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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

  ATUALMENTE
  

  %Daniella% olhou ao redor com desinteresse. Em seguida, deu uma conferida na hora, pois alguém na parte da manhã havia dito com convicção de que o dia estava passando rápido, mas, aparentemente, como todas as demais pessoas que frequentam aquele ambiente, ela estava mentindo.
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  Ainda eram cinco da tarde, e a última vez que havia conferido, já passava das quatro e cinquenta.
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  – Você parece entediada. - ouviu ao seu lado.
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  – Imagina - ela respondeu, enviando um arquivo para impressão –, só estava gastando tempo olhando ao redor, enquanto espero o documento ser impresso.
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  O som da máquina começou a soar ao fundo da sala. Pessoas e mais pessoas passavam por ela, desinteressadas em seu conteúdo, a não ser que também estivessem aguardando por uma impressão. Com uma pasta contendo os documentos em mãos, seguiu direto para a sala do diretor em passos firmes.
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  – O doutor me chamou para entregar alguns documentos - ergueu a pasta sob a vista de Kim, a secretária, que anunciou sua chegada.
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  – Pode entrar.
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  O homem estava sentado, respondendo uma mensagem em seu celular com um sorriso malicioso. Ao ver %Daniella%, limpou a garganta e colocou o aparelho de lado.
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  – O que temos?
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  – O pedido da Sachs para o evento de Ação de Graças. - ela entregou a pasta para o homem, que sorriu.
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  %Daniella% odiava os sorrisos dele. O diretor não sorria para absolutamente ninguém; pelo contrário, sempre que podia, fazia questão de dar uma lição a seus funcionários, como se fosse um Deus que pudesse tratar os outros da forma que quisesse. Como se ele, ao morrer, também não fosse para o mesmo lugar que todos os outros.
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  Mas com ela, o homem era diferente. Porque %Daniella% não estava no mesmo patamar que ele. O diretor, apesar de arrogante, era esperto. O sobrenome %Flack% era não somente sinal de poder, mas de sucesso garantido. Eric %Flack%, pai de %Daniella%, é presidente de uma das empresas mais importantes do país, e por isso, diversas pessoas como o diretor em questão tentavam estar na lista de estimados do homem, tendo que engolir %Daniella% e sua personalidade fechada e rígida.
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  – Foi uma boa decisão minha deixar esse caso em suas mãos, %Flack%.
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  A moça não respondeu. Não era nada demais. A análise e aprovação de um evento que tradicionalmente acontecia todos os anos não era um caso importante e os dois sabiam disso. O diretor apenas queria verbalizar sua competência, só para o caso dela não ter pensado no assunto.
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  Ele limpou a garganta ao perceber que não receberia nada em resposta.
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  – Seu pai…
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  %Daniella% continuou calada. Tinha que aguentar pessoas falando sobre seu pai o dia inteiro, como se ela fosse o único meio de comunicação que eles poderiam ter com o homem.
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  Como se eu fosse falar bem de vocês para ele. Ela pensou, irritada.
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  – Bem - o homem tentou continuar –, era de se esperar que você oferecesse um bom desempenho. Deve ser do sangue.
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  A vontade era de revirar os olhos, mas %Daniella% abriu um pequeno sorriso, apenas para fazer o homem achar que havia acertado na loto. Devia fazê-los continuar elogiando. Se fosse assim, pelo menos repetiriam o ato na frente do pai.
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  Mas não era parte do sangue. Não havia como falhar no serviço que passavam a ela. Além disso, seu irmão mais velho era um incompetente e havia provado isso de diversas formas. A mais recente, perdendo a eleição como Senador do estado de Nova Iorque. Foi uma grande perda para a família %Flack%, apesar de Bernard, o irmão, não ter parecido verdadeiramente aborrecido com a situação.
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  – Eu só teria que trabalhar mais - ele ergueu os ombros relaxadamente, durante o jantar que lhe foi tirado algumas responsabilidades.
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  A irmã mais nova nada disse. Ouviu Megan, a irmã que vinha antes dela e depois de Bernard, dar-lhe um sermão sobre as coisas que a família conseguiria com ele no papel de senador. Mas o %Flack% mais velho jamais entenderia pois era egoísta demais.
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  – Precisa de mais alguma coisa? - ela perguntou. O homem ponderou por alguns segundos, e olhou no relógio.
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  – Não, pode ir.
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  Sem dizer nada, %Daniella% deu as costas ao homem e saiu da sala, voltando para sua mesa, onde teria que arranjar algum serviço que pudesse ou precisasse ser feito. No entanto, durante o caminho de volta, percebeu uma enorme movimentação entre as pessoas; procurou saber sobre o que se tratava, mas foi só descobrir quando já estava em sua mesa, e Margot, sua vizinha de bancada e única colega de equipe, lhe disse:
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  – O senador %Jones% está aqui!
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  A tonalidade da voz da colega mostrava que a notícia era mais do que positiva. De fato, %Daniella% pode ver que várias outras mulheres que dividiam aquele andar estavam animadas.
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  Sabia quem era o senador %Jones%. O irmão havia perdido para ele nas últimas eleições. %Daniella% o havia visto durante um evento familiar de políticos, e foi obrigada a comparecer porque é isso o que muitos políticos fazem: mostram que têm uma família perfeita. Neste caso, ainda mais, Bernard estar casado e com sua família inteira o apoiando era mais do que uma vantagem – apesar de %Levy% %Jones% ser um homem de currículo impecável, ele era conhecido por gostar de ser solteiro; para os conservadores, isso só tinha um significado: mulherengo.
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  E mesmo assim ele ganhou de Bernard. %Daniella% pensou, vendo parte da comitiva do senador andar de um lado para o outro.
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  – Ele ficará aqui?
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  – Incrível, não é? - Margot sorriu. – Geralmente os senadores ficam em seus próprios escritórios em algum lugar maravilhoso, mas ele, humilde, decidiu ficar por aqui até achar um local mais adequado para toda sua comitiva.
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  Para ficar de olho nas corjas. A mente de %Daniella%, mais uma vez, trabalhou separado da boca.
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  Decidiu que o homem não valia o seu tempo. Já havia o visto antes e, apesar de bonito e charmoso, era um político, e com esses ela não queria se envolver. Além disso, tinha Ashton, com quem se encontraria logo após o trabalho.
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  Sorriu só de se lembrar.
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  Ela e Ashton haviam combinado de se encontrarem somente aos finais de semana, ou quando a agenda dos dois – na verdade, a dele – permitisse. Com a clínica em ascensão, Ashton não podia desviar sua atenção para diversão. Queria abrir uma nova filial próximo dos Hamptons até o final do próximo ano, mas para isso precisava trabalhar muito e conquistar muitos clientes fiéis ao seu trabalho.
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  Apesar do combinado ter sido feito para benefício dos dois, %Daniella% nunca precisou de tempo para seu trabalho, uma vez que ele era rotineiro e não lhe oferecia nenhum desafio. Desde sua formação, há 7 anos, não sentia prazer em ir trabalhar. Isso se deve ao fato de ela não fazer o que realmente queria.
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  – Você trabalhará no prédio da prefeitura. Na área administrativa. - o pai disse, na noite em que celebrariam a formação de %Daniella% na Columbia. – Preciso de alguém de confiança lá. Você fará um bom trabalho.
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  Por mais que quisesse ter a opção de dizer não, a educação que %Daniella% recebeu fez com que ela não dissesse nada e apenas consentisse com o pai. A mãe, como sempre, estava alheia à vida que o marido estava criando para os filhos. Contanto que ela conseguisse continuar mantendo a vida de luxo, o resto da família poderia se destruir o quanto quisesse.
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  A única coisa que lhe foi permitida, após uma fase rebelde pelo qual passou, foi sair de casa para ir morar com Stephanie. As duas se mudaram para uma cobertura que Eric %Flack% comprou para %Daniella%, porque a filha não poderia ser vista morando em um lugar menos do que o Upper East Side.
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  Vou me atrasar, o paciente das 17h atrasou e agora todos os outros também estão atrasados. Podemos nos encontrar direto no restaurante? Talvez chegue às 20h. Te amo.
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  %Daniella% suspirou.
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  A cabeça imediatamente parou para pensar no que ela poderia fazer durante esse tempo. Ashton não costuma ser do tipo que atrasa; um hábito por conta de suas consultas, mas quando ele diz “talvez”, significa que apenas está sendo doce em dizer que irá se atrasar.
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  – Olhe lá! - Margot deu alguns tapinhas na própria mesa para chamar a atenção de %Daniella%.
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  A moça virou o rosto na direção da entrada, onde %Levy% %Jones% entrava em sua melhor forma, com o terno completo, como gostava de se vestir, os cabelos arrumados e os ombros bem eretos. %Daniella% não pode deixar de pensar em como ele era pomposo, como um galo, que infla o peito para mostrar a masculinidade. A imagem do animal lhe fez abrir um pequeno sorriso de sarcasmo, que, para seu azar, foi capturado pelos olhos do senador, já que ele usou exatamente deste momento para passar os olhos pela enorme sala.
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  Merda, ela pensou, vendo-o andar em sua direção.
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  – Bom dia, senhorita - ele lhe disse, dando o sorriso que fazia pessoas como Margot suspirar.
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  – Bom dia, senador.
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  %Daniella% havia feito todas as aulas de etiqueta necessárias, por ordem dos pais. Apesar de não ser carismática, sabia se comportar à frente de qualquer pessoa, principalmente uma que sabia quem ela era e fazia questão de se mostrar.
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  – Não me passou despercebido que você aprecia bastante do que faz - ele olhou para a mesa perfeitamente organizada da mulher, que manteve a expressão serena, mesmo tendo uma imensa vontade de erguer a sobrancelha e mandá-lo pastar.
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  – Não tanto quanto o senhor - ela abriu um pequeno sorriso. Em sua cabeça, não conseguia evitar pensar que se o diretor queria ganhar alguns pontos com ela, esse era o momento perfeito para chamá-la.
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  No entanto, outra pessoa fez o serviço do homem, já que seu telefone tocou ali mesmo.
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  – Com licença - ela sorriu, afastando seu olhar do político, que não se mostrou incomodado e nem inclinado a sair da área. Ao invés disso, encostou-se na mesa de %Daniella% e deixou que seu assessor se aproximasse para discutir alguns assuntos no iPad que carregava.
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  Teimoso! A moça pensou, disfarçando a cara feia ao perceber que %Levy% %Jones% não tinha a menor intenção de acabar por ali a conversa.
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  – Sim, basta verificar se os dados que constam na planilha estão corretos… Não, eu já fiz a primeira verificação e conferi com as notas fiscais… O senhor é o gerente, ninguém mais tem a autoridade de aprovar… Sim senhor, obrigada.
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  Era sempre assim. A resposta dos superiores para não fazer suas obrigações eram sempre as mesmas: “Confio no seu trabalho.” e “Se você quem fez, então uma revisão é desnecessária.” Podia, sim, se sentir feliz, se o pai não a impedisse de subir de cargo, apenas porque naquela posição específica em que ela estava, tinha acesso a tudo o que todas as pessoas mais importantes na política de Nova Iorque faziam. Tudo o que ela precisava fazer era enviar assuntos que pudessem se envolver com a empresa %Flack%; o resto, Bernard, o pai, Megan e seu marido faziam. Como recompensa, o pai lhe dava uma “mesada” que equivalia ao salário das pessoas a quem ela tinha de ficar de olho.
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  Ao desligar o telefone, suspirou e fechou os olhos, algo que sempre fazia para controlar sua raiva.
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  – Muito trabalho? - ouviu a voz ao seu lado.
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  Ao abrir os olhos, deu de cara com olhos castanhos profundos encarando-a. Havia se esquecido do senador %Jones%. Ele não podia se aproximar dessa maneira de uma funcionária, muito menos manter esse sorriso que conquistou praticamente todo o estado de Nova Iorque.
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  %Daniella% limpou a garganta e voltou com a expressão tranquila e comportada.
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  – Não senhor. - ela olhou ao redor, onde grande parte das pessoas, apesar de não estar olhando para os dois, tinham suas atenções inteira voltadas para o senador e a queridinha de seus chefes. Nenhum deles enxergaria que %Daniella% mal fez algo para chamar a atenção de %Jones%; era mais fácil culpar alguém pela falta de satisfação no trabalho. – Se me permite…
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  Sem esperar por uma resposta, se levantou e deixou a mesa com uma nova pasta em mãos. Teria de ir até a sala do homem a quem havia acabado de falar ao telefone, para finalizar o serviço que ele era pago para fazer, e não ela. Na verdade, %Daniella% era muito bem recompensada por fazer aquele e os demais funcionários de alto calão dependerem dela; o pai adorava quando documentos importantes com aquele que ela pegaria paravam em sua mesa.
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  No entanto, dessa vez, %Daniella% não teria tanta facilidade dessa vez, pois ao sair da sala do gerente, esqueceu-se que ela era próxima da que o senador %Jones% ocuparia. A movimentação era diferente de quando só havia o gerente passando por ali; suspirou e foi direto para sua mesa. Já sabia como usar o tempo livre até o jantar com Ashton. Esperaria todos saírem para que ela pudesse finalizar esse trabalho para o pai.
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  – Hora extra de novo? - Margot fez uma careta para a colega, que ergueu os ombros. – Você precisa descansar mais. Aquele seu namorado bonitão não vem te pegar hoje?
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  – Ele está ocupado. - %Daniella% apenas respondeu, os olhos presos na tela do computador enquanto digitava um trabalho que era para ser entregue só na semana seguinte. – Bom final de semana.
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  – Eu terei! Vou sair com aquele gato do Tinder. - ela enviou uma piscadela para a colega, que abriu um pequeno sorriso, o máximo que poderia dar para Margot.
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  – Bom encontro.
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  Olhou as horas. 18h15. Tudo bem. Ela conseguiria aguentar mais uma hora. Ninguém fazia hora extra às sextas; muito pelo contrário. Faziam de tudo para conseguirem sair antes.
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  – Você disse que não havia muito trabalho. - uma voz soou à sua frente poucos minutos depois.
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  %Daniella% ergueu o olhar com desinteresse, pois sabia exatamente quem era. Se pudesse, teria suspirado. Um suspiro exausto e entediado.
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  – Eu não tenho. - ela disse, olhando ao redor para conferir se devia manter ou não a etiqueta com o senador.
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  – Só tem nós dois. E mais um ou outro. - ele respondeu para ela, atento aos movimentos da moça.
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  – Ah.
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  %Levy% abriu um pequeno sorriso. Aquela, sim, era %Daniella% %Flack%.
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  Os dois haviam se conhecido há alguns anos por conta da política. A mulher não era muito o seu tipo; lhe faltava curvas e charme, contudo, havia algo na seriedade e frieza na irmã de seu ex-concorrente que lhe despertava interesse.
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  – Você não pareceu surpresa por me ver aqui.
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  – Para uma pessoa que gosta de estar no antro da política, a surpresa seria se você não estivesse aqui.
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  – Ora, assim você me magoa.
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  Pena que eu não dou a mínima. Ela quis responder, mas aí já ultrapassaria uma linha da intimidade que ela não gostaria de ter com ele.
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  %Levy% %Jones% a irritava. Talvez fosse por agir como o irmão mais velho, com seus sorrisos falsos e teatralizados. Ou então porque ele, toda vez que se encontrava com ela, a provocava. Odiava pessoas que não sabiam o significado da palavra limite. No entanto, por ele ser quem ela, e por ela ter recebido a educação que recebera, sempre lidava da maneira mais educada e fina possível.
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  Entretanto, havia um motivo que a irritava mais do que estes outros mencionados…
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  – Vamos, falei para Clarke que a levaria para o restaurante.
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  – O quê?
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  – Veja só, finalmente consegui chamar sua atenção. - ele sorriu, apoiando-se na divisória que a mesa de %Daniella% tinha com o corredor. – Você achou que o jantar era em casal?
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  Era isso.
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  Esse era o motivo que %Daniella% mais se irritava com %Levy% %Jones%. Ela poderia superar as brincadeiras dele com a vida aparentemente perfeita dela, ou com as características muito parecidas com a de seu irmão mais velho, a quem abominava. Mas o fato de %Levy% ser o melhor amigo de Ashton era demais.
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  Odiava que o senador era o melhor amigo de seu namorado.
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  Odiava com todas as suas forças.
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