um ambiente de trabalho. - ela pegou a pasta com as planilhas e enviou um olhar sério para o homem, que tinha um pequeno sorriso no rosto. – Ponha-se no seu lugar.
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  Aproveitou a deixa para ir ao banheiro, onde poderia tirar as fotos longe das câmeras de segurança, e também dos olhos de %Jones%. Ninguém podia saber do serviço que fazia para seu pai, apesar de todos saberem o motivo dela estar ali e não na empresa incrivelmente bem-sucedida da família %Flack%.
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  Antes de sair, olhou no celular se havia alguma mensagem de Ashton. Não, é claro. Ele havia avisado que demoraria. Eram quase 19h, mas pelo que ela conhecia o namorado, ele só chegaria às 20h no restaurante.
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  Dessa vez, revirou os olhos quando, ao sair da prefeitura, encontrou com o carro de %Levy% parado em frente. O motorista saiu e abriu a porta para ela. Não era possível ver %Jones% de fora, mas ela sabia que ele estava ali.
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  Não havia escolha. Havia prometido a Ashton que tentaria se dar melhor com %Jones%, mesmo que ela tivesse tentado lhe explicar de diversas maneiras por que os dois eram tão incompatíveis.
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  – Você quase fez um estrago no meu pé, %Flack%. - %Levy% disse, massageando o pé enquanto o motorista seguia para o restaurante.
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  – Que pena.
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  Com aquela simples resposta, %Daniella% mostrou que havia, sim, tido a intenção de machucá-lo, e que continuaria tentando, pois ele também estava sendo ousado demais em cima dela.
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  – Como vai o seu irmão? Ouvi dizer que ele está tendo dificuldade em ter uma lei sancionada. Qual era o nome do ato?
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  %Daniella% não respondeu. Aumentou um item em sua lista do que odiava em %Levy% %Jones%. Ele sempre achava que a provocava, exaltando as falhas do seu irmão mais velho. Mas a mulher não se importava, pois dividia da opinião com o senador; no entanto, o que mais a incomodava era o fato dele sempre mencionar o irmão dela em uma conversa. E já tinha de suportar pessoas falando de Bernard o tempo todo durante o horário de trabalho.
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  – Se você não tem outro assunto para tratar, prefiro fazer a viagem em silêncio.
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  – Ouch. Você não me dá mesmo um desconto.
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  Mas mesmo assim o homem respeitou a vontade da moça e desviou a atenção para o celular e o iPad.
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  O trânsito de Manhattan em uma sexta nunca era livre. Turistas do mundo inteiro se aglomeravam em quase todos os quarteirões da ilha, de forma que um trajeto de 20 minutos facilmente se transformava em quase uma hora. Assim, foi tempo o suficiente para %Daniella% encomendar as compras do final de semana e pedir a entrega na cobertura em que ela dividia com Stephanie. Além disso, tentou contatar Ashton, mas foi o assistente quem retornou, dizendo que ele estava finalizando um protocolo com a última cliente do dia. Por fim, recebeu do pai uma transferência de dinheiro intitulada “happy hour”, mas que era somente uma bonificação pela planilha que ela enviou mais cedo a ele.
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  – Ouvi dizer que você não muda de cargo há cinco anos, %Flack%.
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  Olhou para o homem sentado do lado oposto do carro. Ele tinha o cotovelo apoiado na borda da janela e olhava para ela com um semblante um pouco mais sério do que antes; conseguia distinguir quando %Jones% estava apenas a usando como objeto de sua diversão, e quando queria falar sério.
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  – Estou satisfeita com o que faço.
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  – Está? - a cabeça dele inclinou levemente para o lado. Apesar de ter sido um movimento discreto, para %Daniella%, foi como se uma flecha tivesse atravessado seu peito.
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  Era o que sentia quando questionavam sua posição. Ela era a melhor funcionária da prefeitura; metade dos funcionários dependiam dela para muitas coisas, a outra metade não a conhecia. Por que, então, ela não tinha sua própria sala e um salário estrondoso?
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  Mas se fosse para %Daniella% seguir sua própria vontade, jamais estaria ali. Não estaria trabalhando para a prefeitura e envolvida em politicagem. Teria seguido seu sonho de abrir sua própria agência de produção de eventos matrimoniais. Tinha vários contatos, havia participado da equipe de alguns casamentos durante a época da faculdade e nunca se encontrou mais feliz do que naquele momento. A correria, a organização, a sensação de dever cumprido ao ver os noivos deixarem a festa. Gostava até das coisas que davam errado e ela tinha de arranjar uma maneira de arrumar tudo sem que o processo restante fosse afetado.
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  Na prefeitura, tudo era a mesma coisa. Os mesmos serviços, as mesmas pessoas, as mesmas expressões infelizes e as mentiras. Odiava ir para o trabalho, odiava ser uma peça do pai e odiava sentir que sua vida não era verdadeiramente sua. E por mais que tivesse todos esses pensamentos, odiava não conseguir dessa rotina, apenas porque desde pequena foi educada a trabalhar pela família (e para ela também).
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  Olhou para a janela. Poderia agir como Megan, sua irmã mais velha. No ano anterior se casou com um homem quase 30 anos mais velho que havia enviuvado e não tinha filhos. Tudo o que ela fez foi encontrá-lo em uma festa, sorrir e tratá-lo como se fosse um gênio dos negócios; recebeu o anel de noivado oito meses depois. Sua lua de mel durou outros seis meses e, pelos planos da irmã, estaria grávida nos próximos 2 ou 3 meses. Mas não é toda essa história a causa da inveja de %Daniella% pela irmã, mas sim o fato de que, após esse casamento, os pais a tratam como se ela fosse a melhor filha.
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  E agora Megan podia trabalhar com o que quisesse, ser quem quisesse, contanto que conseguisse o controle das empresas do marido, que eram grandes o suficiente para fazerem a diferença no meio empresarial.
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  – Posso te oferecer três vezes o que ganha.
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  Ela olhou para o lado oposto da janela, onde %Levy% a olhava com curiosidade. Já fazia um tempo que estava curioso para saber qual era a de %Daniella% %Flack%. Desde que a conheceu, por conta de Ashton, viu uma mudança drástica. Da época da faculdade até os dias atuais, foi como se uma nova %Daniella% tivesse tomado o lugar da antiga, sempre sorridente e perspicaz.
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  – O quê? - ela perguntou, descrente do que havia ouvido.
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  – Você está sendo subestimada, %Flack% - o homem a respondeu –, você sabe que pode muito mais do que isso.
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  – Eu disse que estou satisfeita com meu trabalho. Além disso, você se esqueceu de que sou uma %Flack%? Não posso trabalhar com você.
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  %Levy% abriu um sorriso.
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  – Você pode trabalhar com quem quiser. As eleições já acabaram.
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  Para a sorte de %Daniella%, o carro lentamente diminuiu a velocidade, de acordo com que se aproximavam da entrada do restaurante.
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  – Obrigada pela oferta, mas como disse antes, estou satisfeita com meu trabalho. - ela abriu a porta antes que o funcionário designado ao serviço pudesse agir. E sem esperar uma resposta de %Levy%, saiu.
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  Enquanto caminhava para a mesa reservada por Ashton, pensou nas coisas que aconteceriam se aceitasse trabalhar para o senador. Primeiro, Bernard falaria um monte em seu ouvido, e ele já fazia isso com uma frequência maior do que ela gostaria; segundo, Megan viria, de novo, lhe dar uma lição de moral, como se todas as suas escolhas fossem corretas e as de %Daniella%, erradas. Por fim, o pai viria com toda a frieza necessária para cima da filha, enchendo-a de lembranças de como ela era antes e como ele investiu nela para que tivesse sucesso.
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  Mas que sucesso? Ela pensou.
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  Respirou fundo, deixando tudo de lado. Isso não importava mais.
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  Olhou para a mesa que o maitre apontou como a reservada. Suspirou ao vê-la vazia, à espera das pessoas que jantariam ali naquela noite. Passou os olhos rapidamente no relógio de pulso, que marcava mais de 20h.
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  Atrasado. Ela pensou, sentando-se em um dos lados da mesa, enquanto %Levy% parava para cumprimentar todos aqueles que reconhecia, e também os que o reconheciam. Levou cerca de 15 minutos para chegar à mesa.
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  – Uma água - ele falou para o garçom que veio atendê-los –, estamos esperando mais duas pessoas.
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  – Duas? - %Daniella% ergueu os olhos do celular para %Levy%, que abriu um pequeno sorriso.
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  – Você parece surpresa. Tem certeza de que Clarke te falou sobre este jantar?
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  Poderia conversar com Ashton mais tarde, quando ele a levasse para casa. %Daniella% sabia que o motivo do namorado ter ocultado a presença de %Levy% era porque ela não conseguia manter uma conversa tranquila, pelo fato de o senador provocá-la o tempo inteiro; por outro lado, não falar que iriam encontrar com outra pessoa?
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  – Ah, ainda bem! - a voz conhecida de Stephanie soou atrás de %Daniella%, que arregalou os olhos para ver a melhor amiga se aproximar de %Levy%. – Esse trânsito está insuportável. Podemos marcar um jantar para mais tarde da próxima vez? Minha clínica não é perto daqui, sabe?
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  %Daniella% não respondeu nada. Ficou observando os dois se cumprimentarem como se fossem amantes; sabia que Stephanie e %Levy% de vez em quando saíam juntos - porque os dois simplesmente não sabiam ficar sozinhos –, mas não esperava que Ashton fosse concordar em um encontro duplo. Ele odiava essas coisas.
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  – Oi querido, você me deu um bolo essa semana. - a voz de Stephanie se tornou aveludada, enquanto acariciava o rosto de %Levy%, que tinha a mão em sua cintura.
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  – Estive ocupado com a reforma do meu escritório. Mas mandei algumas pessoas lá. Não foi o suficiente.
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  – É só por isso que não te liguei. - Stephanie se sentou onde antes o senador estava sentado e olhou para %Daniella%. – A governadora é minha nova cliente VIP.
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  – Parabéns - sorriu para Stephanie –, ela tem filhas, não tem?
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  – Filha - Stephanie disse, fazendo o número 1 com o número –, já marcou consulta na semana que vem. Estou bombando, amiga!
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  %Daniella% sorriu. Stephanie abriu uma clínica de estética e, por conta dos diversos contatos que agregou durante a faculdade, logo chamou a atenção da sociedade nova-iorquina, conquistando uma boa quantidade de clientes importantes, que trouxeram outros clientes, tornando-a o que é hoje.
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  Será que se ela estivesse no ramo de seus sonhos como a amiga, também estaria vibrante como Stephanie estava? Os cabelos longos e pretos da amiga estavam brilhantes como nunca; a maquiagem, perfeita; e ela praticava um autocuidado que a deixava com o corpo que todas as suas clientes buscam em sua clínica.
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  Era por isso que ela e %Levy% estavam juntos agora. Porque o que ele precisava, era de uma mulher empoderada e visualmente bela para todos ficarem felizes por estarem sendo liderados por um homem que se preocupava com os relacionamentos pessoais. Por outro lado, Stephanie também tinha vantagens; além de gostar de homens bonitos - e era inegável que %Levy%, por mais irritante que fosse, também era um colírio para os olhos -, se aproximava somente dos que lhe traziam benefícios. E como o homem mostrou mais cedo, ele oferecia muitos benefícios para a lista de clientes da clínica de Stephanie.
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  Cansada com o sucesso alheio, sendo que ao olhar para o espelho via uma mulher séria e sem vida, decidiu enviar uma mensagem para o namorado, agora absurdamente atrasado.
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  %Levy% e Stephanie não param de flertar um com o outro. Quando você chega para me salvar desse martírio?
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  – Você sabe quem foi lá na clínica hoje, %Dani%? - Stephanie desviou o olhar de %Levy% e o suavizou ao encarar a melhor amiga. – Patricia, aquela megera. Teve a coragem de dar as caras lá e a audácia de “me confundir com uma funcionária”.
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  – Ela não tem muita classe.
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  – Pois você tinha de ter me visto pisando nela e sua herança sem valor. - Stephanie ergueu o queixo. – Sinto que toda a humilhação que ela me fez passar na época da faculdade foi finalmente paga.
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  %Flack% sorriu. Era isso o que mais admirava na amiga. Ela usava das quedas como combustível para seguir em frente. E por mais difícil que a mulher aparentasse ser, ela só não tinha filtro na língua. Cabia a quem recebia a mensagem, interpretar para o lado positivo, caso quisesse manter um relacionamento amigável com Stephanie.
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  – E agora ela quer fazer parte da lista VIP! - Stephanie riu e olhou para %Levy%, que observava as duas conversarem com um sorriso de quem estava se divertindo mais com elas, do que com o assunto em si. – Dá para acreditar?
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  – Você devia deixar.
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  – O quê? E por quê? Para ela vir jogar na minha cara que paga minhas contas?
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  – Você fala coisas muito piores para algumas pessoas, Ste. - %Daniella% sorriu para a amiga, que mexeu os ombros, como quem não admitiria a verdade posta em mesa. – E se quer saber, essa acusação não é uma mentira. Mesmo não sendo VIP, ela está pagando suas contas. Então por que você não a faz pagar suas contas maiores?
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  Um silêncio tomou conta da mesa em que estavam, até Stephanie entender o que a amiga queria dizer. Virou-se para %Levy%, que olhava para %Daniella% com o mesmo sorriso de antes, porém junto de um brilho nos olhos que só o alvo de sua mira pode ver, mas que preferiu ignorar.
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  – É por isso que ela é minha melhor amiga.
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  – Isso, e o fato de você morar em uma cobertura no Upper East de graça. - %Daniella% completou, pegando a taça de água para beber um gole.
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  O “casal” soltou uma risada, mas provavelmente com motivos diferentes, pois enquanto Stephanie mantinha o tom humorado de %Daniella%, %Levy% permaneceu calado, preso em pensamentos e olhando a namorada de seu grande amigo.
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Capítulo 3
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Lelen

Eu ia deixar acumular capítulo antes de continuar a ler, mas não me aguentei KKKKKKKKK
CARAIO, KD ASHTON? E eu amei a frase de fazer a mulher pagar as contas maiores da bff, GENIAL AHHAHAHAHAH
E que situação da Dani com a família, pqp, eu já teria surtado e desaparecido no mundo kkkk
Final feliz, por favor. E freedom, please.

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