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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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O Par Perfeito

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

História inteiramente escrita por Natashia Kitamura.


Capítulo 10

Tempo estimado de leitura: 21 minutos

  – Não posso ficar. - %Daniella% disse, 8 horas depois, quando andava apressada atrás de %Levy%.
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  Os dois haviam acabado de acordar e depois de se arrumarem, desceram para buscar mais alimentos. No entanto, no caminho para o primeiro andar, o senador apenas a informou que eles passariam os próximos dias nos Hamptons com os amigos. As férias atrasadas de %Daniella% haviam sido aprovadas de última hora e ele permaneceria afastado da prefeitura para cumprir suas tarefas como senador. Apesar de não parecer, sua presença ali era de extrema importância para sua carreira política. As pessoas ali presentes eram empresários e políticos aliados importantes para ele e seu partido. Fazia parte da profissão, manter uma boa relação com pessoas cujo apoio poderia incentivar cidadãos comuns a votar.
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  – Ora, não vejo um motivo para você voltar. Estamos com um projeto interessante de libertação, não é? - ele disse, parecendo estar brincando com ela.
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  – Senador, eu gostaria que me levasse mais a sério. - %Daniella% parou, fazendo-o olhar para trás. – Não sou sua secretária e as pessoas no trabalho podem falar. Não pedi férias…
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  – Acredite quando digo que eu também não pedi suas férias.
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  – O quê?
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  – Foi seu irmão. - %Levy% disse, as mãos nos bolsos da bermuda de linho que havia, junto de todas suas outras roupas, sido levadas por seu assistente pessoal. – Pelo jeito, você não ficou sabendo. Suas férias estão programadas há meses, %Flack%.
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  Não podia ser. %Daniella% não falou com Bernard em momento nenhum nos últimos meses. E mesmo da última vez, quando teve uma conversa frustrada com o irmão, nenhum assunto girou sequer perto das férias trabalhistas dela.
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  – Você, por acaso, já tirou algumas férias de verdade, %Flack%? - %Levy% olhou para ela sério. %Daniella% engoliu seco. Sabia o que acontecia. Seu irmão, a mandado do pai deles, fazia com que %Daniella% tirasse suas férias dentro do sistema, no entanto, ela nunca deixou de ir para a prefeitura. O irmão fazia a propaganda de bom exemplo da família %Flack%. Apesar de querer vender as férias para a prefeitura, %Daniella%, como uma boa cidadã que ama o que faz, decidiu por conta própria continuar trabalhando e não gozar verdadeiramente de suas férias.
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  – E-eu… É claro…
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  – É claro. - ele disse e olhou na direção do mar. – Bem, se quiser, leve isso como parte do trabalho.
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  E sem esperar por mais de %Daniella%, %Levy% voltou a caminhar na direção da praia, onde grande parte do grupo estavam espalhados pela faixa de areia, sendo servidos pela natureza e também pelos funcionários de Moisé.
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  As roupas de %Daniella% chegariam somente no dia seguinte, portanto, durante todo o domingo ela permaneceu se virando com as roupas que Adele havia lhe emprestado.
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  – Você está o quê? - Stephanie perguntou, surpresa e chocada. – Com quem?
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  – Por favor, não torne isso mais difícil pra mim, Ste. - %Daniella% disse, exausta, após ter dificilmente conseguido um carregador para seu celular. %Levy% disse que emprestaria o dele a ela, mas %Daniella% deu a desculpa do término dele com a melhor amiga, para não ligar pelo número dele.
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  No entanto, não havia como esconder de Allen que estava nos Hamptons com o seu ex-affair. Grande parte das pessoas que estavam ali eram clientes de Stephanie, então não demoraria muito para que a melhor amiga soubesse das férias de %Daniella%. Seria melhor se soubesse pela própria.
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  – Quem mais está aí?
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  – Eu já disse, o senador %Jones%…
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  – %Dani% - Stephanie a cortou –, sei que você sempre foi romântica e sentimental, e por isso registra esse mesmo olhar nas outras pessoas. Mas você deve sempre lembrar que sou eu, Stephanie. Eu não estou me importando em nada de você estar acompanhando %Levy% nos negócios dele. Mas admito que tenho que saber mais sobre essa palhaçada que Clarke fez com você. Devo aprontar algo para ele hoje? Você não pode ser a única sofrendo na história, amiga, eu não aceito.
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  %Daniella% sorriu com a força que a amiga lhe transmitia. Talvez ela encontrasse a saída que via em Ashton, em outras pessoas, e assim não demoraria muito para sair do luto de seu relacionamento perfeito ter terminado.
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  – Obrigada, mas prefiro superar sozinha. Gostaria de estar aí para falar com você, mas de acordo com o senador, eu fui raptada. Foi muita gentileza dele ter me emprestado seu carregador para que eu pudesse ter, pelo menos, a chance de me mostrar mais decente em minhas próprias roupas para todo esse tanto de gente que nunca falei direito na vida.
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  – E esse tanto de gente se preocupa com o visual?
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  – Eu estou fazendo a sua propaganda, Stephanie. Sou eu, pelo amor de Deus. - %Daniella% revirou os olhos e ouviu a amiga suspirar aliviada do outro lado da linha. – Eu só preciso que você pegue algumas roupas para mim e outras coisas mais, e mande para o endereço que eu te mandar por mensagem.
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  – Você está usando as roupas do %Levy%? Seria sexy demais, amiga.
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  – Cale a boca. - %Daniella% riu e olhou para o lado. Seria péssimo se alguém fosse curioso para saber o motivo que levou a caçula dos %Flack%, que tem fama de ser sem graça e séria, rindo de algo. – Não sei quando eu volto.
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  – Essa é a definição de ser raptada, amiga. - Stephanie disse, movendo-se para o quarto da amiga. – Ele a leva para onde quiser e apenas a devolve quando achar melhor. Espero que ele saiba que você me tem ao seu lado, e consigo fazer picadinho dele em dois segundos. Inclusive, que bom que você está saindo com %Levy%. Tenho mais acesso a ele do que tinha com Clarke, então caso você se sinta incomodada com ele, pode ter certeza de que transformarei a vida dele em um pandemônio.
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  – Eu não estou saindo com ele, Stephanie! - %Daniella% se irritou com a amiga, ouvindo-a rir. – Eu acabei de terminar um relacionamento que era importante para mim. Estou falando sério. Pare com isso, e não faça nada com Ashton!
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  – Ainda?
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  %Daniella% hesitou, com vontade de repetir o “ainda” da amiga, que, pelo jeito, tinha esperança de ouvi-la pedir para ela acabar com o ex. %Flack% sabia que Allen tinha uma tara em fazer os homens sofrer. Por isso conquista diversas amigas, porque ela passa a imagem de que gosta de protegê-las, quando, na verdade, ela gosta mesmo é de fazer os homens sofrer.
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  – Não, Stephanie. - %Daniella% disse, séria. – Te mandarei a lista por mensagem. Obrigada.
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  No entanto, %Daniella% não pareceu nada agradecida quando a mala chegou no dia seguinte.
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  Eram nove da manhã quando um funcionário trouxe a mala de carrinho para dentro do quarto. %Levy% estava tomando banho, então %Daniella% aproveitou para colocar suas roupas em um dos armários vazios que havia no quarto.
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  Assim que abriu a peça, a primeira coisa que visualizou foram suas lingeries mais sexies. Olhou rapidamente na direção do banheiro e sentiu as bochechas corarem. Ainda bem que %Levy% ainda estava no banho. Mal conseguia imaginar como poderia reagir se ele estivesse vendo tudo.
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  Na velocidade da luz, %Daniella% guardou todas as lingeries em uma gaveta. Em seguida, passou para os vestidos. Teria que pedir para os funcionários da lavanderia passar algumas de suas roupas, mas a maioria ela conseguia se virar bem.
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  Quando estava para fechar a mala após ter organizado tudo o que havia pedido para ser enviado, vários pacotes pequenos caíram na cama e no chão, fazendo com que ela tivesse de pegar tudo. Não se lembrava de ter pedido para Stephanie mandar para ela algo daquele tamanho.
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  Ao abaixar-se para começar a pegar as do chão, viu, imediatamente, que se tratavam de camisinhas.
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  – Ora, ora, %Flack%. Você aderiu rapidamente à ideia de se libertar.
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  Sentiu seu rosto arder com vergonha. Olhou para trás em um impulso não controlado e deu de cara com %Levy% arrumado e os cabelos úmidos. Ele olhava para o objeto nas mãos da mulher e mantinha o sorriso mais malicioso e lascivo possível.
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  – N-não pedi que me mandasse isso! Stephanie quem…
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  – Você não precisa me explicar, %Flack%. - %Levy% começou a ajudá-la a reunir as camisinhas, o que a deixou ainda mais desconcertada. – Sei, mais que todos, da necessidade humana em… copular.
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  Sem paciência, ela deixou as camisinhas onde estavam e se afastou em um pulo do senador.
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  – Eu estou brincando. - ele disse.
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  – Eu não gosto desse tipo de brincadeira.
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  – Me desculpe.
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  Simples assim.
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  %Daniella% olhou para %Levy%, que havia tirado o sorriso maroto da cara e agora mantinha a seriedade necessária para que ela compreendesse que ele não estava mais no modo brincadeira. Estava falando sério.
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  Aquilo, de alguma forma, era diferente para ela. Ashton, apesar de raramente cometer erros como esse, no começo fazia brincadeiras de mau gosto, mas demorava dias para se desculpar. Com o tempo ele foi aprendendo a lidar melhor com %Daniella% e passou a não cometer mais enganos bobos como esse.
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  – Espero que não tenha trazido trabalho para cá. - ele mudou de assunto, colocando as camisinhas dentro da mala de %Daniella% e fechando o objeto logo em seguida.
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  – Eu não tenho trabalho pendente para trazer.
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  %Levy% abriu um sorriso enquanto guardava a mala de %Daniella% em um dos armários.
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  – É claro que não.
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  Os dois desceram para o andar térreo, onde os casais e amigos solteiros socializavam entre drinques e petiscos. Mesmo sendo manhã, alguns haviam virado a noite e outros apenas curtiam a folga, não se importando com o horário do dia.
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  %Levy% se afastou de %Daniella% após deixá-la na companhia de uma das convidadas. Seu nome era Jane e, pelo que o senador disse quando a apresentou, ela era a responsável por organizar todos os eventos para ele.
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  – Como você entrou nessa área, Jane? - %Daniella% perguntou, com interesse.
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  Jane se mostrou uma mulher simpática. Veio de Utah para Manhattan por conta de um namorado, mas, após o término, o trabalho lhe garantia um sustento bom o suficiente para ela permanecer morando no condado de Manhattan. Ela explicou como conseguiu seus clientes e a maneira como trabalhava. %Daniella% mostrou-se genuinamente interessada, como nunca havia sido antes.
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  – Você já organizou algum evento?
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  – Sozinha? Não… - ela sorriu sem graça. – Nós sempre precisamos contratar um bom organizador, principalmente para os eventos sociais. São… bem, não sou eu quem tomo as decisões.
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  – É mesmo? Ouvi dizer que você tem muito bom gosto para decoração.
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  Quem poderia ter dito aquilo? Alguma pessoa próxima? Ela era uma das pacientes de Stephanie? Foi %Levy%?
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  – Bem, tenho um hobby de decorar e também produzir arranjos de flores.
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  – Que interessante! - Jane sorriu. – Você já pensou em trabalhar nessa área?
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  Sim. Ela pensou imediatamente. Sim, é tudo o que eu sempre quis. Diga isso, ela cobrou a si mesma. Desde que desistiu da ideia, nunca mais teve acesso a alguma pessoa da profissão, portanto, se esqueceu dos detalhes que a fazia amar tanto essa área. A adrenalina que se tem ao se deparar com imprevistos e a animação de resolver tudo da mais perfeita forma… %Daniella% amava aquilo.
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  Contudo, infelizmente, para a maioria das pessoas, é impossível trabalhar com o sonho.
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  – Não. - ela respondeu.
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  – Pois deveria. Observei a maneira como se vestiu com roupas que não eram suas. Você poderia se tornar uma Adele mais jovem, mas decidiu manter sua essência. As roupas pareciam ser suas. Eu gostei bastante.
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  %Daniella% abriu um pequeno sorriso. Não podia mostrar, mas havia recebido aquela observação com muito bom humor e gratidão. Ninguém a observava dessa maneira, positivamente. As pessoas apenas costumavam olhar para ela e ver a filha privilegiada de um dos homens mais poderosos do país, cujos irmãos eram pessoas tão influentes e poderosas quanto os pais.
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  – Vou deixar meu cartão com você. - Jane disse, tirando da bolsa de mão que levava, um pequeno cartão de visita com seu nome e contato. – Você pode usá-lo para me contatar se quiser trabalhar com isso, ou se estiver planejando algum evento.
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  As mãos de %Daniella% quase tremeram quando ela tocou no pedaço de papel. Aquilo era uma porta de entrada para um mundo que ela sempre imaginou estar. Tentou não desviar muito a atenção de Jane, mas seus olhos, quando a mulher foi chamada por uma outra para planejar um novo evento, não saíram do cartão de visita.
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  – Jane, na minha opinião, é uma das melhores profissionais da área na costa leste do país. - %Levy% se sentou ao lado de %Daniella% cerca de meia hora depois que Jane se afastou.
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  – Já ouvi falar dela.
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  O homem abriu um pequeno sorriso e então desviou sua atenção para o mar. Estava prestes a abordar mais sobre o assunto, quando um dos funcionários da residência o chamou, informando que havia uma ligação para ele. Era George, seu assistente, provavelmente para questioná-lo sobre o próximo passo de algum trabalho que havia recebido do chefe.
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  No momento em que %Daniella% foi deixada na própria companhia, decidiu que aproveitaria aquele momento para pensar em algumas coisas. A imagem do mar e todo o seu esplendor a inspirava. Acendia-lhe uma pequena fagulha de vontade de enfrentar todo o mundo; parecia que, independente do que acontecesse, as águas salgadas estariam ali para aconchegá-la. Apesar de mortal, o mar lhe passava o conforto que uma mãe deveria passar a seu filho pequeno.
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  Dessa forma, %Daniella% pôs-se a caminhar pela faixa de areia.
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  O sol não estava perto de se pôr, mas já não estava tão forte quanto ao ápice do dia. Fazia tempo que não saía para caminhar e realmente aproveitar o que a natureza lhe oferecia. A correria do dia-a-dia e as preocupações que atormentaram sua mente na última semana a cegaram. Percebeu, então, que era segunda-feira e ainda não havia chorado pelo término de seu relacionamento.
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  Lembrou-se da expressão abatida de Ashton. Em seus olhos, ela viu que não havia arrependimento em terminar a relação que havia entre os dois, mas ele tampouco estava feliz. Aliviado, talvez.
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  O peito doeu ao pensar que, de alguma forma, ela era um peso na vida da pessoa que mais amou. Queria poder odiá-lo. Ou ser um pouco mais egoísta, como Stephanie. Os homens que findaram a relação com ela puderam sentir um pouco do veneno que ela guardava para determinadas ocasiões; Stephanie jamais se deixara abater por homens. Eles, como ela sempre dizia, eram meros objetos de sucesso. Apesar de não concordar com essa frase, agora, no fundo do poço, desejava ser um pouco mais como a amiga.
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  Deixou-se sentar na areia quando uma brisa lhe convenceu a sentar e aproveitar a vista. Queria mais dias como este estava sendo, em que ela se sentia liberta de toda a pressão familiar e não havia insatisfação com sua vida profissional. Agora que não havia mais a alegria do relacionamento amoroso, não conseguia enxergar o que poderia fazer para ter um pouquinho de cor em seu cotidiano acinzentado.
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  O que Ashton lhe diria? O que Stephanie faria?
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  Percebeu, de repente, que estava colocando partes importantes de sua vida nas mãos de outras pessoas. Lembrou-se da frase de Deepak Chopra que havia lido em um de seus livros há alguns anos: “Agarrar-se a qualquer coisa é como prender a respiração. Você vai sufocar. A única maneira de obter algo no universo físico é abandonando-o.” Na época, associou a mensagem à ideia de que deveria abrir mão de seu sonho, se quisesse viver em paz com sua família.
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  O problema é que sua família nunca havia lhe dito que haveria paz se seguisse as palavras deles. E assim, ela permaneceu vivendo em um caos interno, apoiando-se no namorado que buscava construir a própria vida, e na amiga que também tinha suas próprias ambições.
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  %Daniella% abraçou as pernas junto ao peito e apoiou a cabeça nos joelhos dobrados. O que um breve momento de paz e reflexão havia feito consigo? E o pior, agora que sabia do que realmente precisava abrir a mão para ser um pouco mais feliz, como faria para sair dessa situação?
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  Ergueu os olhos para o mar, em busca de respostas. No fundo, ela sabia que um dia chegaria o momento em que tivesse que se impor à frente de toda a família. Só esperava fazer isso casada com Ashton e independente de todos eles. Agora não havia mais o homem para abrir os braços e consolá-la.
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  Mas ela precisava de consolo?
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  Ela precisava tanto de uma pessoa para protegê-la?
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  Não conseguiria ela resolver, sozinha, os próprios problemas? Era esse o significado de liberdade, não era?
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  Suspirou. Era muito mais fácil projetar e planejar do que realizar. Sua família era poderosa demais, e ela nunca aprendeu a lidar sozinha, por mais que tivesse tentado durante a maior parte de sua vida. Percebeu, só agora, que todas as tentativas foram em vão. Estava exatamente no lugar onde eles queriam que ela estivesse. Infeliz.
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  – %Flack% - a voz do senador %Jones% soou atrás de si. Ela virou o rosto para ele e, pela expressão que o homem carregava no rosto, não parecia ser coisa boa –, houve uma mudança de planos…
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  %Daniella% não disse nada. Aprendeu, com a etiqueta, que manter-se calada era a melhor coisa quando o assunto iniciava-se em uma mudança de planos. Ela não tinha plano nenhum que não fosse permanecer ali socializando com pessoas que nunca havia mantido mais que 10 minutos de conversa antes. O que poderia ser pior, a ponto da expressão do senador não ser…
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  Ah. Foi tudo o que ela conseguiu pensar. As notícias correm rápido.
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  Suspirou e se ergueu.
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  – Se você quiser…
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  – Estou bem. - ela disse, o cortando, voltando à sua postura anterior, a de sempre, de uma mulher fria e que parece não se importar com nada, nem ninguém.
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  %Levy% limitou-se a caminhar atrás dela, calado. Observou quando ela entrou na mansão e, educadamente, disse que tomaria um banho antes de sair. Os convidados sorriram e permaneceram na sala. Ninguém poderia sair sem ela, de qualquer maneira, pois onde estavam a ir, a presença de %Daniella% era imprescindível.
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  – Quem convidou? Bernard? - ela perguntou para %Levy% antes de subir as escadas.
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  O homem ficou calado. %Daniella% logo compreendeu. Se Bernard tivesse o convidado, ele poderia recusar o convite, assim como todos os outros ali. Mas era Eric %Flack% quem havia pessoalmente enviado seu secretário até a residência para convidar todos os presentes a um jantar informal em sua residência.
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  %Daniella% não mostrou nenhuma reação. Deu as costas ao senador e subiu as escadas. Ao perceber que estava fora da vista de todos, contudo, apertou os lábios. Não queria enfrentar sua família tão cedo.
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  Mas Eric %Flack% nunca dava a oportunidade de problemas se concretizarem. Não importa se era sua empresa ou sua filha mais nova. Ele não deixava nada passar.
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Capítulo 10
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