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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 14

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

  A viagem para Paris abriu os olhos de %Daniella% para muitas coisas. Primeiro, que havia muito mais no mundo do que a sociedade sufocante de Nova Iorque; segundo, que ela continuava muito boa com suas observações; terceiro, seu sonho permanecia ali, escondido em um canto escuro e esquecido dela, mas que foi facilmente trazido à tona quando %Levy% a levou em diversos eventos e a apresentou a dezenas de pessoas envolvidas na organização.
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  – A maneira como nós fazemos é diferente dos americanos – Charlotte, uma mulher de quase 60 anos, conhecida de %Levy% e responsável por uma das melhores empresas de organização de eventos – se não a melhor de Paris, dizia para %Daniella% em um jantar de gala –, nós temos mais requinte e bom gosto.
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  – Sem sombra de dúvida. – %Daniella% sorriu.
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  Uma característica daqueles que eram donos de seus próprios narizes, era que, para conseguir algo deles, era preciso mais do que palavras bonitas e um bom ouvido; para conseguir informações de fornecedores e como começar a carreira, %Daniella% fez comentários pertinentes e observações importantes sobre os eventos que, mais tarde, Charlotte a convidou para comparecer.
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  – Perda de talento - ela disse a %Levy%, na última noite dos dois em Paris –, ela não deveria estar envolvida com a política, mas sim tornando a política mais majestosa.
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  %Daniella% fingiu não ter ouvido, mas gostou do que havia presenciado. Ficou curiosa para saber o que %Jones% poderia ter respondido, mas contentou-se em guardar para si o elogio da mulher. Ali, longe de sua família e das correntes que a prendiam, ela se sentia dona de si e liberta para fazer o quisesse e ser quem quisesse ser.
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  Seu único problema, no entanto, era sua relação com %Levy%. Mesmo depois do vexame que ela passou quando os dois se beijaram, o homem parecia tratá-la da mesma maneira de sempre, a provocando, ao mesmo tempo que auxiliando-a em tudo o que lhe era possível.
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  Por várias vezes %Daniella% se viu confusa com as ações do senador. Por um lado, ele a fazia sentir palpitações que há muito tempo não acontecia com ela; por outro, não ultrapassava a linha que ela havia riscado entre eles. Sempre que chegavam ao apartamento do hotel, ele esperava que ela tomasse a iniciativa de se isolar em seu quarto ou passar parte da noite conversando com ele enquanto bebericavam uma taça de vinho cada.
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  – Você… - ela começou a falar na última noite dos dois em Paris; haviam passado da segunda taça, o que gerou mais coragem para %Daniella% falar o que precisava com %Levy%; – Você poderia me passar o telefone de Jane?
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  – É claro - %Levy% pegou o próprio celular e encaminhou o número da famosa organizadora de eventos de Nova Iorque para %Daniella%. – Você precisa que eu marque com ela?
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  – Não, você já fez o suficiente, obrigada. - ela olhou para o celular e engoliu seco ao ver o contato da mulher. – Daqui pra frente, eu sigo sozi…
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  – Você não precisa seguir sozinha, %Daniella%.
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  Ela ergueu os olhos surpresa para o homem.
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  – Não sei o que você poderia ajudar…
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  – Não estou falando só sobre isso. - ele completou as taças de vinho dos dois.
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  A mulher ficou olhando para o líquido bordô em sua taça. %Levy% estava fazendo o que Ashton nunca fez durante o relacionamento dos dois: impulsionou ela para frente e a segurou quando necessário, tudo no momento certo. %Daniella% estava, de fato, querendo caminhar rápido demais em um caminho desconhecido; sentia-se poderosa e dona de si, mas provavelmente as coisas mudariam quando voltasse para Nova Iorque. Ter de encarar seu pai e sua família seria muito mais do que tudo o que ela havia imaginado antes. Todas as suas ilusões terminavam com eles aceitando deixá-la seguir seu próprio caminho; aparentemente, ela perdeu tempo demais pensando no que poderia ser, quando a família não deu sinal nenhum de que permitiria seguir outro caminho senão aquele criado por eles.
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  – Por que está fazendo isso? - ela perguntou, finalmente, ao voltar sua atenção para o senador.
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  Nada justificava tudo o que o homem estava fazendo por ela. Até algumas semanas antes, ela tinha certeza de que a função de vida de %Levy% era atormentá-la. Revirava os olhos só de ouvir seu nome e evitava estar no mesmo ambiente que ele.
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  Contudo, não só estava junto dele a mais de uma semana, como cogitou – e tentou – ir para a cama com ele. Precisava de uma explicação para tudo, ou correria o risco de se enganar mais uma vez.
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  O homem permaneceu calado, observando a própria taça, até decidir que era hora de falar. %Levy% encarou %Daniella% por um bom tempo antes de começar a falar:
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  – Eu gosto de você.
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  A percepção de que nada justificava as ações do senador se foi pelo ralo. %Daniella% sentiu as bochechas corarem e juraria para quem fosse que era um efeito retardado do vinho. Permaneceu quieta, pois não iria correr o risco de fazê-lo mudar de ideia quanto ao falar sobre a afirmação que tirou parte do seu ar.
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  – A primeira vez que nos encontramos foi em uma festa pré-partidária. - ele começou a falar. – Você estava em um canto tentando fugir de seus pais, e eu era, é claro parte do centro das atenções junto com seu irmão.
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  “Não me leve a mal, mas quando se tem uma família como a sua no mesmo ambiente, é normal que você crie um sexto sentido aguçado.”
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  – Minha família pode ser um tanto… intimidante.
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  %Levy% abriu um pequeno sorriso de ironia.
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  – Quando você se torna alvo da sua família, ela se torna pouco mais do que intimidante, %Daniella%. - ele brincou, fazendo-a rir. – Me aproximei de você, porque achei que seria bom começar a ter um contato com os %Flack% pela pessoa menos interessante deles.
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  – Menos interessante? - ela ergueu a sobrancelha, vendo-o sorrir, ciente de que a provocação havia afetado-a.
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  – Para os outros. - ele disse. – Você vivia escondida pelos cantos dos lugares, tentando fugir de todo mundo que lia o seu sobrenome tatuado em sua testa; para mim era muito interessante observar como você tinha a habilidade de desviar do caminho das pessoas, só para não precisar entrar em uma conversa com elas.
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  %Daniella% sorriu e bebeu um gole de seu vinho. Era um dom dela, se esgueirar pelos lugares em busca de um canto seguro, porque seria pior se fosse pega por um dos seguidores de seu pai.
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  – Quando cutuquei você e consegui sua atenção, a única coisa que fez foi bufar e olhar ao redor em busca de uma saída de emergência.
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  – Eu com certeza não bufei.
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  – Ora, é a sua palavra contra a minha. - ele sorriu, vendo-a abrir a boca. – Você foi a única pessoa naquele dia que mostrou-se descontente em me ver.
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  – Desculpe não ter amaciado o seu ego, senador.
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  %Levy% riu.
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  – Eu adorei.
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  – O quê?
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  – Adorei. - disse, como se fosse simples assim. – Achei divertido ver uma pessoa com coragem de ser quem era, no meio de tantos personagens. Sem perceber, me vi procurando você nas festas e eventos, apenas para saber qual comportamento você demonstraria em seguida.
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  “Quando se gasta muito tempo observando uma pessoa, acaba se descobrindo muito mais do que imagina. Aos poucos você foi se tornando o alvo dos meus pensamentos.”
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  – Mas eu era namorada do seu melhor amigo.
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  – Bem, eu nunca dei em cima de você durante o seu relacionamento, não é? - ele sorriu.
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  Ela ficou sem fala. Por mais que não gostasse de %Levy%, ele, de fato, nunca foi mal educado com ela, muito menos desrespeitoso com o melhor amigo.
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  – Ashton sabe.
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  %Daniella% arregalou os olhos e o encarou.
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  – O quê?
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  – Sobre meus sentimentos.
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  – Como?
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  %Jones% suspirou e olhou ao redor. Havia sido descuidado. O hábito de olhar para %Daniella% de onde quer que estivesse não passou despercebido por Ashton, que logo foi conversar com ele.
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  – Ashton sabia o tempo todo e continuou permitindo que nos encontrássemos?
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  %Daniella% não poderia se sentir mais idiota. O próprio namorado já havia demonstrado desinteresse no relacionamento deles muito antes de terminar. Há quanto tempo ela havia perdido tempo, enquanto ele empurrava a relação com a barriga?
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  – No dia em que vocês terminaram - %Levy% disse, ao terminar de beber o vinho de sua taça –, Ashton me ligou.
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  FLASHBACK

  – Eu tenho mais o que fazer do que atender a seus lamentos, Ashton. - %Levy% atendeu ao telefonema do melhor amigo com um sorriso no rosto.
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  Ashton, contudo, não parecia nada disposto a continuar a brincadeira.
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  – Cuide de %Daniella%.
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  %Levy% desfez do sorriso e olhou ao redor. O evento dos %Flack% estava em pleno ápice e ele estava rodeado demais das pessoas, para poder ter aquela conversa. Pediu licença para os colegas e correu para um canto isolado.
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  – O que você fez?
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  – O que eu deveria ter feito. – o amigo suspirou. – Ela irá entrar no automático. Você deve ir socorrê-la.
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  %Jones% não respondeu. É claro que iria socorrê-la; era, inclusive, o que vinha fazendo nas últimas semanas, mas não falou nada para Ashton porque não gostava de se intrometer na vida dos outros; além disso, era seu melhor amigo e sabia o que fazia.
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  Não esperava, contudo, que o próprio fosse terminar com %Flack% caçula no meio do evento dos pais dela, onde todos iriam avançar sem dó para cima, apenas para conseguir uma fração de atenção do patriarca.
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  – Aonde você está?
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  – Vou para Chicago. Tenho que resolver algumas coisas por lá.
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  – Uau. Você é um canalha.
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  – Eu sei. Estou sendo um covarde. - o amigo suspirou. – Mas será melhor para ela se eu sumir um pouco do mapa.
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  – Não é você quem precisa sumir, Ashton.
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  – Eu sei. É por isso que estou te ligando, %Levy%. Você sabe do que ela precisa. Sempre soube, não é?
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  O senador não respondeu. Ele sabia, porque, ao contrário do amigo, gastou grande parte do seu tempo observando %Daniella% e sua família; o fato de conviver com as pessoas que ela tanto abominava também ajudava.
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  – Obrigado, cara. - ouviu a voz de Ashton.
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  Desligou sem se despedir. Os dois tinham essa intimidade. Olhou ao redor e decidiu voltar para a festa. Não adiantaria de nada correr atrás de %Flack% agora; pegá-la em um momento de tristeza era tudo o que ele não queria; precisava esperar que ela abrisse uma brecha para se aproximar.
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  Enquanto aguardava a fila de pessoas a se despedir dos anfitriões, viu %Daniella% chegando com toda a etiqueta exigida e conversando com os pais. %Levy% viu o alívio nos olhos dela quando os dois deixaram o evento sob os sorrisos e olhares de todos presentes. Enquanto isso, ela se virou para o lado oposto, colocou um sorriso no rosto e fez o melhor papel de anfitriã, resolvendo tudo aquilo que era necessário até que tudo terminasse.
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  FIM DO FLASHBACK

  – Ele ligou para você vir me ajudar?
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  – Você pode interpretar assim. - %Levy% disse.
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  %Daniella% não esperava que Ashton fosse jogá-la direto nos braços do melhor amigo. Descobrir esse lado dele a fez se sentir menos mal do que estava; no fim, foi melhor que tivessem terminado. %Levy%, por outro lado, era um novo problema a ser resolvido.
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  – Você não está me ajudando por causa do meu pai, não é?
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  O homem sorriu.
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  – Eu não sou mesquinho como você acha, %Daniella%. - abriu a última garrafa e encheu mais uma taça. – Estou avisando, esse é meu limite – apontou para o objeto cheio de vinho. –, você se surpreenderia com o número de pessoas que não estão nem aí para a sua família.
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  – Mas todo mundo tem medo do meu pai.
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  – Todo mundo ao redor de vocês tem medo do seu pai. - ele bebeu um gole e respirou fundo. – %Daniella%, seu pai está morrendo de medo de você estar comigo.
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  Ela ergueu as sobrancelhas.
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  – Esse foi um comentário bem egocêntrico.
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  %Jones% soltou uma gargalhada.
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  – Deixe-me reformular a frase. Seu pai sabe que você está com um pé para fora da jaula que ele colocou ao seu redor. Eu não ganhei as eleições por um ato de azar da sua família. Eu ganhei porque sou melhor, e porque meus contatos são muito maiores que os dos seu pai. E ele sabe bem disso.
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  Fazia sentido. Eric %Flack% nunca se mostrou tão interessado em %Daniella% como foi nas últimas semanas. E-mails, telefonemas e até o encontro na mansão dos Hamptons. Algo havia acontecido que ele não gostou e estava, da sua própria maneira, resolvendo tudo.
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  – Você não precisa desbravar o mundo sozinha, %Daniella%. - %Levy% falou, voltando ao assunto inicial.
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  A mulher permaneceu calada, olhando para ele e pensando em como seu horizonte se expandiu nas últimas semanas. Haviam diversas saídas para seus problemas, e todas elas não precisavam em nada de seus pais ou da aprovação deles. Saber que havia um respaldo ajudou, e muito, a criar coragem para seguir esse novo caminho.
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  Sem dizer um ‘A’, %Daniella% se levantou e terminou o vinho de sua taça em um só gole. Então, em passos apressados, sentou no colo de %Levy% e o beijou.
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  Poderia jogar a culpa na embriaguez depois, se fosse necessário. Mas não achava que seria, já que assim que seus lábios se tocaram, as mãos do homem foram para as costas dela, acariciando-a e trazendo seu corpo para mais perto.
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  – Se você tentar me rejeitar agora… - ela disse, entre os beijos, quando desabotoou a camisa que ele usava.
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  – Eu não ousaria. - ele disse, vendo-a tirar a própria blusa e jogá-la longe.
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  – Muito bem. - o elogiou, voltando a colar seus lábios.
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  Em um impulso simples, %Levy% se levantou e foi até o quarto de %Daniella%, carregando-a em seu colo e deixando que as mãos dela bagunçassem seus cabelos, enquanto ele saboreava os lábios com gosto de vinho. Ao apoiá-la na cama, usou do tempo em que cada um se despia para observar a beleza da mulher que havia lhe captado a atenção durante anos.
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  E agora ela era dele.
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  – O que você está pensando?
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  Ele sorriu e deixou-se deitar em cima dela, sendo recebido pelos braços compridos dela ao seu redor.
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  – Em como eu tenho sorte.
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