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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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New Generation


Escrita porPams
Revisada por Lelen

2 • Nova Realidade

Tempo estimado de leitura: 29 minutos

Auradon

  E lá estávamos nós, os 4 descendentes, diante do rei Fera, com toda a corte presente e as outras famílias reais. Logo a Fada Madrinha se apresentou, nos parabenizando por estar ali e, claro, colocando algumas regras iniciais. Regras, nunca me dei bem com elas.
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  — Agora, passo a palavra ao nosso querido rei Fera. — Disse a mulher.
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  Assim, o rei se levantou do seu trono, mantendo o olhar sereno e um sorriso no rosto. Eu me distraí por um momento observando o rosto de todas as pessoas ali presentes. Alguns me lembravam das inúmeras vezes que da televisão vi as transmissões dos pomposos bailes reais. E o grande salão da Auradon Preparatória era mesmo luxuoso e cheio de requinte, muito bem decorado ao estilo clássico. Nada comparado ao que se tem na Ilha dos Perdidos.
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  — Mais uma vez, sejam bem-vindos, Descendentes. — Disse ele, com um olhar orgulhoso como se o feito fosse dele e não uma sugestão inusitada de seu herdeiro ao trono. — Espero que estejam felizes com essa oportunidade única, a nossa querida diretora Fada Madrinha terá o maior prazer em lhes ajudar com esta adaptação, a partir de agora, a Auradon Preparatória será seu novo lar.
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  Ele fez mais um longo discurso depois disso, até que terminou e todos aplaudiram. Durante toda a cerimônia eu notei algo estranho. O príncipe não estava presente, logo a pessoa que iniciou todo aquele evento de inclusão dos vilões na sociedade novamente. E pensando mais sobre isso, era mesmo estranho todo o mistério que envolvia o fato de vossa alteza não gostar de holofotes, já que em breve a coroa seria dele.
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  Após a celebração inicial, um monitor nos acompanhou até a área leste do castelo onde se localizam os dormitórios. Nos separamos dos meninos, então eu e Clair seguimos pelo corredor principal dos quartos até chegar ao número de nossas chaves. Felizmente haviam nos colocado no mesmo quarto, com duas outras meninas da escola. Assim que entramos, de imediato localizamos as camas vazias que provavelmente seriam nossas. 
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  — Eu vou ficar com essa. — Disse Clair, ao se aproximar da cama ao lado da janela — Sabe que detesto escuro, e a luz da lua me acalma.
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  — Fique à vontade. — Disse ao me aproximar da cama no fundo do quarto e jogar minha mochila em cima. — Quanta baboseira o discurso de vossa majestade.
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  — Ai, nem me fala, comecei até sentir uma dor no meu pescoço. — Ela também reclamou se alongando. — Como será que os meninos vão se sair no quarto deles?
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  — Se alguém muito organizado dormir na cama ao lado do Jay, vai morrer de raiva da sua bagunça. — Comentei.
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  — Sim. — Ela concordou.
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  Nós rimos de leve.
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  — Oh! — Uma menina se assustou ao entrar no quarto e nos ver lá, parecia não saber da novidade.
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  Mas olhando-a com mais cuidado, a reconheci da cerimônia. Estando ao lado da Fada Madrinha. Será sua filha?
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  — Você dorme aqui também? — perguntou Clair, analisando a menina da cabeça aos pés.
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  — Sim. — A garota se sentiu intimidada de imediato e se encolheu — Meu nome é Florence, sou a filha da Fada Madrinha.
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  — Hum… — Disse.
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  Interessante. Pensei comigo. Primeira peça para meu plano de encontrar minha mãe, me aproximar do inimigo e talvez a filha da mesma poderia ser um canal para isso. Ela comentou sobre a outra aluna que dormia em nosso quarto também, tão apagada e sem popularidades quanto ela. Uma tal de Ally, filha da Alice que destronou a tia Rainha de Copas. Clair não demonstrou satisfação com aquela informação, mas manteve a compostura. Ao final da tarde, pouco antes do toque de recolher, eu e meus amigos nos reunimos no imenso jardim do castelo.
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  Haviam muitas novidades em um só dia para compartilhar.
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  — A única coisa que eu posso dizer é que a comida desse lugar é incrível. — Disse Jay, retirando do bolso da calça um muffin de gotas de chocolate, que tinha pegado escondido.
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  Clair o olhou fazendo uma careta de novo, assim que ele deu uma mordida no muffin.
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  — Tenho que concordar, estamos muito melhores aqui. — Disse Klaus. — Você não parava de comer, Jay.
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  — Vocês notaram uma coisa? — comentei com eles, me mantendo encostada na árvore próxima ao banco que Klaus havia se sentado com Clair.
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  Claro que nosso primeiro dia seria de adaptação. Mas de início, conseguimos encontrar um lugar reservado naquele vasto jardim da escola para conversarmos. E talvez montar nosso QG da travessura.
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  — O que observou desta vez? — perguntou Jay, ao sentar na grama, após terminar de devorar seu muffin.
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  — O príncipe não estava na cerimônia. — continuou Clair, a minha fala.
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  — Achei que tivesse sido a única a perceber isso. — assenti com ela.
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  — Curioso. — Klaus se manifestou, mantendo o olhar no pequeno espelho em sua mão.
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  Vaidoso como sempre, igual a sua mãe. Eu cruzei os braços pensativa, olhando para o monumento que é o castelo da escola. Tinham outros poucos alunos pelo jardim, saboreando o pôr-do-sol. Todos com os olhares discretos em nossa direção. E dava para notar os cochichos também.
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  — Descendentes. — uma garota se aproximou de nós acompanhada de mais alguns alunos. — Não consegui me aproximar de vocês na recepção, mas gostaria de dizer pessoalmente… Bem-vindos!
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  Ela abriu um largo sorriso, que de cara senti ser superficial.
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  — Já ouvimos isso hoje. — disse Jay, inclinando seu corpo e deitando sobre a grama.
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  — Eu sou a princesa Audrey, representante dos alunos. — se apresentou ela. — Se precisarem de alguma coisa, podem falar comigo, a Fada Madrinha é uma mulher muito ocupada, por isso eu como representante sou a ponte entre ela e os alunos. Ajudarei com todo prazer.
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  Quanta prestatividade. Pensei comigo, controlando meu olhar de desinteresse.
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  — Agradecemos. — disse Clair, ao pegar uma lixa e começar a lixar suas unhas em sinal de deboche.
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  Minha amiga realmente não perdia a oportunidade. Olhar para a senhorita Audrey, fazia parecer que a aluna modelo estava diante de mim. Assim que ela se afastou de nós, começamos a rir de forma espontânea.
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  — Ela realmente precisava vir com escolta? — comentou Jay.
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  — Somos filhos de vilões, lembra? — respondi sugestivamente. — Aposto que todos estão com medo ou inseguros com nossa presença aqui.
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  — Estou começando a achar que vou ficar entediada nesse lugar. — comentou Clair.
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  — Ah, sim, você já viu a grade curricular dessa escola? — Klaus abaixou o espelho e olhou para ela. — Começaremos amanhã com a aula de Bondade Curativa para iniciantes, ministrada pela própria Fada Madrinha.
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  — Viva! — disse de forma irônica aos risos.
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  Eles riram também. Somente Klaus para se preocupar em saber qual era a aula do dia seguinte. Quem o olhava por fora, achava-o somente um menino vaidoso e egocêntrico, verdadeiro narcisista, mas suas qualidades iam além de somente beleza e estética. O filho da tia Rainha Má era muito inteligente e curiosamente estudioso, certamente vai querer competir com o melhor aluno da escola só pelo prazer de ser o melhor e ter popularidade. Mais o que eu mais admirava nele, era suas habilidades com a tecnologia para hackear o que eu quisesse.
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  — Precisamos procurar algo legal para fazer urgente. — sugeriu Jay.
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  — Ilegal, você quis dizer. — Klaus o corrigiu e rimos de novo. 
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  Ao longo dos dias seguintes…
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  Enquanto meus amigos se esforçaram para encontrar atividades interessantes e ocuparem seus horários livres, eu tinha uma missão para cumprir: Descobrir onde prenderam a minha mãe era minha prioridade naquela escola.
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  Curiosamente o tal falado príncipe %Ben% ainda não tinha aparecido nas instalações do castelo. Os boatos que rolavam na escola é que ele havia se retirado para um treinamento especial com Peter Pan na Terra do Nunca. O que aumentava ainda mais minha curiosidade sobre ele.
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  — Aonde está indo? — perguntou Clair, em sussurro ao me ver acordada no meio da madrugada, passando pela sua cama.
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  — Preciso tirar uma dúvida. — disse a ela.
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  — Ainda com o plano maluco da minha mãe para achar a tia Malévola? — perguntou ela, olhando para as outras garotas que dormiam. — Tem mesmo que fazer isso?
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  — Não é somente um plano maluco, eu realmente preciso saber o que fizeram com a minha mãe. — A olhei com seriedade. — Me dá cobertura, volto daqui a pouco.
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  — Vai invadir a sala da diretora? — supôs ela.
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  — Talvez. — sorri de canto com malícia e segui para a porta.
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  Saí do quarto no máximo de silêncio que consegui e segui pelos corredores. A ronda pelo lugar já havia sido feita, então eu teria tempo para realizar o que almejava. Assim que me coloquei diante da porta da diretora, respirei fundo tomando coragem e entrei. Sua sala era tão organizada quanto tudo na escola, ou mais. Continuei dando passos curtos pelo lugar, olhando as pinturas nos quadros das paredes. O bom gosto que ela tinha para o mobiliário era visível, estofado de tecido camurça vermelho.
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  — Bela sala, Fada Madrinha. — sussurrei ao alisar uma das poltronas.
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  Me aproximei da mesa dela e vi alguns documentos em pastas. Abri a que estava por cima e dei de cara com a minha ficha de aluna. No lugar de afiliação, havia uma anotação na frente do nome da minha mãe. Entretanto, não consegui entender aquele garrancho em forma de letra. Por um instante eu senti estar sendo observada e me virei para trás, a porta estava encostada como eu havia deixado. E num piscar de olhos.
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  — Não deveria estar aqui. — disse uma voz surgindo ao meu lado e segurando em meu pulso para que soltasse a pasta.
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  — Ah. — eu tentei me soltar dele e ao olhá-lo, fiquei completamente estática — %Gale%? O que faz aqui?
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  Tentei forçar a voz, porém saiu em sussurro.
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  — Do que me chamou? — Seu olhar ficou confuso para mim, o que me deixou mais desnorteada.
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  Logo ouvimos a maçaneta girando e a porta rangendo ao começar a ser aberta.
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  — Atrás da mesa, rápido. — disse ele, ao me soltar, se colocando na frente.
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  Eu fiquei agachada observando o que iria acontecer. A imagem da diretora apareceu assim que a porta se abriu, assim como seu olhar surpreso em ver o garoto diante dela.
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  — Príncipe %Benjamin%. — disse ela. — O que faz aqui a esta hora?!
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  Príncipe? %Benjamin%? O quê? Pensei comigo.
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  — Diretora, a senhora me disse que eu poderia pegar as pastas com as informações dos Descendentes. — Explicou ele. — Não consegui chegar mais cedo e resolvi passar agora.
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  — Ah, isso. — Disse ela, soltando um suspiro aliviado. — Poderia ter me mandado uma mensagem pelo celular, eu ficaria te esperando.
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  — Não queria incomodar, Fada Madrinha. — Ele pegou as pastas e andou na direção dela. — Vamos, então? Já que está acordada, gostaria de tirar algumas dúvidas sobre os novos alunos.
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  — Claro, com prazer. — Disse ela entusiasmada. — Ando tendo insônia esses dias e uma boa conversa antes de dormir é sempre estimulante.
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  Eles se retiraram e agora eu é que soltei um suspiro aliviado. Mesmo intrigada e cheia de questionamentos em minha cabeça, saí da sala da diretora e retornei ao meu dormitório. Assim que cheguei, fui surpreendida por um comitê de recepções. Clair estava sentada na janela me olhando com tranquilidade, enquanto as outras duas permaneceram de braços cruzados e olhares de reprovação.
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  — Você disse que ia me dar cobertura. — olhei atravessado para Clair.
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  — Não prometi nada. — Ela deu de ombros.
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  Bela amiga.
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  — Onde você estava? — perguntou Ally num tom firme, o que me lembrou minha mãe.
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  — Sabia que se você for pega, todas nós seremos implicadas por isso? — Florence estava com um olhar mais aflito.
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  — Me desculpe, mas precisei ir ao banheiro. — argumentei.
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  — Elas foram lá te procurar. — Disse Clair.
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  Droga. Fiz uma careta e respirei fundo.
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  — Não posso dizer onde eu estava, mas prometo que não serão prejudicadas. — assegurei a elas.
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  — Você foi ao escritório da minha mãe. — alegou Florence.
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  — Não. — tentei mentir.
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  — Eu ouvi vocês duas falando. — Retrucou ela. — No início não acreditei que teria essa coragem, mas depois que não te achamos no banheiro...
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  — O que você queria lá?! — perguntou Ally.
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  — Não posso contar. — disse com tranquilidade.
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  — Podemos te ajudar. — Ally se ofereceu.
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  — Há dois minutos estavam com medo de serem castigadas. — eu ri dela.
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  — Você e a Clair são as únicas nessa escola que conversam com a gente, ou pelo menos não nos ignoram. — Explicou Ally com um olhar triste. — Então, eu sei que são filhas das maiores vilãs e que a minha mãe destronou a sua, Clair… Mas…
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  — Querem ser nossas amigas? — Clair soltou uma gargalhada.
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  Por essa nem eu esperava.
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  — Nós passamos todos esses anos achando que os filhos dos vilões eram maus como os pais. — Comentou Florence. — Mas estou começando a achar que não é bem assim.
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  — Você não nos conhece, o que te faz pensar que não somos más? O bom dia que a Clair te dá toda manhã? — Argumentei com ela. — Só estamos aqui há uma semana, não sabe de nada sobre nós.
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  — Mas sei que se quisesse fazer algo ruim, já teria feito. — Florence cruzou os braços. — A não ser que estivesse procurando algo no escritório da minha mãe.
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  Bufei de leve e caminhei até minha cama.
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  — Vocês duas não vão entrar para o nosso grupo, não insistam. — Eu lancei um olhar ameaçador para Florence. — E nada de contar sobre meu passeio noturno.
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  Ela se encolheu um pouco. Finalmente me deitei na cama e me rendi ao sono. Na manhã seguinte, após o café, seguimos para a aula de história da magia. Para nossa surpresa, seria apresentada pelo próprio príncipe de Auradon que estava em seu último ano letivo antes de ser coroado.
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  Passei toda a aula com a mente fervilhando de teorias da conspiração, com o tal príncipe agindo naturalmente como se fosse a primeira vez que me via. Eu deveria ficar tranquila com isso? Não, claro que não. Ele sabia demais e precisava de respostas também.
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  — Ei! — disse ao alcançá-lo no corredor principal das salas de aula, após o sinal tocar e ele sair rapidamente de nossa sala.
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  Ele fingiu não ouvir até que o segurei pela jaqueta do time de basquete que vestia, o fazendo parar. Logo todos os olhares vieram em nossa direção. O que estranhamente me fez sentir intimidada.
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  — Falou comigo?! — disse ele ao me olhar com serenidade.
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  — Sim, precisamos ter uma conversinha. — Disse em sussurro para que ninguém mais ouvisse além dele.
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  Mantive um olhar sério e expressivo. Como se mencionasse o ocorrido da madrugada na sala da diretora.
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  — Me desculpe, mas eu te conheço? — ele olhou em volta.
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  Filho da mãe, sabia fingir muito bem. Permaneci em silêncio sem saber o que dizer em seguida, afinal não poderia dizer que sim, já que teoricamente seria a primeira vez que o via na aula. Ele permaneceu me olhando fixamente, esperando algum tipo de reação da minha parte. O que me deixou ainda mais nervosa por odiar quando as pessoas me encurralavam.
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  %Gale% era mestre em fazer isso.
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  — %Benjamin%. — A voz inconfundível da filha da rainha Aurora soou atrás de nós.
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  Ela passou por mim e se colocou ao lado dele com um sorriso gracioso, que me fazia querer vomitar.
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  — Aceitaria almoçar comigo? — perguntou ela. — Tenho algumas novidades sobre a escola para lhe contar e precisamos conversar sobre a feira de talentos.
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  — Claro, aceito. — ele manteve o olhar em mim a todo tempo.
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  — Me desculpe, %Mal%, mas o almoço se restringe a somente membros do diretório acadêmico. — disse ela, puxando o príncipe para se afastar de mim.
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  Em choque eu estava e nunca havia me sentido tão inútil na vida.
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  — Vossa alteza fingida… Agora tá explicado o motivo dele não aparecer na tv ou em revistas, é um tremendo babaca.  — Sussurrei para mim mesma.
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  — Eu sei como você pode falar com ele sem ninguém ver. — disse Florence ao se aproximar de mim, de forma despistada.
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  — Você não desiste mesmo, não é?! — Eu a olhei. — Está saindo pior que os mercenários da Ilha dos Perdidos.
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  Ela abriu um largo sorriso, parecia levar aquilo como um elogio. Eu bufei de leve e segui meu caminho. Me encontrei com meus amigos na mesma árvore de todos os dias. Já havia sido marcado aquele lugar como nosso.
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  — Uau, a vista daqui é tão legal. — disse Ally ao se juntar com Florence que me seguia desde o corredor.
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  — Quem chamou ela? — perguntou Klaus fazendo uma careta estranha.
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  — Não acredito que você está dando liberdade pra elas, %Mal%. — Clair me olhou em choque.
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  — Nós já fomos mais seletivos. — brincou Jay — Mas o cabelo dela é legal.
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  Ele piscou para Ally, e acabou levando um tapa na cabeça de Clair.
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  — Ai. — reclamou ele.
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  — Eu não convidei ninguém. — Disse em minha defesa.
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  Elas não se importaram com nossa tentativa de exclusão e se mostraram bastante à vontade perto de nós. Como se fossem do nosso grupo há anos. O que me admirou.
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  — Então, o que está guardando no bolso? — perguntou Ally ao se sentar na grama ao lado de Jay.
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  — Cookies. — Respondeu ele. — Gosto de comer antes de dormir.
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  — Ah… Mas não precisa esconder nos bolsos, se quiser eu posso conseguir para você. — disse ela tranquilamente, se fazendo a salvadora.
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  — Como? — ele a olhou impressionado.
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  — Eu sempre ajudo no refeitório depois das aulas, monto os cardápios das refeições e tenho livre acesso a cozinha. — explicou ela, sorrindo de leve.
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  — Uau. — Jay se mostrou impressionado — É disso que eu estou falando, temos que ter contatos nessa escola.
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  Clair bateu nele novamente.
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  — Ai! Sua louca. — Ele olhou para trás. — Isso dói.
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  — Pra você ficar esperto. — disse ela cruzando os braços.
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  Eu ri de leve e me encostei na árvore, voltando meu olhar para mais à frente. Em instantes avistei o príncipe sentado numa mesa, rodeado dos alunos modelos e ao lado da Audrey.
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  — Os dois não namoram, se é isso que está se perguntando. — comentou Florence, num tom baixo ao se aproximar de mim.
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  — Não estava me perguntando isso. — assegurei a ela.
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  — A Audrey é extremamente apaixonada por ele desde o primeiro dia que chegou aqui, mas o príncipe %Ben% nunca lhe deu uma mísera esperança. — contou ela. — Ele sempre diz que quando encontrasse a garota ideal para ele, todos iriam saber.
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  — Devo acreditar que você é aquela garota nerd apagada que sabe tudo sobre todo mundo? — eu a olhei.
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  — Sou a filha da Fada Madrinha, preciso saber de tudo que acontece. — alegou ela.
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  — Para contar a sua mãe?! — presumi.
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  — Não. — negou ela — Para vender informações.
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  — A filha da Fada Madrinha?! — interessante.
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  — Por exemplo, sei que aquele casal ali todos os dias se tranca na sala de multimídia, dizem que estão lá como voluntários para ajudar os técnicos da escola, mas tá na cara que não. — começou ela. — A barbie de cabelo rosa é a maior e mais requisitada em vender trabalhos, sempre que precisam, procuram ela. O nerd de óculos verde é filho do Dunga, é voluntário na biblioteca, mas sempre que está sozinho lá, promove jogos de cartas transformando o lugar em um cassino. O de jaqueta preta é o Aziz, filho do Aladdin e mais cobiçado aluno depois do príncipe, é claro, soube que ele estava em um romance proibido com uma mulher mais velha. Consegui algumas fotos.
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  — Estou surpresa com sua eficiência. — disse boquiaberta.
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  — Depois somos nós os delinquentes. — disse Clair com seu ar irônico e debochado.
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  — Você ouviu?! — olhei para ela, segurando o riso.
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  — Queria não ter ouvido. — ela suspirou fraco se inclinando mais no banco — Depois que prestar seus serviços para a %Mal%, vou querer informações também.
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  — O que você quiser, eu sempre consigo descobrir. — disse Florence, com o olhar prestativo.
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  — Até mesmo sobre a feira de talentos? — Clair a olhou.
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  — Principalmente sobre ela. — assentiu.
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  — Ok, depois vocês conversam sobre isso, agora a Flou é só minha. — disse já apelidando a garota.
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  — Flou?! Eu gostei. — Florence sorriu.
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  — Não sorria tanto, assim vai manchar nossa reputação. — continuou Clair não me dando a menor importância.
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  — Ok.
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  — E por falar em reputação, o que você quer com o alteza real? — perguntou Klaus.
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  — Assunto meu. — Voltei meu olhar para a mesa dos alunos modelos — Diga, Flou, como eu consigo me aproximar sem que ninguém saiba?
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  — A forma mais inesperada possível. — respondeu ela.
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  As horas se passaram e no jantar eu aleguei estar indisposta para colocar meu plano de aproximação em prática. Como era favorável ter duas novas aquisições que conheciam o lugar do nosso lado. O mais engraçado foi ver Florence distraindo o zelador para que eu conseguisse pegar a chave mestra que ele mantinha guardada. Pedi que Florence me desse cobertura e não deixasse que ninguém passar por aquela porta além do príncipe.
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  E onde eu estava?
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  Isso mesmo. No quarto real, somente esperando pelo dissimulado entrar.
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  — Hummmm... — ele entrou no quarto, cantarolando alguma música desconhecida por mim.
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  Agindo com naturalidade, fechou a porta e retirou a jaqueta se aproximando da cama, parecia distraído em sua tentativa de cantar. Então, ele retirou a camisa, deixando o abdômen à mostra. Era a minha deixa.
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  — Olha só, vossa alteza tem músculos. — comentei, abrindo um pouco a cortina, para que ele me visse sentada no beiral da sua janela.
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  — Você?! — ele tomou um susto e pegando a camisa rapidamente tapou seu tórax.
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  O que me deixou desmotivada.
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  — O que faz aqui?! — perguntou ele — Como entrou.
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  — Agora você se lembra de mim? — perguntei ao dar um pulo e ficar de pé.
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  — Não me respondeu. — insistiu ele.
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  — Nem você. — retruquei.
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  — O que você quer? É a filha da Malévola. — continuou ele.
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  — Parabéns, acertou. — eu o aplaudi debochadamente — Mas com minha ficha criminal na gaveta fica fácil.
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  — Eu tenho o registro de todos os alunos, não se ache privilegiada. — Explicou ele. — O que faz aqui?
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  — Quero saber por que me ajudou. — Cruzei os braços, mantendo o olhar sério.
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  Ele sorriu de canto.
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  — Está com medo de algo? — perguntou ele.
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  — Não gosto de dever nada a ninguém. — retruquei.
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  Ainda estava em surtos internos. Olhá-lo era o mesmo que olhar para %Gale%. O que me deixava ainda mais meio de neura.
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  — Muito bem… — ele riu, parecia ter gostado do que eu disse. — O que você queria no escritório da diretora, e não me diga que era sua ficha criminal.
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  Ele riu. Sabia ser irônico. Gostei.
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  — Por que deveria te contar?! — perguntei.
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  — Porque podemos nos ajudar. — propôs ele.
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  — Em que eu poderia te ajudar? — continuei.
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  — Me conte sua história que eu conto a minha. — retrucou.
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  — Não vou confiar em você. — deu dois passos me aproximando dele — Não me passa confiança.
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  — Você não quer encontrar a Malévola?! — indagou ele, mencionando a minha mãe em provocação.
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  — O que sabe sobre isso? — coloquei a mão na cintura.
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  — Sua mãe desapareceu depois que os vilões foram presos na Ilha, e somente a Fada Madrinha sabe onde ela está e você, sendo filha, estava no escritório dela de madrugada. — seu raciocínio era bom. — Se quisesse tomar um chá, teria aparecido mais cedo, não acha? É questão de lógica.
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  — Olha só, o melhor aluno é mesmo inteligente. — disse com ironia.
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  — Se me ajudar, eu te ajudo a encontrar sua mãe, tenho mais recursos que você. — propôs ele, esticando a mão — O que acha?
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  — O que quer em troca? — perguntei ao olhar para sua mão estendida.
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  — Preciso descobrir um segredo dos meus pais e acho que está relacionado à Ilha dos Perdidos. — explicou ele — Então?!
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  — Fechado. — disse ao apertar sua mão.
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Isso só acontece uma vez na vida,
Meus instintos reprimidos estão surgindo,
O que fazer? Acabei de ganhar na loteria. 
- Lotto / EXO

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