Novela: Coroa Negra


Escrita porShakhbah
Revisada por Lelen


Capítulo 2

  1498, FRANÇA

  Em 1498, Luis XII torna-se rei em virtude da morte acidental de seu primo, Carlos VIII, que morreu sem deixar descendentes, devido a uma hemorragia cerebral, após chocar-se contra um lintel, durante um jogo de pelota com seus pajens no Castelo de Amboise. Luis XII foi coroado à 27 de maio de 1498, na Catedral de Reims. Casado com Ana, duquesa da Bretanha, o segundo casamento dela, Luis XII esperava que Ana lhe desse filhos:
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  — Espero que você engravide — disse ele.
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  — Eu também — sussurrou Ana da Bretanha para si mesma.
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*********

  — MAMÃ — disse Francisco de Angouleme de apenas quatro anos ao ver a mãe, %Luísa% de %Saboia%, aparecer no luxuoso quarto dos %Saboia% Angouleme.
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  — Filho — disse %Luísa% maternalmente. — Um dia você exercerá um bom papel na corte. Será como um príncipe. Receberá o legado de seu pai já não mais vivo, Carlos de Angouleme.

 

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***********

  UM ANO DEPOIS...
  1499, FRANÇA

  — Força, rainha! — disse o médico real para Ana da Bretanha. — Está vindo.
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  Um choro sereno se seguiu.
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  — É uma menina!
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  — Vai se chamar %Claudia%.
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**********

  — Matero, eu estou grávida — disse uma mulher portuguesa para o marido.
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  — Mais um filho! — disse Matero impressionado. — Já tivemos a %Rita% e agora ganharemos mais uma criança.
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  — O médico disse que a gravidez é complicada — disse Maria Cruz. — Mas vamos ter um filho.
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  — Descanse, Maria Cruz! — diz Matero. — Eu cuido da pequena %Rita%, você deve descansar para essa gravidez.
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  — Mas eu estou bem, posso ajudar nos serviços domésticos — disse Maria.
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  — Eu faço isso — disse Matero. — As luzes ainda estão fracas, a pequena %Rita% trouxe cor e luz a nosso mundo, mas não é por isso que você deve prejudicar essa segunda gravidez, Maria Cruz. Você está grávida! — ele disse acariciando a barriga da esposa.
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**********

  Enquanto isso, Ana da Bretanha olhava sua pequena filha ainda bebê, %Claudia% da França, que tinha um olhar sereno enquanto dormia profundamente.
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Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria, abria a porteira, depois vinha me pedindo
Toque o berrante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo

Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda, e ele saía pulando
"Obrigado, boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando"
Pra aquele sertão afora, meu berrante ia tocando

No caminho desta vida, muito espinho eu encontrei
Mas nenhum calou mais fundo do que isto que eu passei
Na minha viagem de volta, qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada, o menino não avistei

Apeei do meu cavalo num ranchinho beira-chão
Vi uma mulher chorando, quis saber qual a razão
"Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração"

Lá pras bandas de Ouro Fino, levando gado selvagem
Quando passo na porteira, até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem

A cruzinha do estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, que eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão, berrante eu não toco mais

  1506, FRANÇA

  — Vai, mãe! — pediu Francisco de Angouleme com seus doze anos. — Me deixa ir! Por favor.
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  — Visitar Portugal? — perguntou %Luísa% de %Saboia% pela milésima vez. — Por que insiste nisso, meu filho?
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  — Eu queria viajar pelo mundo. Queria conhecer ao menos Portugal. Deixa, mãe! — pediu Francisco.
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  — Tudo bem — respondeu %Luísa% de má vontade. — Mas tem de voltar para cá em um mês e meio, literal. Você está sendo educado e crescido para se casar com a princesa da França, %Claudia%. Ela pode ter apenas 5 anos, mas é sua prometida.
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  — Tudo bem, mãe. — Francisco revira os olhos não muito animado em casar com %Claudia% no futuro, ele tinha doze anos e ela apenas cinco. Mas sabia que não tinha como convencer a mãe por enquanto, mas seu sonho de viajar pelo mundo era maior que tudo. — Quando partimos?
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  — Eu não vou, mas meus servos o levarão. Tenho que cuidar de tudo para quando você voltar para continuar cuidando de seus estudos para te preparar para ser rei da França um dia.
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*********

  PORTUGAL, 1506

  — Olha, %Rita% — disse a pequena %Ane% Jeane para a irmã mais velha, %Rita%, uma jovem morena. — Achei essas cordas que o pai comprou para a gente. — A garotinha de cinco anos gesticulava animada. — Vamos brincar — pediu com entusiasmo.
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  — Mas você nem sabe pular corda, %Ane% — disse %Rita% com um sorriso gentil, mas divertido.
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  — A gente aprende.
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  — Mas você só tem cinco anos — argumentou %Rita%.
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  — E você doze — contrapôs %Ane%. — Vamos brincar.
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  — Está bem — %Rita% concordou com um sorriso.
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  As duas irmãs começaram a pular corda, brincando animadamente.
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  — Que lugar bonito esse! — disse Francisco de Angouleme. — Portugal deve ser incrível — disse olhando cada passo ao redor que se aproximava de Portugal com interesse crescente.
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  As ruas movimentadas, pessoas brincando, outras conversando, algumas rindo. Crianças brincando, outras trabalhando como camponeses e outros ainda andando ou trabalhando, tudo era novo para Francisco de Angouleme.
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  Ai da rebelde e contaminada, da cidade opressora!
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  Não obedeceu à sua voz, não aceitou o castigo; não confiou no Senhor; nem se aproximou do seu Deus.
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  Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela; os seus juízes são lobos da tarde, que não deixam os ossos para a manhã.
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  Os seus profetas são levianos, homens aleivosos; os seus sacerdotes profanaram o santuário, e fizeram violência à lei.
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  O Senhor é justo no meio dela; ele não comete iniquidade; cada manhã traz o seu juízo à luz; nunca falta; mas o perverso não conhece a vergonha.
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  — Oremos sobre essa oração que o padre falou hoje na colônia mais cedo — disse Matero a família.
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  — Pai, que cidade opressora o profeta fala? — perguntou %Rita% com curiosidade infantil, sedenta por aprender mais sobre Deus.
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  — Eu não acho que seja um assunto para crianças — disse Maria Cruz a família.
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  — A mulher tens razão — concordou Matero. — Vamos orar. Pai nosso... — A família começou a orar.
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  Eles começaram a almoçar.
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  A tarde, %Ane% e %Rita% começam a brincar novamente com as cordas.
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  No dia seguinte, as duas meninas acordam cedo. %Rita%, de doze anos, e %Ane%, de cinco, estão brincando e se divertindo juntos em um jardim florido perto da cidade, quando Francisco para a carruagem. Assim que as vê, Francisco observa as duas meninas brincando e parece pensar um pouco. As duas crianças brincavam livremente. Uma leveza que ele queria poder ter. Mesmo com seus doze anos, ele não tinha liberdade. No palácio da França, ele nunca pôde brincar ou ser ele mesmo. Na França ele era um príncipe, mas em Portugal poderia ser diferente.
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  — Olá, moças — ele disse após pedir para parar a carruagem. — Posso brincar com as Srtas.? — pediu.
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  — Quem é você? — perguntou %Rita% em dúvida entre a desconfiança e curiosidade. Aquele jovem de 12 anos tinha roupas francesas e alguns falavam mal da França, diziam que eles eram perigosos.
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  — Talvez fosse bom, %Rita% — disse %Ane% gentilmente. — Eu gosto de fazer novas amizades. Sou %Ane% Jeane
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  — Francisco — respondeu o adolescente com um sorriso. — Vamos brincar então.
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  Os três começam a pular corda juntos.
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Faz muito tempo que eu não escrevo nada,
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida.

Quero fazer uma canção mais delicada,
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir sua cabeça pro meu tema

Que fique claro, a juventude não tem culpa.
É o eletronico fundindo a sua cuca.
Eu também gosto de dançar o pancadão,
Mas é saudável te dar outra opção.

Capítulo 2
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