Capítulo 10 • Cavalgada

30 de Abril de 2019

Naquela tarde, depois de almoçarem, titia foi cozinhar alguns biscoitos de polvilho. Como ela se divertia na sua cozinha! Carol quis brincar em seu quarto, e posteriormente quando o pai desceu, ela também desceu. A criança dava pulinhos e com as mãozinhas apertadas pedia-lhe: “Por favor, papai!”. Os dois conversaram na sala, a menina o abraçou e o beijou e saiu correndo saltitante e cheia de risadinhas eufóricas, até a avó. Nicole ainda procurava anúncios de casa e emprego, nos jornais sem nada encontrar, e já se passaram dois meses. Estava desanimando com aquela frustração toda, mas não se deixaria abater.
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  Estava sentada na varanda em frente à porta, à beira da escada. Encostava as costas na coluna da entrada e com as pernas cruzadas esticadas, Nic se encontrava no meio das duas belas paisagens. À sua esquerda o casarão antigo e belo. À sua direita, o quintal com as galinhas soltas, flores, um pouco mais à frente as campinas verdejantes e finalmente, o horizonte do céu tão azul com nuvens discretas e tímidos raios solares. Bernardo passou por ela, pulando suas pernas sem pronunciar palavra alguma, e Nicole se fez de indiferente a continuar lendo. Mas, logo que as costas do homem puderam ser vistas, ela deu uma espiada nele que sumia em direção aos cavalos. Mal Nicole percebia, como a cada dia que se passava, ela observava o homem mais e mais, em espiadelas involuntárias e sempre incontroladas.
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  Carol tomou a atenção de Nicole quando surgiu enfarinhada, com os cabelos grudados de massa de biscoitos. Parou na porta dando risadinhas sapecas com os braços estendidos para os lados, também cheios de farinha, como se mostrasse a própria obra da arte que seu corpinho denunciava.
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  — O que você aprontou? — Nicole olhou assustada para o lindo monstrinho de farinha.
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  — Eu ajudei a vovó a fazer biscoitinhos de vento! — A menina caminhou até a mais velha, se sentando sorridente ao seu lado.
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  — Biscoitinhos de vento?
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  — Quando você morde, voa farelinho.
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  Nicole riu da comparação.
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  — O que está lendo, Nic?
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  — Os classificados do jornal.
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  — E quem ganhou?
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  — Ganhou o quê, Carol?
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  — Clatisficado não é aquela palavrinha que tia Rosa ensinou que é quando alguém ganha alguma coisa?
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  A menina era tão inocente! E inteligente! Nicole não pôde deixar de rir.
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  — Sim, Carol, mas classificados — deu ênfase à palavra e continuou explicando: — Também é o nome de uma das partes do jornal.
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  — Ah ! E o que tem neles?
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  — É a parte do jornal em que as pessoas dizem onde tem emprego e onde se tem casas, carros e coisas para comprar e alugar.
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  — Por que você lendo isso? Você vai embora?
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  — Não por enquanto. Lembra que a Nic falou, que tem que achar uma casinha para não incomodar mais vocês?
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  — Você não incomoda! Tia Rosa foi embora e agora tem mais espaço!
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  — Não se preocupe com isso Carol! Eu estou procurando, mas não vou embora por enquanto, porque primeiro eu tenho que trabalhar.
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  — Então vou rezar para que você não trabalhe nunca!
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  Ela escancarou os dentes deitando sua cabecinha no colo de Nicole e a mulher arregalou os olhos.
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  — Ora Carol, eu tenho que trabalhar para ajudar nas despesas.
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  — Ah… Nic, você quer ir embora por causa do meu papai?
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  — Não. Não é isso.
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  — Ele diz que não gosta de você, mas você disse que é porque ele tem ciúme da gente, então eu vou abraçar muito, muito, muito ele e beijar muito, muito, muito, ele. Pra ele não ficar triste com você tá?
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  Ela falou sussurrando como se contasse um segredo para Nicole.
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  — Carol… — E a mais velha estava sorrindo com os olhos marejados.
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  — O quê?
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  Talvez não fosse a melhor hora para ter aquela conversa com Carolina e tentar convencê-la do quanto a vida é imprevisível. Nicole suspirou profundamente e sorriu, falando:
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  — Você tem que tomar um banho. Antes que vire um bolinho de Carolina!
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  A criança gargalhou lindamente e levantou acompanhando Nicole para dentro da casa. Quando entraram em casa titia gritou à Carolina que a água do banho estava quente, e a menina apressou-se. Não sem antes pedir para que Nicole separasse uma roupa bonita e a esperasse no quarto dela para arrumá-la. Assim aconteceu, Nicole aprontou Carolina e a menina então lhe puxou pelas mãos, eufórica, num convite para passearem. Saíram pelas campinas e a garotinha pulava à sua frente cantando a música da história “chapeuzinho vermelho”.
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  — Onde estamos indo? — Nicole perguntou vendo que já haviam andado longe.
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  — Lá! — Carol gritou apontando para as campinas, depois do riacho.
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  — O quê? Por quê?
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  — Vamos andar de cavalinhos!
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  — Carol, eu não sei montar. E depois, como chegaremos lá?
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  — Atravessando o rio!
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  — Seu pai não vai gostar! E pode ser perigoso.
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  — Ele deixou! Ele tá esperando a gente!
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  Carolina olhava suplicante para Nicole, que tentava de uma forma delicada desfazer as ideias dela.
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  — Ele falou que eu podia vir andar de cavalinho às três horas! A vovó disse que já eram três horas!
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  — Tudo bem! Como ele vai saber que você está aqui sem nós atravessarmos o riacho?
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  — PAPAAII!
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  A pequenina gritou e sorriu, mas Bernardo não apareceu.
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  — BERNAARDO! — Sabendo que não venceria Carolina, Nicole gritou também para ajudar, mas avisou: — Eu não vou com vocês, Carol?
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  — Por quê?
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  — Porque eu não ando de cavalinhos e titia está sozinha em casa.
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  Assim que terminou de falar, Bernardo surgia já atravessando o rio a cavalo e Carolina iniciou uma pirraça.
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  — Então eu não vou!
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  — Carol… Vai com seu pai!
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  Bernardo ficaria fulo se Carolina iniciasse uma pirraça por causa de Nicole. Tristonha, a menina deixou a mais velha pegá-la no colo e entregá-la para o pai. Ele sentou Carolina à sua frente, em seu cavalo, e atravessaram o rio. Quando eles chegaram ao outro lado, Nicole acenou para ela. Bernardo desceu do lombo do animal, e se virando Nicole pôs-se a ir embora.
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  — O que houve Carolina? Por que este bico? — Bernardo perguntou após atravessar, percebendo a filha emburrada.
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  — A Nic não quer andar de cavalinho! Eu também não quero mais papai!
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  — Quê? — Bernardo indagou e embirrou tal como a filha.
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  Olhou para trás, e viu que a mulher distanciava-se rumo ao casarão, e tornou a olhar para a menina que se mantinha pirracenta.
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  — Sabe como o papai não gosta quando você faz pirraça, não é?
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  — Mas papai! — Ela começou a chantagear com o choro — Eu queria andar com a Nic de cavalinho!
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  — Mas se ela não quer, outro dia vocês andam Carol. Agora, vamos! Papai ainda tem que terminar outros serviços.
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  A garotinha começou a se movimentar para descer do cavalo, chateada e querendo chorar. Bernardo, pegou a filha no colo, a colocou no chão e impaciente pela desobediência dela lhe ordenou:
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  — Sente-se ali naquela pedra, e não saia até eu voltar! Entendeu Carolina? — falou enérgico.
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  — Você vai buscar a Nic?
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  — Vou. Mas não pense que achei bonito a sua pirraça! — respondeu com o semblante de quem deixaria Carolina de castigo, e a menina abaixou a cabeça escondendo o sorriso travesso.
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  Um pouco depois, Nicole ouviu barulhos vindos do riacho, mas não olhou para trás para não ver Carol com aquele rostinho triste. Até que Bernardo apareceu montado à sua frente, lhe assustando.
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  — Que susto! O que você está fazendo? Deixou a boneca sozinha?! — Nicole subitamente olhou para trás e a viu, sentadinha sorrindo e acenando.
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  — Sobe.
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  — Não. Eu não vou! — Nicole teimou e ele desceu do cavalo — Eu não sei montar Bernardo!
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  Continuou teimando antes que ele retrucasse. O ogro, num ato rápido se aproximou segurando firmemente na cintura dela, dizendo:
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  — Acha que eu não sei disso?
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  Nicole sentiu um arrepio correr por sua nuca, e Bernardo ergueu-a pela cintura a impulsionando para Nicole sentar sobre o cavalo. Desajeitada, Nic segurou-se à sela e Carolina ria e pulava batendo as mãozinhas do outro lado do rio.
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  — O que está fazendo? Eu quero descer! — Nicole brigava, e ele ainda sério montou logo atrás dela.
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  — Fica quieta! Segure firme na rédea e não balance muitos os pés.
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  Ela segurou as rédeas como ele pediu, ainda muito nervosa, o encarando. Bernardo passou os próprios braços em volta dos braços dela para pegar a rédea, e Nicole que estava de lado, não parava de encará-lo, bravia.
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  — O que foi? Não adianta fazer este beiço! É um pedido da minha filha! — Ele reclamou.
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  Nicole resmungou e os dois atravessaram o rio naquela situação incômoda. Carol estava feliz e não parava de pular quando eles chegaram. Bernardo desceu e pegando a mulher no colo, a pondo ao chão. Estavam muito próximos, parados, ainda se encarando revoltados. Nicole desconcertada por outra demonstração de proximidade que a fazia se sentir novamente inquieta, embora de um jeito bom.
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  — Eu vou embora. Vovó diz que é feio atrapalhar. — Carol sussurrou para um patinho em seu colo os despertando de sua rincha por olhares.
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  Bernardo colocou a menina no lombo do animal e foi guiando-o devagar pelo campo. Enquanto isso, Nicole permaneceu em pé, sorridente com as atitudes e gestos meigos de Carolina. Alguma coisa havia naquela criança que a hipnotizava e encantava cada vez mais. Assim que ela se cansou, cochichou com o pai:
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  — Agora é a vez da Nic, papai!
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  — Vamos chamá-la, se ajeita para ela subir atrás de você e…
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  — Não papai! Só a Nic! Ela tem que aprender a andar de cavalinho com você, igual você me ensinando!
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  O homem olhou insatisfeito para a mulher distante de si. Então Carolina desceu com a ajuda do pai e foi correndo até Nicole, enquanto Bernardo vinha logo atrás, puxando o animal.
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  — Sua vez, Nic!
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  — Carol, eu não vou montar. — Nicole sorria para ela de braços cruzados.
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  — Papai vai te ajudar!
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  — Melhor não, pequena… Já está ficando tarde.
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  — Por que você não gosta do meu papai?
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  Bernardo sorriu discreto por perceber a chantagem clara de Carolina, ao ouvir as palavras da filha.
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  — É o seu papai que não gosta de mim, Carol. — Nicole falou a fim de encerrar o assunto, mas sem pensar que poderia estar jogando a filha contra o pai e se arrependendo no mesmo instante.
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  — Você tem ciúme, papai? — A menina perguntou inocente e Bernardo sem ver alternativa concordou — Mas, eu amo os dois, igual!
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  Carolina era bastante impetuosa e sagaz em seus pensamentos. Brava com os dois iniciou outra pirraça chateada, e ainda os fez parecerem as crianças da história.
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  — Vamos ter uma conversinha mais tarde, mocinha, está muito pirracenta! — O pai informou sério, mas Carolina era tal qual ele. Manteve-se impávida na encenação, e foi assim que venceu Nicole pelo cansaço.
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  — Ai… Tudo bem Carolina. Eu monto.
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  A delegada deu-se por vencida e se aproximou dos dois animais: o cavalo e Bernardo. Carol pulava e sorria. Bernardo pegou novamente Nicole no colo, lhe ajudando a subir. Desta vez ele disse para ela sentar de frente, e montou às suas costas, “abraçando-a” segurou as rédeas de novo.
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  — Não saia daqui, escutou Carolina? — ordenou para a filha que fez sinal afirmativo com a cabeça, e então ele sussurrou ao ouvido de Nicole, lhe causando novos arrepios involuntários: — Não podemos demorar, não quero que ela fique muito tempo, afastada.
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  — Acho ótimo. — respondeu Nic.
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  Seu corpo estava rijo. Nicole não se movia de tão incomodada com a proximidade entre os dois. Bernardo fez com que o animal corresse e à medida que a brisa chicoteava os cabelos dela, a mulher ia se acalmando numa sensação de êxtase e anestesia. Nunca imaginou o quão delicioso era andar a cavalo e apesar dos muitos balanços, a sensação era ótima. Bernardo lhe apertava em seus braços como forma de segurança, e aquilo gerava um incômodo, e, ao mesmo tempo, prazer em Nicole. Ela sentia a respiração dele que batia em seu rosto e por um momento breve, fechou os olhos e esqueceu tudo. Esqueceu até mesmo de Bernardo ali.
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  Ele, por sua vez, sentiu o perfume dos cabelos dela e notou o corpo da mulher amolecendo em seus braços. De novo, a palpitação em seu peito surgiu. Um nó se formava em sua garganta, e Bernardo também não conseguiu se conter. Aproximou seu rosto aos poucos do dela, cheirou os cabelos de Nicole, e quando se percebeu fazendo aquilo abriu os olhos, assustado. Nicole não percebeu que, assim como ela, Bernardo perdera-se naquela proximidade. Pelo contrário, ela tivera a impressão de que ele observava se ela estava bem. Achou que ele estranhara a reação dela e por isso se aproximou mais, quando Nicole sentiu sua barba “por fazer” roçando a lateral da sua face. Abriu os olhos rápido e como imaginou, ele a espiava. Intercalando os olhares sobre ela e a sua frente, Bernardo perguntou:
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  — Está se sentindo bem? — Havia ali uma feição curiosa e um olhar azul, bastante assustado.
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  — Sim… Eu… Eu só relaxei. — gaguejou.
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  Nicole estava sem graça ao perceber que na sintonia da brisa e do cavalgar, deixou o seu corpo se abandonar nos braços fortes de Bernardo.
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  — Vamos voltar tudo bem? — Ele disse sem saber que, como ele, ela também se sentia estranha.
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  — Claro. É melhor. — Nic respondeu e, então, ele sorriu.
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  Sorriu? Para ela? Ele poderia fazer aquilo? Sorrir daquele jeito para Nicole como se fosse algo que ele sempre fizesse?
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  Apesar do seu ódio evidente, Nicole não poderia mentir: achava Bernardo lindo. Um homem muito belo e sedutor. Chegou a pensar que não se incomodaria se Bernardo sorrisse daquela forma mais vezes para ela. E ficou pensando naquele instante, como seria bom se os dois tivessem sido amigos. Se ele desse uma chance de conhecê-la. Mas, por alguma razão da qual ela ainda desconhecia, eles nunca seriam amigos.
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  Devia existir um motivo! Não poderia ser apenas pirraça dele! Amigos… Algo que Bernardo e ela não seriam. Não haveria como.
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  Carolina dançava com os patinhos quando os dois chegaram. O pai dela desceu e mais uma vez pegou Nicole no colo e a pôs ao chão. Sua mão escorregou para debaixo da blusa da mulher na hora de ajudá-la a descer do cavalo, e o simples toque lhes proporcionou um choque entre as suas peles. Quando ela estava de pé frente a ele, os dois ficaram se encarando de olhos arregalados. As mãos de Nicole ainda em seus ombros e as dele ainda em sua cintura. Só não se perderam mais na sensação surpresa e no olhar fulgurante um do outro, porque foram despertos por uma garotinha travessa e curiosa:
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  — Como foi Nic? — Carol se aproximou perguntando e Nicole imediatamente se recompôs sorrindo e olhando para ela.
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  — Foi muito legal! Andar nos cavalinhos é ótimo. Você estava certa, Carol!
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  — Eu falei! — Ela zombou indo até seu pai.
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  Novamente ele montou levando Carolina para a outra margem do rio. Daí Nicole se lembrou de que repetiriam tudo aquilo. Olhou para o riacho e a correnteza parecia estar branda, então se atreveu a atravessar o riacho a pé, a fim de evitar passar pelas mesmas sensações. Carol, que já estava em terra do outro lado, gritou para o pai dela que olhando para trás, veio montado no cavalo até Nicole, o mais rápido possível.
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  — Fique aí! — pediu e a mulher parou de andar no riacho.
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  Havia molhado um pouco mais do que os joelhos quando ele a gritou, e ela tentou responder:
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  — Mas dá para passar.
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  Não demorou, para que Bernardo já estivesse à sua frente, zangado.
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  — Talvez você não saiba que no final da tarde desce uma correnteza lá da cabeceira do rio! Quando parece que dá para atravessar você pode ser arrastada pela correnteza, sem falar nos buracos! Os animais sabem onde pisam e atravessar em segurança, você não!
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  Aquilo era um tanto quanto exagerado por parte dele e Nicole sabia disso, mas decidiu não contestá-lo. Ao cavalo, montados, eles voltaram à outra margem, Bernardo estava sério e Nicole se sentiu péssima.
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  — Desculpe.
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  — Nunca mais faça isso! — sussurrou bravo em seu ouvido ainda a galope.
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  A voz dele soou-lhe também, um pouco preocupada. Os dois desceram da montaria e seguiram de mãos dadas: Bernardo, Carol e Nicole. Exatamente nesta ordem.
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  O homem foi para as cocheiras se desfazendo da mão da filha com um beijo e nem olhou para a mulher ao lado dela. Havia ficado irritadíssimo com a possibilidade de, por um descuido tolo, Nicole ser pega numa correnteza de tromba d’água da cachoeira que existia ali, e que compunha a nascente do riacho. Até porque, as nuvens no céu denunciavam as temporadas de chuva, de final da tarde. Sem entender o súbito estresse dele, por desconhecer os perigos, Nicole de mãos dadas à Carol voltou ao casarão, e chateada. De repente tudo lhe soou confuso. O que tinha afinal acontecido naquela cavalgada?
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