Capítulo 10 • Francisco I e %Ane%
A estadia de Harry VIII na corte francesa foi bem receptiva. A rainha Cláudia e seu marido Francisco I trataram ele bem. Francisco tinha seu ar diplomático, mas um charme natural em fazer valer o império renascentista que estava criando na França. Já %Claudia% mostrou ser educada e quieta. O casal mostrou toda sua hospitalidade a Harry. Mas Harry já tinha uma impressão nos dias seguintes. Ele perceberá que a diplomacia de Francisco era enganosa. Ele não tinha interesse real em beneficiar a Inglaterra, se isso prejudicasse a França. Harry saiu da França voltando para seu reino. Na França, Francisco olhou para sua esposa Cláudia. Ele sabia que ela tentou dar o seu melhor e sorriu para ela. %Claudia%, por sua vez, percebeu que o marido precisava de espaço. Naquela mesma noite chegou a França, %Ane% a jovem da infância de Francisco. Ao ver ela o coração de Francisco acelerou. Ele nunca a esquecerá. Talvez devesse. Mas a amizade em sua infância com ela e a irmã dela sempre esteve presente em sua vida.
— %Ane%! — Ele sorriu. — Nunca mais te vi. O que a traz a França?
— Vim ver a Vossa Majestade — diz %Ane%. — Soube que conseguiu um bom reinado.
— De fato. — Francisco riu. — E você como tem passado?
%Ane% começou a contar de seus familiares que haviam morrido. Francisco assentiu tristemente. Ele entendia a dor da perda. Seu pai também havia morrido, só havia restado sua mãe %Luísa% de %Saboia%.
— Eu sinto muito — diz Francisco sinceramente. — Sei o que é perder alguém importante. Perdi meu pai e minha filha.
— Se casou? — perguntou %Ane%. — Soube que estava noivo de uma princesa, mas não sabia que já havia se casado.
— Sim, com a minha rainha Cláudia — ele confessou. — Mas eu não a amo. Não completamente.
Um olhar intenso percorreu ambos. Os dois se olharam um tempo a mais. Francisco viu em %Ane% uma lembrança da infância dele. Uma lembrança infantil de um tempo que ele apreciará. Então ele se aproximou ignorando todos e segurou nas mãos de %Ane%. Seus lábios percorreram a mão dela, beijando sua mão de forma galanteadora. Ele indicou para que ela o seguisse.
— Venha. Não vai se arrepender — disse Francisco com um sorriso travesso e ao mesmo tempo calculista para ela.
%Ane% assentiu seguindo-o. Eles caminharam para o quarto de Francisco em seus aposentos. Sim, os aposentos em que ele vivia com %Claudia%. Mas %Claudia% não estava ali naquele momento. Ela estava observando tudo sem ser vista, mas decidiu não interferir. Deixaria Francisco de divertir. Francisco levou %Ane% para seus aposentos, a deitando cuidadosamente. Em seguida, deitou-se sobre ela. Suas mãos de seus braços musculosos e perfeitos, pois foi treinado para aprender a manusear espadas, segurava o corpo de %Ane% com força. Ele selou seus lábios nos dela. Sua língua percorrendo as dela. Seus lábios se tocaram e então ele pediu passagem com a língua e ela cedeu. O beijo se tornou mais profundo. Suas línguas dançavam a um ritmo doce, mas forte.
— Está gostando? — perguntou Francisco sua voz grave.
%Ane% assentiu. Ele então passou sua mão para seu rosto. Acariciou seus cabelos e depois começou a beijar seu pescoço deixando leves mordidas. Passou pelos seios dela, sem tirar a roupa dela, pois era costume da época fazer por baixo, mas sem tirar. Já ela apenas obedecia a tudo pois era virgem, e se guardou a ele. Passaram horas juntos até que se deitaram exaustas. Francisco dormirá satisfeito. Já %Ane% olhava para seu amado com satisfação. Francisco era realmente belo e sabia como satisfazer uma mulher. A manhã se iniciou normalmente na França. O ano de 1519 continuava, mas em reinos posteriores como Inglaterra, entretanto as coisas começaram a mudar...
— Além da visita a França ter sido ruim, agora temos uma única filha, Catarina? — disse Harry com desprezo. — Três anos sem filhos homens, só uma filha menina.
— Os filhos virão Harry — promete Catarina de Aragão. — Só precisa ter paciência.
— Espero que tenha razão.
Em meio a isso, a pequena Mary Tudor de apenas dois anos e meio repousava em silêncio no berço ao lado. O futuro da Inglaterra dependia daquela adorável criança...
Os outros reinos se estendiam. No reino de Castela, por exemplo, Fernando e Carlos V dividiam o reinado. Em meio a isso, Francisco cobiçava o trono de Milão do Sacro Império, terras do avô de Carlos, Maximiliano. %Luísa% de %Saboia% observava a situação com cuidado. A ambição de seu filho poderia ter um cálculo perigoso. Francisco queria o mundo, mas o mundo não o compreendia. Enquanto os dias se passavam, Francisco e %Ane% continuam a se ver, sempre tendo momentos juntos. Até que certo dia, %Ane% começou a sentir tonturas.
— Está tudo bem, senhora? — perguntou uma das servas enquanto %Ane% sentia tonturas.
— Sim, foi só uma tontura.
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Enquanto %Ane% se dirigia ao rei, a rainha %Claudia% esperava. Sabia que teria que esperar o marido e rei ter seus momentos de diversões, mas ela mesma não podia esperar. Sua segunda filha Carlota estava doente e sem Carlota tinha poucos filhos. %Luísa% já morrera recentemente. Agora tinham apenas Francisco II, a doente Carlota e Henrique. Três filhos. Com as ameaças de Carlos V corriam o risco de perder não somente familiares, mas o trono. %Claudia% pediu que um dos guardas relatasse a ela quando ele estivesse sozinho. Após passar a tarde com %Ane%, Francisco decidiu refletir sobre a paisagem. O renascentismo estava em ascensão. Talvez pudesse conversar mais com ele. Mas antes que ele o fizesse, %Claudia% o pegou pelo braço e sussurrou:
— Precisamos de mais filhos! — sussurrou ela. — Carlota está doente.
— Amanhã Cláudia — respondeu Francisco.
%Claudia% assentiu. A tarde continuava, mostrando a opulência do palácio francês. Nobres passavam, servos faziam serviços, e escravos serviam seus senhores. Camponeses trabalhavam em terra árida. Os anos de 1500 se estendiam, com seus problemas, conflitos e dramas. No dia seguinte, como prometido, após o desjejum, Francisco começou a se preparar para passar a noite com %Claudia%. Evitou %Ane% e foi resolver assuntos do reino. Resolveu alguns assuntos do ducado, e do condado francês, resolveu assuntos da política e passou o dia com %Ane% ou resolvendo assuntos. Quando anoiteceu, Francisco tomou coragem, se perfumou e foi até o quarto de %Claudia%. A rainha já o estava esperando.
— %Claudia%, estou aqui — disse ele, sua voz suave, mas fria. Ele não amava a rainha consorte.
— Eu não queria atrapalhar suas diversões — diz %Claudia% formalmente. — Mas precisamos de herdeiros! Nossos filhos estão morrendo, Francisco. Primeiro foi %Luísa%, agora Carlota doente, só falta alguma coisa acontecer a Henrique e nosso Francisco II. — explica %Claudia%.
— Eu entendo o que isso representa, minha rainha — concorda Francisco. — Estou aqui para termos mais um filho, quem sabe uma menina dessa vez. Para compensar a morte de %Luísa% e a doença de Carlota — diz ele com um olhar significativo.
— Então, vamos lá — concorda %Claudia% se deitando em seu leito.
Francisco se deita sobre %Claudia%. Suas mãos descem sobre o corpo dela. Ele se posiciona acima dela e começa a beijá-la. Ali, naquele momento, em meios aos beijos com %Claudia%, Francisco lembra de %Ane%, mas sabe que precisa ter mais herdeiros com sua rainha consorte. E assim, um novo ciclo se inicia... Em um quarto luxuoso, os aposentos de %Claudia%, Francisco a beija e começa a penetrar nela com força e intensidade como se tentasse afirmar que nascesse uma filha forte e saudável para eles. E assim alguns dias começavam a se passar... Enquanto isso, em Castela, Carlos V observava o império francês que Francisco está conquistando com olhar pensativo.
— Precisamos de alianças, ou ele tentará roubar nosso trono também — murmurou Carlos para seus conselheiros.
O jogo de disputas pelo poder mal havia começado... E %Claudia% e agora %Ane% seriam as principais disputas envolvendo Francisco...