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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 13

Tempo estimado de leitura: 18 minutos

  %Daniella% quase teve um surto de riso quando, na área de embarque do voo, viu na tela do destino, o nome Paris.
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  %Levy% havia pedido para George passar na cobertura de Stephanie, com quem havia falado enquanto esperava o lanche dos dois serem preparados no Wendy’s, para ela providenciar algumas roupas e o passaporte de %Daniella%.
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  “Quebre o coração dela e eu quebro você.”
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  Foi a mensagem que ele recebeu quando confirmou que estava tudo certo com o documento de %Daniella%.
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  Abriu um pequeno sorriso e olhou a mulher ao lado soltar murmúrios de inconformidade. Era comum para as pessoas ricas fazerem viagens de última hora, mas não era nada comum para %Daniella%. Ela nunca foi de agir com impulso; um hábito colocado por Eric, para que ela não saísse da linha, como aconteceu com seus filhos mais velhos.
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  %Levy% sabia muito mais da família %Flack% do que %Daniella% imaginava. Se possível, sabia de mais podres da família do que a própria caçula. Bernard, ao contrário do que a maioria achava, casou-se por pura conveniência. Ele engravidou a filha de um colega da oposição e, por se tratar de uma oposição, foi obrigado por Eric a se casar com ela. A situação veio em boa hora; o jovem precisava de uma causa para se aproximar mais do povo, e todo mundo gosta quando um homem cumpre com suas responsabilidades.
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  Megan, a filha do meio, mantém vários relacionamentos abertos com homens tão importantes quanto o marido, pois, de acordo com a maioria das pessoas próximas a ele, o homem não cuidava nada da saúde e tinha uma alta probabilidade de sofrer um infarto a qualquer momento. O fato de Megan não estar nem aí para os hábitos pouco saudáveis do marido fazia com que %Levy% soubesse, com certeza, que ela queria mais – e logo – mudar seu status para como o de viúva.
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  Além disso, a esposa de Eric estava com um enorme problema com o marido, após ter desviado uma fortuna da doação que deveria ser feita logo depois de um evento beneficente programado pela família. O valor deu como doado, mas o receptor nunca chegou a receber o valor integral; a empresa %Flack%, no entanto, abriu vagas sociais destinadas a um certo grupo de pessoas, coincidentemente associadas à organização que deveria ter recebido o valor desviado.
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  – Parece que faz anos que não saio do país. - %Daniella% disse, com certa empolgação na voz.
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  %Levy% permaneceu calado, a expressão tranquila, mas desperto enquanto observava a filha de um rival. Eric %Flack% era o homem mais ambicioso e inteligente que ele havia conhecido em toda sua carreira. No início, acreditava piamente que poderia aprender, e muito, com o homem. Contudo, ele se mostrou muito mais corrupto do que aqueles que eram de verdade. Isso fez com que %Levy% optasse por um caminho mais longo, porém mais seguro e limpo, conquistando as pessoas certas. Filiou-se ao partido oposto de %Flack% e não teve medo algum quando se viu competindo com o filho mais velho.
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  Enquanto %Daniella% dormia, %Levy% trabalhou. Era verdade que estava de férias, mas o trabalho de um servidor público nunca acabava. E ele não tinha intenção de colocar seus assuntos à frente do povo. Olhou para a mulher adormecida e arrumou a coberta em seu corpo, cobrindo-a inclusive com sua própria coberta, já que o ar, durante o descanso, se tornava mais gelado.
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  Tirou um cochilo que foi o suficiente para descansar. Quando despertou, o café da manhã estava para ser servido e ele se via embrulhado pela coberta que havia cedido para %Daniella% antes. A mulher estava com os fones de ouvido e prestando atenção em um filme na tela à sua frente.
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  Ele abriu um pequeno sorriso e decidiu se mover e aceitar o café da manhã. Havia cerca de 40 minutos para ele comer, se arrumar e esperar o pouso do avião.
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   – Dormiu bem? - ela perguntou a ele. – O piloto disse que pousaremos às 9 da manhã.
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   – É um bom horário.
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   – Você não vai me dizer para onde vamos?
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   %Levy% sorriu.
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   – Se eu disser, perderei a graça de ver você boquiaberta.
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   %Daniella% soltou uma pequena risada, algo que ele pensou que poderia se acostumar facilmente.
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  O InterContinental de Paris é um daqueles hotéis que ninguém pensa como primeira opção, mas que é impossível não desejar se hospedar nele, uma vez que se encontra na frente do prédio. O monumento, localizado em uma área nobre da cidade da luz, possui absolutamente tudo o que alguém precisaria para passar as férias: quartos luxuosos e modernos, serviço impecável, SPA, restaurantes incríveis e localização próxima das lojas mais famosas do mundo.
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   %Daniella% geralmente ficava em um hotel à frente do Jardin des Tuileries, onde gostava de apreciar a vista, mas não podia negar que, se aquele hotel era como visualmente ele prometia, então talvez ela mudasse de estadia nas próximas vezes que voltasse à cidade.
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  – Você gostaria de sair e explorar? - %Levy% disse, enquanto subiam para o apartamento que ele havia reservado. O espaço era como um pequeno apartamento de duas suítes e um cômodo comum. Este era um dos poucos hotéis de Paris a oferecer esse tipo de serviço em tão pouco tempo de programação. A cidade não tinha uma época mais cheia; eles eram cheios todos os dias do ano.
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  – Eu adoraria. - %Daniella% sorriu.
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  Após tomarem um banho e se arrumarem, os dois saíram a pé para explorar os arredores do bairro em que estavam hospedados. %Daniella% parou em praticamente todas as bancas de flores que via; seu amor pelas flores e o significado que elas tinham fez com que, no final do dia, %Levy% voltasse carregando dois buquês enormes para enfeitar e perfumar a área comum do apartamento em que os dois estavam.
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   No lobby, %Daniella% pediu dois vasos e uma tesoura para poder colocar em prática, os arranjos que havia imaginado. Era assim que em que ela dividia com Stephanie acaba repleto de arranjos de flores; porque, ao passar por uma banca, %Daniella% imaginava um buquê de noiva ou o arranjo que a noiva ou os convidados de um evento viriam ao chegar no local.
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  – Eu iria perguntar se você está cansada para jantar, mas, pelo que vejo, você tem disposição para uma refeição. - %Levy% disse, ao sair de seu quarto de banho tomado e pego %Daniella% ainda com as roupas da rua, sentada na enorme mesa de jantar que havia no apartamento, mas que estava tomada por flores. Um dos vasos de cristal oferecido pelo hotel já estava enfeitado com uma combinação de flores, e o outro parecia estar pela metade. – O que você gostaria?
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  – Carboidrato - %Daniella% respondeu, apesar de muito concentrada em seu trabalho.
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  %Levy% não a atrapalhou mais. Silenciosamente, fez o pedido de refeição para que os dois comessem no quarto e pegou o próprio notebook, colocando o trabalho em dia. Sempre havia o que fazer quando ele decidisse sentar para trabalhar, não importa quantas horas do dia dedicasse a ele. Por isso já não se cobrava mais em ter que trabalhar ou terminar logo – o trabalho não tinha fim e ninguém o cobraria menos, mesmo que trabalhasse todas as 24 horas do dia.
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  Ao sentir o aroma da comida, o estômago roncou, fazendo com que ele erguesse os olhos a tempo de ver %Daniella% retirando o cloche para ver a massa ao pesto que ele havia pedido.
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  – Nossa… - ela murmurou, fazendo com que %Jones% abrisse um sorriso e se levantasse, deixando o notebook de lado. – Isso é uma obcenidade. - ela pegou um croissant da cesta de pães e deu uma mordida. – A França é muito abençoada com a culinária.
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  – Tudo partiu daqui, afinal. - %Levy% disse, antes olhando para a mesa de jantar limpa e dois vasos bem decorados. – Uau.
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  – O que achou? - %Daniella% perguntou, o tom de voz cauteloso. Geralmente, quando fazia essa pergunta para Ashton ou Stephanie, os dois apenas respondiam automaticamente que ela tinha jeito com a coisa, e que deveria abrir uma floricultura.
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  – Você realmente tem jeito para decoração - ele disse, não percebendo o sorriso da mulher murchar. %Daniella% manteve um pequeno sorriso no rosto, mas voltou sua atenção, aos poucos, para os pratos de comida. – Não sabia que lírios combinariam tão bem com girassóis.
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  %Flack% voltou seu olhar para o homem, que parecia ter toda sua atenção no vaso de flor mais perto dele. Ela voltou a se aproximar para observar as expressões que ele fazia, e sentiu algo diferente ao perceber que ele realmente prestava atenção em cada flor. Os olhos do homem iam e vinham, flor em flor, como se aquilo fosse uma obra de arte. E de fato era. Era a arte que ela fez pensando em uma ocasião; um chá de bebê ao ar livre, organizado durante o verão.
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  – O tom do lírio ajudou… - ela disse de forma tímida.
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  – E essas margaridas… não achei que fosse ver um arranjo tão refinado com elas.
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  – Os lavandins sempre dão sofisticação, além de um aroma delicioso.
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  %Levy%, com um sorriso sereno, olhou para %Daniella%, pronto para fazer algum comentário. Contudo, não esperava que ela estivesse tão próxima, a ponto de seus braços quase se tocarem.
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  Os olhos de %Daniella% estavam no arranjo que ela e %Levy% haviam acabado de comentar. Um sorriso de alegria estampava seu rosto e o olhar brilhava tanto que %Levy% duvidou que alguma vez na vida ela tivesse carregado aquela expressão.
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  Ao sentir a falta de comentários do senador, %Daniella% olhou para o lado, esperando por mais alguma observação, mas não esperava encontrar-se tão perto de %Levy%, muito menos inclinada para perto dele. Tinha certeza que fora ela quem se moveu até lá, já que o homem não havia dado nenhum passo para perto da comida, antes de terminar de admirar o trabalho que ela havia feito. Assim, no susto, ela resolveu se afastar de forma estabanada, enroscando a si mesma com a cadeira que estava atrás, de forma que não houve jeito senão tropeçar.
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  Por ter uma boa reação, %Levy% envolveu a cintura de %Daniella% com seu braço e evitou que ela caísse de bunda no chão, ou pior, batesse a cabeça na quina da mesa. Por outro lado, o estrago que a aproximação dos dois causou dentro de cada um não era possível de ser expressado.
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  %Daniella% não lembrava de os olhos de %Levy% serem tão escuros. Até então, achava que era de um tom azul comum. Além disso, sabia que o homem gostava de se exercitar, mas o peitoral que lhe serviu de apoio para se segurar parecia mais um muro de aço; puro músculo. Engoliu seco ao ter pensamentos impróprios com o corpo de %Levy%.
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  O homem, por outro lado, manteve o contato com os olhos de %Daniella%. Estava achando divertido ver o lado mais tranquilo, animado e menos arisco da mulher; todavia, essa nova mulher que ela estava se mostrando tornou-se perigosamente atraente, da maneira que ele sabia que seria. Sem deixar que a mente criasse mais qualidades sobre ela, %Levy% inclinou-se para frente, puxando-a com o braço que a segurava, até suas respirações se misturarem.
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  – Eu irei beijá-la - ele anunciou, causando um tremor no estômago de %Daniella% –, se você não quiser, agora é a hora de se afastar.
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  Ele esperou por um breve momento – alguns segundos –, antes de cobrir a boca dela com a sua.
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  Ela não podia acreditar no que estava acontecendo. Estava beijando o único homem que, até uma semana atrás, tinha certeza de que jamais se envolveria em vida. Para tornar a situação ainda mais absurda, %Daniella% estava gostando de ser beijada por %Levy%, que logo eliminou qualquer espaço que havia entre os dois, puxando-a com o braço livre para perto de si. As mãos de %Daniella% subiram pelo peitoral até chegarem à nuca de %Levy%, onde ela o enlaçou e inclinou-se para mais perto, a fim de aprofundar um beijo que já estava em seu ápice.
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  Os tremores que ela sentiu por todo o corpo, como se ondas de corrente elétrica passasse na velocidade da luz, ela nunca imaginou poder sentir. Ashton nunca, em nenhum momento do relacionamento dos dois, a fez sentir esse calor que %Levy% estava lhe proporcionando. Talvez fosse o fato de ele saber dos lugares certos de se pegar em uma mulher, já que a lista de mulheres que passaram pelas mãos de %Jones% não era pequena. Contudo, naquele momento, tudo pareceu certo para %Daniella%. Ela não imaginava que queria ser tocada daquele jeito, desejada daquela maneira.
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  – Você precisa comer - ele disse, entre os beijos.
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  – Não estou com fome.
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  %Levy% sorriu e, segurando na cintura de %Daniella%, a ergueu e a sentou na mesa de jantar.
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  – Podemos fazer isso depois de comer.
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  – Eu já comi – ela disse, querendo que ele parasse de falar e continuasse a beijando.
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  – Uma mordida de croissant não pode ser considerada um jantar, %Daniella%.
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  E então a razão tomou conta da cabeça da mulher. Ela separou seus lábios de %Levy% e tentou ler o que estava escrito nos olhos dele, mas não conseguia enxergar nada senão seus pensamentos negativos. “Ele está brincando com você.”; “Agora que conseguiu o que quer, ele acha que pode ter poder sobre você.”
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   – Tudo bem. - ela disse, sentindo as bochechas queimarem. Suas mãos empurraram %Levy% em uma tentativa de fazê-lo se afastar, mas ele não moveu um músculo. – Para comer, eu preciso ir até a comida.
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  Uma das principais características de %Levy% %Jones%, é que ele era um ótimo observador. Assim, quando a voz irritadiça de %Daniella% soou no ar, ele imediatamente captou a mensagem.
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  – Ei - ele segurou o queixo dela para fazê-la olhar para ele –, não estou querendo terminar isso aqui. Só acho que você precisa comer, já que passamos a tarde inteira debaixo do sol e só tomamos uma garrafa de água.
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  Ela assentiu, mas %Levy% percebeu que não havia ajudado em nada tentar se expressar.
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  – O que está pensando?
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  – Nada.
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  – %Daniella%…
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  – Não é nada. - ela tentou empurrá-lo novamente. – Vamos comer.
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  – Expressar-se é uma boa maneira de mudar, %Flack%. - ele disse em tom sereno. – Se você não falar o que a aborreceu, eu não vou saber o que melhorar.
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  Ela se lembrou, então, do porquê odiava ele. Essa maneira de ele sempre fazê-la se sentir uma criança. Apesar de ter quase 30 anos, sua mente trabalhava no mesmo ritmo de uma adolescente de 19.
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  – Nem sempre tudo é da maneira que você quer, %Jones%. - ela o empurrou, desta vez obtendo sucesso em empurrá-lo para poder descer da mesa.
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  %Levy% observou %Daniella% se afastar dele e se sentar próximo de uma das mesas onde o jantar havia sido colocado. Já que a mesa de jantar estava ocupada com flores, tudo o que restou foi comer na pequena mesa de centro.
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  Enquanto a mulher se dedicava a dar toda sua atenção à comida, pois estava muito envergonhada para encarar o senador, este permaneceu parado encarando %Daniella%.
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  – Você não quer fingir que nada aconteceu, não é? - ele perguntou, vendo os ombros dela tensionarem com a pergunta. – %Daniella%… - se aproximou e acabou sentando-se à frente dela, para poder encará-la nos olhos. – Eu não estou a rejeitando.
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  Ela continuou a não encará-lo. %Levy% havia sido um homem de muita valia nos últimos dias. Mesmo que da sua própria maneira, ele a colocou em um caminho que ela precisava para si, algo que nem mesmo Ashton havia feito por ela em todos os anos de relacionamento que tiveram. Contudo, %Daniella% não podia mais se apegar a ninguém. Estava ali para descobrir como caminhar seu próprio caminho, não precisava de um homem para tirar o seu foco ou servir de apoio.
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  – Eu não preciso disso. - ela murmurou, mexendo na massa sem intenção nenhuma de comer. Apesar da barriga estar vazia, a fome não se fazia presente. – Não preciso me envolver com ninguém. Agora não é o momento.
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  %Levy% entendeu que ela não estava o rejeitando como fazia parecer. Ela estava confusa, e por isso decidiu não pressioná-la. Havia tomado um passo errado ao beijá-la, mas não pode conter a vontade que estava sendo suprimida a algum tempo.
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  Ele a queria, mas não estava disposto a se abrir para uma mulher que ainda não estava preparada para recebê-lo. Ainda.
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