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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 12

Tempo estimado de leitura: 21 minutos

  Eric %Flack% se mostrou um melhor anfitrião do que qualquer um ali jamais esperaria. Fez com que cada um dos convidados se divertissem e se sentissem à vontade como se a mansão fosse sua própria casa. Megan e o marido seguiram a onda do patriarca e agiram diferente do que as colunas de fofocas e as pessoas que espalharam a conversa nos salões de beleza ou jantares de negócio diziam.
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  – Um grande homem, o seu pai. – %Daniella% ouviu de um dos convidados que estava hospedado na residência de Moisé.
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  Ela se limitou a abrir um pequeno sorriso, mas se manteve calada porque acreditava que, se não fosse para dizer coisas boas, então o melhor era permanecer de boca fechada.
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  Por terem sido bem entretidos durante o dia, todos entraram em um silencioso consenso de que a noite seria aproveitada com seus devidos parceiros e parceiras. Dessa forma, quando o relógio soou às dez da noite, não havia pessoas presentes no andar térreo da mansão de Moisé, o que acabou sendo muito conveniente para %Daniella%, que decidiu aproveitar o momento para caminhar na praia.
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  Acabou encontrando um momento de paz e, associando o sentimento ao local exato onde estava em pé, sentou-se ali mesmo, na areia, para tentar aproveitar o máximo daquela raridade. Aquele era o momento para pensar em sua vida. Pensar no que o pai havia dito, no que queria para seu futuro e também sobre Ashton. Não havia tido tempo para sofrer a dor do término, mas agora, com o coração batendo mais devagar após uma tempestade, será que o fim do relacionamento foi realmente horrível?
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  Sentiu a brisa passar por seu corpo, fazendo seus cabelos de fios claros esvoaçarem como cortinas. Lembrou-se da época da faculdade, quando a excitação de uma vida misteriosa pairava por todo seu corpo, passeando pela corrente sanguínea e fixando em seus ossos. Queria sentir aquilo de novo. Noites frescas como essa a lembrava das vezes que era arrastada por Stephanie para festas. Apesar de estar sozinha sempre, não se sentiu, em momento algum, solitária. Muito pelo contrário; adorava observar as pessoas ao redor. Achava que conseguia enxergá-las melhor quando era uma observadora, do que se estivesse conversando com elas.
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  – O que você queria, %Dani%? - ela perguntou a si mesma, dobrando as pernas e as abraçando, enquanto trazia os joelhos para perto do rosto.
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  A resposta veio com mais rapidez e foi compreendida com mais facilidade do que ela imaginava. %Daniella% queria liberdade. Liberdade de viver a vida que ela queria. Isso significava ir contra tudo o que seus pais a ensinaram. Significava até perdê-los.
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  Era nesse momento em que ela desistia de tudo. A ideia de perder sua família, por pior que ela parecesse ser, era doloroso demais. %Daniella% amava todos eles. Odiava a maneira como eles eram ambiciosos e até inescrupulosos, mas amava-os daquela maneira; nenhum deles nunca foi de outro jeito. Seria mais fácil deixá-los para trás se tivessem sido; %Daniella% poderia usar desse argumento para se afastar. Mas não. Mesmo tratando-a como uma peça, a mulher havia desenvolvido o amor por eles. E por isso, sempre que chegava à fase de deixá-los, ela voltava atrás. Porque não queria perdê-los.
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  Mas veja só onde ela se encontrava. Infeliz, sozinha, sem expectativas de um futuro. O tanto que seus familiares tinham ambição, %Daniella% não tinha nada. Era como se tudo isso tivesse sido sugado dela.
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  – Você precisa aprender a fazer as coisas por si, %Daniella%. - de leve, deu alguns tapinhas em seu rosto, como forma de ajuda para acordá-la dessa narcotização. Suspirou e soltou um leve gemido: – Mas… como?
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  O vento soprou em silêncio, como se não quisesse atrapalhá-la em seu momento mais íntimo.
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  – Um bom começo é parar de pensar nos outros.
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  O susto com a presença inesperada – será? – de %Levy% atrás de si não foi muito maior do que a solução que ele havia sugerido.
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  Ele se aproximou dela e colocou um casaco em seus ombros. %Daniella% não havia percebido que a brisa havia se tornado um vento consistente, e que o frescor havia sido substituído por um leve frio. Ela viu que, em menos de uma hora, uma tempestade estaria tomando conta daquela parte dos Hamptons.
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  – É mais fácil falar do que fazer.
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  – É verdade. - ele se sentou ao lado dela sem se preocupar em sujar a calça com a areia semi úmida. – Mas não fazer nunca levou ninguém a lugar algum. E a meta é chegar em algum lugar, não é?
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  Os dois permaneceram calados. Ele, respeitando o momento dela; ela, ponderando sobre o que ele havia dito.
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  – O que você gostaria de fazer? - ele enfim perguntou. – Uma coisa que acha insignificante, mas que você tem curiosidade.
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  – Não tenho nada que queira fazer de insignificante. - ela o olhou ofendida, como se ele quisesse brincar com ela.
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  %Levy% balançou a cabeça.
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  – O que você fazia em seu tempo livre quando estava na universidade?
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  %Daniella% pôs-se a pensar. Geralmente era arrastada por Stephanie para festas ou encontros duplos que só a amiga e seu companheiro saíam bem. Não falaria isso para %Jones%, é claro, pois, sem saber o motivo, não queria passar a imagem de uma mulher que não havia tido sucesso também nos encontros.
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  – Eu pegava o carro do meu irmão e ia comer fast food.
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  – Fast food? - o homem ergueu os olhos, um pequeno sorriso de divertimento surgindo no canto dos lábios.
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  – É, tipo Shake Shack.
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  – Você é do tipo que gosta de fast food?
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  – Não sou uma viciada… ah, quem eu quero enganar? Adoro comida gordurosa. Poderia comê-los todo dia, se não fizesse tão mal e se as lojas de grife não fizessem roupas de pronta entrega para mulheres que vestem até o número 3.
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  – Você não me parece ser o tipo de mulher que liga em vestir um número 4.
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  – Eu não ligo - ela disse –, mas minha família…
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  %Levy% ergueu a mão.
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  – Eu entendi. - e então, sem dizer mais nada, se levantou. – Vamos.
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  – Aonde?
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  Ele abriu um pequeno sorriso.
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  – Aonde mais? Comer fast food.
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  – É sério? - ela perguntou, descrente, mas já se levantando, o coração pulsando um batimento mais rápido por minuto. Não se lembrava quando foi a última vez que parou para comer um hambúrguer que não fosse artesanal.
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  – É sério. - %Levy% respondeu.
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  E ele estava mesmo falando sério, pois meia hora depois, os dois estavam dentro do carro dele, parados em uma fila do Wendy’s, esperando sua vez de serem atendidos.
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  %Daniella% murmurava opções de lanches que queria comer, mas precisava se decidir logo, pois estavam a só um carro de distância da cabine de pedidos. %Levy% aguardava pacientemente enquanto olhava para o painel iluminado na lateral, mostrando as opções de lanches.
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  Quando o carro andou e a vez deles chegou, %Daniella% simplesmente travou.
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  – E-eu…
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  – Boa noite - %Levy% disse à atendente, que arregalou os olhos ao reconhecê-los. – Queremos um de cada.
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  – Como? - a moça perguntou, certa de que não havia entendido.
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  – Gostaria de um lanche de cada. Com os devidos acompanhamentos.
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  – Bebida?
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  – Duas Cocas grandes, por favor.
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  – %Levy%… - %Daniella% tentou falar, mas ele a ignorou.
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  Quando a atendente confirmou o pedido e os direcionou para a cabine seguinte para que pudessem acertar a conta, %Levy% olhou para %Daniella% e abriu um sorriso.
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  – Você parecia muito incerta sobre o que queria. Achei melhor ajudá-la.
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  – Pedindo o menu inteiro?
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  – Não inteiro - ele manteve o sorriso no canto da boca –, pedi que não incluíssem as sopas e saladas. Não são gordurosas o suficiente.
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  Ao invés de se mostrar estarrecida com a situação, %Daniella% achou graça e manteve-se calada. Se fosse pensar como sempre foi, pediria para %Levy% devolver tudo e pedir somente um lanche, mas a ideia era fazer exatamente o oposto. Era libertá-la das regras impostas pela sociedade maluca em que viviam.
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  Dessa forma, os dois acabaram parados em um estacionamento público, saboreando as dezenas de lanches que haviam comprado.
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  – Hum… - ela suspirou de prazer. – Acho que é a melhor coisa que comi em anos.
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  – Tome, coloque ketchup. - ele ofereceu a ela e sorriu quando viu os olhos da mulher brilhar.
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  Permaneceram calados, saboreando a comida e ouvindo a rádio. %Levy% observava %Daniella% comer como uma criança; esta, por outro lado, tinha sua atenção inteira ao saco de papel que ainda continha lanches intactos.
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  – Está faltando…
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  – Doce? - ele a completou, vendo-a abrir um sorriso. – Sei de um lugar que vende os melhores donuts da madrugada.
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  – Donuts? - os olhos dela brilharam ainda mais. – Com recheio?
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  O homem riu e deu partida no carro, ao mesmo tempo que continuou segurando seu lanche comido.
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  %Daniella% não achou que comeria daquele jeito nunca na vida. Inclinou um pouco mais sua cadeira e olhou ao redor. Uma rua vazia devido ao horário, iluminada pela lanchonete onde %Levy% pedia os donuts que ela havia escolhido – pensou o caminho inteiro em alguns sabores, pois não iria arriscar fazer o homem mais uma vez pedir o menu inteiro.
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  Abriu o espelho para ver a situação em que estava e se surpreendeu com a %Daniella% que viu no reflexo. Os ombros estavam relaxados e o sorriso parecia permanente no rosto. Ela tocou nas próprias bochechas, como se quisesse confirmar que era si mesma ali. Desviou o olhar quando viu que sim e enxergou %Levy% voltando, correndo com a caixa de donuts escondida dentro da jaqueta.
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  – A chuva pareceu piorar. - ele disse, tirando o excesso de água da chuva.
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  – Você não precisava ter ido lá.
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  %Levy% enviou-lhe um olhar enquanto terminava de se enxugar.
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  – Não ache que estou fazendo isso só por você. - ele pegou a caixa que havia depositado no espaço entre os dois, próximo ao câmbio, e disse – Esses donuts são os melhores da América.
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  %Daniella% não conseguiu evitar uma risada.
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  – É? Então vamos ver. - e se inclinou para frente para pegar um.
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  Mais uma vez os dois mergulharam em um silêncio que foi preenchido pelo som de comida sendo mastigada, chuva e rádio.
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  – Precisamos voltar para a mansão. - %Daniella% olhou no relógio, onde marcavam quase 1 da manhã. Sem perceber, os dois haviam percorrido um belo caminho para conseguirem comer toda a gordura que queriam.
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  – Precisamos?
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  A mulher olhou para o senador, que tinha um pequeno sorriso no rosto.
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  – %Jones%…
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  – Eu prefiro que me chame pelo meu nome. - ele a cortou. – Meu sobrenome está na boca daqueles que trabalham comigo.
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  – Eu trabalho com você.
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  – Estamos de férias.
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  %Daniella% ergueu uma sobrancelha.
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  – Estamos? Achei que eu estava de férias.
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  Não era à toa que seu pai havia movido todas aquelas pessoas para sua mansão. Uma coisa era ter sua filha recebendo férias obrigatórias, quando nunca havia acontecido. Outra, era tudo isso acontecer no mesmo momento em que %Levy% %Jones% decide tirar suas primeiras férias desde que entrou para a política.
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  – O lado bom de ser seu próprio chefe, é que você pode tirar férias quando quer.
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  – Você é um funcionário do governo.
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  – Que nunca tirou férias ou folga. - ele virou um pouco o corpo na direção dela. – Políticos também precisam descansar, não acha?
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  %Daniella% não respondeu. Como ser humano, ela sabia que era direito dele. %Levy% não era como outros políticos, que se aproveitavam do trabalho de pessoas abaixo deles; mas ele representava o povo e precisava cuidar de todos. Haviam pessoas que não tinham como ter férias.
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  – Sei o que está pensando. - ele disse. – Não se preocupe, não saí de férias definitivas. Só não precisarei comparecer todos os dias no escritório.
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  – Eu não pensei nada. - ela disse, dando mais uma mordida no donut com recheio de frutas vermelhas, o seu favorito. – Você pode fazer o que quiser.
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  Os olhos de %Levy% mostraram humor, ou, quem sabe, quisesse falar algo que a boca não diria.
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  Ao invés disso, ele estendeu o braço e, com o polegar, limpou um traço de geléia que havia no canto da boca de %Daniella%. O toque trouxe junto uma descarga elétrica no corpo da mulher, que entrou em pane com o ato.
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  %Levy% não disse nada, mas também não desviou os olhos de %Daniella%. Permaneceu calado, esperando por uma reação, fosse ela boa ou ruim.
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  Mas nada veio.
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  %Daniella% não soube como reagir, porque não conseguia entender se aquilo foi bom ou ruim para si. Seu coração batia como uma música eletrônica e sua mente havia sido bloqueada pela memória do toque de um dedo dele em uma pequena parte de seu rosto.
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  Também não se moveu quando viu o corpo de %Levy% se inclinar para frente, mas suas pupilas com certeza aumentaram de tamanho. Quando o rosto do homem se aproximou o suficiente para ela sentir o calor dele antes de se tocarem, em um piscar, %Levy% se afastou.
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  Clique.
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  Ela olhou para baixo, onde o cinto de segurança a protegeria de vários acidentes, menos o que ela imaginava que poderia ter acontecido ali.
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  Engoliu no seco o pedaço de donut que estava dentro de sua boca e, com as mãos levemente trêmulas, pegou o copo de Coca-Cola para dar um grande gole que quase a fez engasgar.
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  – Praia ou montanha?
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  – Como?
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  – Você prefere praia ou montanha?
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  – Eu… eu gosto de cidade. - ela murmurou.
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  %Levy% deu uma pequena risada.
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  – Você poderia ser um pouco menos nova-iorquina, %Daniella%. - e deu partida no carro.
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  Se ela estivesse em sã consciência, poderia ter respondido o homem. Mas após achá-lo que ele iria beijá-la, não queria – e nem conseguiria – dirigir qualquer palavra que fizesse sentido. Organizou a bagunça que havia feito do seu lado do carro, enquanto %Levy% dirigia tranquilamente pelas ruas vazias de Nova Iorque. O Estado não era tão bonito quanto outros, como a Califórnia ou a Flórida, mas tinha suas características próprias, que eram famosas o suficiente para trazer milhões de turistas por ano.
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  %Daniella% quase engasgou com sua Coca quando, quase duas horas depois, viu o destino que %Levy% a estava levando.
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  – Estamos no aeroporto.
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  – Estamos.
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  – Você precisa buscar alguém?
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  %Levy% tirou o cinto e apertou o botão para destravar o cinto dela. Ergueu o olhar para %Daniella% e sorriu.
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  – Não.
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  – Então… - sem dizer mais nada, o homem saiu de seu lado e foi até o lado oposto do carro, abrindo a porta de %Daniella%. – O que estamos fazendo aqui?
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  – O que todas as demais pessoas vem fazer.
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  – Eu… %Jones%! - ela quase gritou quando sentiu o puxão dele.
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  Os passos de %Levy% eram muito maiores do que os de %Daniella%; e ele propositalmente andou de forma mais apressada, para que ela não tivesse tempo de questioná-lo, pois precisava prestar atenção no caminho, se não quisesse cair.
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  Enfim chegaram à área de check-in, onde %Levy% encontrou com George.
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  – Obrigado por ter vindo a essa hora, George. - %Jones% disse com um sorriso. – Deu tudo certo?
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  – Sim senhor - ele ergueu uma pequena pasta. – O voo sai em uma hora.
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  – Voo? - %Daniella% olhou para %Levy%. – Você vai viajar?
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  %Levy% entregou a chave do carro para George.
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  – Tem alguns lanches lá, caso esteja com fome. O que não comer, pode se livrar de tudo. Envie o carro para uma limpeza completa.
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  – Sim senhor. Precisa de algo mais?
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  – Tente não me ligar? Se eu quiser saber de algo, ligarei para você.
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  – Boas férias, senador. - o homem sorriu para ele e %Daniella%, e então se afastou, indo embora com o transporte dos dois.
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  – E-espere! - ela falou mais alto para George, que ignorou com precisão o chamado. – O que diabos está acontecendo?
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  – Vamos viajar. - ele ergueu a pasta com um pequeno sorriso e pegou as duas malas de bordo que estavam aos pés dos dois. – Venha, vamos entrar.
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  – O-o quê? Você está louco? - ela tentou largar a mão dele, mas %Levy% era mais forte.
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  – Eu iria preferir que você não agisse como se eu estivesse te raptando.
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  – Você está me raptando.
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  – Ora, você poderia ver isso com outros olhos. - ele respondeu, achando divertido. – Você não quer fazer mais coisas por si mesma, %Daniella%?
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  – Isso não deveria ser uma iniciativa minha?
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  – Quantos anos mais você teria que esperar, até tomar uma iniciativa para cuidar de si? Se a resposta não for “agora”, então eu sugiro que venha comigo.
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  %Levy% soltou a mão de %Daniella%, que teve o impulso de se mexer para longe dele. Se corresse, daria para pegar George e voltar para Manhattan. Mas o homem havia tocado em seu ponto fraco. E ele não estava errado. A vontade dela de sair de sua própria prisão passaria, e não demoraria algumas horas até que ela voltasse a agir como a %Flack% que o pai desejava.
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  – Para onde vai esse voo? - ela tentou olhar para as passagens, mas elas estavam dentro da pasta que %Levy% carregava.
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  – Se você vir comigo, deve saber que algumas coisas são melhores se você aproveitá-las no momento em que acontece. Confie em mim. Você não vai acabar machucada ou morta, mas com certeza voltará uma nova pessoa.
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  %Daniella% respirou fundo e mordeu o lábio. Era aquilo. Aquilo era o que esperava de Ashton. Aquilo era o que esperava de si mesma. Poderia permanecer parada ali e tacar milhares de pedras imaginárias em si, por não ter feito o mínimo para que vivesse feliz. Não esperava que %Levy% fosse a pessoa a ajudá-la, mas ele era alguém. Alguém disposto a fazê-la chegar mais próxima de seu sonho.
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  Segurou na mão do homem e respirou fundo.
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  – Não me faça me arrepender.
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  %Levy% abriu um pequeno sorriso e entregou a mala de bordo que pertencia a ela.
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  – Você não vai.
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Capítulo 12
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